Notas iniciais
Oiiiiiiiiiiiii

PDV Edward Cullen.

O súbito toque do celular me trouxe de volta a realidade.

– Oi Emmett.

– Fala mano. Como estão as coisas?

Bem mal, eu quase falei, sentindo um gosto ácido na boca.

– Estou precisando de um drinque, respondi.

– Beleza. Abriu um bar novo em Lexington. Os rapazes aqui da delegacia já conheceram e disseram que é show. Tem música boa e muita mulher bonita. Vou daqui a pouco com a Rose, Seth e Paul. Por que não vem conosco?

– Está de folga?

– Sim, ele retrucou.

Emmett era o xerife da cidade.

– Então mano, o que me diz?

Lexington era uma cidade pequena que ficava a mais ou menos uma hora de Caldwell. Dificilmente eu ia até lá, mas hoje seria diferente. Meu irmão com sua noiva, cervejas, eu e mais dois rapazes atrás de uma boa transa eram com certeza tudo o que eu precisava para exorcizar Isabella Swan da minha vida para sempre.

– Pode contar comigo.

– Beleza Edward. Te ligo mais tarde.

Encerrei a ligação e fui me arrumar. A noite prometia.


PDV Isabella Swan.


Encharcada até os osssos, entrei em casa e peguei algumas toalhas secas na lavanderia, secando meus cabelos e o corpo. Tirei a roupa molhada e coloquei-as na secadora de última geração. Me envolvi numa das toalhas e caminhei de volta para o quarto, deixando que as lembranças amargas me atingissem pela última vez.


“... -Desculpe, eu não sabia que você era virgem. Você deve estar me odiando agora.

Falou de cabeça baixa, me deixando rubra de vergonha. Não consegui articular palavras coerentes para dar uma resposta.

–Eu te machuquei?

Perguntou sem me encarar.

–Nã...não, respondi procurando avidamente o biquini para vestir.

–Mas doeu.

Ele disse. Era uma constatação. Realmente tinha doído um pouco, mas a dor desaparecera logo em seguida.

–Um pouco, falei sem encará-lo. Tudo tinha sido tão bonito, porque ele fazia questão de estragar as coisas agindo daquela forma?!

–Droga, o seu pai vai me matar!

Explodiu, passando a mão nervosamente e assanhando os cabelos cor de cobre. Arregalei meus olhos, assustada.

–Ele não precisa saber, murmurei num fio de voz.

–Tarde demais para isso, não acha?!

Respondeu me fitando com ironia. Os lampejos de desejo haviam evaporado. Os olhos verdes agora estavam frios e vazios. Comecei a sentir medo.

–Então a princesinha da casa não vai correndo contar ao papai que um dos empregados tirou a sua virtude?

Foi como levar uma bofetada. Suas palavra fizeram meu estômago contrair, as borboletas voaram agitadas, a náusea me invadiu. Achei que fosse vomitar ali mesmo. Senti como se garras afiadas me rasgassem por dentro.

– Por que está dizendo isso? Por quem você me toma, Edward?! Eu não sou assim.

Falei num sussurro, começando a desabar. Ele suspirou e me olhou sério. Não havia nada em seu rosto. Busquei qualquer traço ou vestígio, mas ele escondera muito bem suas emoções.

– Não sei Isabella. Sinceramente não sei o que pensar. Você fica desfilando na minha frente, me provocando, se exibindo, me deixando com água na boca diante da sua beleza e juventude.

Arregalei os olhos tomada pela surpresa. Ele continuou:

– Não faça essa cara de ingênua. Você é linda e sabe disso. E faz tudo de propósito, eu posso apostar! É como se você quisesse mostrar que eu posso te ver, te olhar, te desejar, mas que nunca poderei tocar ou ter você. Porque eu não passo de um empregadinho, um trabalhador braçal da fazenda do seu pai. Me diga agora, o que espera com esse tipo de comportamento inconseqüente?!

Seu tom era cortante, seu olhar gelado. O sangue fugiu do meu rosto, senti como se o chão desaparecesse sob os meus pés. Fiquei mortalmente pálida. Era isso que ele pensava sobre mim?! Que eu era uma garota rica e mimada que o provocava unicamente para me divertir e depois ria pelas costas dele?! Tremendo pelo desgosto, magoada pela decepção e morta de vergonha por ter me entregado aquele homem insensível, desisti do biquini e me enrolei com a toalha amarela, escondendo minha nudez, tentando de alguma forma me proteger. Dei-lhe as costas caminhando rapidamente, pegando em seguida as chaves do caminhão. Só então voltei-me para ele, que permanecia nu, sentado no mesmo lugar, me fitando com indiferença. Enfrentei seu olhar e ergui minha cabeça.

– É isso o que pensa de mim?! Que não passo de uma garota frívola, mimada e vazia?! Que sou fútil e inconsequente a ponto de brincar com os sentimentos dos outros?!Céus! Acabei de perceber que como a grande maioria dos rapazes aqui da região, você não passa de um idiota Edward Cullen! Onde eu estava com a cabeça?!

Bradei mais para mim mesma do que para ele.

– Vá embora daqui, suma da minha frente! Eu te odeio! Deus, como eu gostaria que nada disto tivesse acontecido.

Explodi saindo dali apressada me debulhando em lágrimas, rezando para que o chão se abrisse e a Terra me engolisse. Meu sonho havia se tranformado num pesadelo. Edward tinha possuído meu corpo e nada mais. Ele havia me usado e me descartado como um objeto. Para ele eu não passava de uma garota mimada e frívola, sem nada na cabeça.

Os três dias seguintes foram demasiadamente horríveis. Papai apareceu no meu quarto perguntando o que estava acontecendo, pois nem conseguir levantar para ir à escola eu conseguia. Expliquei que estava doente. Que havia contraído uma virose estomacal. Preocupado, ele quis chamar o médico, mas eu insisti que ficaria bem em alguns dias, pois outros jovens da cidade tinham tido o mesmo problema na escola, na semana anterior. Ele concordou em não chamar o médico, me trouxe um copo d’água e eu reafirmei que tudo voltaria ao normal em breve, pedindo que ele, por favor, avisasse ao Diretor Harry que eu não poderia comparecer as aulas naquele período.

Na noite do terceiro dia, por mais que quisesse, não conseguia mais ficar em casa. Parecia que o ambiente abafado me sufocava, me tolhia. Esperei até que Charlie dormisse, o que geralmente acontecia por volta das 22:00 hs quando ele estava em casa, e saí para dar uma caminhada pelo jardins. Inconscientemente andei até a piscina, fitando a superfície espelhada da água, lembrando de cada momento que eu tinha vivido ali com Edward. Fechei os olhos, sentindo as lágrimas começarem a aflorar e coloquei meus braços em torno do meu corpo, abraçando a mim mesma, tentando juntar os pedaços que ele havia destruído.

– Deixe que eu faço isso.

A voz baixa me surpreendeu. Dei um pulo sobressaltada com sua aproximação furtiva. Ele estava entre as sombras das árvores e dos hibiscos. Não consegui me mover. Seria um sonho?! Descobri que não quando sua respiração quente bateu no meu rosto, me fazendo dar um passo para frente. Ele me atraía como um ímã.

– O... O que está fazendo aqui?

Perguntei ansiosa. Eu não conseguia acreditar que ele estava ali me envolvendo nos seus braços.

– Faz três noites que eu venho aqui, respondeu.

– Por quê?

Insisti.

– Queria te ver.

Respondeu pegando uma mecha dos meus cabelos entre os dedos. Arfei. Oh meu Deus! Meu coração acelrou e eu achei que ele iria se soltar e sair pela minha boca.

–Você me rejeitou.

Sibilei com dificuldade.

– Desculpe. Levei um choque quando percebi que você era virgem.

Senti minhas pernas amolecerem.

– Por que veio até aqui?

Insisti.

– Não consigo tirar você da minha cabeça, menina.

Falou carinhoso afagando minha face. Minhas pernas fraquejaram. Eu quase me derreti toda. Ele olhou rapidamente em direção a casa e voltou-se para mim.

– Não podemos ficar aqui, é perigoso. Seu pai pode aperecer de repente, disse inseguro.

Concordei.

– Papai está dormindo, mas eu também não acho que seja seguro ficarmos aqui. Onde podemos ir?

Perguntei contendo uma vontade louca de beijá-lo.

– Que tal o galpão das máquinas?

Sugeriu animado. Era o local onde a empilhadeira, o trator, a colheitadeira, a forrageira e outras máquinas utilizadas durante o plantio e a colheita ficavam guardadas. Fitei-o incerta. Não parecia uma boa idéia.

– Deve ter alguém dormindo lá, respondi.

Ele sorriu.

– Não, não há ninguém por lá. O seu pai me deu a chave do cadeado. Todos os dias no final da tarde, tranco tudo quando vou embora e só reabro na manhã seguinte.

Ao ouvir aquilo sorri amplamente. Ele passou um braço pelos mesu ombros e juntos caminhamos até lá. Quem nos visse de longe pensaria que se tratava de um casal de namorados.

– Por que veio trabalhar conosco Edward?

A curiosidade me perturbava todas as noites.

– Para juntar algum dinheiro antes de assumir um emprego de verdade. Nem todos tem a sorte da nascer em berço de ouro como você.

– Mas você gosta do campo?

– Gosto, embora minha paixão mesmo sejam os animais.

Lembrei o dia em que o vi no cercado com o cavalo de papai e sorri timidamente. Chegamos ao galpão. Edward abriu as portas discretamente e nós entramos. Era meio assutador. As máquinas enormes e silenciosas projetavam sombras gigantes nas paredes de madeira, dando ao local um aspecto um tanto sinistro. Ferramentas, dois carros de mão, arreios, selas, estribos, algumas correntes grossas e enferrujadas, luva de polietileno grossas, lonas novas e outras coisas também se encontravam naquele local. Um peaço de lona grande verde e empoeirado estava fixada a parede lateral, cobrindo uma janela larga, protegendo o galpão e as máquina do calor do sol. Nós nos esgueiramos passando entre as pilhas de metal e andamos de mãos dadas até os fundos da construção. Não havia porta de saída. Ele acendeu uma lanterna forte e eu vi um colchonete novo no chão. Olhei inquisitivamente. Edward deu de ombros.

–Coloquei-o aí na esperança de que você não me mandasse embora.

Disse sorrindo torto e me fazendo suspirar. A quem eu queria enganar?! Estava completa e irremediavelmente apaixonada por ele. Não resisti mais e beijei-o. Ele retribuiu com ardor.

– Quase fiquei louco por não poder vê-la nos últimos dias, dizia me beijando e tirando minhas roupas. Suspirei ao sentir os dedos experientes em meus seios.

– Você é perfeita. Seus seios, seu corpo inteiro me enlouquece Bella. Seu olhar é um lago escuro e convidativo. Me perco nele cada vez que te olho.

Fechei os olhos ao sentir suas mãos subindo pelo interior das minhas coxas. Trêmula, comecei a acariciar suas costas, retribuindo. Ele me deitou sobre o colchonete e passou a explorar todo o meu corpo. Eu gemia descontrolada. Quando afastou minhas pernas, colocando sua boca entre elas, me acariciando com sua língua, eu pensei que iria morrer de tanto prazer. Ele deslizava a língua macia por toda extensão de minha carne numa carícia deliciosa e permaneceu com a boca em meu sexo até que eu não suportasse mais e explodisse tragada por um orgasmo poderoso, meu corpo ondulando, minhas pernas balançando como gelatina. Desabei no colchonete. Ele riu e despiu-se, livrando-se do restante das roupas.

– Você é maravilhosa, Bella. É como comer um doce caro, especial, tentador, proibido e delicioso.

Sorri.

– De chocolate?

Aquele era o meu sabor favorito.

– De chocolate com morangos, respondeu deitando-se sobre mim, afastando minhas pernas com o joelho, penetrando-me com uma forte investida. Gememos juntos. Senti o membro duro e rijo me preencher inteiramente.

– Adoro sentir a maciez do seu corpo me envolvendo.

Falou em meu ouvido começando a movimentar os quadris, me levando junto com ele. A cada investida eu sentia as ondas de prazer se construindo novamente, aumentando, me fazendo mergulhar profundamente no abismo de sensações novas, inexploradas, inebriantes e avassaladoras.

– Bella, Bella, o que está fazendo comigo...

Ele dizia com a respiração descompassada. Instantes depois atingi o êxtase. Edward gozou em seguida, liberando-se dentro de mim. Ficamos abraçados por um tempo até que ele me fitou comos olhos verdes transbordando de desejo.

– Quero você outra vez, falou alisando meu corpo com as pontas dos dedos, deixando-me arrepiada. Meus seios reagiram imediatamente.

– Você me quer?

Perguntei ronronando como uma gata.

– Muito, respondeu friccionando um dos meus mamilos com o polegar, me enlouquecendo, me fazendo o querer cada vez mais.

– Então pegue, eu disse pressionando meu corpo nu contra o dele, me insinuando.

– Você não passa de uma provocadorazinha, não é? Mas eu vou te dar uma lição Isabella Swan. Uma merecida lição, respondeu com a voz rouca e sexy, fazendo com que a minha excitação triplicasse.

– Lição? Que tipo de lição?

Perguntei. Minha voz saiu baixa e abafada pelo desejo.

– Esta, respondeu baixando-se e capturando meu mamilo com a boca, me fazendo arquear as costas para trás e gemer alto. Em pouco tempo nós estávamos fazendo amor outra vez.

Edward me ensinou como tocá-lo, como acariciá-lo com as mãos e a com a minha boca, como fazê-lo gemer de prazer. Ele era paciente comigo e sempre me mostrava uma nova forma de carinho, de toque. E todas as noites nós nos encontrávamos no galpão. Nossos encontros secretos duraram quatro semanas inteiras. Quatro doces, deliciosas, mágicas e inesquecíveis semanas.


“... -Ainda não consigo acreditar que estamos juntos. Seu pai me estrangularia se descobrisse o que estamos fazendo, falou numa quinta feira à noite, depois de termos feito amor por duas vezes consecutivas. Eu estava viciada nele, dependente, apaixonada, entregue. Tudo o que Edward quisesse de mim ele obteria.

– Ele é bravo, mas não morde, respondi divertida.

Ele rolou os olhos, fazendo uma careta.

– Fale por você mesma, respondeu seco.

– Ei, não precisa ficar de mau humor, retruquei.

– Você sabe que ele não aprovaria Bella.

Engoli em seco. Eu sabia. Edward não pertencia ao meu mundo e era seis anos, mais velho. Meu pai era um homem tradicional e muito rígido em relação a nossa posição social. Encarando-me com seriedade ele prosseguiu:

– Tenho vinte e um anos e você quinze. Você é rica, bem nascida, freqüenta a sociedade local, enquanto eu sou pobre, um Zé ninguém. Pertencemos a mundos completamente diferentes. Se o seu pai descobrir que estamos nos vendo, vai me escorraçar daqui como a um leproso.

Apoiei-me num cotovelo olhando fixamente para ele.

– Não me importo com o que ele pensa Edward. Nós estamos juntos e é isso o que interessa. Você é o cara mais bonito que eu já conheci, é decente, meigo, inteligente, trabalha duro e acaba de se formar. Se ele não aceitar o fato de que estamos juntos, então eu vou embora daqui.

Retruquei dando de ombros. Eu estava abrindo meu coração, revelando o que sentia, desnudando meu interior.

– O que está dizendo?!

– Que nós podemos fugir.

Falei decidida. Ele deu um longo suspiro.

– Bella, as coisas não são assim tão fáceis. Se nós fugirmos ele mandará a polícia me prender porque você é de menor. Não podemos fazer nada em relação a isso. Pelo menos por enquanto.

– Está dizendo que não se importa comigo?

Meu peito doía.

– Claro que não. Se você ao menos tivesse dezoito anos eu enfrentaria seu pai e o resto do mundo.

A esperança renasceu em meu coração.

– E quanto ao amor Edward?

– Como assim?

Perguntou tenso.

– E quanto ao amor que eu sinto por você?! O amor que enche meu coração e chega a me sufocar, que faz com que eu conte as horas do dia para poder estar aqui com você?! Não me importa a opinião do meu pai, ou o que os outros possam pensar, eu quero passar o resto da minha vida ao seu lado.

– Bella!

– Eu te amo, Edward Anthony Cullen. Eu quero ficar com você para sempre, o resto da minha vida.

– Bella, Bella, eu também te amo, meu amor. Eu estou perdidamente apaixonado por você, e embora ache isso tudo uma loucura, me sinto da mesma forma.

Exultei o ouvir aquilo, enlaçando-o ao redor do pescoço e apertando-me contra ele o máximo possível.

– Também te amo muito!

Minha boca buscava a dele, com uma fome bordejando o desespero. Edward respondeu dando-me um beijo urgente, unindo nossas bocas e línguas. Respondi com ardor.

– Você me enfeitiçou, menina, me conquisto, me seduziu e virou meu mundinho de pernas para o ar.

Falou entre o beijo.

– E isso é ruim?

– Não, claro que não, mas não é sensato. Estou me metendo num ninho de vespas.

Falou mais para si mesmo do que para mim.

– Todos os dias eu venho trabalhar ansioso na esperança de que você apareça no pomar só para me dar o prazer de te ver por alguns minutos durante o dia. Por outro lado eu rezo para que você não vá, que não apareça lá de jeito nenhum, porque eu não conseguiria me controlar se um dos rapazes soltasse alguma piada, se referisse a você como uma mulher qualquer ou lhe ofendesse. Acho que eu surtaria e pularia no pescoço deles, exigindo uma retratação, quebrando a cara de qualquer um.

Sorri extasiada.

– Tem ciúmes de mim?

Questionei emaranhando meus dedos nos pêlos do seu peito.

– Muitos. Você é linda. Eu mataria o homem que tivessea ousadia de tocar em você.

– Bobo. Sabe que eu só tenho olhos para você, respondi.

– Gostaria de não me sentir dessa forma, mas não tenho como evitar. Você é minha Bella. E sou extremamente possessivo com o que é meu.

Ele falou sorrindo e tirou uma correntinha de ouro trabalhada com um crucifixo pendurado que sempre usava em seu pescoço desde os tempos do colégio. Havia sido so seu avô quem lhe dera antes de morrer anos atrás.

– Tome. Use-a por mim. Ela agora é sua.

Disse colocando o objeto em meu pescoço. Fitei-o em choque.

– Mas foi o seu avô que lhe deu Edward!

– Sim. Ele me deu em seu leito de morte porque me amava Bella. Quero que a use como prova do meu amor por você. Sempre que você a usar eu saberei que está pensando em mim, mesmo que não esteja por perto como acontece em todas as manhãs.

Vacilei, mas seus argumentos me convenceram. Ele então colocou o cordão no meu pescoço, fazendo com que eu me sentisse a mulher mais especial do planeta.

– Sabe aquela música do Bon Jovi?You give love a bad name?

– Sim. O que tem ela?

– Se encaixa perfeitamente na nossa situação.

Ele me fitou confuso.

– Eu nasci para ser sua garota e você nasceu para ser o meu homem Edward Cullen.

Ele sorriu e mais uma vez fizemos amor.

–-----

Na noite seguinte haveria uma grande festa no clube mais tradicional de Caldwell, para comemorar o aniversário do prefeito. Jasper Whitlock, meu melhor amigo, havia me convidado para ser o seu par. Ele não tinha coragem de chamar Alice Cullen, garota bonita, de cabelos pretos curtos, e super descolada da minha classe para sair com ele, embora estivesse caidinho por ela. Jasper era o único que sabia sobre Edward e me dava apoio total. Era o meu confidente. Ele tinha completado dezoito anos em janeiro e estava no último ano do colegial, dois anos a minha frente. Nossos pais eram amigos há anos, desde a época em que ainda eram solteiros e ambos gostariam que nós dois namorássemos e acabássemos por formar uma família, mas o sentimento de amizade era grande e mútuo. Jasper era o irmão que eu nunca tive e a recíproca era verdadeira. Ele queria Alice assim como eu queria Edward, mas nós nos aproveitávamos dessa clara aprovação dos nossos pais para podermos sair.

Nós combinamos que ele me pegaria em casa às sete da noite, circularíamos um pouco na festa para que nossos pais nos vissem juntos e mais ou menos uma hora depois ele me traria de volta, para que eu não deixasse de me encontrar com Edward. Ele então voltaria para o clube e tentaria atrair a atenção de Alice Brandon. Preferi não comentar nada com o Edward sobre minha saída com o Jasper, pois ele já havia deixado claro o quanto era possessivo. Jasper pertencia ao meu mundo, como ele mesmo falava e aquilo seria com certeza um motivo de briga entre nós. Ele me perguntou sobre a festa, pois não se falava em outra coisa na cidade, mas eu afirmei que não iria. Avisei a ele que o encontraria no mesmo lugar de sempre, só que mais tarde, pois tinha muita lição e um trabalho complexo de literatura sobre o filme Romeu e Julieta para fazer. Ele entendeu e nós combinamos de nos ver no dia seguinte por volta das onze da noite.

Jasper chegou na hora marcada, mas a minha volta deu errado. Na realidade tudo naquela noite deu errado. Tivemos que dançar a valsa comemorativa, esperar pelos parabéns e pelas homenagens que foram feitas ao aniversariante, sem falar nos discursos intermináveis. Meu pai olhava para mim e para Jasper com orgulho, enquanto eu engolia em seco, louca para ir embora dali. Acabei me atrasando. Quando Jasper me deixou na porta da fazenda já passava de meia noite. Subi as escadas apressada, toquei de roupa o mais rápido que pude e saí correndo em direção ao galpão. A noite estava linda, fresca, com uma lua enorme e brilhante no céu. Tratava-se de uma noite especial, perfumada pelo aroma das flores do campo espalhadas em todo o terreno. A brisa batia em meu rosto, mas eu nem sentia. Eu precisava ver Edward. Precisava fazer amor com ele mais uma vez. Entrei no galpão apressada, a porta estava destrancada. Sorri internamente caminhando com passos rápidos até o fundo da construção, mas para minha decepção Edward não estava lá. O colchonete estava dobrado num canto e não havia o menor sinal dele. Chateada, acendi a lanterna e puxei o colchão, deitando determinada há esperar o tempo que fosse necessário. Acabei adormecendo ali mesmo, dizendo a mim mesma que esclareceria tudo com ele na noite seguinte. Mas eu nunca tive esta oportunidade. No sábado novamente ele não apareceu. E assim seguiram os meus dias e as minhas noites, num desepero sem respostas, num vazio sem fim.


Notas finais
Bem temos ai parte do mal intendido revelado, mais acho que ainda falta algo ne meninas(os).
Agora venho só na próxima quarta.
Um bom Domingo pra vocês meninas.
Beijos
Kiki.