Armadilha Do Destino.
22 Capítulo 22 – Primeiro Contato.
Notas iniciais
Cap. XXII – Primeiro Contato.
PDV Isabella Swan.
Acordei bem disposta a pesar da noite turbulenta, da chuva e de tudo mais. Eu tinha dormido um sono pesado, profundo e sem sonhos ou pesadelos. Com certeza os dois orgasmos que ele havia me dado eram os responsáveis pelo meu bom humor. E o número do telefone do advogado também, concluí. Levantei dei e cara com dois olhos verdes intensos e curiosos.
- Oi mãe, falou animada.
- Oi meu amor, bom dia!
Falei espreguiçando-me.
- Bom dia também. Como foi o seu jantar?
Perguntou pulando sobre a cama e me dando um beijo caloroso. Retribuí em dobro. Vacilei, mas consegui responder.
- Normal.
Ela fez uma careta ridícula.
- Normal? Arg! Deve ter sido muito horrível mesmo!
- Horrível. Ou então muito ruim. Não se usa o termo muito horrível, corrigi automaticamente.
- Você parece a minha professora falando, gracejou.
- Toda mãe é professora, motorista, enfermeira, costureira, tutora, conselheira e muitas outras coisas.
Ser mãe é padecer no paraíso...
- O jantar com o Edward foi sem graça?
Perguntou novamente. Fechei os olhos por um segundo imaginando sentir os beijos e as mãos de Edward deslizando em minha pele. Sem graça?! “Definitivamente não”, minha mente respondeu silenciosamente. Senti um calor começar a tomar conta do meu rosto.
- Não filha, a comida estava maravilhosa.
Seus olhos brilharam empolgados.
- Sério? O que você comeu?
Sorri de sua expressão.
- Ravióli ao molho de cogumelos, eu disse sentindo minha boca cheia d’água. Ela fez outra careta. Como toda criança dessa idade Renesmeee não gostava muito de verduras, legumes e comidas mais saudáveis. Preferia carnes e churrascos, cachorro-quente e pizza.
- E isso é gostoso?
- Delicioso. Você vai ver quando provar, respondi. Ela me fitou assustada.
- Vou ter que provar?
Perguntou nervosa. Sorri da sua expressão de pavor.
- Um dia, claro. Como você vai saber se gosta ou não das comidas se não concordar em prová-las?
Ela fez outra careta e eu reprimi uma risada.
- Tia Angie ligou ontem à noite. A gente conversou um tempão. Ela tá com muitas saudades e eu também. Meus amigos perguntaram por mim, sabia?
Quando minha filha desandava a falar não tinha quem a segurasse.
- Sue me contou que sua tia ligou filha. Vou ligar de volta para ela assim que tomar um bom banho.
- Mãe?
- O que é?
Respondi saindo da cama.
- Quando vou poder voltar para a escola? Vamos ficar morando aqui em Caldwell? Para sempre? E os meus amigos? Não quero mudar de escola.
Fiz força para sorrir diante da ansiedade dela. Renesmee era apenas uma criança de nove anos. O que ela questionava era justo. Seus amigos, seu colégio, toda sua vida até hoje tinha sido em Lexington. Mas eu não iria me precipitar. Falaria com o advogado primeiramente, com Ângela depois e por último tentaria solucionar aquele problema conversando com Edward.
- Calma Nessie. Como seu avô morreu você pode faltar às aulas por alguns dias. Por três semanas para ser mais exata. E só se passaram duas até agora querida. Eu avisei a diretora antes de nós viajarmos para cá, expliquei o motivo, e ela disse que eu poderia ficar tranquila, ok? Você não vai ter prejuízo nenhum, pois as suas notas são excelentes e poderá repor as aulas que perdeu, assim que retornar a escola.
- Maneiro!
Exclamou satisfeita.
- Já tomou seu café da manhã?
Perguntei mudando de assunto. Ela revirou os olhos
- Já mãe. Acordei bem cedinho. Posso dar uma volta pela fazenda?
Pediu agitada.
- Pode, mas não se afaste muito.
- Legal. Tchau mãe!
- Tchau. Tome cuidado e...
- Já sei, já sei, não fale com estranhos!
Gritou desaparecendo pela porta. Sorri e balancei a cabeça sentindo subitamente uma leve tontura. Respirei fundo, determinada a comer qualquer coisa assim que saísse do banho.
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- Pousada Weber, bom dia, falou com a voz toda melosa. Suprimi um sorriso.
- Achou que era o sexy policial Clearwater, por acaso?
- Bella!
Exclamou satisfeita.
- Sim, sou eu, Angie.
- Oi amiga.
- Oi.
- E aí, como estão às coisas? E o jantar? Ele aprontou alguma? O que ele fez? Não me esconda nada, por favor!
Explodi numa risada sonora.
- Se você me deixar falar eu prometo que conto tudo. Mas primeiro quero saber como é que você está se virando aí sozinha na Pousada. Estou preocupada. Não sei ainda quando poderei voltar.
- Está tudo bem, não se preocupe. Contratei Irina em tempo integral e uma prima dela e de Alec por meio período. Trabalho temporário.
- Isso não vai pesar no nosso orçamento?
Questionei com uma ruga de preocupação formando-se em minha fronte.
- Não. Fiz todos os cálculos antes de tomar esta decisão. Fique aí o tempo que precisar.
- Nossa, é um alívio saber disso, respondi rindo.
- Nossa, digo eu! O seu humor hoje de manhã está contagiante. Andou fazendo algo de bom ontem à noite, foi?
Corei violentamente. Graças a Deus ela não estava me vendo.
- Eu não sou você Ângela Weber, que vê sexo casual em cada oportunidade que tem quando está com um homem, devolvi. Ah, se ela soubesse...
- Estou mudada amiga, falou dando uma risadinha abafada.
- Como é que é?
Indaguei sentindo minha curiosidade aflorar.
- Eu e o Seth estamos nos dando muito bem.
- Que bom, Ângela, fico muito feliz por você, respondi.
- Existem alguns pequenos problemas, mas ele me contou toda a história e está disposto a resolver a questão.
- Que questão?
- Acho que eu deveria dizer as questões, no plural, falou baixinho.
- Angie, não estou entendendo nada, eu disse.
- Ele tem outras namoradas.
Meu queixo caiu. Outras namoradas? E ela falava aquilo como se fosse à coisa mais natural do mundo?!
- O quê?!
- Três para ser exata, disse desanimada.
- Ângela!
- Ok, eu sei, eu sei. Mas ele abriu o coração e falou sobre sua vida promíscua. Todo o seu passado. Ele fez questão que eu soubesse de tudo sem omitir nenhum detalhe, então mereceu o meu voto de confiança.
- Cuidado, eu disse preocupada. Pelo visto o policial Seth, era um Don Juan de marca maior.
- Pode deixar. Ele foi honesto e me pediu um prazo para resolver essas questões, suplicando para que eu o esperasse. Mas agora quero falar sobre você.
- Ok. O que quer saber?
- Tudo, ora essa! Me conte como foi o jantar com o senhor “Edward gostoso arrogante todo poderoso delícia” ontem à noite.
Suspirei e relatei de forma sucinta o que tinha ocorrido com exceção dos tórridos momentos sexuais na biblioteca.
- Ele jogou sujo.
- Ele quer a filha.
- Sua filha, retorquiu chateada.
- Dele também amiga. Como ele mesmo falou, eu não a fiz sozinha. Você precisava ver o quarto que ele está reformando para ela. Digno de uma princesa. A Nessie vai pirar quando entrar ali.
- Ele vai usar todas as cartas que estiverem ao alcance para conquistá-la.
Verdade.
- Estou me sentindo encurralada, entre a cruz e a espada, num mato sem cachorro, desabafei.
- Você precisa do Jacob, decidiu Ângela.
- Sei disso. Vou ligar para ele hoje, assim que desligar com você.
- Bella, tudo isso acontecendo de uma vez... É meio assustador, não é mesmo?
Comentou deixando transparecer como se sentia temerosa por mim e pela afilhada.
- Não, amiga.
Contrariei.
- É apavorante. É aterrorizador. É terrível. Mas nós vamos dar um jeito.
- Qualquer coisa você me liga.
- Você também. Beijos.
Nós nos despedimos e eu tornei a discar, mas desta vez para o advogado sentindo uma ponta de esperança em meu âmago. Uma voz robotizada e sem emoção de uma telefonista atendeu meu telefonema.
- O Dr. Jacob Black, por favor.
- Quem deseja falar com o senhor Black?
Perguntou fazendo-me rolar os olhos e apertar o aparelho em minhas mãos.
- Isabella Swan, respondi.
- Um momento, por favor.
Disse e saiu da linha. Imediatamente uma musiquinha irritante e desconhecida começou a tocar em meu ouvido. Esperei alguns minutos antes que ele atendesse.
- Bella?
Sua voz era bonita.
- Sim, sou eu. Como vai Jacob?
- Bem, obrigada. Há quanto tempo, não?!
- Pois é, respondi. Como eu diria a ele que nem ao menos lembrava como era o seu rosto?
- Ângela me ligou estressada e me contou o caso superficialmente. Gostaria que você me fornecesse mais detalhes, por gentileza.
Dei um suspiro aliviado, a esperança brotando mais uma vez. Relatei o que pude da melhor forma possível. Contei o que papai havia feito, inclusive sobre o dinheiro do suborno. Ele prometeu que envidaria seus melhores esforços para defender meus direitos e a custódia da minha filha. Omiti apenas a chantagem de Edward. Era um assunto estritamente pessoal e ninguém mais precisaria ter conhecimento daquilo. O meu primeiro contato com um promissor advogado de direito de família me deixou mais confiante. Jacob começaria sua própria investigação dos fatos recorrentes ao meu caso e estudaria qual a melhor maneira de nós enfrentarmos Edward. Perguntei quanto custariam os seus honorários e ele afirmou que eu não me preocupasse com nada e garantiu que estava fazendo aquilo em atenção à prima. Agradeci mais uma vez. E independente de qualquer coisa ele me aconselhou a contar a verdade para Renesmee. Ela precisava saber o quanto antes que Edward Thomas Cullen era o seu pai.
PDV Edward Cullen.
Dizer que os seis dias que se seguiram foram uma merda, seria uma piada. Eu quase não comi, eu quase não dormi e o pouco de sono que eu tive foi interrompido por imagens incandescentes de sexo selvagem em minha mente poluída. Bella e eu transando em diversos locais da minha casa. No quarto, na banheira, na piscina, na estufa no meio das flores... Eu tirando a roupa de Bella e trepando com ela de várias formas e em várias posições. Ela de quatro, ela me cavalgando, ela debaixo do meu corpo, em cima da mesa da cozinha, as pernas macias abrindo-se para me receber, meu pau se enterrando naquela cavidade apertada, quente e aveludada...
Na manhã posterior, acordei com um péssimo humor, me sentindo frustrado, irritado e capaz de matar um infeliz que desobedecesse uma ordem minha. Depois de gritar com três empregados desnecessariamente, levei um puxão de orelhas da Alice e resolvi desopilar um pouco, sair de casa. Entrei no carro decidido a ir até o mercadinho fazer as compras da semana, juntamente com todas as outras várias tarefas mundanas que a vida nos enche todos os dias, como pagamentos, sacar dinheiro no caixa eletrônico, etc.
O dia praticamente se arrastou, mas à noite não tive a mesma sorte. Emmett ligou chamando para sair, tomar uma cerveja, ir dançar. Recusei. Seth ligou querendo saber que “porra” eu estava fazendo para deixar a senhorita Weber preocupada e tão angustiada com a vida de sua melhor amiga, ou seja, Bella. Mandei ele se foder. Ele agora tinha quatro mulheres para dar conta e queria se meter nos meus problemas?! Fala sério! Se o Seth não se cuidasse ia acabar perdendo o pau!
Liguei a televisão e zapeei os canais, mas a programação estava uma verdadeira droga. Filmes românticos ou pornográficos, documentários sobre doenças raras, casos bizarros, traição ou o estudo das mentes criminosas. Desisti desligando o aparelho. Fui até a cozinha e apelei para dois copos de suco de maracujá, desejando desesperadamente dormir como uma pedra até a manhã seguinte.
Acordei durante a madrugada ofegante e trêmulo, meu corpo suado e agarrado a uma massa disforme de lençóis e travesseiro. Meu coração batia loucamente. Da minha testa escorriam gotas de suor. Caralho! O sonho que eu tive foi tão intenso que eu tinha gozado nos lençóis brancos de algodão. Nós estávamos sobre o tapete da biblioteca novamente, mas desta vez, ela estava com a boca no meu pau. Bella subia e descia deslizando sua língua suave na minha carne, me fazendo delirar de tanto desejo. Me enlouquecendo. Quando senti que ia gozar em sua boca, coloquei-a e costas para mim, apreciando a bundinha arrebitada e invadi aquela buceta quente e deliciosa. Ela investiu os quadris batendo em minha pelve com a bunda, nossos corpos se chocando, minhas mãos correndo sobre o seu corpo macio, guiando os meus movimentos, acelerando. Em segundos explodi num orgasmo intenso e potente.
- Merda!
Gemi quando me chutei para fora da cama olhando minha porra grudada nos lençóis. Isto estava indo de mal a pior rapidamente. Eu sei que sempre tive fantasias sobre ela, mas agora chegava a ser ridículo! Quem pensaria que eu com trinta e um anos estaria sonhando com uma mulher e gozando sozinho como um adolescente abobalhado?! Que a desejaria tanto a ponto de foder com ela em qualquer lugar que fosse? Até mesmo prensando-a com o meu corpo contra a janela da estufa, sentindo suas pernas enroscadas na minha cintura. Fechei os olhos e as imagens do sonho vieram com força total. Gemi sentindo meu pau endurecer. O pior é que eu estava gostando daquelas idéias malucas, droga! E esses pensamentos pervertidos não estavam ajudando em nada! Absolutamente nada!
Era tarde demais. Todas as outras mulheres com quem dormi serviram apenas para saciar meu apetite, como Jéssica. Mas Bella era diferente. Quando eu estava com ela sentia nela uma unicidade que ia além do desejo físico. Caminhei para o banheiro e abri o chuveiro ao máximo, entrando debaixo da água fria e tremendo de frio. Eu precisava me controlar. O frio engolfou-me ainda mais, fazendo meu cérebro confuso desacelerar. Mas nada desvanecia a imagem daquele rosto maravilhoso em formato de coração, os olhos castanhos misteriosos. Bella ainda estava ali, me provocando. Eu precisava beber, esquecer temporariamente, me afogar na bebida ao menos até o dia amanhecer.
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O grande néon azul e rosa do bar mais antigo da cidade, piscava contra o céu escuro da madrugada em Caldwell. As ruas estavam desertas. Olhei rapidamente para o relógio, verificando as horas. Três e meia da manhã. Bella não saía da minha cabeça. Eu nunca havia dito não a ela. Não tivemos a oportunidade. Mas eu dissera não diante da tentação de ceder aos seus encantos quando a vi dançando em Lexington com aquele almofadinha loiro. A roda do carro derrapou quando saí da ponte e entrei na praça. Algumas estrelas brilhavam na noite escura. Os ciprestes formavam sombras sinistras e todo chão. Abri a porta, desci. Fechei o carro ativando o alarme. Um vento morno soprava entre as folhas daquelas árvores enormes. Com um clima bastante diferente de dois dias atrás, a noite estava fresca. Sombras alongadas de alguns casais projetavam-se nas paredes de pedra do bar.
Subiu os degraus de pedra do bar. Ainda do lado de fora consegui ouvir a música preferida de Paul. A batida da música pulsava em seu peito como um coração desde que ele havia levado um fora da antiga namorada. Ao contrário de Seth, ele ainda sofria por uma decepção no amor. Assim como eu. Aquela música sempre me lembrou Isabella, o sofrimento que eu vivi achando que ela era a culpada de tudo. Quem será que a colocara para tocar? Pensei no momento em que minha mão tocou na porta lisa de madeira. Mas nada mudaria o passado e Charlie já não podia responder pelos seus erros. Suspirei desanimado. Nós dois havíamos sido vítimas de uma Armadilha do destino.
http://www.youtube.com/watch?v=gkIrZxN9pHk
Música: Still Loving You (Scorpions)
Time, it needs time
To win back your love again
I will be there, I will be there
Love, only love
Can bring back your love someday
I will be there, I will be there
Fight, babe, I'll fight
To win back your love again
I will be there, I will be there
Love, only love
Can break down the wall someday
I will be there, I will be there
If we'd go again
All the way from the start
I would try to change
The things that killed our love
Your pride has built a wall, so strong
That I can't get through
Is there really no chance
To start once again
I'm loving you
Try, baby try
To trust in my love again
I will be there, I will be there
Love, our love
Just shouldn't be thrown away
I will be there, I will be there
If we'd go again
All the way from the start
I would try to change
The things that killed our love
Your pride has built a wall, so strong
That I can't get through
Is there really no chance
To start once again
If we'd go again
All the way from the start
I would try to change
The things that killed our love
Yes, I've hurt your pride, and I know
What you've been through
You should give me a chance
This can't be the end
I'm still loving you,
I'm still loving you,
I'm still loving you, I need your love
I'm still loving you, (I'm still loving you baby)
I'm Still Loving you, I need your love
I'm still Loving you, I need your love
I need your love .
Tradução: Continuo Amando Você
Tempo, é preciso de tempo
Para reconquistar seu amor novamente
Eu estarei lá, Eu estarei lá
Amor, apenas amor
Pode algum dia trazer de volta seu amor
Eu estarei lá, Eu estarei lá
Lutar, querida, eu lutarei
Para reconquistar seu amor novamente
Eu estarei lá, Eu estarei lá
O amor, apenas amor
Pode quebrar a parede algum dia
Eu estarei lá, Eu estarei lá
Se nós percorremos novamente
Todo o caminho, desde o início
Eu poderia tentar mudar
As coisas que mataram o nosso amor
Seu orgulho construiu uma parede, tão forte,
Que não consigo atravessar
Não existe realmente nenhuma chance?
Para recomeçarmos novamente
Estou amando você
Tentar, querida, tentar
Acreditar no meu amor novamente
Eu estarei lá, Eu estarei lá
Amor, nosso amor
Não deveria ser simplesmente jogado fora.
Eu estarei lá, Eu estarei lá
Se nós percorremos novamente
Todo o caminho, desde o início
Eu poderia tentar mudar
As coisas que mataram o nosso amor
Seu orgulho construiu uma parede, tão forte,
Que não consigo atravessar
Não existe realmente nenhuma chance?
Para recomeçarmos novamente
Se nós percorremos novamente
Todo o caminho, desde o início
Eu poderia tentar mudar
As coisas que mataram o nosso amor
É, eu feri o seu orgulho, e eu sei
Pelo que você já passou
Você tem que me dar uma chance
Isto não pode ser o fim
Eu continuo amando você
Eu continuo amando você
Eu continuo amando você, eu preciso do seu amor
Eu continuo amando você, (eu continuo amando você baby)
Eu continuo amando você, eu preciso do seu amor
Eu continuo amando você, eu preciso do seu amor
Eu preciso do seu amor
Abri a porta pesada. A música lenta aumentou de volume, envolvendo-me com o ritmo da melodia. A lembrança da noite recente com Bella em meus braços, ardeu em meu peito. Eu nuca havia dançado com ela. Será que ela era uma boa dançarina? Jasper com toda certeza saberia dizer, pensei com desgosto. A música terminou. Alguma mão invisível tocou em meu braço. Olhei para a mulher loira e dispensei-a. Houve resmungos de protesto, mas ninguém ousou fazer nada contra. Vi Paul sentado numa mesa ao fundo, com uma garrafa de uísque sobre o tampo. Sorri. Aquele era o único remédio que eu precisava neste momento.
- Edward? O que faz aqui amigo?
Ele disse com a voz engrolada pelo álcool. Sorri amplamente.
- A mesma coisa que você, Paul.
Ele arregalou os olhos surpreso.
- Levou um fora também?
Maneei a cabeça.
- Talvez.
No estado em que ele se encontrava eu podia relatar a minha vida sexual inteira. Paul não iria conseguir lembrar nada pela manhã.
- Estou tentando reconquistá-la, falei pedindo ao garçom que me trouxesse um copo.
- Ah, um brinde ao amor, meu velho, falou quase caindo da cadeira.
- Um brinde ao amor, afirmei.
- E as mulheres más, aquelas que nos envolvem, dizem que nos amam e depois nos chutam, fazendo nós sofrermos como condenados nessa vida.
Disfarcei um sorriso. Daqui a pouco ele cairia sobre a mesa, desacordado. Era bom que estivesse de folga amanhã ou meu irmão pegaria pesado.
- Às mulheres das nossas vidas, emendei. Ele sorriu satisfeito e entornou o copo, bebendo tudo. Minutos depois desabou. Chamei o dono do bar e pedi que o deixasse dormir ali. Dois garçons levaram Paul para um pequeno sofá no escritório. Dei uma generosa gorjeta aos dois. Paguei a conta dele e continuei ali até que os primeiros raios de sol aparecessem.
Notas finais
Kiki
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