Armadilha Do Destino.
23 Capítulo 23 – Golpe fatal.
Notas iniciais
Olha só este cap. esta sem betar, meu dia foi corrido hoje, mais não queria deixar vocês sem cap. então vou postar assim mesmo e concerto ele no domingo por que amanha também será corrido, e agora tenho que ir arrumar as malas do meu namorildo por que ele viaja amanhã e eu não consegui sair do pc ainda rsrsrsr.
Obrigado pela compreensão.
Narrador.
Bella e Sue estavam almoçando juntas na cozinha e trocando idéias. Renesme já havia almoçado e brincava na varanda da casa.
-Já decidiu o que vai fazer com a fazenda, Sue questionou.
Bella negou com a cabeça.
-Ainda não.
-Encontrei com o Dr. Aro hoje mais cedo e ele disse que você estava relutante em vender as terras.
-Papai amava essas terras Sue, respondeu comendo mais uma porção da salada portuguesa.
-Eu sei, mas você não deve se apegar tanto a isso Bella. Seu pai não está mais aqui querida, a fazenda é sua agora. Faça o que achar melhor para você e para Nessie. Já foi ao banco?
-Não, mas pretendo ir agora à tarde se você puder ficar com a Nessie.
-Claro que sim, pode ir sossegada. Vou ficar em casa durante a tarde toda.
Bella sorriu agradecendo. Estava preocupada com a falta de notícias do advogado e de Edward. Será que ele estaria tramando alguma coisa?!
-Quando vai para a Europa Sue?
Perguntou desviando os pensamentos das suas aflições.
-Na próxima semana, a mulher mais velha respondeu.
-Puxa, assim tão rápido?
O pesar de Bella era evidente em suas feições. Sue sorriu e afagou-lhe a mão.
-Já adiei demais Bella. Minha filha precisa de mim, retrucou.
-Eu sei, mas isso não quer dizer que eu não vá ficar com saudades, falou colocando os pratos na pia. Sue fitou-a demoradamente.
-Você é uma ótima menina, Bella. Pense no que vai fazer, que decisões vai tomar e lembre-se daquela nossa conversa aqui mesmo na cozinha. Não desperdice a chance de ser feliz, concluiu saindo do ambiente e subindo as escadas.
Bella ficou pensativa por alguns instantes, mas o toque insistente do celular a trouxe de volta.
-Alô?
-Bella?
Aquela voz lhe era vagamente familiar...
-Sim?
-Jacob.
Prendeu a respiração em expectativa.
-Espero que tenha notícias para mim, falou com ansiedade.
-Tenho sim, ele disse num tom de voz neutro.
-Aconteceu alguma coisa?
Perguntou aflita.
-Nós precisamos conversar, ele completou.
Bella sentiu-se perdida num turbilhão de pensamentos. Sua pulsação acelerou, ela teve uma sensação de que alguma coisa muito ruim estava por vir.
-Bella? Ainda está aí?
Suas pernas pareciam pesar uma tonelada. Deixou-se cair sobre uma das cadeiras da cozinha.
-Sim, eu estou aqui, respondeu com dificuldade.
-Você está bem? Sua voz está estranha, disse o advogado obviamente preocupado.
-Estou bem, sim. O que você ia dizendo?
Ele suspirou demoradamente. Bella sentiu o coração se apertar.
- Acabo de receber os resultados do relatório que prometi a você dias atrás. E ao que parece não existem evidências suficientes para dar veracidade a sua estória, disse sem preâmbulos, indo diretamente ao assunto.
-Como assim?
Ela não entendeu o que ele estava dizendo.
-Existiu um cheque devidamente assinado por seu pai que foi descontado pela senhora Esme Cullen, na cidade de Phoenix, mas nada indica suborno. A estória que ela contou na vizinhança e que as pessoas conhecem até os dias atuais era que eles haviam vendido uma propriedade e estavam mudando para uma cidade maior, para tentar uma vida melhor...
Ele fez uma pausa significativa.
-Que estavam em busca de novas oportunidades.
-Certo, e daí?
Questionei sem saber onde ele estava querendo chegar.
-Daí que será a palavra dele dizendo que você ocultou a filha durante todos esses anos, contra a sua afirmando que o seu pai foi o grande responsável e que você não teve culpa. Não há como provar que vocês dois foram vítimas de uma armação, de um golpe. O advogado dele vai explorar isso com certeza. Ele vai tentar denegrir sua imagem, dizendo que você omitiu a gravidez propositalmente e privou a criança da presença do pai durante todo esse tempo por que quis. O juiz poderá acreditar em você ou não. Poderá acreditar nele ou não. Nós podemos levar testemunhas de que você é e sempre foi uma excelente mãe, mas...
-Eles podem não acreditar, ela sussurrou, sentindo suas defesas ruírem.
Os dois permaneceram em silêncio por alguns instantes. Jacob foi o primeiro a falar:
-Eu sinto muito, Bella. Queria dar notícias auspiciosas a você, mas estou sendo o mais sincero possível. Como advogado e como amigo, devo isto a você e a Angie.
Bella respirou com dificuldade.
-Mas Ângela pode testemunhar a meu favor, a minha madrasta também. Elas podem afirmar tudo que o meu pai fez, como ele agiu, mandando Edward embora daqui no meio da noite, expulsando-o da cidade!
Exclamou indignada.
-Sim, eu passei a noite inteira estudando as nossas possibilidades, Bella, esta inclusive, ele declarou pesaroso. Bella engoliu em seco com dificuldade.
-E?
-É meu dever alertar você que tais depoimentos podem não ser suficientes para uma decisão ao seu favor, pois seu pai faleceu. Infelizmente ele não está mais disponível para confessar o que fez ou contestar as suas testemunhas. Ele deixou alguma coisa por escrito ou registrada sobre esse assunto?
-Não, mas, mas...
Sua voz estava por um fio. A conversa com Jacob estava matando o resto de suas esperanças de rejeitar a proposta indecente e absurda que Edward lhe fizera, recusando-se a ir morar com ele na casa da colina.
-Bella, Ângela é a sua melhor amiga e também é sua sócia. Sua madrasta gosta de você como uma verdadeira filha. O advogado dele pode pedir que o testemunho delas seja considerado inválido diante de tais circunstâncias, alegando parentesco e vínculo afetivo. Você disse que o pai da sua filha tem um excelente poder aquisitivo atualmente?
Ela fechou os olhos com força.
-Sim. É um dos homens mais ricos da região, um empresário de muito sucesso, falou desanimada.
Jacob assoviou no outro lado.
-Então ele vai jogar pesado. Aposto o meu pescoço como vai usar todas as armas disponíveis. Estou acostumado a lidar com tipos como ele quase todos os dias no Fórum daqui.
Aquilo não podia estar acontecendo. Ela nem ao menos entrara na justiça e Edward já saíra vencedor daquela batalha.
-Perdemos antes mesmo de começar, não foi Jacob?
A emoção embargou-lhe a voz.
-Calma, Bella. Nem tudo está perdido. Raramente um juiz profere uma sentença contra a mãe. Nós vamos lutar até o fim. Continuarei estudando todos os caminhos, mas preciso saber exatamente quando ele vai dar entrada com a petição no tribunal. Só achei melhor deixar bem claro para você que as coisas podem dar certo ou não.
Ela suspirou. Mais uma vez e outra em seguida.
-Bella?
-Estou aqui, disse exalando um suspiro desconsolado.
-Vai me avisar quando ele der entrada no processo?
Os lábios dela trêmulos, lágrimas arderam nos olhos castanhos. Ela fitou os próprios pés, desconsolada, sabendo que se existia uma pequena possibilidade de perder a filha, por menor que fosse, não deixaria acontecer. Não permitiria. Não iria lutar. Ela fora derrotada. Iria ter de aceitar a proposta de Edward. Pelo bem de Nessie.
-Preciso pensar com calma no que vou fazer Jacob. Se formos aos tribunais eu ligo e aviso você ok?
-Ok, Bella. Aguardo o seu retorno, sua ligação. Boa tarde para você.
-Obrigada. Para você também.
-Não me agradeça. Esse é o meu trabalho.
Após encerrar a chamada, continuou sentada, a cabeça baixa, os ombros curvados para frente, a mão agarrando o aparelho com força. Um zumbido forte a impedia de prestar atenção a sua volta. Até que ouviu a vozinha de Renesme e o motor de um carro que estava aproximando-se da casa. Gemeu entre dentes. Agora não, por favor! Não queria ver ninguém, não queria falar com ninguém precisava ficar sozinha e pensar um pouco em como resolver aquela complicada situação.
Isabella Swan.
Tentei levantar e correr para o meu quarto, mas foi em vão. Minhas pernas não obedeciam aos comandos do meu cérebro. Elas não se mexiam. Permaneci na cozinha, estática, paralisada, congelada naquela desconfortável cadeira de treliça. Quem havia chegado numa hora tão inoportuna?!
-Tio Jazz!
Renesme gritou animada. Suspirei pesadamente. Mais um problema... Eu teria de contar a Jasper tudo o que acontecera nos últimos dias em que ele estava fora e ele não ia deixar barato. Com certeza enfrentaria Edward e cobraria satisfações. Oh, meu Deus! Por que as coisas nunca eram fáceis para mim? Pensei beirando o limite da exaustão mental.
-Presentes?! Oba!
Minha filha exclamou satisfeita. Buscando forças não sei de onde, consegui me erguer com dificuldade, caminhando aos tropeços até a sala, entrando no aposento na mesma hora em que a porta foi aberta.
-Mãe, olha só o que o tio Jazz me trouxe!
Disse sorrindo e pulando em torno de mim, agitando no ar e mostrando as duas Bratz, uma loira e outra morena com roupas descoladas e modernas, último lançamento em matéria de brinquedos. Olhei para ele agradecendo. Jasper sorriu em resposta.
-Que lindas, filha, falei sentindo tontura outra vez. Uma vertigem desconfortável, mas passageira.
-Ele me deu as duas, falou orgulhosa.
-Você merece muito mais princesinha, devolveu o tio babão.
-Já deu um beijo de agradecimento filha? Emendei.
-Claro que sim. Um beijo e um abraço, não foi tio?
-Foi sim, disse passando a mão sobre os cabelos escuros de Renesme. Ela olhou para ele e logo depois para mim.
-Vou brincar lá fora ok?
-Tudo bem, respondi desejando que ela nos deixasse sozinhos. Jasper estreitou os olhos, fixando o olhar em mim. Engoli em seco. A dúvida martelou em minha cabeça. Era a segunda vez naquela semana que isso acontecia. A tontura e a náusea matinal. Eu estaria doente, com alguma virose da estação?
-Você está péssima. Perdeu peso visivelmente. Seu rosto está abatido. O que aconteceu aqui depois que eu viajei?
-Você está ótimo como sempre, respondi desconversando.
Subitamente arregalei meus olhos, recordando as palavras de Edward... “Você pode estar carregando outro filho meu neste momento”. Engoli em seco. Será?! Meu Deus! Não, não e não. Por favor, não. Eu imploro!
Aquela possibilidade me amedrontava mais do que tudo. Eu estaria grávida?! Grávida de Edward?! Outra vez?! Céus! Desequilibrei e teria caído no chão se Jasper não fosse tão rápido em seus reflexos.
-O que houve Bella?!
-Eu, eu...
-Pelo amor de Deus fale alguma coisa, você está me deixando nervoso! O que há de errado com você?!
Minha cabeça girou. Se minhas suspeitas se confirmassem, eu estava definitivamente perdida. O motor de outro carro se fez ouvir. O motor foi desligado enquanto Jasper me levava até o sofá. Novamente a voz de Renesme chegou até mim.
-Oi Edward, falou.
Gemi internamente. Por que ele tinha que aparecer justamente agora?!
-Olha o que eu ganhei, falou empolgada.
-São lindas. Quem deu?
Jasper me olhava fixamente. Estávamos concentrados na conversa do lado de fora, na varanda. Ele ainda não havia subido os batentes da entrada.
-O tio Jazz. Ele acabou de chegar, Nessie falou.
Silêncio.
-Este carro é dele?
A voz de Edward estava inexpressiva.
-É sim. O carro dele é da hora. Massa e lindo como o seu.
Crianças.
-Sua mãe está em casa?
Olhei para Jasper apreensiva. Ele contraiu os lábios, contrariado.
-Sim, você pode entrar, minha filha disse sem ter nenhuma noção do confronto iminente que se passaria a sua volta. Fez-se um profundo silêncio enquanto o barulho dos passos duros de uma bota tornou-se mais alto no assoalho de madeira polida. Edward estava entrando.
-Oh, céus, sussurrei baixinho, estremecendo involuntariamente.
-O que ele te fez?
Jasper falou tentando conter a raiva.
-Nada. Ou melhor...
-Você nunca escondeu nada de mim, Bella, disse magoado.
-Ai, eu não sei o que dizer Jazz, estou confusa, chateada. São tantas coisas ao mesmo tempo...
-Mamãe, Edward quer ver você.
Nessie avisou. Um soluço morreu em minha garganta.
-O que ele veio fazer aqui?
Jazz perguntou baixinho. Fiz um gesto com a cabeça dizendo não saber. A porta foi aberta com certa violência. Os olhos de Edward caíram sobre nós dois juntos no sofá. Eu não podia passar por aquilo agora. Nesse momento milhares de coisas mais importantes necessitavam da minha atenção. Eu estava cansada, exaurida, desnorteada depois de ouvir Jacob ainda há pouco.
Os olhos de Edward lançaram faíscas em nossa direção. Antecipando uma discussão inevitável ou quem sabe até mesmo uma briga feia entre eles dois, fiz a primeira coisa que me veio à mente. Desmaiei. De mentira é lógico. Fechei os olhos e soltei meu corpo para que caísse no chão. Jasper foi pego de surpresa, mas agiu com rapidez e novamente evitou que eu caísse no chão como um saco de batatas. A voz de Edward rasgou a sala como um rosnado.
-O que diabos você fez com ela?!
Exigiu saber.
-A segurei para que não caísse, não está vendo Edward?!
Devolveu irônico.
-Solte-a agora mesmo!
Edward ordenou se aproximando de mim e querendo me tomar em seus braços.
-De jeito nenhum!
Bradou Jasper, irritado.
-Me dê Bella, aqui!
Gritou Edward enfurecido.
-Não!
Bradou Jazz. A tensão crescia em proporções alarmantes.
-Ela estava se sentindo mal quando eu cheguei Cullen, e sou capaz de apostar que você é o culpado!
Proferiu raivoso. Edward deu uma risada sarcástica.
-Culpado do que Withlock? Do que exatamente você está me acusando seu imbecil?!
Soltei a respiração devagar para que nenhum dos dois percebesse o engodo. Nessie chegou receosa.
-Mãe?
Perguntou com uma nota de choro em sua voz. Edward respirou fundo e foi até ela. Meu coração subiu pela garganta, quase saindo pela boca. Jasper me apertou mais em seus braços, levando-me outra vez para o sofá, deitando-me cuidadosamente, colocando uma almofada redonda sob minha cabeça.
-Ela tá doente?
Meu coração doeu. Ela estava preocupada, sofrendo por minha causa, enquanto eu mentia descaradamente tentando ganhar tempo com aqueles dois teimosos.
-Não, meu amor, falou carinhoso.
-O que ela tem?
-Minha linda, sua mãe desmaiou. Ela passou por muitas coisas ao mesmo tempo e ela é apenas uma para conseguir dar conta de tudo.
-Não gosto de ver ela assim, falou fungando.
-Eu também não meu amor. Mas fique tranqüila porque eu tenho certeza que logo ela vai acordar e vai poder conversar com você. Eu prometo que vai ficar tudo bem, ele falou com doçura. Aquilo me comoveu.
-Mas o que é que está acontecendo aqui?!
A voz de Sue irrompeu vinda dos degraus da escada. Os dois olharam para ela e eu aproveitei a deixa para abrir um olho e piscar para minha madrasta, informando que estava tudo bem. Ela arregalou os olhos teve um acesso de tosse nervosa.
-Cof, cof, cof, cof, cof.
-Sue?
-Essa não!
Jasper e Edward falaram ao mesmo tempo. Eu permaneci desmaiada e inerte. Só queria ver como aquela farsa toda iria terminar, mas pelo menos eu havia adiado temporariamente dois confrontos. O meu com Edward e o dele com Jasper.
-Cof, cof, cof, cof, cof.
Ou Sue era uma excelente atriz ou ela realmente estava sufocando.
-Ela tá engasgada, disse Renesme.
-Faça alguma coisa útil Withlock e pegue um copo d’água para ela!
Edward ralhou entre dentes.
-Por que não vai você mesmo pegar?!
Devolveu Jasper, recusando-se a sair do meu lado.
-Por que você sabe o caminho!
Edward falou irritado.
-Eu pego. Por que os adultos são tão complicados?
Rebateu minha filha saindo em disparada para a cozinha. O clima de hostilidade na sala era quase palpável. Sue tossiu mais alto. Edward e Jasper fitaram-na com preocupação. Eu fiz um sinal para ele garantindo que estava bem. Ela não agüentou mais e desatou a rir histericamente. Sue não sabia mentir, nunca soubera. Renesme voltou com o copo d’água e ela bebeu apressada, entregando o copo a minha filha que foi correndo levá-lo para a cozinha.
-O que aconteceu com Bella?
Perguntou aos dois.
-Ela desmaiou.
-Pergunte ao Jasper, ela estava acordada e consciente na hora em que eu cheguei, devolveu Edward com desdém.
-Sim, você tem razão. Ela estava perfeitamente bem até colocar os olhos em cima de você Cullen! Assim que Bella te viu, desmaiou!
-O que você está insinuando?!
-Muito bem, podem parar vocês dois. Agora mesmo! Esta casa é minha e eu não quero saber de confusão por aqui, fui clara?!
O tom de voz de Sue não admitia nem uma réplica, quanto mais uma discussão.
-Não sabemos o que houve com ela, Jasper falou ansioso.
-E... Há quanto tempo ela desmaiou?
-Alguns minutos, respondeu Edward.
-Acho que não é nada demais. O calor está insuportável hoje. Deve ser apenas um mal estar passageiro e sem importância. Vocês podem ir embora agora. Eu mesma vou cuidar dela, disse Sue. Suas palavras me tranqüilizaram.
-Eu não vou embora, retrucou Jasper.
-Muito menos eu. Só vou embora daqui quando ela estiver bem.
Notas finais
Beijos
Kiki
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