Armadilha Do Destino.
20 Capítulo 20 – Descobertas.
Notas iniciais
“A mágoa é como uma erva daninha que quando é semeada, cresce, se fortalece, desenvolve e sufoca os sentimentos puros e as doces lembranças que trazemos no coração”.
PDV Isabella Swan.
Trovões ribombaram ao longe anunciando a aproximação de uma forte tempestade de verão. Olhamos para as janelas ao mesmo tempo, o barulho inesperado atraindo a nossa atenção. Segundos depois eu girei meu corpo na direção dele e resolvi colocar o passado de uma vez por todas, em pratos limpos.
- Sua memória é muito conveniente, Edward. Você disse que me amava, mas foi embora sem uma única palavra no dia seguinte, saiu da cidade com um bandido na calada da noite e ninguém, absolutamente ninguém sabia dizer para onde você e sua família tinham ido. Você me abandonou!
Acusei com o dedo em riste, enquanto ele sacudia a cabeça, descrente.
- Eu não a abandonei, eu jamais faria isso. Foi você quem me mandou embora!
Cuspiu com os olhos dardejando de raiva. Fitei-o fixamente por um momento.
- Acredita mesmo nisso? Distorceu a realidade em sua mente só para poder justificar os seus atos?!
Ele praguejou irado.
- Distorci coisa nenhuma! Você me traiu, me usou, me enganou! Se alguém aqui tem culpa de eu ter ido embora, esse alguém é você Isabella!
Minhas mãos tremeram ligeiramente.
- Como assim eu traí você?! Que história é essa?!
Aquilo não fazia sentido.
- Não banque a espertinha comigo, falou com desprezo.
Rolei os olhos impaciente.
- Não tenho idéia sobre o que você está falando, Edward!
Devolvi. Ele se aproximou de mim como um felino ágil, pronto para atacar sua presa. Nossos rostos ficaram a centímetros um do outro. Ergui meu queixo disposta a confrontá-lo mais uma vez. Como eu usava sapatos de salto minha cabeça chegava à altura do seu queixo.
- Há dez anos você me enganou me fazendo acreditar que me amava da mesma forma como eu te amava, depois me deixou de lado e me traiu. Foi como se o meu coração tivesse sido arrancado fora do meu peito. Eu quis morrer Bella!
Meu sangue começou a correr mais rápido, meu coração disparou. Ele prosseguiu:
- Me senti um lixo, um nada. Nunca passou pela sua cabeça que seria o mesmo que me matar mandar Charlie dizer que estava cansada de mim, que o nosso namoro era apenas um caso passageiro de verão e que você não queria me ver nunca mais?
Fiquei zonza. Meus lábios tremeram com o seu relato.
- O pior de tudo foi descobrir que você iria ficar noiva do Whitlock. Noiva. Vocês iriam anunciar o noivado naquela noite e casariam em breve. Como você pôde ficar comigo e com ele ao mesmo tempo?! Como pôde fingir me amar cada noite em que estava nos meus braços?!
Eu estava abismada. De onde ele havia tirado tantas idéias malucas?! Eu nunca fiz ou disse nada daquilo.
- Edward...
Tentei interromper, mas ele não permitiu.
- Você não teve nem a coragem de me enfrentar, de dizer a verdade na minha cara pessoalmente. Não se importou nem um pouco com a dor que o nosso rompimento ia me causar.
Senti o sangue fugir do meu rosto, a garganta apertada pelo medo.
- O que você está dizendo não faz sentido, Edward. Eu nunca pedi nada a papai. Ele nunca soube sobre nós dois, eu nunca contei nada. Fiz questão de manter segredo, mesmo quando disse a ele que estava esperando um filho.
Seus olhos estreitaram-se.
- Você contou, falou confuso.
- Não, respondi fracamente.
- Você pediu a ele que se livrasse de mim.
Por que ele continuava insistindo?!
- De onde você tirou tudo isso?!
Eu disse sentindo um enorme peso em minhas costas. Eu estava cansada, exausta.
- Vai continuar negando Bella?! Vamos aos fatos então. Seu pai me procurou.
- O que?!
Eu não podia estar mais espantada.
- Charlie veio até minha casa na manhã do sábado da festa no clube. Minha mãe o recebeu, mas ele não quis entrar. Chamou-me para conversar lá fora e no carro me disse que “o nosso casinho de verão estava acabado”, que você havia se divertido muito, mas agora estava farta, cansada de aturar um pobretão como eu. Disse com todas as letras que você não queria mais nada comigo. E que naquela noite você e Jasper ficariam noivos, pois ele era o melhor partido de Caldwell, nascido em berço de ouro como você e seria o homem ideal para sua vida.
Sacudi a cabeça de um lado para o outro, incrédula.
- Eu nunca iria servir para ser seu marido, mas ele sim.
Disse amargo.
- E que tanto o senhor Whitlock quanto ele, planejaram essa ocasião desde que você havia nascido.
Minhas pernas fraquejaram.
- Meu pai morreu, ele não está mais aqui para se defender, respondi.
- Mas estava bem vivo dez anos atrás, seguro do seu poder e do seu dinheiro. O velho Swan era astuto como uma raposa e tremendamente habilidoso. Ele sabia perfeitamente como tirar alguém do seu caminho, retrucou.
- Mentira. Você está mentindo!
Exclamei furiosa. Os olhos verdes flamejaram com o brilho da revolta.
- Acha mesmo que eu estou mentindo Bella?! Que motivo eu teria para mentir?! Você era rica, linda, virgem e eu estava completamente apaixonado. Pense bem, por que eu partiria?! Acha que eu viraria as costas para você um dia depois de abrir o meu coração?! Eu não sou masoquista, não inventaria uma coisa dessas para dilacerar minha vida e destruir o meu mundo!
- Oh meu Deus!
Falei sentindo-me perdida no tempo e no espaço, num mundo distorcido e confuso. Meu pai havia sido muito rígido na minha criação e nunca escondera de ninguém a sua preferência por Jasper, mas chegar aquele ponto?! Inventar uma mentira sórdida e tão baixa para me separar do homem que eu amava por que ele não pertencia a minha classe social?! Não, era impossível...
- Sem falar no polpudo cheque que ele mandou entregar em minha casa.
Edward continuou falando sem tirar os olhos de mim.
- Cheque? Sobre o que você está falando agora?
Ele suspirou exasperado.
- Ok, falemos do suborno, então.
Ele começou a contar e as lágrimas começaram a correr livres pela minha face, sem que eu me desse conta. A voz de Edward era impassível, sem emoção alguma, mas sua postura tensa e contida falava por si própria.
- Cem mil dólares. Um cheque nominal a minha pessoa. Minha revolta cresceu, mas mamãe e Emmett não me deixaram ir até ele e destruir o cheque, jogando-o em sua face. Minha família era humilde. Aquele dinheiro era uma dádiva dos céus. E por mais que eu me envergonhe disso, ele pagou minha educação, meus cursos, meu mestrado, os estudos do meu irmão e a nossa casa, admitiu com franqueza.
Agora as coisas faziam sentido.
— Mas eu desprezei e odiei cada maldito centavo daquele dinheiro sujo!
Todos os fatos da humilhante rejeição a que ele e sua família foram submetidos no passado vieram à tona. E apesar de reviver a sua dor, não passou despercebido a Edward o exato momento em que eu empalideci, ficando completamente tonta, quase caindo de joelhos no chão, sem conseguir sustentar o peso do meu corpo. O horror se assomava em meus olhos chocados
- Bella? Bella, pelo amor de Deus qual é o problema? Fale comigo!
Sua voz era estrangulada, elevando-se a cada palavra.
- Jura que não sabia de nada?! Não pediu mesmo ao sei pai para que falasse comigo?!
- Não.
Minha voz era praticamente inaudível. Edward me segurou pelos braços e me forçou a sentar no sofá, ajoelhando-se a minha frente.
- Se ele disse que eu alguma vez contei a nosso respeito ele mentiu descaradamente. Eu nunca falei uma palavra que fosse ao seu respeito, a nosso respeito.
Respirei buscando ar enquanto reprimia a vontade de sair correndo e chorar desesperadamente. Ele permaneceu calado.
- Mesmo quando descobri que estava grávida, nunca disse nada, respondi.
Um riso breve e triste escapou dos meus lábios involuntariamente.
- Ele sabia. Ele sempre soube quem era o pai da neta. Por isso ele nunca me perguntou nada sobre o pai dela, porque ele sabia que era você, Edward! Oh, Deus!
As mãos dele vacilaram nos meus braços. A verdade estava bem diante de nós, cristalina, límpida, transparente, mas era horrível demais para ser aceita. Edward soltou-me, levantou-se bruscamente e deu-me as costas.
- Eu fui até o clube aquela noite Bella. Você me disse que nós iríamos no encontrar mais tarde no galpão porque teria tarefas escolares para pôr em dia, mas eu vi você chegando com o Jasper, no carro dele, usando um vestido vermelho. Seu pai me afirmou que vocês estavam juntos todo o tempo, nas minhas costas, me fazendo de tolo, rindo às minhas custas! Eu te odiei.
Despejou fitando-me em busca da verdade.
- Você acreditou, falei derrotada.
- Você mentiu para mim Isabella!
Bradou irritado.
- Como você pôde acreditar numa história sórdida dessas Edward?! Eu disse que te amava na noite anterior, como você pode ser tão estúpido?! Por que não confiou em mim?!
Ele comprimiu os lábios afastando-se até a janela, onde os grossos pingos da chuva batiam insistentemente nos vidros aumentando a sombria atmosfera que agora dominava o lindo quarto infantil.
- Confiava tanto que o acusei de estar mentindo. Eu joguei na cara dele que status, dinheiro e posição social não eram importantes para você. Que mesmo sendo filha dele você era diferente.
- Eu sou. Essas coisas nunca importaram mesmo, rebati.
- Mas você foi à festa com Whitlock, Bella, você me enganou, falou.
Sua voz era cortante como o fio de uma navalha.
- Por que ele havia me convidado antes de nós nos envolvermos. Eu não podia deixá-lo na mão. O aniversário do prefeito era um grande acontecimento aqui na cidade e Jasper sempre foi e sempre será o meu melhor amigo, Edward.
Nossos olhares se cruzaram, as feridas estavam abertas, a mágoa sondava incessante.
- Quando descobri que você tinha uma filha, pensei que era dele, emendou.
Arqueei as sobrancelhas, cética.
- E mais uma vez você se enganou. Nunca houve nada entre Jasper e eu por mais que papai insistisse nisso, falei secamente.
- Vocês pertenciam ao mesmo mundo.
Concluiu sem emoção.
- Não seja ridículo, Edward. Eu não sou assim, eu nunca fui assim. Aquela noite eu vivi um inferno esperando ansiosa, consultando o relógio a cada segundo esperando que a valsa acabasse para poder voltar para Twilight e me encontrar com você. Eu esperava que mais cedo ou mais tarde papai aceitasse o nosso relacionamento, afinal você era formado, possuía um diploma e poderia ser o administrador da fazenda ou até mesmo o homem de confiança dele. Jasper me trouxe de volta depois da meia noite. Subi as escadas correndo, me livrei do vestido e saí em disparada até o galpão, mas você não estava lá. Eu te esperei noites e noites sem fim, mas você desapareceu, sumiu como se a Terra tivesse te engolido. Criei coragem e finalmente falei com meu pai. Inventei uma desculpa qualquer e perguntei por você. Foi quando ele me disse que o Emmett havia ido lá em casa para pegar o pagamento da semana. Que vocês tiveram um problema de saúde na família e que tinham saído da cidade.
Ele trincou o maxilar e cerrou os punhos.
-Eu quis morrer Edward. Eu não queria acreditar nele, mas os dias e as noites foram passando. Então eu tive que acreditar. Eu precisei acreditar ou não seria capaz de sobreviver. Eu não poderia continuar achando que você me amava se você havia partido para sempre. Então descobri que estava grávida e precisei enfrentar o meu pai, sozinha. Tem alguma idéia do que eu passei?! Ele se recusou a ter uma filha mãe solteira vivendo debaixo do seu teto, assim como uma criança bastarda, falei arrancando a verdade enterrada no fundo do meu ser.
- Ele expulsou você de casa?!
Suas narinas estavam dilatadas, seu semblante contraído, os olhos arregalados em choque.
- Sim.
- Desgraçado, Maldito, filho da puta!
Explodiu.
- Ele me mandou para Lexington, me despachou como uma mercadoria estragada e indesejada. Fui viver com Ângela e a mãe dela, a senhora Weber. Papai pagava as despesas, mas nunca me visitava. Tampouco permitia que eu viesse para a fazenda. Meus sonhos foram aniquilados, destruídos de uma só vez. Eu estava grávida, sozinha, assustada e tive de ir morar com estranhos.
- Bella, eu...
- Não, me deixe terminar. Eu preciso.
Ele concordou.
- A verdade dilacerou minha alma. Você não me queria. Meu próprio pai não me queria...
Minha voz estava embargada pela emoção, pelo desabafo.
- E foi aí que eu te odiei Edward Thomas Cullen. Eu te odiei com todas as minhas forças.
Edward estava mortificado, horrorizado com o que acabara de ouvir. A chuva caía torrencialmente lá fora e eu senti com se toda aquela água estivesse lavando a minha alma.
- Bella, não! Eu não sabia, eu juro! Eu pensei que você estava apenas brincando comigo depois que vi você e Jasper juntos, pensei que você não me amava que eu era apenas um divertimento passageiro.
Levantei do sofá, enxuguei as lágrimas com as mãos e cuspi em sua face:
- Então porque acreditou no meu pai?! Se me amava de verdade por que não veio falar comigo?! Por que não me procurou, droga?!
Perguntei fervendo de raiva por toda tristeza, solidão, mágoa que eu havia enfrentado e pelos anos desperdiçados. Ele deu um longo suspiro e correu a mão pelos cabelos. Aquele gesto era tão peculiar...
- Já te expliquei, vi você e Jasper Whitlock juntos e pensei que tudo era verdade, que eu estava sobrando, que era o otário nessa história toda.
- Como sempre, você pensou o pior possível!
- Você não está sendo justa comigo. Coloque-se no meu lugar, Isabella, o que você faria?
- Eu te amava, Edward! É claro que eu iria até você e o enfrentaria, colocaria tudo às claras, contaria o que estava acontecendo! Eu mostraria que tudo não passava de uma grande mentira, de um engano.
- As coisas não eram tão fáceis, respondeu angustiado.
- Por quê?! Por que eu era de menor?! Nós dois juntos daríamos um jeito!
Repliquei.
- Droga, Bella. Eu fui tão vítima quanto você nessa história toda!
- Não. O seu problema Edward é que você mesmo se desprezava. Você não se achava bom o suficiente para mim. Por mais que fosse inteligente, rebelde, decidido e batalhador, você aceitou ser rotulado pela sociedade hipócrita em que vivíamos.
Ele desviou o olhar e fitou o chão.
- Por isso acreditou na primeira mentira que alguém falou, aceitou o fato de que eu não te amava imediatamente, que eu era uma vadia mimada, uma ordinária, uma adolescente idiota e imatura. Uma filhinha de papai inconsequente, que não estava nem aí para os seus sentimentos. Que só pensava em diversão. E com essa idéia deformada fixa em sua cabeça, você foi embora. Sumiu sem sequer dar uma chance para eu me explicar.
Meu peito queimou apertado. A dor era horrível, mas lembrava que eu estava viva e que tudo aquilo tinha sido real. O silêncio tornou-se duro, opressivo, sufocante, quase palpável. Soltei uma exclamação desgostosa e dei-lhe as costas. “Quem cala, consente”, tive vontade de jogar em seu rosto, mas preferi me fechar. Muita coisa havia sido dita, muitas feridas expostas.
- Você jogou nossas vidas fora, Edward.
Falei quando ultrapassei a porta do quarto.
- Não. O seu pai jogou as nossas vidas fora, rebateu com frieza.
- Suas palavras são vazias, Edward. Vou embora. Não vou conseguir te perdoar. Nunca. E por favor, não me procure mais, disse caminhando de volta para o corredor. Ele aguardou que eu descesse as escadas sem proferir uma única palavra, mas assim que eu alcancei o Hall de entrada sua voz rouca e sexy ressoou no ambiente.
- Você sabe o que eu quero, não é, Bella?
A voz me deixava arrepiada. Meus braços caíram para o lado. Por um segundo, apenas um segundo, perdi a expressão magoada e dolorosa.
- Renesmee, falei com um vestígio de raiva.
- Sim. Não vou abrir mão da minha filha.
Seus olhos flamejarem com interesse, com necessidade e, uma pitada de ansiedade. Mas rapidamente tudo sumiu.
- Ela vai saber que você é o seu pai amanhã mesmo. Mas para nós dois, Edward, o tempo acabou.
Os olhos verdes escureceram de repente.
- Discordo totalmente. Sempre existe uma maneira de recomeçar. A minha proposta continua de pé. Vocês duas aqui nesta casa, morando comigo.
Sorri com escárnio.
- Esqueça.
- Essa é a única forma de manter sua filha com você, caso contrário, vou recorrer a todos os tribunais e exigir a guarda unilateral dela.
Cambaleei.
- Unilateral?!
Seu olhar duro me alcançou. Eu permaneci parada, como um animalzinho selvagem em pânico, meu rosto pálido.
- Sim. Ou vocês duas vêm morar comigo ou eu vou brigar muito pela custódia da minha filha. Estou disposto a ir até as últimas conseqüências. Até a suprema corte se for preciso.
- Você não pode estar falando sério!
Retruquei achando que iria desmaiar.
- Eu lhe disse que mudei e hoje sou um homem acostumado a conseguir tudo o que quero.
- Se, seu... Seu canalha! Sua cobra venenosa! Chantagista imoral, bastardo miserável! Eu prometo que isso ainda não vai ficar assim, essa história não acabou Edward! Vou contratar um bom advogado, pode esperar.
Ele deu de ombros. Minhas palavras em nada abalaram a confiança dele.
- Já deixei bem claro o que eu quero. Se vai fazer a nossa filha passar por um processo judicial doloroso ou não, só depende de você. A decisão é sua.
Abri a porta furiosa, saí e a fechei com toda força. Na mesma hora começou a chover mais forte. O ar frio recendia a cedro e às últimas flores da estação. Corri para o carro e consegui com dificuldades colocar as chaves, destrancando o veículo e entrando. Eu estava encharcada até os ossos. Um raio explodiu a poucos metros de onde eu estava. Sacudi a cabeça, tremendo. As palavras dele piscando como um letreiro reluzente de neon atormentando minha mente: “A decisão é sua”...
Notas finais
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beijos grande
Kiki/Angela
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