Armadilha Do Destino.

17 Capítulo 17 – Medindo forças.


Notas iniciais
Oi Meninas...

PDV Isabella Swan.

Meu olhar estava preso ao de Edward, num duelo silencioso. O Advogado pigarreou outra vez, desejando acabar com o clima tenso.

- Hum-hum.

Um silêncio desagradável imperou. O Dr. Aro se pôs de pé.

- Acho que nós devemos ir embora agora Edward e deixar Bella refletir um pouco sobre a proposta, disse tentando acalmar os ânimos.

- Como quiser, Edward respondeu friamente.

- Senhores, respondi apontando para a porta.

Eles caminharam até a saída. O advogado ainda confuso com tanta hostilidade, me cumprimentou formalmente com um aperto de mão, mas Edward permaneceu a uma certa distância. Quando o Dr. Aro andou para o seu carro ele aproximou-se de mim, os olhos dardejando.

- Esteja em minha casa hoje á noite, as sete, para jantar.

Ordenou como se eu fosse algum dos seus funcionários. Respirei fundo.

- Não. Eu não vou à sua casa nem hoje nem nunca Edward, pode tirar o seu cavalo da chuva. Você não é o meu dono e não manda em mim!

Explodi. Ele desviou os olhos dos meus, deu um sorriso arrogante de triunfo e enfiou as mãos nos bolsos da calça, para logo em seguida me fitar novamente. Seus cabelos naturalmente bagunçados, a barba por fazer, seu rosto de anjo, os pêlos lisos aparecendo sob a gola aberta da camisa quase me fizeram perder o fôlego.

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- Renesmee.

Falou calmamente. Eu gelei.

- O que tem a minha filha?

Questionei com irritação. Ele sabia que aquele era o meu ponto fraco.

- Sua filha?!

A ironia era transparente em sua voz sedutora.

- Sim, minha filha.

Gritei em resposta.

- Você a fez sozinha por acaso Isabella?!

Um sorriso zombeteiro pairava em seus lábios.

- Não me provoque Edward. Sou capaz de virar uma leoa para defender a minha filha!

- Nossa filha, você quis dizer.

- Não.

Consegui balbuciar fracamente.

- Sim. Tenho direitos. E eu a quero.

Era uma ameaça velada. A força de aço presente na sua voz rouca fez com que eu me detivesse estática, lutando contra a louca vontade de sair correndo e me refugiar no meu antigo quarto. Respirei fundo e confrontei-o.

- Não.

Seu sorriso então tornou-se sombrio. O carro do advogado foi ligado e uma nuvem de poeira levantou quando o veículo passou pela frente da varanda, seguindo em direção à cidade.

- Ela é minha filha Isabella e eu a quero.

- Ela está passando por muitas coisas nesse momento Edward, argumentei esperançosa de que ele se convencesse.

- Vou ter de recorrer a uma ordem judicial então?!

Minha mente girou. Fiquei zonza, sufocada. Abri a boca tentando respirar o ar que me faltava.

- Eu o proíbo Edward!

Consegui falar, exasperada. Ele riu secamente. Um riso frio, amedrontador.

- Proíbe? E com que direito? Sou o pai dela, tenho tantos direitos quanto você ou até mais se formos analisar o fato de que você ocultou a menina de mim durante anos.

Meu coração parecia que iria saltar pela garganta para fora da minha boca.

- O que está querendo dizer?!

Me forcei a perguntar sentindo um bolo se formando em meu estômago, as borboletas saltando agitadas. Ele deu dois passos a frente ficando com o rosto a centímetros da minha cabeça. Edward tinha 1,85 m de altura contra os meus míseros 1,62m. Mas ergui meu queixo, decidida a não recuar.

- Não estou querendo dizer nada Bella, estou afirmando. Renesmee é minha filha e eu a quero comigo. Quero tentar recuperar o tempo perdido, quero brincar com ela, ensinar-lhe coisas, vê-la crescer.

À medida que ele falava a náusea subiu pelas minhas entranhas.

- Você está querendo que nós compartilhemos a guarda dela?!

Ele me fitou demoradamente antes de responder.

- Não. Quero que ela more comigo.

Agarrei-me a porta de carvalho com firmeza com medo de que pudesse cair no chão a qualquer momento. Experimentei uma sensação aterrorizadora do mundo fechando-se em torno de mim. O pânico dilacerava meu coração, como se ele estivesse estourando.

- Não vai conseguir tirar minha filha de mim Edward. Nenhum tribunal, juiz no mundo vai tirar um filho de uma mãe presente como eu.

Eu disse num fio de voz. Ele apertou os lábios numa linha fina, como se estivesse fazendo esforço para conter sua raiva.

- Acha que eu seria capaz de tal atrocidade?! De arrancar minha própria filha da mãe?! Por que você sempre pensa o pior de mim Isabella?!

- Por que você sempre me dá razões para isso!

Cuspi. Ele desviou o olhar do meu fitando o vazio. Em seguida tornou a me fitar sem a dureza que havia ali anteriormente.

- Vai me deixar falar?

- Sim.

Era melhor ouvir logo tudo o que ele queria dizer.

- Instrui o meu advogado para que conseguisse uma cópia da certidão de nascimento dela no cartório de Lexington e confesso que fiquei admirado quando constatei que o meu nome estava lá.

Sua voz não era mais agressiva o que me aliviou um pouco. Ele continuou:

- Apesar de não ter me comunicado o nascimento de nossa filha, você a registrou como minha. Isso significa que contaria a ela sobre mim algum dia.

- Claro que sim. Eu contaria tudo quando ela já fosse adulta e pudesse tirar suas próprias conclusões. E se ela quisesse vasculhar o mundo a sua procurar, por mim tudo bem.

Retruquei e vi um brilho de admiração nos olhos verde esmeralda.

- Independente disso eu agi antecipadamente.

- O que você fez exatamente Edward?!

Perguntei chegando ao limite máximo do meu estresse.

- Fiz um exame de sangue e comparei o resultado com o os exames dela e com os seus.

Agora eu não entendi mais nada.

- Como assim?! Como você obteve os exames dela e os meus?!

Era muita coisa para ser assimilada de uma só vez.

- No hospital em que você deu a luz.

Meus olhos se abriram como pratos, fitando-o, arregalados.

- Uma oferta generosa de dinheiro nas mãos de determinadas pessoas pode fazer milagre.

Eu sabia que registros médicos eram confidenciais, mas Edward havia dado um jeito como qualquer homem de negócios. Ele havia colhido as informações necessárias, usado todos os dados disponíveis antes de vir até mim.

- Por que está agindo desta maneira? Por que está me dizendo tudo isso? Não é justo!

Por que Meu Deus? Porque, após tantos anos, ele decidira me atormentar? Por que o destino havia colocado ele novamente no meu caminho?! Aquilo era uma tremenda injustiça. Não era honesto. Não era correto. Não podia ser! Observando cada um dos meus gestos, ele deu de ombros.

- A vida nem sempre é justa, ninguém nunca te disse isso?!

- Se você está decidido a brigar pela guarda de Renesmee, não vejo motivo algum para marcar um jantar comigo em sua casa, retruquei tentando ganhar tempo.

Ele deu um longo suspiro.

- Não quero brigar Isabella, a não ser que você não me deixe outra alternativa. Somos adultos. Podemos resolver isto de forma amigável ou não. Só depende de você. Assim como você também quero o melhor para nossa filha e não acho que passar por uma briga de custódia faria qualquer bem a ela. O jantar é apenas um pretexto, afinal nós dois precisamos comer antes de conversarmos calmamente sobre este e outros assuntos. O que me diz?

- E que outro assunto eu teria para tratar com você?! Se está se referindo a fazenda, esqueça Edward! Desista! Não venderei Twilight, prefiro tocar fogo em toda a propriedade antes!

Ele revirou os olhos.

- Mulheres! Porque você tem que ser sempre tão teimosa Bella?!

Falou correndo uma mão pelos cabelos, bagunçando-os ainda mais.

- Não posso fazer nada se a sua presença desencadeia esse tipo de reação em mim, eu disse atrevida. O que eu queria mesmo era que o chão se abrisse e ele desaparecesse sob a Terra bem diante dos meus olhos.

- Eu estava me referindo ao nosso outro filho, falou tocando com a mão de leve em meu ventre. Uma descarga elétrica poderosa atingiu nossos corpos de forma simultânea. Dei um passo para trás e ele retirou a mão depressa, ambos chocados com a intensidade provocada pelo simples toque.

- Não existe outro filho, falei entre dentes.

- Então você menstruou?!

- Isso não é da sua conta!

Bradei com raiva.

- Claro que é! Estamos falando do nosso filho, do irmãozinho da Nessie!

Devolveu no mesmo tom. Vendo que ele não me deixaria em paz, resolvi ser honesta.

- Eu ainda não sei. E vai demorar alguns dias para sabermos com certeza.

Ele sorriu torto. Golpe baixo.

- Então o nosso jantar está de pé. Gosto de pontualidade, portanto apreciaria muito se você não se atrasasse.

Apertei as mãos com força, sentindo minhas unhas machucando a carne das palmas. Se ele estivesse blefando teria uma grande surpresa, pois eu pagaria para ver.

- Tenho escolha?!

Respondi irritada. Ele sorriu e meu coração disparou apesar da raiva.

- Tecnicamente, não.

O ar de superioridade dele era uma afronta a minha pessoa, mas reprimi a vontade de voar em cima dele, como havia acontecido na pousada e falei com a voz firme:

- Ok, então eu estarei lá as sete em ponto.

- Certo. Até mais tarde, respondeu acenando e dirigindo-se ao seu carro. Fechei a porta com força e me encostei na madeira pesada e maciça desejando nunca ter voltado para Caldwell.

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Horas mais tarde, quando Sue levou Renesmee até a cidade para tomar um sorvete...

- Filho de uma mãe!

E de um pai também pensei com meus botões.

- Ele disse o que?!

A voz da minha sócia soou estridente e esganiçada. Como acontecia todas às vezes em que ela ficava nervosa com alguma coisa.

- O que você ouviu Ângela, falei desanimada deitada na minha cama fitando as desbotadas cortinas de voal que cobriam as janelas. Ela desferiu uma série e impropérios e palavras de baixo calão. Suspirei

- Mas é muita audácia desse homem Bella!

Ao menos desabafar me faria bem.

- Você deveria tê-lo mandado embora da fazenda. Escorraçado ele daí! Afinal as terras são suas por lei e ele estava em propriedade privada.

Até que não era uma má idéia, mas na hora o bom senso prevaleceu.

- E em que isso teria me ajudado Angie? Edward hoje possui muito dinheiro, tem amigos influentes e eu sou apenas uma pequena empresária. Se eu não fizer o que ele quer, ele afirmou que vai entrar com uma ação exigindo os direitos legais sobre a Nessie.

Mais uma torrente de palavrões. Fiz uma careta.

- Filho de uma égua! Bastardo arrogante! Desnaturado! Quem ele pensa que é?!

Minha melhor amiga esbravejou do ouro lado da linha, fazendo meus tímpanos estremecerem.

- O pai dela, respondi conformada.

Silêncio. Se eu a conhecia bem, sua boca deveria estar escancarada. Segundos depois, recuperada do choque, voltou a falar com indignação:

- Não acredito no que estou ouvindo?! Você vai desistir assim, de bandeja, sem tentar lutar amiga?!

Eu tinha chorado, me revoltado, praguejado e xingado a prepotência de Edward durante todo o dia, mas agora, mais calma, a razão havia prevalecido. Ele queria conversar, queria conviver com a filha, saber coisas sobre ela, como sua cor favorita, se era boa aluna, seu desempenho na escola... O que era perfeitamente normal e plausível diante das circunstâncias.

- Eu só preciso comparecer a este maldito jantar e ouvir sua proposta, Angie.

- Você precisa é de um bom advogado de direito de família, Bella.

Ela retrucou irritada.

- Não conheço nenhum, respondi.

- Mas eu conheço, falou animada.

Revirei meus olhos. No mínimo tratava-se de um ex-amante.

- Quem?

- Meu primo Jacob. Lembra-se dele?!

Forcei a memória e lembrei-me de um Jacob, mas não me recordava claramente de suas feições.

- Jacob Black? Acho que sim, respondi.

- Ele mesmo. Ele formou-se há alguns anos e hoje advoga para um renomado escritório em Phoenix. Vou ligar para ele hoje mesmo e amanhã nós voltamos a conversar. E cuidado nesse jantar. Eu não confio nele.

- Nem eu tampouco, mas não me resta alternativa.

- É loucura ir até lá sozinha Bella. É como entrar conscientemente na jaula de um leão. Você vai estar sozinha em território inimigo.

Eu havia ponderado sobre tudo e o pior é que ela tinha razão.

- Não gosto disso. É perigoso. Ninguém sabe o que ele está aprontando e além do mais você sabe os sentimentos que ele consegue despertar em você.

Sim eu sabia perfeitamente. Nos braços de Edward eu sempre virava massinha de modelar. Ele fazia o que queria comigo. Suspirei.

- Sei que é arriscado, mas vou ter que ir.

- O que o Jazz está achando disso tudo?

Questionou curiosa.

- Ele não sabe. Precisou viajar por alguns dias a trabalho e eu deixei para contar quando ele voltar.

- Ele não vai aceitar as imposições do Edward, Bella. Ele sempre cuidou de vocês duas. A vida toda.

- Vou conversar com ele Angie. Jasper vai ter que entender.

O meu medo era de que Jazz fosse tirar satisfações com Edward e os dois brigassem. Para minha filha isso seria terrível, seu pai e seu tio desentendendo-se. Ângela desistiu de argumentar e se despediu, mas eu sabia que ela encontrava-se tão preocupada quanto eu sem saber ao certo o que estava por vir.

Notas finais
Mais duas recomendações uau.... Obrigado LetíciaCullen13 e jujuba_m
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Bem Meninas acabou a semana repleta de postagem. (ahhhhh) Agora voltaremos a duas vezes por semana Sexta e Sábado.
Beijos e um feliz Final dias das Mães.
Kiki