Armadilha Do Destino.
18 Capítulo 18 - Golpe Baixo.
Notas iniciais
PDV Narrador.
Mais tarde naquela noite, Bella deu uma última olhada em sua imagem no espelho, incerta sobre a sua escolha. Os cabelos estavam lavados e como sempre soltos pelas costas caindo em ondas suaves. O gostoso aroma de morangos selvagens poderia ser sentido ao longe. Viu a seda negra do vestido contrastando com sua pele alva. O mesmo era cortado de viés e caía até logo acima de seus joelhos em uma linha assimétrica, moldando todas as curvas femininas. Viu um dos ombros nus e uma leve insinuação da curva de um seio. Olhou para baixo e viu a faixa de seda vermelha que circundava sua cintura dando um toque especial a peça de roupa. Sapatos de salto médio, vermelhos e uma bolsa carteira vermelha davam um acabamento perfeito ao visual. Suspirou desencorajada.
- Você está linda com esta roupa, disse Sue incentivando-a.
- Obrigada, respondeu um tanto apática.
- É mãe, você tá demais. Parece uma modelo.
Bella sorriu para o rosto alegre de Renesmee.
- Obrigada linda. Sue, não está exagerado para um jantar informal?
Perguntou fazendo uma careta.
- Não. O vestido fica lindo em você e não está muito revelador.
- Sério?
- Sério Bella, respondeu Sue.
Outro suspiro.
- Bom, então eu acho que está na hora de ir, falou sentindo a ansiedade começando a brotar.
- Tchau querida. Bom jantar, falou Sue encorajando-a.
- Divirta-se mãe.
Disse Nessie dando um beijo caloroso em sua bochecha. Bella engoliu em seco. Divertir-se era a única coisa que não faria hoje à noite.
- Vou tentar, filha.
- Gosto do Edward, ele é legal.
Bella prendeu a respiração de forma involuntária quando ouviu aquela frase. Sue a fitou com um brilho diferente nos olhos negros. As duas ainda não haviam conversado, mas depois desta noite, ela sentaria com a madrasta e contaria toda a verdade sobre o passado, sem omitir nenhum detalhe. Despediu-se das duas e caminhou até o seu carro, entrando e dando a partida. Ligou o rádio e pôs-se a cantarolar a música suave. Recusava-se a pensar em qualquer coisa, boa ou ruim, antes de chegar à casa da colina.
http://www.youtube.com/watch?v=lnbO3LJaARw
Paradise ( Coldplay)
When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
So she ran away in her sleep
And dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Every time she closed her eyes
Ooohh
When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
And the bullets catch in her teeth
Life goes on
It gets so heavy
The wheel breaks the butterfly
Every tear, a waterfall
In the night, the stormy night
She'll close her eyes
In the night
The stormy night
Away she'd fly
And dreams of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
She'd dream of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
La-la-la-la-la
Still lying underneath the stormy skies
She said oh-oh-oh-oh-oh-oh
I know the sun's set to rise
And so lying underneath those stormy skies
She'd say oh-oh-oh-oh-oh-oh
I know the sun must set to rise
This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
This could be para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
Tradução
Paraíso
Quando ela era apenas uma garota
Ela esperava o mundo
Mas ele voou fora de seu alcance
Então ela fugiu em seu sono
E sonhava com o para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Toda vez que ela fechava seus olhos
Ooohh
Quando ela era apenas uma garota
Ela esperava o mundo
Mas ele voou fora de seu alcance
E as balas ficaram presas em seus dentes
A vida continua,
Ela fica tão pesada
O Ciclo da Borboleta se Rompe
Cada lágrima, uma cachoeira
Na noite, a noite turbulenta
Ela fechará seus olhos
Na noite
Na noite tempestuosa
Para longe ela voaria
E sonhos com o para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
Ela sonharia com o para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
La-la-la-la-la
E assim por debaixo dos céus tempestuosos
Ela dizia: ''oh, ohohohoh
Eu sei que o sol deve se pôr para levantar"
E então debaixo daqueles céus tempestuosos
Ela diria oh-oh-oh-oh-oh-oh
Eu sei que o sol deve se pôr para levantar
Isto poderia ser o para-para-paraíso
Para-para-paraíso
para-para-paraíso
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
Isto poderia ser o para-para-paraíso
Para-para-paraíso
Isto poderia ser o para-para-paraíso
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
Bella deu um longo suspiro, sentindo gotas de suor surgirem na palma das mãos. Quando tinha quinze anos ela acreditava realmente que poderia alcançar o mundo, que viveria um amor eterno com Edward Cullen, mas do dia para a noite a bolha rompeu-se, seus sonhos de adolescente foram destruídos e ela descobriu o quanto a vida pode ser dura, desumana e cruel.
Seguiu pela estrada obedecendoa sinalização. Em poucos minutos seu carro subia a pista inclinada pela elevação. Observou as luzes tornando-se mais fortes a medida em que se aproximava da antiga construção. Com certeza ela estava fora de suas faculdades mentais. Alienada. Tal consideração a atormentara durante todo o trajeto que percorrera no caminho tortuoso para a colina.
Comparando com outras colinas ou montanhas, esta não era tão impressionante. Não exibia penhascos, picos propícios para aventuras ou paredes rochosas e escorregadias. O olhar de Bella vagou ao redor da propriedade. Fazia anos que não vinha ali. Árvores imensas cobriam toda a extensão e o topo tinha a forma plana permitindo visualizar um suave e espaçoso terreno, onde a casa surgia imponente e magnífica. A mansão encontrava-se aninhada no meio de todo o verde na parte lateral da colina, no fim da estrada sinuosa. Parecia — se com um castelo antigo com toques de modernidade, mas nada muito destoante do padrão arquitetônico original. A pilha gigantesca de pedras intimidava qualquer um pela aparência soberba e imponente. Era uma construção de proporções surpreendentes. A casa impressionava e ao mesmo tempo simbolizava o poder que o seu proprietário possuía. Como Jasper havia dito anteriormente, Edward com certeza estaria muito bem de vida.
Fez a manobra devagar, parando o carro próximo a entrada do imóvel. Desligou o motor escutando com atenção os ruídos da noite, tamborilando os dedos nervosamente sobre a direção do carro. Contemplava assustada as ramificações do destino. Seu destino. Seu estômago protestou, as borboletas saltando, se agitando em antecipação a terrível confrontação que estava por vir. Não havia nenhum sinal do volvo prateado ou de outro veículo nas proximidades da casa. Será que ele não estava?! Pensou sentindo um fio de esperança renascendo em seu íntimo. Lutava contra o impulso de ligar novamente o carro, dar meia volta e sair correndo para Lexington, para junto dos seus amigos, para a segurança de sua vida atual. Notou que o seu corpo transpirava, em contraste com o frio enregelante que a dominava. Mentalmente contou até vinte e em seguida até mais vinte, reuniu a pouca coragem que lhe restava e finalmente saiu do veículo.
Caminhou a passos rápidos pela alameda de pedras, quase caindo, quando o sapato resvalou numa falha das pedras, mas recompôs-se a tempo. Consultou o relógio em seu pulso constatando que faltava apenas um minuto para as sete da noite. Procurou pela campainha e encontrou-a no lado esquerdo da antiga porta de carvalho pintada de branco, fechou os olhos um segundo e apertou o botão que anunciava a sua chegada.
Não sabia exatamente o que esperar, mas estava preparada para ser recebida por um mordomo polido, uma governanta arrogante ou outro serviçal contratado especialmente para isto, mas contrariando todas as suas expectativas e fantasias, o próprio dono da casa abriu a porta, adequadamente vestido um casaco de pele de carneiro típicos dos cowboys da região, sobre uma camisa de xadrez. Usava um chapéu marrom escuro caído sobre a testa, o rosto de traços perfeitos marcado pela sombra da barba por fazer, os cabelos castanhos acobreados e indomáveis como ele mesmo dizia, precisavam de um corte, e um jeans bem ajustado. Bella sentiu o coração acelerar e seus olhos desceram pelas pernas longas e rijas. Ele estava descalço. Poderia parecer estranho, mas na verdade era incrivelmente sexy. Sentiu um formigamento surgindo em seu baixo ventre.
Uma aparência impecável, uma indiscutível forma de ataque. Um homem sensual, perigoso, determinado a seduzir, a romper a resistência feminina dela.
- Boa noite, disse ele fitando-a demoradamente.
- Boa noite, ela respondeu disfarçando temporariamente suas emoções.
- Você está linda, falou afastando-se para que ela entrasse.
Com um nó na garganta, Bella assentiu e desviou os olhos do penetrante olhar verde esmeralda dele, sentindo sua coragem se esvair diante o apelo sexual que emanava do homem a sua frente.
-Obrigada, falou.
Seu maior erro foi deixar que seus olhos fossem atraídos pelo tórax definido e másculo. A primeira coisa que veio a sua mente foi “Incrivelmente sedutor”. Ele estava simplesmente devastador. Lindo. Transpirando sexualidade por cada poro de sua pele. Bella sentiu toda coragem esvair-se. Vestira-se com esmero, aplicara sobre o rosto uma maquiagem rápida, mas que valorizava todos os seus traços que aprendera com Ângela, mas o seu esforço parecia ter sido em vão. Suprimindo um suspiro de desânimo, forçou-se a olhar para ele. Sentia-se cativa, aprisionada. A atração poderosa que Edward despertava nela era de amedrontar.
-Bem vinda ao meu lar.
Ele falou tranquilamente com um olhar perscrutador, desejando que ela relaxasse um pouco. A tensão em sua postura era visível.
-Meus parabéns, sua casa está uma beleza.
Ele deu um sorriso torto e ela quase esqueceu o motivo que a havia levado até ali. Ele era o inimigo, o predador, não deveria de forma alguma baixar sua guarda.
-Obrigado, mas também lhe devo parabéns. De fato, pontualidade é uma qualidade que eu admiro em uma mulher, apreciou fechando a porta, com a mão livre.
Ao ver a porta ser fechada, Bella apertou os lábios numa linha fina, escondendo com dificuldade a louca vontade debalbuciar uma desculpa, qualquer esculpa, e fugir da presença dele. Mas sabia que de nada adiantaria adiar aquela conversa, portanto endireitou os ombros e respondeu o comentário a altura.
-Pontualidade é uma qualidade que dever ser valorizada por qualquer ser humano, Edward, independente de seu sexo, falou num tom neutro e inexpressivo.
Ele sorriu amplamente.
-Sagaz como sempre Bella. Mas foi apenas um elogio sincero.
Disse fazendo um gesto amplo com os braços que provocou uma vibração na camisa dele sob o casaco, fazendo com que ela prendesse a respiração inconscientemente. Suplicando que os céus a ajudassem, ela conseguiu dar um pigarro, desistindo de admirar a decoração esplêndida do hall luxuoso em que se encontrava.
-Bem, você me convidou para jantar e aqui estou eu.
Os cantos da boca masculina se ergueram de leve.
-Que indelicadeza da minha parte, você deve estar faminta, retrucou educado. O sorriso de Edward era a calculado, criado para gerar expectativas, mas Bella não permitiu que o pânico a dominasse. Expulsou a ansiedade o seu sistema, resolveu entrar no jogo dele e seguir em frente.
-Sim.
-Por favor, siga-me, pediu indicando o caminho.
O cômodo para onde ele a conduzira era amplo, iluminado, muito bem decorado e frio. Uma sala de jantar no fim do corredor principal. Uma mesa enorme estava encostada a uma das paredes e outra menor, que acomodaria no máximo quatro pessoas estava arrumada de forma elegante e simples, posta para um jantar entre duas pessoas. Bella sentiu um vento gelado atingir suas costas e estremeceu. Edward percebeu.
-Desculpe o inconveniente, mas estou com um probleminha na calefação devido a uma reforma.
Ela assentiu e sentou na cadeira que ele estava oferecendo. Edward pediu licença foi até a cozinha e retornou com um refratário fumegante que foi colocado no centro da mesa, a tampa de inox chamando a atenção de Bella.
-Você que cozinhou?
Questionou de repente. Ele sorriu.
-Não. Pedi a uma das minhas funcionárias que cozinhasse.
Ela arqueou as sobrancelhas.
-E respondendo a sua pergunta, consigo me virar muito bem e faço um delicioso macarrão com molho, caso queira provar algum dia desses.
-Onde estão os funcionários?
Perguntou sabendo que se sentiria mais segura se soubesse que havia mais alguém na casa, que eles não estavam completamente sozinhos. Ele sorriu amplamente.
-Tenho três funcionários na casa. Um apenas para os cuidados com o jardim, uma que cuida exclusivamente da cozinha, e mais duas serviçais que dão conta do restante da casa... E a Alice, é claro.
Bella sabia que Alice trabalhava com Edward, pois Jasper tinha lhe contado há algum tempo.
-Mas dei folga a todos hoje. Gostaria que a nossa conversa de hoje, tivesse privacidade total.
Bella gemeu interiormente e decidiu focar sua atenção na apetitosa comida diante de si. Edward destampou o refratário e um cheiro irresistível tomou conta do ambiente. Ela olhou o prato com atenção e depois ergueu o seu olhar para o anfitrião.
-Ravióli de ricotas ao molho de cogumelos. Espero que você ainda goste, disse dando de ombros e sentando na cadeira em frente a ela. Aquela era a comida favorita de Bella. Uma vez, numa das noites em que os dois estavam no galpão depois de terem feito amor, ela contou a ele. Recusando-se a fitá-lo, respondeu:
-Tenho certeza de que vou gostar.
------
PDV Edward Cullen.
O jantar estava realmente delicioso. Bella havia comido uma porção generosa, mas não repetira, então coubera a mim a tarefa de comer todo o restante, o que fiz com satisfação. Ela recusou a sobremesa. Eu queria que tudo fosse perfeito, que tudo desse certo, mas eu temia a resistência dela. Por isso apelaria para o sexo se ela não cedesse. Era um golpe baixo, eu sei, mas era preciso fazer Bella enxergar e admitir de uma vez por todas que o que existia entre nós dois era raro, mágico e incrível.
Assim que terminei de comer ela se levantou para me ajudar a tirar a mesa, mas eu agradeci sua ajuda e fiz o trabalho sozinho. Coloquei tudo na pia, retornando em seguida à sala de jantar.
- Agora nós podemos conversar, falei.
Ela levantou, eu recoloquei sua cadeira no lugar de origem, pedindo para que ela me acompanhasse até a biblioteca. Ela estremeceu novamente. Pedi que entrasse e seus olhos correram pelo ambiente.
- Você tem muitos livros, constatou, seu olhar fixo nas estantes do piso ao teto, abarrotadas com os mais diversos exemplares.
- Tenho sim, eu adoro ler.
Respondi lembrando que minha filha tinha herdado de mim essa característica.
- É um hábito excelente, falou com secura.
Não respondi dei as costas a ela e fui até a lareira.
- Esta biblioteca é impressionante, disse.
- Obrigado, falei.
O aposento era grande, mas aconchegante e fracamente iluminado. Ela observou o brilho da ampla escrivaninha próxima a um conjunto de mesas e cadeira utilizado para leitura e estudos junto as janelas, os tapetes felpudos e quatro cadeiras confortáveis de couro macio, além de um acolhedor sofá à frente da grande lareira, que eu acendia nesse instante. As chamas arderam, o fogo crepitou e eu levantei indo na direção da porta e fechando-a. Ela estava de pé, no meio do aposento, abraçando a si própria, com frio. Gemi baixinho, encantado com aquela visão feminina etérea e perturbadora. Meu desejo corria quente em minhas veias. Andei calmamente em sua direção e pedi que se sentasse.
- Sente-se Bella.
Ela lhe devolveu um olhar frio.
- Prefiro ficar de pé, se não se incomoda.
Teimosa como sempre.
- Mas eu me incomodo Isabella. Que inferno! Por que você sempre tem de dificultar as coisas, droga?!
A contra gosto ela sentou.
- Assim está melhor.
- Fale logo Edward. Está ficando tarde e eu preciso ir para casa.
Retrucou na defensiva.
- Quero que Renesmee saiba que sou o seu pai. Espero que você conte a ela o mais rápido possível.
- Tudo bem, respondeu.
Ok, o primeiro passo foi relativamente fácil, registrei mentalmente.
- Segundo, você pode estar esperando mais um filho meu.
Aquela possibilidade aquecia minha alma fria e solitária. Ela não me respondeu. Meus pensamentos se dispersaram enquanto Bella travava uma batalha silenciosa consigo mesma. Eu até já podia imaginar um menino desta vez. Um garotinho. Nosso garoto, nosso filho. Ele seria a minha cópia, a minha cara, com os meus cabelos e os olhos enigmáticos da mãe. O inverso de Renesmee. Um longo suspiro que ela exalou me trouxe de volta a biblioteca.
- Eu lhe disse que ainda preciso de uns dias para saber.
Inclinei-me em sua direção, estreitando meus olhos em fenda fitando-a atentamente.
- Mas está pensando na possibilidade? Está encarando isso como um fato ou apenas desejando que não seja verdade?!
Ela apertou os lábios evitando responder.
- Eu nem sei se esse filho existe Bella, mas eu o quero com todas as minhas forças, despejei.
- Por quê?!
Bradou agitada.
- Por que eu quero você e a minha filha aqui, comigo. Quero que venham morar aqui, que nós três juntos consigamos chegar a um acordo e formar uma família.
Os olhos dela se arregalaram assombrados.
- Você não pode estar falando sério Edward! Diga-me que isso é alguma brincadeira de mau gosto, porque eu não posso acreditar no que estou ouvindo, disse alterada.
-Não estou brincando Bella. De maneira alguma eu brincaria com isso. Quero vocês na minha vida, quero ser um pai para Renesmee, o pai que eu nunca fui porque você não me deu chance. Quero voltar para casa e saber que vou encontrar minha família aqui a minha espera. E especialmente quero você na minha cama todas as noites.
A incredulidade tomou conta do rosto em forma de coração.
- Você está louco, completamente louco! Depois de dez anos vamos fazer de conta que nada aconteceu?! Vamos mandar a razão para o espaço, juntar nossos trapinhos, pegar Renesmee pela mão e viver numa cabana, felizes para sempre?! Isso é impossível, Edward!
Não me abalei com o desabafo acalorado.
- Esta casa é muito mais do que uma cabana Bella e eu acho que você não entendeu o que eu estou propondo, falei com uma calma inabalável.
- Foi à coisa mais absurda que eu já ouvi!
- Não vejo absurdo algum nessa proposta, retruquei. Ela levantou irritada.
- O que há com você pelo amor de Deus?! Passou dos trinta, descobriu que está sozinho e do nada resolveu brincar de casinha, Edward?! Faça-me o favor! Isso não é racional! Estamos falando de três vidas, a minha, a sua e a da Nessie! Vou embora daqui! Procure alguém disposto a entrar nessa sua aventura insana, mas desista de mim e da nossa filha. Nós estamos fora.
Replicou levantando e pegando sua bolsa, disposta a sair. Levantei e bloqueei sua passagem com o meu corpo.
- Eu ainda não terminei Bella.
- Mas eu sim, respondeu livrando-se do meu toque com um safanão.
- Eu não quero brigar, mas você não está facilitando as coisas, então serei obrigado a tomar medidas drásticas...
Ela me fitou com os olhos soltando faíscas.
- Eu posso saber o que pretende fazer?!
Cuspiu raivosa.
- Isto, respondi enlaçando-a com meus braços e cobrindo seus lábios vermelhos com os meus num beijo voraz e repleto de segundas intenções.
Notas finais
beijos
Kiki
Fale com o autor