Armadilha Do Destino.
16 Capítulo 16 – Grandes Novidades.
Notas iniciais
PDV Edward Cullen.
Resolvi dar um tempo a Bella. Ela iria precisar de alguns dias para pensar, ficar sozinha e começar a se acostumar com a dor da perda. Sua mãe havia morrido quando ela nascera, então Bella não conhecera Renée. Todos na cidade comentavam que foi a partir da morte da esposa que Charlie Swan tornara-se um homem duro, com o coração fechado.
A pesar de Bella e o pai não serem muito próximos, ele era o seu pai de qualquer forma e nessas horas os laços de sangue falavam mais alto. Como minha ansiedade crescia de forma desmedida, achei melhor me concentrar em alguma coisa para não confrontá-la antes do tempo, pressionando-a e acabar por afastá-la de mim outra vez. Contei a Alice sobre Renesmee e ela vibrou. Pedi então sua ajuda para criar o quarto dos sonhos de toda menina e há três dias eu estava completamente envolvido naquele projeto.
Eu estava louco de vontade de ir até Twilight. Queria ver Bella e a minha filha, abraçá-las, conversar, até porque havia me encontrado com o gerente do bando antes de ontem e ele tinha me posto a par de tudo. A situação da fazenda era péssima, as condições de manter o local, muito remotas. Charlie Swan deixara muitas dívidas inclusive uma hipoteca, mas pelo que eu soube a viúva desconhecia tais problemas. Numa tentativa desesperada de não perder as terras que estavam em sua família há várias gerações, ele arrendara metade do terreno a pequenos produtores, mas o dinheiro arrecadado era nem um terço do que seria necessário para erguer a fazenda novamente. O fato era que Bella teria de vender a propriedade o mais depressa possível.
Nesse instante a cama com dossel havia sido montada, os móveis brancos, um imenso guarda roupas, uma cômoda com oito gavetas, duas estantes para brinquedos e uma poltrona fofa com apoio para os pés encontravam-se nas posições que Alice indicara, as cortinas de xadrez branco e rosa estavam sendo colocadas, bem como uma escrivaninha lilás com cadeira giratória na mesma cor, onde um note book de última geração e também rosa aguardava apenas a chegada de sua nova dona.
- Onde eu ponho isto senhor Cullen?
Questionou um dos empregados referindo-se a um urso de pelúcia gigante cor de mel que eu havia comprado pela internet.
- Na poltrona, respondi.
- Juro que se eu não estivesse vendo com os meus próprios olhos, não acreditaria, disse a voz de barítono do meu irmão logo atrás de mim. Sorri discretamente. Eu o estava evitando, de propósito e sabia que mais cedo ou mais tarde ele apareceria em minha porta cobrando uma explicação.
- Oi Emm.
- Vai assumir que é gay, abrir uma creche ou o que?!
Perguntou indo diretamente ao assunto.
- Há, há ,há,há,há...
Explodi numa gargalhada jogando minha cabeça para trás.
- Não estou vendo motivo para você achar graça Edward.
- Tudo bem, Emm. Eu vou lhe contar tudo, mas primeiro me diga como está o Seth, provoquei.
- Vai lavar o banheiro da Delegacia por um mês, respondeu carrancudo.
Fiz uma careta. Ter o meu irmão como chefe não era moleza, embora as coisas entre a senhorita Weber e o Seth parecessem estar caminhando bem. A voz grave de Emmett me trouxe de volta.
- Que porra tá acontecendo aqui Edward? Você anda me evitando desde que Isabella Swan retornou a cidade, a propósito, desde que VOCÊ a trouxe para o funeral do pai.
Suspirei encarando-o. Ele teria uma maravilhosa surpresa.
- Precisamos conversa Emm. Tenho grandes novidades.
Ele me fitou com cinismo.
- Não me diga?! É sério?!
- Você não faz idéia. Que tal irmos até a biblioteca?
- Não, lá embaixo o barulho tá grande.
Respondeu curioso.
- Tudo bem, então vamos até o meu quarto, retruquei pedindo que me seguisse com um gesto de cabeça. Entramos, sentei na cama e ele acomodou-se no sofá de veludo negro de dois lugares em frente a mim.
- O que você pensa que está fazendo Edward?! Vai voltar a se envolver com Bella outra vez depois de tudo?!
Perguntou de supetão. Dei um sorriso torto.
- Já estou envolvido Emmett, respondi.
Ele bufou ficando em pé de imediato.
- Mas que droga Edward! Quantas vezes eu te disse para ficar longe dela?! Quantos conselhos mamãe lhe deu para que fizesse o mesmo?!
Dizia exasperado andando de um lado para outro.
- Eu sou pai, falei calmamente, esperando a sua reação.
- Ah, claro você é pai. E daí?! Ham?! Como assim você é pai?!
A ficha havia caído. Meu irmão tornou a sentar e me fitava fixamente, sua postura retesada.
- Eu sou pai Emm.
Repeti deliciado. Ele apertou as mãos, estalando os dedos.
- Tudo bem, mas primeiro temos que ter a certeza de que o filho é mesmo seu. E com uma coisa assim não se brinca Edward, você deveria ter usado camisinha mano. Esqueceu do que eu te ensinei a vida toda?! Seja comedor, fodedor, mas sempre use camisinha, caralho!
Ele teria uma surpresa e tanto.
- Quem foi que você engravidou? Aquela bonitinha sardenta? Como era mesmo o nome dela?!
Revirei meus olhos.
- Jéssica Stanley está fora da minha vida para sempre Emmett. Eu engravidei Bella.
Seus olhos se arregalaram. Dei um amplo sorriso.
- Eu engravidei Isabella dez anos atrás. A menina é minha filha Emm. É sua sobrinha. Dá para acreditar?!
Ele levantou-se indignado.
- E você caiu nessa conversa fiada?! Dez anos depois?! Porra Edward, eu pensei que você fosse o mais inteligente da nossa família, mas estou vendo que me enganei!
- Tenho certeza de que a menina é minha Emmett, respondi com firmeza antes que ele iniciasse um discurso sem fim sobre o assunto. Ele parou e aproximou-se de mim, os olhos em fenda.
- E como pode ter tanta certeza?!
Xeque mate.
- Por que ela possui a marca de nascença em forma de meia lua da família Cullen em suas costas. Exatamente igual a minha e a sua. Idêntica.
- Caralho!
Exclamou passando a mão nervosamente sobre os curtíssimos cabelos pretos.
- E tem mais, prossegui.
- Porra, Edward, você ainda vai me matar do coração qualquer hora dessas! Acabei de saber que sou tio há nove anos, certo?!
- Exato.
Respondi me espreguiçando e sorrindo da cara de espanto dele.
- Que loucura! Eu vi a menina duas vezes. Ela é idêntica a Bella!
- Mas tem os meus olhos, retruquei impaciente.
- Quer dizer que quando o velho te mandou embora daqui não sabia que a filha estava grávida?!
- Ninguém sabia. Nem mesmo Bella.
- Nossa!
Ele parou e respirou algumas vezes tentando colocar as idéias em ordem.
- E você falou que ainda tem mais?! Meu Deus! Deixe que eu me sente antes de você jogar a bomba, respondeu andando de costas até sentir suas pernas grandes encostando no sofá e caindo sentado.
- Já posso contar?
Perguntei fitando o chão atiçando sua curiosidade.
- Desembucha.
- Nesse momento Bella pode estar esperando outro filho meu, mas teremos de aguardar mais uns dias para podermos fazer os testes sanguíneos.
Pela segunda vez em minha vida vi meu irmão boquiaberto. A primeira foi quando confidenciei a ele, dez anos antes que estava tendo um caso com a filha de Charlie Swan e a outra era esta.
- Fiu!
Assoviou fitando-me com admiração.
- Edward meu velho você não perde tempo mesmo. Mal reencontrou Isabella e já foi pegando-a de jeito?! Nada Mal para um Cullen...
Gargalhei e ele me acompanhou.
- Puxa, grandes novidades por aqui hein?!
- Com certeza, respondi feliz.
- Quando vou conhecer a minha sobrinha?
Perguntou ansioso.
- Daqui a alguns dias. Ela ainda não sabe que eu sou o seu pai.
Ele estreitou os olhos, preocupado.
- Como não?
A pesar de ser o delegado do Condado, a paciência nunca fora uma das virtudes do meu irmão.
- No dia em que eu descobri sobre Renesmee, chegou à notícia de que o velho Swan havia morrido. Não pude cobrar isso de Bella.
- O nome dela é Renesmee?!
Questionou emocionado.
- Sim é uma homenagem às duas avós, respondi.
- E você está reformando um quarto para a pirralha, constatou.
- O melhor e mais moderno quarto que uma menina poderia sonhar em ter.
- Gostei disso, mas ela vai morar aqui com você? Bella faz parte do pacote também? Como é que estão as coisas entre vocês dois? Já conversaram sobre isto?!
Ergui as mãos pedindo para que ele parasse um pouco. Eram tantas as perguntas que ele fazia que estava me deixando atordoado.
- Calma. Vamos ter calma. Eu tenho tudo arquitetado aqui dentro, disse apontando para minha cabeça. — Uma coisa de cada vez, mas Bella e a minha filha estarão morando aqui muito em breve, pode apostar.
Ele me encarou com a curiosidade cintilando em seus olhos escuros.
- O que está tramando agora irmão?
Dei um sorriso enigmático.
- Você descobrirá em breve, Emm.
PDV Isabella Swan.
Acordei assim que o sol nasceu, com uma tremenda dor de cabeça depois de tanto chorar. Fazia dias que eu só chorava, dormia e fingia que comia qualquer coisa para enganar e satisfazer Sue. Não que eu sentisse falta da figura do meu pai, mas eu sentia falta do relacionamento que nós nunca tivemos. E lamentava que ele tivesse morrido quando as coisas estavam ruins entre nós. Mas a morte dele era um fato e nada mudaria isto.
Suspirei. Agora havia a fazenda, as dívidas, o inventário, minha filha, minha sociedade com Ângela, Edward... Mil e uma coisas para resolver. Levantei descalça e caminhei devagar até uma antiga penteadeira que havia em meu quarto, olhando-me no espelho. Suspirei outra vez, pesarosa, desejando que a imagem da mulher apática à batida na minha frente desaparecesse.
Com as emoções dolorosamente avivadas, tomei uma ducha fria e retornei ao quarto vestindo uma calça de microfibra cinza clara, agradecendo mentalmente a pessoa responsável por ter inventado aquele tecido prático, confortável que não necessitava ser passado a ferro, e uma blusa de malha soltinha combinando. Não era uma das minhas roupas favoritas, mas era a que estava mais fácil quando abri uma das malas. Aparência nesse momento não me importava nem um pouco. O que eu queria mesmo era conforto.
Desci até a cozinha, me certificando antes que Renesmee ainda estava dormindo no quarto de hóspedes e fiz uma jarra de café fresco. Observei que o carro de |sue não estava na garagem, o que significava que ela já havia saído. Me servi de uma xícara do líquido preto fumegante e sentei à mesa da cozinha, olhando pela janela enquanto deixava o sabor do café descer suavemente pela minha garganta. As lembranças do tempo em que eu corria descalça por aqueles campos trouxe um sorriso involuntário à minha face. Eu era uma moleca levada.
Aos poucos a realidade foi tomando conta dos meus pensamentos. Agora que eu comecei a raciocinar com clareza parecia incrível que tudo houvesse acontecido ao mesmo tempo. Uma série de eventos inesperados e consecutivos. Edward de volta à minha vida, a paixão avassaladora explodindo, nós dois juntos na cama... Tomei mais um gole de café, sentindo minhas bochechas ficarem vermelhas e quentes. Ele descobrindo sobre a filha, a notícia da morte de papai... Será que o universo havia resolvido conspirar contra mim?!
Edward havia agido como um marido dedicado, um pai amoroso e interessado quando me ajudou a cuidar de Renesmee, levando-nos ao hospital, tomando conta da filha e dando banho nela. Aparentemente ele estava agindo sem nenhum interesse, por vontade própria, mas a mágoa pelo abandono do passado atiçava minha desconfiança. Ele tinha me ferido demais e eu não iria permitir que aquilo acontecesse novamente. Quem poderia me garantir que toda aquela gentileza e todo seu apoio não passavam de uma estratégia masculina, onde ele me usaria, me levaria para cama e depois me jogaria fora outra vez?!
Quanto mais eu pensava mais acreditava que a noite em que ele havia entrado no meu quarto tinha sido uma tática para conseguir me levar para cama. Ele queria conversar sobre os velhos tempos, mas eu perdi a cabeça com as palavras duras que proferiu e me descontrolei, esbofeteando-o. Ele então me seduziu como forma de punição, embora eu não pudesse culpá-lo exatamente por aquilo tudo. Rolei meus olhos, fitando o teto por um instante sentindo minhas pernas amolecerem relembrando dos toques dele no meu corpo. Eu tinha a mesma parcela de culpa que ele, concluí fazendo uma careta.
Continuei sentada ali observando as horas passarem ser ter vontade de fazer absolutamente nada. Nem ao menos o almoço do dia eu havia providenciado. Ângela havia retornado a Lexington, mas me ligava todos os dias. Eu não fazia idéia de quando poderia voltar também.
Sue havia falado que queria conversar comigo sobre Edward, mas eram tantas as providências a serem tomadas em Twilight que nós duas mal tínhamos tempo de nos ver, quanto mais de conversar. Ela tinha me dito ontem à noite que hoje iria pedir ao gerente do banco que viesse até a fazenda me fazer uma visita.
Verifiquei o relógio em meu pulso e vi assustada que já passavam das nove. O barulho abafado de um carro lá fora chamou a minha atenção. Levantei e caminhei até a janela olhando para fora, vislumbrando um sedã escuro e o volvo prateado de Edward logo atrás do primeiro veículo. Com firmeza procurei abafar o imediato sentimento de alívio que me invadiu. “Não seja idiota Isabella! Você sempre resolveu tudo sozinha desde que saiu de Caldwell anos atrás, então está mais do que na hora de parar de agir como uma criança quando ele aparece”!
Eu não sabia o que esperar do futuro e as perspectivas não eram nada boas, segundo o relato que Sue me fizera, mas eu tinha de agir como uma mulher adulta, segura, responsável e sozinha, ou melhor dizendo, solteira. E o melhor modo de fazer aquilo era enfrentar a realidade, deixar as ilusões e os sonhos de adolescente de lado e tirar Edward Cullen da minha vida, já que da vida de Nessie seria impossível.
Meus instintos mais secretos me alertavam que se eu me deixasse seduzir e dominar por ele estaria cometendo o maior erro da minha vida e pela segunda vez. Tinha que proteger meu coração de tamanha decepção. Ouvindo as batidas fortes na porta da frente, endireitei os ombros e fui decidida até a entrada, abrindo a porta assim que a campainha soou. Fiquei surpresa ao ver o advogado de papai, o Dr. Aro ao lado de Edward.
- Bom dia. Como vai Bella?
- Caminhando, respondi afastando-me para que os dois pudessem entrar. Edward sorriu torto, os lindos olhos verdes me fitando cheios de calor. Uma forte emoção me dominou. Minha vontade era me jogar nos braços dele e esquecer todos os problemas. Mas em vez disso, engolindo em seco, me virei para advogado. Ele adiantou-se.
- Espero que não se incomode por eu ter vindo em avisar Bella, mas é que existem alguns assuntos importantes para serem discutidos.
- Claro que não Dr. Aro, entre, por favor, e fique à vontade, respondi.
Achando que o escritório era o melhor local para se tratar assuntos de negócios, pedi aos dois que me acompanhassem até lá. Os dois acomodaram-se no sofá antigo e eu me dirigi para a cadeira de couro do meu pai, atrás da pesada escrivaninha. O homem mais velho abriu uma pasta de couro preta que havia trazido consigo. Senti o calor que emanava do corpo de Edward, eriçando os pêlos da minha nuca e me arrepiando inteira como se ele houvesse me tocado. Fitei o chão por um instante, mas senti que o seu olhar estava fixo no meu rosto. Evitei encará-lo, dando toda tenção ao advogado experiente.
- Hum-hum.
Dr. Aro deu um pigarro e eu arqueei as sobrancelhas, cruzando os braços sobre o peito, aguardando.
- Bom Bella, eu sei que esta não é a melhor hora para isto e que você pode até mesmo achar a minha pressa um tanto desrespeitosa à memória do seu pai, mas em se tratando de Twilight, eu afirmo que isso é realmente urgente. Você sabe tão bem quanto eu, que de agora em diante até os próximos dois meses para frente é tempo de colheita. Alguém vai precisar assumir os contratos com os arrendadores das terras e com a transportadora das frutas. Também é necessário supervisionar o carregamento, preparar a terra para a época do próximo plantio e tudo o mais. Como Sue já deixou claro que não vai requerer nenhuma parte da fazenda, você é a única herdeira, a executora do testamento do seu pai, e a carga de toda esta responsabilidade está sobre os seus ombros minha querida.
- Naturalmente, respondi sentindo um medo crescente nascer em meu íntimo.
O advogado então me deu uma cópia do testamento que continha a combinação do cofre onde as jóias de minha mãe estavam guardadas e me explicou todos os meus deveres de agora em diante, garantindo que tomaria conta de toda parte legal. Ouvi tudo sem grande interesse, pois voltar para Caldwell e assumir a direção da fazenda nunca fizera parte dos meus planos. Meu desinteresse deve ter passado despercebido, pois ele continuou:
- O maior problema de Twilight agora é o dinheiro Bella, o advogado falou olhando-me diretamente.
- Sim, eu sei. Sue já me disse algo a respeito.
Ele arregalou os olhos surpreso.
- Eu não sabia que Sue tinha conhecimento sobre os problemas financeiros de Charlie, retrucou.
Dei de ombros.
- Ela tem alguma idéia, mas não sabe exatamente em que pé a fazenda se encontra.
Os dois homens então trocaram um olhar cúmplice, que me deixou cismada.
- O que o senhor acha Dr. Aro?
Questionei torcendo as mãos sobre o colo, nervosa.
- Vamos ser francos. O tratamento que o seu pai fez foi muito caro e sem ter condições de cuidar da fazenda como deveria, muita coisa por aí se deteriorou Bella. Tirando as jóias de sua mãe e a velha caminhonete, o que sobrou no banco é muito pouco para que você consiga tocar a fazenda e reerguê-la.
- E o trator, a colheitadeira...
Inquiri.
- Não existe mais nenhuma máquina aqui em Twilight. Tudo foi vendido anteriormente.
Engoli em seco.
- Creio então que a melhor solução para você seja vender a propriedade e o senhor Cullen tem uma excelente proposta para lhe fazer.
Meu olhar foi de um para o outro.
- Bella, Edward começou a dizer, atraindo a minha atenção. — Eu quero comprar a fazenda e posso pagar muito bem pelas terras. Já faz tempo que eu penso em comprara terras de cultivo por aqui, já que resolvi assumir residência fixa na cidade há mais de um ano. O solo fértil da fazenda se encaixa perfeitamente nos meus planos. Esta é uma ótima oportunidade. O Dr. Aro pode cuidar de tudo e preparar todos os documentos necessários para a negociação.
- Não é perfeito?!
Disse o advogado animadamente. Suspirei e levantei fervendo de raiva. Eu estava sendo vítima de um complô!
- Vocês dois combinaram tudo, armaram tudo de comum acordo da forma que melhor lhes convinha, certos de que a filha pródiga e desamparada concordaria com tudo e se veria aliviada em se livrar de uma vez do fardo que seu velho pai havia deixado?! Pois sinto muito, mas não sou estúpida nem tampouco incompetente!
- Mas, mas...
O advogado tentava argumentar engasgado com a minha súbita explosão. Me voltei para Edward, os olhos faiscando.
- Era isso que você queria o tempo todo quando se aproximou de mim?! Se apoderar de Twilight para poder assumir as terras em que você trabalhou como empregado um dia e dar a volta por cima?! Eu devia saber que tudo não passava de uma armadilha sua!
Ele se levantou com um brilho gelado nos olhos verdes, o maxilar cerrado e esbravejou de volta:
- Eu devia saber que você iria pensar o pior! Só uma mente deturpada como a sua conseguiria distorcer as coisas desta forma, Isabella!
Vendo que o clima ameno ficara tenso e cheio de hostilidade de repente, o advogado resolveu intervir, acalmando os ânimos.
- Bella, Bella! Acalme-se filha. Você não está sendo justa com o Edward. Você não sabe quanto ele ofereceu pelas terras, mas eu posso afirmar que a oferta dele é bastante generosa. Se posso ser honesto ele ofereceu bem mais do que Twilight vale atualmente nas condições péssimas em que se encontra.
Virei meu olhar aniquilador para o advogado desta vez.
- Também vou ser franca com o senhor. Se conhecia o meu pai tão bem como diz deve saber que ele JAMAIS venderia estas terras!
Notas finais
Beijos até mais tarde.
Kiki e Tiih
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