Armadilha Do Destino.
10 Capítulo 10 – Atração Irresistível.
Algum tempo depois...
PDV Edward Cullen.
Droga! Que porcaria eu estava pensando quando inventei de aparecer ali naquela pousada?! Suspirei duas vezes. E mais duas. Deitado na cama com as mãos sob a cabeça, com uma toalha felpuda preta e branca com as iniciais P. W. Bordadas, enrolada em torno da cintura. Após ter tomado uma ducha fria demorada e revigorante, meus pensamentos estavam todos concentrados na figura da linda mulher que até hoje eu não conseguira esquecer, nem apagar da minha memória.
Maldição! Por que ela tinha de estar ainda mais bonita?! Durante todos aqueles anos todos eu havia dito a mim mesmo que ela deveria estar gorda, envelhecida, largada, com o rosto marcado pelos sinais do tempo, os cabelos mal tratados, sem vida e sem brilho. Mas Bella conseguira me surpreender. A realidade era completamente oposta. Ela ainda me deixava duro, de pernas bambas, babando para tê-la nos meus braços novamente. O desejo que eu sentia era tão intenso que o meu pobre pau estava a ponto de explodir. Eu me encontrava num estado de ereção ridículo, como um adolescente depravado. Droga! Inferno! Merda! “foco Edward, mantenha o foco”, minha consciência me alertava, meu lado frio implacável se manifestando como numa transação de negócios. “Você estabeleceu um plano, traçou um objetivo. Não se desvie agora que você está tão perto”.
Suspirei pesadamente e a toalha abriu. Olhei para baixo e constatei o quanto meu desejo era insuportável. Sabendo que como diz o ditado, quem sai na chuva é para se molhar, levantei completamente nu, deixando a toalha úmida jogada sobre a cama e caminhei de volta para o banheiro, esperando que uma boa punheta me aliviasse pelo menos temporariamente.
Trinta minutos mais tarde...
Vestindo calça jeans escura, botas pretas e uma camiseta de malha justa, eu passei os dedos por entre os cabelos molhados, tentando domá-los de alguma forma. Deixei o chapéu de cowboy no quarto com o resto da bagagem e saí, alcançando as escadas no início do corredor, descendo. Um rapaz jovem estava entregando uma bandeja repleta de rosquinha a senhorita Weber que sorria para ele.
- Obrigada Alec, você foi um amor trazendo tudo isso aqui.
- Sempre que precisar senhorita. É um prazer poder ajudar. Minha irmã ficará o tempo que for necessário.
Arqueei as sobrancelhas, certo de que segundos depois veria a baba escorrer pelos cantos da boca do rapaz. Ele flertava abertamente com a dona do estabelecimento.
- É muito bom saber que podemos contar com você e com Irina. Como você pode ver nós estamos com vários hóspedes.
Falou num tom de desculpas. Relanceei o olhar e vi aproximadamente uma dúzia de pessoas circulando no saguão.
- Estão lotadas?
O rapaz inquiriu. Sentei-me numa cadeira da sala de televisão, peguei o jornal do dia tentando ler, mas minha atenção estava voltada para a conversa.
- Não, mas temos oito quartos ocupados. Como eles não haviam feito reserva, fomos pegas de surpresa, por isso, eu não poderei me dedicar à cozinha como faço geralmente.
Ele ouvia a tudo atentamente.
- Não se preocupe, Irina cuidará disso para você. E a senhorita Swan?
Ângela Weber sorriu.
- Bella foi dar uma volta no lago com Nessie. E ela pode me ajudar em tudo, menos na cozinha, pois ela é um desastre.
“Aproxime-se da criança”, dizia minha voz interior. “Através dela você chegará facilmente na mãe”. Sorri satisfeito e esperei. O rapaz se despediu e a proprietária avisou a todos que o jantar seria servido em breve.
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Eu havia acabado de tomar a sopa de legumes com pedaços queijo quando a porta da frente foi aberta. Bella e sua filha entraram. Virei minha cabeça automaticamente em sua direção e por uma fração de segundo nossos olhares se sondaram, mas ela desviou os olhos em seguida. Um calor familiar se espalhou em minhas entranhas.
- Oi lindas. Como foi o passeio?
- Maneiro tia, respondeu a menina fazendo com que todos sorrissem.
- Não vão jantar?
- Já comemos, Angie, obrigada. Vamos nos recolher.
A criança olhou para Bella confusa, mas ela ignorou.
- Boa noite a todos, ela falou depressa demais, desaparecendo pelas escadas em seguida. Se ela pensava que iria escapar de mim tão facilmente estava redondamente enganada.
PDV Isabella Swan.
Deixei Renesmee assistindo televisão em meu quarto, avisei que iria tomar um banho demorado e caminhei para o banheiro. Olhei meu reflexo abatido no espelho. O cansaço e a preocupação marcavam minhas feições abatidas. Meus cabelos necessitavam de uma hidratação com urgência e eu precisava relaxar, descansar um pouco. Precisava pelo menos temporariamente esquecer Edward Cullen e todos os problemas e lembranças ruins relacionadas a ele. Tirei a roupa, abri a ducha no máximo, regulando a temperatura da água e entrei.
Como ele reagiria se soubesse que Nessie era sua filha? E ela? O que diria ao descobrir que seu pai morava ali tão perto, na cidade vizinha?! O aceitaria ou o rejeitaria? E quanto a mim?! Minha filha me perdoaria? Novamente as borboletas se agitaram em meu estômago e tive medo de vomitar o cachorro quente que tinha comido ainda há pouco no lago. Sacudi a cabeça de um lado para o outro tentando afastar o medo terrível e as desagradáveis sensações que me assolavam.
As palavras de Ângela voltaram a minha mente. Edward com certeza estava apenas de passagem e em breve iria embora. Eu não tinha de me preocupar realmente. Dez anos haviam se passado. Eu mudei. Ele mudou. Eu teria de me concentrar em conseguir ficar longe daquele homem nos próximos dias. Depois tudo voltaria ao normal. A vozinha de Nessie me trouxe de volta a realidade.
- Mãe, tem alguém batendo na porta.
Devido à força e o barulho da água do chuveiro a voz da criança soou abafada. “Deve ser Ângela querendo conversar sobre alguma coisa”, pensei.
- Mande entrar meu amor. Estou terminando o banho. Em breve estarei aí.
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PDV Narrador.
A criança assentiu, saltou da cama e correu até a porta, abrindo-a de supetão, ficando cara a cara com Edward.
- Oi, disse ele sorrindo, encostando um dos ombros na soleira da porta.
- Oi, ela respondeu retribuindo o sorriso.
- Sua mãe está?
- Está tomando banho.
Edward engoliu em seco imaginando o corpo macio de Isabella nu, e deliciosamente molhado. Seu membro gritou ferozmente.
- Vai querer entrar?
Renesmee perguntou, deixando-o surpreso.
- Posso?
- Mamãe disse que sim.
Respondeu afastando-se para que ele entrasse, permanecendo parada na porta. Edward voltou-se para ela.
- Sua mãe sabe que eu estou aqui?
Questionou incerto.
- Ela falou que eu podia deixar a pessoa que estava batendo à porta entrar, falou francamente. Edward sorriu.
- Sabe, até que você é bonito.
- Obrigado pelo elogio, falou contendo-se para não dar uma gargalhada.
- De nada.
- Não vai ficar me fazendo companhia?
Questionou erguendo as sobrancelhas. A criança fez uma careta.
- Não, não está passando nada especiante ou que nada que eu goste na TV.
- Como?
A garotinha revirou os olhos e balançou a perna como se estivesse entediada com a falta de conhecimento do adulto a sua frente.
-“Especiante”, mistura de especial e interessante.
Explicou cansada com o raciocínio lento dos adultos. Pego de surpresa, Edward não soube o que dizer. Renesmee continuou:
- Prefiro ir para o meu quarto ler, respondeu dando de ombros. Ele teve de se esforçar para não afagar seus cabelos.
- Você gosta de ler?
Perguntou puxando conversa com a garotinha, enfiando as mãos nos bolsos da calça. Os olhos de Renesmee brilharam.
- Adoro. De montão. Tenho muitos livros. As crônicas de Nárnia, Toda coleção dos irmãos Grimm, O pequeno Príncipe, Doze Contos de Fadas, Harry Poter...
- Que bom. Ler é um ótimo hábito.
Ela sorriu balançando a cabeça fazendo os cachos deslizarem de um lado para o outro, trazendo a memória de Edward, a imagem de Isabella quando adolescente. Ele engoliu em seco.
- Ok. Boa noite então, ele falou esperando que ela saísse.
- Boa noite Sr. Cullen.
- Pode me chamar de Edward, falou dando um meio sorriso.
- Também pode me chamar de Nessie.
Ela disse satisfeita.
- Ok, boa noite Nessie.
- Tchau.
A porta foi fechada e Edward caminhou calmamente até lá, trancando-a com a chave, sorrindo maquiavélico. Bella teria uma enorme surpresa quando saísse do banheiro. Correu os olhos pelo ambiente simples, mas de muito bom gosto. Caminhou um pouco pelo quarto. Seus olhos imediatamente foram atraídos por uma fotografia dela e da criança sobre a cômoda. Estreitou os olhos fitando a imagem com atenção. Nessie ainda era um bebê, com dois anos talvez. Estava no colo de Bella que sorria amplamente para a câmera ou para a pessoa que tinha tirado a fotografia. Seu peito doeu pelos ciúmes. Quem seria o pai da menina?!
Ouviu o chuveiro sendo desligado e virou-se naquela direção, aguardando que Bella saísse e o visse ali parado, aguardando, esperando como um predador.
PDV Isabella Swan.
Sequei um pouco os cabelos com uma toalha e estendi na porta do Box. Passei hidrante de morangos no corpo, enrolando-me com outra toalha e abrindo a porta disposta a conversar bastante com a minha melhor amiga. Mas não era Ângela quem estava no meu quarto, era Edward!
- Gah!
Pulei assustada como um coelho, meu rosto refletindo o enorme choque. Ele sorriu devastadoramente, me examinado de alto a baixo, reparando na tolha curta. Senti meu rosto corar.
- Esperava outra pessoa?
Questionou me olhando lascivamente. Engoli em seco, percebendo que a única coisa que eu estava usando era uma toalha preta felpuda. Absolutamente nada por baixo. Os olhos dele escureceram.
- O que está fazendo aqui?!
- Esta é uma pergunta que pode ter várias respostas.
Falou evasivo. Estremeci com sensualidade implícita na voz dele. Como ele podia fazer comentários daquele tipo depois de tudo?!
- Sua filha me deixou entrar, respondeu tranqüilo, como se estar ali fosse à coisa mais natural do mundo. Apertei os dentes com força diante do cinismo dele.
- Saia!
Bradei apontando para a porta. Ele ignorou e me mostrou as chaves do quarto em sua mão.
- Não. A propósito Nessie é apelido de que?
Perguntou me encarando. Minha mente trabalhou ligeiro. Se ele soubesse que seu nome era Renesmee iria associar os fatos na mesma hora.
- Vanessa, menti.
- Bonito nome, respondeu casualmente. Sua atitude me irritou.
- O que pensa que está fazendo Edward?! Esta é a minha casa, e este é o meu quarto. Não tem o direito de estar aqui.
- Ora, vamos, Isabella, isso lá é jeito de receber um “velho amigo”?!
Ele estava fazendo piada com o fato de eu ter dito a Ângela que ele era um velho conhecido. Maldito!
- Preciso de privacidade para trocar de roupa, exclamei apertando com força a toalha em volta do corpo.
Ele me deu um olhar devasso. A dureza presente nos gestos e no seu olhar era nova. Seus olhos de predador se estreitaram, o sorriso sensual apagou-se e a voz rouca e sexy se fez ouvir:
- Não tem nada aí que eu já não tenha visto anteriormente. Ou será que você esqueceu os muitos orgasmos que eu te dei?!
Corei violentamente. Que tipo de jogo ele estaria fazendo agora?!
- Pode trocar de roupa, eu não ligo, disse como se fôssemos um casal.
- Mas eu ligo!
Respondi com raiva.
- E você é o tipo de garota que só faz as coisas certas?
- Eu tento.
Ele sorriu amargamente.
- Não seja hipócrita Isabella.
- Como se atreve?! Que direito você tem de me julgar Edward Cullen?!
A dor das velhas feridas começava a se manifestar em meu interior. Um sorriso de escárnio brotou no rosto perfeito.
- Todos os direitos do mundo. Vai bancar a donzela ofendida agora? Não acha que é muito tarde para todo esse teatro?
- Vá para o inferno, Edward!
Ele crispou os lábios numa linha fina, como se quisesse dizer alguma coisa, mas mudou de idéia.
- Vá embora Edward. Não temos nada para conversar.
Falei dando-lhe as costas. Ouvi um suspiro longo e cansado.
- Desculpe, prometi a mim mesmo que ao lidar com você agiria com diplomacia.
Foi aminha vez de sorrir com deboche.
- E desde quando o “rebelde” Cullen age como um homem civilizado?!
Alfinetei. Ele arqueou as sobrancelhas.
- As pessoas mudam Isabella. Você ficaria surpresa se descobrisse o quanto eu mudei nos últimos dez anos.
- Imagino, respondi desviando o olhar. Sua presença me perturbava além da conta.
- Precisamos conversar, ele disse cruzando os braços sobre o peito, ressaltando os músculos do tórax. Meu sexo latejou.
- Que tal deixarmos esta conversa para depois?
Retruquei.
- Estou cansada e ainda preciso dar uma olhada na papelada e nas contas da pousada.
Ele fez questão de me ignorar.
- Há quanto tempo trabalha aqui?
Revirei os olhos, exasperada com a intromissão.
- Não lhe interessa.
Ele sorriu torto e eu quase caí sobre a cama. Por um instante esqueci o quanto Edward Cullen pode ser sedutor e envolvente.
- Posso perguntar a doce senhorita Weber.
- Trabalho aqui há vários anos, falei com os dentes cerrados.
- É a gerente.
Ele concluiu. Ergui meu queixo, desafiando-o.
- Gerente e proprietária.
Ele arqueou as sobrancelhas surpreso. Uma sensação de triunfo tomou conta de mim.
- Surpreso?
- Sim. Nunca imaginei você como uma mulher de negócios, falou com sinceridade.
Sorri com escárnio.
- Quando completei dezoito anos recebi parte da herança deixada por minha mãe. Comprei a metade da Pousada então.
Ele ouvia a tudo atentamente.
- O que você pensou, Edward? Que eu estaria casada com um fazendeiro xucro, cheia de filhos e frequentando a sociedade local como uma dondoca?!
Ele crispou os lábios numa linha fina.
-Mais ou menos isso. A Isabella Swan da qual me recordo foi criada para ser a esposa perfeita e submissa de caras como Mike Newton ou Jasper Whitlock, retrucou irritado.
Fizemos carranca um para o outro. O clima ficou pesado, a tensão pairando no ar.
- Enganou-se Edward. Aprendi desde cedo a trabalhar. Ângela e eu somos sócias, falei com secura.
- Você tornou-se uma pessoa amarga Bella.
“Graças a você”, eu quase respondi.
- Nessie herdou muita coisa sua. Espero que não herde isso também.
Arregalei os olhos. Ouvi-lo falar dela com tamanha intimidade, mexeu profundamente com os meus nervos. A revolta imperou no meu interior. Não consegui evitar. Eu o queria longe da minha filha.
- Afaste-se da minha filha!
Falei entre dentes. Ele franziu o cenho.
- Qual é o seu problema afinal?!
Bradou confuso e exasperado.
- Você! Você é o meu problema!
Cuspi.
— Sério Bella?! Acha que eu sou capaz de ferir ou maltratar uma criança?! Por que toda essa reação?! Posso saber o que o pai dela fez a você?!
Sentindo um ódio crescente em minhas veias gritei:
- Ele me abandonou!
Um misto de choque e espanto genuínos tomaram conta do rosto magnífico.
- O pai de sua filha deixou você?! Então esse homem merece os parabéns, pois ele lhe deu uma boa lição!
Meus lábios tremeram. As palavras duras dele foram como chicotadas.
- Maldito seja Edward Cullen! Maldita a hora em que você achou de aparecer aqui em Lexington e cruzou a soleira da minha porta!
Ele segurou meu braço com uma mão que mais parecia uma garra de aço. Arrepios carregados de eletricidade me fizeram segurar a respiração. O toque e a força machucavam minha pele.
- Solte-me.
Exigi. Ele me fitava com os olhos escurecidos.
- Você o amava?!
Perguntou com o maxilar cerrado.
- Sim!
Respondi tentando me libertar dele.
- Tsc, tsc... Que pena não é mesmo?!
- Você sempre foi um rebelde insensível!
Respondi agitada, tentando me desvencilhar da sua mão. Não era verdade, mas eu queria magoá-lo. Eu precisava.
- Você se arrepende?!
Quis saber curioso.
- A única coisa da qual me arrependo é de ter me entregado a você naquele verão, dez anos atrás!
Uma máscara de frieza atingiu os olhos verdes.
- Mentirosa.
Nós dois sabíamos que era mentira.
- Você amou cada um dos meus toques, cada carícia, cada deslizar das minhas mãos no seu corpo, cada beijo. Você se derreteu nos meus braços, se entregou livremente e pediu por mais. Você me desejou tanto quanto eu te desejei, Isabella!
- Pare!
- Não!
O ar ficou subitamente carregado de tensão.
- Sabe qual é a diferença entre nós dois? Eu sou sincero, franco, honesto. Eu abri o coração enquanto você não passa de uma dissimulada, uma fingida, uma falsa, escondendo seus verdadeiros sentimentos atrás de frases estudadas e sorrisos polidos.
Esqueci completamente que estava trajando apenas uma toalha e voei em cima dele, gritando frases incoerentes e ofensivas. Cada palavra teve o poder de me ferir profundamente, trazendo à tona toda a dor da humilhação, a revolta por ter sido abandonada e tratada como um objeto dez anos atrás. Completamente tomada pelo ódio, cega de raiva ergui o braço esbofeteando-o com toda minha força. Sua cabeça pendeu para o lado com a força do impacto. Senti os olhos úmidos pelas lágrimas e virei-me para fugir, retornando a segurança do banheiro.
- Parada!
Ele ordenou, sua voz dura, desprovida de qualquer emoção, uma mão em torno do meu braço, a outra presa em minhas madeixas castanhas brilhantes. Engoli em seco.
- Deixe-me ir!
Pedi sentindo minhas forças se esvaírem. Edward agiu rapidamente me subjugou como um felino, puxando-me sem nenhuma delicadeza de encontro ao seu corpo, aprisionando-me em seus braços, fazendo com que eu sentisse sua enorme ereção colada aos meus quadris. Engoli em seco... Que Deus me ajudasse.
Continua...
Notas finais
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Bem como eu não postei ontem vou postar hoje e amanhã ok meninas.
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Previa do próximo cap.
Nossos olhares duelando fixamente.
- Eu deveria bater em você por me fazer desejá-la brutalmente depois de tanto tempo... Deveria bater até que você perdesse os sentidos, ameaçou com um tom assustador.
Falou com a voz suave demais para o meu gosto. Não me intimidei com ameaça implícita. Ergui meu queixo numa atitude desafiadora e cuspi com raiva:
- Então bata. Vamos o que está esperando?! Alivie o seu ego machista me enchendo de pancadas, Edward Cullen!
Instiguei-o, desafiando-o a me bater. Nossos olhares duelaram por um longo instante, mas de repente, sua expressão suavizou e eu estremeci. Edward era perigoso. Meu subconsciente gritava o quanto ele poderia ser perigoso. Perigoso como um vampiro, que ilude, seduz e encanta sua presa antes de sugar seu sangue e sua vida.
- Tolinha. Acha que preciso mesmo usar força bruta? Posso muito bem utilizar outras formas de punição. Não preciso abusar da minha força superior nem do meu tamanho para fazer você pagar...
Disse sorrindo diabolicamente, frisando cada palavra, enquanto acariciava uma mecha dos meus cabelos.
- Não!
Sussurrei sentindo-me tonta e encurralada. A que outro tipo de punição ele se referia? Senti meu sangue gelar nas veias quando o hálito morno atingiu minha orelha.
- Não adianta tentar fugir, Bella. Você me pertence.
Sua boca a centímetros da minha, seu hálito morno batendo em minha face, me confundindo.
- Nunca.
- Ah, sim.
- Não, protestei sentindo que caía numa armadilha, num precipício.
- Sim. Você é minha. Amadureci muito durante os últimos anos e hoje estou acostumado a conseguir tudo o que desejo, portanto aceite a idéia. Será mais fácil do que tentar resistir...
Sua voz não passava de uma carícia velada sussurrante, mas a suavidade escondia alguma coisa mais forte, como uma ameaça, que eu não sabia exatamente o que era e rezava fervorosamente em meu íntimo para não ter que descobrir.
-
Beijos até amanhã.
Kiki
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