Armadilha Do Destino.

11 Capítulo 11 – Atração Irresistível – Parte


PDV Bella.

Nossos olhares duelando fixamente.

- Eu deveria bater em você por me fazer desejá-la brutalmente depois de tanto tempo... Deveria bater até que você perdesse os sentidos, ameaçou com um tom assustador.

Falou com a voz suave demais para o meu gosto. Não me intimidei com ameaça implícita. Ergui meu queixo numa atitude desafiadora e cuspi com raiva:

- Então bata. Vamos o que está esperando?! Alivie o seu ego machista me enchendo de pancadas, Edward Cullen!

Instiguei-o, desafiando-o a me bater. Nossos olhares duelaram por um longo instante, mas de repente, sua expressão suavizou e eu estremeci. Edward era perigoso. Meu subconsciente gritava o quanto ele poderia ser perigoso. Perigoso como um vampiro, que ilude, seduz e encanta sua presa antes de sugar seu sangue e sua vida.

- Tolinha. Acha que preciso mesmo usar força bruta? Posso muito bem utilizar outras formas de punição. Não preciso abusar da minha força superior nem do meu tamanho para fazer você pagar...

Disse sorrindo diabolicamente, frisando cada palavra, enquanto acariciava uma mecha dos meus cabelos.

- Não!

Sussurrei sentindo-me tonta e encurralada. A que outro tipo de punição ele se referia? Senti meu sangue gelar nas veias quando o hálito morno atingiu minha orelha.

- Não adianta tentar fugir, Bella. Você me pertence.

Sua boca a centímetros da minha, seu hálito morno batendo em minha face, me confundindo.

- Nunca.

- Ah, sim.

- Não, protestei sentindo que caía numa armadilha, num precipício.

- Sim. Você é minha. Amadureci muito durante os últimos anos e hoje estou acostumado a conseguir tudo o que desejo, portanto aceite a idéia. Será mais fácil do que tentar resistir...

Sua voz não passava de uma carícia velada sussurrante, mas a suavidade escondia alguma coisa mais forte, como uma ameaça, que eu não sabia exatamente o que era e rezava fervorosamente em meu íntimo para não ter que descobrir.

PDV Edward Cullen.

Foi ímpar a sua raiva. Como um furioso gatinho, irritado, macio e inofensivo. Ela não fazia idéia da sua própria vulnerabilidade. A antiga luta entre a presa e o predador. Bella ficou corada e apertou os dentes com força.

- Por que veio até aqui?

A pergunta feita num sussurro não era a que eu estava esperando ou tão pouco preparado para responder. Nossos corpos estavam colados. Sentir as curvas macias contra meu pau latejante foi à gota d’água. O cheiro de morangos invadiu minhas narinas nublando meus sentidos e meu lado racional. A marca dos dedos ardia no meu rosto devido à tapa. Eu perdi as regras do jogo, as quais eu mesmo havia estabelecido. Senti a máscara de indiferença escorregar da minha face. Meu controle evaporou como fumaça, meus dedos se emaranharam nos longos cabelos molhados puxando-a para mim, virando-a de frente, arrancando a toalha, deixando nua para o meu deleite. Ela estava assustada como um bichinho, de pé diante de mim, pronta para correr, trêmula, retraída, insegura. Então eu disse a ela a verdade.

- Eu não sei.

Meu olhar vagou pelo seu corpo perfeito. Os seios fartos, redondos e empinados, o ventre plano, as curvas macias e arredondadas dos quadris, a buceta com poucos pêlos, totalmente depilada nas laterais e embaixo. Era um convite irresistível e tentador. Não fiquei nem um pouco surpreso com a fúria que subia no interior do meu ser. Porra, eu precisava tocá-la. Eu tinha que ter aquela mulher, ou então a crescente pressão no interior de minhas bolas iria me destruir.

Meu desejo explodiu desesperado. Tomei-a nos braços, baixando a cabeça para beijar os seios nus, fazendo-a gemer alto em resposta. Ela tentou resistir debilmente, mas não conseguiu escapar da minha boca faminta. Senti a eletricidade no ar, no meu corpo e no dela. Como aquilo era possível depois de tanto tempo?! A pergunta reverberou em minha mente, mas rapidamente desvaneceu. Mandei a razão para o esgoto e busquei sua boca numa urgência desenfreada, invadindo-a com a língua redescobrindo o prazer e o calor familiar daquele contato. Um gemido potente nasceu do fundo de sua garganta, despertando em meu âmago um sentimento desconhecido e primitivo de posse misturado com uma necessidade fremente. Eu a queria demais. E como queria. E Bella ardia tanto quanto eu. Algo sobre o reconhecimento disso quase me matou. Saber, ter a certeza de que a mesma fome que me preenchia, enchia ela também. Forte, profunda, mágica, descontrolada.

Eu a desejava com cada célula do meu corpo. Beijei de várias formas, com toda experiência adquirida naqueles anos. Ela respondeu com sofreguidão, colando-se a mim, suas mãos tentando arrancar minha camisa, balançando os quadris de forma involuntária e provocante, pedindo, clamando, ansiando por mais.

- Deus, seus cabelos!

Falei ofegando, quebrando o beijo por um momento, segurando-a pela nuca.

- Nunca consegui esquecer esse cheiro maravilhoso de morangos selvagens. É uma tentação, um mágico afrodisíaco.

- Edward...

Seu rosto estava febril, suas pupilas dilatadas. Vibrei internamente com aquilo. Bella estava se derretendo nos meus braços novamente. Ela mordeu o lábio inferior entre os dentes e eu me inclinei alcançando seu ouvido:

- Vou sugar seus seios até que desfaleça em meus braços, até você desfalecer de prazer e ficar tão molhada que eu possa deslizar meu pau duro dentro do seu corpo sem esforço algum...

Seu corpo estremeceu diante do intenso apelo sexual.

- Por quê?

Balbuciou fracamente.

- Porque o simples pensamento disso me deixa estranhamente selvagem. É um instinto animal, lascivo, feroz.

-Céus...

Sua voz era quase inaudível.

- Você quer Bella? Quer que eu te sugue como um homem faminto, hum? Quer sentir minha boca em cada canto do seu corpo?

Perguntei acariciando-a com a ponta dos dedos deixando-a arrepiada por inteiro.

- Sim, ela respondeu em rendição, de olhos fechados, vencida pela paixão, estremecendo, enterrando as duas mãos no meu cabelo.

Ergui-a um pouco mais e prensei-a contra a parede, apoiando-a, descendo minha boca para os seios, sugando, beijando e lambendo os mamilos alternadamente, sendo selvagem e até um pouco violento, deixando-os rígidos de prazer. Era como se eu quisesse consumi-la por inteiro. Totalmente entregue a luxúria do momento ela gemeu outra vez, contorcendo-se e segurando minha cabeça firmemente se oferecendo, ao mesmo tempo em que insinuava uma mão por dentro da minha camisa, acariciando minha pele, me fazendo arder ainda mais.

- Edward, oh Edward, faz tanto tempo...

Soluçou. Com a boca colada aos seios, baixei uma das minhas mãos até sua vagina, constatando maravilhado que ela estava ensopada. Investi dois dedos, penetrando-a e ela gemeu alto, jogando a cabeça para trás. Meu coração acelerou. A vingança que se danasse! Eu queria fazê-la gritar, delirar de prazer nos meus braços.

- Porra Bella...

- Venha... Agora...

Gemeu baixinho.

- Eu quase havia esquecido o gosto único da sua boca, a excitação de seu corpo.

Falei, conseguindo abrir o botão da calça e o zíper, baixando apenas o suficiente para libertar meu pênis latejante. Eu estava sem cueca mesmo e desta vez não havia tempo para a ternura ou preliminares. Era um desejo negro e uma paixão enlouquecida, irrefreável, avassaladora. Minhas mãos grandes baixaram até suas nádegas, meus dedos se fechando violentamente em torno da carne macia, segurando-a com firmeza. Ela passou as pernas em torno da minha cintura e eu levei meu pau até sua entrada, fazendo com que sentisse o quanto eu estava duro. Consegui lhe dar uns cinco segundos antes de me enterrar profundamente na sua cavidade aveludada e quente. Delícia, Calor, Umidade, Paraíso.

- Oh, Edward...

Ela falava jogando os quadris contar os meus, me deixando louco.

- Você é como uma febre, Bella... Uma febre da qual eu nunca consegui me curar...

Respondi com os dentes trincados sentindo que os músculos da buceta começavam a se apertar em torno do meu membro.

- Por favor...

- Bella...

Com os dentes cerrados, lutando contra meu próprio desejo de perdurar o momento, comecei a bombear guiado pelo instinto, entrando e saindo de suas dobras, cada vez mais rápido sabendo que em poucos segundos o gozo iria nos arrebatar. Bella estava tão enlouquecida pelo desejo que atingiu o orgasmo menos de um minuto depois, seus músculos internos se apertando em pequenas convulsões, me fazendo gozar em seguida. A sensação de fusão era plena, indescritível.

- Oh Deus, eu... Eu...

Ela falou com a cabeça apoiada em meu ombro. Deixei que minha calça deslizasse até o chão, segurei em meu colo, para evitar que caísse, baixando minha cabeça, beijando-a na boca com sofreguidão, deslizando a língua por entre a maciez dos lábios dela, movimentando meu corpo outra vez contra o seu fazendo com que percebesse que o meu pau começava a reagir novamente.

Bella me fitou com os olhos enevoados e eu sorri.

- Nós apenas começamos, respondi louco para possuir seu corpo novamente, levando-a até a cama e deitando-a gentilmente. Na mesma hora, a constatação de que eu a teria a noite toda, numa cama, rasgou minha mente. Nós nunca havíamos dormido juntos e muito menos feito amor numa cama larga, macia e confortável. Todos os nossos encontros tinham sido em um depósito fedido de madeira, repleto de máquinas agrícolas, sobre um colchonete velho, estreito e desbotado. Hoje à noite nós teríamos aquela cama à nossa disposição.

PDV Bella.

Milhares de coisas se debatiam em minha cabeça. A amarga experiência passada vivida com ele, o momento, o desejo, o tesão, mil alertas... Uma confusão enorme, um caos total. O que estava acontecendo comigo?! Deveria estar em pânico com a aproximação dele, deveria ter corrido para a segurança do banheiro, expulsado Edward dali. Eu deveria estar chocada com o meu comportamento insano, mas não estava. Aquele homem havia me abandonado sem uma palavra que fosse, pouco se importando comigo ou com uma futura gravidez indesejada, eu sabia o quanto ele podia ser cruel, frio, insensível, mas agora eu não raciocinava. Era apenas emoção. Eu nunca tinha visto sua expressão assim. Os olhos verdes apertados duros como pedras, nossas testas se chocando. Quando sua boca capturou a minha algo há muito adormecido dentro de mim despertou e explodiu de forma violenta. Um calor radiante, uma necessidade desvairada, incontrolável, dominando meus sentidos, me puxando para fora.

Meus lábios se entreabriam, as mãos segurando os braços masculinos, tentando chegar mais perto, tentando tirar o máximo desse momento, essa sensação que corria como um fogo líquido em minhas veias, me tragando o quanto pudesse consumir. Eu queria estar mais perto, queria mais. Gemi com a fome, a vontade de ser possuída, de se tomada, sentindo os lábios dele e os beijos ficando mais forte, com mais fome, exigindo tudo de mim em resposta.

Nunca, nem mesmo no meu mais sexy e íntimo sonho imaginei que pudesse corresponder a Edward com tanto fervor, com tanta desenvoltura, com tanta paixão. A punição que ele aplicara, usando sua língua atrevida, dedos ágeis e seu pênis grande e grosso, fizeram com que eu me rendesse. Em poucos minutos daquela inebriante tortura sexual eu voltei no tempo e me senti com quinze anos novamente, amando, apaixonada, ansiosa por descobrir o mundo mágico do sexo e do prazer nos braços dele.

A palavra que reverberava em meu cérebro era “quente”. Quente. Tão quente... Tudo que eu podia pensar era o quanto eu estava quente, meu corpo estava fervendo, em ebulição. Edward tinha o poder de me incendiar. Ele deitou o lindo e másculo corpo nu sobre o meu e eu pude me deliciar com a sensação eletrizante, sensual do peito definido e dos pêlos lisos contra minha pele. Fazia tanto tempo... Abracei-o com força, levando minha boca a curva do seu pescoço onde uma veia saltava saliente.

Com uma intensidade lenta e devoradora, Edward começou a mover-se lentamente dentro de mim com a perícia de um mestre. Seu pênis me preenchendo totalmente. Eu sentia seu membro alargando as paredes da minha vagina, o maravilhoso atrito dos nossos sexos unidos. Minhas unhas arranharam sua carne. O insano excitamento de antes que havia pensado jamais experimentar outra vez, tomou conta do meu corpo como um rastilho de pólvora, me fazendo latejar de cima a baixo.

-Minha fantasia se concretizou. Não sabe quanto tempo eu desejei ter você novamente sob o meu corpo, nua, gemendo, derretendo-se nos meus braços.

Ele investia rápido e forte, me levava ao limite e depois recuava recomeçando tudo outra vez, lentamente, me fazendo implorar desesperada. Era tão bom, tão deliciosamente perfeito sentir o membro duro e rijo me preenchendo completamente, me fazendo delirar, dançar livremente, ver estrelas.

- Edward, o que você está fazendo comigo...

Sussurrei embriagada pelo prazer que começava a se construir.

- O mesmo que você faz comigo. Você sempre foi tão macia...

Sibilou, com a respiração descompassada, passando a explorar meu rosto com os lábios. Profundos beijos que queimaram meus lábios e despertaram em meu corpo as sensações que eu não tinha esperado, há muito tempo adormecidas. Não havia medo ou rancor. Depois de dez longos anos eu era beijada de forma voraz, ardente, devastadora. De tal forma que eu não podia lutar contra. Não queria lutar contra. Eu estava sendo tragada num redemoinho de sensações gigantescas. Senti cada um dos anos de necessidade e carência sexual reprimida eclodirem. Anos de sonhos e pesadelos sobre este homem. O único homem que eu sempre soube que jamais poderia ter. O pai de minha filha.

- Edward...

- Sua pele é como cetim, como um suave cetim, convidativo, envolvente.

Sentimentos, sensações conflitantes eram o fulcro do momento. Tudo se confundia em um esplendor de luxúria e erotismo. O som distante das pessoas preparando-se para irem dormir na pousada mal atingia os limites de minha entorpecida consciência. Atrás dos olhos semicerrados, vislumbrei o rosto do único homem que havia conquistado meu coração, percebendo o clarão das sensações poderosas e arrasadoras do orgasmo crescente cada vez mais perto. A tensão chegava a ser insuportável, me fazendo morder os lábios com força para não gritar alto, implorando o alívio.

Fechei os olhos, completamente tomada pelas inebriantes sensações.

- Não aguento mais, Bella. Estou na borda do meu prazer.

Ele falou com a voz entre cortada.

- Gostaria que esse momento durasse uma eternidade, mas...

As palavras dele saíam misturadas aos gemidos. Edward investiu profundamente em meu corpo, saindo e voltando a entrar. Não suportei mais a pressão daquela doce tortura. Um gemido gutural e alto saiu de minha garganta. O gozo me tomou num espasmo vertiginoso. Senti meu corpo arquear contra o dele como se tivesse vida própria, e mergulhei num vórtice de sensações excruciantes, afastando-me anos luz da realidade e do bom senso. Pouco depois vi Edward lançar sua cabeça para trás, a boca aberta num gemido singular, seus músculos abdominais se contraindo com os espasmos intensos. Ele desabou sobre meu corpo, exausto e suado, beijou meus cabelos e nós adormecemos juntos.

PDV Edward.

Acordei desorientado olhando o ambiente estranho ao meu redor. Fiquei confuso ao ver o corpo adormecido de Bella ao lado do meu, um dos seus braços sobre o meu abdome, mas rapidamente as memórias da noite espetacular de sexo intenso povoaram minha mente. As cenas tórridas se desenrolavam em imagens nítidas, a mão macia e delicada tateando meu peito, os lábios rubros apartados esperando que eu os reivindicasse, as pernas torneadas em volta de minha cintura, me trazendo para dentro dela, o corpo arqueado em completo abandono, revelando a luxúria de uma mulher madura e ardente.

“O que eu havia feito?”

A pergunta bombardeava em meu cérebro. Só em olhá-la profundamente adormecida, o desejo de tê-la outra vez surgiu forte, impiedoso e animalesco. Quase incontrolável, machucando, provocando uma sensação física de dor que me atingia até os ossos. Suspirei sem querer. Aquilo era uma loucura. Totalmente insano, minha consciência se manifestava num lamento, numa queixa sombria.

- Droga!

Murmurei sentando com cuidado para não acordar a linda mulher adormecida. Quisera acreditar que somente desejara usá-la, odiá-la, fazê-la sofrer e depois dei­xá-la ou mandá-la embora de uma vez por todas da minha vida. Mas não era assim. Isabella era deliciosa demais para ser odiada, quente demais para ser esquecida, doce demais para ser ignorada, perfeita demais para que eu pudesse abrir mão da presença dela na minha vida. Ela era como uma droga potente, um tipo especial de heroína feito exclusivamente para mim.

A entrega e a paixão que nós tínhamos partilhado essa noite me fizeram perceber que ali estava a parceira de cama perfeita. A única mulher capaz de me enlouquecer na cama. A única que eu desejei ter como esposa um dia. A única que eu havia amado com todas as forças do meu ser. A única que me tirava do sério, que conseguia despertar a fera adormecida dentro de mim. Engoli em seco tentando ser o mais racional e frio possível, mas o fato era que eu estava apavorado com estes novos sentimentos e perspectivas que estavam aflorando.

Por que raios eu a havia tocado? Eu pensava, me censurando mentalmente, fitando através das janelas a chuva fina que caía lá fora, empurrando a incômoda sensação de culpa para o fundo do meu inconsciente. Ela havia me batido, por isso merecera a punição, mas o estado de excitação em que eu me encontrava poderia ser facilmente taxado de ridículo, se não fosse patético. Meu pênis estava pronto outra vez, louco para se afundar na maciez aveludada do sexo tenro de Bella. Nunca, nunca, jamais uma mulher havia exercido tal poder sobre mim, atraindo-me com uma química sexual tão forte.

- Droga!

“O feitiço está virando contra o feiticeiro”, minha voz interior zombou. Voltei meus olhos para a figura frágil e adormecida na cama. Por que ela tinha de estar ainda mais linda e desejável do que antigamente?! A maternidade apenas acentuava os seus atributos, as curvas e os contornos macios.

Como eu me deixei levar dessa forma?! Minha revolta crescia indefinidamente. Que raios existiam ente mim e aquela mulher que eu havia odiado e desprezado por tantos anos?! O que poderia ser para nos unir de forma tão violenta e maravilhosa?! Luxúria. A resposta veio como um estalo, como um bálsamo. Uma luxúria descomunal, poderosa, envolvente, inebriante, avassaladora. A resposta estava ali, concluí com satisfação no quarto silencioso. Jamais havia sentido um apelo sensual tão violento. A necessidade de tocar, de saboreá-la, de ver Isabella implorando por mim tinham consumido meu corpo, minha mente e minha alma, como um fogo crescente, devastador. Um forte e intenso arrepio carregado de tensão sexual transpassou meu corpo inteiro da cabeça à ponta dos pés.

- Que merda eu vou fazer agora?!

Falei sozinho outra vez, passando a mão pelos cabelos, nervoso, fitando-a envolta num lençol negro. Nesse instante Bella virou-se de costas, deixando a bunda firme e redonda exposta. Aquele lindo traseiro empinado era capaz de me deixar com os joelhos moles. Lembrei-me do balanço suave de seus quadris na saia justa e apertada que usou mais cedo. Minha masculinidade reagiu com uma rapidez impressionante. Sorri com desgosto. Se continuasse assim eu iria entrar em breve para o livro dos recordes como o homem que conseguia ter o maior número de ereções numa noite sem fazer uso do Viagra. Apesar de ter gozado duas vezes eu ainda a desejava, necessitava desesperadamente possuí-la, me enterrar naquele corpo feminino e tentador, como ocorrera algumas horas atrás. Balancei a cabeça com desânimo. Eu estava completamente fodido. Enfeitiçado por aquela mulher. E o meu irmão iria torcer o meu pescoço e arrancar minhas bolas se soubesse.

Notas finais
Hum que fogo em,
Previa do próximo cap.
´-
Me odiei. Eu não conseguia me perdoar por ter correspondido tão intensamente às carícias e aos toques dele. O que ele pensaria agora?
Que você nunca o esqueceu. Que pode facilmente ser dominada pela antiga paixão que existia entre vocês.
A mensagem na minha mente era cristalina como água
-Não!
Exclamei com meus olhos em choque. A força daquela constatação era uma humilhação sem tamanho.
Você nunca deixou de desejá-lo por pior que ele tenha te tratado.
-Não!
Aquele pensamento era assustador, monstruoso, inconcebível e louco demais para ser verdadeiro. E eu não podia permitir que ele se tornasse realidade. Eu não podia me dar ao luxo de me apaixonar por Edward novamente. Eu tinha que esquecer. Eu precisava!
Disposta a dar um basta naquilo tudo, levantei e vesti a primeira coisa que encontrei; um jeans velho justo e surrado e uma camiseta vermelha de malha. Passei um pente largo pelos cabelos, joguei-o sobre a cama, evitando me encarar no espelho. Girei sobre os calcanhares e saí decidida a enterrar aquela noite nas profundezes mais obscuras e profundas do meu subconsciente, fingindo que absolutamente nada havia acontecido. Se ele achava que teria algum controle ou poder sobre mim depois de hoje à noite, eu mostraria o quanto ele estava enganado. Eu provaria a ele.
Abri a porta e olhei para os lados no corredor vazio. Estremeci involuntariamente. Fechei a porta com cuidado e fui até o quarto de Renesmee, verificando se tudo estava bem. Minha filha estava encolhida num canto da cama, em posição fetal, o rosto corado, febril. Alarmada, corri até lá colocando a mão e testando sua temperatura. Nessie ardia em febre.
-Droga!
Ela resmungou alguma coisa e eu saí correndo para as escadas em direção a cozinha, acendendo a luz apressada, pegando o antitérmico no armário dos remédios. Consultei o relógio para saber as horas e vi com desgosto que já passava das duas da manhã. Suspirei cansada, retornando ao quarto de Renesmee o mais depressa que pude.Entrei deixando a porta aberta às minhas costas. Eu teria de acordar Ângela para avisar que estaria levando minha filha ao hospital da cidade.
-
-
Bom e isso meninas nos vemos na próxima sexta..
Ps. Hum quem sera que vai levar Renesmee pro hospital em.
Beijos
Kiki