Armadilha Do Destino.

51 Capítulo 51 - Planos - Parte III.


Notas iniciais
Olá pessoas.....

PDV Narrador.

Bella estudou demoradamente a disposição das bolas na mesa antes de decidir a sua jogada. Edward a observava em silêncio.

-Bola quatro na caçapa do canto, anunciou e a bola caiu. Os olhos de Edward estreitaram-se. Ele não sabia que Bella seria uma adversária a altura.

-Nada mal.

Disse ele.

-Estou impressionado.

-Você ainda não viu nada, respondeu dando outra tacada que fez com que a bola de número dois e a bola de número seis também caíssem nas caçapas. Edward coçou o queixo, intrigado.

-Sua vez.

Falou com doçura.

-Eu estava me perguntando se você iria me deixar jogar, caçoou ele.

-Pura sorte de principiante, ela respondeu piscando os olhos.

-Sorte?! Sei!

Ele falou disfarçando um sorriso, dando uma tacada e mais um série de tacadas, colocando todas as bolas restantes nas caçapas.

-Melhor de cinco?

Ela sugeriu.

-Melhor de três, ele respondeu. -Assim não vamos demorar tanto tempo jogando, falou convincente.

Edward havia ganho o primeiro jogo. Agora restavam duas partidas. Se Bella continuasse com sorte, ela venceria. Meia hora e muitas jogadas se passaram. Bella permanecia na frente. Depois de colocar mais uma bola na caçapa escolhida, ela ajeitou algumas mechas dos cabelos escuros, que teimavam em escorregar para o seu rosto e fitou Edward.

-Onde aprendeu a jogar tão bem?

-Joguei um pouco no clube quando era adolescente. Os rapazes gostavam de ensinar as garotas, respondeu dando de ombros.

-Aposto que sim, respondeu ele com secura.

-E a Ângela namorou um rapaz que era aficionado por sinuca. Ele quase a convenceu a comprar uma mesa destas para a Pousada.

-Sua amiga tem um gosto meio estranho para escolher namorados.

-Nem me fale, gemeu Bella, lembrando dos vários encontros desastrosos que sua sócia tinha arranjado para ela, na vã esperança de que conhecesse alguém e tirasse Edward da cabeça para sempre.

-Sua vez, ele disse.

Ela assentiu e jogou.

-O tempo está passando e ainda não discutimos nada sobre o casamento, falou encaçapando mais uma bola, assumindo definitivamente a liderança daquela partida.

-Tem razão. O jogo nos deixou entretidos. Mas pode falar, Bella.

Ele disse carinhosamente.

-Falar o que?

-O que quiser. Toda mulher tem sonhos para o dia do próprio casamento. Diga-me quais são eles. Seus sonhos, seus planos, o que você deseja para a cerimônia... Enfim...

Completou deixando a frase no ar, observando-a na sua próxima jogada. Ela pensou um pouco antes de responder.

-Bom, eu não gostaria de casar na igreja, preferia que fosse aqui mesmo, ou no salão de recepções de um hotel, ela disse.

-Aqui para mim está perfeito. Temos muito espaço nessa casa para receber.

Edward se sentiria bastante confortável casando-se em sua própria casa, no seu refúgio. Com uma jogada certeira, Bella venceu a segunda partida.

-Ganhei, falou toda feliz.

-Meus parabéns, gatinha, mas não esqueça de que eu fui o vencedor da primeira partida.

-Estamos empatados.

-Ainda resta uma partida, ela completou animada.

-Que vença o melhor, disse ele dando o sorriso torto que a sabia que a deixava deslumbrada. Bella arfou e precisou respirar fundo antes de voltar seu foco para o assunto casamento.

-Quero uma recepção simples, com poucos convidados. Nós não temos muito amigos e a família é pequena.

-Concordo. Mas faço questão de chamar alguns representantes desta nossa sociedade hipócrita, para que vejam que você é minha esposa, que eu estou fazendo de você uma mulher decente.

Bella rolou os olhos fazendo uma careta.

-Arg... Do jeito que você fala, parece que estamos vivendo no século passado, rebateu.

-Tenho que dar o meu nome a mãe dos meus herdeiros.

-Machista, ela acusou.

-Antiquado, ele respondeu.

-Está se referindo a Mike?

-Principalmente a ele! Quero que aquele fedelho esteja presente quando o padre nos declarar marido e mulher!

-Você sempre tem respostas para tudo?!

Bella falou disfarçando um sorriso e desta vez perdendo a jogada.

-Quero que o mundo inteiro saiba que você é minha.

-Falou o “homem das cavernas”, ela rebateu sarcástica. Ele fez mais uma jogada e colocou duas bolas cada uma em uma caçapa.

-A — há! Acho que a vitória é minha, disse fazendo charme. Bella protestou.

-Você tirou minha concentração. Não vale!

Ela falou apressada.

-Tudo bem posso lhe dar mais uma chance, disse condescendente.

-Obrigada, ela falou dando outra tacada e errando a jogada novamente, fazendo um muxoxo ridículo com a boca. Edward quase perdeu a concentração e explodiu numa gargalhada.

-E quanto ao seu vestido?

Ele perguntou ansioso.

-Tenho algumas idéias. Vou conversar com Alice a respeito. E desista. Você não vai vê-lo até a cerimônia.

-Mulheres!

-Sem chances.

-Qual é o problema?! Vai me matar de curiosidade até lá! Respondeu resmungando baixinho.

-É a tradição, Edward.

Explicou calmamente.

-Se você diz... Mas aproveite para fazer como quiser gatinha, pois será a única vez em que você vai se casar, afirmou possessivo.

Ela sabia que ele falava sério e estremeceu. Bella sempre pertenceria aquele homem.

-Não acha necessário chamarmos um advogado para fazer um acordo pré-nupcial?

-Não. Ambos temos posses. Sei que você não está casando pelo meu dinheiro, retrucou seco.

-Mas você é muito mais rico que eu, argumentou.

-Isso não tem a menor importância, Bella. Você já foi mais rica do que eu no passado. E hoje é a mãe dos meus filhos.

-Mas as pessoas podem insinuar que eu estou com você por interesse, disse acostumada ao fato da sociedade local sempre encontrar um alvo para fofocas.

-Então que falem até não poder mais. Que os hipócritas mordam a língua e se afoguem com o próprio veneno. Tudo que é meu será seu e em contrapartida tudo que lhe pertence pertencerá a mim também.

-Ok. Você está certo. Não importa o que as pessoas pensem. Pode rasgar os papéis do empréstimo de Twilight. Tanto a fazenda como esta casa são nosso legado para as crianças.

Ele sorriu amplamente.

- Viu? Pensamos da mesma forma, retrucou.

-Edward!

-A mulher dos meus sonhos.

Disse fazendo um gesto teatral e exagerado.

-Palhaço!

-É uma das minhas facetas.

-Ainda não terminamos.

-O que mais você quer? Diga meu amor. Seu desejo será uma ordem.

Ela contou mentalmente até trinta tentando controlar o riso e depois prosseguiu:

-Podemos continuar morando aqui?

-Se você quiser. Se preferir nós podemos voltar para Twilight. Sei que amava demais aquela fazenda e as terras. Mas a casa precisa de uma reforma considerável antes de receber nossa família.

-Para mim tanto faz. O importante é que estejamos juntos. Aqui, em Twilight ou em outro lugar.

A conversa continuou amena e em torno dos detalhes e pormenores do casamento, até que Edward colocou a última bola na caçapa do meio. Bella jogara face a face com Edward e tinha sido uma adversária difícil, mas ele vencera o jogo no final.

-Venci.

Falou com o semblante carregado de satisfação.

-Meus parabéns, disse ela sorrindo.

-Considero esta situação uma vitória para nós dois.

-Por que?

-Você disse que eu falava como se vivêssemos no século passado, disse aproximando-se dela.

-E falou mesmo, Bella completou.

-Fui criado com rédeas curtas e uma educação severa. Princípios rígidos. Minha mãe era maravilhosa, mas se eu o Emmett aprontássemos ela não hesitava em dos dar uma bela surra.

Bella o ouvia com atenção.

-Um homem vale pelo seu caráter e não pelo que acumula, ela repetia sempre.

-Gostaria de tê-la conhecido, Bella disse suavemente.

-Ela também teria gostado de você. E se estivéssemos no século passado, eu a convidaria formalmente para um passeio, depois tomaríamos chá na varanda da sua casa e eu roubaria um beijo ou dois, não mais do que isso.

-Você me respeitaria.

-Sim. E depois a conquistaria, Bella. Eu faria de tudo para convencê-la a se tornar minha esposa.

À medida que falava, Edward ajoelhou-se a frente dela, que arregalou os olhos surpresa. Ele colocou a mão no bolso e retirou uma caixa de veludo vermelha como sangue, segurando-a com os dedos e a palma da mão.

-Edward!

-Sei que já concordou em se casar comigo, mas eu não fiz o pedido oficialmente.

Bella levou as mãos ao coração que pulsava acelerado em seu peito.

-Isso está queimando no meu bolso desde à hora em que você entrou nesta sala, usando essa coisa de seda, me deixando maluco. Ele abriu a caixa e aninhada no cetim vermelho surgiu cintilando uma aliança oval longa, com filas oblíquas de pedras redondas e brilhantes, o aro de ouro, delicado e estreito. Bella sentiu os olhos úmidos.

-Esta aliança pertenceu a minha mãe, Esme Cullen. Foi a aliança que o meu pai deu a ela.

A emoção embargou a voz de Bella, que conseguiu apenas sussurrar:

-É linda, Edward.

Falou encantada, enquanto ele a colocava em seu dedo anelar.

-É antiga, mas coube perfeitamente, ele ponderou.

-Gosto de coisas antigas.

Ela disse sorrindo. O sorriso foi como um bálsamo no coração dele.

-Você gosta?

Pergunto incerto.

-Sim. E esta aliança tem uma história. A história de amor dos seus pais. Mas ela não deveria ser da Rose, já que ela e o Emmett ficaram noivos antes de nós?

A pergunta dela tinha sentido. Emmett era o irmão mais velho. Por direito a jóia pertenceria a ele e não a Edward. Ele fitou-a diretamente nos olhos e seu sorriso ampliou-se.

-O Emmett não quis. Ele preferiu comparar uma aliança mais moderna, ao gosto da Rosálie, na Tiffanny’s.

Bella admirou o objeto reluzente em seu dedo. Edward continuou ajoelhado a sua frente.

-Isabella Swan, eu prometo amá-la por todos os dias enquanto eu viver. Você me concederia a extraordinária honra de se tornar minha esposa? Para dormir e acordar em meus braços e me fazer feliz durante o resto de nossas vidas?

Poderia ela já ter escutado uma declaração de amor tão linda quanto aquela? Poderia ela desejar estar num outro lugar enquanto vivesse?! Nunca.

-Sim, sim, sim!

Ela respondeu exultante, com as mãos trêmulas, sem conseguir conter mais as lágrimas que afloravam nos olhos castanhos escuros. Edward se pôs de pé rapidamente, abraçando-a e rodopiando-a entre os braços. Sua felicidade era tamanha que ele queria gritar aos quatros ventos o quanto amava Isabella. Os beijos que se seguiram foram quentes, apaixonados, intensos. Bella pode ouvir a emoção que brotava dentro dele, transparecendo nos lindos olhos verdes. Sua face de anjo estava brilhando de alegria e vitória.

FOTO: Montagem do site: http://jessycavital.blogspot.com.br/2011/01/primeira-noite-de-edward-e-bella.html.

Quando ele a recolocou no chão ela o acariciou na face com as costas das mãos, instigando-o a beijar cada um dos seus dedos.

-Você gosta disso não é?

Ela inquiriu mordendo o lábio inferior entre os dentes, ansiosa por decifrar cada uma das emoções que se estampava no rosto masculino.

-Sim.

Ele a ergueu no ar mais uma vez e voltou a beijá-la de forma escandalosa, deixando arfante, tonta e completamente sem ar. “O verdadeiro amor não pode ser explicado, por ser único, ele pode ser sentido, experimentado, vivenciado. Palavras efêmeras são tão banais e insuficientes, pequenas e até intoleráveis para que se possa descrevê-lo...” Bella lembrou naquele instante, com o coração derramando-se em sublime e genuína alegria de uma antiga citação freqüente da sábia e falecida senhora Weber.

-Sim, eu gosto disso Bella, e você nem faz idéia do quanto. Você agora é minha oficialmente.

-Eu amo você Edward Cullen. Com todas as forças do meu ser e da minha alma, Bella falou solenemente observando que a respiração dele estava tão ou até mais alterada que a sua.

-Também amo você Isabella Swan. E vou te amar cada dia pelo resto da minha vida.

Notas finais
prontinho como combinado......
Beijos
Kiki