Armadilha Do Destino.
52 Capítulo 52 – O Grande Dia.
PDV Isabella Swan.
Meu telefone tocou umas dez vezes aproximadamente antes que eu finalmente abrisse os olhos, localizasse o aparelho sobre o criado mudo e visse o rosto do meu melhor amigo no visor. Devido à gravidez, cada dia eu tinha mais sono. Edward vivia brincando comigo por causa disso. Ele agora me chamava de Bella Adormecida.
-Alô.
-Oi anjo. Desculpe se acordei você, mas é meio urgente.
-Tudo bem, Jazz. Já estava na hora de me levantar. O que houve?
Perguntei intrigada.
-Bella, será que poderia vir até aqui?
Ele pediu. Senti a agonia na sua voz suave e me preocupei.
-Onde você está?
Perguntei sentando e dando um enorme bocejo.
-Ai!
Ele gritou enquanto eu ouvia um pedido de desculpas abafado do outro lado do aparelho.
-No quarto da Alice sendo espetado por um milhão de alfinetes, vociferou aborrecido, arrancando um sorriso que escapou sem querer dos meus lábios. Faltavam apenas quatro dias para o casamento e Alice cumprira aquilo que prometera. Ela havia providenciado tudo, absolutamente tudo, exatamente do jeito que eu queria. As flores, a decoração, os convites, a comida que seria servida durante a recepção, o altar onde eu e Edward trocaríamos os votos... O bolo, o meu vestido, o vestido da Nessie. Enfim, ela tinha feito todos os meus sonhos tornarem-se realidade. Edward não economizou nas despesas e agora era apenas uma questão de dias para que eu me tornasse oficialmente a senhora Edward Thomas Cullen.
-Ok. Vou levantar e já estou indo até aí.
-Por favor, anjo, não demore, ele suplicou. Desliguei o celular sorrindo, imaginando o que a Alice estaria aprontando agora?! O visor acusava que eu tinha recebido uma mensagem. Cliquei no teclado e meu coração se enterneceu:
“Contando os minutos e os segundo para estar junto a você. Te amo demais. Nunca esqueça disso. Sempre seu, Edward.”
Respondi dizendo o quanto eu também o amava e tratei de calçar uma sandália rasteira e sair na missão de resgate e salvamento do meu melhor amigo. Caminhei pelo corredor até o lado oposto aos nossos quartos e bati na porta por duas vezes consecutivas antes que alguém dissesse alguma coisa. Um som abafado veio até mim quando eu estava prestes a desistir e retornar ao meu quarto.
-Entre.
Abri devagar e enfiei minha cabeça observando o ambiente claro, espaçoso e muito bem decorado em tons de verde, bege, lilás e vários tons de rosa.
-Jazz?
-Entre Bella, ele disse.
-Não Bella, fique onde está.
Estaquei sem saber se era realmente para entrar ali ou não.
-Já se resolveram? Posso entrar ou não?
Perguntei achando a situação bem divertida.
-Sim!
-Não!
Os dois disseram ao mesmo tempo.
-Eu prometo que a sua espera será bem recompensada, Bella, disse Alice parecendo feliz.
-Pelo amor de Deus Alice! Deixe a Bella entrar, eu estou aqui sangrando por todos os poros!
Berrou Jasper impaciente. Alice suspirou e fez um sinal com a mão parta que Bella entrasse em seu quarto.
-Você está bem meu amor. Foram espetadas superficiais. Garanto que nenhuma perfurou a pele.
-Humpf!
Ele grunhiu bufando. Jasper estava lindo num terno moderno cinza claro, que destacava o azul profundo dos olhos azuis e que estava sendo ajustado ao seu corpo atlético. Alice estava dando os últimos toques nas roupas do casamento.
-Ah, Jazz... Você está magnífico, eu falei encantada. Ele revirou os olhos como se contasse mentalmente.
-Não estou parecendo um bobalhão?
Perguntou torcendo o nariz afilado. Alice deu um pulo bufando.
-Não ouse Jasper Whitlock! Você sabe perfeitamente que eu me esmerei com o seu alfaiate na elaboração deste terno, bradou Alice irritada.
-Bobalhão?! Jamais!
Emendei entusiasmada, desejando interromper o clima de tensão entre eles.
-Você está lindo, parecendo alguém da realeza britânica, completei. Ele fez uma careta pavorosa e me encarou solenemente.
-Se eu estiver parecido com o Príncipe Charles, juro que vou ter levar até o altar de jeans e camiseta, Bella!
Revirei os olhos diante do absurdo que ele acabara de falar. Homens!
-Deixa de ser bobo! Você está mais que perfeito, Jazz. Jamais iria parecer com aquela múmia, afirmei confiante.
-Jasper eu juro que estou perdendo a paciência com esses seus comentários inoportunos! Da próxima vez que abrir sua boca, vou enfiar dois alfinetes dentro dela, esperando que você engula!
Alice falou em tom de ameaça, enquanto ele fechava a cara, demonstrando irritação.
-Ninguém vestido por mim jamais vai parecer um bobalhão. Você deveria ter mais confiança no meu bom gosto, ela falou chateada.
-Alice tem razão Jazz. Você está demais.
Ele esboçou um meio sorriso parecendo estar mais tranqüilo agora, com a minha chegada.
-E ali está o seu vestido Bella. É a última prova de roupas para os dois antes da cerimônia.
Falou me fitando com um olhar especulativo.
-Precisamos ver se você engordou por causa do bebê, para que eu possa fazer todos os ajustes necessários.
-Sem problemas, respondi pegando meu vestido e vestindo sobre a roupa que eu usava. Como Jazz estava presente não me senti à vontade para trocar de roupa. Nós éramos muito amigos, mas minha privacidade era uma coisa sagrada. Alice pareceu entender e não fez objeções. Vesti o vestido, deixei que o tecido se acomodasse em volta do meu corpo e subi num banquinho pequeno, observando minha imagem refletida no espelho sobre a cabeceira da cama dela. Jasper aliviado conseguiu tirar o terno e a gravata, logo depois que as atenções de sua namorada voltaram-se exclusivamente para mim. Ele agora me fitava extasiado. O vestido era deslumbrante, havia sido confeccionado por Carolina Herrera, estilista mundialmente famosa. Era justo nos lugares certos, mas um pouco mais folgado na barriga. Tinha rendas e era totalmente sem costas, ou melhor, as pessoas veriam cada detalhe as minhas costas através dos desenhos das rendas. Eu teria de usá-lo sem calcinha, pois o decote ia até a região lombar da coluna e acho que o Edward iria surtar com aquele pequeno detalhe.
-Bella, eu nem sei o que dizer. Você está...
-Maravilhosa.
Disse Alice me fazendo girar de um lado para o outro, observando de o meu ventre estava saliente ou não.
-Esplêndida, espetacular, magnífica. Parece uma ninfa saída de um recanto perdido e escondido na natureza, disse Jasper.
-Menos Jazz, ou eu vou ficar roxa de ciúmes.
Alice disse nos fazendo rir.
-O que você acha, Bella?
Perguntou com sinceridade. A idéia fora minha, mas o mérito da confecção do vestido em tempo recorde era unicamente dela.
-Acho que está perfeito, Alice. Apesar de estar entrando nos seis meses de gestação, engordei pouco, apenas oito quilos e a barriga vai estar bem disfarçada dos olhares curiosos, falei animada.
-E quanto ao comprimento? Quer deixar assim ou encurtar um pouco?
Sugeriu.
-Prefiro que fique como está. A calda do vestido era longa e eu havia amado.
-Ótimo, então estamos de acordo, falou Alice satisfeita.
-A Sue virá?
-Acho que não. Ela já tinha marcado uma viagem pelo interior da Alemanha com a filha, expliquei. Eu gostaria muito da presença dela numa ocasião tão especial, mas como Edward insistia em casar depressa, eu entendia que nem sempre as pessoas estavam disponíveis.
-Como vamos entrar?
Questionou Jasper.
-Primeiro os padrinho, Jazz.
Falei.
-Sim, O Emmett e a Rose, padrinhos do Edward, seguidos pela Ângela e pelo Seth, padrinho da Bella, continuou Alice. Eu assenti.
-Depois o Edward entrará com a Alice e em seguida vem a Nessie como dama de honra à nossa frente. Por último entraremos nós dois, concluí.
-Com todos os convidados olhando, falou Alice divertida. Lancei um olhar de súplica para o meu melhor amigo.
-Jazz.
-Sim?
-Promete uma coisa?
-Claro. O que seria?
-Não me deixe cair, pedi tirando o vestido e entregando-o a Alice. Ele aproximou-se sorrindo, me deu um abraço apertado e beijou meus cabelos delicadamente.
-Nunca.
PDV Edward Cullen.
Os convidados não paravam de chegar. Pessoas que eu não via há um certo tempo e outras com quem eu mantinha determinado grau de amizade. Todos quando me viam, me cumprimentavam e em seguida sentavam em seus lugares a espera do tão desejado momento. No altar com Alice ao meu lado vi o momento exato em que o Newton chegou, para minha surpresa, de mãos dadas com Jessica Stanley. Como sempre eles estavam na companhia de Tyler Crowley e sua namorada Lauren Mallory.
Franzi o cenho prestando atenção na maneira como Newton sorria para Jessica, dependurada em seu braço direito. Será que eles estavam namorando?! Hum, até que eles formavam um casal... Como eu poderia dizer?! Bonito? Não! Agradável?! Hum, também não! Ah, já sei! Passável, concluí estreitando meus olhos enquanto os observava de longe, em meu smoking. Eu preferia estar usando um terno, mas Bella insistira no smoking e eu faria qualquer coisa para agradá-la. Voltei a pensar no Newton... Passável era a palavra certa para descrevê-los. Mike era profundamente imaturo e quanto a Jessica, ela era uma boa moça, mas a solidão a fizera entrar por um caminho perigoso, que beirava a vulgaridade. Ela sempre usava roupas exageradas para chamar a atenção dos homens, mas no fundo o que realmente almejava era arranjar um marido, fazer casamento bem sucedido e aos poucos alcançar um lugar de destaque no meio social da cidade. Sim, eles realmente combinavam. Se permanecessem juntos, só teriam a ganhar com isso.
-Controle-se, pediu Alice de repente.
Sorri para disfarçar o súbito constrangimento da reprimenda e me virei para ela, ansioso.
-Mas o que foi que eu fiz?
Perguntei entre dentes.
-Olhou para o Newton com um olhar assassino, mano, respondeu Emmett posicionando-se ao meu lado. Esse era o meu irmão. Ele nunca pensava algo que não dissesse em voz alta ou fizesse. Para quem o conhecia bem, sua mente parecia um lago claro e cristalino.
-Não sei como o moleque não deu mais volta e saiu correndo, Edward, completou Rose acendo para os dois casais que haviam se sentado à minha esquerda, nas poucas cadeiras que ainda estavam vagas. Os policiais estavam quase todos lá, alguns comerciantes locais também, funcionários nossos e amigos do tempo do colégio.
Eu também havia convidado alguns empresários com quem mantinha negócios na região. Bella os conheceria em breve.
-Foi tão evidente assim?
Perguntei olhando e sorrindo para o reverendo Sam que acabava de chegar.
-Totalmente. Comporte-se mano. Você sabe muito bem como Bella é...
“sim, eu sei”, eu quase respondi. Linda. Perfeita. Sexy como um demônio. Mas reprimi as palavras focando minha atenção no conjunto que começava a tocar. Faltava muito pouco para que ela fosse inteiramente minha.
-Vou tentar, prometi a eles. Mas eu não podia negar que o talzinho do Newton me dava nos nervos.
Os músicos fizeram um sinal e nós nos ajeitamos. Os primeiro acordes da marcha nupcial foram ouvidos. Senti minha respiração presa na garganta e o coração acelerado. Renesmee estava linda. Meu peito primeiramente se apertou e depois quase explodiu de orgulho da minha amada filhota, linda em seu vestido lilás, com os cabelos presos para cima, jogando pétalas de rosas brancas e vermelhas no caminho que a mãe faria em seguida. Os convidados levantaram. Bella surgiu por trás das portas de vitral, estonteante ao lado de Jasper. Tinham sido muito loucas as duas últimas semanas, desde que eu a tornara oficialmente minha noiva e agora seria o desfecho final.
“Enquanto estivermos vivos”. As palavras surgiram espontaneamente em minha cabeça. Eu não consegui tirar os olhos dela por um segundo sequer enquanto caminhava pela nave formada pelas cadeiras desmontáveis, adornadas com rosas vermelhas e brancas, trazendo um pequeno buquê de lírios em uma das mãos. O vestido flutuava sobre o seu corpo, conferindo-lhe uma imagem etérea, quase surreal. O cabelo preso num penteado com uma trança grossa estava enfeitado por uma presilha de safiras azuis e minúsculas rosas brancas.
Quando ela e Jasper chegaram até o altar, apertei a mão dele e beijei Bella na testa. Notei que ela estava trêmula. Segurei em suas mãos, apertando ligeiramente. Ela sorriu de volta e respirou profundamente, virando-se para Rose, entregando a minha cunhada o seu buquê. Só então eu vi as costas do seu vestido, ou melhor, a ausência de costas, e precisei fazer um esforço quase sobre humano, contar mentalmente até duzentos para poder conter o impulso de puxá-la para os meus braços e sair correndo dali, pulando as etapas e passando diretamente para a lua de mel. Respirei fundo tentando acalmar minha excitação repentina e foquei toda minha atenção para tentar assimilar as palavras do reverendo.
A cerimônia foi rápida, simples, mas muito bonita, singela e permeada por perfeição, bom gosto e elegância. Trocamos alianças grossas de ouro, encomendadas a um ourives de confiança em Portland. As jóias eram lindas, lisas, circulares, com os nossos nomes e a data do casamento gravados no interior de cada uma. Assim que o reverendo encerrou sua pregação, ele me olhou sorrindo. Meu coração se aqueceu e finalmente pude beijar a noiva, ou melhor, a minha esposa, a senhora Edward Thomas Cullen. Eu pretendia lhe dar um beijo suave e cheio de promessas, mas ao sentir os lábios rubros se abrindo sob os meus, me perdi completamente. Os braços dela alcançaram meu pescoço, nossos corpos se moldaram. Boca com boca, pele com pele, músculo com músculo. Apenas a camada fina de nossas roupas nos separava e do desejo latente de fundir meu corpo ao dela me assolou ferozmente. Abracei-a com ímpeto e pude ouvir os assovios e risadas dos convidados devido ao nosso entusiasmo crescente. Com dificuldade, consegui me afastar e vi refletido nos olhos escuros a mesma paixão que eu nutria por ela. Sorri amplamente enquanto as pessoas nos aplaudiam. Agora era só uma questão de tempo para que eu pudesse tomá-la em nossa cama, subjugá-la sob o meu corpo e demonstrar com ardor o quanto eu a amava.
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