Armadilha Do Destino.
30 Capítulo 30 – Convivência.
Notas iniciais
PDV Edward Cullen.
Simplesmente delicioso. Excitante. Eu e Bella na minha cama... Meus olhos tremeram quando uma onda de prazer passou por mim. Quente. Molhado. Hum... Eu me sentia tão bem... Eu não queria acordar e perceber que estava sozinho no meu quarto. Que tudo aquilo havia sido apenas um sonho. Suspirei novamente ao sentir uma coisa quente e úmida envolvendo meu pau e gemi alto.
- Porra...
Aquele era o sonho mais erótico de todos. O. Melhor. Sonho. Que. Eu. Já. Tive. Ouvi um gemido abafado e uma vibração reverberou numa onda de prazer direto pelo meu pau até o meu cérebro.
-Hum.. Bella.....
Minha própria voz soou estranha. Sonhei com ela milhares de vezes, mas o calor que me envolvia parecia tão real... E subitamente desapareceu. Fui forçado a abrir os olhos. O quarto estava escuro e eu estava deitado na minha cama.
- Estou aqui, sua voz suave invadiu minha consciência nublada pelo sono. O maravilhoso calor estava de volta no meu pau e meus olhos foram atraídos imediatamente para minha pelve, onde vi a massa perfumada de cabelos escuros espalhadas sobre minhas coxas. Uau. Ela estava ajoelhada entre minhas pernas com a boca quente e aveludada deslizando no meu pau. Bella o colocou mais uma vez uma parte dele em sua boca e depois voltou, refazendo todo o caminho, subindo e descendo. Gemi involuntariamente. Meu sono desapareceu e como num flashback, a noite inteira desenrolou-se em minha mente, desde o nosso inesperado encontro no banheiro até agora. Como estava muito escuro, eu mal podia enxergá-la. Minhas mãos então correram em sua direção, meus dedos procuraram seu rosto, o nariz delicado e lábios cor de rosa abertos em torno do meu pau.
Ela virou de lado a cabeça apenas um pouco e eu quase gozei com a imagem do meu pênis em sua boca. Minha cabeça caiu de volta para o travesseiro quando ela me engoliu ainda mais, a glande batendo em sua garganta.
- Porra, Bella. Isso é tão bom, falei levantando meu quadril automaticamente em busca do carinho. Ela sacudiu a boca para cima e para baixo em mim, rodou a língua e seus dentes arrastavam levemente contra toda a minha extensão em cada movimento. Sua mão arranhou minha coxa e desceu para as minhas bolas, arranhando-as de leve. Ela as rolou delicadamente na palma da mão e eu gemi, torcendo os lençóis com as pontas dos dedos. Como porra eu poderia deixá-la sair da minha vida?! Como porra eu poderia permitir que algum dia ela fosse embora?! O sentimento que me invadiu era tão profundo e intenso... Era a realização dos meus sonhos e da realidade de nós dois juntos numa cama macia, que eu não sei quanto tempo poderia durar. Mas como não poderia ser por toda a eternidade, provavelmente seria enquanto nós dois estivéssemos vivos. Ela se mudou um pouco, esfregando o dedo levemente na base, no ponto de união entre meu pau e as bolas. Um longo e rouco gemido escapou de meus dentes cerrados. Senti que iria explodir num orgasmo poderoso em minutos.
Meus dedos entrelaçaram-se em seus cabelos. Ela cerrou os olhos aumentando a sucção, trazendo-me cada vez mais perto. Assim que ela aumentou outra vez a pressão dos dedos nas minhas bolas, me fez soltar meu orgasmo.
- Aaaahhhh...
Meu jato jorrou em sua boca e ela engoliu tudo, de cima a baixo sem deixar escapar nenhuma gota, levando a boca até a entrada de minha fenda estreita e dando pequenos beijos no orifício. Puxei-a para mim e selei nossos lábios sentindo o meu gosto em sua boca, sentindo que agora com ela novamente em minha vida eu estava completo. Minha respiração ainda estava descompassada quando a puxei para os meus braços, aninhando-a com cuidado.
- Foi o melhor sexo oral que eu já tive, falei com sinceridade.
- Obrigada, respondeu enfiando a cabeça no vão de meu pescoço.
- Bella... alguma vez você conseguiu esquecer?
Ela ergueu as mãos, tentando puxar minha cabeça para um beijo, mas eu insisti.
- Responda Bella.
- Edward...
- Responda.
- Não, eu nunca esqueci. Eu nunca pude. Renesmee não deixava que eu esquecesse nem por um minuto tudo o que nós dois vivemos, admitiu num sussurro, enquanto eu a beijava outra vez, minhas mãos acariciaram-lhe os seios, deslizando até a cintura fina. Ela suspirou e eu gemi dando início a tudo outra vez.
PDV Isabella Swan.
Acordei quando o sol já se encontrava alto no céu. Virei-me na cama e afastei os cabelos do rosto para olhar o relógio. Dez horas. Eu pretendia acordar mais cedo, mas não consegui. Espreguicei-me lentamente dando um bocejo sentindo alguns músculos doloridos. Apenas uma coberta envolvia meu corpo nu. Sorri e corei lembrando da noite anterior, mas franzi o cenho ao perceber que estava deitada n o meu quarto. Edward devia ter me trazido ao amanhecer, preocupado com Renesmee nos flagrar juntos no mesmo quarto. Como nós não éramos casados não seria fácil explicar a situação para minha pequena e curiosa filha. Jogando as cobertas para o lado levantei e caminhei para o banheiro, mas me detive ao notar um bilhete sobre a poltrona próxima a janela.
“Bom dia. Espero que tenha dormido bem. Achei melhor colocá-la em seu quarto antes que nossa filha despertasse. Vou precisar sair para resolver alguns assuntos de trabalho. Volto em breve. E.”
Sorri e fui ao banheiro tomar uma boa ducha e pensar no que nós iríamos fazer dali em diante. Escolhi para vestir uma calça jeans, uma camisa de tecido vermelha e justa e optei por botas de cano longo. Trinta minutos depois eu me sentia bem melhor. A pesar de não ter dormido muito, e do corpo dolorido eu estava com o rosto descansado, os olhos brilhantes e um ar meio misterioso. Prendi o cabelo em fivelas largas de tartaruga e me olhei no espelho novamente.
Com os cabelos presos daquela forma eu tive a sensação perturbadora de estar vendo a antiga adolescente do passado. Meu reflexo não mostrava a empresária do ramo hoteleiro e muito menos a mãe responsável de uma garota de nove anos. Estudei meu rosto no espelho. As linhas eram suaves, o formato de coração e os olhos castanhos escuros, muitas vezes quase negros. Os cabelos tinham um tom único, escuro cor de mogno com reflexos avermelhados quando o sol batia sobre eles, contrastando com a minha pele alva. O que eu teria para atrai a atenção dos homens? Meu nariz pequeno e delicado, mas comum?! Minha boca de traços harmoniosos? Relanceei o olhar sobre meu corpo esguio de pernas torneadas, cintura fina e seios firmes. Como um todo o conjunto me agradava. Meus pensamentos de repente voltaram-se para Edward. Suspirei longamente... Nossa noite havia sido incrível, mas sexo e filhos não eram o bastante para sustentar uma relação, sem falar que por mais que o meu corpo o quisesse, eu ainda estava magoada com sua interferência em minha vida e com a chantagem a qual me fizera. Eu o desejava, mas não seria sua amante. E ele precisava saber disso. Eu não queria ter um caso. Eu não podia. Eu queria mais e iria conversar sobre tudo isso com ele mais tarde.
Dando uma última olhada no espelho e satisfeita desci para tomar o café da manhã. Após deixar o quarto, dirigiu-me à escada, determinada a encontrar a cozinha nessa casa enorme de Edward que por hora era o meu lar. Edward... O simples nome provocou um estremecimento, seguido de um arrepio carregado de eletricidade e um suspiro. Precisaria conversar com ele e esclarecer algumas coisas. E quanto mais cedo melhor. Desci os degraus e encontrei Alice aguardando por mim no grande hall.
- Bom dia, cumprimentei.
- Bom dia Bella. O Edward não está. Precisou sair para resolver alguns negócios, ela falou evitando me encarar.
- Eu sei, ele me deixou um bilhete, respondi. Ela me fitou com um olhar repleto de interrogações e eu senti meu rosto esquentar.
- Alice, escute, eu...
- Você não me deve nenhuma explicação Bella, — rebateu. — Esta casa é do Edward e sua agora. Eu apenas trabalho aqui e farei o que for necessário para tornar a sua convivência o mais agradável possível.
Percebi que não era o momento adequado para a conversa que eu pretendia ter com ela. Ainda.
- Está com fome?
- Sim. E Nessie?
Alice sorriu amplamente.
- Ela está lá fora, pedalando a bicicleta nova no jardim. Está em perfeitas condições. Sua filha é um doce.
- Obrigada Alice.
- Por favor, venha até a cozinha tomar o seu desjejum.
Fiel à sua palavra, Alice a apresentou a uma cozinheira e governanta de meia idade, de aparência agradável, a três criadas mais jovens, empregadas para manter a casa limpa e a um empregado robusto, encarregado de cuidar dos três jardins da mansão.
Segui-a prontamente e encontrei duas empregadas uniformizadas na cozinha. Ela me apresentou as duas, a cozinheira e uma governanta de meia idade, simpática e com um afável sorriso em seu rosto. Ambas me cumprimentaram e apressaram-se em me servir um farto café da manhã. Alice virou-se para sair do recinto, mas eu a detive.
- Alice, espere.
Pedi.
- Sim?
- Sabe a que horas o banco abre?
- Às nove. Está pretendo ir até a cidade?
- Sim, eu preciso cuidar de alguns assuntos da fazenda, retruquei.
O sorriso polido revelava uma perfeita compreensão.
- Vai precisar de um motorista?
Questionou solícita.
- Não, prefiro ir eu mesma guiando até o centro. Vai me fazer bem, respondi sorrindo. Ela assentiu.
- Como quiser. As chaves geralmente ficam na ignição dos carros. Sinta-se à vontade para escolher qualquer um deles.
Mal Alice havia acabado de falar e a voz de Renesmee ressoou nos quatro cantos da casa. Ela vinha correndo e gritando.
- Mamãe, mamãe!
Entrou na cozinha sentada na sela da bicicleta, freando bruscamente ao me avistar.
- Renesmee! Não deve andar de bicicleta dentro da casa! É perigoso, você pode cair ou quebrar alguma coisa, ralhei franzindo a testa.
- Papai disse que era só eu ter cuidado...
Revirei os olhos diante da total imprudência de Edward. Onde já se viu permitir que a filha fizesse tudo?!
- Mãe, sabe o que eu descobri?!
Falou eufórica.
- Sabia que há duas piscinas, uma estufa gigante cheia de plantas lindas, duas quadras de tênis e até um campo pequeno de golfe?!
Ela falava aos borbotões, sem nem ao menos tomar fôlego para respirar.
- Sério? Aqui tem tudo isso?
- Perguntei dando dois goles no café fumegante e delicioso.
- Essa casa é da hora! E nós vamos viver aqui para sempre. Meu pai me contou hoje cedo.
Falou orgulhosa. Suspirei resignada. Edward estava fazendo um ótimo trabalho em relação à filha. Ela já o tinha conquistado completamente.
- Ah, é mesmo?
Perguntei fitando Alice por sobre a borda da xícara.
- Sim. Vou voltar para o jardim agora... Posso?
- Só se descer da bicicleta. E mesmo que o seu pai tenha dito exatamente o contrário eu não quero ver você andando nessa coisa dentro da casa, ok?
- Tá bom...
Respondeu fazendo uma careta.
- Estamos entendidas mocinha?
Frisei.
- Sim mãe.
- Certo, então pode retornar ao jardim, emendei.
Ela sorriu e saiu correndo e empurrando a bicicleta.
- Bella, por favor, seja paciente.
Alice falou encostada a soleira da porta.
- O que está querendo dizer?
- Edward é meu amigo há anos. Trabalho aqui e o conheço muito bem. Estive observando ele e Renesmee juntos neste pouco tempo e percebi que ambos necessitam um do outro, resumiu.
- Sei que Renesmee precisa da presença do pai, Alice. Qualquer criança precisa.
- Então não estrague isso, eu lhe peço. Por mais que o Edward algumas vezes cometa erros, mas ele sempre dá o melhor de si. E tenho certeza de que com a filha não será diferente.
Ela estava falando por entre linhas.
- Você não está sendo muito clara Alice.
- Por enquanto é tudo o que tenho a dizer, respondeu dando-me as costas e saindo.
PDV Narrador.
Depois de perguntar a cozinheira se estava faltando alguma coisa na casa que ela pudesse comprar e receber uma negativa como resposta, Bella subiu as escada para pegar sua bolsa, remoendo o breve diálogo com Alice. O que será que Edward andava aprontando?
Foi pensando nisso e em tudo que havia acontecido desde a noite anterior que ela chegou ao pátio, sentindo-se intimidada com os carros ali estacionados. A BMW preta, novinha em folha e o volvo que Edward sempre costumava dirigir. Preferiu o volvo e adiantou-se abrindo a porta do veículo e sentando-se ao volante, reparando em como ele tratava com capricho do carro. Aliás, ele era extremamente eficiente em tudo que fazia e Bella viu-se obrigada a reconhecer que fora graças aos esforços próprios que Edward havia vencido a pobreza e alcançado tudo o que hoje possuía. Sue havia lhe contado que os negócios dele iam de vento em popa e tudo demonstrava o resultado de dedicação e trabalho duro.
Renesmee aproximou-se. Ela deu um beijo na filha, pediu que não se afastasse muito da casa principal, explicou que iria a cidade, mas que voltaria logo. A criança sorriu e continuou a pedalar o novo brinquedo, despedindo-se da mãe com a mão, dando tchau.
Bella manobrou o carro e tomou a decida da encosta da colina. O tempo parecia ter parado há anos na pequena cidade. Nada mudara muito, ia pensando enquanto rodava pelas ruazinhas familiares. Passou na frente do banco, da antiga loja de carros, da antiga escola e das duas praças principais a procura de um lugar para estacionar. Havia uma vaga na frente do mercadinho do Sr. Crowley e foi lá que ela parou, quando ouviu música vinda de uma vitrola automática na lanchonete vizinha ao mercado. Um sorriso chegou aos seus lábios. . . Como tudo aquilo lembrava sua adolescência! Quantas tardes de sábado não havia passado ali? E às vezes em que conseguiam fugir mais cedo da escola?!
Lembrando que precisava comprara um teste de gravidez, resolveu ir à farmácia primeiramente e depois ela iria ao banco conversar com o gerente sobre a situação precária da fazenda. Como nos velhos tempos, os bancos na praça estavam lotados por jovens e idosos que conversavam e trocavam idéias sobre suas vidas. Mais lembranças povoaram à mente dela, que sorriu e começou a andar em direção à farmácia. Logo que entrou, pegou uma pequena cesta e passou a procurar, nas prateleiras, as coisas que ela e Renesmee geralmente usavam. Pegou esmaltes escuros e um rosa para a filha, um anti-séptico bucal, creme dental com sabor morango, alguns sabonetes... E ia se dirigir ao caixa quando viu que um rapaz a observava.
- Bella?
Ele perguntou sorrindo.
- Mas que surpresa!
O rosto familiar e os olhos azuis a fitavam com grande interesse.
- Mike? Mike Newton?
- Eu mesmo. Então ainda lembra de mim?
Questionou sorridente.
- Claro. Você não mudou nada desde os tempos do colégio, respondeu sendo simpática.
- Mas você mudou. E para melhor... Está muito mais bonita do que era quando adolescente, falou galanteador.
- Obrigada, Bella respondeu sentindo-se desconfortável. Ele aproximou-se um pouco mais, seu olhar detendo-se nas pernas torneadas marcadas pelo jeans justo.
- Sinto muito pelo seu pai. Minha família foi ao funeral, mas eu preferi ficar mais afastado e respeitar o momento de dor de vocês.
- Obrigada Mike. E quais as novidades por aqui? Você casou?
Perguntou apenas para ser educada e puxar conversa.
- Não. Continuo solteiro se é o que você está querendo saber, disse arqueando as sobrancelhas e dando um sorriso insinuante.
- Bom, foi um prazer revê-lo, mas agora preciso me apressar. Tenho muitas coisas para resolver, disse estendendo a mão na direção do rapaz cordialmente. Ele a pegou, apertou e depois beijou-a com delicadeza.
- Quanto tempo vai ficar em Caldwell?
- Ainda não sei ao certo, disse retirando a mão das dele.
- Então vou arrumar um tempinho e aparecer em Twilight para fazer uma visita... Em nome dos velhos tempos.
- Eu não estou morando na fazenda Mike, falou com serenidade.
- Não? Puxa, confesso que fiquei surpreso agora. E onde você está afinal?
- Na casa da colina com Edward Cullen.
O sorriso do jovem desapareceu assim que escutou aquela frase.
- Não gosto disso, disse baixinho.
- Desculpe, mas você disse alguma coisa?
Bella questionou.
- Eu?! Não, nada.
Respondeu ficando vermelho.
- Até logo, Mike.
Ela virou-se para sair, mas ele antecipou-se e chamou-a novamente.
- Bella, vai haver uma reunião de ex-alunos no final de semana no ginásio da escola. Por que não aparece para rever a turma?
Ele convidou antes que ela se afastasse.
- Que dia?
- Na sexta à noite.
- Vou ver se posso comparecer. Até mais.
Ele acenou e saiu do estabelecimento enquanto ela dirigia-se ao balcão e pedia um teste de gravidez.
Notas finais
Bem amanha a tarde (ou hoje ne) posto outro cap.
Beijos tenham um bom domingo
Kiki
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