Armadilha Do Destino.
31 Capítulo 31 - Convivência Parte II
Notas iniciais
Bem pessoal vou deixar um recadinho da Tiih aqui:
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Libero capítulos extras se nos conseguirmos bater 95 recomendações, que tal meninas.
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Beijos Tina
PDV Edward Cullen.
Não sei o que era maior: minha irritação ou meu cansaço. À noite com Bella havia superado todas as minhas expectativas. Eu havia dormido pouco, meu corpo apresentava sinais claros de esgotamento físico, mas cada minuto tinha valido a pena. E no final ela ainda havia me surpreendido com um magnífico sexo oral. Com certeza eu agora ficaria viciado naquela boca maravilhosa... Não havia palavras para descrever nossa noite, mas apesar do sexo fantástico e da entrega mútua, ela ainda estava resistente. Eu podia sentir no seu silêncio, nos desvios de seu olhar e minha confirmação veio com a frase:
“Também desejo você Edward, mas as coisas estão fugindo do meu controle e eu não gosto disso...”
E nesse momento eu apostaria o meu pescoço como ela iria recuar.
- Droga!
Esbravejei frustrado. O motorista me olhou intrigado pelo retrovisor.
- Está tudo bem Sr.?
- Sim Garrett. Apenas o meu humor é que está ruim hoje.
Ele sorriu complacente.
- Noite ruim ou o dia foi difícil?
Noite maravilhosa, eu quase respondi sem pensar.
- Dia difícil.
- O senhor parece realmente muito cansado, retrucou amigável como sempre.
- Nem me fale, respondi lembrando que teria de me ausentar da cidade por alguns dias, deixando Bella e Renesmee sozinhas com Alice e os outros empregados na casa. Aquilo estava me matando, mas eu não podia adiar os compromissos com uma grande multinacional. Aquela era a oportunidade que eu aguardava há cerca de dois anos e meio. Lembrando-se da minha filha resolvi conversar um pouco com Garrett, pois ele estava comigo desde o início e era um dos homens de minha total confiança.
- Garrett, eu vou precisar que você faça uma coisa para mim, falei dando uma rápida olhada no relógio e constatando que já estava na hora do almoço.
- Pois não Sr. Cullen, o que deseja?
- Que você venha até minha casa todos os dias logo cedo para levar minha filha à escola em Lexington.
Ele sorriu amplamente.
- Claro, senhor. Será uma honra conduzir a pequena herdeira até o colégio.
- Ela é um amor de criança, você mesmo vai ver, eu disse dando um sorriso bobo.
- Tenho certeza que sim. O senhor quer que eu a leve, volte e vá buscá-la no final da tarde?
- Não. Quero que você a leve e fique por lá mesmo. Pode acontecer algum imprevisto, uma queda, uma briga na escola... Lidando com crianças nós nunca sabemos o que pode acontecer, e como nem eu nem a mãe estaremos na cidade, eu quero que você fique lá até o final das aulas e só então a traga para casa.
- Como o senhor desejar. E quando devo me preparar? Amanhã?
Cocei o queixo antes de responder.
- Ainda não sei. Vou conversar com Bella hoje e telefono para lhe dizer alguma coisa.
- Ficarei aguardando senhor Cullen.
Respondeu parando o carro na frente do acesso principal da casa. Notei que o volvo havia sumido. Será que Alice tinha saído? Franzi a testa quando notei um movimento do lado oposto do jardim, captando totalmente a minha atenção, ergui o olhar para frente das árvores frondosas. Avistei minha pequena e levada filha pedalando sem parar sua bicicleta nova e sorri acenando. Minha filha. Uma excitação desconhecida me invadiu fazendo descer apressado do veículo.
- Alô... papai .
Chamou sua vozinha infantil, um tanto incerta. Senti uma pontada no peito ante a saudação hesitante. Ela estava suada, feliz, mas Insegura.
- Ei, princesinha, respondi com a voz falhando embargada pela emoção. Ela então exibiu um sorriso radiante e com um grito de felicidade correu até cair nos meus braços.
- Que bom que você chegou. Eu já tava com saudades, falou de uma só vez.
Segurar o filho próximo ao coração provocava uma sensação indiscritível. Jamais experimentara algo tão maravilhoso antes. Os meus olhos marejaram de lágrimas, agradecendo a Deus por aquela dádiva e extasiado pelo amor que se irradiava como o sol surgindo à meia noite, em meu coração.
- Eu também senti saudades minha linda, respondi esforçando-me para conter as lágrimas. Ouvi um leve pigarro vindo do interior do carro e abri a porta apresentando-a ao motorista.
- Princesa, este é Garrett, motorista da nossa empresa. Ele vai levar você à escola em Lexington todos os dias a partir de agora.
- Legal!
Explodiu batendo palmas.
- Garrett esta é minha filha, Renesmee Marie.
- Muito prazer senhorita, ele respondeu rindo do entusiasmo dela.
- Pode me chamar de Nessie como todo mundo, ela disse. Garrett me olhou incerto e eu assenti concordando.
- Ok. Muito prazer Nessie. Seu pai só precisa me avisar quando quer que eu venha para levá-la até a escola que eu estarei aqui.
- Amanhã?!
Crianças...
- Não sei querida, vou precisar conversar com sua mãe entes. E por falar nisso onde ela está?
Perguntei fitando a porta da casa na esperança de encontrá-la em breve.
- Mamãe saiu.
A sensação de vazio misturada com a frustração invadiu o meu peito, fazendo minha irritação triplicar. Bella havia saído? Mas para que?! Despedi-me de Garrett e segurando Renesmee pela mão caminhei até a casa, avistando Alice emergindo do interior do grande hall.
- Oi, saudou ela sorrindo.
- Oi para você também baixinha, respondi.
- Você está com uma cara horrível. Não dormiu muito ontem a noite?!
Perguntou piscando um olho, matreira. Dei um pigarro e desconversei.
- Preciso de meia hora para tomar um banho antes de o almoço ser servido, falei.
- Sem problemas. Nessie também vai tomar um banho gostoso antes do almoço não é mesmo?
- Sim, Alice. E depois quero que me ensine a fazer aqueles penteados maneiros e super legais que me mostrou.
As duas estavam se dando muito bem, constatei.
- E Bella?
Minha ansiedade se traduzia em minha voz.
- Foi até a cidade e pediu que não a esperasse para o almoço.
Subi para tomar um banho, jogando o paletó do terno e a gravata sobre a cama. Dizer que eu estava contrariado era pouco, mas tive de me conformar com a situação. Eu não gostava quando ela saía, uma parte de mim gritava que eu não poderia perder ela de vista nunca mais e a outra pedia que eu agisse com calma, afinal ela era minha mulher e não minha refém.
Música do Momento:
http://www.youtube.com/watch?v=ksKozh3jj2g
Não É Normal — NX Zero
Por que toda vez que você sai
Parte de mim também se vai
Isso não é normal
Saiba que um dia sem você
É uma eternidade para mim
Isso não é normal
Então você me disse
Nunca vai dar certo é, eu te respondo
Tem que confiar em mim
Mais uma vez, sei que errei
Não jogue fora, algo assim tão bom
Prometo que essa é a última promessa
E se depender de mim você nunca mais vai, sofrer
Não quero te perder, mais uma vez
Por que toda vez que você sai
Parte de mim também se vai
Isso não é normal
Saiba que um dia sem você
É uma eternidade para mim
O tempo todo, o tempo todo é tempo demais
Não é pra sempre, o pra sempre, sempre se vai
Nem tudo que acaba, tem final
Lembra, você me disse nunca vai dar certo, ok
Mas pense nisso, o que é certo para mim,
Pode não ser pra você
Deixe o futuro pra depois
Não vai ser como, recomeçar do nada, pois
Nada pode mudar o que já começou
Então faça agora, tudo isso valer a pena
Por que toda vez que você sai
Parte de mim também se vai
Isso não é normal
Saiba que um dia sem você
É uma eternidade para mim
O tempo todo, o tempo todo é tempo demais
Não é pra sempre, o pra sempre, sempre se vai
Nem tudo que acaba tem final
Nem tudo que acaba tem final
Por que toda vez que você sai
Parte de mim também se vai
Isso não é normal
PDV Narrador.
Quando Bella chegou ao banco, tinha conseguido afastar Edward, seus problemas e o convite de Mike Newton dos pensamentos. Pegou uma pasta no banco traseiro do carro contendo toda a papelada referente à Twilight, empertigou-se, colocou no rosto seu melhor sorriso e caminhou até lá. Ao entrar sua presença atraiu muitos olhares, especialmente masculinos, mas ela ignorou a todos. O gerente, um homem baixinho e gordo de uns cinqüenta anos mais ou menos chamado Harry Clearwater a recebeu. Bella ficou pensando se aquele sobrenome seria comum ali na cidade ou se ele era parente do policial que conquistara o coração de sua melhor amiga. Ela não o conhecia, pois era muito jovem para pertencer à geração de amigos do seu pai e velho demais para pertencer a sua própria geração. E Isso era uma lástima, seria muito mais fácil pedir um empréstimo a um dos velhos amigos da família.
No entanto o homem tratou-a com muita amabilidade, convidando-a para sentar e oferecendo uma xícara de café, que Bella recusou. Em seguida ela lhe entregou a pasta com os documentos da fazenda e cuidadosamente explicou a atual situação da fazenda, o que havia acontecido nos três últimos anos e os planos que tinha para reerguer a fazenda daqui para frente. Ele analisou tudo com bastante atenção e depois encostou-se à cadeira sorridente, fitando-a. Bella sorriu de volta ansiosa por uma resposta positiva.
- Pelo que posso ver aqui, você trabalhou bem senhorita Swan.
- Obrigada, respondeu contendo a ansiedade. Ele então apoiou as mãos na mesa e clareou a voz, olhando diretamente para Bella.
- O mundo das finanças hoje atravessa uma fase difícil senhorita Swan, começou a dizer.
- Pode me chamar de Bella, ela respondeu sentindo um friozinho na barriga.
- Muito bem, Bella. Temos diversas fazendas aqui na região que enfrentaram problemas semelhantes aos do seu pai e devido à crise econômica mundial que repercute diretamente nas exportações e importações do nosso país, conseguir um empréstimo nesse valor é algo praticamente impossível hoje em dia.
Ela sabia que quatrocentos mil dólares não seriam conseguidos facilmente, mas teria que tentar.
- Mas eu estou oferecendo a fazenda como garantia, retrucou.
- Que está sob hipoteca, ele revidou.
- Uma hipoteca pequena. Isso sem falar que a fazenda pode não estar produzindo no momento, mas as terras são valiosas. E como o senhor deve ter conhecimento aquele lugar é enorme, ela fez questão de esclarecer.
- Eu entendo a sua posição perfeitamente Bella, mas nós não fazemos empréstimos baseados apenas na segurança do negócio. Bancos precisam de dinheiro. Não lidamos com fazenda, gado ou terras. Vamos supor que no prazo estabelecido à senhorita não consiga pagar o empréstimo. Nós teríamos então que confiscar a fazenda e vendê-la. Isso levaria algum tempo, exigiria esforço e mais dinheiro teria que ser investido. Não há dúvidas que nós primamos por segurança, mas o fator principal a ser considerado é se a pessoa ou a empresa que está pedindo o dinheiro emprestado terá condições de nos pagar de volta. Falando francamente senhorita, não acho que você terá de condições de arcar com todo este valor.
Bella empertigou-se na cadeira contendo a vontade de dar um soco sobre o tampo da mesa.
- Mas o senhor acabou de analisar as planilhas! Eu lhe asseguro que poderei devolver todo o dinheiro, cada centavo, insistiu.
- São os seus planos, mas a senhorita estará agindo sobre uma margem de lucro muito pequena. Se ocorrer algum imprevisto não poderá nos pagar. Eu sinto muito, senhorita Swan, mas infelizmente não posso lhe conceder o empréstimo que está querendo. Nossa superintendência não aprovaria, tampouco a companhia de seguros. Eles estão sempre nos fiscalizando para que não emprestemos dinheiro apenas baseados no caráter das pessoas.
Bella respirou fundo e cerrou os dentes, invadida pela raiva e por uma profunda frustração. Contou até vinte mentalmente esperando acalmar-se e não explodir com o senhor de idade sentado à sua frente. Num grande esforço para não deixar transparecer o que sentia, ela levantou, agradeceu polidamente ao gerente e lhe deu as costas caminhando para sair do banco. Andou distraída até a primeira praça, onde havia um quiosque de saladas de frutas. Ela aproximou-se e pediu uma porção a uma jovem sorridente e sardenta, que lhe atendeu prontamente. Seu estômago deu sinal de vida. Já passava das duas da tarde e ela não havia almoçado. Comeu tudo sem apetite, mas forçou-se a engolir até o último pedaço da maçã, jogando depois o pote plástico numa lixeira.
Olhou para o relógio em seu pulso e apressou-se em voltar para o local onde tinha deixado o carro. Àquela hora o sol estava a pino e o calor abafado engolfava os pedestres. Chegando à frente do mercado, abriu a porta do volvo, entrou e sentou como um robô. Girou a chave na ignição e deu a partida pensando no que havia acontecido. Mesmo com todas as garantias que havia dado, o dinheiro lhe havia sido negado. Aquilo era uma loucura e mesmo bufando de ódio, ela fez uma promessa a si mesma, de que daria um jeito em tudo. Vender a fazenda estava fora de questão, pois as terras não pertenciam só a ela. A casa não lhe pertencia para vender. Independentemente do resultado de seus esforços ela não poderia vender a propriedade. Não tinha mais esse direito. Tudo agora em Twilight constituía a herança de sua filha, dos seus filhos, pensou engolindo em seco por estar praticamente certa de que esperava novamente outro filho de Edward.
PDV Isabella Swan.
Fiz todo o trajeto de volta para a casa de Edward com a mente fervilhando em pensamentos. Parei o veículo ao lado da BMW e saltei caminhando a passos largos em direção a casa. Mal abri a porta e dei de cara com Edward que pela sua expressão devia estar mal humorado. Mas a visão dele numa calça jeans desbotada e justa, uma camisa jeans clara de mescla enrolada até os cotovelos, botas marrons e o antigo chapéu de cowboy sobre a cabeça quase me deixou paralisada.
- Oi.
- Oi? Sabe que horas são?
- Quase três, respondi sem dar muita importância. Ele aproximou-se segurando na minha cintura me deixando arrepiada dos pés a cabeça.
- Vim almoçar em casa e pretendia convidá-la a me acompanhar durante a tarde, mas não a encontrei. Onde você estava?
- Fui à cidade resolver alguns assuntos pendentes.
Falei irritada. Ele suspirou exasperado.
- E por que não me disse que ia até a cidade?!
Eu não estava gostando daquele olhar acusatório. Eu sabia que ele era possessivo, mas esta atitude era ridícula.
- Em primeiro lugar por que não lhe interessava, em segundo por que você não estava em casa e terceiro... Por acaso eu não posso sair sem a sua permissão?!
- Eu não disse isso.
- Não diretamente, acusei.
- Escute, não gosto de chegar em casa e não ver você, mas entendo que tem liberdade para ir e vir. Mas, por favor, quando for sair me avise ok? Assim eu não vou ficar tão frustrado com a sua ausência.
- Não tenho esse hábito.
- Adquira. A partir de agora tem quem cuide de você. Antes de sair, por favor, me ligue, falou. A pressão forte e quente da mão dele em meu corpo quase me fazia esquecer a raiva e a irritação. Com esforço, me afastei.
- Renesmee pode nos ver, falei.
- Ela está na piscina com Alice, ninguém vai nos ver, respondeu me puxando de volta.
- Edward...
Eu disse, colocando uma mão em seu peito para deter seus avanços.
- Você não é mais uma menina Bella, é uma mulher, minha mulher, respondeu beijando o lóbulo da minha orelha fazendo minhas pernas fraquejarem.
- Edward não, nós precisamos conversar.
- Sei um jeito melhor de resolver as coisas. Vamos para cama, sussurrou.
Por um momento eu não consegui me mover. Meu corpo latejou de desejo. A lembrança doa toques dele na noite anterior, sua boca na minha pele, seu corpo mergulhado no meu... Mas eu precisava recuar. Pelo bem da minha sanidade mental eu precisava estabelecer alguns limites na nossa convivência, e num esforço enorme consegui me afastar.
- Não, espere! Eu não posso fazer isto.
- Esperei muito tempo. Dez longos anos.
Interrompeu beijando agora o meu pescoço e me enlouquecendo.
- E... E vai continuar esperando.
Ele riu, pegando-me pelos quadris e apertando meu corpo contra si, numa atitude gostosa, excitante. A risada rouca, sexy e baixa reverberou bem no meio das minhas pernas, aumentando minha excitação.
- Você é minha garota, Bella. Minha mulher. A única. Sempre foi e sempre será. Por que quer lutar contra isso? Por que quer brigar comigo e com você mesma?
Não consegui responder na hora.
- Eu... Eu preciso de um pouco de espaço Edward.
- Como está o corpo? Dolorido? Eu não te dei trégua ontem à noite, falou acariciando minhas costas com desenhos imaginários.
- Um pouco, respondi sendo honesta.
- Tenho uma mistura caseira de ervas medicinais que é capaz de fazer milagres em dores musculares. Vou pegar e levo até o seu quarto, respondeu beijando de leve minha testa e afastando-se.
- Edward, falei sério quando disse que nós precisamos conversar.
Ele me fitou com os olhos verdes escurecidos pelo desejo.
- Ok. Pode subir que eu estarei lá em alguns minutos.
Assenti e acompanhei com o olhar enquanto ele desaparecia pelo corredor em direção ao escritório.
Notas finais
Beijos garotas até mais.
Kiki Cullen
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