Armadilha Do Destino.
19 Capítulo 19 - Doce Armadilha
Notas iniciais
PDV Edward Cullen
Assim que toquei os lábios cálidos, uma corrente eletrizada percorreu meu corpo todo. Então os lábios dela abriram-se convidativos para minha língua sedenta que não fez mais que explorar o interior delicioso e receptivo daquela boca gostosa. Uma de minhas mãos penetrou por baixo dos cabelos sedosos até alcançar a nuca, enquanto a outra trazia o corpo sinuoso e quente para amoldar-se ao meu. Ela tinha uma boca maravilhosa. Um corpo maravilhoso, cheio de curvas macias. Os cabelos eram perfeitos. Ela se encaixava a mim perfeitamente.
Bella gemeu em rendição, agarrando-se a mim com desespero. Senti que o desatino naquela mulher apenas tocava a superfície, o que excitou todos os meus instintos masculinos. Um intenso magnetismo sexual emanava do corpo feminino. Bastou aquele beijo demorado para que eu soubesse que precisava possuí-la, e que nem no inferno eu conseguiria chegar até o meu quarto. Nem que a minha vida dependesse isso.
- Bella, Bella, você é perfeita, tão macia... — sussurrei por entre o beijo sentindo os seios túrgidos colados contra o meu peito.
- Não... — tentou protestar debilmente, os olhos castanhos enevoados pelo calor da paixão.
- Não fuja de mim — repliquei descendo meus lábios pela linha do pescoço alvo e delicado.
Suas pernas fraquejaram e eu a segurei mais forte.
- Eu não quero isso, não quero você — disse num sussurro rouco. Voltei a capturar seus lábios, invadindo o interior de sua boca aveludada com a língua. Ela gemeu e levou as mãos até os meus cabelos, emaranhando os dedos e segurasse-os com força. Eu a queria. Ali e agora. Meu corpo ansiava pelo dela. E a necessidade me consumia, queimando em minha virilha.
- Acabei de provar que você me quer sim. E eu também te quero muito — respondi apertando a bunda macia por cima do tecido do vestido. Ela inclinou-se para trás querendo livrar-se do abraço, mas eu não permiti e puxei novamente de encontro a mim. Nossos corpos se chocaram e em segundos estávamos no chão sobre o tapete felpudo diante da lareira.
- Está errado, Edward.
- Concordo. Você está vestida demais para o meu gosto, com roupa demais.
Ela fitou-me e umedeceu o lábio inferior com a ponta da língua despertando fantasias eróticas em meu cérebro.
— Eu quero você agora! — rosnei subindo minhas mãos para o fecho do vestido que ficava no ombro. Se eu o soltasse ele escorregaria pelo corpo dela, liberando a pele macia e cheirosa para os meus toques. O tecido farfalhou e amontoou-se em volta de sua cintura, deixando os seios nus e expostos. Baixei minha cabeça e envolvi um mamilo com a língua. Ela lançou a cabeça para trás deixando-se consumir, mexendo os quadris sobre o meu corpo, me enlouquecendo.
Eu dei uma respirada profunda e bati os meus lábios contra os dela novamente, enfiando meus dedos em seus cabelos, girando e prendendo seu corpo contra o chão com o meu próprio. Meu pau latejava contra seu abdômen. Isso era tão bom, tão quente! Puxei o vestido ao longo das coxas, me livrando dele e gemi em sua boca quando meus dedos encontraram a ponta do elástico da calcinha no alto de sua coxa, a única coisa que ela vestia no momento além dos sapatos. Ela deslizou sua língua sobre os meus lábios enquanto meus dedos passavam pela beirada quente e úmida de lingerie minúscula e sexy. Cerrei os dedos mantendo-os em torno do tecido e dei um puxão bruto, rasgando a peça que caiu no chão. Como canto do olho vi que era de renda vermelha, assim como os sapatos de salto e aquilo me excitou além do limite.
- Agora sim — sibilei me sentindo selvagem ao extremo.
Ela disse alguma coisa ininteligível. Pressionei minha língua entre os lábios e as profundezas de sua boca, deslizando ao longo dela. Bella suspirou profundamente. Vi o quanto estava excitada e enfiei dois dedos dentro dela imediatamente, e se era possível, ela estava ainda mais molhada do que da primeira vez, dias atrás na pousada Weber.
- Oh, oh...
Gemeu em meus lábios com um suspiro quando eu a peguei forte com meus dedos, esfregando meu polegar em círculos vigorosos sobre seu clitóris. Sua excitação escorreu. O cheiro doce de sua feminilidade me atingiu de cheio. Salivei.
- Isso, assim, oh...
Afastei-me dela um pouco, ela protestou. Tirei em tempo recorde, o casaco, a camisa e a calça, jogando-os à toa pelo chão. Ela estendeu os braços em minha direção. Seu corpo ardia como o meu. Fitei-a e pensei que aquela era uma antiga fantasia que eu sempre cultivara: Bella inteiramente nua, deitada num tapete macio, sob o meu corpo, junto ao fogo crepitante de uma lareira.
- Você me quer, Bella? — sussurrei separando suas coxas com as mãos.
- Sim — respondeu abrindo as pernas e me privilegiando com a visão de sua buceta quente e rosada. Sorri embevecido e me inclinei sobre ela, abrindo os grandes lábios com meus dedos, provocando seu clitóris com minha língua, fazendo com que seus quadris balançarem pela antecipação. Sem aviso, eu dirigi minha língua dentro dela, fazendo com que ela suspirasse alto e gemesse loucamente. Vibrei quando senti seus dedos puxando meus cabelos com força. Ela tinha um gosto surpreendente, e todo aquele mel delicioso era por minha causa. Cada gota. Suguei o clitóris com os dentes fazendo com que ela gritasse e se contorcesse, apoiando o corpo nos saltos dos sapatos, esfregando a vagina contra minha boca. Chupei-o entre meus lábios, passei a minha língua sobre toda a extensão rapidamente, enquanto ela gemeu e explodiu num gozo forte. Levei minha boca a sua barriga plana, depositando beijos e fazendo o caminho de volta até os seus seios, lambendo, sugando e mordiscando cada um demoradamente. Ela soluçou e eu vi que não aguentaria mais nem um segundo sem me enterrar fundo dentro dela.
Fiz a boxer desaparecer liberando meu pau inchado e latejante. Cobri seu corpo com o meu e empurrei forte dentro dela. Fechei os olhos, deliciado com a sensação da carne aveludada e quente me envolvendo completamente.
- Edward... Ouvi-a gemer, apertando-se em volta de mim, suas pernas enroladas em volta da minha cintura, sua respiração rápida, a excitação reacendendo. Vibrei internamente. Ela mordeu meu ombro e levou os braços às minhas costas assim que comecei a estocar nela duro e rapidamente contra o chão, o tapete macio acariciando as costas dela. Senti um dos saltos bater em minha bunda e acelerei. Ainda bem que dei folga aos empregados hoje, pois alguém poderia surgir do nada e nos pegar no flagra, e eu não poderia me importar menos. O mundo lá fora poderia desaparecer que eu não me importaria. Eu só precisava colocar na cabeça dela que nós tínhamos de permanecer juntos.
- Bella, Bella...
- Sim, sim...
O barulho do fogo abafava os nossos gemidos. Ela levantou a cabeça do meu ombro e mais uma vez, seus lábios se chocaram com os meus.
- Você me incendeia, Bella. Não quero ninguém, só quero você...
Falei deslizando a língua no lóbulo de sua orelha. Ela estava tão firmemente apertada em torno de mim, que eu me esforçava para que o momento durasse, tentando retardar meu clímax ao máximo, e não permitindo completamente que ela chegasse ao êxtase novamente.
- Porra... — gemi sentindo o gostoso atrito de suas entranhas no meu pau, nossos corpos perfeitamente encaixados.
- Edward, por favor, agora...
Disse baixinho, inebriada pelas sensações crescentes. Investi pela última vez antes de suas paredes se apertaram em torno de mim novamente e enterrei meu rosto em seu pescoço, seus cabelos abafando meus gemidos, me acabando numa avalanche de esperma. A. Maior. Gozada. De. Toda. Minha. Vida. Suas pernas soltaram da minha cintura e ela ficou inerte sobre o tapete, o corpo coberto por uma fina camada de suor. Saí dela e deitei ao seu lado, trazendo para junto de mim, beijando seus cabelos, ainda surpreso com a intensidade da nossa relação física. Se Bella não tinha engravidado em Lexington, com certeza engravidou agora.
PDV Isabella Swan
Isso não era bom. Não era nada bom. “Mentirosa” minha mente acusou, zombando de mim. Tinha sido o melhor sexo de toda minha vida, admiti silenciosamente, sentindo seus dedos subindo e descendo pelas minhas costas. Dez anos haviam se escoado sem que eu tivesse experimentado a excitação do desejo intenso. Com exceção de alguns beijos mornos e abraços amigáveis, nunca mais eu havia me abandonado ao prazer sexual. E olha que Ângela tentava. Preferi ficar distante, temendo a humilhação e a vergonha de fracassar outra vez. Mas com Edward... Céus! Era como morrer e ressuscitar no Paraíso. Respirei fundo. Todos os meus músculos relaxados devido aos dois orgasmos seguidos. O que foi que ele fez com o meu cérebro?! Minha calcinha ficou molhada, meus seios adquiriram vida própria e eu virei manteiga em suas mãos. E que mãos... Merda! Como é que eu iria enfrentá-lo agora?! A preocupação me causou um tremor.
- Ainda está com frio? — perguntou abraçando-me mais. Droga! Porque ele tinha de ser tão lindo, tão sedutor e tão escandalosamente sexy?!
- Não — respondi desejando não precisar encará-lo.
- O que foi então? — perguntou levando um dedo ao meu queixo e erguendo meu rosto. Senti meus olhos ficarem úmidos. Ele me fitou com uma ruga vincando sua testa, sua expressão preocupada.
- Bella?
Desviei o olhar.
- Por favor, não faça isso — pediu com um tom de voz tão desprotegido que derrubou as minhas defesas.
- Edward, eu... — comecei a falar, mas não algo me impediu.
- Não tenha medo, Bella. Existe uma coisa rara e muito poderosa entre nós dois e eu não vou permitir que você se afaste só porque está assustada — falou e num movimento ousado levou minha mão até seu pênis, fazendo-me sentir toda rigidez e agonia que o atormentavam nesse instante. Tirei minha mão antes que ele perdesse a cabeça de novo e me seduzisse numa doce armadilha, pela terceira vez naquela noite.
- Não estou com medo, Edward — respondi evitando seu olhar.
“Mentirosa”, minha mente zombou novamente.
- Apenas não quero isso.
Os dedos dele continuavam brincando sobre a minha pele, deixando-me arrepiada.
- Já está acontecendo. Não podemos recuar. É tarde demais para isso.
Senti-me envergonhada. Ele estava certo, eu não tentara impedir.
- Estou me sentindo uma prostituta, Edward.
Ele enrijeceu.
- Nunca mais repita isso, ouviu bem?! Você é minha mulher, Bella, eu te fiz mulher esqueceu?! Nós temos uma filha e podemos fazer com que isso dê certo. Venha morar comigo e traga nossa filha.
Neguei automaticamente com um gesto de cabeça e vi os olhos verdes endurecerem, me encolhendo diante da ferocidade deles.
- Por que você é tão teimosa mulher?!
Suspirei profundamente.
- Porque eu não posso simplesmente fazer de conta que os últimos dez anos não existiram, Edward.
Tudo dentro de mim rebelava-se contra a ideia de ser tão disponível, tão passiva e submissa. Edward havia me abandonado uma vez. Mordi os lábios, incerta. Uma outra parte de mim exultava diante da ideia de apenas me deixar levar e aceitar o que ele dizia. Meu corpo lutava contra minha razão, contra minha consciência. O que ele estava pedindo fazia sentido e ao mesmo tempo era uma loucura sem tamanho. As dúvidas enchiam a minha cabeça.
Sem que eu esperasse, ele levantou, vestiu a cueca, sua calça e me entregou o vestido, pegando a calcinha destruída do chão e guardando em seu bolso. Vesti-me olhando para o chão e fiquei surpresa quando senti sua mão na minha.
- Quero que veja uma coisa — disse puxando-me pela mão para segui-lo escadaria a cima.
- O que é? — perguntei curiosa. Ele estava sendo gentil e carinhoso. — Uma pessoa poderia facilmente se perder por aqui — eu disse admirada com o tamanho da residência. Ele riu.
— Mi casa, es su casa — respondeu me dando um sorriso torto capaz de descongelar um iceberg.
- Não sei se conseguiria me sentir à vontade aqui — retruquei. Ele apertou minha mão de leve
- Deixe de bobagens. Logo mais você vai se familiarizar com tudo.
Revirei os olhos. Eu ainda não tinha me pronunciado em relação a sua proposta descabida, mas ele já dava como certa a minha ida para lá. A arrogância típica dos homens. Ao ver o longo corredor falei a primeira coisa que me veio à cabeça.
- Quantos cômodos têm aqui?
- Doze quartos — respondeu.
- Uau! — exclamei espantada.
- Todos têm banheiro privativo e temos mais dois banheiros de apoio aqui em cima — disse.
- Daria para fazer uma pousada maravilhosa ou então um pequeno hotel — falei imaginando as possibilidades em minha mente. Edward então parou de repente, detendo-se diante de uma porta, em meio ao longo corredor. Segurou a maçaneta, depois sorriu.
- Espero que goste, Bella.
Só então percebi que ele havia aberto a porta. Edward estava parado na soleira, olhando satisfeito para o interior. Aproximando-me devagar. O quarto era a resposta ao sonho de qualquer menina. Um santuário particular. Um conto de fadas. Tinha sido decorado por um excelente profissional e parecia ter saído das páginas de uma revista. O quarto digno de uma princesa. Tudo ali estava limpo e em ordem e bastou um olhar para descobrir o significado para a palavra "tudo". Mil brinquedos variados, uma enorme casa de bonecas, um urso de pelúcia gigante, almofadas, cortinas, uma poltrona com encosto reclinável, uma mesa para os estudos... Nessie iria ficar apaixonada assim que visse aquele local.
Entrei observando cada objeto com atenção. Edward não se descuidara de nenhum detalhe. Por fim meu olhar foi atraído por uma bicicleta cor de rosa, com uma cestinha plástica na frente, cuidadosamente colocada próxima a janela do quarto.
- E então o que me diz? — ele perguntou ansioso.
- É lindo, Edward — falei com sinceridade.
- Ela irá gostar?
Chegava a ser engraçado ver que ele estava esforçando-se para agradar a filha daquela forma.
- Você não entende muito de crianças, não é?
Ele suspirou.
- Não. Mas procurei ler muitos artigos na internet desde que descobri sobre a Nessie.
- Ela vai adorar, Edward. Não há uma menina sobre a face da Terra que não se encante com um quarto como este.
Ele relaxou quando ouviu aquilo.
- O meu medo é você estragá-la.
Ele deu de ombros.
- E daí? Preciso recuperar os noves anos em que estivemos longe, aliás, os anos da vida dela que você me tirou.
Colocando as mãos na cintura, voltei-me para ele, fitando-o irritada.
- Vamos esclarecer algumas coisas por aqui, certo?! Eu não privei você de nada, Edward Cullen! A sua família desapareceu da cidade no meio da noite, sem deixar pistas! Você saiu de Caldwell sem me dizer uma única palavra sem se despedir ou me dar qualquer explicação, portanto não venha me cobrar nada dez anos depois ok? Assuma seus erros, sozinho!
Ele explodiu numa gargalhada sarcástica e me fitou com um cinismo repugnante.
— Foi você quem me mandou embora, não lembra? Mandou seu pai me despachar como um traste, livrar-se de mim na noite do aniversário do prefeito no clube — respondeu com secura, mas nos seus olhos havia uma raiva contida. Ele respirou profundamente e prosseguiu: — Tudo bem, Bella, foi muito ruim, mas dez anos se passaram e eu amadureci. Hoje entendo que você tinha apenas quinze anos, era uma menina imatura, mimada e inconsequente. Além disso, a vida lhe cobrou um alto preço, pois não deve ter sido fácil criar Renesme sozinha até agora.
Empalideci ao escutar aquilo. O que diabos ele estava falando?!
Notas finais
Tenho uma notícia muito triste para dar: a mãe da Kiki faleceu essa semana.
Então eu e a Tina queremos pedir que vocês orem por ela, para que ela tenha força nesse momento tão triste.
Obrigada a todas.
bjss
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