Armadilha Do Destino.
13 Capítulo 13 - Não Adianta Negar.
Notas iniciais
Pelo gente vcs ganharam cap. extra em, rsrsrrs e que vai vir bem a calhar vocês vão ficar doidinhas com este cap.
PDV Narrador.
Uma hora mais tarde Bella surgiu no saguão do Hospital com Nessie adormecida nos braços, seguida pelo médico. Edward levantou e foi até ela, tomando a menina no seu colo. Bella sorriu timidamente, agradecendo o apoio dele.
- Ela está bem?
Perguntou solícito.
- Vai ficar. É uma amigdalite forte, mas o médico já prescreveu o antibiótico e me deu uma amostra grátis do remédio, respondeu aliviada.
- Obrigado, Edward disse fitando o médico com cara feia quando percebeu o olhar que o mesmo dava para os seios de Isabella perfeitamente delineados pelo tecido fino da camiseta de malha vermelha.
-Por nada, disse o pediatra desconcertado com a fúria explícita no olhar de Edward, sorrindo amarelo e saindo da recepção caminhando apressado em direção do consultório.
Bella preocupada com Renesmee, não notou os olhares de advertência que Edward lançou ao possível oponente de que aquela mulher era sua.
-Se precisarem de qualquer coisa fiquem à vontade para voltar aqui, disse a recepcionista.
Ele sorriu torto e ela prendeu a respiração. A jovem recepcionista também.
- Vou levá-la para o carro e espero você lá, falou esperando que Bella concordasse. Ela assentiu e ele deu-lhe as costas, encaminhando-se para a saída.
- A senhora precisa preencher a ficha de atendimento, falou a moça constrangida.
Bella sentiu um ciúme agudo ao ver a atendente encantada com o magnetismo e o charme naturais de Edward, mas disfarçou o desconforto e procurou concentrar-se nos papéis a sua frente, riscando o nome Vanessa e consertando-o para Renesmee Marie Swan. Minutos depois ela agradecia polidamente a moça e saía em direção ao carro de Edward. Ele adiantou-se para abrir a porta, Bella entrou. Ele colocou o cinto de segurança nela, inclinando-se sobre o corpo feminino, fazendo com que seus braços se tocassem e uma corrente elétrica os atingisse. Bella desviou os olhos, voltando-se para a janela.
- Bella.
- Obrigada por me acompanhar até aqui Edward.
Falou tentando ignorar aquela voz rouca e sexy.
- Olhe para mim, ele pediu.
Ela o fez relutante.
- Precisamos conversar sobre o que aconteceu, ele disse.
Ela gelou.
- Não, nós não precisamos.
Disse agitada. Edward então deu a partida no carro e pegou o caminho de volta para a Pousada. Ao estacionar, desligou o carro e retirou as chaves da ignição. Bella voltou-se para ele, pronta para dizer alguma coisa, mas as palavras morrerem quando viu os olhos verdes novamente escurecidos pelo desejo.
- Eu desejo você. Eu a quero. Da mesma forma como te quis há dez anos atrás.
- Edward, por favor...
Ele suspirou desgostoso.
- Bella, seja realista.
Ela abraçou o próprio corpo com os braços e Edward sentiu-se invadido por uma enorme ternura.
- Não quero falar sobre isso Edward.
- Precisamos encarar os fatos.
- Não. O que nós precisamos é seguir com as nossas vidas, fingir que nada disso aconteceu. Deus é testemunha do quanto eu lamento o que aconteceu entre nós. A culpa deve ter sido dos muitos meses que trabalhei ininterruptamente sem me divertir, sem sair com ninguém.
Concluiu esperando que ele acreditasse. Edward olhou de forma inexpressiva, escondendo suas emoções.
- Já passou pela sua cabeça que nós não nos protegemos hoje à noite?
Os olhos de Isabella arregalaram-se. Edward sorriu internamente. Aquele era um trunfo que tinha em sua manga.
- O que?!
Ele encarou-a e repetiu a frase.
- Nós não nos protegemos Bella. Eu não usei preservativo. Por acaso você faz uso de anticoncepcionais?
Insistiu.
- Não, eu não...
Bella estava atordoada demais para responder alguma coisa coerente. O pior é que ela havia menstruado há cerca de uma semana o que indicava que provavelmente estava no período fértil de seu ciclo.
-Então você pode ter engravidado hoje, disse com seriedade.
Ela sobressaltou-se, pulando no assento como um coelho assustado.
- Não! Isso não pode ter acontecido!
Falou gritando descontrolada. Edward retraiu-se magoado. Para Bella a idéia de ter concebido um filho seu era repulsiva. Tornou a sentir um ódio inexplicável pelo pai da menina. O silêncio reinou por alguns segundos.
-Podemos ir até uma farmácia comprar a pílula do dia seguinte, ela disse agitada.
Edward segurou em seu pulso com firmeza.
-Não. Não vou permitir que faça isso com meu filho!
Bradou exasperado.
- Nós nem sabemos se essa criança existe!
Respondeu com raiva.
- A possibilidade existe Isabella, e isso basta. Portanto nós vamos aguardar para ter certeza.
Bella apertou as mãos, irada, as unhas machucando as palmas devido à força que fazia para não voar em cima dele e arranhá-lo.
- Edward você não está facilitando as coisas, disse tentando se desvencilhar do toque masculino que queimava sua pele.
- O que aconteceu entre nós hoje foi especial. Não quero perder isso de novo. Passei os últimos dez anos em busca da paixão que nós partilhamos hoje e nunca encontrei nada igual. É como se nós tivéssemos voltado no tempo, como se a ligação que nos unia nunca tivesse sido quebrada.
Isabella respirou profundamente tentando controlar as emoções desgovernadas que surgiam rapidamente em seu interior. Era difícil ouvir sobre a vida sexual dele com as outras mulheres. O que Edward queria com aquela conversa toda?! Sexo casual? Que ela se tornasse sua amante dali por diante?!
- Você está enganado Edward.
Ele sorriu irônico.
- Não adianta nada negar o fato de que algo acontece sempre que nos tocamos.
- Minha vida não lhe diz respeito. Eu tenho uma filha para criar e ter um amante ocasional não faz parte dos meus planos.
Edward empalideceu ao escutar aquelas palavras. Bella prosseguiu:
- Tivemos um caso dez anos atrás. Acabou. Não vou me arriscar de novo. Não por você. Aceite isso de uma vez e volte para Caldwell, para viver a sua vida.
Edward recostou-se no banco e lhe deu um olhar felino e enigmático.
- Prefiro acreditar que você está com algum problema de audição e não que seja hipócrita a este ponto.
Ela virou o rosto para janela, sem responder. Ele continuou:
- Em nenhum momento sugeri sexo casual Isabella. Eu lhe disse que mudei. Os anos me ensinaram a correr atrás daquilo que eu quero, portanto não adianta ignorar o que quer que seja que exista entre nós porque eu não vou desistir. E eu quero você na minha cama novamente. E não vou sossegar enquanto não conseguir. Ainda mais agora que sei que pode estar carregando minha semente, um filho meu dentro de você.
Bella desafivelou o cinto e abriu a porta, descendo afobada. Não queria escutar mais nada, não queria ouvir as ameaças ou promessas de Edward. Ele era um mentiroso, um canalha que tinha ido embora sem ao menos se dar ao trabalho de lhe dar uma explicação. Ela abriu a porta traseira do veículo, pegou Renesmee dormindo nos braços e caminhou decidida até a entrada.
Edward saltou em seguida. Antes que pudessem alcançar a porta, esta foi aberta por uma preocupada Ângela.
- Como ela está?
Perguntou permitindo que os dois entrassem.
- Melhor, Bella respondeu.
- Está medicada, emendou Edward.
- É uma amidalite das grandes Angie.
- Pobrezinha...
Os olhos de Edward então oram atraídos para uma figura familiar que estava sentada no sofá observando a cena com um brilho divertido em seus olhos escuros.
- Seth?!
- Oi amigo.
O policial respondeu levantando.
- O que faz aqui?
Questionou Edward curioso. Ângela deu um pigarro, enquanto Edward arqueava as sobrancelhas fitando o amigo com admiração. Seth sorriu amplamente e os dois trocaram um olhar cheio de cumplicidade. Bella os interrompeu.
- Vou levá-la para o meu quarto Angie. Ela vai dormir comigo hoje à noite, falou andando em direção as escadas.
- Quer que eu fique com vocês?
Perguntou solícita.
- Não querida, obrigada.
- Mas se precisar de mim chame ok?
- Ok, Bella respondeu cumprimentando Seth com a cabeça e virando-se para sair. Edward foi mais rápido e adiantou-se, tomando a criança nos braços, ajudando-a. Ângela engoliu em seco ao ver os três juntos. Era como se o tempo parasse por um instante em torno deles. Eles subiram e desapareceram no andar de cima. Seth então se aproximou, enlaçando-a pela cintura, depositando pequenos beijos ao longo do pescoço da moça.
- Agora que você já viu que sua afilhada está bem, sugiro que nós dois voltemos para o seu quarto minha linda e continuemos exatamente do ponto em que paramos. O que me diz?
Sua voz era sexy e carregada de promessas. Ângela sorriu e puxou-o pela mão, subindo às escadas apressados.
PDV Charlie Swan.
Outro acesso forte de tosse e o lenço estava cheio de sangue. Sorri amargamente. A vida tinha me dado uma merecida lição. Ao dar a luz a minha única filha vinte e cinco anos atrás, minha esposa Renée, a mulher por quem eu havia sido loucamente apaixonado falecera devido a complicações na hora do parto. Quase morri de tanta dor e de tanto desgosto. Não suportava nem sequer olhar para o bebê, deixando-o aos cuidados de várias babás e enfermeiras. Acho que culpei Isabella de forma inconsciente, por que se tivesse uma chance de escolher entre ter Renée em meus braços outra vez ou criar minha filha sozinha, teria escolhido pela vida da minha esposa. Suspirei ao ver que Sue entrava no quarto com um copo de água gelado nas mãos e um vinco de preocupação em sua testa.
- Precisamos ir ao hospital Charlie, falou com doçura.
Sorri. Ela era maravilhosa, um verdadeiro anjo em minha pobre e amaldiçoada vida. Sue aceitou casar comigo porque gostava de mim, embora soubesse que eu jamais a amara. Não da forma como amei Renée. Ela esteve ao meu lado em todos os momentos, cuidando de mim com afinco durante todo o período daquela horrível doença. Três anos atrás recebi o diagnóstico de câncer nos dois pulmões. Fiz quimioterapia, radioterapia e todo o tratamento disponível que havia na cidade, mas há seis meses meu organismo parara de responder. Então abandonei até mesmo os remédios que tomava em casa. Sue me dava os comprimidos todo santo dia, mas sem que ela desconfiasse, eu os jogava na bacia sanitária na primeira oportunidade. Como não tinha mais condição de cuidar da fazenda, metades das terras haviam sido arrendadas, a agricultores de médio pequeno porte que também cultivavam frutas cítricas. Suspirei pesadamente.
- Não Sue.
- Charlie...
Seus olhos marejados suplicavam para que eu a atendesse.
- Não, não me peça isso, por favor. Nós dois sabemos que há minha hora está chegando e eu não suporto mais ficar naquele quarto insípido, monitorado por trezentos aparelhos, vendo o olhar de piedade e cada médico e de cada enfermeira. Eu vou ficar aqui. Quero morrer na minha casa em minha cama, com você ao meu lado.
Ela me abarcou e chorou assentindo. Outro forte aceso de tosse me atacou ela levantou apressada, me fitando apreensiva.
- Vou ligar para Bella, falou decidida.
Fui mais rápido e segurei-a pelo braço, impedindo que saísse dali. Minha consciência pesava depois de tantos anos. Eu estava morrendo e a certeza da morte nos tornava vulneráveis, fracos, molengas, sensíveis. O Charlie Swan forte, imbatível, duro e desprovido de emoções desaparecera há muito tempo. Eu tinha de fazer a coisa certa. Eu precisava contar para alguém o que havia feito dez anos atrás. Tudo o que eu havia feito.
- Preciso contar uma coisa, sussurrei com esforço.
- Vou ligar para Bella e volto em instantes.
- Não tenho mais tempo, respondi sentindo que meu fim finalmente chegava.
- Não diga isso Charlie, pediu deixando as lágrimas descerem livremente.
- Chegue mias perto, sim? Tenho uma confissão a fazer...
Ela ajoelhou-se ao meu lado, colocou o ouvido próximo a minha boca e ouviu com atenção. Contei exatamente o que havia feito para separar minha filha o garoto Cullen. Ela ficou rígida, tensa e levou uma de suas mãos à boca, chocada com o meu comportamento sórdido e mesquinho.
- Como você pôde fazer isso Charlie?! Como pôde mentir dessa forma, brincar com os sentimentos deles?!
Dei um sorriso triste.
- Eu só queria o melhor para ela...
Sue balançou a cabeça com pesar.
- E sua neta? Ela foi criada sem a presença do pai...
- Por isso estou lhe contando tudo agora. Não posso morrer carregando este fardo. Quando mandei o Cullen embora eu não sabia que Bella estava grávida. Fui um monstro. Espero que ela possa me perdoar um dia. E você também...
Consegui suspirar mais algumas vezes antes de apertar fracamente a mão daquela mulher tão especial e fechar meus olhos para sempre. Finalmente eu teria um pouco de paz.
PDV Edward Cullen.
Bella deixou bastante claro que não queria se envolver comigo novamente, mas era tarde demais. Ela passou na minha frente, entrou em seu quarto e eu entrei logo em seguida. O cheiro de sexo ainda pairava no ar e foi como um golpe certeiro em meus sentidos de macho. Só que eu não podia pensar naquilo agora, não com a filha dela doente.
- Coloque-a na cama, por favor, falou sem me encarar, fitando o chão.
Fiz o que me ela pediu. Ela então foi até o guarda roupa, tirando de lá vários travesseiros, colocando-os em volta da criança para evitar que caísse. Quando Bella aproximou-se um pouco mais, ajeitando a cabecinha de Nessie sobre a cama, a menina ergueu-se e vomitou sobre a mãe. Um único jato pequeno, mas potente, direto sobre a camiseta de Isabella.
- Mãe...
- Calma meu amor, já vai passar. Eu estou aqui ok?
Nessie assentiu e fechou os olhos em seguida. Corri para ajudar segurando a criança, afastando seus cabelos do rosto corado pela febre, o sangue ainda não tinha parado de deixar as bochechinhas rosadas.
- Oh meu Deus...
Bella lamentou-se.
- Vá tomar um banho. Pode deixar que eu ajeito as coisas por aqui, falei com firmeza.
- O vômito não sujou o chão?
Perguntou, tirando a camiseta e expondo outra vez os seios perfeitos ao meu olhar faminto. Meu pau gritou e eu gemi internamente.
- Não. Apenas sua roupa e o rosto dela, respondi.
- Ela vai precisar de um banho também, falou caminhando para o banheiro, pegando uma toalha grande enrolando-se e outra pequena. Molhou uma das pontas da toalha de rosto na pia e voltou para o quarto. Observei-a limpar o rosto da criança que voltara a dormir.
Tomei a toalha de suas mãos.
- Primeiro você. Vá tomar o seu banho que eu fico aqui cuidando dela.
Para minha surpresa ela concordou sem resistência. Me informou que tomaria banho no quarto da filha e retornaria em breve. Assenti e ela saiu. Decidido a ajudar no que fosse possível, fui até o banheiro vendo que ali havia uma banheira além do chuveiro. Abri a torneira e enchi-a com água morna, disposto a dar banho em Vanessa antes que Bella voltasse ao quarto. Fui até a cama, e a peguei nos braços, ela resmungou alguma coisa bem baixinha.
- Sou eu Vanessa, o Edward. Estou ajudando sua mãe a cuidar de você, certo?
Ela abriu os olhos me fitou um tanto desorientada e suspirou, passando os bracinhos em torno do meu pescoço. Meu coração saltou acelerado.
- Você é legal...
Sorri e afaguei seus cabelos.
- Você também, respondi sentando-a na borda da banheira cuidadosamente, apoiando seu corpo com um braço enquanto com o outro eu tirava sua roupa devagar. Tirei a calcinha cor de rosa com a imagem das meninas super poderosas e joguei tudo dentro e um cesto de roupas sujas que havia sob a pia. Ergui-a novamente e a coloquei na água delicadamente, me preparando para pegar o sabonete. Foi exatamente neste momento que ela inclinou-se para frente, deixando suas costas expostas e o meu olhar foi atraído imediatamente para uma marca de nascença escura, em forma de meia lua que havia no alto de suas costas... Absolutamente idêntica a que eu e meu irmão Emmett possuíamos e que havíamos herdado do nosso avô paterno.
Minha respiração paralisou na garganta. Meu coração disparou, meu sangue latejou nas têmporas, fazendo minha cabeça girar num redemoinho. Foi como levar um soco gigantesco, como ser nocauteado. Meus olhos encheram-se de lágrimas, uma forte emoção me dominou por completo. Nessie era minha. A criança em meus braços era minha filha. Minha filha! Minha carne, meu sangue, eu tinha certeza absoluta. A prova era a marca de nascença que parecia gritar bem diante dos meus olhos.
A raiva que se apoderou de mim era quente e vermelha. Maldita Isabella Swan! Ela tinha o rosto doce de um anjo, mas os cabelos e o corpo de uma sedutora. Talvez fosse essa combinação de inocência e loucura o segredo de seu fascínio sobre mim. Mas o que Bella havia feito não tinha perdão. Ela havia escondido, ocultado a criança de mim durante dez anos. Mentirosa, traidora! Por que ela não havia me procurado para contar que estava grávida?! Por que havia pedido para o pai dela me despachar como um fardo incômodo, como um traste?! Por que raios?! Eu parecia um vulcão prestes a entrar em erupção. Mas ela iria pagar caro por ter escondido a verdade. Meus pensamentos se chocavam furiosos, a gana de levar minhas mãos até o pescoço fino e delicado e torcer com toda a minha força. Sentir sua vida se esvaindo aos poucos, vê-la sentir toda a dor que eu havia sentido anteriormente.
Praguejei entre dentes e minha filha estremeceu. Me recriminei internamente.
- Está tudo bem meu amor, você vai ficar boa logo, eu prometo.
Disse tentando tranquilizá-la. Estiquei o braço e apanhei um frasco contendo sabonete líquido, destampando e colocando um pouco sobre a mão. O aroma de morangos selvagens invadiu minhas narinas recordando os momentos intensos vividos com Bella horas atrás. Respirei fundo buscando retomar meu autocontrole. Eu precisava focar minha atenção em Vanessa. Apenas nela, que era tão vítima quanto eu nessa história toda. Ensaboei-a como se cuidasse especialmente de um cristal fino, inestimável e muito delicado, lavando-a em seguida. Minhas lágrimas corriam soltas. A pesar do ódio que eu sentia por Bella neste instante, eu estava absolutamente maravilhado com a descoberta de que era pai daquela criança linda, doce e muito esperta para os seus nove anos de idade.
Sequei minha filha com cuidado, vesti em seu corpinho infantil uma camiseta de Isabella que achei no guarda roupa, deitei-a novamente e a cobri com os lençóis mantendo-a aquecida. A febre havia cedido. Beijei de leve sua testa e me preparei para o confronto que estava por vir.
Bella era uma mentirosa. Uma linda, sedutora, sexy, envolvente e ardente mentirosa. Mentalmente a despi torturando-me com a lembrança dos seios empinados e cheios, macios e brancos. Lembrei-me do gosto deles em minha boca, de como reagiram a minha língua, aos meus lábios, do cheiro, da suavidade. Lembrei-me dos gemidos, de como ela agarrou-se a mim loucamente, gemendo, clamando, pedindo por mais. Minha virilha latejou. Um calor infernal subiu pelo meu corpo como uma labareda flamejante e sem controle. Nenhuma mulher antes parecera tão perfeita.
E eu quis tê-la para sempre.
Mas ela me traíra com o Jasper e me mandara embora da cidade. Pior, ela nem tivera a coragem de me enfrentar, mandou seu pai lidar comigo. E por causa disto, eu havia vivido muito tempo no inferno.
Notas finais
Então ficara assim quinta, sexta, sábado e Domingo.
-
Ps. amanhã agradeço as recomendações. Vou fazer Janta agora.
Beijos e continuem recomendando e comentando.
Kiki
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