Aquele que Juntava

21 Capítulo 21 – O TRIUNFO DO ASSIMILADOR.


Ah! Se o Anjo soubesse de antemão que o inimigo que iria causar um desastre tão grande estivesse praticamente debaixo de seu nariz! Ângelo levantou-se rapidamente e voou em direção ao Assimilador, erguendo sua espada o máximo que podia.

– Pare vilão! Você não pode fazer isso!

O Assimilador então segurou a Espada de Ângelo com a mão machucada. Visão aterradora, sem dúvida. Mais aterrador ainda foi o fato da lâmina não ter partido a mão do inimigo em dois, e nem de ter provocado corte algum.

– Tarde demais, ser celestial! – Gritou o Assimilador com um sorriso tenebroso. – Já está feito!

Um chute e o Anjo foi atirado para longe, sendo segurado pelos amigos, que caíram com o impacto do ser celestial sobre eles. O Assimilador jogou a sua espada japonesa ao alto e a aparou com a mão direita, que mesmo sangrando já não causava-lhe mais dor.

– Seu covarde! Como ousa bater num anjo! – Gritou Mônica atirando Sansão contra o inimigo.

– Tola!

O Assimilador aparou o coelho pela cabeça e o atirou para o alto.

– Isso é pra aprender a não provocar o seu protetor – O coelho começou a cair. – Eu faço o melhor que posso por vocês e é com ataques que me agradecem?

Quando o coelho estava na altura de sua cabeça, o Assimilador cortou-lhe em dois. A cabeça do amado bichinho-de-pelúcia de Mônica se separou do corpo, espalhando algodão para todo canto.

– Não... – Disse a garota com voz chorosa.

Estarrecida, Mônica caiu de joelhos. Cebola foi o primeiro a se ajoelhar ao lado da mocinha, tentando aliviar seu coraçãozinho.

– Calma. Ela só um coelho – Cebola sabia que não era só um coelho. O jovem estava visivelmente nervoso. – Ela só...

Mônica passou a chorar. Motivo suficientemente grande para fazer com que Cebola se levantasse e corresse, gritando, em direção ao vilão. O Assimilador não demonstrava preocupação. Estalou os dedos rapidamente, e um terno apareceu em seu corpo como por mágica.

– Gostaria de agradecer a vocês. Afinal, minha fonte de poder é o ódio de vocês... Quanto mais vocês me odeiam, mais forte eu fico – O Assimilador sorriu perante o assombro de todos quanto a esta nova informação. – E TOLOS NÃO TÊM LUGAR NO MEU MUNDO!

O Assimilador girou e desferiu um poderoso golpe horizontal, visando cortar a cintura de Cebola. Certamente, iria fazer picadinho de cebola do inimigo. Entretanto, Cebola desapareceu tão rápido quanto o terno havia aparecido no Assimilador.

– Somos só eu e você agora – O Anjo levantou-se mais uma vez. Os olhos brilhavam agora. – Eu transportei todos para um lugar seguro.

– Ótimo. Já fez um bom trabalho – Riu-se o Assimilador. – Vá embora, Anjo! Ninguém precisa mais de você!

– Você é um tolo, Assimilador – O anjo estalava o pescoço enquanto caminhava. – Pensa que pode fazer tudo do jeito que quer? Você não passa de um tolo sem salvação!

– Me chamando de tolo? Tolos acreditam em anjos e acham que eles podem salvar-lhes sempre! – O Assimilador tinha mudado de expressão. Estava mais sério agora. Talvez porque soubesse que estava mexendo com algo divino e desconhecido. – Estou errado?

– Anjos salvam aqueles que você chama de “tolos” de vilões como você! Valentões que tentam impor seu poder pelo medo!

– A princípio, será assim. Mas, com o tempo o mundo me respeitará por respeito. Verão como lhes causei bem!

– Você não está entendendo – O Anjo parou de andar quando estava de frente para o Assimilador. – Tanto poder reunido numa única dimensão seria uma catástrofe! Milhares irão morrer por sua causa!

– Isso é tudo abobrinha vinda de sua boca para tentar fazer com que eu separe as dimensões novamente? – O lugar começara a tremer. – Não vai conseguir.

– Você é quem sabe – O Anjo suspirou com a “Ignorância” do Assimilador. – Eu sou o único que pode fazer com que esta tolice acabe! E a farei agora!

Os dois estavam no meio da ponte de terra. O Anjo foi o primeiro a atacar, tentando vários golpes de espada que foram rapidamente rebatidos pela velocidade de defesas do Assimilador. O Anjo então, vendo que não adiantaria continuar atacando daquela forma, pulou para trás e ergueu sua mão desocupada.

– Não importa o quão forte seja o mal! Eu irei destruí-lo!

Um relâmpago azul-claro voou contra o Assimilador, que usou sua mão para conter o golpe mortal. Em seguida, o vilão apareceu atrás de Anjo usando de sua impressionante – E recém-adquirida – agilidade.

– Sempre quis asas – Cochichou ele, assustando Anjo. – Vou cortar as suas!

Com um certeiro golpe vertical, o Assimilador fez Anjo gritar e voar para longe do inimigo. Nenhuma asa caiu, lógico, mas um grande e doloroso corte superficial apareceu nas costas do ser celestial.

– Anjos sangram? – Perguntou o Assimilador enquanto olhava para a sua ainda brilhante espada. Não havia marca de sangue algum ali.

– Não – Ângelo sorriu, aos poucos recuperando o ritmo da respiração. – E não morremos também.

– Sei.

O Assimilador largou sua espada – Que se transformou numa nuvem negra que acabou desaparecendo – e fechou os olhos. Apesar de adorar lutar com a espada em mãos, o jovem estava ansioso para testar seus novos poderes e habilidades.

O Anjo, ao ver o inimigo largar a espada, lançou mais dois relâmpagos na tentativa de distrair o inimigo, que não teve muitos problemas para se livrar das magias com apenas dois socos.

Em seguida, o Anjo voou novamente contra o Assimilador, tentando golpeá-lo com a espada. Após muitas esquivas, o Assimilador começou o contra-ataque. Começou com um chute alto na orelha do anjo, desequilibrando-o.

– Você pode ser imortal, mas é tão frágil quanto qualquer ser humano!

O Assimilador começou a desferir socos de maneira muito ágil. Eram quase imperceptíveis seus movimentos, ressaltando sempre que o Assimilador girava o corpo muitas vezes para desferir diferentes espécies de socos.

O Anjo caiu de joelhos, e aquela visão de anjo caído era praticamente a visão de tudo o que era bom tombado e humilhado.

– Sempre quis ter asas – O Assimilador tocou a cabeça de Anjo. – Você disse que eu não tinha salvação.

E o Anjo gritou. Uma nuvem de fumaça envolveu o Assimilador e o Anjo. Enquanto a nuvem subia e envolvia os dois, o Assimilador completou:

– Eu serei a salvação!

E uma forte explosão aconteceu. A fumaça se dissipou após a explosão, revelando que o anjo havia sumido.

– As asas só aparecerão quando eu quiser – Riu o Assimilador. A fumaça ainda estava alta. – Não se preocupe, criaturinha. Após alguns dias você estará completamente assimilado pelo meu corpo. Daí em diante, não poderá mais sair daqui.

A fumaça baixou. O anjo havia sumido. O Assimilador havia vencido.

Notas finais
Há!

DEMOREI UM DIA PRA POSTAR! Afinal, tive médico ontem e nem deu tempo pra postar.