Aquele que Juntava
22 Capítulo 22 – BEIJO DE BOA-NOITE
O céu estava vermelho. Sim: Pela primeira vez em anos, o céu estava vermelho. Vermelho sangue. Nossos heróis estavam de volta ao bairro do Limoeiro, mais especificamente em frente à casa de Magali. – Aproveitar para registrar este fato histórico – Franja pegara a máquina fotográfica em seu bolso e começara a bater fotos do céu. – Céu vermelho-sangue com nuvens negras? Histórico, meu amigo, histórico. – Para com isso – Cascão acertou um tapa na nuca de Franja. – Problemas. Cascão disfarçadamente apontou para Mônica, que ainda chorava por causa do coelho. Cebola tentava confortá-la da maneira que podia. – E agora? O que fazemos? – Perguntou Magali se aproximando de Franja e Cascão.
– Temos que voltar e tentar mexer naquele troço do Assimilador! – Estou falando da Mônica! – Posso fazer um coelho novo – Disse Franja com um sorriso no rosto. – Aquele coelho tinha valor sentimental – Cascão não se aproximava de Mônica. Não sabia o que fazer. – Não adianta fazer um novo. Cascão repentinamente tomou fôlego e correu em direção à bicicleta de Magali. Em poucos segundos já estava a pedalar. Obviamente, chamou a atenção de todos. – O que vai fazer? – Gritou Franja. – Não quebre a minha bicicleta! – Magali estimava muito aquela bicicleta rosa. – Lembrei das crianças na cidade – Gritou Cascão olhando para trás. – Vou verificar se está tudo bem por lá! Franja se aproximou de uma Mônica emocionalmente abalada que era consolada por um Cebola visivelmente nervoso. Aliás, Chico Bento conversava com Zé Lelé. O assunto era desconhecido, uma vez que a maioria estava interessada em despreocupar Mônica. – Vamos entrar – Aconselhou Franja, abrindo a porta da casa de Magali. – Seus pais saíram, Magali? – Saíram sim – Respondeu a jovem entrando em casa. – Eles foram comprar algumas coisas para casa. – Uma pena – Suspirou Franja. – Poderiam estar aqui para que eu pudesse averiguar se estava tudo bem. – Fala da paralisia do Assimilador, né? – Isso.Cebola conduzia Mônica para dentro da casa. Em seguida, deitou-a na cama. A menina logo se virou de costas para Cebola. O jovem suspirou. Sabia que ela estava triste, mas também não deveria ser para tanto. – Você não vai ficar assim pra sempre! – Eu sei – Respondeu a garota com voz chorosa. – Só quero descansar um pouco. Cebola coçou a nuca e beijou o rosto da garota. O rosto de Mônica enrubesceu, o de Cebola também. O garoto se afastou da garota com passos largos, fechando a porta do quarto de Magali com um estalo. – Mas que diabo aconteceu aqui? – Perguntou-se Cascão ao ver o mercado – onde antes estava Dudu – com um gigantesco buraco em sua parede.
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