Aquele que Juntava
8 Capítulo 08 – CORRIDA
– Ai meu São-Crispim! – Desesperava-se Magali, roendo as unhas. – Ele vai pegar a namorada do Chico Bento!
– É o que parece! – Cebola já andava em direção à saída da caverna. – Temos que impedi-lo!
– Mas como? – Perguntou Cascão ao lado do amigo.
– Sei lá!
– Para! – Gritou Franja até todos se calarem. – Precisamos de um plano para pegá-lo! Melhor sairmos da caverna primeiro.
Franja retirou uma lanterninha de seu bolso e foi guiando a turma até fora da caverna. O jovem parecia pensativo enquanto andava, assim como Cebola. Certamente, os dois estavam bolando algo.
– Caminhando, demora-se aproximadamente uma hora para chegar na fazenda – Disse Cebola. – De carro, chegamos em vinte minutos. Se ao menos soubéssemos dirigir.
– Eu sei dirigir – Respondeu Franja parando repentinamente. – E meu pai não foi trabalhar de carro hoje.
– Você é menor de idade! – Observou Mônica, que caminhava próxima a melhor amiga.
– Dane-se. A polícia está paralisada mesmo! – Lembrou Cebola. – Franja, o que você acha de pegarmos o carro do seu pai emprestado?
Franja parou repentinamente ao sair da caverna. Quando iriam perguntar “O que houve” a ele, o jovem libertou-se do silêncio enquanto escrevia algo num bloco de notas que havia retirado do bolso.
– Tudo bem, o plano é o seguinte! Cebola, Cascão e eu iremos até minha casa. Cascão, lá há uma bicicleta: Você irá pegar isto aqui – Franja entregou a folha do bloco de notas em que escrevia a Cascão. – e trazer de volta à caverna, ficando aqui com as meninas.
– Por quê? – Perguntou Mônica. – Está dizendo que é perigoso nós irmos até a fazenda?
– Não é. O problema é que nós poderemos falhar, e assim, ninguém irá estar presente para salvar Rosa – Entendeu Cebola, explicando para Mônica e Magali. – Logo, vocês duas e Cascão ficarão na caverna para impedir o Assimilador de fazer o que quer.
– Enquanto eu e Cebola tentamos pegar o Assimilador – Completou Franja. – Tudo bem para vocês?
Todos responderam, afirmando com suas cabeças. Franja, Cascão e Cebola se entreolharam e dizendo “Vamos”, partiram em disparada para o destino. Mônica e Magali sentaram-se em frente à caverna. Magali parecia calma demais para quem havia saído das garras de um louco.
– Está tudo bem? – Perguntou Mônica. – Ele não te machucou?
– Não, pelo contrário – Magali suspirou. – Ele até me defendeu algumas vezes!
– Este é o último! – Disse Dudu deixando um corpo sentado numa cadeira. – Maria, está tudo bem?
– Mamãe ainda não se mexeu! – Chorava Maria Cebolinha enquanto no colo da mãe. – Ela vai ficar bem?
– Deve – Dudu se aproximou de Maria Cebolinha, dizendo para esta se acalmar.
Estava na cidade quando os adultos repentinamente ficaram paralisados. Para a segurança deles, o garoto pensou em levá-los até o supermercado. Estava levando sua mãe quando avistou Maria Cebolinha chorando dentro do carro onde estava sua mãe. Não deu outra, o garoto levou sua mãe até o supermercado e correu para ajudar a irmã de Cebola.
– Eu vou pegar umas bolachas – Disse Dudu indo em direção às prateleiras. – Volto já, ta bom?
– Ta.
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