Aquele que Juntava
9 Capítulo 09 – A FAZENDA
O laboratório de Franja já podia ser visto pelos três jovens que corriam como o vento. Apesar de Rosa ser problema de Chico Bento, os três não podiam simplesmente deixar um conhecido passar problemas nas mãos de um desconhecido. Ainda mais que esse “Desconhecido” era um jovem alto e esbelto, que não atrairia suspeitas, e que tinha habilidades fora do comum.
– O que será que o Assimilador quer? – Perguntou Cascão, controlando a velocidade para não se afastar dos amigos.
– Pra mim ele está desesperadamente a procura de uma mulher – Brincou Franja.
Nada melhor do que um riso num momento de tensão. A felicidade, o riso, a diversão: Terapias únicas, que apaziguam a alma do homem.
– Com certeza.
Os três então chegaram ao laboratório. Cascão nem pensou duas vezes: Praticamente chutou a porta do laboratório, desejando sorte aos amigos que entravam na garagem da casa.
A garagem era pequena, tendo espaço somente para o carro e uma pequena decoração. Franja derrubou o balde que armazenava uma planta – A tal decoração da garagem – e pegando a chave do carro, escondida “Genialmente” debaixo do balde.
– Não se fazem mais, bons esconderijos como antigamente – Observou Cebola ao entrar no quarto ainda segurando seu bastão de beisebol. – Você sabe diligir mesmo, né?
– Claro que sei! – Apesar de saber, Franja nunca havia pego o carro do seu pai, por isso, aparentava estar nervoso. – Eu sou um gênio, lembra?
– Selá que o Assimilador não vai nos encontlar?
– Provavelmente, não – Franja abriu o carro e sentou no banco do motorista. Cebola sentou ao banco ao lado. – A não ser que haja uma brutal coincidência e ele siga a mesma estrada que nós. Eu espero não encontrar ele.
– Por quê? Afinal, mesmo encontlando-o, ele não é capaz de nos pegar!
– Você já viu do que ele é capaz. E se ele tiver mais algum poder esquisito? Sem contar que vai ser mais difícil pegá-lo de surpresa na fazenda do Chico Bento.
– A vantagem é que a Mônica machucou a mão dileita dele. Podemos aploveitar isso.
– É o que vamos fazer – Franja deu partida no carro. – Aperta o cinto.
– Então, foi tudo isso que aconteceu? – Surpreendeu-se Mônica ao terminar de ouvir a história de Magali. – Esse Assimilador é muito esquisito!
– Bota esquisito nisso. Sabe, Mônica, nos momentos em que eu estive com ele eu reparei em uma coisa.
– Que ele é maluco?
– Mais ou menos. Mas não é isso.
– Que apesar dele ser inimigo, ele é um gatinho?
– Também, mas não é isso.
– Que ele...
– Chega de tentar adivinhar, tusca! Deixa-me falar!
Mônica sorriu e se calou. Magali suspirou e então, finalmente, disse seu pensamento:
– Enquanto vínhamos até aqui, ele me olhava várias e várias vezes. E eu reparei num brilho triste nos olhos dele.
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