Aquela Garota

15 Valentine\'s Day Mad


Notas iniciais
eu estou postando esse capitulo correndo entao por favor me desculpem a demora e qualquer erro.

14. Valentine's Day Mad

Edward POV

– E finalmente acaba nosso expediente! – Bella falou fechando a porta da lanchonete e se virando para mim com um sorriso. – Você me ajudou bastante hoje, Edward. Quando eu receber vou dar uma recompensa.

– Não quero recompensa em dinheiro. – brinquei e ela riu. – Estou falando sério.

Bella se aproximou de mim e tocou meu rosto.

– Você sempre está, Edward. – ela piscou um olho e começou a andar. – Vamos pela praia hoje?

– Vamos.

Hoje, depois do treino, eu havia passado na lanchonete para poder ir embora com Bella, o que a deixou bastante feliz, mas acabou que Jasper precisou sair correndo para alguma coisa e eu ajudei Bella com os clientes da forma que pude. E até que me sai bem entregando pedidos, de tanto que assisti Bella e Jasper fazer aquilo. Deixei Renesmee ir embora com o carro, então nós íamos a pé já que Bella veio para a escola comigo novamente.

O final de tarde hoje estava extremamente quente para um inverno na Califórnia. Aqui não podia nevar nem fazer frio, mas também ser extremamente quente não combinava. Eu estranhei, mas Bella disse que era normal, que era a amada Califórnia dela.

– Eu adoro fevereiro. – Bella disse abrindo um sorriso ainda maior. – Adoro a segunda semana.

Eu pensei no porque de ela gostar da segunda semana quando me lembrei de uma data.

– Porque você adora a segunda semana? – perguntei.

– Porque sempre tem baile de Valentine’s Day na escola, o que significa festa, que comigo e minha gangue lá da em bagunça. Mas... – ela agarrou meu braço com o dela, se apoiando nele. – O principal de tudo: colocar álcool no ponche que o John vai beber e... BAM! – Bella mexeu uma mão como se visse algo explodir na frente dela. – A festa vai começar.

– Você está brincando, não é? – eu gargalhei. – John é fraco pra bebida?

– E como! Nunca vi alguém ficar muito louco com um ponche batizado. Sério, pensa numa pessoa que dança melhor Macarena que os próprios criadores da dança? É o John!

– Você consegue ser muito cruel, Bella, em embebedar seu diretor. – estalei a língua enquanto Bella ria. – Ele nunca reclamou disso?

– Ele nunca achou provas contra nós. – ela deu de ombros. – É por isso que escondemos um ponche não batizado, deixando o batizado só para o John e o pessoal da escola. As pessoas da escola acham que ele só se empolga com a festa.

– Deus, vocês são mesmo cruéis com o cara. – balancei a cabeça, rindo. – E tem uma mente que... Só rola crueldade.

– Isso são os Swan, Edward. Nós nascemos para fazer maldades, já lhe disse. – ela tentou fazer seu melhor sorriso de psicopata, mas ele saiu mais malicioso.

– Não. – neguei e ela resmungou.

– Certo, menos o sorriso. Mas o que vale são os pensamentos maldosos, e eu estou cheia deles.

– É claro. – concordei, pois essa era a verdade. Bella e Emmett conseguiam ser maldosos quando queriam.

Nós finalmente chegamos à praia e seguimos pela calçada. Havia muitas pessoas aproveitando aquele calor de sexta-feira, principalmente adolescentes que haviam saído da escola. Praia era um dos lugares que eu mais gostava daqui, primeiro porque não tinha muitas em Nova York, e outra porque era ali que eu corria com a Bella todo final de semana.

Lembrar-se disso me deixou triste porque esse final de semana ela iria para Orlando visitar Charlie. Eu começava a não gostar desses finais de semana em que não tinha a Bella. E o pior era que sem ela, eu passava tempo com Emmett e Alec, e as coisas nunca davam certos quando isso acontecia. Eu deveria começar a convidar Rosalie para passar o dia quando Bella não estava, ela com toda certeza, se metia menos em encrencas.

– Você já pensou em convidar alguém para esse baile, Edward? – Bella perguntou virando seus olhos verdes para mim. – Alguma que eu vou aprovar na sua mira?

– Você acha que sou do tipo que vai para bailes? – questionei e ela riu. – Alias, porque esse baile? Quero dizer, é difícil ver escolas fazendo bailes assim. Só agora o PROM* que fazem.

* PROM é o baile que eles fazem antes da formatura.

– Ah, isso é coisa daquelas garotas da escola. Tânia deu à ideia e todas as seguidoras e adoradoras dela adoraram, então John não foi contra quando teve uma votação e tudo. É claro que Tânia só fez isso para ter uma chance com Brad. – Bella revirou os olhos. – Algo que só deu certo uma vez.

– Então Tânia e Brad já tiveram algo?

– É claro. Ou você acha que essa paixonite louca de Tânia era por nada? A garota é burra e iludida, mas não tanto assim. – Bella bufou. – Foi bem quando Brad entrou na escola, ela se encantou com ele e então criou esse idiota baile de Valentine’s Day, e como Brad não conhecia Tânia ainda direito, acabou que deu certo entre os dois. Durou pouco tempo porque aos poucos um ao outro foram conhecendo o idiota que é um com o outro. Mas Tânia ainda continua gamada no babaca do Brad.

– Essa eu não imaginava.

– Pois é. Acredite Edward, Tânia não é idiota quanto parece. Tudo que ela fez tem seus motivos.

A forma como Bella falou de Tânia me pegou de surpresa. Não havia a raiva ou o deboche de sempre, foi algo mais não interessado, mas que deveria ser explicado. Como se falar que Tânia era o que era tivesse seus motivos fosse para mudar qualquer imagem que eu tivesse dela para algo menos frio e de plástico que era.

– Você ainda não me disse se vai, Edward. – Bella mudou de assunto. – Sabe, eu preciso saber.

– E por quê?

– Porque eu vou precisar de um par para ir, afinal, quem mais vai batizar o ponche de John? – mexeu as sobrancelhas de forma sugestiva. – E também, que se você tiver, vou ter que procurar outra pessoa para ir comigo. Afinal, sou Bella Swan, eu preciso ir com alguém.

Eu não tinha ninguém em mente para convidar, alias eu nem imaginava que iria nesse baile. Eu estava mais no jeito “se o pessoal for, eu vou”, e agora Bella falando era claro que eu iria.

– Bem, então eu tenho alguém para chamar para ir.

– É alguém que eu aprovo?

– Eu acho que sim. Quero dizer, você aprovaria você mesma, certo? – olhei para ela. – Porque eu aprovo.

Bella gargalhou.

– É claro que eu me aprovo. Eu sou a pessoa perfeita para você, Edward, tudo que precisa. Linda, gostosa, legal, divertida e sua vizinha. Yeah, eu sou realmente perfeita. – ela assentiu com a cabeça. – Ah, e convite aceito.

Nós trocamos sorrisos cumplices. Bella então pegou minha mão e me puxou na direção da areia, fazendo nós irmos para a água. Antes que ela fizesse a loucura de nós molharmos nossos tênis, eu tirei o meu, não querendo ouvir Esme reclamar mais uma vez de que estava com os meus molhados. Bella gargalhou daquilo, e quando eu estava descalço ela me empurrou em direção à água, mas eu fui mais rápido e a empurrei também.

– Merda! – resmungou quando seu tênis ensopou. – Era só pra acontecer com você.

– Não deu certo seu plano. – eu falei, rindo.

– Não dessa vez. – murmurou. Ela começou a andar pela água, chutando de forma fraca as ondas. – É impressionante como chega perto de fevereiro todos começa a ficar com os hormônios a flor da pele inspirados no dia dos namorados.

– É. – concordei lembrando da última festa que nós fomos para ajudar a arrecadar dinheiro para o baile.

– Se um dia eu precisar fazer de uma tese em psicologia com toda certeza vou fazer sobre essa data e ainda usar meu irmão como estudo. O cara já parece um rato de laboratório, não vai se incomodar.

Hot N Cold – Katy Perry

Eu gargalhei com aquilo. Emmett com toda certeza ajudaria Bella se ela realmente precisasse, porque ele era o que mais havia ficado animado com quatorze de fevereiro. Emmett estava investindo mais que nunca em Rosalie nesses dias, tentando de alguma forma pegar ela. Suas cantadas eram ilimitadas e das piores a horrivelmente medonhas, não sabia de onde ele tirava tantas. Em todas festas que tivemos que ir para ajudar a arrecadação, ele tentou, e é claro que fracassou em todas.

Todas tinham o mesmo resultado:

# FESTA 1 #

Emmett se aproximou de Rosalie, que estava encostada na parede com uma bebida e olhando para Bella que pulava animada na pista de dança. Eu e Alec estávamos assistindo a merda que ia dar.

– Vai dar merda. – Alec falou e eu assenti.

Emmett parou ao lado da loira, que lhe lançou um olhar desconfiado.

– O que você quer? – Rosalie foi curta e grossa.

– Rouss, você não é Estados Unidos, mas eu quero lhe USA. – e falando isso ele meteu a mão na bunda dela.

Rosalie arregalou os olhos e jogou a bebida na cara do Emmett, saindo dali com uma cara de poucos amigos. Alec e eu caímos na gargalhada enquanto Emmett olhava furioso para a loira.

Rosalie 1 x Emmett 0

# FESTA 2 #

– Dessa vez vai dar certo. – Emmett falou para mim.

– Vai dar merda. – eu contrapus.

– Só assiste e aprende com o mestre. – e falando isso ele foi na direção da Rosalie.

Oh sim, o mestre em levar fora e não desistir nunca. Isso que Emmett era mestre.

Ele foi até Rosalie, que dessa vez estava sentada, com as pernas cruzadas e já uma expressão raivosa. Ela não estava no seu melhor humor. Emmett se jogou no sofá ao lado dela, que não falou nada, só lhe lançou um olhar de “cai fora!”.

– Rosalie, minha loira... Se eu pudesse te ver nua, morreria feliz. – Emmett olhou para mim e piscou um olho, com um sorriso vitorioso.

Rosalie deixou sua boca abrir em um “O” sem saber o que falar, que durou apenas alguns segundos até ela lhe tascar um tapa na cara e levantar.

– Vai se foder! – rosnou e saiu dali.

Rosalie 2 x Emmett 0

# FESTA 3 #

Dessa vez Emmett se sentia mais confiante. Isso porque Rosalie passou uma tarde inteira conversando com ele e ela riu de uma piada sem graça sua. Alec me falou que isso era normal, Rosalie gostava da amizade de Emmett, só odiava que ele quisesse transar com ela por ser amiga da Bella. Eles eram amigos de longa data e Rosalie odiava que Emmett investisse tanto.

Mas Emmett não desistia.

Estava Bella, Rosalie e eu na pista de dança improvisada na casa de algum aluno da escola e nós dançávamos animadamente, com Nessie perto dividida entre nós e Tânia. Emmett decidiu aparecer, trazendo um copo de bebida na mão e começou a dançar com Rosalie, que o olhou atravessado, mas deixou. Bella riu antes mesmo de Emmett falar alguma coisa, se aproximando mais dos dois para ouvir. Eu fiz o mesmo, disfarçadamente.

– Rose... – ele começou e ela revirou os olhos. – Que tal irmos para a minha casa fazer todas as coisas indecentes que eu já falei para todo mundo que nós fizemos.

O tempo pareceu parar enquanto nós todos ficamos de boca aberta para aquela. Que porra Emmett pensava que estava falando? O cara não pensava, isso era um fato.

Rosalie parou de dançar e virou lentamente para Emmett, que tinha um sorriso achando que dessa vez deu certo. Ela respirava tão forte que parecia bufar.

– O. Que. Você. Falou? – perguntou lentamente.

– Você me ouviu, meu amor. – Emmett sussurrou achando que estava se saindo bem.

– Oh oh oh, vai dar merda! – Bella soltou de forma animada.

– Eu... Eu vou matar você, Emmett Swan! – Rosalie berrou e avançou em cima de Emmett lhe acertando socos.

– Socorrooooooooo!

Todos se viraram para ver Rosalie batendo em Emmett enquanto ele gritava por socorro e ajuda. Bella e eu estávamos rindo daquilo, porque Emmett era completamente sem noção.

Rosalie Furiosa 3 x Emmett Burro 0

Não adiantava qual festa era ou qual cantada era, todas sempre tinham a famosa frase de “vai dar merda”.

– Emmett tem o dom que floresce ainda mais nessa época. – falei e Bella riu. – Acha que ele vai insistir mais nessas festas que estão por vir?

– Ele nunca desiste. Ele é um Swan.

Nós rimos sabendo que era verdade. E eu estava preparado para dar mais risadas das cantadas másters que Emmett ia dar em Rosalie.

– Eu queria que Alec fosse assim também. – Bella falou e eu olhei para ela de canto de olho. – Ou voltasse ao antes.

– Como assim? – perguntei desconfiado.

Alec estava passando muito tempo com a minha irmã, pelo que parecia era só com ela que ele falava bastante, e se Bella está dizendo isso é porque ela está insinuando que quer que Alec de em cima da minha irmãzinha.

– Deixa de ser chato, Edward. – ela me deu um empurrão. – Alec tem lábia, ele consegue conquistar uma garota. E ele é uma gracinha, impossível de resistir. Se eu não o visse como meu irmão, já tinha dado uns pegas nele e principalmente, esfregaria na cara daquela Brandon. – ela bufou. – Eu aposto que Renesmee está caidinha por Alec.

– Não.

– Está sim. – ela me olhou divertida, mas vendo minha carranca, também fez uma. – Pare com isso. Meu amigo é legal.

– Eu sei que é, mas Renesmee...

– Ela não é criança, ok? Deixe a menina ser feliz. Se os dois quiserem ficar ou namorar ou qualquer coisa, você não impedir com esse ciúme de irmão bobo. E se você fizer qualquer coisa, vou deixar Emmett conseguir afastar nós dois. – cruzou os braços.

– Você não faria isso. – ergui uma sobrancelha em desafio.

Nós dois paramos e nos encaramos, desafiando um ao outro com o olhar. Depois de um tempo Bella suspirou e sorriu.

– Você tem razão, eu não faria porque não conseguiria ficar longe de você. Mas eu com certeza lhe faria algum mal. Talvez pintar seu cabelo igual da Tânia... – e falando isso ela me lançou um sorriso maldoso que eu não duvidei que ela faria mesmo.

Então decidi deixar por aquilo mesmo, passando meu braço por cima do ombro dela e a fazendo andar.

– Vamos mudar de assunto. – falei.

– Os dois estão muito próximos, você percebeu? Estão passando bastante tempo juntos...

– Bella, vamos mudar de assunto.

– Eu vejo que logo, logo acontece algo...

– Bella!

Ela riu e me abraçou.

– Eu estou brincando com você, Edward. – falou e eu revirei os olhos. – Eu acho que se todos eles fossem iguais a nós, tudo daria certo.

– Iguais a nós?

– É. Igual nossa amizade. Você sabe... – ela me lançou um sorriso malicioso. Ela parou e ficou na minha frente, levando as mãos para a minha nuca e ficando na ponta dos pés para que nossos rostos ficassem próximos. – Tudo fácil assim... – murmurou.

As coisas estavam diferentes entre nós. Aos poucos nós passávamos dos simples flertes para os contatos próximos. Eu percebia aquilo, mas não havia forma alguma de eu parar nós dois, porque eu gostava daquilo. Bella podia ser minha amiga, mas não havia formas de eu não desejar ela, porque Bella era desejável, até demais para a minha sanidade, e tudo isso me fazia parar de pensar no que era certo ou errado.

Você sabe, certo e errado entre beijar sua amiga gostosa ou não.

E eu não iria parar Bella, se ela continuava aproximando cada vez mais o rosto do meu, eu iria fazer igual a ela. Levei minhas mãos para a sua cintura, ajudando-a a ficar esticada, e inclinei um pouco minha cabeça para poder assim que nossos lábios se encontrassem, fosse o encaixe certo. E faltava pouco para aquilo, muito pouco...

– PORRA! – Bella gritou quando nós fomos acertados pela água. Olhamos na mesma direção e havia uma criança ali, nos encarando, rindo. – Sua criança do capeta!

A criança soltou uma risadinha maligna e saiu correndo em direção a uma mulher, que estava indo embora nem vendo o que sua filha maligna fez.

Maldita criança!

(...)

Quatorze de fevereiro. Valentine’s Day. E eu nunca vi tanto rosa na minha vida quanto vi nos corredores daquela escola. Aquelas garotas malucas conseguiram decorar toda a escola com corações vermelho, rosas, lilases, e varias outras coisas. Era muito enfeite para qualquer olho de ser humano que podia aguentar. Elas decoraram até do lado de fora, o que fez eu me questionar como conseguiram aquilo. Um dia sai da escola estava normal, no outro quando voltei tinha corações e coisas assim espalhadas para todos os lados. Elas eram maquinas, robôs prontos para decorarem o que quiserem em questão de horas. Bella disse que isso era normal, eu não achava.

Em todos os murais havia avisos rosa e vermelhos brilhantes da formatura pregados. Nas lousas das salas também tinha isso no canto, como também no refeitório e até no vestiário masculino. Alias, era aonde mais tinha esses avisos, com um lembrete de caneta marcadora preta embaixo escrito “CONVIDEM AS GAROTAS PARA O BAILE” como se os garotos fossem esquecer isso com todas elas se insinuando e tudo isso.

Aquele colégio em época de dia dos namorados era uma loucura.

E foi o dia em que mais vi aquelas garotas e garotos flertando descaradamente. Aonde você virava haviam casais conversando com sorrisos de flerte e tudo isso. E teve um que eu vi entrarem no armário de vassouras.

– Você vai levar alguém nesse baile? – Brad perguntou enquanto nós seguimos pelos corredores.

Eu desviei meu olhar daquelas pessoas com os hormônios a flor da pele naquele dia e voltei para Brad, que tinha uma cara enojada olhando para duas pessoas que se agarravam.

– Vou com a Bella. – falei.

– Ah, claro, a Bella. – Brad me lançou um sorriso malicioso. – Como não pensei nisso? Edward, me diz, o que vocês dois tem?

– Nós somos amigos, simples. – dei de ombros. – Apenas isso.

– Apenas isso, sério? E todo aquele boato de vocês dois juntos. Ela vindo e indo embora com você. Toda aquela superproteção que você tem com ela. E sem falar nos flertes que todos já viram vocês dois trocarem.

Aquilo me fez gargalhar alto. Brad estava parecendo a Jéssica Stanley, jogando coisas para colher outras. Eu sabia que nossa relação era curiosa aos olhos de quem não nos conhecia, um dos assuntos mais falados na escola já que Bella era uma das mais populares.

– É apenas isso, Brad. – falei para ele, que me olhou com tédio como se dissesse “chega de mentir”. – Nós apenas somos muito próximos. Apenas isso.

– E você falando “apenas isso” de novo. Cara, não tem como vocês serem só amigos. Não rola nada mais?

– Não.

– Esse seu “apenas isso” te entrega, Edward. Já deve ter acontecido alguma coisa.

– Não aconteceu.

– Vai acontecer.

– Você está parecendo uma garota.

– Eu não sou uma garota! – Brad falou e eu gargalhei. – É só que é difícil ver Bella com alguém assim, entende? Nem com Jacob isso aconteceu. Os dois tiveram uma amizade normal e então apareceram namorando. E com você ela é muito mais próxima, então da pra imaginar que algo acontece.

– Mas nada acontece.

Claro que seria ótimo se tivesse acontecido, eu não me importaria. Mas não aconteceu, e eu também não me importava muito. Gostava do que eu e Bella tínhamos, e se fosse para mudar, que fosse para frente, não para trás.

– E você, vai levar alguém para o baile? – perguntei querendo desviar o foco do assunto Bella e eu.

– Não. – ele balançou a cabeça. – As garotas dessa escola, as que gostam de ir em baile, elas são... Fúteis demais, cara. Sabe, se preocupam com coisas materiais demais. E isso não é atraente, na verdade é chato. Então não tenho quem chamar.

– Mas tem as que não são assim.

– Ter tem, mas também não é o que eu quero.

– Você é pior que mulher, cara. Estou começando a desconfiar mesmo, entende? O lance de querer fofocar, de escolher garota... – estalei a língua.

– Eu já disse que não sou isso! – Brad rosnou e eu gargalhei. – Eu só estou querendo alguém legal o suficiente para chamar minha atenção. Tipo alguém como... Bella e Rosalie? Elas são diferentes!

– Bella? – olhei desconfiado para ele.

Eu ainda não sabia o que acontecia do porque Bella odiar tanto o Brad, ela nunca me contou e eu nunca perguntei para Brad sobre isso. Às vezes achava que ele não sabia, mas parecia acontecer já há algum tempo porque toda vez ela lhe lançava um olhar de raiva, Brad ficava com expressão indiferente. Mas alguma coisa poderia ter acontecido para toda aquela raiva, e isso me deixou ainda mais desconfiado com o Brad falando que o tipo dele era alguém como Bella. E Rosalie também, mas essa nunca mostrou nada em direção a ele então o importante era só a Bella.

Bem, a minha mente fazia eu me focar só em Bella.

– Yeah. – Brad balançou a cabeça, olhando para frente. – Mesmo sendo meio doida, ela é legal. É espontânea, divertida, e... Totalmente diferente as garotas daqui.

– Você repara nisso nela? – ergui uma sobrancelha.

Brad me olhou confuso pelo meu tom e quando viu minha expressão, deu risada. Ele balançou a cabeça.

– Cara, relaxa, todo mundo repara nisso nela, ok? Ela é uma das mais populares daqui. Ela e Tânia. Não precisa ficar todo nervoso.

– Eu não estou nervoso.

– Claro, claro. E depois diz que são só amigos.

– Nós somos só amigos.

– Sim, Edward, eu acredito. – ele revirou os olhos.

Nós continuamos andando em silêncio, passando por algumas pessoas.

– E Tânia? – perguntei para quebrar o silêncio.

– O que tem ela?

– O que você acha dela.

Brad franziu o cenho e puxou o ar com força.

– Tânia é legal, mas ela não é o que eu quero. Eu sei que ela gosta de mim, só que... Nós já tentamos e não deu certo. Ela era muito materialista, muito “eu estou bonita o suficiente hoje” e apenas isso, nada mais. E isso acabou que fez com que nem começássemos direito. Então isso não me faz querer arriscar, entende? – ele se virou para mim e eu assenti com a cabeça. – Mas eu a acho uma garota legal, mesmo. Tirando isso, Tânia é realmente alguém legal. É, ela é. – ele murmurou a ultima parte pensativamente, olhando para frente.

Eu não era uma pessoa muito de reparar em sentimentos e essas coisas, mas o que quer que não tenha acabado para Tânia, para Brad talvez não tenha. Eu entendia muito bem o que ele queria dizer, havia convivido boa parte da minha vida com pessoas desse tipo, então não o culpava por querer mais. Éramos feitos para querer mais, e quando não tínhamos, não havia para que prosseguir por aquele lado.

Ou Tânia mudaria achando uma forma de dar aquilo que o Brad precisava ou então ela só continuaria a olha-lo de longe como fazia.

– Edward! Edward! Edward!

Eu olhei para trás para ver quem estava me gritando e vi Emmett e Jasper correndo na minha direção. Fiz uma careta já sabendo que aqueles dois juntos, precisando de mim, não era uma coisa boa.

Eles finalmente nos alcançaram e pararam na nossa frente. Ofegantes, pediram um segundo. Emmett foi o primeiro a conseguir falar.

– Preciso de sua ajuda!

– Minha ajuda? – juntei as sobrancelhas. – Para que?

– Dicas, cara. Você sabe, cantada!

Eu e Brad nos encaramos e voltamos a olhar para os dois na nossa frente.

– Vocês estão brincando, não é? – perguntei e eles negaram com a cabeça. – Porque vocês vieram até a mim?

– Porque você manja. – Emmett revirou os olhos. – As meninas aqui... Elas caem por você.

Brad gargalhou alto e eu revirei os olhos. Aquilo aconteceu só no primeiro dia e o Emmett ainda ficava falando disso.

– Eu não manjo. – neguei.

– Manja sim.

– Não manjo.

– Manja!

– Não!

– Tanto faz! – Jasper cortou antes que Emmett continuasse com aquilo. – Nós só queremos algumas dicas que você tem, qualquer coisa. Sabe, só pra nos ajudar com umas garotas ai e nossa aposta.

– Aposta? – Brad perguntou.

– Cala a boca, Jasper! – Emmett deu um tapa na nuca do Jazz. – Não tem nada com aposta, o que nós queremos mesmo é... Conquistar umas garotas. Vamos lá, Edward, só umas dicas rápidas.

Eu não sabia o que aqueles dois estavam querendo de mim porque eu não tinha nenhuma dica de como conseguir conquistar uma garota. Quero dizer, não assim pra colocar em dicas e passar para eles dois. Eu só conversava com elas, falava algumas coisas, flertava e pronto.

– Não tenho dicas. – falei.

– Ah, qual é! – Emmett jogou as mãos para cima. – O que você faz?

– Converse com elas sobre o que elas gostam. – Brad quem respondeu.

– É. – eu assenti. – Converse normalmente, descubra o que ela gosta e então... Seja aquilo e ao mesmo tempo você.

Jasper e Emmett se encararam e assentiram.

– E cantadas? – Emmett perguntou.

– Isso... – olhei para Brad e ele negou com a cabeça. – Não faça isso. Cantadas não rolam a maioria das vezes.

– Sério que vocês estão perguntando isso? – Brad fez uma careta.

Emmett abriu um sorriso de malicia e jogou o braço em cima do ombro de Brad.

– Olha, não nos entendam mal, somos bons em pegar garotas, mas essas... Elas são diferentes. Então, precisamos saber tudo que devemos fazer para sair certo.

Rosalie. Emmett estava procurando uma forma de conseguir pegar Rosalie, e agora ele estava partindo para o lado mais inteligente e não para o “vamos ver aqui e agora” de sempre.

– Primeiro descubram o que elas gostam. – retornei a falar. – E então vocês vão saber o que fazer.

Eles assentiram e assim como chegaram, foram embora correndo. Eu apenas revirei os olhos. Tinha que ser o Emmett e agora seu novo amigo, Jasper.

Bella POV

Era sexta-feira. O dia do “espetacular” baile que Tânia planejou durante dois meses da vida dela. Eu sabia muito bem que ela passou um tempo das férias de recesso dela intocada em seu quarto desenhando a decoração de cada canto do colégio. E isso era algo que Tânia sabia fazer muito bem, desenhar decorações. E desenhar outras coisas também, como roupas. Eu já tinha visto seu dom.

Ela só não era melhor do que eu.

E qual é, a arte de desenhar eu podia ser muito esnobe, pois era a coisa que eu fazia de melhor na minha vida. Não me julgue pelo que eu falei acima.

– Eu não sei se estou animada ou com medo que você vai ao baile. – Renée falou quando estávamos no meu quarto pensando com que vestido eu iria. – Tudo que você faz me assusta.

– Eu sei, mãe. Mas eu vou me comportar. – eu lhe lancei meu sorriso mais inocente e ela me lançou o olhar de “pare porque não vai colar”. O que posso dizer, ela me conhecia muito bem. – Bem, comportar o máximo possível que eu aguento.

– Isso ainda é pouco. – resmungou com uma careta e jogou as mãos para cima. – Pelo amor de Deus, você não tem nenhum vestido feminino de baile nessa droga de armário!

Renée estava surtada. Não só hoje como a semana inteira. Ela não conseguia mais evitar gritos, o que estava começando a assustar Emmett e eu. E isso começou a ocorrer depois que cheguei de Orlando, quando nós estávamos sentadas no sofá fazendo nossa maratona de One Tree Hill, a nossa série favorita. Era algo que compartilhávamos de mãe e filha, assim como acontecia com Charlie e todo o lance de assistir jogos comendo salgadinho.

Eu estava lhe contando sobre como foi minha visita no Charlie dessa vez, quando cheguei na parte que menos me agradava.

– Quando eu fui perguntar sobre o trabalho dele, Charlie ficou vermelho.

– Vermelho? – Renée perguntou distraidamente olhando para a TV. – Charlie vermelho?

– Isso ai. Então comecei a investigar perguntando sobre prisões, os amigos, Markie... – murmurei o nome e Renée virou sua cabeça tão rápido para mim quanto Tânia faz quando falam do Brad.

– Markie? Não é aquela policial que tem uma paixão por seu pai? – perguntou agora toda interessada na conversa.

– Sim, essa. E quando perguntei dela achando que poderia fazer mais piadinhas que papai tinha uma admiradora, ele ficou extremamente vermelho. Como nunca havia ficado quando eu falava da Markie.

Renée fechou seus olhos em fendas, uma expressão totalmente desconfiada do que estava por vir.

– Bella, o que você esta querendo dizer com isso?

– Que... – fiz uma careta de repulsa. – Papai finalmente deu uma chance para Markie e eles saíram duas vezes.

Bem, o que aconteceu com Renée a seguir do que eu falei não foi algo legal. Primeiro ela começou a ficar vermelha, assim como seus olhos, então ela olhou para mim e como mágica tomou sua postura, voltando a olhar distraidamente para a TV. Foi estranho porque eu até me afastei achando que ela iria explodir e... Nada. Não aconteceu nada. O que me deixou sem saber o que falar depois disso, tendo que voltar minha atenção para o delicioso Chad Murray dando uns pegas na perfeita Sophia Bush na série. Isso foi o suficiente para eu me distrair das reações de Renée e ficar feliz com o meu shipper Lucas e Brooke juntos.

Mas as coisas não ficaram por isso. Renée demonstrou o quanto estava aborrecida descontando em mim e Emmett. Assim que ele chegou da rua, com o skate, Renée soltou um grito tão alto o mandando guardar aquela porcaria de lixo no lugar e não deixar largado pela casa. Isso quando ele já estava fazendo para guarda-lo.

E foi assim a semana inteira, com Renée gritando. Se não comíamos toda a comida, gritos. Se não a ajudávamos em algo, gritos. Se nós fazíamos algo bom para ela, gritos. Gritos, gritos e gritos. Quando eu ia dormir tinha pesadelos com Renée gritando comigo até porque eu estava respirando no lugar errado.

– Deve ter algum por ai. – murmurei com medo de trazer mais gritos. – Qualquer um serve, o Edward não vai se importar.

Renée virou seu rosto para mim, seus olhos faiscando. Ela fazia isso toda vez que eu falava que Edward era meu par para esse baile. Era algo como felicidade. Ela veio até mim, me pegando pelos ombros e me encarando nos olhos.

– Eu não acredito que você finalmente vai acompanhada para o baile. – falou com a voz embargada. – Eu achei que nunca veria isso e então...

– Mãe! – resmunguei, não entendendo nada daquilo. Renée não estava no seu sentido normal. – Eu sempre vou acompanhada para o baile. Rosalie, Emmett e Alec são ótimas companhias!

– Para fazer alguma bagunça. E eles são seus amigos e irmão. Edward é mais do que isso.

– Ele é meu amigo também.

– Sim, sim. – ela revirou os olhos. – Mas ele está lhe levando ao baile como um acompanhante, não como um amigo.

Fiz uma careta. Renée estava meio delirando na mente dela com coisas nada haver que condizia a realidade e estava cada vez mais ficando impossível ignorar esses efeitos colaterais de esconder sua raiva por Charlie estar saindo com outra mulher. Ela tem que extravasar ou isso vai ficar pior.

– Mãe, isso é só uma brincadeira nossa. Nós estamos indo como amigos, vamos ficar com o pessoal, só estamos tirando uma com essas regras de baile, entende? Nada de acompanhante com sentimentos fora da amizade.

– Ah. – Renée caiu sua expressão triste. – Edward é um garoto tão maravilhoso, seria tão perfeito...

– É, eu sei que ele é, mãe. Mas nós somos amigos.

Renée me olhou triste novamente e assentiu, soltando meus ombros e voltando para meu armário e para a caça a um vestido que sirva para eu ir nesse baile. Eu tinha muitos vestidos porque saia para festas, mas nenhum era feminino e delicado o suficiente para o baile, como Renée falou. Só porque eram colados no corpo? Eu estava indo com a intenção de tirar sarro dessas coisas de baile, então eu não precisava ir com um vestido rodado e fofo.

– Mãe! – resmunguei quando Renée falou que eu tinha que ir sim porque expressei meus pensamentos em voz alta.

Mais tarde, naquele dia, Rosalie apareceu lá em casa com seu vestido e mastigando um chiclete fazendo barulho. Ela estava irritada por ir novamente a mais um baile, mas não negava uma festa que tivesse álcool.

Então nós começamos a nos arrumar, Renée falando que ia me surpreender com meu vestido porque ela lembrou de algo que tinha no closet dela.

– Você vai parecendo uma velha ou algo assim? – Rosalie perguntou quando Renée saiu.

– Eu espero que não. – arregalei os olhos. – Ou então tiro esse vestido no carro do Edward e vou só de calcinha e sutiã para esse baile, mas eu não vou quebrar a tradição de colocar álcool no ponche do John. Não mesmo!

Essa era uma das melhores tradições da minha vida, eu nunca perderia ela.

– Não acho que Edward iria se incomodar em ter uma acompanhante trajando só calcinha e sutiã. – eu lhe lancei um olhar mortal e Rosalie caiu na gargalhada. – Mas é melhor o vestido da sua mãe ser bom porque sei que você é capaz disso. Se Edward não se incomodar, eu vou. Você me faz passar vergonhas demais.

Eu mostrei o dedo para Rosalie que continuou rindo de sua piadinha sem graça. Ele só tinha piadinhas sem graça, nenhuma era engraçada. Só as direcionadas a Tânia e qualquer patricinha porque Rose tinha o dom para isso, mas de resto... Puff, nada.

– Isso tudo vai ser bastante engraçado. Eu estou sentindo que esse ano vai ser. – falei para Rosalie enquanto pegava um all star para usar, já que nunca que eu iria para esse baile de salto alto.

– E quando não é? John e Macarena é o melhor! – Rouss exclamou e nós gargalhamos. – Vamos fazer o baile de Tânia sair dos eixos.

– E todos os planos irem por água a baixo. – mexi as sobrancelhas e trocamos sorrisos malvados.

Nós começamos a nos arrumar para esse baile. Eu estava enrolada na toalha quando Renée apareceu com o vestido. Ele era preto, de alças e tinha uma fivela de enfeite que ficava abaixo do busto, a saia do tipo que depende de cada corpo para ela ser moldada. Quadris largos, saia aberta. Quadris pequenos, saia caída. Havia brilho também. E na parte de trás ele era trançado até o final das costas, deixando tudo exposto ali.

– Que vestido lindo, tia Renée. – Rosalie falou com os olhos arregalados.

– Eu usei quando fui no ultimo baile em que fui na minha vida, o PROM. Eu estava gravida de dois meses da Bella. – Renée me lançou um sorriso. – Acho que seria legal você usar ele nesse baile. Eu estava o guardando para o seu PROM, mas esse merece.

Eu não entendi o que Renée queria dizer com esse baile merecer e não o do ano que vem que era o certo, já que eu terminava no ano que vem, mas eu não iria contestar com mamãe quando ela me mostrava um vestido tão lindo. E também não ia contestar com a histérica-ciumenta-Renée.

– É muito lindo. – falei para ela, que assentiu, seu sorriso se abrindo tanto que fez as poucas rugas aparecerem, tornando o sorriso mais adorável de Renée. – Obrigada, mãe.

E assim eu fui me trocar. O vestido serviu perfeitamente em mim, o que deixava bem claro que mamãe era gostosa pra caralho quando tinha a minha idade. Ela ainda continuava tendo o corpo perfeito que nos fazia dividir roupas, o que eu queria ter quando eu fosse mais velha. E também havia fotos da Renée adolescente e eu com certeza me gabava ao dizer que minha mãe com toda certeza foi a mulher mais gata da escola dela. Nada podia lutar contra a perfeita e rebelde Renée Swan, a garota de olhos azuis, cabelos loiros e o sorriso mais amável do mundo.

Assim que terminamos de nos arrumar, com Renée fungando e Rosalie me lançando um olhar estranho de “Que porra está acontecendo com Tia Renée?”, nós descemos para esperar Edward e Alec chegar. Estávamos eu e Rosalie sentadas no sofá, olhando para a TV, enquanto Renée estava na cozinha.

Rosalie estava com um vestido azul água, que era colado, mas não muito. Era também bastante delicado e tinha um brilho, o que ela achava suficiente para esse baile. Os cabelos estavam soltos e ondulados, algo não Rosalie.

– Porque sua mãe esta agindo como se fosse o ultimo baile da sua vida?

– Porque talvez ela tenha previsto o futuro, viu que vou morrer daqui um mês, e é mesmo o meu ultimo baile? – Rosalie ficou me encarando sem expressão por um minuto e eu suspirei. – Porque ela está com ciúmes que Charlie está saindo com Markie.

– Charlie está fazendo sexo na delegacia?! – Rosalie sussurrou e gritou ao mesmo tempo.

– UGH! – coloquei a língua pra fora sentindo que ia vomitar. – Eu não precisava imaginar meu pai fodendo a Markie numa mesa de delegacia, ok? Nunca mais repita isso. – tremi querendo espantar aquela ideia. – Eu disse que eles estão saindo, não... Que nojo! Estou traumatizada.

Rosalie me olhou com uma careta e balançou a cabeça.

– Pobre tia Renée, deve estar tão triste. – falou solidária. – O quanto você e Emm estão pagando por isto?

– Muitos gritos. – fiz uma careta e ela me imitou. – Estou preocupada com Renée. Ela está tão emocional e tão histérica... Será que vai ficar como da ultima vez?

– Vamos torcer para que não.

Nós olhamos para Renée, que estava apoiada no balcão olhando para o pote de balas com um olhar triste e os lábios projetados para frente em um bico. Ela estava separando as balas por cores e sabores.

– É, vamos torcer para que não. – concordei.

Rosalie assentiu e nós ficamos em silêncio, até ela virar rápido para mim.

– Você está com... – ela olhou para Renée e depois voltou para mim. – Aquilo na perna?

– É claro que sim. Companheiro de todos os bailes. – bati na minha perna. – Eu esqueço a calcinha, mas não esqueço isso.

Nós duas rimos.

Passou um tempo até ouvirmos os passos pesados de Emmett descendo as escadas. Ele estava vestido em um terno e com os cabelos loiros arrumados no jeito bagunçado que ele gostava de fazer. Eu não podia negar que meu irmão estava bonito.

– E então? – ele perguntou para nós ao parar na nossa frente. – Como estou?

– Feio. – Rosalie respondeu.

– Que pena que você acha isso, Rouss, porque é comigo que você vai ao baile. – ele fez uma falsa expressão de pena.

– O QUE?! – Rosalie ficou em pé em um salto. – Do que você está falando?

– Estou falando que nosso querido amigo Alec decidiu abrir a boca como vem fazendo ultimamente e chamou Renesmee Cullen para o baile, ou seja, vão apenas os dois.

– Que meigo! – Renée falou da cozinha.

– Maldito momento que Alec decidiu falar! – Rosalie rosnou e se virou para mim, desesperada. – Bella, você tem que me ajudar!

– Eu não. – neguei rápido. – Eu vou com Edward. Nós não vamos mudar nossos planos por sua causa, Rosalie.

– Sua... Sua cretina!

– É assim que as coisas são. – dei de ombros. – Edward e eu estamos tirando sarro do baile fazendo as coisas que todos fazem, e levar você comigo não vai ser legal. Somos apenas eu e ele.

Rosalie me lançou um olhar tão mortal que eu só não morri porque não estávamos em um desenho animado. Emmett tinha um sorriso tão gigante nos lábios que só faltava rasgar a pele para crescer ainda mais. Eu não duvidava nada que em sua mente passava todas as cantadas que ele conhecia para soltar em cima de Rosalie e finalmente poder transar com ela para poder se gabar de ter pego minha melhor amiga.

– E então, vamos? – Emmett perguntou animado.

– Espere! – Renée gritou e veio para a sala, pegando Rosalie pelo braço e a empurrando para ficar ao lado de Emmett, sacando de algum lugar a câmera digital. – Uma foto para registrar.

A cara que Rosalie fez nessa foto foi a mais impagável de todas. Nada, nada mesmo, conseguiria chegar aquilo. Ela quase fez eu chegar ao meu orgasmo de momento da noite sem ela nem começar direito, porque eu ri tanto que minha barriga chegou a doer. Ainda mais porque do lado dela Emmett fazia uma pose horrivelmente vergonhosa para uma foto.

– E agora, podermos ir? – Emmett voltou a perguntar.

Rosalie me olhou agora implorando e eu neguei, não caindo naquele olhar.

– Eu odeio você. – murmurou e eu sorri.

– Te vejo no baile, baby.

Rosalie foi com Emmett, que só faltava cantarolar achando que as chances dele hoje eram maiores que qualquer outra. Meu pobre irmão iludido que mesmo conhecendo Rosalie há anos, não a conhecia totalmente.

– Esses dois combinam tanto. – Renée falou e eu gargalhei, com ela me acompanhando. – Acha que um dia ele consegue?

– Quando cansar de cantadas e partir para conversas? Sim, totalmente. Emmett só não percebeu isso ainda.

Renée negou com a cabeça e estalou a língua.

– Ele puxou o lado garanhão do seu pai, o... Borogodó, mas não a inteligência. – dizendo isso nós caímos na gargalhada. Renée era muito boa em tirar uma com a cara do Emmett também, quando queríamos fazíamos uma bela dupla feminina.

Eu esperei só mais alguns minutos para a campainha tocar. Renée me olhou animada e foi atender a porta, falando de forma extremamente amável com meu par. Edward havia conquistado o coração da minha mãe e ela era loucamente apaixonada por ele.

– Entre, querido. – ela falou o puxando para a sala. – Bella, fica de pé agora!

Eu a obedeci prontamente, ficando de pé e de frente para ela e Edward. Meu vizinho estava o pecado em forma de gente naquele terno preto e com aqueles cabelos bagunçados. Fodidamente perfeito e gostoso como eu imaginei que ele ficaria. Se eu não babei, foi um milagre, porque eu estava fazendo isso em pensamentos. E se eu não desfaleci quando ele sorriu foi também um milagre, porque ele fez meu inferno sorrindo.

Ignorando minha mãe animada ali, eu o encarei descaradamente de cima a baixo e lhe lancei um sorriso malicioso, que foi retribuído por Edward, assim como ele também me encarou de cima a baixo.

– Uma foto! – Renée falou e me puxou para ficar ao lado de Edward. – Deem sorrisos inocentes!

É claro que Renée havia percebido nossas caras de pau, e eu sabia que minha mãe entendia completamente aquilo. Sabe, toda a coisa de vizinho gostoso e ser regra flertar com ele. Ela assistia filmes americanos, caramba. E era por isso que ela não ia perder uma de me constranger, fazendo que eu ficasse mais vermelha que nunca.

Rindo, também constrangido, Edward passou o braço por cima do meu ombro e sorriu para a foto, eu também tentei fazer aquilo. Renée iniciou uma sessão de paparazzi.

– Belas pernas. – Edward falou sem mover direito os lábios, olhando para frente enquanto Renée continuava tirando fotos.

Eu lhe dei um cutucão nas costelas e implorei para Renée parar com aquilo. Depois de abraçar Edward e me abraçar, fungando e falando o quanto eu estava linda, ela finalmente nos liberou. Do lado de fora, Edward começou a rir da cena que Renée fez para nos liberar e eu lhe dei mais um cutucão.

– Não ria, minha mãe está passando por um momento emocionalmente difícil. – falei para ele, que continuou rindo. – É sério, Edward!

– Eu sei, é que eu não imaginava que fosse tão sério assim como você falou. – ele disse tentando controlar a risada.

E eu havia feito o maior drama quando fui falar para Edward que Renée estava surtando. Eu até me joguei em sua cama enfiando a cara naquele travesseiro que tinha o cheiro dele e falei que queria morrer porque não aguentava mais, que estava com medo de Renée surtar mesmo, um parafuso sair do lugar e então ela decidir imitar um Norman Bates em Psicose e matar Emmett e eu no banheiro.

– Você precisa parar de assistir séries e filmes, Bella. – foi o que Edward falou quando eu disse isso.

E sim, eu precisava, mas Bates Motel era uma série muito boa, não tinha como não ficar meio fascinada e obcecada assistindo. Ainda mais com o Max Thieriot nela. Todo badboy, misterioso...

– Pois é exatamente como eu falei. – fiz uma careta. – Agora vamos para aquele baile antes que Rosalie me mate.

Eu comecei a andar para ir na direção do Volvo, só que Edward ficou na minha frente. Ergui uma sobrancelha querendo saber o que ele estava fazendo e Edward pegou a minha mãe direita, alisando meus dedos e depois indo até meu pulso, colocando lá uma pulseira de flores arroxeadas. Era bonita e delicada, o que me deixou encantada.

– Você está levando a sério, garotão. – falei divertida e ele riu. Então me lembrei o que tinha na minha perna e me abaixei, pegando no suporte a flor que Renée me deu mais cedo. Quando me endireitei Edward estava com uma expressão engraçada. – O que? Aonde você acha que eu levo minhas coisas com esse vestido?

– Você é incrível! – ele disse, rindo. – Foi Charlie quem lhe deu isso?

– Mais ou menos. – murmurei enquanto ajeitava a flor no terno dele. – Ele não sabe que eu peguei.

Edward balançou a cabeça e riu. Assim que terminei de ajeitar, nós dois ficamos frente a frente.

– Pronto. Agora sim estamos totalmente no embalo. – ele murmurou e eu assenti. – E você está perfeitamente linda, Bella.

O seu elogio veio acompanhado de seu sorriso torto, um sincero e inocente, sem nenhum traço de malicia. E esse me fez corar mais do que com malicia faria, porque foi um dos elogios mais profundos que Edward me disse.

Eu abaixei minha cabeça, mordendo o lábio inferior e tentando diminuir aquele calor nas bochechas. Edward riu, pegando minha mão e me puxando em direção ao Volvo, abrindo a porta para mim. Antes de entrar, eu parei de frente para ele.

– Você está perfeito também, Edward. – falei e ele sorriu. – E gostoso. – e com isso nós rimos.

.

.

– Wow. – Edward falou quando entramos no Ginásio e viu toda a decoração que Tânia havia feito. – Isso foi feito somente em um dia mesmo?

– Sim. – assenti. – Esse é dom das garotas dessa escola.

Como em todos os anos, Tânia caprichou para que tudo ficasse perfeito, bonito e nada igual ao do ano passado, usando toda a criatividade que ela tinha para decoração. Estava tudo muito brilhante, como um céu estrelado, e com a iluminação em azul e rosa e branco, de alguma forma não incomodando os olhos. Havia várias e várias linhas de luz penduradas no teto e acima da pista de dança, com uma bola de luz perdida ali no meio. E havia um palco também, como em qualquer outro baile, aonde tinha uma banda desconhecia por mim, mas que estava tocando uma música legal. Em volta da pista haviam mesas brancas e no canto mais afastado a mesa do ponche e petiscos. E, como foi Tânia quem decorou, é claro que haveria um anjo de gelo ali.

Eu fui tirada da minha inspeção quando uma mão pegou meu braço apertando com força e me girando. Dei com uma Rosalie furiosa.

– Finalmente você chegou, idiota. – rosnou e eu lhe abri meu maior sorriso. – Não sorria. Você não sabe o inferno que eu estou passando.

– Oh, Rose, relaxa. – falei e ela rosnou novamente. – Nem deve ser tão ruim.

– É mais do que ruim! – ela gritou. – Todas as cantadas horríveis que ouvi nas festas, juntas, e em nível pior. É mais do que ruim, Isabella, é o capeta do seu irmão!

Aquilo me fez gargalhar, jogando a cabeça para trás. Rosalie grunhiu e soltou meu braço com um empurrão, se afastando. Eu fui mais rápida e a peguei pelo braço, puxando-a de volta para mim.

– Desculpe, Rouss, por isso, ok? É que hoje... É hoje. É dia de se divertir e não se estressar. Você sabe que vamos fazer disso tudo muito legal, certo? Então não se esquente com meu irmão. Mande ele ir se ferrar e o deixei para lá. Se for preciso, pegue alguém na frente dele pra mostrar que você não é a acompanhante dele. – dei de ombros.

Rosalie me lançava um olhar assassino e quando eu falei a última frase ela enfiou seu braço direito na minha cara, esfregando as flores que tinha ali. Eu espirrei, empurrando a mão dela.

– O puto do seu irmão quase me matou para colocar essas flores aqui. Eu sou a acompanhante dele, Bella, porque olha isso! – ela pegou algo na pulseira e esfregou na minha cara como havia feito com as flores, e novamente tive que afastar a mão dela. – Ele é louco!

Eu olhei para o que ela estava querendo que eu visse. Era uma etiqueta e nela estava escrito PERTENCE À EMMETT SWAN em letras garrafais e grandes. Eu fiquei de boca aberta, não acreditando naquilo, no que Emmett pensou. Edward, ao meu lado, tomou a etiqueta da minha mão e leu.

– Hmmmm. – murmurou para si mesmo. – Porque eu não pensei nisso?

– Espera. – voltei a mim e olhei para ele. – Você queria me etiquetar com um “pertence a Edward Cullen”? É sério isso?

– Sim. É uma boa ideia. Quero dizer, essa noite você pertence a mim.

Eu balancei a cabeça, não acreditando naquilo, mas até que gostando um pouco da ideia.

– Dá pra vocês se focarem na loucura do Emmett e deixarem para flertar depois? – Rosalie voltou a falar. – Eu estou prestes a cometer um assassinato em frente a todo mundo e se você me ama, Bella, ou me ajuda a tira-lo e mata-lo escondido sem nenhuma testemunha, ou me segura.

Pertencer a Edward... É, eu estava mesmo gostando dessa ideia. Porque isso podia significar que eu teria direito sob ele e sob aquele corpo de nadador coberto pelo terno que o estava deixando ainda mais gostoso.

– Bella! – Rosalie gritou e eu saí dos meus pensamentos. – Dá pra você ficar na Terra pelo menos essa noite?

– OK! – joguei as mãos para cima. – Eu não vou deixar Emmett fazer nada com você, ok? Ele não vai te cantar mais por cima do meu cadáver...

– Nem pelo meu! – Edward falou.

– Acho bom mesmo! – Rosalie bufou.

5 MINUTOS DEPOIS...

– Será que eu posso saber o que esse bombom tá fazendo fora da caixa? – Emmett perguntou para Rosalie e Edward e eu caímos na gargalhada mais uma vez enquanto víamos Rosalie bufar e soltar fumaça pelas orelhas. – Vamos lá, Rosalie, me ajuda!

– Você quer que eu te ajude, Emmett? – Rosalie perguntou com uma voz extremamente doce.

– Sim.

– Não. – eu respondi por cima da resposta dele. – Ela ainda não está pronta para te ajudar. Tente mais, Emmett.

Rosalie me olhou tão furiosa, falando um “traíra” por baixo da respiração dela, que eu nem me importei. Eu não sabia que Emmett tinha esse estoque de cantadas idiotas, queria ouvir todas.

– Rouss... – meu irmão tentou fazer uma voz sensual. – Você não é pescoço, mas mexeu com a minha cabeça!

– Oh, Deus! – eu exclamei me apoiando em Edward para rir enquanto ele se apoiava na parede.

– Essa foi boa? – Emmett perguntou e eu neguei. – Está legal. Vai outra... Eu estou igual à melancia quente... Louco para te fazer mal.

Eu poderia me jogar no chão de tanto que estava rindo se não fosse pelo vestido de Renée. Por isso abracei mais Edward, para me manter em pé, enquanto ria até minha barriga doer.

– Que nojo! – Rosalie exclamou, o que só tornou as coisas piores.

Edward soltou uma gargalhada tão gostosa, afundando a cabeça no meu ombro, nós dois rindo loucamente daquilo. Eu tinha tentado impedir meu irmão, mesmo, mas o cara era bom demais para ser impedido.

– Bella? – Edward me chamou sob a respiração com o rosto ainda encostado no meu ombro.

– Oi?

– Você acredita em amor à primeira vista ou devo entrar na sua vida novamente? – ele soltou e eu gargalhei.

– Tentando me cantar também, Edward?

– Está dando certo?

– Rosalie... Você não usa calcinha, você usa porta-joias. – a voz de Emmett elevou para que ouvíssemos aquela.

Eu me curvei, rindo, e Edward me acompanhou.

– Me diga mais uma cantada que eu lhe respondo.

– Hum... Esse seu vestido ficaria ótima toda amassada no chão do meu quarto amanhã de manhã!

Edward podia estar sendo engraçado na brincadeira, se viesse de Emmett então seria ainda melhor, porque meu irmão eu imaginava coisas engraçadas, mas Edward falando aquilo me fazia imaginar acontecendo, e não era engraçado. Era tentador.

– Você é tão quente que chega a derreter o plástico da minha cueca. – Emmett disse me tirando dos meus pensamentos impróprios para rir.

– Emmett! – Rosalie rosnou.

– Cuidado, Edward, você está quase conseguindo. – murmurei para ele, que soltou uma risada abafada.

Eu me afastei dele para olhar para o super casal que tinha ficado quieto. Rosalie estava ainda com a expressão nada amigável e Emmett sorrindo para ela.

- Olha... – Emmett chegou mais perto de Rosalie, olhando no fundo dos seus olhos. – Estou participando de uma campanha de doação de órgãos! Não quer doar seu coração para mim?

Eu curvei de rir com aquela, com Edward se apoiando em cima de mim. Emmett estava cada vez mais pegando pesado.

– Doar meu coração para você, Emmett, seria o pior erro da minha vida. – Rosalie falou e saiu andando, deixando nós três rindo de sua raiva. – Eu odeio vocês! – ela gritou por cima da música.

Eu te amo, Rosalie Hale. Você e sua raiva enlouquecida sem nenhum filtro.

– Yeah, acabou a graça. – falei triste e os dois garotos ao meu lado assentiram. – Então acho que está na hora de nós fazermos isso ter graça para todos... – sorri diabolicamente.

– Ainda não, Bella. – Edward falou se referindo ao meu sorriso que não saía diabólico e eu bufei. – Na próxima, quem sabe.

– Bella... – Emmett me chamou, com uma expressão pensativa. – Quando você diz de fazermos graça para todos, é pra eu tentar cantar Rosalie no microfone?

Só podia ser o Emmett mesmo! Apesar de que seria uma boa ideia... Pra pensar depois, porque agora a diversão era outra.

– Não. Ainda não. Nós vamos fazer algumas coisinhas nessa festa... – fiquei nas pontas dos pés e procurei por Alec, o encontrando com Renesmee um pouco afastados de nós. – É hora de nossa gang entrar em ação.

Eu juntei Alec, Renesmee, Jasper e Rosalie no grupo, formando uma roda. Enquanto falava o que nós faríamos para conseguir colocar álcool no ponche do John. Eu só havia vindo para isso e estava na hora da minha diversão. Contei a todos o que seria e peguei o frasco com a Los Condenados que estava escondido no suporte da minha perna.

– Todos estão esperando pelo ponche batizado... – falei olhando para a pista de dança que estava desanimada. Meu olhar encontrou com Mike, que fez um gesto com as mãos que perguntava “cadê?” – Então está na hora de animar isso.

– Finalmente. – Jasper soltou. – O que vamos fazer?

– O plano é o seguinte... – eu olhei para todos. – Renesmee e Rosalie vão distrair a secretária e a bibliotecária...

Rosalie e Renesmee foram em direção à mesa do ponche, onde estava John, a secretária e a bibliotecária, os três de olho na mesa para que ninguém conseguisse colocar álcool na bebida.

– Senhora Bibliotecária? – Rosalie chamou e a senhora virou para ela. – Eu preciso da sua ajuda no banheiro, tem... Uma menina lá, ela precisa de você! E de você também, Sra. Cooper!

– O que está acontecendo? – John perguntou já se intrometendo.

– É algo... Feminino! – Renesmee falou. – Você não pode saber, Diretor.

As duas senhoras se olharam e olharam para o John, que assentiu, dando de ombros. E elas acompanharam Rosalie e Renesmee para o banheiro.

“Alec, eu preciso de você no palco...”

A banda que Tânia havia contratado estava lá, tentando animar as pessoas, quando Alec chegou lá, falando com o baixista que estava perto da cortina. Ele falou com o menino, que assentiu e ainda tocando, foi falar com os outros.

“Emmett, você avisa a todos para ir para a pista de dança para ficarem prontos para a hora certa...”

Meu irmão saiu falando com todos, fingindo que só estava os cumprimentando enquanto estava avisando o que faríamos esse ano.

“E Edward e eu... Ficamos com a parte do John de distrair o John enquanto Jasper coloca a Los Condenados no ponche.”

– Isso é que vai deixar o John mais furioso e distraído, Edward. – eu falei, passando meus braços em volta do pescoço dele. – Ele odeia quando eu faço isso.

Edward colocou as mãos na minha cintura, sorrindo de canto.

– Por quê? Você faz muito isso?

– Sempre é parte de algum plano, entende? – dei de ombros. – Sempre uso uma cobaia, mas agora... – eu me encostei mais nele, ficando nas pontas dos pés. – Eu tenho você para isso.

– Sem mais cobaias. – ele falou e eu assenti.

– Sem mais cobaias. Você é minha oficial distração do John. – pisquei um olho e enterrei meu rosto em seu pescoço, puxando o ar com força para sentir seu perfume. – Você é muito cheiroso. – sussurrei.

Edward suspirou, inclinando a cabeça para que pudesse ficar igual a mim, e também cheirou a minha pele, soltando um “hmmmmm” que eu entendi como som de quem estava aprovando.

– Agora Edward, você desce suas mãos mais um pouco e me empurra até a parede... – falei no ouvido dele.

Edward fez exatamente o que eu havia mandando, descendo as mãos, quase chegando a minha bunda e me empurrando para que eu encostasse-se à parede. Ele ainda encenou mais que isso, começando a depositar beijos na pele do meu pescoço. Eu suspirei, soltando também o “hmmmm” como ele havia feito. Olhei para frente e John estava prestando atenção em nós dois com uma expressão desconfiada. Ele ainda precisava de mais.

E como se lesse meus pensamentos, Edward me prensou ainda mais contra a parede e passou de beijos para sugadas na minha pele. Eu ofeguei, sentindo um calor percorrer meu corpo, e apertei os fios de cabelo da sua nuca. Sua língua era quente, macia e úmida na minha pele. Antes de desviar meu olhar do John para esconder meu rosto – que estava começando a ficar quente -, eu pude o ver arregalando os olhos ao perceber o que estava acontecendo com nós. Sabendo agora que ele estava para vir, eu decidi me aproveitar de Edward também, o imitando para que ele soubesse o quanto eu estava gostando daquilo.

Eu primeiro encostei apenas meus lábios, trilhando um caminho em sua pele, sentindo seu cheiro enquanto respirava. Então comecei a sugar sua pele macia, dividindo entre sugadas e beijos. Ofegante, eu dei uma sugada forte, lambendo sua pele e ouvi outro “hmmm” de Edward, me fazendo rir.

– O John está vindo? – ele perguntou sob sua respiração.

– Uh hum. – eu murmurei sem tirar meus lábios da sua pele.

E antes que Edward pudesse dizer ou fazer outra coisa, John estava ali ao nosso lado.

– O que está acontecendo aqui, Srta. Swan?! – sua voz foi alta e imponente.

Eu me separei de Edward, me virando para John com o meu maior sorriso.

– Nada demais, John. – dei de ombros. – Por quê?

– Você sabe que não é permitido se agarrar nos escuros aqui! – ele falou. – Deveria ter passado essa regra para o Sr. Cullen.

– Ah, qual é, John. – soltei, desviando rapidamente meu olhar para a mesa de ponche e vendo Jasper despejar a Los Condenados nela. A onda de gritos que veio a seguir de todos que viram aquilo, comemorando, e John olhou confuso. – Tem muita gente aqui pra você impedir isso.

– Eu posso lidar com todos. – ele voltou sua atenção para mim. – Esse é o primeiro aviso, Bella. Em todo baile é assim!

– Eu sou adolescente, John! – resmunguei. – E olha para Edward, você acha que o que?

John bufou resmungando um “adolescentes” sob a respiração.

– Mesmo assim, Bella. Se comporte com Edward, ou já era baile para você. Estamos entendidos? Edward? Bella?

– Sim. – nós dois respondemos a contra gosto.

– Bom saber disso. Agora aproveitem o baile.

– Pode deixar. – Edward sorriu para ele. – E John, acho que você precisa relaxar, tomar mais ponche, porque você parece tenso.

John assentiu. Edward tinha razão, ele estava mesmo tenso, seus olhos não paravam quietos.

– O que está acontecendo, John? – perguntei realmente preocupada.

– Nada. É que... Você sabe o que acontece todo ano, Bella. – ele olhou para os lados e se aproximou de nós. – Esse ano eu estou tentando me controlar. – murmurou como se fosse um segredo.

– Ahhhh sim. – assenti. – Bem, boa sorte. Coma algo e beba ponche, acho que isso vai lhe ajudar.

Ele assentiu novamente e foi na direção da mesa, onde Jasper já não estava mais. Edward e eu trocamos um high-5 por nosso plano ter dado certo e depois trocamos sorrisos maliciosos pelo meio-amasso-encenado que demos minutos antes.

John encostou-se à mesa, comendo um petisco e depois enchendo um copo com ponche, tomando tudo. O cara nunca aprendia, passava anos e anos e ele ainda caia no papo de beber um ponche para relaxar. E ele relaxava mesmo, com certeza. Seus goles foram grandes e sem parar, como sempre fazia, gostando do gosto de álcool.

– E agora... – eu murmurei olhando em direção à pista de dança, que todos estavam se preparando para o show, e depois olhei para o palco. Os garotos não estavam tocando mais e logo o toque da musica começou.

Hot N Cold – Katy Perry

Você está brincando, não é? – Edward perguntou enquanto gargalhava. – O Alec não presta!

Meu mudo era mais sacana do que eu pensava, ele tinha senso de humor porque aquela musica foi a primeira que ele escolheu quando colocamos bebida no ponche do John. Bom, pelo menos Renesmee o fez surgir de volta. Eu gargalhei junto com Edward.

– Wooooooooowoooooo! – o grito de John nos tirou das risadas e olhamos para ele, que parecia mais animado que os outros anos. – Eu adoro essa música!

John largou o copo de ponche e foi para a pista de dança, começando a dançar do jeito dele, que era totalmente... Só dele. Ninguém nunca na vida iria conseguir imitar o John dançando porque ele fazia coisas impossíveis para os corpos humanos. O cara era, com certeza, o melhor, bêbado do mundo. E só com um copo de ponche batizado.

John mexia o corpo de um lado para o outro, balançando os braços e batendo palmas e se requebrando de um lado para o outro. Todos haviam feito uma roda, deixando a pista só para ele. E um pouco afastado estava Emmett se divertindo sozinho porque afinal era o ídolo dele cantando.

– Você fez isso de novo. – Tânia falou aparecendo do meu lado. – Eu não acredito que você fez isso de novo.

Eu olhei para ela, que tinha um mínimo de sorriso nos lábios tentando esconder na careta de falsa raiva dela.

– Tânia, entenda uma coisa. Você decora, eu animo. É e sempre será assim, querida. – falei animada e ela me olhou, tentando fazer a expressão vazia. – As coisas são assim...

– Sempre serão. – ela completou e eu assenti. – Eu sabia que você ia fazer desde quando vi Rosalie e Renesmee afastando a secretária e a bibliotecária.

– Elas nunca aprendem.

– E então Alec falando com os meninos da banda, e Emmett falando com todos.

– Ele falou com você esse ano?

Nós evitamos deixar Tânia saber até a última hora, porque ela era bipolar e poderia querer atrapalhar nossos planos.

– Não. Mas eu tive a certeza quando vi você e Edward se agarrando e então... O loiro colocando a vodca no ponche.

– E o John também nunca aprende. – eu dei risada. – E não era vodca, era Los Condenados. – ela me olhou confusa. – Esquece. Isso é o que define nossos bailes, Tânia, nosso diretor. Então aproveita para ver ele animado. – eu peguei o braço de Edward, que estava rindo olhando John dançar e também o de Tânia, começando a puxar eles para a pista de dança.

Tânia ainda tentou fugir, mas eu a puxei de volta, querendo que ela se divertisse com nós. Porque como eu disse, ela decorava e eu animava, então ela não era nem um pouco animada, precisava de mim. Tânia precisava da minha presença na vida dela para ter um pouco de felicidade e animação.

– Cause you're hot then you're cold… – John cantava a todo vapor. – You're yes then you're no… You're in and you're out… You're up and you're dooooown! – ele saiu do ritmo.

Gargalhando, eu comecei a me mexer ao lado dele, tentando imita-los nos passos. Edward se juntou a nós, assim como Tânia, e então veio Emmett e logo todos estavam dançando em volta do John aproveitando toda aquela animação. Rosalie, Renesmee, Alec e Jasper apareceram também, se juntando. E eu gostava de estar daquele jeito com meus amigos, e ainda mais que nenhum deles era tímido. Alec andava comigo e com Emmett há anos, ele nunca deixaria de entrar nas loucuras, inclusive dançar.

Eu peguei as mãos de Edward com a minha, fazendo-o dançar me acompanhando, conseguindo pegar um ritmo nosso em pouco tempo. O que me impressionou por Edward conseguir imitar meus passos, afinal eu tinha feito aulas de dança com Renée por um tempo quando procurávamos algo para gastar minhas energias. Meu nadador também era um ótimo dançarino. Ao mesmo tempo em que dançávamos, nós pulávamos acompanhando todos da pista, mas em uma coisa só nossa.

Quando Edward me rodou, eu fiquei de costas para ele e nós dançamos juntos, rindo. Seus braços estavam em volta de mim e seu rosto perto do meu ouvido.

– Someone call the doctor… Got a case of a love bi-polar… Stuck on a roller coaster… Can't get off this ride! – ele cantou e eu gargalhei.

Nós nos desfazemos daquele abraço e eu voltei a ficar de frente para ele, piscando um olho enquanto nos movíamos lentamente e depois começávamos a pular junto com todos.

– Cause you're hot then you're cold… You're yes then you're no… – a voz de Emmett se elevou acima de todas. – Katy Perry é minha deusa!

Aquilo me fez gargalhar, não aguentando. Era só ouvir Katy Perry que ele se soltava todo. Renée às vezes não aguentava os sábados que ele ligava o som, e escondia os CDs dele. Isso o fazia virar um bebê chorão daqueles.

– You're wrong when it's right… It's black and it's white… We fight, we break up… We kiss, we make up…

– You! – o pessoal gritou.

– You don't really want to stay, no! – John completou como se lembrasse que aquela parte era dele.

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– You!

– But you don't really want to go!

E logo estávamos todos cantando juntos.

Bailes épicos eram com o John bêbado, simples assim. Não adiantava eu animar quando o John não estava animado, ele era o centro do baile todos os anos.

Nessie POV

Pobre John amanhã... – eu falei para Alec, que riu. John estava na mesa do ponche com Bella e mais algumas pessoas, se divertindo em virar o copo. Eles iriam enlouquecer porque era a Los Condenados que Emmett e Rosalie haviam preparado, pior do que vodca. – Ele vai se lembrar?

– Com vodca ele lembra, mas com Los Condenados... Eu duvido. Mas é capaz de alguém lembrar ele.

– Isso é não bom, não é?

– Não. Ele vai ficar muito puto com todos e então vai nos dar um castigo.

– Do tipo?

– Do tipo: ficar mais uma hora na escola, todos, como uma detenção.

– E ninguém se incomoda?

Eu sabia que estava novamente tendo um ataque de perguntas, mas era muito bom quando Alec estava bastante falador e respondia minhas perguntas com respostas longas, sempre sorrindo divertido. Ele percebeu isso e apenas riu.

– Não quando acontece isso no baile. – apontou para John que gritava com os alunos. – Cobre qualquer detenção.

Nós dois rimos, vendo Bella subir numa parte da mesa a agitar a todos loucamente. Edward estava ali, com as mãos nas pernas dela, a segurando, já que ela estava começando a ficar bêbada. E claro, aproveitando também, porque eu conhecia meu irmão.

– Vamos dançar Macarena?! – Bella perguntou e todos gritaram. – O que você acha, John?

– MACARENAAAAAAAAA! – John gritou e foi para a pista de dança, com todos o seguindo.

– Aquela é a Tânia? – eu perguntei quando vi todos se formarem lado a lado, com Bella de um lado e Tânia do outro.

– É. – Alec assentiu. – E ela está com um copo. Veja o que Los Condenados faz.

E então começou a tocar Macarena e todos dançaram perfeitamente. Parece que era uma regra do baile, dançar isso, e que acontecia todo ano, como Alec me falou quando estávamos conversando sobre o baile e quando ele me chamou. Ele-me-chamou. Isso foi à coisa mais perfeita que me aconteceu desde que vim para Los Angeles. Nunca vou esquecer o jeito tímido de:

– Renesmee... Nessie... Você quer ir... Ao baile comigo?

Quase não saiu porque ele era tímido e fofo, mas saiu e eu aceitei sem nem pensar duas vezes. Aliás, eu aceite antes mesmo dele falar “comigo”, o que o assustou, mas depois o fez sorrir.

– Hey... – Alec se virou para mim, suas mãos no bolso e uma expressão tímida. Esse garoto não existia. – Você quer sair daqui?

– Para aonde?

Ele sorriu e pegou minha mão, começando a me puxar para fora do Ginásio. A noite estava quente – como todas as noites aqui na Califórnia. Eu gostava disso, de poder usar vestido no inverno e não ter frio. Eu sentia falta de Nova York, da neve no inverno, do frio, mas ainda assim percebi que eu gostava mais do calor.

Nós seguimos para o prédio da biblioteca e teatro, achei que iriamos entrar, mas Alec virou para os fundos e nós demos com uma escada de emergência. Ele me ajudou a subir nela e então, rápido, nós subimos correndo os degraus até chegar ao teto do prédio.

Eu fui até a frente, olhando para o terreno da escola. Dali dava para ver tudo da escola, os prédios de aulas, o Ginásio com a porta aberta e as luzes piscando – assim como dava para ouvir a música – e também o campo de futebol com as luzes todas acesas.

– Nossa. – murmurei, encantada. – Aqui... É lindo. – me virei para Alec, que estava parado um pouco mais atrás. – Como você...?

– Uma vez, Emmett e eu estávamos procurando um lugar para nos esconder e subimos as escadas. Então, depois disso, eu vim aqui mais vezes. É calmo o suficiente para pensar. – ele deu alguns passos até parar ao meu lado. – E longe o bastante para ninguém incomodar.

Eu assenti com a cabeça.

Nós ficamos um tempo em silêncio, olhando para o Ginásio, alunos entrando e saindo dele, as luzes piscando.

(...)

Bella POV

– Hoje foi legal. – Edward falou encarando a rua a nossa frente.

Estávamos dentro do Volvo estacionado em frente de casa, com o som tocando baixo Sum 41 e com duas garrafas pequena de cerveja que Edward tinha comprado numa loja de conveniência no caminho para casa.

– Foi épico. – eu soltei uma risada, levando a garrafa aos lábios e tomando um longo gole. – Segunda-feira todos se preparando para um castigo de ficar uma hora a mais na escola. Quero ver o que Walter vai falar para mim e pro Jazz.

Nós tínhamos a nossa hora e Walter não gostava muito quando ocorria atrasados. Apesar de que ele era a pessoa mais atrasada que eu conhecia. Desde semana retrasada ele falou que nossas aulas iam começar e até agora nada. Não que eu estivesse reclamando ou coisa assim...

Eu virei minha cabeça na direção de Edward, sorrindo.

— Você é um bom dançarino, nadador. – falei e ele riu, negando com a cabeça. – Estou falando sério. E muito resistente, aguentou comigo na pista de dança até o final. Sem parar! Sabe quem já conseguiu isso? Só o John! E isso com ele naquele estado.

— Não foi tão difícil. – ele virou o rosto e me lançou um sorriso preguiçoso. – E Bella, nós nascemos um para o outro então...

Eu assenti, rindo. Nós ficamos em silêncio, aproveitando para terminar a cerveja. Hora ou outra nós comentávamos sobre a noite, sobre Emmett e suas cantadas, ou como Nessie e Alec estavam. Quando terminamos, eu disse que precisava ir para arrumar meu quarto pra receber a Rosalie, já que hoje ela decidiu que queria me perturbar, e então Edward me levou até a porta de casa alegando que tínhamos que terminar como começamos: fazendo tudo certo.

— Sabe o que eu acho, minha Bella? – Edward falou ao pegar minha mão e fazer com que eu ficasse de frente para ele. Sua voz tinha atingindo um tom baixo, que eu sabia que era Edward tentando soar sedutor. E eu não sei com as outras, mas comigo funcionava.

— O que, Edward? – eu ergui uma sobrancelha.

— Que se vamos fazer até o final como bailes de filme, tem que ser tudo.

— E quando você diz tudo, está querendo dizer o que?

Edward deu um passo para subir o degrau e assim ficar acima de mim. Ele não precisava dizer em palavras, eu já havia entendido, e eu não iria para-lo. Poderia não ser certo ou fazer mal a nossa amizade – o que eu achava que não iria acontecer -, mas eu estava bêbada, aquele era meu vizinho gostoso, e eu seria louca se eu o parasse.

Certo?

Certo!

— Isso vai ser como o clichê dos bailes. – ele falou, dando um sorriso de canto.

Eu assenti com a cabeça, esperando que Edward fizesse logo. Meu coração, de repente, como percebi, estava acelerado e meu estomago estava gelado por dentro. Eu não sabia que estava tão ansiosa por aquilo até aquele momento. Reprimir desejos da nisso.

Edward levou as mãos até a minha cintura e inclinou a cabeça um pouco para frente, tendo que se abaixar por causa da nossa altura. Quando ele estava próximo, eu facilitei ficando nas pontas dos pés e levando minhas mãos para a sua nuca, agarrando os fios dali e o puxando logo de encontro a mim, fazendo com que nossos lábios se encontrassem.

E então estava acontecendo. Eu estava beijando Edward. Como muitas vezes imaginei ou sonhei – acordada ou dormindo. E a cada segundo daquilo eu não estava me arrependendo como achei que iria acontecer por ele ser meu amigo, mas sim eu queria beija-lo mais e mais.

Eu me encostei-me a ele, inclinando minha cabeça para trás para que assim pudéssemos aprofundar o beijo. Nossas bocas estavam se movendo devagar, um beijo lento do tipo de final de baile, como ele disse que iria ser. E era bom. Não! Era maravilhosamente bem beijar Edward. Suas mãos apertando minha cintura, me puxando contra ele. Seus lábios macios contra os meus. Sim, era maravilhosamente, perfeitamente bem.

Quando Edward me apertou e me puxou ainda mais de encontro a ele, eu soltei um suspiro por seus lábios, apertando os fios da nuca entre meus dedos, e isso fez Edward soltar um baixo gemido. Percebi que ele gostava daquilo. E fiz novamente, e novamente recebi o som que veio do fundo da sua garganta.

Aquilo o pareceu anima-lo mais com o beijo e ele sugou meu lábio inferior, mordendo, querendo me distrair para quando sua mão desceu até a minha bunda e apertou. Eu soltei uma risada, sem parar o beijo, e ele me imitou.

Éramos Bella e Edward, ficar só no doce beijo não era certo. Deus, nós flertávamos todo dia, ficávamos quase perto de beijar muitas vezes, onde que só iriamos ficar no beijo lento de final de baile?!

O beijo ficou com mais volúpia e as mãos de Edward passeavam pelo meu corpo, apertando aonde ele achava que era certo. Isso fazia minhas mãos agirem quase que por automaticamente querendo tocar em todos os lugares possíveis do corpo do meu nadador. E momento ou outro nós riamos entre o beijo.

— Bella!

Eu me afastei de Edward, olhando para o lado, e Rosalie e Emmett estavam ali, nos encarando. Meu irmão não tinha expressão nada boa – também, vendo sua irmã dar uns pegas daquele em um cara não devia ser legal. Já Rosalie tinha a expressão mais maliciosa que poderia existir nesse mundo.

— Oi, Emm! Rouss! – eu sorri inocentemente.

Emmett não esperou eu falar mais nada, veio como um touro na minha direção, bufando, e me pegou pelo braço, ignorando Edward. Rindo, eu tentei escapar das mãos do meu irmão, mas ele estava com muita raiva e não ia soltar. Então me estiquei até o Edward, o puxei pelo terno e ainda consegui roubar um ultimo beijo dele, enquanto Emmett me puxava para dentro e deixava Rosalie e Edward para fora.

— Está legal, Emm, pode me soltar. – resmunguei e ele bufou, fazendo aquilo.

— O que está acontecendo? – Renée saiu da cozinha. Quando viu que éramos nós dois, cruzou os braços e fechou a expressão. – Porque essa cara dos dois?

— Bella e Edward estavam se pegando lá fora!

— Ele impediu que eu beijasse Edward. – dei de ombros.

Renée arregalou os olhos. Eu não sabia o que esperar da minha mãe naquele momento porque ela nunca se importou com nada disso. Ela virou para Emmett.

— Você é idiota?!

Foi nossa vez de arregalar os olhos.

— O-o que, mãe? – Emmett perguntou.

— Deixe Bella e Edward em paz, Emmett. Se os dois querem se beijar, deixem! Não quero ciúmes de irmão para cima dos dois, entendeu? Agora sobe pro seu quarto!

Emmett bufou e subiu, achando ruim o que mamãe fez. Eu me virei para ela.

— Nós só somos amigos. – foi o que falei e ela assentiu. – Estávamos brincando.

— Eu sei, Bella. – ela revirou os olhos. – Agora, que tal ir dormir também? – ela fez uma expressão triste.

Antes que pudesse responder ou falar algo, Rosalie entrou. Ela sorriu para mim e Renée.

— E então? – perguntou.

— Vai dormir. – foi o que Renée falou e rindo, Rosalie subiu. – Você também, Bella.

Eu assenti e fui até Renée, lhe abraçando apertando. Ela retribuiu e soltou um suspiro.

— Mãe, não fique assim. Você é a melhor mulher do mundo e o que quer que Charlie tenha com Markie, não vai durar. Ela não é melhor que você e ele ainda te ama, eu sei. Como você ama ele. Você é linda, minha mãe, e todos te amam. – dizendo isso eu lhe dei um beijo no rosto e me afastei.

Renée estava com expressão cheia de emoção, mas ela nunca derramaria uma lágrima na minha frente. Ela não era emocional suficiente para isso. Então, eu subi as escadas e lhe deixei sozinha para que ela pudesse fazer o que queria.

No quarto, eu fechei a porta e encontrei Rosalie com os olhos arregalados.

— O que foi aquilo?!

Ótimo, eu não poderia dormir até soltar algo. E eu falar “estávamos nos divertindo” não iria colar. Era Rosalie Hale ali.

Notas finais
Espero que tenham gostado, pessoal. Eu tenho que correr porque vou sair AGORA e minha mãe esta gritando comigo kkkk
E O BEIJO BEWARD? hmmmmmmmmmmmmmm finalmente aconteceu. So digo que o que está pra vir é muito bom.
Tchau!