Aquela Garota

21 Químicas


20. Químicas

Renesmee POV

Hoje nós podemos sair de novo, o que acha? – A

Por mim está ótimo. Contanto que no final acabe com muitos doces :) – R

O que você quiser ;) – A

Bem, eu o queria agora, comigo.

Renesmee, Emmett e Bella estão aqui! – mamãe gritou do andar debaixo.

– Já estou descendo!

Eu coloquei uma sandália e desci para o andar debaixo. Emmett e Bella estavam com Esme na cozinha. Eles tinham em frente um grande prato com muffins de qual que seja o sabor que ela estava tentando fazer. Mamãe adorava inventar coisas novas quando não estava trabalhando, e hoje Emmett e Bella eram suas cobaias.

– Eu acho que está maravilhoso, dona Esme. – Emmett falou com a boca cheia e Bella concordou.

– Morango são meus favoritos. – ela cantarolou animada.

– Que bom que vocês gostaram, crianças. – Esme sorriu e seus olhos brilharam da forma única que ela ficava quando recebia um elogio por sua comida.

– Deixem para mim. – eu falei.

Emmett olhou para trás e sorriu, puxando o prato para ele em um abraço.

– É só nosso, dona Esme fez para nós. – Emmett brincou.

Eu me senti no balcão, ao lado dele e nós dividimos enquanto conversávamos. Mamãe mantinha sua atenção mais em Bella, que se remexia desconfortável, mas sorria. Depois daquela famosa camiseta – que Bella quase não tirava do corpo por causa de Edward -, ela acreditava que eles tinham um relacionamento sério e que logo iam assumir. Nós sabíamos que não era sério, mas também acreditávamos que eles iam assumir um, então não neguei nada.

E também era engraçado ver Bella toda constrangida com a atenção que recebia da “sogra”.

Edward chegou do treino e Bella praticamente saiu correndo, subindo com ele para o andar de cima. Deu para ouvir um baque, risinhos e depois a porta fechando.

– Eles são tão discretos. – cantarolei e bati meu punho com o do Emmett.

Esme sorriu e balançou a cabeça. Feliz porque Edward estava com alguém que gostava dele.

– Aproveitem , crianças, que eu agora vou trabalhar. – ela falou e saiu da cozinha.

Emmett e eu terminamos de comer o resto dos muffins e fomos para a sala, aonde o vídeo game do Edward estava. Emmett escolheu um jogo de tiro e nós revezamos o controle.

– E como estão as coisas com Rosalie? – eu perguntei para ele, tentando manter uma conversa enquanto era minha vez de fazer a missão.

– Nah, estão lentas e indo. Mas logo Rosalie vai parar de resistir a mim. – ele sorriu e eu revirei os olhos. – Vamos lá, não estou fazendo nada de errado. É a Rosalie. Ela não é muito de sentimentos.

– Você não se preocupa em ter suas tripas arrancadas por Rosalie?

Eu tive que pausar o jogo para olhar para a cara dele. Emmett estava com os olhos arregalados em uma engraçada expressão de pavor.

– Pela sua cara você não tinha pensado nisso.

Ele balançou a cabeça.

– É claro que sim! – mentiu. – Mas Rosalie não vai fazer porque ela não tem essa parte do coração para quebrar.

Eu neguei com a cabeça. Rosalie certamente tinha sim, mas ela que não transparecia. Rosalie era independente demais para demonstrar precisar de um cara ou de um relacionamento, mas ela também era uma garota.

– Se você está dizendo... – murmurei, voltando a jogar.

– E como estão indo as coisas com você e Alec?

Um sorriso bobo dançou em meus lábios. Era uma reação automática sorrir ao ouvir falar de Alec.

– Jesus, cara, você fez a mesma cara de idiota que ele faz quando falo de você. – Emmett fez uma careta. – Eu não sei quem é pior, vocês ou Edward e Bella. Porque eles dois são dois safados e vocês... Vocês parecem apaixonados!

Meu rosto inteiro esquentou até as pontas das minhas orelhas, que pareciam pegar fogo. Eu mantive meus olhos na tela para não ver a cara que Emmett ia fazer quando percebesse que eu corava.

– Oh merda... – ele murmurou. – Você está apaixonada! – gritou.

Eu continuei meus olhos no jogo, atirando em quem passava na minha frente. Emmett continuou fazendo barulhos do meu lado até perceber que eu o estava ignorando.

– Vamos lá, Nessie, pode falar comigo!

– Você não é minha amiga.

– Mas sou seu amigo.

– E amigo do Alec. O que quer dizer que o que eu falar aqui, você pode falar para ele. Ainda mais porque é você, Emmett, você não é bom com segredos. – lancei um olhar de obvio para ele, que riu.

Terminei a missão, ganhando dinheiro e armas. Entreguei o console para Emmett.

– Você tem um bom ponto. – ele começou. – Mas posso lhe apresentar o meu ponto. Eu sou amigo do Alec, há muito tempo, o que significa que conheço aquele cara totalmente. Então isso significa que eu posso te ajudar.

Eu ergui uma sobrancelha, divertida.

– Me ajudar com o que?

Ele parou e pensou.

– Bem... Não pode ser em conquistar ele por que... Você já está conseguindo.

Arregalei os olhos.

– O que?

Emmett soltou uma risada e se ajeitou no sofá.

– Viu porque eu sou útil mesmo não sendo amigo dos dois?

Ele tinha mesmo o bom ponto dele. E eu cogitei se falava com ele ou não sobre o que eu sentia por Alec. Porque Emmett poderia também fazer a mesma coisa que ele estava fazendo comigo.

– Eu gosto do Alec. – falei e Emmett sorriu, vendo que eu iria conversar com ele. – E as coisas entre nós estão indo bem.

– Bem quanto?

– Bem de... Nós já saímos várias e várias vezes? De que Alec conversa comigo? E que você vai ter que ir embora cedo porque Bella e Edward não vão sair logo do quarto e eu vou ir encontrar o Alec?

Emm pausou o jogo e jogou as mãos para cima.

– Perdi minha irmã, perdi meu amigo e minha amiga ao mesmo tempo. Com quem eu vou passar meu tempo agora?!

– Com a Rosalie?

– Ela não me aguentaria tanto tempo. – ele revirou os olhos. – O que a porra do cupido está fazendo aqui? Não estou gostando dessa bagunça. Gosto de você e Alec, mas não da minha irmã com seu irmão. Assim não tenho ninguém.

– Se acostume, Emmett. – Bella falou, parando atrás do sofá. – Seja um garoto solitário.

– Não. – ele resmungou.

Edward estava descendo as escadas, com o cabelo molhado do banho. Ele parou ao lado da Bella e jogou o braço em cima do ombro dela, e ela passou um braço em volta da cintura dele. Os dois combinam de uma forma bastante casal e não apenas amigos. Era agradável de olha-los. E era adorável também, na diferença de tamanho dos dois, ele alto e ela baixa. Eles eram feitos para serem um casal, não amigos – com benefícios.

– Nós estamos saindo. – Edward falou. – Vocês querem ir?

– Para aonde? – perguntei.

– No Club, tomar sorvete. Então, vamos? – Bella sorriu para mim.

Isso realmente parecia coisa de casal. O irmão mais velho com a namorada chamando a irmã caçula para sair. E eu tinha que sair com Alec, mas eu queria assistir mais aqueles dois. Queria ver quando eles iriam perceber que tudo aquilo era mais do que eles achavam.

– Vamos! – falei animada, levantando em um salto. – Só esperem eu tomar um banho e me arrumar, porque depois vou sair com Alec...

– Corre. – Edward mandou.

Eu subi as escadas correndo e fui direto para meu banheiro.

.

.

– Olha pra eles... – Emmett sussurrou para mim. – De mãos dadas e sorrindo e rindo.

Eu prendi uma risada que queria dar pelo ciúme dele. Bella e Edward quase não davam atenção para nós, mais presos um no outro enquanto seguíamos atrás. Essa amizade com benefícios deles não tinha feito muita diferença, porque quando era apenas amizade, eles também andavam de mãos dadas às vezes e ficavam presos só nas conversas deles. Mas agora, sabendo que os dois se beijavam e faziam sexo, era impossível não vê-los como um casal.

Para mim, os dois apenas deram esse nome ao que eles tinham porque não sabiam lidar com relacionamentos fechado. Até agora não vi nenhum dar em cima de outra pessoa ou ficar com outra pessoa. Eles só não queriam denominar aquilo um namoro. Pelo que sabia do meu irmão e de Bella, namoro era algo que eles queriam ficar longe e por isso se iludiam falando que era apenas uma amizade colorida. Por isso eles eram tão certo um para o outro. Dois ciumentos, iludidos e com toda certeza apaixonados um pelo outro.

– Emmett, aceite. – bati no ombro dele, em consolo. – Sua irmã agora é do meu irmão.

Ele fechou a cara e ficou longe de mim. Eu gargalhei e corri até Edward e Bella, passando meu braço pelo dela. Ela sorriu para mim e me incluiu no assunto. E eu só queria que os dois assumissem logo.

Nós chegamos ao Club, que não estava tão cheio. Edward pagou um sorvete para mim e dividiu um com Bella, por decisão dos dois. Emmett estava ao meu lado, emburrado. Eu senti pena dele, então decidi melhorar seu humor.

– Você quer ouvir como foi meu encontro com Alec? – perguntei para ele.

Foi como dar um sorvete gigante para Emmett. Ele arregalou os olhos e sorriu.

– É claro que sim! Aquele imbecil não me contou nada.

Emmett ficou sentado de frente para mim, os olhos em expectativa para saber como tinha sido.

– Ele e Brad podem fazer um par... – ouvi Edward falar para Bella, que gargalhou.

O que significava, eu não fazia a menor ideia.

– Para aonde vocês foram? – Emmett perguntou.

– Alec me levou para jantar...

– Que fofo. – Emmett fez uma voz de menina e eu dei um tapa nele. – Continue.

– Nós conversamos bastante. Alec é bom com conversas. Ainda bem que não insiste mais em não falar. – fechei minha expressão em desagrado.

Eu ainda tinha raiva da Alice, ela foi cruel e estupida. Andava com Tânia e suas seguidoras porque eu gostava delas, e Alice e eu até trocávamos algumas palavras, mas nada mais que isso. Nossa relação, que começou boa, totalmente desmoronou depois que eu descobri como ela era uma verdadeira vadia.

– Nem me fala. Graças a Deus, Nessie, que você apareceu. – Emmett passou a mão no meu cabelo e eu empurrei a mão dele. – Mas continue.

– Depois que jantamos, Alec me levou para um boliche.

Alec tinha sido extremamente adorável comigo no nosso encontro. Ele pegou minha mão, tocou meu cabelo e falou muito comigo. Eu vi outro Alec na minha frente e eu amei cada segundo dele. Ele não estava inseguro e nem quieto, como desde que nos conhecemos. Ele foi aberto e engraçado. Alec era engraçado e eu não sabia disso até nosso encontro.

Alice realmente tinha tomado as melhores partes dele.

Mas eu a estava trazendo de volta. E isso me deixava feliz porque além de eu gostar mesmo de Alec, eu também o estava fazendo ser ele mesmo e feliz. Ele agora participava das conversas na hora do almoço e fazia mais bagunça com Emmett.

Uns dias depois do nosso encontro, Bella e Rosalie bateram na minha porta, me chamando para sair com elas. Edward tinha comentado com Bella sobre eu e Alec sairmos – com certeza reclamando – e depois que ela viu a mudança de Alec aos poucos, elas vieram me agradecer por estar fazendo bem a ele e trazer para elas seu melhor amigo de volta. Até seu lado confiante com garotas estava voltando, elas falaram quando eu disse como ele me tratou. E foi tão gratificante ver as duas felizes daquele jeito, porque elas gostavam mesmo do meu branquinho.

E nós estávamos cada vez mais evoluindo. Nós estávamos juntos. Não um namoro, ainda. Mas nós ficávamos e eu podia beija-lo quando quisesse. E eu amava beija-lo. E abraçar ele. Conversar com ele. Bagunçar o cabelo dele. Assim como também amava a Mell e os pais dele. Eles pareciam gostar de mim também. Pelo menos Mell gostava, ela mesma me falou.

– Alec sacana. – Emmett gargalhou. – Te leva para um lugar que ele é realmente bom e egoísta para deixar uma garota vencer. Ele te consolou depois que você perdeu?

– Quem disse que eu não venci? – ergui uma sobrancelha.

Emmett parou de rir e me encarou, com os olhos arregalados.

– Você ganhou de Alec? – perguntou surpreso. Eu assenti. – Porra, como? Ninguém nunca ganhou do Alec no boliche!

– Eu ganhei. – cantarolei, animada.

Ele era bom e competitivo. Isso me fez rir muito, porque Alec ficava engraçado quando estava bravo. Ele soltava comentários irônicos realmente engraçados. E eu sabia que tinha ganhado pelas minhas habilidades, porque ele não estava disposto a me deixar ganhar.

– Agora entendo porque ele gosta de você.

Tudo bem que eu também o tinha distraído... Mas eu ganhei mesmo pelas minhas habilidades.

– Eu sou boa. – dei de ombros.

– Renesmee, eu sou seu fã! Você conseguiu fazer Alec voltar a falar e ser meu amigo de sempre e também ganhou dele no boliche. Você é a garota!

Nós batemos nossos punhos. Esse era nosso jeito de comemorar as coisas. Eu e Emmett tínhamos nos tornado realmente amigos, nós jogávamos vídeo game juntos e saímos também. Algumas vezes eu até para o colégio com ele quando Bella ia com Edward. E nos tornamos ainda mais próximos depois que Bella e Edward ficaram juntos, porque dividíamos o mesmo tédio de não termos nossos irmãos. Então acabou que ele virou meu irmão Edward nas horas vagas e eu a irmã Bella dele. Tudo bem que ele não era um sensato Edward e eu não era uma maluca Bella, mas nós tínhamos dado nosso jeito.

– Então, e agora? – Emmett perguntou.

– Agora que nós ainda estamos saindo.

– Então quer dizer que está rolando... – ele olhou para Edward, que estava totalmente distraído em Bella contando alguma coisa. – para dar um namoro? – Emmett perguntou baixo.

Eu olhei do meu sorvete para ele e sorri.

– Talvez?

Ele se afastou, sorrindo de forma confiante. O que foi estranho.

– Eu aposto todas minhas fichas que sim.

.

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Alec chegou um tempo depois, já que mandei mensagem para ele avisando que estava aqui no Club. Ele cumprimentou meu irmão e Bella, com ela fazendo um carinho no cabelo de Edward para distrair ele. Eu lhe lancei um sorriso de agradecimento antes de sair de mãos dadas do Club com Alec.

Hoje ele não estava de carro, o que não me importei. O fim de tarde estava perfeito e eu adorava andar com ele, contanto que nossas mãos estivessem juntas ou ele tivesse seu braço em meus ombros. Era realmente bom não precisar me controlar para tocar ele.

Nós fomos ao mercado e compramos várias besteiras que gostávamos. Depois que Alec pagou, ele me levou pelo que caminho que fazíamos para o colégio e logo entendi onde estávamos indo. Nós fomos para o prédio da biblioteca e teatro e subimos as escadas. Eu realmente amava aquele lugar, de poder ver a escola inteira. Tanto a noite quanto a tarde. Era lindo o por do sol visto dali de cima, como também do quarto de Edward.

Nós nos sentamos ali e enquanto conversamos e nos beijamos, nós comíamos os doces. Isso tornava os beijos de Alec ainda melhores. Era como beija-lo pela primeira vez, ele tinha gosto de sorvete arco-íris, que ele me contou depois que comentei que ele e Mell tinham tomado antes de ir me encontrar.

Nós tínhamos muitas coisas parecidas. Éramos apaixonados por doces. Boliche era o que nós dois éramos bons mesmo. Gostávamos de WWE para rir – algo que só Edward antes sabia, pois eu tinha o medo de não me sentir feminina por causa disso. Mas quando contei para Alec, ele riu e falou que eu era adorável, então não me senti idiota por assistir WWE e eu o fiz rir, isso foi bom. Ele gostava de conversar sobre filmes, algo que eu também amava. Era difícil encontrar alguém que assistia tantos filmes quanto eu, mas ali estava Alec, que podia debater comigo sobre qualquer um que eu falava, e se ele não tivesse assistido, ele iria assistir e no outro dia, nós conversávamos.

Ele era o garoto dos meus sonhos. E eu realmente gostava do Alec. Desde o momento que eu o vi, pela minha janela, eu me senti atraída. E agora eu estava tendo a perfeita de sorte de poder tê-lo para mim como eu queria. E eu queria que ele fosse meu namorado. Eu estava certa disso.

Nós estávamos nos beijando. Eu lambi seu lábio inferior para sentir mais o gosto do chocolate que ele tinha acabo de roubar de mim. Apertei meus dedos em seu cabelo. Ele apertou os dedos na minha nuca. E aquele beijo era tão perfeito quanto os outros.

Quando nos separamos, eu simplesmente não consegui segurar minha língua. Eu apenas soltei:

– Quer namorar comigo?

Alec parou e franziu as sobrancelhas.

– O que?

– Oh. – arregalei os olhos. – Er... Hm... Nada.

Ele sorriu para mim e riu. Eu amava aquela risada. Eu amei desde a primeira vez que a ouvi.

– Você acabou de me pedir em namoro?

– Eu... Acho que sim.

Alec riu e me puxou para mais um beijo. Quando nos separamos, ele beijou minha bochecha.

– Mais uma vez você foi mais rápida que eu. Eu estava pronto para lhe pedir isso. – nós dois rimos. – Mas tudo bem, eu aceito. É isso que gosto em você, mesmo.

Eu soltei um gemido constrangido, o que o fez rir ainda mais. Não me incomodava eu ser a sua diversão, porque como ele disse, era isso que ele gostava em mim. Contanto que eu pudesse ouvir aquela risada doce.

Eu o puxei novamente para beija-lo. O meu namorado. Alec agora era meu namorado.

Jasper POV

Eu estou começando achar que você está gostando da biblioteca.

Eu ergui os olhos da mesa para encontrar Alice parada em frente, carregando seu caderno de versos e sua bolsa. Eu sorri para ela. Ela se sentou na cadeira em frente e apoiou os cotovelos na mesa.

Depois daquela conversa que tivemos – que terminou muito estranha -, Alice tinha se aproximado mais de mim. Nós passávamos um tempo conversando e algumas vezes ela aparecia na lanchonete. E eu estava gostando disso.

– Cheguei atrasado de novo. – falei com uma careta.

Dessa vez eu tinha mesmo chegado atrasado, graças à pequena discussão que se formou na nossa mesa. Emmett e Edward. Depois de Nessie e Alec aparecerem juntos e falarem que estavam namorando, Edward começou a resmungar e Emmett se intrometeu, falando que ele estava dormindo com Bella e nem por isso ele estava resmungando – o que era uma grande mentira. Então os dois começaram a discutir, deixando Bella e Renesmee bastante nervosas. O sino bateu e os dois ainda continuavam numa discussão tão idiota que com certeza nem era mais sobre Bella. E eu apenas aproveitei, assistindo a palhaçada, até por fim Bella dar um soco no ombro com extrema força e sair dali com eles a chamando.

A garota sabia como fazer os dois calarem a boca.

– O professor vai começar a não deixar você entrar na aula mesmo chegando a tempo. – Alice brincou.

Ela era a criatura mais adorável que eu já tinha conhecido. Eu gostava dela antes de realmente conhece-la, mas agora, depois de conversarmos e eu saber mais sobre ela, eu percebi que não era tão idiota assim gostar de Alice.

– E então eu venho para a biblioteca e passo um tempo com você. – sorri para ela, que soltou uma risadinha.

Então nós nos levantamos e fomos para o corredor dos poemas. Nas aulas que eu tinha chegado atrasado e vindo para cá – todas de propósito -, Alice me deixava ficar com ela no corredor. Enquanto ela olhava livros e mais livros, eu ficava ao seu lado puxando conversa e tendo mais um pouco dela.

E ocorria aqueles momentos que Alice ficava constrangida perto de mim. Quando eu a elogiava ou chegava perto demais. Suas bochechas coravam e ela gaguejava. E a minha maior vontade era de beija-la nesses momentos. Mas eu me controlava e então me afastava. E teve outros momentos em que ela flertava comigo, o que me pegava de surpresa primeiro para depois eu retribuir.

– Eu escrevi uns versos novos... – Alice comentou, olhando os títulos dos livros. – Se você quiser dar uma olhada.

– É claro que eu quero. – eu sorri.

Eu gostava de olhar o que Alice escrevia, ela era boa e colocava sentimentos. Quando ela começou a se sentir bem comigo, ela me deixou ler seus versos e desde então ela escrevia, me avisava e eu lia. Eu comecei a perceber que ela gostava de escrever mais sobre arrependimentos e erros e cada vez mais eu ficava mais intrigado sobre o que tinha acontecido com ela e o pessoal.

Aos poucos eu estava conseguindo arrancar algumas coisas dela. Como descobrir que ela namorou Alec. E que o fim do namoro deles não tinha sido agradável.

Então, hoje eu estava disposto a tentar arrancar mais algo.

– Você podia dar um daqueles surtos e falar mais sobre você e o pessoal. – falei, fazendo Alice me olhar confusa.

Eu realmente não era a melhor pessoa em ser discreta. Eu nunca conseguia começar um assunto delicadamente.

– Jasper...

– É só contar, Alice. Você já me deixou ler seus versos e disse que fui à única pessoa. Então porque não me contar?

Ela fez uma careta.

– Porque você não pergunta para eles?

– Porque eu quero saber de você. E se for algo ruim, eles vão deixar pior, você sabe. A Bella toda exagerada como é vai fazer você uma alienígena querendo destruir o país... E eu quero saber a história verdadeira.

Alice soltou uma risadinha.

– Certamente ela faria isso. Essa é a Bella.

Me inclinei para perto dela, olhando em seus olhos. Talvez essa merda que Edward fazia com Bella funcionasse comigo fazendo com Alice.

– Vamos lá, Alice. Me conta. – pedi, em um tom baixo e olhando diretamente nos olhos dela.

Eles era azuis. E lindos.

Suas bochechas ganharam um tom e ela balançou a cabeça, assentindo. Eu sorri, por ter dado certo.

Nós nos sentamos no chão, encostados na prateleira. Alice tinha um livro na mão, apertando.

– Eu conheço eles, bem... Desde muito tempo. E por um tempo nós tivemos amizade. Eu fiz parte do grupo. Bella e eu éramos... Boas em pensar maldades. – Alice riu, lembrando de algo. – Foi quando eu me apaixonei por Alec e nós começamos a namorar. E nós éramos um bom casal. Alec é um cara realmente legal e carinhoso e eu gostava muito dele. Mas... Eu comecei a perceber que eu não fazia parte do grupo deles, eu queria ser mais como...

– Tânia. – completei para ela.

Alice balançou a cabeça e ela tinha expressão triste.

– Isso. Eu gostava da Bella e do Alec. Mas não achava que eles iriam me aceitar se eu fosse mais eu. Estupido, eu sei. – ela revirou os olhos antes que eu pudesse falar algo. – Por isso, tentei entrar no grupo de Tânia. E comecei a ser mais eu mesma. Ainda namorando Alec. Acabou que minha amizade com o pessoal foi reduzindo e nós sempre discutíamos, então ficou uma coisa fria e tensa. Eu estava sempre com Alec, e isso quer dizer que eu via os outros, e era desagradável.

Alice parou, apertando mais o livro. Ela estava totalmente perdida em suas memórias.

– Tânia estava começando a me aceitar e eu já me sentia parte de um grupo. E foi quando ela disse que eu tinha que terminar com Alec porque ele não era certo para pessoas como eu. Ele era amigo de Bella e eu era amiga dela. Então eu tive que escolher, entre ele ou ela.

Não precisava ser um gênio pra descobrir quem ela tinha escolhido. Era por isso que Renesmee e Alec estavam juntos hoje e todos odiavam Alice.

– Eu precisava terminar, mas não sabia como. Eu ainda gostava dele e ele gostava de mim. Então, achei que a coisa certa era afastar totalmente Alec de mim. Eu fui cruel e fria com ele, falei palavras horríveis. Disse que ele era insuportável, falava demais, que era irritante e que nada do que ele falava era legal. Que ele era entediante e patético. Eu fui realmente horrível e isso o feriu demais, eu sei. Eu vi. E me arrependo a cada dia pela forma que eu agi. – Alice parou para respirar fundo. – Agora todos ali me odeiam porque eu magoei o melhor amigo deles. Porque eles gostavam mesmo de Alec para sempre defende-lo. Eu passei o meu inferno com Bella, que mudou sua direção de Tânia para mim. Mas sei que mereci. – e por fim ela dá de ombros.

E eu estou vendo aquela Alice da Tânia, que é tão controlada quanto um robô. Mas sei que ela esta tentando esconder o que sente, porque eu vi a Alice verdadeira. Ela não é tão séria. Ela da risada, ela demonstra quando está triste e faz voz mole quando quer te convencer algo. Alice deve ter criado essa expressão para passar pelas coisas, a deixava menos indefesa.

– Eu acho que não precisa Bella me colocar como vilã, porque eu realmente fui. – ela murmurou, olhando para o livro. – Você deve estar me achando uma estupida por ter feito algo assim só por status e pra me sentir parte de algo.

– Eu estou. – não minto. Porque eu não conseguia. – Você foi estupida demais. Ainda mais com Alec, ele é legal e não merecia isso.

– Eu sei.

– Ainda bem que Renesmee está dando um jeito.

– Sim.

– E você está arrependida mesmo disso tudo?

Alice ergue os olhos e eu vejo pura sinceridade neles e em suas palavras.

– Estou. Quando eu percebi meu erro, era tarde demais, mas eu estou muito arrependida. De ter magoado ele e ter desfeito do grupo de Bella. Todos eles são legais e pessoas maravilhosas, eles agem assim comigo porque eu quem fui a idiota da história.

Eu não nego, porque é a verdade. Bella só faz o que faz com as pessoas que realmente lhe dão motivos – quando são endereçadas a alguém suas bagunças. E se Alice recebeu e recebe, é porque ela mereceu.

– Você está com raiva de mim? – Alice perguntou numa voz, que saiu como um murmúrio.

E se eu tivesse com raiva dela, sumiria naquele momento. Mas eu não estava. Ela só foi uma adolescente querendo se sentir parte de algum lugar que era como ela – mesmo que isso não seja desculpa para a forma que agiu com Alec.

– Eu não vou ficar se você tentar concertar isso.

Ela arregala os olhos.

– Não tem como... Eu não sei como fazer isso.

– Eu posso lhe ajudar. Eu convivo com Bella, posso dar meu jeito. Mas só se você quiser mesmo concertar isso. Porque você sabe, você só se mostra arrependida concertando seus erros.

Alice suspira e sorri um pouco.

– Eu sei. E eu estou arrependida. Se eu tiver a chance de concertar, eu vou.

– Ótimo, vou te dar sua chance.

– Obrigada, Jasper. Por me entender e me ajudar.

Eu passei meu braço por cima do pequeno ombro dela e a puxei para um meio abraço. Ela tinha um cheiro suave e doce, e era tão macia e quente. Eu não queria mais solta-la.

– Sempre que precisar, Alice. – murmurei, perto do ouvido dela e pude ver suas bochechas ganhando cor.

Alice era linda e eu era apaixonado por ela. Estava cada vez mais difícil esconder isso.

.

.

– E então, só faltou que ela se transformasse de uma doce garota para uma bruxa com verruga no nariz, porque é isso que Alice é! Uma verdadeira bruxa. – Bella mexia as mãos enquanto me contava a história da Alice e Alec. – A garota simplesmente se transformou em outra pessoa do dia para a noite. Eu apostei que eram abduções alienígenas! Mas mesmo assim, ela não deveria ter falado o que falou para Alec. Não mesmo! – ela enfiou o dedo na minha cara, balançando. – E eu tenho tanta raiva da Alice por simplesmente ter se transformado em outra pessoa. Ela era legal. Era.

Bella bufou e me deu as costas, voltando para o trabalho. Eu suspirei em alivio, porque ela tinha passado uma hora falando sobre aquilo. Não tinha sido uma boa ideia perguntar para ela sobre Alice.

Mas eu estava disposto a ajuda-la, então aguentaria mais uma hora Bella falando e falando. Cadê Edward nesses momentos para acalma-la enquanto eu tento?

Bella entregou um pedido e voltou. Eu criei coragem e comecei.

– Mas e se ela estiver mesmo arrependida e quiser se desculpar?

Bella soltou uma risada de escarnio.

– Alice é uma cobra, ruim. Ela nunca se arrependeria.

– Não fale assim! – foi uma reação instintiva defender Alice. Bella parou e franziu as sobrancelhas. – Você não sabe como a garota se sente. Ela foi mesmo errada, mas isso não quer dizer que não possa se arrepender.

– Olha, Jasper, eu sei que você e Alice têm essa coisa de amizade e tudo, e entendo porque você está defendo ela...

– Se você sabe, então deve imaginar que o que eu estou falando é verdade. Eu converso com ela, nós conversamos sobre isso e ela está mesmo arrependida.

Nós dois nos encaramos, trocando olhares nervosos. Bella foi a primeira a quebrar a troca de olhar, revirando os dela.

– Não é porque ela está arrependida e quer se desculpar, que nós queremos suas desculpas.

Bella pegou outra bandeja e me deu às costas.

– Eu achei que você fosse melhor que isso, Bella. – falei e recebi em troca um dedo do meio.

Essa foi apenas a minha primeira tentativa, na segunda eu vou ter vitória.

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– Se for pra continuar aquele assunto, pode indo para o outro lado da rua. – Bella falou quando eu comecei acompanha-la e Edward, depois de fecharmos a lanchonete.

– Não seja um pé no saco, Jasper. – Edward falou, apenas para ficar na boa graça da Bella.

Eu ia lhe dar uma resposta de “Não seja um otário e assumam logo, idiotas”, mas fiquei quieto.

– Eu só quero que Bella seja melhor. – falei isso, ao invés. – Não acho que vai mata-la perdoar Alice.

Bella bufou.

– Ela magoou meu amigo, Jasper. Ela foi uma cretina de primeira.

– Isso há um ano! E Alec já superou Alice, muito bem. Ele tem Renesmee.

– Pois é. – Edward resmungou. – Esse lado Jasper está certo, baby.

– Não fique do lado dele, Edward. – Bella fez careta. – Mesmo há um ano, não acho que Alice tenha mudado.

– Você disse que ela mudou do dia para a noite para ser como Tânia. Porque depois de um ano ela não pode ter melhorado?

– Ela não pode. – a voz da Bella foi um murmuro baixo.

Eu estava conseguindo. Bella era uma garota boa e eu sabia que aquela raiva dela era mesmo por Alec ter sido magoado. Ela era uma boa amiga e Alice tinha afastado essa amizade, mas Bella não guardava raiva.

– Ela pode, sim. Um bom tempo passou, Bella. Ela se arrepende. Ouça o lado dela e fale o seu. Acho que está na hora de acabar com essa briguinha.

Bella não me respondeu. Ela apenas apertou a cintura de Edward e o puxou para mais perto. Eu esperei, mas nada veio, ela continuou olhando para frente e pensando. Olhei para Edward e ele sorriu, movendo os lábios em um “ela vai dar”. Eu acreditei nele, porque Edward a conhecia bem. E eu sabia que mesmo se ela negasse, ele tentaria convence-la.

.

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Eu estava no corredor olhando, surpreso, para as duas garotas que conversavam perto dos armários. Bella tinha uma expressão séria enquanto ouvia Alice. Elas não estavam brigando. Bella tinha lhe dado uma chance.

– O que eu falei? – Edward apareceu do meu lado.

– Eu consegui? – perguntei e ele gargalhou.

– Lógico que não. Eu ouvi uma hora Bella falando o quão idiota era sua ideia. Então... Do meu modo, convenci ela a dar uma chance para você.

– Para mim?

– Sim. Bella sabe que você gosta da Alice. Sabe... Que você está apaixonado. Ela percebeu isso.

Oh, claro, porque ela percebe outras pessoas, mas não ela e Edward. Essa é a Bella.

– Você tem sorte da Bella gostar mesmo de você, Jasper. Senão você passaria o resto da sua vida tentando.

– Ainda bem. – murmurei sarcástico e ele riu.

Bella falou algo e Alice assentiu, então Bella olhou em volta até seus olhos caírem em Edward e ela sorriu. Edward bateu no meu ombro e foi encontrar a garota dele. E eu fui para a que eu um dia esperava ser minha.

– Deu tudo certo? – perguntei ao me aproximar, depois que Bella e Edward saíram juntos.

– Mais ou menos. Bella me ouviu e me xingou de otária estupida e falou que seu fizer alguma coisa para você como fiz para Alec, ela realmente daria um jeito em mim. – Alice deu de ombros, rindo. – Mas ela disse que por você, me desculpava.

Como Edward disse.

– Então, eu acho que isso é um arrependimento a menos?

– Sim. Mas eu ainda tenho que me desculpar com Alec.

– Certamente você tem.

Nós dois sorrimos e ficamos em silencio. Eu estava me sentindo ótimo por ter conseguido fazer Alice feliz em ela conseguir suas desculpas por algo que se arrepende.

– Oh, e Bella disse que posso fazer isso agora indo sentar na mesa de vocês. – ela falou e eu sorri ainda mais.

Se Alice se sentasse com nós todos os dias, eu realmente seria um cara feliz.

Nós fomos juntos para o refeitório, para a nossa mesa. Todos já estavam lá e Bella, que tinha sentado ao lado de Alec dessa vez, conversava com ele. Eu parei, com Alice do meu lado, e todos pararam de conversar e nos encararam. Senti o desconforto de Alice, mas ela se manteve firme.

– Alec, eu posso falar com você? – Alice perguntou em uma voz confiante.

Renesmee ergueu uma sobrancelha e apertou a mão dele. Mas Alec murmurou algo para ela e levantou, vindo até Alice. Eu saí de perto e os dois foram se afastando enquanto conversavam.

– Então está ai o que você queria. – Bella falou para mim e percebi Renesmee me fuzilar com os olhos. – Só tome cuidado, Jasper.

– Não tenho para que tomar cuidado.

Ela deu de ombros, fingindo pouco caso.

– Se você está dizendo.

Alec e Alice voltaram depois de um tempo e ela se sentou na cadeira ao meu lado. Todos ficaram em silencio.

– Alec, está tudo bem para você Alice se sentar aqui? – Bella perguntou.

Alec, que agora estava com um braço jogado em cima dos ombros da Renesmee, sorriu. Ele sorriu.

– Está sim. Tudo está superado.

E o clima tenso diminuiu um pouco. Edward, para descontrair, puxou um assunto da competição e como sempre isso fez todos interagirem. Incluindo Alice.

Eu sorri, vendo que eu tinha conseguido mais do que ela fosse perdoada por Bella e Alec, mas também que estivesse de volta nesse grupo. Porque mesmo ela não falando, dava para ver que ela queria aquilo. Agora Alice só precisa se mostrar arrependida e reconquistar a todos.

Bella POV

Esse dia estava sendo chato e eu estava irritada. Eu estava praticamente entrando no meu armário atrás do meu livro.

– Eu me lembro de ter colocado essa merda aqui... – eu resmunguei.

– Bella! – Renesmee apareceu do nada do meu lado, tirando minha alma com um susto.

– Puta merda, Renesmee. – eu resmunguei, levando uma mão ao coração. – Nunca mais faça isso.

– Desculpe. – ela soltou um risinho. – Você ficou sabendo da nova?

– Que nova? – eu perguntei, mas dando mais atenção ao meu armário e minha busca ao meu livro.

– Da nova professora de química.

Eu revirei os olhos, sabendo que ia resultar nisso a expulsão do Sr. Carter. Emmett e Edward ainda iriam se ver comigo por ter tirado a única coisa boa de se olhar na aula de química. Eu já tinha que aturar Tânia sentada ao meu lado e agora isso.

– Finalmente... – resmunguei, batendo a porta do meu armário com a porcaria do livro de química. Que ironicamente era minha próxima aula. – Já sei que vou odiar.

– Sem aquele professor... – ela fez uma expressão triste e eu a imitei. – Mas você não imagina como a professora é!

– Claro que eu imagino. – bufei. – Com certeza John deve ter colocado alguma velha de cabelos cinzas e ruins, usando óculos com o grau tão grande que faz os olhos dela ficarem pequenos e ela deve usar saias de lã, mesmo sendo um calor enorme. E quando for dar aula, vai esquecer combinações químicas, o que vai resultar numa explosão que destruirá toda a escola. Não vejo a hora disso acontecer... – eu gargalhei alto imaginando tudo.

Mas Renesmee não riu comigo. Ela tinha uma careta, a de “Nada do que está para vir é bom”, a mesma que Edward fazia. E os dois ficavam adoráveis fazendo ela.

– Você está errada, Bella.

– O que? – parei de rir na mesma hora. – Quer dizer que ela é esperta e não tem inicio de Alzheimer?

A ruiva revirou os olhos e eu fiquei sem entender.

– Não sei isso, ok? Porque pela cor do cabelo dela, é capaz dela ser burra.

– O que você quer dizer com isso?

Ela olhou para algo atrás de mim e arregalou os olhos, balbuciando alguma coisa que eu não entendi. Então também virei para entender o porquê daquela reação e acabei por arregalar os olhos também. Era uma... Puta merda, a mulher parecia uma das Angels da Victoria Secret’s de tão linda que era. Eu até senti um incomodo no meu peito e minha autoestima a, que não era muito alta apesar de eu fazer brincadeiras, despencar como um suicida que se joga de um penhasco.

Adeus, resto de autoestima da Bella que ainda existia.

A mulher loira e de pele bronzeada tinha olhos extremamente azuis e era alta, muito alta, de pernas longas. A roupa que ela estava usando não era algo que se podia dizer vulgar, pelo menos nela estava bom para ser sexy. A saia risca giz ia até o meio de suas cochas e a blusa era decotada. Os saltos altos dela eram de um vermelho sangue, combinando com a pele dourada natural. E claro, ela andava como uma modelo. Deu para ver quando ela passou por nós. E eu não reparava assim em pessoas, mas ela era bonita demais para não reparar.

– É isso que eu quero dizer, Bella. – Nessie sussurrou, ainda olhando para a mulher.

Não éramos apenas nós duas que tínhamos parado para olhar para a mulher, mas sim o corredor inteiro. Ela era desse tipo, que chamava a atenção por onde passava.

– Ela é... A nova professora? – perguntei.

– Uh hum. – assentiu. – Bem... Esteja preparada para passar uma hora pensando em como se matar. Graças a Deus eu já passei a minha e sobrevivi. – Nessie sorriu de forma cúmplice. – Boa sorte. – me deu um beijo na bochecha e continuou seu caminho para a aula.

Eu pisquei os olhos rapidamente, querendo loucamente escapar daquela aula. Não queria passar uma aula inteira olhando para aquela mulher e ficar me autodestruindo. Acredito que nem Tânia escapava dessa. Era impossível não sentir um baque na autoestima com ela por perto.

– Hey, delinquente, vamos para a aula. – Tânia apareceu ao meu lado, me empurrando.

– Sua cara que é de delinquente. – me desvencilhei dela. – Se eu fosse você não ia para a aula. Não, espera... Eu te odeio, então é melhor você ir. – sorri de forma falsamente doce.

– Eu também te odeio. – deu um tapinha no meu braço. – Agora me diz por que eu tenho que ir?

– Ahm... Porque você tem que aprender sobre Química! – fingi uma animação. – Sabe tentar fazer seu cérebro crescer pelo menos um pouco absorvendo informações novas. Apesar de que... Depois de tantos anos tentando, não vai fazer alguma diferença.

A loira me lançou um olhar mortal e saiu marchando pelo corredor. Eu gargalhei alto – mais para irrita-la – e a segui, pronta para enfrentar meu inferno. Aquela professora não tinha cara de legal, e eu não sabia controlar minha língua, então... Eu sinto sua falta, Sr. Carter! Emmett ficaria uma semana sem seus CDs da Katy Perry e Edward sem meus peitos, porque eles acabaram de foder uma das melhores aulas para mim.

Entrei no laboratório junto de Tânia, e nós fomos para a "nossa" mesa que o John nos fazia dividir. Esse desagrado, eu ainda iria revidar e passar uma hora enchendo o saco dele na diretoria.

– Be-Bella? – Tânia gaguejou assim que me ajeitei no meu lugar.

Seu olhar estava focado na frente, e eu bem sabia o que ela encarava, então apenas sorri e peguei meus óculos de proteção. Bem que ele podia me deixar cega durante aquela aula inteira...

– Bom dia, sala! – a loira falou quando todos entraram e ficaram em seus lugares. – Meu nome é Elizabeth e eu sou a nova professora de química de vocês. Isso não é demais? – juntou as palmas das mãos e olhou animada. Ah Deus, mais uma Tânia da vida aqui... Revirei os olhos. – É uma pena que o Sr. Carter tenha saído, porque ele era um ótimo professor...

– Ah, claro. – murmurei, pegando um tubo de ensaio. – Eu tenho certeza que ele era ótimo professor. – soltei com ironia.

A sala inteira deu risinhos e eu ouvi o bufar da loira.

– Algum problema, Senhorita...?

Levantei minha cabeça e olhei para sua expressão fechada.

– Swan. – falei o que ela queria saber. – E não, nenhum, querida professora.

– Hm. – fez, e depois sorriu de novo. – Como eu ia dizendo... Agora eu estou aqui para dar uma de química para vocês e quero que saiba que eu vou deixar essa aula o mais divertido possível! – deu um gritinho baixo e ouvi algumas pessoas bufarem.

Parece que não era apenas eu que a achava idiota já. Minha autoestima está tentando descobrir como voar agora para não cair.

– Até que enfim alguém legal nesse lugar. – LaurenMallory falou, piscando os olhos na direção da professora. – Eu já sou sua fã!

Com essa tive que cair na gargalhada, porque Tânia tinha perdido a fã numero 1 dela. Lauren era a garota que tentava de todas as formas entrar para o grupo da Tânia e idolatrava ela, mesmo não conseguindo. Pobre Tânia, além de achar uma loira que destruía seu ego, agora perdia as seguidoras. Acho que isso significava um "Bye Bye Fã Clube Tânia Denali" e um "Oláaaaa Professora Angel Elizabeth".

– Oh, isso é tão legal! – Elizabeth falou animado, o que estava começando a me dar nos nervos.

– Eu não acredito... – Tânia, ao meu lado, murmurou presa em seu transe.

– Pois pode acreditar, querida inimiga. – passei meu braço por seus ombros. – Nossa nova professora detonou sua beleza e agora roubou seu fã clube.

Ela me encarou com as sobrancelhas juntas, um biquinho e os olhos mais brilhantes por causa das lágrimas que se acumulavam. Essa expressão gritava que ela iria começar a chorar em alguns segundos. E mesmo sendo maldoso da minha parte, principalmente eu não sendo uma pessoa cruel, aquilo estava soando mais engraçado do que eu imaginava. Era hilário ver Tânia perder seu posto de Rainha Patricinha para uma professora nova que não tinha feito nada ainda para consegui-lo, apenas sorrir e pular como Tânia.

– Bella... Isso é uma injustiça! – Tânia bateu a mão na mesa, piscando os olhos rapidamente para dispersar as lágrimas. Claro que ela não iria fazer aquilo bem na minha frente. Estragar toda a maquiagem para depois eu usar isso contra ela? Nunca! – Ela não pode roubar meu trono!

– Já roubou... – cantarolei baixinho, me divertindo.

– Cala a boca, Bella! – Tânia mandou e levou uma mão até o queixo, olhando para Elizabeth, que falava, falava e falava. – Eu preciso dar um jeito nisso...

– Como?

– Ainda não sei... Mas essa furtadora não vai roubar meu lugar. Lauren Mallory é a minha cachorrinha, e ninguém pode vir pega-la direto do meu quintal.

Eu comecei a gargalhar alto, chamando a atenção da sala inteira. Elizabeth parou de falar e me lançou um olhar furioso, só que eu não conseguia me controlar. A cena que passou diante da minha cabeça de Lauren com um rabinho e orelhas de cachorro, e Tânia com avental de uma dona de casa, em frente ao quintal foi a melhor de todas. Aquelas duas combinavam para fazerem esse papel.

– Tem certeza que não há nenhum problema, Srta. Swan? – Elizabeth perguntou. – Porque parece que você não está interessada na minha aula... Ou algo engraçado está chamando muito a sua atenção. Quer compartilhar com nós, pois estamos curiosos em saber o que tanto lhe faz rir?

Eu levantei um dedo, pedindo um segundo enquanto tentava me acalmar. A imagem não me abandonava, e piorava ainda mais quando olhava para Tânia e Mallory, vendo aparecer como fumaça um rabinho atrás dela, abanando. Foram precisos três minutos para eu parar, e um para consegui respirar direito. O que deixou Elizabeth ainda mais raivosa.

– Er... Querida professora, antes de dividir com a sala o que tanto me faz rir... – soltei uma risada, mas me controlei. – Gostaria de saber se a senhora gosta de bichinhos de estimação... De preferencia cachorrinhos.

Ela me olhou confusa, sem entender, mas respondeu.

– Sim, eu adoro, porque...?

– É isso ai, Lauren, ganhou já uma casinha no quintal! – levantei o punho em apoio, fazendo a sala inteira gargalhar.

– O que você quer dizer com isso, Bella? – Lauren me encarou furiosa.

– Oh, nada demais, só quero lhe ajudar. – dei de ombros. – Sabe... Não lhe deixar virar uma...

– Já chega! – a professora querida berrou, caminhando até a mim. – Eu não sei o que você está insinuando para sua colega de classe, Srta. Swan, mas eu espero que pare por aqui as suas gracinhas.

– Como queira. – dei de ombros, me virando para Tânia. – Ouviu, Tânia? Sem reclamar que perdeu seu cachorrinho agora, porque eu não posso lhe defender.

Tânia começou a rir descontroladamente, o que eu estranhei. Não estava fazendo graça, era realmente apenas um aviso.

Beth – porque se ela já gritou comigo, nós agora temos intimidade – nos deu as costas e caminhou com passos pesados até a frente da sala. Ela voltou a falar sobre as experiências que faríamos e eu me diverti com desenhos abstratos no meu caderno. Depois disse que tínhamos que começar, com a nossa dupla, para assim aprendermos a descobrir quais eram os ácidos. Ela disse que era uma aula divertida e perigosa, que tínhamos que tomar o máximo de cuidado. Eu ainda consegui ouvir isso até me distrair novamente. Até Tânia me cutucar com sua caneta rosa, fazendo a peninha que tinha ali passar na minha pele e fazer cosquinha.

– Para com isso. – mandei, empurrando a caneta dela. – Eu já disse que só vou virar sua advogada quando a aula acabar.

– Bella, para com as graças! – ela mandou, batendo no meu braço. Eu resmunguei. – Eu só quero a sua ajuda.

– Minha ajuda? – arregalei os olhos. – Eu ouvi direito? Você pode repetir, por favor...

– Para com isso. – me deu outro tapa.

– Se você fizer isso eu vou retribuir com um soco. – falei e ela tremeu. – Agora fala o que você quer.

– Você entende desses vidros? – ela apontou para os tubos de ensaio e provetas em cima da mesa.

– Posso ser loira, mas não sou burra como você. – revirei os olhos. – Claro que entendo e sei o que é cada coisa.

– Ótimo. – sorriu. – Então me diz qual é o ácido mais forte.

– O que? – arregalei os olhos. – Eu não sou louca de falar isso. É melhor você continuar ignorante em relação a tudo isso.

Tânia fechou a expressão na mesma hora.

– Vamos logo, me fale.

– Ok. – suspirei. – Mas se virar contra mim eu te mato. – apontei para o de liquido transparente. – Esse é o acido sulfúrico. Ele queima a pele, muito, é um horrível estrago. Por isso que eles só nos dão pouco pra estudos e ainda é raro. E se colocar água em cima, ele vira fogos de artificio só que ao contrário, espirrando pra tudo que é lado. Isso é... Tem que colocar o ácido sob a água para não acontecer. – dei meu melhor sorriso de quem sabia tudo sobre o mundo. – Então, nem pense em tocar. – Tânia assentiu com aquele sorrisinho maldoso. – Agora porque você quer saber e quer que eu lhe ajude?

– Quero que você traga a professora até aqui e a distraia para que eu possa fazer uma coisa. – e então ela sorriu daquela forma que fazia quando ia aprontar comigo. Só que dessa vez não era para mim...

Eu não sabia o que Tânia ia fazer, mas já suspeitava que ia ser algo extremamente divertido – perigoso -, então...

– Ok. – assenti e me virei para frente. – BETH!

Elizabeth parou de falar e me lançou um olhar que parecia sair raios lazer, mas eu nem me importei, fazendo a mesma expressão inocente que Emmett fazia quando queria fingir que não foi ele quem aprontou. Chamei-a com uma mão, e depois de um suspiro, ela veio.

– Sim, Srta. Swan.

– Er... Beth, eu queria saber se esse... Esse... – olhei para o liquido azul. – É capaz de queimar... A pele... – olhei pelo canto do olho para Tânia, que pegava uma proveta com a água. – E... – o que eu estava fazendo? Tenho que interpretar melhor que isso, pois eu não tenho medo de me ferrar. – Professora, é que uma vez eu assisti um episódio do Mr. Bean em que ele causa uma explosão que deixa um garotinho azul, e eu queria saber quais as misturas que ele faz. – pisquei os olhos rapidamente.

– Ah sim... – ela sorriu. – Eu sempre me perguntei o que ele fez para causa aquilo, e acredite, tentei e acabei que conseguindo. O que não foi uma boa ideia, por que...

– Professora... – Tânia chamou, cortando a Beth, que virou rapidamente para ela. – Você acha que se eu misturar essa água com esse líquido transparente vai fazer ficar azul...

Então, as coisas foram rápidas demais, eu vi Tânia colocar a água em um becker com ácido. E eu não conseguia acreditar naquilo. Com os olhos arregalados, eu empurrei minhas coisas para fora da mesa e me joguei no chão, me afastando da maluquice que Tânia estava fazendo. Vi quando começou a espirrar o liquido para todos os lados, caindo na roupa e nas pernas de Elizabeth. Tânia também havia se afastado, aquela esperta! Os respingos caíram sob a mesa, o chão, na roupa da Elizabeth e uhhhhh!, nas pernas descobertas da coitada. Eu ainda estava no chão, com os olhos arregalados, e me segurando para não rir ao ver o desespero da professora, que gritava com as queimaduras que ganhava a cada segundo.

– Tira ela dali! Tira ela dali! – Lauren começou a berrar na sala, mas não se aproximava para fazer.

– Está queimando! Está queimando! – Beth gritava.

Tânia se contorcia de rir, sem perceber a seriedade da situação. Tudo bem que eu também não me importava nem um pouco com a Beth, mas era maldade rir na cara dela. Mas também ela não era a única, tinha algumas pessoas que também riam. Eu via a pele dela começar a criar queimaduras.

– Pode deixar, Lauren, eu faço isso! – Tyler apareceu do nada, querendo se mostrar o corajoso para a Pops.

Ele se jogou contra a professora, que caiu no corredor, berrando coisas ilegíveis. A cena era ainda mais cômica porque Tyler estava com a cara enfiada no decote da professora. E isso eu não consegui aguentar, começando a gargalhar também junto com todos. Era boas as maldades de Tânia não cair sobre mim e sim servir para minha diversão.

Depois de vinte minutos que a professora saiu da sala, ela voltou com uma calça de moletom que era do uniforme de Educação Física da escola, e uma blusa também. Seus cabelos tão impecáveis estavam presos em um coque, e sua expressão era a das melhores.

Nós todos estávamos sentados em nossos lugares quando ela entrou com tudo, fazendo a porta bater com força na parede e voltar, batendo nela de volta. Eu segurei uma risada, e fiquei olhando para ela, assim como todos. Beth olhou para cada um de nós, até seus olhos baterem em mim e em Tânia. Ela veio na nossa direção, colocou as duas mãos na nossa mesa e nos encarou.

– Eu sei o que vocês querem fazer. – falou com a voz carregada de fúria.

– O que? – perguntei inocentemente.

– Querem me tirar daqui porque eu estou no lugar do Sr. Carter. Eu sei do seu caso com ele! – apontou para Tânia, que abriu a boca em descrença. Até eu. Tânia não era uma vadia para ter caso com professores, ela era certa demais para isso. De onde Beth tirou isso era um mistério. – Mas eu quero deixar bem claro que vocês não vão conseguir me vencer.

Tânia e eu nos olhamos, sem entender a maluquice da mulher. Claro que eu queria que ela saísse, mas não me importava nem um pouco. Eu só estava... Sendo eu mesma ali, e não tenho culpa se ela não aguentava isso. Todos os professores aguentavam, ela era uma fraca!

– Tanto faz. – dei de ombros. – Nós não fizemos nada, você quem não sabe ensinar direito.

– Cala a boca! – bateu na mesa destruída. Estava hilária! – Acha que eu não percebi que tinham a intenção da fazer aquilo?

– Isso é mentira! – Tânia protestou com sua voz fina e enjoada. – Eu não sabia que aquilo iria acontecer. Eu nem sei os nomes desses vidros. Para mim isso tudo é a mesma coisa. Só queria fazer a experiência do azul, mesmo essa não sendo a minha cor preferida. Espera! Tem como fazer rosa?

– ARGH! – Beth rosnou. – Eu já mandei você calar a boca. Se as duas não tem capacidade nenhuma para pensar, então não tem o direito de atrapalharem minha aula. Escutaram? Eu não quero mais nenhuma gracinha aqui. E fiquem bem avisadas que eu não sou fácil, e não vou deixar duas garotinhas que se acham das espertas me atrapalharem. Esse é o meu trabalho e eu vou cumprir ele.

Ela nos deu as costas sem nos dar a chance de dar uma resposta. Eu estava fervendo de raiva e minha língua coçando para falar umas poucas e boas para elas, mas ela saiu! Por impulso peguei uma proveta e ia jogar nela, mas Tânia me impediu segurando minha mão. Eu suspirei e me controlei. O que foi algo bom, porque eu realmente agiria por impulso. Sabia o que iria fazer com aquela professora. Eu ia calar a boca dela e nunca mais, nunca mesmo, ela iria me chamar de burra novamente.

O restante da aula se passou em um sopro, e então bateu o sino para a próxima aula. Eu arrumei minhas coisas olhando diretamente para a Beth, e continuei até sair da sala, encontrando Edward e Emmett.

– Ei, baby. – Edward veio me abraçar, mas eu levantei uma mão. – O que foi?

– Vocês dois me pagam por tirar o Sr. Carter e fazer o John colocar uma professora estupida. – rosnei. – Vão se foder, os dois.

Eu ajeitei minha mochila e sai de perto deles, indo para a minha próxima aula. Que eu passei o tempo inteiro pensando o que poderia fazer. Quando deu o horário do almoço, eu já tinha um plano do que poderia fazer.

Entrei no refeitório, pronta para ir pedir ajuda do pessoal, quando fui parada pelo John.

– O que foi? – perguntei, pela expressão séria dele.

– Seja mais educada, Bella. – ele revirou os olhos. – Fiquei sabendo do que aconteceu na sala da Srta. Beth.

Eu sorri, voltando ao bom humor. O John era uma graça.

– Uh, já está de intimidade com a nova professora, é? – cutuquei as costelas dele, que bufou. – Eu não fiz nada, Jonh, ela que é louca!

– Não fale assim, Swan. Já quero lhe avisar que desse refeitório você não sai antes de bater o sinal. Porque lhe conheço muito bem e sei que você vai tentar algo. É por isso que tem pessoas aqui para ficar de olho em você.

Eu olhei em volta do refeitório e tinha mesmo coordenadores e monitores ali, e todos me encarando. Eu não podia acreditar, porque fora Tânia que aprontou tudo aquilo e eu quem ia ter vigias como uma presidiaria.

Minha raiva voltou com força total.

– Se é assim que você quer. – eu murmurei com os dentes cerrados. – Agora se me der licença, vou ir comer aos olhos dos monitores em cima de mim. – comecei me afastar. – E eu acho um absurdo colocar essas pessoas todas para ficarem de olho em mim...

– Estou apenas garantindo que minha escola fique inteira, Swan! – John falou alto e eu gargalhei.

Entrei na fila e enquanto ia conversando com todos, fui passando na frente sem eles perceberem. Logo eu já tinha pegado um pedaço de torta de chocolate com morango e um refrigerante, porque eu precisava de açúcar no meu sangue hoje. Segui para a mesa de sempre, sentindo os olhares dos monitores e do diretor em cima de mim, como se esperando que eu do nada começasse a atirar para todos os lados. Continuei até o lugar, encontrando apenas Edward e Rosalie, que discutiam como sempre e Renesmee comendo o iogurte dela sem prestar atenção nos dois. Sentei ao lado dele.

– E então, o que aconteceu realmente? – Rouss questionou, empurrando Edward para o lado, que me lançou um olhar triste.

– Do que? – perguntei.

– Na aula de química. Todos estão comentando que você e Tânia aprontaram novamente. O que aconteceu?

– Ah, nada demais. Só que aquela... Como Tânia a chama, furtadora, não sabe da burrice da loira e acha que jogamos ácido sulfúrico nela de propósito. – destampei o potinho da torta e lambi a cobertura de cima que ficou ali. Os dois me encaravam ainda, e eu sorri. – Claro que não foi isso. Tânia não aceitou perder a cachorrinha dela para Beth...

Comecei a narrar o que realmente aconteceu. Logo Jasper apareceu com Alice, e Alec e Emmett apareceram e eu tive que começar do começo, e no final todos eles estavam rindo. Claro que não teriam pena da Srta. Beth Furtadora.

– E o que você vai fazer? – Edward perguntou, passando o braço por cima do meu ombro e pegando meu refrigerante.

Eu queria demonstrar que ainda estava brava com ele, mas eu não estava mais. Não tinha como eu ficar com raiva desse garoto quando ele fazia uma expressão triste que me deixava triste também. E ainda mais se isso significava sem eu poder abraça-lo e cheira-lo como eu realmente amava. Eu só ia dar castigo para ele de manter suas mãos longe do lugar que mais gostava e colocar a culpa totalmente em Emmett.

Então quando ele estendeu o braço para pegar meu refrigerante – numa tentativa idiota dele de ver seu ainda estou raiva e vou tirar seu braço do meu ombro –, eu encostei minha cabeça em seu braço e dei um pequeno sorriso para ele. Ele retribuiu, me puxou para perto e então tudo estava bem como deveria estar.

– Talvez fazer ela beber o ácido. – brinquei, mas eles não riram. – Eu não tenho coragem de fazer isso de verdade, pessoal. – nenhuma reação. – Eu estou falando sério.

– Ok, então. – Jasper murmurou ironicamente.

– Sabe que isso é muito pior que pingos nas pernas, certo? – Alice perguntou e eu assenti.

Ela já começava a falar com o pessoal e eles respondiam. Depois de Alec conversar comigo e falar que tinha superado Alice, e que podíamos dar uma chance para ela, porque ela já fez parte do grupo uma vez e deve estar sentindo nossa falta, eu acabei por amolecer um pouco. Era um pedido do meu amigo. Além de Jasper com seus sentimentos. E Alice só se estragava por querer fazer parte do grupo de Tânia. Quem sabe com ela convivendo com nós novamente, podemos limpar Tânia do seu sistema.

– Sei sim... Mas eu não vou fazer isso. Foi uma forma de me expressar. Eu tenho algo pior em mente... – passei a língua nos lábios, sorrindo. – Só que preciso da ajuda de vocês. – dito isso todos levantaram na mesma hora e começaram a sair. Eu pulei da minha cadeira e grudei no braço do meu irmão. Pela visão periférica vi a Sra. Cooper se retrair no lugar, esperando que eu fizesse algo ruim. Eu ignorei isso e voltei à atenção ao grandão. – Emmett, por favor, é só uma coisinha. – fiquei ereta. – Ah, vamos lá, galera, não é nada demais! – eles continuaram se afastando. – Nossa, valeu por isso. Achei que fossem meus amigos.

Pronto, só jogar uma chantagem emocional e os primeiros a voltarem foi Edward e Rosalie. Logo Emmett puxou Alec, que puxou Renesmee, e por fim Jasper e Alice. Eu dei um sorriso triste só pra completar meu teatro, e depois sorri mais abertamente.

– Vamos lá, fale o que é. – Rouss mandou, bebendo toda a água de Jasper em um só gole. – Eu não quero me ferrar, só pra deixar avisado.

– E não vai. – falei. – Eu só preciso que vocês distraiam os coordenadores e o diretor para eu poder ir até a sala de química.

– O que você vai fazer lá? – Edward perguntou desconfiado.

– Nada, só mostrar para a Srta. Beth Furtadora que não tem nenhum pingo de burrice da Tânia em mim. – dei de ombros. – Podem fazer isso? – perguntei.

– Sei não... – Jasper olhou diretamente nos meus olhos. – Não vai fazer ela beber ácido, certo?

– Nops. – neguei com a cabeça. – Só vou mostrar para ela que sei distinguir o que é cada, que era o que ela estava ensinando.

– Ok, então. – ele sorriu. – Eu sei como fazer isso.

Nós todos sorrimos cumplices, então Jasper começou a narrar o que ele tinha em mente. Cada um pegou a sua parte e finalmente começamos.

Alice pegou sua bandeja xingando Jasper de todos os nomes possíveis, atraindo a atenção do refeitório inteiro para nossa mesa. Ela levantou e começou a caminhar.

– Jasper, acho melhor você ir atrás dela. – Nessie falou, também levantando.

Jazz ficou em pé e foi atrás da Alice, parando ela na metade do caminho. Ele pedia perdão e desculpas, mas a garota se negava a aceitar.

– Eu não aguento isso. – Emmett ficou em pé e foi até o casal, parando ao lado do Jasper. – Cara, esquece essa idiota patricinha! – falou alto para que todos pudessem escutar. – Garotas fáceis como ela é fácil de encontrar.

– O que? – Alice arregalou os olhos.

– Hey, cara, isso não foi legal de falar. – Jasper disse para meu irmão e então deu um soco na cara dele. Claro que tudo isso fazia parte do plano e que eles estavam usando o que aprenderam uns dias atrás na aula de teatro. Era tudo mentira, mas parecia tão real.

O refeitório inteiro ofegou quando Emmett caiu no chão, com a mão no rosto. Eu vi o quanto meu irmão estava se segurando para não cair na gargalhada.

– Ficou louco?! – berrou.

– Hey! – Rouss levantou da cadeira dela e foi até os brigões, sendo seguida por Alec. – Como você tem coragem de socar meu cara assim?

– Seu cara?! – todos falaram juntos, até Alec!

– É, isso ai! – pisou duro. – Emmett é o meu cara, e eu não aceito que você dê um soco nele. – puxou o cabelo do Jasper, que resmungou. – Agora, pede desculpas.

– Nunca! – Jazz protestou.

– Solta o meu namorado, Rosalie Hale! – Alice pegou o suco de uma garota e jogou em Rosalie, que sabendo que isso ia acontecer, se abaixou na hora. Acabou por acertar em Lauren. – Oh meu Deus, me desculpa! – Alice começou a saltitar no lugar. – Me desculpa! Me desculpa!

– O que está acontecendo aqui? – O diretor se aproximou da bagunça, com os coordenadores e a policial junto.

Estava tudo liberado, agora era só ser rápida. Eu peguei a mão do Edward e o puxei para o canto da parede, andando rápido e agachando um pouco.

– Eu não vou lhe desculpar, Alice! – Lauren levantou com um o iogurte dela na mão. Ela jogou em Alice, que se abaixou rápido, fazendo pegar bem na cara da Sra. Cooper.

– Sua maluca! – Alice ficou em pé novamente. – Quase que você estraga meu cabelo!

Alice foi até uma mesa próxima e pegou um pedaço de bolo que tinha na bandeja do garoto. Ele até tentou impedir, mas já era tarde, ela jogou em Lauren, mas dessa vez essa foi mais rápida e se abaixou, fazendo pegar na garota mais barra pesada daquela escola. A death metal maluca limpou o rosto e olhou para Alice, que acenou dando um sorrisinho nervoso. A garota pegou o pote de salada que tinha na mesa dela e jogou, acertando um garoto. E foi então que a guerra começou e só se via comida por tudo que era lado. O diretor gritava aos quatro ventos, sem ser ouvido, assim como os monitores, que ameaçavam chamar a policia. Como se isso fosse adiantar...

– Isso não estava nos planos. – Edward falou olhando horrorizado para a cena.

– Tanto faz! – eu me desviei de uma maçã. – Vamos sair logo daqui!

Eu continuei puxando Edward na direção da porta, e logo estávamos fora do refeitório. Eu comecei a rir, não acreditando que eles tinham conseguido mesmo distrair todos os coordenadores. Ainda segurando a mão de Edward, continuei o puxando pela escada para o segundo andar.

– Eu ainda vou precisar chamar aquela professora para ver, mas não sei como... – murmurei comigo mesma. – Afinal, ela tem que ver minha surpresa...

– Que surpresa? – o ruivo perguntou desconfiado.

– A-aquela que fa-falei. – gaguejei e ele me encarou com os olhos em fenda. – Estou falando sério, Edward!

Assentiu com a cabeça, mas parecia ainda não acreditar. Subimos outro lance de escadas, em silencio, até ele começar a dar o certinho.

– Bella, eu não acho que isso seja certo... – Edward murmurou, olhando para os lados.

– Cala a boca. – mandei, rindo. – Ninguém vai pegar nós aqui em cima se é isso que você está preocupado. – revirei os olhos.

– Tem certeza? – parou no meio das escadas, fazendo eu olhar para trás. Ele fazia uma careta. – Pelo que eu me lembre tem dois vigias no meio do refeitório para ficar de olho em você e no seu irmão. Até o diretor está lá. Não quer dizer que uma briga de comida vai os fazer esquecerem de você. Acha que não devem estar te procurando naquele meio para lhe culparem?

Eu bufei contrariada, sabendo que ele tinha razão. Mas não ia admitir. Primeiro porque eu não tinha nenhum medo daquelas pessoas que estavam lá para me vigiar, e muito menos de levar uma detenção no meio da testa. E também que eu tinha que provar para aquela professorazinha Sra. Beth Furtadora que eu sabia muito bem fazer uma experiência que podia mudar o mundo. E por ultimo, que eu nunca largaria a ideia de aprontar uma. Fala sério, eu era Bella Swan, não ficava me escondendo dos outros quando estava determinada a fazer alguma coisa. Principalmente quando me ofendiam.

– Edward, relaxa, baby. – eu parei na frente dele, um degrau acima, ficando na sua altura. Peguei a gola de sua camisa xadrez. – Rosalie vai conseguir despistar aquelas pessoas que não tem mais o que fazer do que reparar na minha beleza... Ela deve estar bem esperta naquela briga. – revirei os olhos e sorri, mexendo na gola. – E também, o que você acha... – aproximei meu rosto do dele, descendo pelo seu pescoço e comecei a distribuir beijos em sua pele. Suas mãos foram para minha cintura, apertando e me puxando para ele. – de dar uns amassos na sala de química?

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Edward me puxou para mais perto dele e suspirou. Depois daquela noite no carro do Edward – e todas as chances que conseguimos de fugir com o carro dele para lá novamente -, as coisas entre nós estavam cada mais... Intensas. E isso até me assustava um pouco, porque eu me preocupava até aonde isso poderia ir, mas eu não pensava em parar. Esses pensamentos passavam a uma distancia enorme da minha mente. Porque eu gostava daquilo, de poder beijar meu nadador.

– E... – eu beijei o queixo dele e subi para os lábios, sugando o inferior. – Então?

– Você ainda está brava comigo? – ele ergueu uma sobrancelha.

Eu o encarei, sorrindo.

– Você acha que eu poderia ficar brava com você?

Ele sorriu e me puxou para um beijo. Era calmo e carinhoso.

– Vamos logo. – falou por fim quando nos afastamos.

Agora era Edward quem me puxava escada acima, me fazendo rir da sua pressa das futuras mãos bobas no laboratório. Quando chegamos à sala, eu fui direito para a mesa que dividia com Tânia. Peguei óculos de proteção e entreguei um para ele, que colocou.

– Agora só preciso começar a trabalhar que vai ser fácil, fácil identificar. – falei e ele sorriu.

– Pode deixar, eu te ajudo se você não tiver capacidade suficiente para pensar.

– Edward, cala a boca. – murmurei, rindo.

Edward me ajudou me dando os tubos de ensaio. Eu fui misturando o que precisava para descobrir, quando via a mudança de cor.

– Então alguém vai aprontar... – a voz de Tânia fez eu me assustar, e eu acabei derrubando uma proveta vazia no chão.

– Porra, Tânia. – falei, olhando para o lugar. – Agora vou ter que limpar isso.

– Desculpa. – ela levantou as duas mãos em rendição, e se afastou da soleira da porta. – Eu vi vocês dois saindo, e sabia que iriam vir para cá. Agora fala, qual é o plano?

Edward e eu trocamos olhares, e ele deu de ombros.

– Eu vou mostrar para a professora que ela xingou a pessoa errada. A única burra daqui é você. – apontei para ela, que me olhou com a boca aberta. – Você sabe que é verdade.

– Vai se ferrar. – rosnou e eu gargalhei.

– Bom... É por isso que estou aqui enquanto acontece a festa da comida no refeitório. Sabe... Acho melhor você voltar para lá.

– Eu quero fazer isso também! – ela se aproximou da mesa. – Não quero deixar que ela me xingue por nada.

– Não foi por nada. – Edward falou e ela sorriu sem graça.

– Ok, Tânia, você pode me ajudar. – falei e ela começou a pular no lugar, me fazendo revirar os olhos. – Vá na sala dos professores e a chame para vir aqui.

– Pra que? – perguntou.

Essa era a única coisa que Tânia podia ser útil, e acho que não foi só meu ego que a Srta. Beth feriu. Seria bom que Tânia mostrasse para ela que nós duas juntas era coisa ruim, mesmo eu fazendo tudo. Eu não me importava que Tânia se ferrase, e sim quem ferrava com ela. Só eu poderia faze-la passar vergonha e chama-la de burra. Isso era uma regra desde que me conheço por gente. Essas minhas brigas com Tânia aconteciam por anos, e não seria uma professora metida que acharia que poderia humilhar a burrinha que tem uma cachorrinha.

– Para ela ver nossa lição de casa pronta. – falei o óbvio.

– Ok, então. – Tânia foi na direção da porta, mas eu a chamei. – Fala.

– Só para avisar, quando ela chegar, não entre com ela na sala, sim? Apenas fale que nosso trabalho está feito aqui na mesa, e vá embora. E também, demore um pouco, pois precisamos de tempo aqui.

– Certo. – Tânia sorriu maligna e finalmente saiu.

– Bella, você é horrível. – Edward gargalhou e eu o acompanhei.

– Nunca disse para você que era boazinha. – dei de ombros. – Agora vamos terminar isso logo que precisamos aprontar as coisas antes que Tânia volte com a Srta. Beth Furtadora.

– Beth o que? – Edward perguntou já rindo.

– Foi Tânia quem a chamou de furtadora, e sabe... E pegou. – ri também.

Em menos de três minutos nós terminamos de colocar os nomes nos tubos de ensaio, cada um com o nome da respectiva descoberta. Eu olhei orgulhosa para meu trabalho. Desde criança eu gostava dessas experiências, e assistia aos programas infantis educativos que um carinha passava usando produtos, e tinha aquelas bombas fedorentas que passavam em desenhos também. Então, isso cada vez mais chamava a minha atenção, e eu sabia muito bem me localizar em um laboratório de química.

– Pronto, e agora? – Edward perguntou, arrumando a etiqueta do ultimo.

– Agora que está tudo devidamente etiquetado... – eu me virei para ele, pegando sua camisa e o puxando para mim. – Nós vamos fazer uma experiência diferente...

– Como assim? – ele sorriu malicioso, passando as mãos pela minha cintura.

– Está vendo esse becker? Nós vamos misturar esses liquidozinhos coloridos dentro dele, e com uma pitada de distração, por que... – fiquei na ponta dos pés para poder lhe dar um beijo no queixo – vamos estar nos divertindo, isso vai dar merda.

Edward gargalhou antes colar os lábios nos meus, entrando no plano de distração. Eu levei uma das minhas mãos até a nuca dele, apertando os fios dali, me divertindo com a situação. Eu senti minha pele formigar por mais contato, ansiando pelas mãos de Edward, que estavam na minha cintura.

Quando precisamos respirar, ele desceu os lábios pela minha bochecha para meu pescoço e eu aproveitei para misturar mais. Enquanto Edward se divertia com a minha pele, peguei um tubo de ensaio com liquido verde e coloquei no becker com água e isso resultou numa cor alaranjada. Depois peguei um amarelo e misturei junto, fazendo voltar ao verde. Edward riu e eu o acompanhei. Então voltei minha atenção para meu nadador, puxando ele de volta para me beijar.

Ele desceu as mãos para minha bunda e apertou, puxando contra ele. Soltei um gemido em seus lábios, apertando os fios de cabelo que estavam enrolados entre meus dedos. Edward gostava disso. Seu gemido rouco mostrava o quanto.

– Misture também, Edward. – eu sussurrei e logo ouvi o barulho de liquido.

Foram mais três tubos de ensaio, mais dez minutos de beijo, lábios inchados, para no final obtermos uma cor rosa que me fez rir. Teria que contar aquilo para Tânia, já que ela ainda se perguntava se podia ter rosa.

Arrastei Edward comigo até o aquecedor, deixando lá para esquentar, bem em cima da tela de amiato. Vi com um prazer imensurável o liquido começar a borbulhar e subir, passando pelos vidros conectados. Me lembrava desenhos animados.

– Isso com certeza vai dar merda. – Edward falou, olhando para o nosso liquido rosa fazendo sua viagem, se misturando.

– Yeah. – assenti. – Então é melhor nos protegermos.

Foi só falar isso que eu ouvi a voz da Srta. Beth Furtadora com a de Tânia. Edward me puxou para debaixo de uma mesa que dava uma ótima visão da mesa que esquentava o liquido, e a mesa que tinha a minha lição.

– Não vai entrar, Tânia? – ouvimos a vos da Beth já dentro da sala.

– Não, não, Srta. Elizabeth. Eu vou procurar a Bella, porque ela não está aqui para explicar... Deve ter ido algum lugar com Edward.

– Tudo bem. Vai lá que eu vou ver o que vocês fizeram.

Eu coloquei a mão para abafar a risada que queria sair. Como aquela mulher que se dizia está esperta em relação a nós duas podia tão inocentemente cair em mais uma armadilha? Isso só provava que ela não estava merda nenhuma e só queria bancar a sabe tudo. Rá! Sonha com isso, Srta. Beth Furtadora, porque ninguém é bom e esperto o suficiente para mim.

Vimos Beth se aproximar da nossa mesa destruída e olhar atentamente para os tubos de ensaio, murmurando coisas ilegíveis. Ela assentiu com a cabeça, e deu para percebe que não tinha nenhum errado. Eu sei, eu sou ótima. Com esse tempo, eu comecei a perceber uma estranha fumaça rosa que começava a se formar na sala, chegando até Edward e eu. Ela tinha um odor estranho...

– Ah, não... – murmurei, já me desesperando.

Eu não acreditava naquilo. Edward e eu tínhamos que sair dali, mas como?!

Beth também percebeu a fumaça, e achou de onde vinha, que era o becker que colocamos para esquentar. Ela se aproximou e apagou o fogo, depois pegou com uma pinça metálica o becker e mexeu. Senti meu sangue congelar. O negócio borbulhou ainda mais, e Beth só prestava atenção no becker!

– Não! – eu saí debaixo da mesa, gritando. – Não faz isso!

– Bella! – Edward veio atrás de mim.

Mas já era tarde demais, pois o liquido começou a borbulhar ainda mais, e então explodiu, batendo na minha cara o que quer que fosse aquilo. Eu comecei a tossir descontroladamente, balançando a mão na frente do rosto, só que era muita fumaça. Foi então que eu ouvi um grito que fez minha espinha congelar. Beth gritava, e parecia com muita raiva.

– Edward! – chamei, me desesperando, pois estava com medo perdida no meio daquela fumaça. – Edward, cadê você?

– Aqui. – ele apareceu do meu lado, trazendo seu rosto para perto do meu para que assim pudesse enxerga-lo. – Vamos sair daqui.

Eu assenti e comecei a tatear o lugar para assim não bater em alguma mesa e acabar deixando cair ácido por ali. Novamente as coisas tinham saído de controle. Não era para dar essa bagunça toda, era apenas para dar uma explosão pequena como tinha acontecido na aula, só que menos perigosa. Droga, porque tudo tinha que sair errado?!

Edward e eu conseguimos sair da sala, que exalava fumaça pelo corredor inteiro. Eu olhei para o nadador, vendo se ele não havia se machucado, mas encontrei outra coisa...

– Oh meu Deus! – exclamei, começando a gargalhar. – Edward... Caralho! – me curvei, com as mãos na barriga.

Ele me encarou e arregalou os olhos.

– Bella, você está... Rosa?!

Eu parei de rir. Então eu também estava? Ah, merda!

– Oh meu Deus, o que aconteceu aqui? – Tânia apareceu no meio da fumaça e nos encarou. – Ah, como vocês estão lindo! – piscou os olhos.

– Cala a boca! – mandei e olhei para meus braços, vendo-os rosa. – Não! Não! Não!

Edward parecia em choque, também olhando para os braços. O cabelo dele estava todo rosa, assim como seu rosto, seu pescoço e sua roupa. Resumindo: ele estava uma pantera cor-de-rosa total. E não duvidas que eu estivesse do mesmo jeito ou pior. E isso me deixava com vontade de chorar, só que também rir do nadador. Tânia ao meu lado saltitava, querendo saber o que fizemos.

– Foram vocês! – Sra. Beth Furtadora saiu do nada da fumaça e ela também estava completamente rosa. – Eu vou matar vocês!

Eu arregalei os olhos e puxei Edward e Tânia para correr, porque a mulher parecia mesmo estar falando a verdade. Nós descemos os lances de escadas, rindo enquanto Beth corria atrás de nós falando que ia nos matar repetidas vezes. Era engraçado demais aquilo! Conseguimos chegar no refeitório, irrompendo pelas portas duplas. Eu parei espantada, olhando para o local que estava totalmente destruído de comida.

– E que isso não se repita nunca mais! – voz do John chamou minha atenção para o lado mais afastado.

Todos estavam lado a lado, de cabeça abaixada e ouvindo ele falar, falar e falar. E também, todos estavam sujos de comida. Eu não duvidava que tivesse até nas roupas intimas, pelo estado que se encontravam.

– Eu vou acabar com vocês! – Beth gritou se aproximando, e isso chamou a atenção do diretor.

Ele arregalou os olhos para nós três, mas antes que pudesse falar alguma coisa, nós corremos até ele, ainda fugindo da Beth. Essa não se abalou diante da autoridade maior, e ficou correndo atrás de nós, em circulo e em volta do diretor.

– Mas o que está... Hey me respondam... – o cara não conseguia formular uma pergunta, e eu só sabia rir, ainda correndo. – Parem! – finalmente berrou e nós paramos. – Me expliquem o que está acontecendo aqui!

Nós todos começamos a falar ao mesmo tempo, só parando quando o John berrou novamente. Ele mandou a professora explicar, eu vi que iria me ferrar bonito agora. Beth já chorava, falando que o diretor tinha alunos com o capeta no corpo e que aquilo era um inferno. Ela apontou para mim e falou que eu era a rainha deles, e que deveriam me exorcizar. Com essa eu tive que rir, fazendo o John me olhar feio e depois falar para Sra. Beth Furtadora que já tinham tentado isso e que meu problema era um distúrbio de destruição.

– Então leve essa garota a um psiquiatra! – ela esbravejou. – Ela é o capeta! Um furacão destruidor!

– É! – Alec e Jasper falaram juntos, fazendo todos rirem.

John resmungou com eles, e se virou para a professora.

– Já a levamos também, Srta. Elizabeth, mas Bella é uma garota impossível. Nada a faz parar. Nem a própria mãe consegue. O que ela carrega é uma praga nas mãos, em que tudo que toca estraga ou vira... Isso que você viu.

Se eu me ofendi? Que nada! O John me amava, só não admitia ainda.

Essas palavras só fizeram Beth ficar ainda mais furiosa e despencar toda a sua fúria em palavras que deveriam me deixar mal e para baixo, mas que só me divertiram. Quando ela acabou e calou a boca, Edward começou a me defender e com essa tive que suspirar. Ele era tão... Perfeito que me deixava toda derretida. Cara, aonde eu imaginava que iria achar um puta de um nadador gostoso que gostava de ser meu amigo, me pegava, e ainda me defendia com unhas e dentes, mesmo sabendo que eu estava errada? Só o destino para colocar esse pedaço de mau caminho na minha vida.

– Sr. Cullen, eu sei que quer defender sua amiga – John lançou um olhar para mim e eu pisquei para ele. -, mas sei também que a Srta. Swan não é nenhuma santa, e que isso tem mão dela, não importando que não seja de propósito. Então... Acho melhor deixar que eu resolvo isso.

Eu dei de ombros e Edward me olhou, para depois dar também.

– Tudo bem, então. Eu admito que também tive culpa.

E é agora que eu morro com tanta admiração. Ele era perfeito! Vou morrer mesmo, puta merda, Edward Cullen porque tão perfeito?

– Se você está falando... – o diretor deu de ombros também.

Ele sabia como Edward era. Todos ali sabiam.

Pelo canto do olho vi Emmett acenar animadamente para mim – ele estava bem na frente da fileira, com todos ao lado dele -, e quando percebeu que o encarava, fez um OK! com a mão, concordando com o que eu tinha feito. Todos sorriram cumplice comigo, o que me fez me sentir ainda melhor. Eu podia me ferrar, mas sempre iria me divertir primeiro.

Essa brincadeira toda resultou em Srta. Beth Furtadora Furtadora ainda mais empenhada em dar aulas para Tânia e para mim. O refeitório destruído de comida, com os alunos limpando. Tânia querendo saber como tínhamos feito o liquido rosa. E Edward e eu na sala do diretor recebendo uma detenção no meio da testa, literalmente.

Mas pelo menos no final eu tinha perdoado Edward e nós acabamos escondidos no meu quarto.

Notas finais
Hey vocês, como estão? Esse capítulo era para ter sido postado desde quarta, mas fiquei sem internet e só hoje voltou. E então, o que vocês acharam? Alec e Renesmee são tão fofos :3 E Alice fazia parte daquele grupo antes, mas ela foi uma idiota. Mas agora ela melhora kkk e Bella e suas vinganças! Eu não sei muito de química então nessa parte só usei criatividade e o que minha amiga sabe (porque ela ama química), então qualquer coisa, nao sei se está certo :( Bem, é isso. Espero que tenham gostado. E até o próximo ;)