Aquela Garota

10 Primeiro Dia, Primeiras Impressões


Notas iniciais
Cara, eu estou impressionada comigo mesma por estar postando esse capitulo agora, acho que é porque eu finalmente estou livre por um tempo kkk Espero que gostem, gatinhas

9. Primeiro dia, primeiras impressões.

Edward POV

Eu não sabia quanto tempo havia se passado desde que Bella disse que as coisas iriam mudar. Tinha medo de perguntar e ela dizer “Não quero você na minha vida, Edward, sendo que depois vai sair”, pois foi isso que Emmett falou que as coisas aconteciam, eu imaginei. Claro que eu não a deixaria falar isso e sair. Eu iria insistir até ela entender que eu não iria embora ou até ela ser bem especifica e clara de que não queria me queria na vida dela.

Olhei para o lado e Bella estava com a cabeça abaixada, olhando para o chão. Ela também não falara nada depois de suas palavras. Talvez me esperando disser alguma coisa?

Decidi me aproximar mais dela, sentando perto o suficiente para nossos braços poderem roçar. Podia sentir o calor que emanava do seu corpo e queria poder tocar nela para saber que nossa amizade continuaria mesmo eu sabendo dela, e que essa tal mudança que ela queria dizer era outra coisa e não se afastar. Bella tinha se tornado alguém importante para mim – tanto que eu pensava em sequestra-la só para não poder me separar dela. Poderia ser um exagero e algo que eu nunca senti por outro amigo, mas com ela sempre foi diferente. Desde quando nos conhecemos, pelas coisas que passamos, e a forma como eu a considerava. Era a mesma coisa que faria por Nessie. Um sentimento amigo que eu não conseguia explicar só que se precisasse me colocar em alguma encrencar por Bella, eu me colocaria. Sim, até ser preso por sequestra-la.

O tempo foi passando e nada dela falar alguma coisa, então decidi que eu quem teria que fazer isso.

— Quando... – minha voz saiu cortada e eu pigarrei. – Quando você disse que as coisas iriam mudar o que você quis dizer?

Bella deu um longo suspiro e me encarou. Seus olhos verdes pareciam com medo. Do que, é que eu não entendia.

— Você sabe agora o que eu tenho, Edward. De alguma forma você vai começar a agir diferente comigo, se não se afastar vai ser cuidadoso demais como Renée, Emmett, Rosalie e Alec são e eu não quero isso.

— Eu não vou.

— Vai. – assentiu rápido com a cabeça.

— Bella, — soltei o ar, perplexo. – isso não vai acontecer. Quero dizer, o que faz pensar isso? Me explique.

— Explicar?

— Yeah. Me explique o que aconteceu com você, o porque desse medo grande das pessoas saberem que você tem DDA. Porque isso não é normal.

Ela franziu o cenho pensando, depois assentiu de leve com a cabeça.

— Eu acho que eu deveria ter feito isso desde a primeira pessoa. Tudo bem, Edward. Vamos lá, vou lhe contar o que aconteceu comigo. – deu um pequeno sorriso, relaxada. Aquilo acalmou um pouco meus batimentos cardíacos e também me fez relaxar, mas não o suficiente. – Só não dou certeza se você ainda vai gostar de mim depois.

— Eu dou essa certeza.

Ela revirou os olhos.

— A gravidez de Renée não foi muito saudável. Minha mãe engravidou com dezoito anos, tinha acabado de sair da adolescência e pelo que vovó sempre fala, mamãe era bastante inconsequente e ainda mais quando conheceu Charlie. Os dois aprontavam bastante por Los Angeles, sabe. Gostavam de fazer bastantes loucuras juntos, como um casal apaixonado.

Bella olhou para frente, parecendo perdida em pensamentos. Ao contar a pequena parte em que seus pais estavam juntos ela mostrava ficar feliz, dava para ver pelo sorriso nos lábios.

— Renée fumava na época em que engravidou bem coisa de garota rebelde. Ela deveria parar, mas não e isso resultou em um bebê com problemas respiratórios e hiperatividade. No começo foi difícil de lidar, mas estava tudo bem, Renée tinha a família a apoiando e também Charlie. Eu era bastante elétrica e dava bastantes cabelos brancos à família. Ainda mais tendo a ajuda de Emmett, que nasceu no mesmo ano que eu. Você sabe a confusão que é. – eu assenti para ela, que revirou os olhos. – Tudo ia muito bem até tia Carmen descobrir que suas dores constantes na cabeça eram câncer de cérebro e quando foi tratar já era tarde. No leito de morte ela contou para mamãe que Emmett era filho de Charlie. Não gosto de ser dramática – me lançou um olhar de menina travessa e foi minha vez de revirar os olhos. Mais dramática que ela só Renesmee. -, mas naquele dia foi quando meu mundo desmoronou. Meu e de mamãe.

“Foi difícil para Renée poder voltar a ser a mulher forte que sempre foi. Passei por uma época difícil com ela, pois estava bastante triste e quase não me dava atenção e ainda tinha Emmett em casa. Ele foi morar com nós como ultimo pedido de Renée. A família esperava que Renée não acatasse esse pedido porque a irmã havia a traído, mas Renée sempre foi bondosa, e é uma das coisas que mais amo nela, pois se não fosse por isso eu e Emmett não seriamos tão próximos. Mas bem, continuando. Renée lutou e voltou a ser quem era, assim como voltou a ser minha mãe perfeita. Isso foi uma coisa importante para meu crescimento porque ajudou em eu já não ser uma antissocial que sou. Não é minha culpa, as pessoas nunca conseguem acompanhar meu ritmo.

Mesmo assim consegui amizades, Rosalie e Alec. E tinha Emmett comigo também. Demorou um pouco para os três aprenderem a lidar com a minha doença, mas eles conseguiram. Emmett uma vez chegou a me odiar, só que quando Renée lhe explicou tudo e disse que nós três tínhamos que ser unidos, ele entendeu. Mas além dos três, eu não consegui criar mais laços de amizade. Ah, claro, também teve Jacob. Ele entrou na minha vida depois de Rosalie e Alec, ou seja, eu já não sabia mais como lidar com as pessoas que não entendiam que eu não era uma pessoa normal. Na escola alguns tinham medo de mim porque eu fazia coisas que eles não tinham coragem de fazer e também desrespeitavam os maiores. Outros me achavam uma esquisita e não queriam ficar por perto. E tinha aqueles lá, você sabe, que qualquer pessoa que não seja normal não pode estar lá e fazem de tudo para fazer inferno na vida da pessoa.”

— Você sofreu bullying? – perguntei alarmado.

— Tentaram, mas não conseguiram. Isso só me fez não querer contar para ninguém que eu era hiperativa, e meus amigos me apoiaram nisso. Então as coisas que eu aprontava eles sempre estavam comigo para me ajudar, ou levar a culpa. Nós passamos bastante na sala do diretor. – ela sorriu orgulhosa. – E quando Jacob apareceu, eu não contei para ele. O cara achava que eu era animada de natureza como qualquer pessoa feliz, e eu deixava achar isso. Enquanto não afetasse nossa amizade, tudo bem. De amigos passamos para melhores amigos, você lembra o que eu te contei. Aconteceu aquela coisa clichê de amiga se apaixonar pelo amigo, ele percebe, os dois tentam, mas não da certo. Eu falei mais ou menos a verdade porque não foi apenas o fato dele não se dar bem com sentimentos intensos. A coisa toda de eu não dar atenção para ele porque não consigo, as frustrações de não conseguir fazer algo e descontar nele. Tudo isso já deixou o relacionamento balançado. Só que teve um dia que eu estava muito animada, decidi tomar café e comer coisa doce. Foi como me dar uma descarga de energia, eu estava impossível e Jacob ficou com medo de mim.

— Babaca. – murmurei por baixo da respiração e ela riu.

— Yeah, eu concordo com você. Jacob me colocou contra a parede para saber o que estava acontecendo e porque eu era assim, porque não podia ser uma namorada normal. Como ele dizia também gostar de mim, eu decidi contar a verdade achando que ele entenderia. Depois que soube ele disse que precisava pensar e entender, mas que eu não ficasse preocupada. E eu não fiquei, achava que os sentimentos dele por mim o faria entender. E por um tempo pareceu isso, só que Jacob me tratava diferente, como se eu fosse... Doente. Não era como as pessoas que cresceram comigo, era algo que me sufocava. Ele queria controlar o que eu comia, achava que eu não podia fazer certas coisas. Chegou um tempo que eu quis distancia dele, mas ainda sim eu aguentava porque gostava muito. Só que ele não era igual, não sentia o mesmo, fazia o que fazia, mas também havia se cansado. E então teve um dia que eu estava correndo e ele apareceu e falou que não dava mais, não sabia lidar e eu comecei a falar para ele não fazer aquilo que eu ia melhorar e tentar me controlar e ele falou aquela mesma coisa de “Bella, por favor, relaxa” Como eu podia ficar relaxada quando ele estava dizendo que não gostava de mim o suficiente para ficar comigo porque eu tinha um problema? Jacob foi um babaca. Me deixou ali na praia pedindo desculpas e eu nunca mais vi ele.

— Não até aquele dia.

— Isso. Não foi fácil lidar com aquilo porque era meu primeiro namorado, o primeiro cara que eu tinha gostado e achava que amava ele. Fiquei muito triste e como tudo comigo é intenso demais, a tristeza se transformou em depressão. E não ria de mim, Edward. – apontou o dedo para mim mesmo que eu não estivesse fazendo aquilo. Eu estava era com raiva de Jacob. – Eu não sou chorona, ok? Só que como eu disse era meu primeiro namorado, eu achava que o amava. E eu não sou dramática. – piscou um olho. – Renée e o pessoal tentaram me ajudar, mas sem sucesso. Me mandaram pra ficar com Charlie, e como lá eu nunca passei nada com Jacob foi mais fácil. Voltei para cá melhor, talvez possa dizer renovada. Voltei a ser eu mesma e Emmett até brincava falando que eu era filha da Renée mesmo porque passamos pela mesma coisa e superamos voltando a ser quem éramos. O meu irmão é um idiota. Eu voltei a aprontar, enfrentar as pessoas sem medo e essas coisas. Renée ainda me mandou para uma psicóloga porque eu andava agressiva demais, e essa disse que seria bom eu me focar bastante em atividades que me fazia gastar energia. Comecei com correr de manhã, depois passei a jogar tênis, basquete, futebol, vôlei, beisebol e também a nadar. Depois de correr, nadar é o que eu mais gosto. Também tem a parte de desenhar, eu sempre me acalmo com desenhos. Estava ficando boa. Mas não deixava as pessoas se aproximar de mim porque não queria passar novamente pelo que passei. Toda aquela coisa de achar que a pessoa é uma coisa e no final quando sabe sobre mim é outra. Não preciso mais de ninguém tentando me ajudar, mas só fazendo da forma errada. Já tenho Charlie para isso.

— Charlie?

— Você percebeu que faz perguntas pra eu continuar falando? – perguntou e eu soltei uma risada.

Era uma coisa boa saber mais sobre Bella, mesmo que seja a parte mais difícil da sua vida, que é lidar consigo mesma e seu hiperativíssimo.

— Esse é o plano. Continuar fazendo você falar. Vamos, me explique.

— Ninguém gosta que eu fale demais e você aqui querendo me incentivar. Deve ter problemas, garoto. – encostou o ombro no meu. – Charlie, depois que Renée pediu o divorcio, foi morar em Orlando, então ele não acompanhou as fases da minha vida e não sabe lidar muito bem com meu pequeno problema. Ele é exagerado, sempre quer controlar o que eu vou comer, meus passos, meus impulsos. Uma vez achei que ele iria ter um aneurisma porque fiz algo inconsequente.

— Tipo se jogar em cima de um assaltante? – sugeri e ela riu.

— Bem assim mesmo. Ao mesmo tempo em que é algo legal o que ele está fazendo, que é se preocupar comigo, é triste porque ele é meu pai, deveria saber! O que eu gosto, o que eu não gosto, o que Renée liberou e não liberou, só que ele não sabe. Os dois pouco se falam, apenas quando é para dar um castigo em mim e Emmett. Mas fora isso, nada. Confesso que se eles não morassem tão longe um do outro eu teria feito alguma coisa para junta-los. Sabe, igual o filme das gêmeas que são filhas de um cupido e juntam os pais. Você já assistiu? – neguei. – É bom pra tirar o tédio.

— Você é boa pra tirar o tedio também.

— Hey, está me chamando de filme de tarde que você assiste só quando não tem nada mais passando na TV?

Bella fez aquela expressão de ofendida e ao mesmo tempo divertida. Eu dei de ombros e ela me deu um soquinho no ombro, igual Emmett fez. Quem pegou a mania de quem nisso?

— Se eu sou, você também é, Edward.

— Não, eu não. Sou uma pessoa bastante agradável e legal de passar à tarde. Sou o tipo de filme que você assiste mesmo tendo outro legal para assistir.

— Claro, claro. – ironizou. – Você é filme chato de tarde.

— E você é programa de entrevista pouco famoso.

— Olhem o programa de animal.

— Olá, programa que só faz barraco.

- Está falando o programa de pesca que passa no domingo. – cantarolou.

Foi a minha vez de ficar ofendido.

— Hey! Agora você pegou pesado, Bella. Isso magoou, ok? Porque não tem nada pior que programa de pesca. – bufei.

Virei o rosto, fazendo drama. Claro que era apenas encenação porque não tinha magoado nada, só queria deixar Bella culpada como ela fazia comigo. Era hora de dar o troco.

Olhei pelo canto do olho e Bella estava com as sobrancelhas franzidas e me encarando.

— Alguém já disse para você que fica um chame emburrado, Edward? – me virei para ela não acreditando naquilo. – Esse bico que você fez foi bem fofo. Posso apertar sua bochecha? – ela avançou, apertando minha bochecha.

Eu tentei me soltar de suas mãos, mas não conseguia. Bella estava rindo enquanto se divertia à custa das minhas bochechas que ficavam doloridas. Eu poderia me esforçar mais para tira-la, mas vê-la dando uma gargalhada tão gostosa como aquela me impedia. Quando ela sentiu que tinha apertado o suficiente, soltou.

— Agora você está vermelho. Gato. – piscou um olho e depois gargalhou novamente. – Vou começar a fazer isso com você, Edward.

— Claro, claro. – bufei, alisando minhas bochechas. – Com uma condição. Tem que me deixar levar você na minha mala se eu precisar fugir.

Bella riu ainda mais.

— Você não vai precisar fugir, Edward, eu vou cuidar do Huck e ele nem vai pensar em fazer algo contra você. Ele sabe das regras lá no Tijela que é não mexer com meus amigos. – deu de ombros. – Antes de responder se você vai poder me levar na sua mala, caso precise, eu preciso que você me responda uma coisa.

— Só perguntar.

Bella mordeu o lábio inferior e remexeu as mãos de forma nervosa. Percebi que não era nada divertido o que iria perguntar e pela forma que enrolava para perguntar, ela tinha medo da resposta. Era tão fácil para eu reconhecer os gestos dela, mesmo que tivesse convido pouco tempo para que isso acontecesse.

— Eu preciso saber como você será comigo a partir de agora, Edward. Não sou fácil e ainda mais quando estiver atacada. Você pode achar que vai conseguir lidar, mas ainda não viu como funciona. E eu não quero que veja caso ainda esteja indeciso.

Ela me lançou um olhar triste e depois abaixou os olhos para as mãos. Eu me aproximei mais dela, colocando minha mão em seu rosto para ela poder me olhar.

— Eu não estou indeciso. – dei um pequeno sorriso. – Eu sei que vai ser algo difícil mesmo sem saber como acontece, só que Bella, eu realmente gostei de você e da sua amizade. Qual é, você é minha vizinha gostosa, tem que ser minha amiga. – revirei os olhos e ela riu. – Aqui, agora, eu posso prometer para você que quando precisar de mim eu estarei aqui. Se quiser descontar suas frustrações em mim, sou todo seu. Não é como se eu não soubesse lidar com isso. – Carlisle fazia e ele não me avisava ou me dava à chance de fugir, pensei. – Eu não quero ser mais uma pessoa que te deixou pelo que você é, Bella. Ao contrario, quero estar aqui e com você. E não vamos esquecer que você ainda está me devendo dois terços de uma divida, lembra?

— Como esquecer? – ela revirou os olhos.

— Pois bem. Não precisa se preocupar que eu vá embora porque eu não vou. Só se eu tiver que fugir, mas como eu disse vou te sequestrar então... Se prepara, Bella, para eu ser mais uma pessoa importante na sua vida que vai te irritar, defender, te aguentar. E então, vizinha gostosa, vai deixar eu te colocar na minha mala?

Bella abriu um sorriso tão aberto e feliz que de todos que eu já tenha presenciado dela, aquele foi o mais bonito. Ele me fazia bem porque eu sabia que ela estava bem e que as mudanças não seriam nada demais. Eu iria aprender como conviver com Bella se precisasse – o que acho que não porque para mim ela era completamente normal. Não tinha nada de mais ser elétrica, isso eu podia lidar. Já tinha lidado antes de saber da hiperatividade e isso não iria mudar.

— Tudo bem, Edward. Eu deixo você me colocar na sua mala. Só que já vou avisando que vou lutar contra para fazer um pouco de drama, mesmo eu querendo ir, ok? É que eu curto bastante o teatro.

— Por mim ok. Só, por favor, não lute muito contra porque você parece ser forte. – toquei seu braço fino e ela fez uma careta mostrando a língua. – Eu também curto teatro. Sou um bom ator. – pisquei um olho para ela.

— Então vamos fazer uma bela dupla.

— Com certeza, vizinha. Sabe o que eu sempre quis fazer? Fechar um pacto.

— Wow! – ela se animou, novamente jogando as pernas por cima das minhas. – Eu também sempre quis fazer. Tentei com Rosalie, mas ela é bastante chata quando quer. Não queria cortar a palma da mão e nem cuspir, então eu desisti. – deu de ombros. – O que nós vamos fazer?

— Não temos nada que corte aqui... – olhei ao redor e ela assentiu. – E se for pra trocar cuspi...

E então eu a peguei de surpresa, colando meus lábios aos dela como ela tinha feito uma vez comigo. Claro que eu estava fazendo porque queria e não porque me perdi em pensamentos como ela fez. Bella arregalou os olhos, mas não se afastou. Contei cinco segundos até me afastar, sorrindo.

— Pronto. Fizemos o pacto.

Bella continuou paralisada ali, sem piscar. Eu já tinha presenciado aquilo então esperei ela voltar ao normal, o que demorou um pouco.

— Edward... – levantou a mão, balançando o dedo. – Menino, um dia você me mata... Ah, e esse negocio de vizinho gostoso só cola comigo. Você é meu vizinho gostoso e eu quem te chamo assim. – piscou um olho, sorrindo e depois levantou em um pulo. – Chega de descansar e vamos voltar a correr.

Ela saiu correndo e eu fui atrás dela, rindo do que ela falou.

1 SEMANA DEPOIS...

Bella POV

- O que você está fazendo?

Eu levantei a cabeça na mesma hora e dei um sorriso amarelo para Edward que estava encostado na janela do Jeep.

— Estou procurando um CD que deixei aqui no Jeep, mas parece que Emmett já sequestrou ele. – revirei os olhos. – E então, preparado para o primeiro dia de aula? – mexi as sobrancelhas para cima e para baixo.

Edward franziu o cenho em uma careta e torceu o lábio inferior, o que era uma coisa bem legal que ele fazia quando algo lhe desagradava.

— Nem um pouco. – falou.

Percebi que ele estava com a mochila nas costas e pronto para ir.

— Então vamos nós dois juntos a contra gosto para aquele lugar. Entra ai. – chamei.

— Hm... – Edward olhou para a casa dele e depois de volta para mim.

— Se esta procurando a Renesmee saiba que ela já foi. – avisei e Edward arregalou os olhos. – Com o Emmett. – respondi sua pergunta muda.

A garota tinha feito amizade com meu irmão e eles passaram a semana conversando já que ele só trabalhava nos fins e na semana era um desempregado. Não era algo que agradou muito o Edward, mas isso porque ele tinha bastante ciúme da irmãzinha. O que ele não sabia era que o interesse de Renesmee não era em Emmett e sim na outra pessoa que tinha praticamente a pele colada a de Emmett. Alec. Os dois sempre andavam juntos e Renée falava que iriam se casar para poder morar junto, o que fazia meu irmão e Alec imitar sons e gestos de vomito. Não sabia o que era mais nojento, imaginar a casa deles quando morassem juntos, que ia ser uma nojeira, ou os vê fazendo aquilo.

— Vamos lá, Edward. Eu te dou uma carona e ainda posso te seduzir um pouquinho.

Edward negou com a cabeça, rindo e entrou no Jeep. Como havia desistido de procurar meu CD, liguei o carro e acelerei, seguindo a caminho do meu lugar. Ou mais ou menos. Qual é, eu era mais conhecida que o diretor e olha que ele fazia palestra. Emmett uma vez não acreditou em mim e eu me fantasiei de menino e fui fazer a pesquisa.

Eu: — Você conhece o Turner?

Pessoa 1: - Quem?

Pessoa 2: - Er... Não.

Pessoa 3: - Não é o carinha lá da que fez aquele negocio bem naquele lugar bem longe?

Pessoa 4: É de comer?

Claro, tudo bem que o ultimo podia não contar já que o cara estava chapado. E me chapou também só com a fumaça do unzinho dele. Mas foi uma pesquisa justa porque depois perguntei de mim.

Eu: - E você conhece a Bella Swan?

Pessoa 1: — Claro! É aquela garota que colocou fogo em uma das carteiras com o isqueiro do parceiro?

Pessoa 2: — Com certeza. A menina uma vez prendeu uma professora no armário para mim, já que ia ter prova.

Pessoa 3: — Se conheço? Ela conseguiu fazer o diretor Turner ter cabelo branco antes da hora!

Pessoa 4: - Conheço sim, é a loirinha lá que fez a revolução demais hora do intervalo. Ela é fera porque conseguiu.

Dessa vez o ultimo podia contar porque mesmo chapado ele me conhecia e sabia o que eu tinha feito. O Turner era desconhecido perto do meu nome. E eu não estou me gabando, ok?

— E então, como é lá em Los Angeles High School? – Edward perguntou.

— Hum... É algo como... Welcome to the jungle We got fun and games We got everything you want – fiz uma imitação horrível da voz do Axel Rose, o que fez Edward gargalhar. – Bom, pelo menos comigo é assim. O resto… É chato. Bler. – coloquei a língua pra fora.

— Bella, meu amor, o que você já fez naquele lugar?

Eu varri minha mente lembrando todas as coisas que aprontei no High School e lembrando cada uma, sendo uma pior que a outra, eu optei por não contar ao Edward. Vai que isso o faz procurar outro grupo para fazer parte na escola. Claro que ele disse que sempre estaria comigo e me aguentaria, mas o cara ainda não viu o que eu faço. Nessa semana ele agiu normalmente – algo completamente diferente do Jacob. Não que eu estivesse comparando os dois... Não, que isso... Ok, um pouco. Mas não me julgue, era a primeira pessoa que entrou recentemente na minha vida, sabia o que eu tinha e continuava sendo ela mesma. Eu precisava esfregar nas lembranças ruins que coisas boas poderiam acontecer às vezes.

— Claro que é o que qualquer pessoa vai fazer na escola, Edward. – me fiz de inocente e ele me lançou um olhar de tédio. – Tudo bem, você sabe que eu não sou santa. Edward, eu apenas dou diversão para aquelas pessoas. Nada de mais.

— Tenho medo do seu nada de mais, Bella. – ele arregalou os olhos para dar ênfase as suas palavras, o que só me fez rir. – Mas eu só quero ter em mente do que vou participar.

— Só isso? – perguntei e Edward assentiu. – Então vou falar que comigo você vai fazer varias visitas do Diretor Turner, mas relaxa que o cara é bem legal e nunca me deu mais do que uma detenção ou suspensão.

— Isso quer dizer que você não é tão má lá?

Eu tive que gargalhar dessa. Eu não era uma pessoa má e nem fazia coisas más também, apenas coisas divertidas.

— Não, não. Ele acha que eu sou possuída ou algo do tipo. – dei de ombros. – Parece que ele é católico e tem fé que um dia eu melhore.

Edward não falou nada e quando olhei para ele, estava me encarando com olhos arregalados.

— O que? – perguntei.

— Estou esperando você me dizer que ele mandou exorcizar você.

Foi minha vez de arregalar os olhos.

— Como você adivinhou? Eu acho que você deveria trabalhar de vidente com Emmett! Vou falar com meu irmão porque você é bom pra caralho, Edward.

Como se fosse possível os olhos dele se arregalaram ainda mais. Ele deve ter percebido que eu estava falando sério sobre o negocio de exorcismo. Diretor Turner realmente fez aquilo por causa da religião dele, mas não adiantou de nada porque meu problema não era coisa de possessão e sim algo mais científico, como doença. Mas eu estava me divertindo vendo ele e um padre falarem algo em latim e jogar uma água que tinha um cheiro bom em mim. Fora que tinha uma irmã que ficava rezando bem rápido e me lançando olhares de medo. Foi à cena mais engraçada que presenciei na sala do diretor. Quando contei para Renée ela queria colocar um processo na escola, mas eu não deixei porque amava o Diretor Turner e não o culpava por eu ser quem era e ele ser quem era.

— Eu acho que estou ficando com medo de ir para essa escola. – Edward falou com uma voz fininha.

— Pois já é tarde, amigo, porque nós chegamos.

Eu entrei com o Jeep no estacionamento da escola, que já estava lotado. Havia vários carros e um deles – que pertencia a um garoto do time de futebol americano – tocava algum rock alto, chamando a atenção das lideres de torcida para lá. Eu reconhecia aquele lugar de uma ponta à outra. Um canto ficava os nerds, que se cumprimentavam alegres por voltarem do recesso. Tinha também os góticos que mesmo estando um sol de rachar e um calor – ainda que confortável e fresco – eles usavam roupas pretas e longas. E muita maquiagem escura. Fui em direção aonde era a minha vaga, e o carro de Emmett estava lá. Ele, Renesmee e Alec conversavam animadamente. Bom, Emmett e Renesmee conversavam e Alec só ficava ali prestando atenção. Traduzindo: babando na irmã de Edward. Estacionei o carro.

- Eu ainda não entendo porque você e Emmett tem Jeep. – Edward comentou olhando para o Jeep branco do meu irmão.

— Ganhamos nossos carros na mesma época e nos apaixonamos por Jeep. – dei de ombros. – Só que os modelos são diferentes, então não é tão igual. E... – peguei o rosto dele e virei para mim. – Se falar que esse carro é grande demais para mim eu vou lhe dar um chute no seu traseiro gostoso. – sorri e pisquei.

Desci do carro, com a mochila jogada em um ombro. Fui cumprimentar Alec, lhe dando um tapa no ombro, tirando-o do transe, e ele me lançou uma careta.

— Animado hoje, amigão? – perguntei para ele.

— Não.

Alec odiava a escola e acho que isso se devia ao que Emmett e eu o colocávamos em algumas furadas. Ele gostava de diversão, só que sem exageros. Antes ele era mais animado para isso e nem se importava, só que desde que a vagabunda da ex dele fez a merda, Alec mudou bastante. Eu ainda tinha em mente que iria me vingar dela, mas Alec me fez prometer que não, então por isso não tinha feito nada. Mas estava esperando ela dar o passo errado para eu poder soltar minha fúria em cima dela.

— Edward, vem aqui! – Emmett chamou o ruivo, que tinha acabado de se aproximar. Ele foi desconfiado até ao lado do meu irmão. – Fica aqui do meu lado.

— Por quê? – Edward perguntou ainda mais desconfiado.

— Olhe ao redor... – eu olhei para aonde ele apontava. – Estamos chamando a atenção de todas as gatinhas dessa escola. Nós somos lindos demais!

Revirei os olhos para a babaquice que Emmett estava falando. Não era ele quem estava chamando a atenção e sim Edward. Só Edward. Era carne nova – e gostosa — as meninas iria tudo cair matando em cima do Edward. Emmett só estava se aproveitando disso já que ele era de casa e não recebia mais tanta atenção. Eu percebia que a maioria daquelas meninas assanhadas dali estava passando perto de nós para poder ver melhor Edward.

Sorrateiramente eu me aproximei do ruivo, parando ao seu lado e lançando olhares raivosos para elas. Não estava com ciúmes nem nada, era que como primeiro dia eu tinha que mostrar para elas que Edward era meu amigo e que para chegarem perto tinham que fazer por merecer. Era assim que funcionava com Alec e Emmett. E talvez, só talvez, eu estive sim com um pouco de ciúmes delas, mas isso porque estava com medo de Edward ver que tinha meninas bonitas e pessoas mais legais que nós e fosse para outro grupo. Ele tinha se limitado a nós desde que chegou e agora havia um mundo novo e com novas pessoas. Eu não podia dar bobeira com isso não, tinha que mostrar para Edward que ali ainda éramos muito legais.

Eu desviei o olhar para a entrada do estacionamento quando vi o vulto de um carro vermelho entrando. Era Rosalie e ela veio estacionar entre o meu e o Jipe de Emmett. Assim que saiu do carro usando um short jeans e uma blusa de alças, muitos caras estavam olhando. Era assim, eu espantava e ela atraia. Éramos opostos ao mesmo tempo iguais. Rosalie e eu servíamos perfeitamente uma para a outra e teve um tempo que chegaram a falar que éramos lésbicas por causa da nossa amizade. Bando de pessoas com mente limitadas. E quem causou isso foi à pessoa mais odiosa desse lugar...

Eu procurei pelo estacionamento pelo meu inferno pessoal. Foi fácil encontra-la, pois era o ponto rosa e loiro perdido no colorido. Percebi que ela me encarava também e quando viu que eu a olhava, ela acenou para mim com seu sorriso esnobe. Eu retribuí o aceno, também sorrindo. Tínhamos voltado para a escola e nossa rixa também voltaria. Minha maior diversão ali: Tânia Denali.

Tânia POV

- Parece que Isabella Swan tem novos integrantes naquele grupinho estupido dela. – falei para as meninas, ao abaixar minha mão.

As meninas concordaram comigo. Aquele grupo era o pior de todos da escola, e ainda tinha algumas pessoas que queriam fazer parte. Não sei o que viam de bom ali tendo Isabella como líder porque ela era uma desnaturada que só sabia fazer confusão e nada mais que isso. Eles não sabiam valorizar estudar na melhor escola do estado, pareciam arruaceiros. Tinha que ser aquele grupo.

— Olha, Tânia, é um garoto da lanchonete. – Alice falou apontando para o ruivo que estava ao lado de Bella.

Eu não pude olhar direito para ele no dia da lanchonete já que Bella decidiu aprontar mais uma e avançou para cima de mim. Foi uma coisa horrível o que ela fez e eu tive que ir urgente no melhor salão de beleza pagar o dobro para me atenderem na hora e poderem concertar o estrago que ela fez no meu cabelo e na minha pele. Mamãe só faltou me comer viva dizendo que eu tinha virado uma delinquente brigando na rua. Claro que ela não sabia que era Bella Swan a causadora daquilo. Eu nunca iria esquecer aquele dia e nem de quando ela atacou um copo na minha cabeça e me fez desmaiar e isso porque decidi provoca-la falando do amigo dela, esse ruivo. Tive que usar muita base e pó para esconder o hematoma que ficou na minha pele perfeita da testa.

O garoto que estava com ela não combinava nada para estar ali. Ele parecia se sentir bem com eles, mas ainda sim quem olhava de fora via que não era o grupo para ele estar. Era bonito e a forma como se comportava era elegante, como um verdadeiro garoto da classe alta. Eu conhecia bem o tipo dele e seu jeito me lembrava muito meu paixão. Os dois se dariam tão bem...

— Esse garoto não deveria estar ali. – falei para elas, que assentiram. – Eu tenho pena dele por andar com aqueles delinquentes... Algumas de vocês sabem o nome dele?

— Não. – as três murmuraram juntas.

Virei minha cabeça para encara-las e as Irina e Kate se encolheram. Ergui o queixo, já sentindo na ponta da língua o doce saber de comando.

— Então o que estão esperando para saber? – perguntei com a voz baixa.

Não deu nem um segundo e as três sumiram da minha frente indo procurar informações sobre o garoto. Naquela escola havia apenas duas pessoas que comandavam – e brigavam para ser um comando único. Eu e Bella. Eu tinha que saber quem entrava quem saía. Tudo! E com essas emprestáveis as coisas estava indo por água a baixo. Se as gêmeas não fossem minhas primas eu iria demiti-las do cargo de minhas amigas e seguidoras, mas mamãe disse que eu não posso fazer isso. Maldita família!

— O nome dele é Edward Cullen. – Alice apareceu do meu lado, ofegante. – Ele veio de Nova York e é vizinho da Bella. Está no segundo ano como nós. A garota ruiva se chama Renesmee Cullen e é a irmã mais nova dele, está no primeiro ano.

— Legal... – murmurei.

O garoto com certeza fazia parte do socialite de Nova York, e eu percebia olhando para as roupas dele. Não deveria estar naquele grupo, não fazia parte. Ele fazia parte do meu tipo de grupo, isso com certeza. Podia visualiza-lo passando a hora do almoço conosco e também indo para as festas. Sim, o garoto era para estar no meu grupo e eu faria com que fosse.

Quando as gêmeas apareceram para me contar o que elas descobriram eu apenas ignorei. Elas eram lerdas demais e Alice fazia o trabalho de forma mais útil. Era uma pena ela ter sido tão fraca no começo da high school e ter se arrependido tarde demais, pois senão fosse por isso ainda seria meu braço direito. Mas as gêmeas foram mais leais a mim.

Continuei olhando para Edward Cullen para poder ver mais como ele era quando uma pessoa passou na frente, chamando a atenção dos meus lindos olhos azuis. Tudo pareceu ficar em câmera lenta. Ele continuava lindo e perfeito como sempre foi. O cabelo castanho claro com alguns fios loiros brilhava ao sol e sua pele bronzeada de surfar todos os dias no recesso me dava vontade de passar a mão. Aqueles olhos azuis tão lindos. E aquele sorriso de canto que fazia meu coraçãozinho bater acelerado...

— Ah meu Deus... – murmurei ofegante, olhando para o meu grande amor. – Eu acho que vou desmaiar... Me segurem...

As gêmeas me seguraram e Alice começou a me abanar, pedindo para que eu não desmaiasse.

Brand Collin, o cara mais gato e perfeito de toda Los Angeles. Eu o amava desde que o vi pela primeira vez e todas às vezes ele conseguia me deixar sem ar e fazia meu coração acelerar. Quando sorria parecia que nada na minha vida poderia ficar mais perfeita do que o ver sorrindo – ainda mais quando era para mim. Eu não conseguia me segurar quando o via porque a sua beleza digna de Deus Grego fazia todo meu folego sumir e minha mente escurecer, focada apenas nele. Fazia tantos dias que eu não o via que essa reação...

— Tânia? Tânia? – Alice me chamava, enquanto ainda me abanava.

Ao mesmo tempo em que tentava manter a consciência eu seguia Brad com os olhos, o vendo ir à direção do grupo que ele fazia parte. Os meninos da natação. Chegou sorridente, cumprimentando os amigos com apertos de mãos. Aquele sorriso... Deus, como alguém podia ser tão perfeito como aquele garoto era?

Meu primeiro e único amor.

Ouvi ao longe o sino tocar e via de relance as pessoas passarem para entrar no prédio. Mas meus olhos estavam focados nele, que continuava sorrindo e falando com os amigos dele.

— Se Tânia morrer, pessoal, nós fazemos uma festa!

Aquela voz... Argh, era de Bella. Ela passou por mim, rindo junto do grupo dela. Piscou um olho para mim e continuou seu caminho. Ela não merecia minha atenção quando Brad estava ali, tão lindo.

— Me coloquem reta! – falei rápido para as meninas que me colocaram em pé bem na hora que Brad virou para mim.

Ele abriu ainda mais seu sorriso e acenou de longe. Suspirando, eu também acenei. Ele era tão lindo e tão perfeito, eu nunca me cansaria de pensar isso. De olhar para ele... Sonhar com ele...

Quando Brad virou as costas eu senti novamente que ia desmaiar e as meninas me seguraram. Demorou alguns segundos para eu conseguir me manter consciente e voltar a poder ficar de pé por minha própria conta. Alice passou um lenço na minha testa e pescoço e as gêmeas passaram pó, me fazendo voltar à perfeição completa. Porque convenhamos, eu era perfeita.

— Ai ai. – suspirei sonhadoramente. – Um dia Brad Collin me mata com esse sorriso.

Ouvi as meninas concordando comigo. Passei a mão nos meus sedosos cabelos e sorri.

— Pronto, meninas. Vamos entrar porque não vejo a hora de voltar ao meu reino. – olhei para Brad entrando com os amigos dele. – E conseguir conquistar meu príncipe.

Como uma verdadeira dama que eu era e tendo toda a habilidade e graça no meu andar, eu desfilei para dentro do prédio escolar, pronta para o que iria vir nesse semestre.

Edward POV

— Uh, Edward, parece que você deu sorte. – Bella falou olhando para minha folha de aulas. – Das seis aulas que nós temos, quatro você tem comigo. Isso não é bom? – sorriu animada para mim e piscou um olho.

Estávamos seguindo para a primeira aula, andando pelo corredor movimentando.

— O que você acha disso? – perguntei apenas para manter ela falando.

Minha mente estava mais preocupada com outra pessoa no momento.

— Eu acho que é o destino dizendo que nós temos que ficar juntos, Edward. – ela fez piada, mas o meu recente mau humor não me deixou rir. Isso fez ela me dar um tapa no braço. – Deixa de ser chato, Edward. Olha, Alec e Renesmee vão se dá bem, você vai ver e isso é ótimo.

— Não quando esse “bem” não significa apenas amigos. – bufei e cruzei os braços. – Eu conheço a minha irmã e conheço aquele olhar que eles dois ficam lançando um para o outro. E eu estou de olhos nos dois. – apontei para meus olhos.

— Edward, pelo amor de Deus, relaxa! – Bella jogou as mãos para cima e suspirou. Ela parou no meio do corredor e me fez parar também, ficando na minha frente. – Os dois vão ficar bem e você tem que parar de ser tão ciumento com a sua irmã. Não é como se ela fosse alguma menininha indefesa de treze anos. A garota já tem o que? Quinze? Dezesseis? Ela sabe o que faz e sabe se dá com garotos. Então para com isso, ok? – colocou as mãos no meu rosto para me fazer encara-la.

— Ok. – murmurei a contra gosto.

— Então agora tira essa carranca porque hoje é o primeiro dia de aula depois do recesso, você tem que fingir mostrar que está feliz. E pensa comigo, não é como se seu caso fosse pior que o meu. Você tem que lidar com um cara que só troca olhares com a sua irmã e não fala uma palavra. Ele não vai soltar cantada! Agora eu tenho que lidar com centenas de garotas assanhadas olhando para você e elas falam, ou seja, elas soltam cantadas! Olha para esse corredor – apontou e eu olhei, vendo todo mundo olhando para nós dois ao passar. Uma garota de cabelos negros vinha em nossa direção e quando percebeu que eu a encarava, ela soltou uma risadinha do tipo de flerte. – Viu? – Bella me fez olha-la de volta. – Isso sim é uma coisa chata.

Ela fez um bico de emburrada e aquilo me desarmou totalmente, me fazendo esquecer um pouco Renesmee e me focar na Bella.

— Isso é ciúme, Bella? – provoquei.

— Não, não é ciúme. É que hoje é o primeiro dia e eu tenho que mostrar pra todas essas garotas que você é meu amigo e que elas têm que ter medo de se aproximar de você ou sequer pensar em fazer isso. Faz tempo que eu não preciso fazer isso, desde que começamos no high school, então estou enferrujada.

Foi impossível não sorrir diante da explicação dela. Quando fiz isso, ouvi alguns suspiros.

— Não faça isso! – Bella apertou meu rosto. – Edward, não complique. Não fique emburrado porque você tem o biquinho mais fofo que eu já vi. Também não faça cara de confuso porque também é fofo. E nem de bravo porque é sexy. E não sorria também! – Bella parecia um pouco desesperada pela forma que falava. – Caramba, Deus, porque me mandou um vizinho tão gostoso assim?! – falou alto olhando para cima.

Tudo bem, o que aquela garota estava fazendo? Ela novamente se perdeu em pensamentos e tinha se esquecido de que estávamos no meio de um corredor lotado de pessoas, que ouviram o que ela falou e agora nos encarava. Eu estava ficando constrangido...

— Bella... – a cutuquei, que voltou a me olhar. – Que tal continuarmos andando, hm?

— É mesmo, temos que chegar à nossa sala. – ela pegou minha mão e me puxou.

Percebi que ela estava murmurando algo enquanto andava e não tinha largado aquela ideia de que tinha que mostrar para todos que eu era amigo dela. Por algum motivo ela queria fazer isso e eu não sabia qual era.

Nós finalmente chegamos a nossa primeira aula, de História Norte Americana, que fazíamos juntos. A sala já estava lotada. Bella me puxou para o ultimo lugar, que estava vazio como se esperasse por ela. No caminho percebi um rosto conhecido, que era da garota que Rosalie bateu na lanchonete.

Assim que sentamos, eu me virei para Bella, que estava sorrindo.

— Er... Bella, porque você está fazendo isso? – perguntei para ela.

— Porque eu estou protegendo você, Edward.

— Me protegendo? Do que?

— De garotas como Alice Brandon. – apontou para a garota da lanchonete, que ao ouvir o nome dela olhou para trás e lançou um olhar furioso para Bella. – Vira para frente novamente, idiota, porque ninguém te chamou. – e foi o que ela fez. – Então, como eu ia dizendo. Tem garotas nessa escola que tem cara de santa, mas é o demônio em forma de pessoa. Elas são bonitas, sensuais, meigas, menininhas e fazem os garotos se apaixonarem para no final dar o bote e magoar eles. Aqui é o contrario das outras escolas, Edward. Então eu não quero nenhuma fazendo isso com você porque você vai se apaixonar por alguma garota daqui, eu sei. – ela deu um suspiro. – E é nessa hora que nossa chance de casar vai por agua a baixo. – murmurou baixo para si, mas eu escutei e arregalei os olhos.

— Bella, isso é por causa do Alec? – perguntei, lembrando que ela havia me contado o que aconteceu com ele e o porquê de ser mudo.

— Yep. – suspirou. – Eu já ficava com um pé atrás com essas garotas, mas depois que aconteceu isso eu fiquei super protetora com meus amigos. Não quero que nada aconteça com você, Edward. – colocou uma mão no meu ombro. – Porque se acontecer eu vou atrás dessa garota, vou matar ela e vou pegar alguns anos de prisão por causa disso. E eu e lugar fechado não combinamos.

— Ah. – soltei, sem saber o que falar.

Era legal da parte dela também querer me proteger como eu queria fazer com ela. Mesmo. Mostrava que eu tinha feito uma escolha certa escolhendo Bella para ser minha amiga, e cada vez que passava o tempo e eu a conhecia mais, minha certeza aumentava.

Mas minha falta de resposta não era porque fiquei sensibilizado pelo que ela falou, mas sim porque eu fiquei em duvida se acreditava ou não na parte de “vou matar ela”. Bella parecia que teria coragem de fazer isso...

— E nem adianta implorar para eu não mata-la porque você a ama porque dessa vez eu não ouvir. Já deixei uma passar – ela falava com a voz alta, como se direcionasse a alguém dali. Todos estavam olhando para nós. -, mas a próxima não. Ouviram, meninas?

Algumas assentiram e voltaram a olhar para frente, mas duas continuaram a olhar para Bella. A tal de Alice e outra garota morena.

— Bom dia, alunos! – o professor de óculos fundo de garrafa e gravata borboleta entrou na sala. – Felizes de voltarem para a escola?

Todos o receberam bem, e eu percebi que era um professor legal e que gostavam dele. Até Bella, que quando o professor esquisito passou perto de nós, trocou um toque com ele.

— Esse professor é gente fina, Edward. – ela murmurou para mim. – Ele deixa você dormir na aula contanto que tire nota boa no final. Legal, não é?

Sim, isso era muito legal porque eu sempre dormia em aula de História Norte Americana. E foi o que eu e Bella fizemos no primeiro dia de aula na primeira aula. Éramos uma dupla perfeita ali.

Emmett e eu seguíamos para o refeitório, tínhamos acabado de sair da sala de Química. Essa aula eu tinha com ele e não com Bella. O professor era um tremendo de um chato e o pior era que por ele ser jovem as meninas ficavam sempre chamando ele, dizendo que tinha duvida só para ter a atenção dele. Todas ao mesmo tempo. Ou seja, sem aula direito.

— Eu já pedi para Bella me dar uma ideia que faça esse professor sumir da escola, mas ela tem pena dele. – Emmett deu de ombros. – Eu tenho esperanças de quando ele sair, entre uma professora gostosa igual a ultima.

— A ultima? – perguntei para ele, que sorriu malicioso.

— Yeah. A ultima professora antes desse mané. A Srta. Sindy era a melhor professora de todas, além de ser muito gostosa. Só que ela foi expulsa por ter casos com os alunos. – mexeu as sobrancelhas.

— Me deixa adivinhar, você fazia parte desses alunos?

— Yeah. – ele alongou a palavra. – Não quero me gabar nem nada, Edward, porque sou uma pessoa humilde... – claro, igual à irmã dele, pensei. – Mas a Srta. Sindy dizia que eu era seu melhor aluno. Porque eu era o mais inteligente de todos.

— Caramba. – falei surpreso por aquilo.

Emmett não parecia ser uma pessoa de QI alto.

— Eu sei. Os outros foram expulsos por serem descobertos que tinham o caso com ela, já que ficavam se gabando. Mas o Emmett aqui não. Ele nunca se gabou e está nessa escola até hoje. Agora só você e a Bella sabem disso. – ele levantou um dedo como se me alertasse.

— Não se preocupe, não vou contar a ninguém.

Nós sorrimos cumplices.

— Que bom. Então, pelo que parece, o Diretor Turner gosta de colocar os professores iniciantes nas aulas de químicas, já que os velhos não nos suportam quando estamos animados para fazer experimentos. É algo chato quando eles brigam. E na lógica se tirarmos o professor mané da escola...

— O Diretor Turner vai colocar uma professora gostosa. – terminei a linha de raciocino dele.

— Isso!

— Emmett, temos que descobrir uma forma de fazer isso. – falei rindo e nós trocamos um aperto de mão.

Entramos no refeitório e Emmett soltou um assobio quando várias cabeças viraram na nossa direção.

— Edward, você chama mais atenção do que o David Beckham. – falou e depois abriu um sorriso. – Vou adorar ser seu amigo.

Revirei os olhos para o idiota interesseiro e fui para a fila comprar algo para comer. Parei atrás de uma garota loira, que percebendo minha presença virou para trás. Eu a reconheci logo, era a tal de Tânia Denali que Bella tinha brigado. A que ela sempre que podia fazia alguma piadinha com o nome. Admito que elas tenham graça.

Tânia também pareceu me reconhecer, pois abriu um sorriso para mim e se virou de forma que ficasse de frente para mim.

— Oi. – falou com a sua voz fina e infantil que combinava perfeitamente com ela. Estendeu a mão para mim e eu apertei, querendo ser educado. – Meu nome é Tânia Denali e você é...?

— Edward Cullen.

— Ah, o aluno novo.

— Como se não soubesse. – Emmett murmurou atrás de mim soltando uma risadinha.

Eu decidi ignorar ele e continuar sendo educado com a garota.

— É um prazer conhece-lo, Edward. Parece que você já ficou bem famoso pelos corredores da escola. – abriu um sorriso. – Eu adoraria conhecer mais o aluno novo. O que você acha de sentar com o meu pessoal? – apontou para uma mesa com lideres de torcida e garotos com jaquetas do time.

Olhar para aquela mesa me fez lembrar a minha antiga escola e de que eu sentava com pessoas assim, mas aqui eu era diferente e tinha outros amigos. Então chega de ser extremamente legal com a garota.

— Não vai dá, Tânia. – usei meu melhor tom de desculpas e dei de ombros. – Quem sabe outro dia...

- Ah, tudo bem. – ela não perdeu a pose e continuou sorrindo. – Percebi que você anda com os Swan – ela lançou um olhar esnobe para Emmett, ele piscou um olho para ela, que fez uma careta. -, mas saiba que comigo as coisas vão ser melhores. Posso te dar uma amostra...

Então Tânia pegou minha mão e me arrastou para frente da fila, passando por todos os outros. Olhei para Emmett e ele estava rindo de mim. Ela pegou uma bandeja e começou a colocar coisas, me mandando fazer o mesmo e foi o que fiz. Qual é, eu tinha pulado a fila inteira e ninguém reclamou, eu que não iria desperdiçar aquilo. Enchi a minha bandeja e percebi que Tânia só colocou coisas saudáveis típica de lideres, o que me fez rir. Ela me olhou sorrindo e continuou. Assim que terminamos, eu fui pagar, mas Tânia me impediu, me puxando.

— Mas... Temos que pagar. – apontei.

— Não se preocupe que depois eu resolvo isso. – ela deu de ombros. – Comigo, Edward, as coisas podem ser mais fáceis. Pense direito, gatinho.

Tânia me lançou um ultimo sorriso e foi para a mesa dela, me deixando ali. Senti uma coisa acertar minha cabeça e quando olhei para trás vi Bella em outra mesa, acenando para mim. Fui lá, me sentando ao seu lado. Alec e Renesmee também estavam ali.

— Fazendo novas amizades, Edward? – Bella perguntou com uma voz calma, olhando para a bandeja dela.

Percebi que também tinha mais coisas saudáveis como suco natural, um pedaço de pizza e um sanduíche. Mas ela não era pelo mesmo motivo que Tânia, era por causa da hiperatividade. Refrigerante, carne de hambúrguer e doce a deixava mais elétrica.

— Tânia veio falar comigo. – eu também respondi casualmente. – Ela é daquele tipo de garota que você me alertou?

— Mais ou menos. – franziu as sobrancelhas, me encarando. — Por quê?

— É que achei que ela seria. Mas porque mais ou menos?

— Ah... – Bella mordeu o lábio inferior como se pensasse se me responderia ou não.

— Eu achei Tânia Denali legal. – Nessie comentou sorridente.

— Ela também já parou você? – Rosalie se jogou na cadeira ao meu lado e roubou o meu refrigerante, abrindo e tomando um gole. – Essa garota está ficando cada vez mais rápida.

— Hey. – resmunguei para Rosalie que revirou os olhos.

— Você não pode reclamar quando passou na frente de todo mundo. Viu o tamanho daquela fila? Eu que não vou enfrentar aquilo. – ela esticou a mão e pegou o pedaço de pizza da Bella. Essa tentou dar um tapa na mão dela, mas Rosalie foi mais rápida. – Divide com as irmãs, Bella!

— Vai se foder. – Bella resmungou e pegou o sanduíche dela. – Me deixa adivinhar o que Tânia Denali te falou, Nessie. Foi assim “Você é bem legal, parece ser do meu tipo, que tal sairmos para algum salão e fritarmos nosso cérebro com escovas?” – a voz de Bella saiu fina e enjoativa.

— Ou o que resta do cérebro da Tânia, claro. – Rosalie falou e Bella fez um sinal de positivo.

— Esqueci que ela já faz isso há anos.

— Tânia falou mais ou menos assim. – Nessie fez uma careta. Ela não tinha percebido que Bella e Rosalie estavam zoando com a cara de Tânia. – E ela não me chamou para ir ao salão e sim no spa.

— Droga, ela trocou esse ano. – Bella estalou o dedo. – Na próxima eu acerto. Ela não te chamou para ir ao salão, chamou? – apontou para mim e eu neguei. – E chamou para ir pra onde?

Eu, que comia as batatas fritas, olhei para ela.

— Sentar na mesa dela. – Emmett apareceu com a bandeja dele lotada de coisas e se sentou ao lado de Alec.

Bella afastou um pouco a cabeça e me olhou de cima a baixo, depois fez uma careta.

— Como eu não percebi isso? Edward faz o tipo de pessoa da mesa dela. É lindo, tem estilo e veio da cidade que não dorme.

— Eu não faço parte do tipo de pessoa da mesa dela. – neguei, entediado.

Bella então fez um barulho engraçado e apertou minha bochecha.

— Ele não é um fofo, Rosalie? – perguntou com voz de quem fala com criança. – Eu sei que não, meu amor. Você faz parte do meu tipo de pessoa. – sorriu para mim.

— Bella, sem cantar o Edward. – Emmett pediu, suspirando.

— Isso só vai fazer ele sonhar ainda mais com ela. – Renesmee falou me lançando um olhar maldoso, o que me fez revirar os olhos.

Ela estava fazendo o papel de irmã mais nova irritante.

— Edward sonha comigo? – Bella sorriu abertamente.

— Assim como você sonha com ele. – Rosalie pegou uma batata da minha bandeja e jogou na Bella.

— Parem com isso que eu não quero imaginar que tipos de sonhos são esses... – Emmett fez uma expressão de enojado.

— Nem eu. – Alec murmurou e todos olharam para ele, para depois explodir em gargalhadas com Rosalie e Renesmee falando que tipos de sonhos eram, comigo e com Bella negando todos eles.

Era divertido passar o horário do almoço com o pessoal, da forma que eu tinha imaginado. Sempre tinha alguém soltando alguma piadinha, se intrometendo na conversa do outro. Eu estava gostando de estar ali e não me arrependia nem um pouco de ter recusado o convite de Tânia. Eu sabia que aquelas pessoas também eram divertidas, mas ainda sim preferia estar com aquelas pessoas que eu já conhecia bem e tinha me sentindo fazendo parte em pouco tempo.

— Bella, só repara... – Rosalie puxou Bella, fazendo eu me encolher na cadeira e elas ficarem as duas na minha frente. – Olha como os meninos da natação estão mais gostosos...

Bella assobiou baixinho e as duas riram, comentando de cada garoto. Mas eu não me foquei no que elas falavam porque minha mente tinha ficado presa na palavra “natação”. Então tinha um grupo de natação aqui na escola? Eu não acredito.

— Onde fica a piscina olímpica? – eu afastei as duas, que me olharam confusa.

Pela minha visão periférica percebi Renesmee parar de conversar com Emmett para prestar atenção na nossa conversa.

— No outro prédio, aonde é o Ginásio. – Bella apontou para a janela e eu pude ver o prédio. – Por quê?

— Que dia começa as inscrições para participar das competições? – ignorei a pergunta dela.

— Hm... Deve estar para começar, não é, Bella? – Rosalie perguntou com as sobrancelhas franzidas. Bella assentiu. – Yeah deve estar pra começar porque eles sempre deixam para o segundo semestre...

Então com uma nota mental de passar no final das aulas na área da piscina, eu sorri para Renesmee que entendeu na mesma hora qual era meu plano. Eu iria mostrar para Carlisle que eu continuava sendo bom e mesmo não participando das competições nacionais e não estar mais sob o olhar dos olheiros para ser escolhido para as olimpíadas, eu poderia conseguir ganha uma competição estadual. Eu estava voltando ao inicio, quando tinha feito isso na antiga escola, e quem sabe fazia Carlisle perceber que eu mudara e voltasse a pagar uma escola de natação profissional para mim. Eu tinha que recomeçar de algum lugar e ali estava a minha chance.

— Você vai participar, Edward? – Emmett perguntou.

— Estou pensando...

Eu não sabia se as noticias de Nova York e os esportes vinham até aqui, em Los Angeles, e esperava sinceramente que não. Até agora ninguém que falou comigo havia me reconhecido e tinha fé que demoraria a isso acontecer, mas caso alguém me conhecesse, quando me visse nadando, lembraria ou teria a certeza de quem eu era. Carlisle queria ir morar em um lugar mais afastado e quem sabe menos movimentado, mas como trabalhava em um hospital bastante reconhecido todas as filiais eram em cidades grandes e ele achou que o melhor então seria ficar o mais longe possível, ou seja, do outro lado do país.

— Espera, você é nadador? – Bella me encarou de olhos arregalados. – Eu. Não. Acredito!

— Eu quem não acredito nisso... – Rosalie revirou os olhos. – Agora Bella vai dar um ataque. Se prepara, Edward.

Bella me lançava um olhar de surpresa, admiração e misturado com um do tipo “Vou te comer aqui e agora, garoto” que até me deu um pouco de medo. Eu não estava entendendo nada, mas sua reação estava me assustando.

— O que está acontecendo? – perguntei para Rosalie, que tinha uma careta.

— Sabe que toda garota tem o tipo de garoto que a atraí, certo? – eu assenti com a cabeça. – O da Bella é nadadores. Ela ama garotos que tem costas largas e a maioria são os que fazem natação.

— Por causa dos movimentos com os braços... – Emmett e Alec imitaram o gesto. – Minha irmã é louca, eu sei.

Olhei novamente para Bella e ela continuava me olhando daquela forma.

— Acho que o consciente dela sabia que Edward era nadador porque nunca vi Bella flertar tanto com um garoto. – Rosalie se esticou até pegar a barra de chocolate na bandeja de Alec, que resmungou. – Ela sempre foi cara de pau, mas com um garoto? Nunca. Era por isso.

— As costas... – Emmett apontou e Rosalie assentiu.

— Eu... Eu... – Bella balbuciou atônita. – Edward, eu ainda acho que um dia você mata! – ela repetiu a mesma coisa que disse semana passada. – Por favor, não fique sem camisa na minha frente ou eu não respondo pelos meus atos...

Ela pegou o suco dela e tomou um longo gole sob nossos olhares. Renesmee parecia admirada com aquelas pessoas, já que nunca havia andando com pessoas assim. Alec estava como sempre, quieto e com expressão de tédio. Emmett deixou a irmã de lado e se divertia com sua própria comida. Rosalie bateu a mão no meu ombro.

— Se eu fosse você ouvia o conselho dela. A garota realmente tem uma tara por costas e se você não quer ser agarrado, não tire a camisa na frente dela.

Eu olhei para Bella, que me lançou um sorriso malicioso e com a nova descoberta, retribuí. Era cada vez mais divertido flertar com Bella. E não me julgue, ela era minha vizinha gostosa, eu tinha que fazer isso. Era lei.

— Hey, Bella. – um garoto se aproximou de nós e bagunçou o cabelo de Bella, que bufou. – Hoje não vai ter nenhum showzinho?

— Ainda não pensei em nada, Mike.

— Você é rápida, garota, sei que vai saber nos divertir. Todos estão no tédio e é o primeiro dia de aula. O que acha?

Bella pensou por um tempo, olhou para um lugar especifico e depois abriu o sorriso maligno que eu tinha aprendido a reconhecer nesse pequeno tempo. Ela já tinha algo em mente e com certeza não seria nada bom.

— Tudo bem. – falou animada. – Sente em seu lugar, Mike, porque eu vou dar o melhor show de volta as aulas.

Mike deu uma risada e foi embora. Bella olhou para nós todos na mesa.

— Se Tânia acha que o melhor lugar é o dela, eu vou fazê-la ficar ali. — Bella olhou para nós todos na mesa. – Eu vou precisar da ajuda de vocês.

Jasper POV

- Você tem que parar de encarar a garota, Jasper. – Peter cutucou meu ombro me tirando do meu transe.

— Eu não estava encarando ela. – menti na cara dura.

— Claro que estava, Jasper. – Charlote riu da minha cara e eu mostrei o dedo para ela. – Cara, limpa o canto da boca... – eu passei a mão aonde ela indicava. – Tem um pouco de baba.

— Vai se foder. – eu empurrei ela, que gargalhou ainda mais. – Porque você não vai cuidar desse pouco cabelo nessa cabeça? E porque você fez isso?

Ela passou a mão nos cabelos, com um bico. Eu neguei com a cabeça e peguei meu pedaço de pizza, dando uma mordida.

— Não fale do meu cabelo.

— Você está parecendo o seu namorado. – apontei para o Peter. – O mesmo corte...

— Não fale do meu cabelo. – ela repetiu.

— Jasper, pare de falar do cabelo da Charlote. – Peter pediu com a voz entediada. – Ela está sensível por causa dele.

— Ah é? E por quê?

— Porque um garoto me chamou de lésbica por causa dele. – ela respondeu com a voz manhosa. – Eu me arrependo de ter cortado ele assim...

— Pois não deveria. – dei de ombros. – Não se preocupe com a opinião dos outros. Você gostou? – perguntei e ela assentiu. – Então pronto.

— É isso mesmo, meu amor.

Peter puxou Charlote e a beijou. Revirei os olhos sabendo que a hora de serem melosos e nojentos havia começado e não terminaria até o sino tocar. Eu estava sozinho naquela mesa com aqueles dois. Peter e Charlote haviam sido expulsos da outra escola que estudávamos e tiveram que se mudar para cá, então eu aproveitei a chance e juntei o útil ao agradável. Ficar com meus melhores amigos e ainda poder estar mais perto da minha garota. Agora não estava limitado apenas a vê-la na lanchonete, podia vê-la na escola também.

Eu virei à cara para não presenciar a cena e vi Bella do outro lado do refeitório, com os amigos dela. Eles pareciam todos discutirem algo, e eu extremamente curioso como sou e desesperado para parar de ser uma vela queimando ali, me levantei fazendo barulho com a cadeira. Charlote e Peter nem pararam de se beijar para ver o que tinha acontecido. Isso me deixava enojado.

Caminhei até eles, ignorando minha recusa de que Rosalie também estava ali. Depois do que ela fez com a minha garota eu não conseguia não sentir raiva dela. Me aproximei da mesa deles.

— Vamos nos ferrar. – Edward falou em um sussurro.

— Nós sempre nos ferramos. – Bella revirou os olhos. – Eu dou um jeito de nos livramos depois. Estão prontos?

— E ai, galera. – eu falei alto, assustando todos que me olharam de olhos arregalados. Procurei por uma cadeira e não achando, virei para a mesa do lado aonde tinha uma roda de meninos e meninas do primeiro ano. – Hey, você, me empresta sua cadeira? – perguntei para a garotinha de óculos, sorrindo.

— Cla... Claro. – ela levantou rápida e me deu a cadeira.

— Obrigada. – agradeci e exprimi a cadeira entre Bella e Edward. – E então, o que está pegando?

Todos ali me encaravam, confusos. Sim, eu tinha exagerado na forma de chegar ali, mas eu trabalhava com Bella e ela era uma pessoa legal então os amigos dela também poderiam ser. Menos Rosalie, claro. Mas uma no meio de seis não era nada, eu podia relevar.

— Quem é esse? – a garota de cabelos ruivos perguntou lentamente.

— Pessoal, esse é Jasper Whitlock, meu amigo de trabalho. E Jazz, esses são meu irmão, Emmett – apontou para o cara alto. – Alec, meu amigo. E Renesmee, irmã de Edward. O resto você já conhece. – Bella deu de ombros. – O que você está fazendo aqui?

— Estou fugindo dos meus amigos. – apontei para o casal longe, que ainda se pegavam. Todos dali tinham olhado e fizeram expressões de enojados, como eu. – Pois é. Decidi vir conversar um pouco. E então, o que está pegando?

— Estamos bolando um plano de animar a escola. – Bella falou animada. – Quer participar?

— Claro!

— Esse é dos nossos! – Bella levantou a mão e nós trocamos um high five.

— E qual é o plano?

Todos ali trocaram olhares e depois sorriram diabolicamente.

— Bom, primeiro nós precisamos de uma pessoa para ser o centro das atenções... – Bella começou.

Ela jogou uma coisa para Alec, que junto de Rosalie levantaram de suas cadeiras e começaram a andar pelo refeitório, indo em direção à mesa dos populares. Onde Rosalie passava os garotos viravam para olhar, o que era engraçado ver a expressão de bobão deles. Será que era assim que eu ficava olhando para a minha garota? Animado eu vi Rosalie fingir tropeçar e cair em cima de Tânia, que levantou da cadeira dela furiosa e começou a discutir com Rosalie. Alec, que parecia ser bastante ninja, virou o pote com uma gosma branca no banco de Tânia e ninguém percebeu já que prestava atenção na discussão das duas loiras. Rosalie então deu um empurrão em Tânia, que caiu sentada na cadeira. Todos da mesa tentaram avançar em Rosalie por causa do grito de Tânia, e Alec aproveitou isso para jogar cola na cadeira de alguns que estavam por perto. Rosalie falou algo e eles pararam então ela deu as costas a Tânia e a mesa dos populares e continuou o caminho, junto de Alec.

— Eles nunca percebem nada. – Emmett comentou dando risada. – Bella, é sua vez.

Bella e Edward levantaram e foram juntos para fora do refeitório, sumindo.

— O que eles vão fazer? – perguntei curioso.

— Você é novo também, não é? – assenti. – O clássico dos clássicos que Bella já fez. Segunda parte do plano: ela vai tocar o alarme de incêndio...

E bem quando Emmett calou a boca o alarme de incêndio tocou e todos se levantaram rápidos, mas um estrondo alto e um grito demoníaco chamou a atenção. Era Tânia Denali estatelada do chão com a cadeira presa na bunda, e ao seu lado algumas lideres e alguns jogadores. Isso parou qualquer pessoa desesperada que começou a rir daquilo. As garotas gêmeas e Alice correram para socorrê-la, que gritava aos ventos coisas desconexas, assim como os outros com a bunda colada. Era extremamente hilário ver todos daquela forma, mas ainda mais Tânia presa à cadeira daquele jeito.

— Caramba... – Renesmee murmurou.

Rosalie e Alec apareceram, gargalhando. Eles se jogaram em suas cadeiras, se juntando a nós nas risadas. Bella e Edward também apareceram e nós ficamos ali, assistindo e rindo da Tânia desesperada e seu grupo.

— Droga, Diretor Turner. – Bella murmurou quando o diretor nos mandou todos ficarmos ali e o resto das pessoas do refeitório saírem.

Ah, claro, menos Tânia e os mauricinhos e patricinhas que ainda estavam colados à cadeira. Eles tinham ficado lá na mesa dela, com os braços cruzados e emburrados. Hora ou outra Tânia jogava alguma praga em Rosalie e Bella.

Quando o refeitório estava vazio, o diretor fechou as portar e marchou até nós.

— Eu esperava por isso já, Swan. – ele falou calmamente. – Mas tinha que ser justamente algo direcionado a Srta. Denali?

— Sua maldita! – Tânia gritou alto, fazendo sua voz ecoar pelo refeitório. – Eu odeio vocês!

— Sabe, John, eu amo ela. – Bella ironizou e soltou uma risadinha.

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John soltou um som reprovador para ela, que bufou por ele não achar graça. Ele nem se preocupava com os outros que estavam colados à cadeira também, apenas com Tânia. Provavelmente Bella fazia mais isso com Tânia.

— Isso não é uma coisa legal, Swan. Eu sei que seu demônio interior está atiçado para fazer coisas com a Srta. Denali, mas você tem que aprender a se controlar ou então terá consequências.

— Demônio interior? – perguntei para ela, que abanou a mão como se para me mandar ignorar aquilo.

— Me desculpe, Diretor Turner. Eu sinto muito mesmo, vou tentar controlar o meu demônio interior. – Bella zombou novamente, revirando os olhos.

— Não é a mim que você deve desculpas, Swan. E sim a sua colega Srta. Denali e aos outros colegas.

— Nem pagando. – Bella abriu a boca incrédula. – Eu não vou pedir desculpas para a Tânia e nem para esse pessoal ai.

— Bella...

— John...

Era engraçado ver como Bella e o diretor se tratavam. Ele achava que ela tinha um “demônio interior” e coisa e tal e ela o chamava pelo primeiro nome como se fossem amigos de longa data. O que pelo que Bella já tinha me falado das confusões dela era bem capaz mesmo de serem.

— Bella, ou você pede desculpas para a Srta. Denali ou eu vou ter que fazer você arcar com as consequências...

Bella olhou emburrada para o outro lado do refeitório onde Tânia estava com os braços cruzados e o queixo levemente erguido esperando pelas desculpas – sendo imitada pelos companheiros de bunda colada. Passou quase um minuto e não veio nada.

— Bem, Bella, você está mesmo complicando as coisas então vou ter que lhe mandar para a detenção.

— SÓ?! – todos ali berraram incrédulos.

— Bella não teve culpa sozinha nisso. Eu também ajudei e tenho que ir para a detenção.

Todos nós nos viramos para Edward que encarava o diretor. Wow, Edward era um cara bastante bacana já que também assumia a responsabilidade pela ideia de Bella, mesmo que ele tenha ajudado ela. Bella olhava para ele de forma sonhadora, o que me fez rir.

— Eu também a ajudei. – Rosalie falou com voz de tédio. – E Emmett e Alec.

— Hey! – os dois falaram juntos.

— A sala de detenção já está bastante tumultuada. – Emmett resmungou.

John soltou um suspiro audível.

— Tudo bem, temos todos os culpados, então vamos a minha sala para poder eu dar a detenção de vocês.

E todos eles se levantaram e seguiram para fora do refeitório ficando apenas eu, Renesmee e a barulhenta da Tânia com seu grupo que ainda estavam indignados com o pouco castigo que Bella recebeu. Parece que Tânia esperava que a loirinha maluca da Bella recebesse uma suspensão ou quem sabe fosse expulsa.

Expulsa? Serio? Só porque colocou a bunda magrela dela em uma cadeira e tocou o alarme de incêndio? Isso para mim não parecia nada e para o diretor “demônio interior” também não.

— Com eles vai ser sempre assim? – Renesmee perguntou para mim.

Ela tinha uma careta.

— Parece que sim... – dei de ombros.

E o que eu não esperava ela fez: abriu um sorriso enorme. A garota parecia em glória por ter achado pessoas malucas para meter ela em encrencas.

— Legal! – falou e pulou da cadeira, indo para fora do refeitório.

— Maluca. – murmurei e também segui para lá.

— Hey, garoto, não vai embora não! – Tânia gritou e eu olhei por cima do ombro para eles. – Me ajuda aqui com essa cadeira, por favor. Nos deixaram aqui!

Pensei em ir lá e ajudar eles, mas não ia muito com a cara de Tânia Denali. Podia ser amiga da minha garota, Alice Brandon, mas não a tratava bem então merecia ficar com a bunda colada na cadeira.

— Nã. – dei de ombro e segui para a saída.

— Me tira daqui! Me ajuda! Aaaaaaaaaaaaa! – ela berrou quando fechei as portas atrás de mim.

Eu não era uma pessoa legal com pessoas que também não eram legais. E não me sentia mal por ser assim.

Edward POV

— A detenção daqui nem é tão ruim. – comentei enquanto eu e Bella seguimos pelo corredor e ao contrario de mais cedo, agora estava vazio.

Tínhamos passado uma hora na detenção enquanto Rosalie, Emmett e Alec havia passando quarenta minutos. Isso porque eles conseguiram fugir e nós não, porque o professor maldito decidiu voltar bem na hora que Bella e eu iriamos sair. O cara ficava apenas dez minutos lá e depois saía para algum lugar que só Deus sabe onde encontrar. Pelo menos foi o que Bella disse quando entramos na sala, depois que acabaram as aulas. Ele ficou dez minutos e depois sumiu. Assim decidimos andar pelo colégio e quando faltavam poucos minutos voltamos para buscar nossas mochilas. Rosalie, Emmett e Alec foram bastante espertos pulando a janela. Bella e eu fomos também, só que ele chegou na hora e não deu, tivemos que voltar. O pior foi ver que ele nem percebeu que faltava três pessoas ali, apenas disse: Saiam, e nós saímos.

— Nada aqui é ruim, Edward, porque tem eu. – Bella deu seu melhor sorriso de convencida. – E agora, vamos para casa?

— Hm... Eu ainda tenho que passar no Ginásio para colocar meu nome na lista de natação...

— Oh, é mesmo! – Bella arregalou os olhos e abriu ainda mais o sorriso.

— Você vai me esperar no carro ou vai comigo? Porque você não vai embora sem mim. – dei de ombros. – Sabe, amigos não deixam.

— Eu sei sim, bobão. E vou com você. Vamos!

Bella pegou minha mão e me puxou até o prédio do Ginásio. A escola estava praticamente vazia, mas quando chegamos lá tinha os meninos do basquete treinando. Passamos pela quadra e atravessamos um corredor com as portas dos vestiários, chegando do outro lado, onde estava a enorme piscina olímpica. Bella parou em frente à porta, sorrindo para o local. Eu também olhei em volta. Havia varias arquibancadas e em uma parede em cima um telão para poder mostrar na visão do teto. A piscina estava cheia, a agua balançando e enviando o brilho para as paredes. Olhando para aquele lugar a nostalgia de nadar com vontade e ouvir as pessoas gritando excitadas de emoção me atingiu de forma forte. Podia ouvir no fundo da minha mente aquele som de torcida. Eu precisava sentir aquilo novamente, de pessoas torcendo por mim. De minha família torcendo por mim.

— Esse é o meu lugar preferido. – Bella falou baixinho. – De todos os esportes que eu faço, esse é um dos meus preferidos.

Eu desviei minha atenção para ela e percebi que a água brilhava nela, o que me fez sorrir. Sua pele era tão pálida que aceitava aquela cor no tom que era. Ainda estava inconformado em como ela podia ter a pele alva morando no lugar ensolarado que era Los Angeles.

— Você está ganhando pontos comigo, vizinha. – falei.

— Isso é bom. Você ganhou comigo quando me deixou sair da sua casa sem chamar a policia, quando fez o acordo comigo – que ainda está pela metade –, quando aceitou como eu era e ainda mais quando falou que era nadador. Essa foi a melhor parte, até ultrapassa quando você me aceitou.

Nós dois rimos. Voltei a olhar para a grande piscina, que me atraia.

— Esse também é meu lugar preferido. E nadar já não é apenas um esporte para mim...

— Você ama ele. – Bella deduziu e eu assenti. – Isso é muito legal, Edward. – ela me pegou pelo ombro e fez com que ficássemos frente a frente. – Olha, gosto de nadadores e sou uma grande fã do César Cielo e Michael Phelps, mas a partir de agora você está no topo da lista.

— Você nem sabe se eu sou bom, garota com demônio interior.

Bella revirou os olhos pela minha brincadeira. O Diretor não era um cara normal, não mesmo.

— Não preciso saber se você é bom ou não. Você é meu amigo e mesmo sendo horrível – o que eu acho que não é por esses ombros e costas bem delineados e fortes -, eu ainda deixaria você no topo da lista. Não é como se eu tivesse escolhas – deu de ombros e foi minha vez de revirar os olhos – porque como eu disse você é meu amigo, posso já dizer que o melhor, então vou estar sempre com você como você disse estar comigo, Edward. É uma retribuição por... Prometer que não vai fugir.

Eu puxei Bella para um abraço, tocado pelas palavras dela. Eu ainda não poderia ter o apoio do meu pai e talvez da minha mãe, mas tinha o da minha irmã e o de Bella, que eu sabia que valia muito. Aquela garota tinha caído de paraquedas na minha vida e provavelmente era para nunca mais sair.

Eu beijei o topo da sua cabeça e ela deu uma risadinha, também me fazendo rir.

— Obrigado, Bella.

— Não é nada, vizinho. Agora vamos nos separar antes que eu comece a alisar suas costas... E não consiga me controlar... – ela se afastou. – E você ainda tem que colocar seu nome naquela lista.

Bella me puxou até o mural aonde a listava estava colada. Já tinha alguns nomes ali. Eu peguei uma caneta na minha mochila e embaixo do nome Brad Collin eu escrevi Edward Cullen. Ali era o meu recomeço.

— Que excitante, eu tenho um amigo nadador. – Bella sussurrou do meu lado e foi impossível não rir. – Agora vamos embora que eu ainda tenho que trabalhar, cupcake.

E ela me puxou para as portas duplas. Eu estava recomeçando e agora tinha as pessoas certas na minha vida, então tinha uma certeza convicta de que daria certo. E também tinha aquela garota comigo e eu sentia que ela me trazia sorte. As coisas iriam melhorar, eu sabia.

(...)

Notas finais
E então, o que vocês acharam do primeiro dia? Eu estava ansiosa pra esse capitulo e nas folgas que tive dos estudos para o vestibular eu fui escrevendo. Ele saiu mais rápido do que eu esperava :)

Bella nos contando sobre sua vida, Edward dizendo que vai ficar com ela não importa o que ela tenha é tão anw awn awn :3 Tânia com o paixão dela vai dar altas aventuras para vocês, eu prometo, ela ama aquele garoto demais e é mega atrapalhada com ele kkkkk Edward se inscrevendo para a temporada de natação, isso vai fazer nós descobrimos sobre o segredo dele, logo logo vocês vão saber

Bem, como eu voltei aqui cedo vou desejar o mesmo que desejei no capitulo passado, que vocês tenham um bom Natal e Ano Novo, que esse ano tenha sido bom, mas que o próximo melhor ainda porque o mundo não pode acabar tenho que assistir o próximo episódio de The Walking Dead e ver minha menina Kristen fazendo Focus, caramba kkkkk

Obrigada a todas as meninas que estão comentando e comigo ainda, bem vindas as novas. É isso e até o próximo. Beijos