Aquela Garota
11 Treinando
Notas iniciais
10. Treinando
POV Bella
– Nós temos exatamente duas semanas até chegar o dia do teste para ver quem vai fazer parte do time da natação esse ano. – eu comentei com Edward enquanto limpava o balcão da lanchonete. – Você tem que treinar, não acha vizinho?
Edward, que estava concentrado no milk-shake dele, levantou os olhos verdes para mim e franziu as sobrancelhas. Ele havia decidido vir passar à tarde comigo, já que não tinha mais nada para fazer. Jasper não se importou, apenas disse para não me atrapalhar. E Walter, quando chegou, sorriu para Edward e para mim e falou "eu espero que esse garoto seja seu paquera para quando eu terminar minhas aulas com você já tenha alguém para treinar" depois ele entrou na salinha dele. Eu olhei para Edward, apontei e falei "Viu? Você é a minha futura paquera”.
– Nós temos? – ele perguntou.
– Claro que nós temos. Eu vou te ajudar porque quero que o meu vizinho gostoso seja o melhor daquela escola.
Edward riu e assentiu com a cabeça, voltando a tomar o milk-shake dele. Eu coloquei o pano que limpava de lado e apoiei os braços no balcão, olhando para o movimento fora da lanchonete. O sol estava perto de abaixar e pela forma que os cabelos das meninas se movimentavam dava para perceber que a brisa estava forte. Ver aquilo me deu saudades de quando eu era livre e podia passar a tarde surfando, andando de skate ou apenas desenhando na varanda do quarto. Sentia mesmo falta dos meus tempos de liberdade sem que Renée se preocupasse quando eu saísse contanto que estivesse com Emmett, Rosalie ou Alec. Agora era com eles que ela se preocupa, e sozinha também. Edward era a única exceção.
– Nós poderíamos começar hoje quando você terminar seu expediente. – Edward falou me fazendo voltar à atenção para ele.
– Por mim tudo bem. – dei de ombros, sorrindo. – Não é como se eu tivesse coisas mais importantes do que ver meu vizinho vestido de sunga nadando em uma piscina olímpica. – pisquei um olho para ele, que riu.
– Edward vai tentar entrar para o time de natação? – Jasper se aproximou com uma bandeja.
– Ele vai entrar. – estufei o peito. – E vai me dar orgulho, não é, baby? – toquei a cabeça de Edward e baguncei os cabelos dele.
Edward bufou e empurrou delicadamente minha mão.
– Caramba, Bella, já não basta eu não conseguir dar um jeito nisso e você ainda piora? – ele resmungou.
Me apoiei no balcão, com o rosto próximo do dele.
– Está tudo bem, Edward. Eu gosto do seu cabelo bagunçado e você só precisa se preocupar comigo porque se eu gosto, as outras vão gostar.
Ele sorriu de canto para mim e deixou o rosto onde estava, a centímetros do meu. Os sininhos soaram quando alguém entrou e foi quando Jasper separou nós dois.
– Deixem para flertar quando Bella não estiver trabalhando, sim? – ele fez uma careta e se afastou indo atender uma mesa e resmungando “esses dois me dão trabalho”.
Eu desviei meus olhos de Edward e olhei pra ver quem tinha entrado, dando com Tânia. Ela estava digitando freneticamente no celular rosa com diamantes dela, e assim que parou de frente ao balcão e ao lado do Edward, me encarou.
– Parece que alguém conseguiu desgrudar a bunda da cadeira. – falei dando meu melhor sorriso amarelo para ela.
– Eu não vou discutir com você, Bella. Estou com atrasada demais para o salão pra lhe dar atenção. Eu só preciso de um cappuccino pra viagem.
Eu prendi uma risada, encarando Edward que revirou os olhos e fui preparar o cappuccino dela. Tânia se sentou na cadeira ao lado da de Edward e eles começaram a conversar sobre algo. Eu tinha um olho neles e outro na máquina, esticando um pouco a cabeça para quem sabe conseguisse ouvir a conversa, mas estava um pouco longe.
– Bella? – Jasper me chamou e eu bufei.
– Fica quieto, Jasper. – mandei. – Estou tentando ouvir a conversa dos dois.
– O... Que?
Eu apontei para Edward e Tânia e Jasper olhou, revirando os olhos.
– Para com isso, Tânia é uma pessoa inofensiva e não vai tirar de você o seu tão querido Edward.
Lancei um olhar raivoso pra ele que sorriu inocentemente.
– Fala logo o que você quer, peste? – perguntei mal humorada.
Ainda estava curiosa para saber sobre o que Edward e Tânia conversavam tanto e porque ele estava gargalhando. Aquela garota só sabia falar de roupa, sapato, cabelo, spa e essas coisas fúteis. Seria Edward um garoto que curtia esse tipo de garota? Não! Ele não podia ser. O cara gostava de 50Cent, não tinha como ele curtir isso. Ok... Eu ainda não havia perguntado se Edward gostava de rap, estava apenas supondo. Mas naquele momento eu queria muito que ele curtisse e não gostasse de garotas fúteis. Elas não eram pessoas legais.
– Preciso que você pegue um pedaço de torta para mim. – ele apontou para aonde as tortas ficavam.
Eu deixei o cappuccino da Tânia fazendo e fui até lá, pegando um pedaço de torta e colocando em um prato, depois voltando e entregando para Jasper. Ele sorriu debochado.
– Cuidado, Bella. Talvez Tânia não seja tão... Inofensiva assim.
– Vai se ferrar, Jasper. – rosnei e ele saiu gargalhado.
– Isso é uma coisa muito feia de se falar, Isabella. – a voz grossa de Walter soou atrás de mim.
Eu revirei os olhos e fiz uma careta antes de me virar para ele sorrindo.
– A culpa é dele, Walter. Jasper adora em tirar do sério e às vezes é difícil controlar a forma que falo. – dei de ombros. – Ah, e eu já disse que pode me chamar da Bella.
– Uma dama deve ter a paciência grande e eliminar qualquer tipo de palavreado chulo como o que pronunciou. Eu realmente preciso lhe ensinar a ser uma dama, Isabella.
Eu suspirei e fui até a máquina, pegando o cappuccino da Tânia e colocando em um copo para a viagem.
– Walter, eu não quero fazer essas aulas... Isso não é para mim, já lhe disse. Aprecio essa sua preocupação sobre meu jeito, mas não rola, cara. – me virei para ele. – E para de chamar de Isabella. Eu não gosto.
Dei um meio sorriso para ele e voltei para o balcão, colocando na frente de Tânia o cappuccino dela. Ela colocou uma nota de cinco dólares no balcão, pegou o copo, provou e sorriu.
– Finalmente algo que você sabe fazer direito.
– Obrigada. – dei um sorrisinho falso para ela.
– Eu não vou conseguir dormir a noite sabendo que você tem concerto. – Walter falou atrás de mim e eu fechei os olhos rezando a Deus pela minha alma.
– Bella? Ter concerto? Puff, nunca! – Tânia falou rindo com aquela vozinha ridícula dela. – Essa daí ninguém mais concerta. Nem Deus salva.
Eu olhei do Walter para a Tânia e revirei os olhos. Agora os dois iam falar da minha alma perdida. Era bem capaz de o diretor Turner aparecer ali com um crucifico e os três tentarem me exorcizar. Eu já estava acostumada a coisas bizarras na minha vida, isso não seria algo impressionante.
– Bella não é sem concerto ou sem salvação. – Edward falou e nós três encaramos ele.
Eu sabia que éramos amigos, mas Edward estava sempre me defendendo e isso de alguma forma fazia cada vez mais eu gostar do garoto. Ele era, com toda certeza, perfeito. E provavelmente eu não me acostumaria a ter um amigo assim comigo. Rosalie, Alec e Emmett também me defendiam, mas apenas em casos que eu não conseguiria lidar sozinha, só que Edward me defendeu em coisas que eu podia lidar. Detenção? Era mais do que fácil para mim. E lidar com os insultos de Tânia e Walter, que nem poderiam ser considerados insultos, então era mais fácil ainda. Só que ali estava ele se intrometendo e me defendendo.
– Garoto, eu sei que você está encantado por Bella, mas tem que ver o lado que nós vemos. – Walter falou calmamente. – Ela é uma dama e não age como tal.
Edward abriu a boca para discutir, mas eu toquei o braço dele e neguei com a cabeça. Estava acostumada com o Walter falar que eu não era uma dama. E eu não discordava do cara, cresci com Emmett e minha personalidade foi se formando assim, além de que por causa da minha hiperatividade garotas não gostavam muito de ficar perto de mim então tive que crescer com garotos. Eles quem gostavam mais de futebol, skate, surf e a maioria das vezes quando eu quebrava algo deles não podiam me bater porque tinha além de mim, que nunca apanhava quieta, tinha Emmett que entrava na briga. Se fosse alguma garota, ele não poderia fazer nada, já garotos ele podia.
– Isabella nunca foi e nunca será uma dama. – Tânia falou com todo o deboche que ela podia juntar. – Essa é mesmo uma perdida.
Eu me virei de frente para Tânia.
– Garota, você não tem que ir para o salão fazer sua segunda cara e arrumar esse cabelo palha ai? – perguntei.
Ela primeiro me encarou boquiaberta, depois empinou o nariz.
– O que você quer dizer com fazer minha segunda cara, Isabella?
– Fala como se não soubesse. – revirei os olhos. – Passa tanta maquiagem que vai acabar criando uma segunda cara. Aliás... – me apoitei no balcão e sorri. – Quanta você já tem em casa? Qual o tamanho da coleção?
– Mas... Mas... – ela começou a gaguejar. – Eu não consigo colocar em ordem a quantidade de adjetivos que tenho para você, Isabella!
– Ah, eu posso te ajudar. Vamos lá... Estupida, machona, ignorante, mal-amada, feiosa, criatura do satã, odiosa, ridícula, mal vestida... O que mais mesmo? São tantos que até eu me perdi.
– Meninas, parem de brigar. – Walter colocou uma mão no meu ombro. – Bella, eu já estou montando a nossa planilha de aulas e logo ela ficará pronta e assim podemos começar. Por esse tempo, tente já começar. Pare de usar linguajar baixo. – acariciou meu ombro e sorriu amarelo. – Agora vou voltar para minha sala. Boa tarde.
Walter acenou para nós e voltou para a sala dele. Eu, que estava com uma careta de desagrado sabendo que meus dias de ser atormentada com essa coisa chata de “agir como uma dama” estava cada vez mais perto, me virei para Edward e sorri.
– Você vai me ajudar, certo? – perguntei com a voz dengosa.
– Te ajudar? – ele ergueu uma sobrancelha.
– Sim, me ajudar. Você vai vir para essas aulas comigo e falar que eu estou me saindo muito bem, assim o Walter larga logo do meu pé. – revirei os olhos. – Quanto mais elogios eu receber, mais ele vai acreditar.
Edward negou com a cabeça para minha ideia, mas concordou em me ajudar. Eu sabia que ele não negaria se eu pedisse com jeitinho e também porque Edward passaria mais tempo comigo. Todos querem passar muito tempo comigo, ele não seria diferente.
Eu senti um incomodo no nariz e suguei o ar com força, logo inalando um cheiro extremamente doce que não vinha da lanchonete. Olhei para o lado e Tânia continuava ali, com seu enorme olhos azuis nos encarando com curiosidade. Voltei minha expressão de tédio.
– E você, encosto, o que ainda está fazendo aqui? – perguntei.
Ela, saindo de algum tipo de transe, piscou os olhos rapidamente e me encarou, fazendo uma careta.
– Estou tomando meu cappuccino e vendo como você interage com pessoas.
Eu gargalhei alto e balancei a cabeça.
– Qual é, Tânia, se manda daqui e vai pro seu salão, sua presença já foi marcada.
– Ah, sabe o que é? – ela se ajeitou no banco ao lado de Edward. – Eu tive que cancelar meu salão hoje então eu vou ficar mais um tempo aqui e conversar com meu novo amigo. – ela tocou a mão de Edward. – Mas não se preocupe você não vai nem perceber minha presença porque tem que ir trabalhar. Vai. Vai. Vai. – balançou a mal como se me expulsasse.
Eu fiquei de boca aberta para a ousadia dela. A sorte da Tânia era mesmo que eu tinha que trabalhar porque aquele horário a lanchonete começava a ficar lotada já que os pessoais da praia e do parque que ficava ali perto sempre vinham pra cá matar a fome. Lancei um olhar de “Estou de olho” para Edward e fui atender um garoto que tinha acabado de entrar, mas de olho nos dois que começaram a conversar animadamente.
(...)
– Oh, olá, Bella. – Esme me cumprimentou animada assim que abriu a porta para mim. – Edward avisou que você viria. Vamos, entre.
Ela me deu espaço para passar e eu timidamente entrei. Sempre fui uma pessoa que não ficava muito vergonhosa diante das pessoas, apenas algumas conseguiam me deixar vermelha, como Edward, mas os pais dele me intimidavam de uma forma que eu não conseguia explicar. Mesmo esme sendo amável comigo, eu ainda me sentia estranha. E claro, ainda ficava deslumbrada pela beleza dela.
– Eu estou na cozinha preparando o jantar, quer me acompanhar? – ela apontou para o cômodo. – Edward subiu quase agora e com certeza vai demorar um pouco.
Eu não queria ficar sozinha com Esme, e senti vontade de subir lá no quarto de Edward e esganar ele, mas não queria ser mal educada nem nada, já que Renée me ensinou a ter bons modos quando as pessoas eram educadas comigo, então eu assenti para Esme. Ela aumentou ainda mais o sorriso e foi para a cozinha comigo em seu encalço.
Esme me mandou sentar no banco do balcão enquanto ela se movia agilmente pela cozinha. O cheiro de comida estava impregnado no ar e era delicioso.
– Sabe Bella, quando nós nos mudamos para cá eu não achei que meus filhos fariam amizade tão rápida. – ela começou fazendo eu me concentrar nela. – E também não imaginava que eles teriam amizades como você.
– Como... Eu? – gaguejei, sem entender o que ela queria dizer.
– Sim. – Esme mexeu em algo na panela que estava no fogão e virou de frente para mim. – Você me parece ser uma boa garota, Bella. E também uma boa influencia.
Quando Esme terminou de falar eu tive que me segurar ao máximo para não começar a gargalhar ali mesmo. Eu devia estar com uma careta horrível, mas ela pareceu não perceber.
– As antigas amizades de Edward não eram muito boas, sabe? E eu fiquei preocupada que aqui também não fossem.
Perdi a vontade de rir no mesmo momento vendo o assunto em que ela estava entrando. Edward nunca tinha me falado nada sobre as antigas amizades dele, na verdade sobre nada da vida dele antes de vir parar aqui, em Los Angeles. Eu não sabia que tipo de amigos ele tinha, mas sabia que não eram como eu e meu grupo porque ele não estava acostumado com as coisas que fazíamos. Aliás, eu chutava que fosse mais ao estilo de Tânia apesar de que... Eles podiam não ser bons influencias, mas não faziam nada demais além de serem fúteis.
Esme parecia realmente preocupada com Edward e isso me lembrou de umas coisas que vinha pensando. Será que Edward morava no Brooklin e andava com caras que curtiam 50Cent? E será que ele era algo como um Eminem, rapper branco? Nossa, o carinha era mesmo uma coisa engraçada.
– Eu e meu marido tínhamos esperanças de que aqui em Los Angeles as coisas mudassem, entende? Esse lugar sempre me pareceu um bom lugar para criar filhos. E quando chegamos aqui e logo descobrimos que nossa vizinha tinha filhos adolescentes também e que vocês eram boas pessoas, nossas preocupações sumiram.
– Er... – não sabia o que falar então eu dei um sorriso que era uma mistura de pena e sem graça. – Yeah. – minha voz saiu estrangulada.
Esme então deu a volta no balcão e parou na minha frente, pegando minhas mãos. Eu senti meu rosto esquentar e sabia que estava corando. Não me culpe por isso, eu estava intimidada com a demonstração de afeto dela para comigo.
– Eu sei que você vai ser uma boa pessoa na vida dos meus filhos, Bella. Conheci sua mãe e vi o quanto ela é maravilhosa e só deve ter criado filhos maravilhosos também porque seu irmão é um amor de pessoa.
– Ah, é. – concordei ironicamente, mas a boa alma de Esme não a deixou notar.
– Ele passa as tardes aqui comigo e com Renesmee e é sempre tão educado e agradável.
– Isso porque ainda não se sentiu de casa, mas espera pra ver. – soltei e ela riu.
– Eu estou torcendo por isso.
– Se eu fosse você não falava isso, Esme. – alertei. – Quando ele se sentir de casa vai ser preocupante. Me escute, sei por experiência de anos.
Esme riu novamente e acariciou minha mão.
– Você é uma graça. – falou. – Só que é a verdade, Bella, eu espero que você e seu irmão se sintam de casa.
– Mãe? Bella?
Eu olhei para trás e Edward estava parado na soleira nos encarando com uma expressão engraçada de confusão. Esme soltou minha mão e eu saltei do banco, indo para o lado dele.
– Oi, Edward. – falei animadamente. – Esme e eu estávamos conversando aqui.
Ela assentiu com a cabeça, tendo nos lábios um sorriso afável.
– OK... – ele murmurou parecendo desconfiado. – Bem... Vamos pra piscina? – apontou pra a porta dos fundos.
– Vamos... – murmurei.
Dei um aceno para Esme, que retribui e segui Edward para o quintal dos fundos. Nós passamos pelo caminho de pedra e paramos em frente à piscina quase olímpica, que era circundada por grama cortada milimetricamente. O fundo azul e com listras mais escuras que separava as raias em uma imitação perfeita da verdadeira piscina olímpica.
– Agora eu consigo entender o porquê de ter uma imitação de piscina olímpica aqui. – comentei olhando para Edward ao meu lado. – E sei quem é o nadador.
Ele me olhou pelo canto do olho e sorriu.
– Foi o que pedi a Carlisle quando ele disse que iriamos nos mudar. Claro que não cabia uma piscina olímpica perfeita aqui, então foi quase uma réplica grande o suficiente. Apenas para que eu me sentisse em casa...
Percebi que seu tom ficou um pouco melancólico, então como uma boa amiga eu toquei o braço dele em forma de consolo. Ele me lançou um sorriso torto, mas triste.
– É claro que essa piscina é só para eu não perder o jeito, mas não dá realmente para treinar só aqui.
– A piscina da escola fica inutilizável nesses dias antes do teste porque quem se inscreve é que já faz aulas em alguma academia de natação. Então, depois das aulas, nós podemos ficar lá. O John não vai se importar.
– Você acha?
– Claro. Eu posso conversar com ele. – dei de ombros.
– Você é uma boa amiga, Bella. – ele passou um braço por cima do meu ombro.
– Eu sei. – estufei o peito e Edward gargalhou.
Era o mínimo que eu podia fazer por ele por estar sendo tão bom para mim desde que nós nos conhecemos.
– Certo, então vamos começar? – ele perguntou ao se afastar de mim.
Edward foi perto da casa e mexeu na caixa de luz, acendendo as que ficavam dentro da piscina. O céu estava já escurecendo, em um tom arroxeado do crepúsculo. Era a hora que eu mais gostava do dia porque da varanda do meu quaro a vista ficava linda. Eu sempre gostava para poder pintar, coisa que não estava fazendo ultimamente.
Eu comecei a tirar meu tênis quando Edward voltou para o meu lado e tirou a camiseta, ficando de bermuda. Parei de mexer o pé e encarei-o, que ficou de costas para mim. Eu... Eu estava de cara com aquelas costas que eu vira poucas vezes e que me fez cair da árvore. Agora podia ver nitidamente as pintinhas que tinha visto, assim como as manchinhas no ombro causadas pelo sol. Eram costas de nadador, largas e musculosas. E eu senti uma vontade enorme de tocar elas, sentir a pele macia na palma da minha mão. E também a vontade louca de tocar os furinhos que ele tinha acima da bunda.
– Bella? – Edward virou de frente para mim, me tirando ainda mais a concentração com o peito definido.
De onde aquele garoto tinha saído, Deus? Você só deve ter mandado para cá pra tirar a minha sanidade. Edward era o tipo perfeito para mim. O dos meus sonhos. Era um castigo aquilo para mim quando tínhamos nos tornado tão amigos.
Eu fechei os olhos e soltei um muxoxo triste por causa do meu azar. Não, espera, eu tinha era sorte porque Edward era uma pessoa maravilhosa. Por dentro e por fora.
– Bella? – Edward me chamou novamente.
Eu abri um olho e dei um sorrisinho sem graça.
– Er... Costas. – foi à única coisa que consegui falar. Edward me encarou confuso. – Belas... Costas.
Ele pareceu se lembrar de algo e abriu um sorriso malicioso.
– Então é mesmo verdade a sua... Obsessão por costas?
Eu assenti sem conseguir encontrar minha voz. Eu tinha uma louca obsessão por costas, mas com Edward tudo piorava. Era pelas costas, pelo peito, pelo rosto e até pelo cabelo. Ruivos eram charmosos e encantavam.
– Você está bem? – ele perguntou.
Neguei com a cabeça e me forcei a parar de encarar o peito dele e me focar nos olhos. Foi então que consegui encontrar minha voz, mas ainda estava falha.
– Camarada, eu acho melhor você entrar logo nessa piscina senão quiser ser agarrado agora. – avisei.
Edward ergueu as duas sobrancelhas e deu um passo para mais perto. Eu tremi de leve e dei um para trás.
– Edward, sai da minha frente.
Aquilo estava sendo um milagre para mim, eu estar me controlando tanto quando a maioria das vezes era impulsiva. Só que eu tentava me lembrar de que nós éramos amigos. A-MI-GOS. E que eu não queria estragar aquela amizade daquela forma.
Edward começou a gargalhar e eu soltei um choramingo. Ele queria mesmo me matar de um ataque cardíaco causado pela perfeição que o garoto era.
Eu não estava podendo mais, então em um ato desesperado eu peguei Edward pelo braço e o empurrei para a piscina, sem me preocupar nada. Ele era um nadador, sabia nadar, não tinha com o que me preocupar. E a piscina era funda, devia ter uns dois metros naquela parte funda. Bater a cabeça ele não iria. Edward caiu na piscina e foi quando eu consegui respirar novamente quando não tinha mais nada para encarar além da grama.
Levei a mão ao coração e me apoiei nos joelhos. Aquela tinha sido com certeza, uma das coisas mais difíceis que já fiz na minha vida. Podia me considerar uma pessoa forte e controlada porque aonde uma garota adolescente com hormônios a flor da pele e com obsessão por costas de nadador negaria o vizinho gostoso com as costas mais gostosas ainda que estava se jogando pra cima dela? Em lugar algum! Eu começava a acreditar que Edward era tipo o meu anjo da guarda que me atormentava também.
– Qual é, Bella! – Edward falou e eu me virei para ele.
– Eu quem falo isso. Sabia que você estava pisando em território perigoso? – apontei para Edward que gargalhou alto.
Eu então tirei o meu short e a regata, ficando só de biquíni. Edward assobiou e eu revirei os olhos para ele, que riu. Me aproximei da beira da piscina, pensando se eu pulava de uma vez ou se sentava. Decidi por dar o mergulho porque estava na frente de um nadador e isso era o menor que eu podia fazer. Então dei um passo para trás e impulsionei o corpo para frente, mergulhando e dando umas braçadas até estar no meio da piscina. Quando submergi Edward bateu palmas.
– Belo mergulho. – falou se aproximando. – Foi elegante.
Eu ergui as duas sobrancelhas, sorrindo.
– Se Walter me visse agora me acharia uma bela dama dando um mergulho.
– Com certeza. – Edward riu. – E então, que tal pra aquecer irmos de uma ponta a outra cinco vezes? – sugeriu.
– Está de brincadeira comigo? – disse surpresa. – Cinco vezes?
– Eu não quero pegar pesado com você...
– Cala a boca. – joguei água na cara dele. – Dez vezes. E se aguentarmos mais, quinze.
Edward abriu um sorriso divertido na minha direção e concordou. Nós então fomos para a ponta da piscina, parando de forma que desse para impulsionar os pés.
– Pronta para perder? – perguntou se achando.
– Se eu perder, Cullen, vai ser uma coisa boa.
Ele olhou pensativo e assentiu concordando. Edward começou a contar até três e no já nós começamos a nadar. Eu estava acostumada com aquela piscina já pelas vezes que fugi para ficar aqui quando estava de castigo então a conhecia e não foi difícil dar cinco ida e volta nela. Quando estava na sétima meus braços já começavam a protestar assim como meu folego, mas eu não parei, apenas diminui o ritmo. Eu sabia que aquilo estava sendo apenas um aquecimento para quando Edward começasse a treinar realmente na piscina olímpica da escola, aquilo era só uma diversão.
Quando contei até a décima e toquei a parede eu levantei e encontrei Edward ofegante, mas já fazia algum tempo que ele estava lá. Me encostei na beira da piscina tentando também recuperar o folego.
– Você é rápida. – ele falou sob o folego. – Já participou de algum time de natação feminina, Bella?
– Uma vez... – murmurei baixo. – Foi quando a psicóloga indicou esportes para fazer e como eu gostava de natação, mas não fiquei muito tempo. E... – caminhei até ficar de frente para ele. – Você acha que eu seria lerda com esses braços gostosos aqui? – bati no meu braço e Edward gargalhou.
Edward esperou eu descansar um pouco para darmos mais cinco idas e voltas na piscina. E depois, cansada, eu fiquei lá encostada enquanto ele ainda se divertia. Aproveitei para ficar babando um pouco naquelas costas tão perfeitas trabalhando enquanto o tempo ia passando e já escurecia. Os músculos se movendo enquanto ele dava uma e outra braçada. Deus, aquilo era o céu. Um nadador puta de gostoso nadando ao vivo enquanto eu estava ali na vida boa apreciando.
Quando Carlisle apareceu na porta e me cumprimento com um sorriso – eu mais vermelha do que já tinha ficado alguma vez na vida – eu me lembrei da conversa que tive com Esme e decidi perguntar para Edward se ele gostava de 50Cent e morou no Brooklin antes que esquecesse novamente. Isso para mim era a coisa mais fácil de acontecer, só precisava de uma distração.
Edward estava voltando na minha direção e quando ele chegou perto o puxei com força pelo braço, fazendo Edward parar bem na minha frente. Seu corpo se chocou com o meu e eu bati as costas na piscina. Soltei um gemido de dor.
– Você é doida?! – ele perguntou assustado e me virou de costas para olhar. – Está doendo muito? – tocou o local e eu tremi de leve.
– Não. – murmurei. – Vai passar.
Edward então me fez virar de frente para ele novamente.
– Porque você fez aquilo, Bella?
Eu abaixei os olhos para tentar lembrar o porquê quando eles bateram novamente naquele peitoral tão perfeito e tão perto de mim. Eu podia sentir o calor corporal de Edward e acompanhava com os olhos seu peito subir e descer com a respiração desregulada dele. E a melhor parte: estava molhado. Eu me sentia em um comercial de alguma marca de perfume de luxo olhando para aquele peitoral que brilhava branquinho um pouco azulado por causa das luzes da piscina. O céu já estar escuro só ajudava ainda mais.
– Bella! – Edward segurou meu queixo e me fez encara-lo. – Foco. Aqui.
Eu pisquei os olhos rapidamente e raciocinei as palavras dele. Fiz de mantra e finalmente consegui voltar a terra.
– Foco. – falei.
– Certo. – ele foi abrir um sorriso e eu o alertei com o dedo. – Certo. – repetiu se segurando para não sorrir, mas até a careta que ele fazia era linda.
– Você é uma tentação, Edward. – avisei. – Agora me fala o que você queria falar comigo.
– Eu? Foi você quem me puxou com força então você que tem algo pra falar.
– Eu tenho? – torci o lábio com uma careta.
Procurei na mente o porquê de eu ter puxado Edward tão brutalmente daquela forma, mas não conseguia me lembrar. Argh! Como eu odiava me distrair e esquecer as coisas. Eu me concentrei ainda mais, mas não veio mesmo nada.
– Eu não lembro. – soltei com um muxoxo. – Pode voltar a nadar que quando eu lembrar te falo.
Edward assentiu e me deu as costas para voltar a nadar só que eu acabei lembrando o que era e o puxei pelo braço novamente. Mas Edward parecia mais preparado e foi mais rápido dessa vez e apoiou as mãos na parede, ficando na minha frente. Soltei uma risadinha sem graça.
– Lembrei. – falei e ele revirou os olhos.
Edward se apoiou na beirada da piscina e eu fiquei de frente para ele.
– Vamos, fale. – mandou.
– Eu queria que você confirmasse algumas coisas que venho descobrindo sobre você, sabe... – comecei e ele ajeitou a postura, me olhando sério.
Aquilo não era bom.
– O que?
Eu coloquei meus pensamentos em uma linha pensando na melhor forma de explicar o quanto eu era uma boa detetive e fazia boas descobertas. Era tão provável que tudo que eu juntei dele e descobri fosse verdade que o ruivo iria ficar de boa aberta. Claro, eu tinha descoberto seu segredo de Nova York.
– Bem... Enquanto eu estava em Orlando com Charlie, eu fiquei pensando bastante em você e...
– Você ficou pensando em mim, Bella? – Edward ergueu uma sobrancelha com um sorriso malicioso.
Dei um soco no braço dele.
– Não me interrompa camarada, porque senão eu esqueço. – decidi ignorar a pergunta dele por enquanto. – Como eu estava dizendo, fiquei pensando nas coisas que sei sobre você e descobri que você gosta de 50Cent. – era melhor fazer daquilo uma afirmação porque vai que faço como uma pergunta, e Edward negue por vergonha ou medo de eu descobrir mais coisas?
– O que?! – Edward arregalou os olhos.
– Isso mesmo. – balancei a cabeça e toquei o braço dele. – E também conversando com sua mãe ela me disse que suas antigas companhias não eram boas.
– E não eram. – ele falou com a voz séria e eu o encarei.
– Uau. – foi o que consegui murmurar. – Então é verdade?
– O que? – ele franziu as sobrancelhas.
– Que você é um rapper branco que curte 50Cent e anda com o tipo de pessoa errada que te dão apelidos para o caso de assaltos vocês não serem descobertos ou reconhecidos e o seu era “carinha branco que mora logo ali” igual o Chris. Você morava no Brooklin. Deus, porque eu não imaginei isso antes? – arregalei os olhos absorvendo minha nova informação e depois encarei Edward que estava com uma expressão de choro. Ou era careta? Toquei o braço dele em consolo. – Não se preocupe, Edward, isso não vai afetar nossa amizade de forma alguma. Eu ainda vou continuar do seu lado. E se você precisar de alguma ajuda em se livrar de vícios, da vontade de roubar, ou até quem sabe ajuda para roubar eu vou estar aqui. É isso que os amigos fazem, não é? E nós somos amigos. Bons amigos. Mesmo às vezes sendo difícil levar isso apenas na amizade quando eu tenho que olhar para suas belas costas, mas eu vou sempre me controlar porque não vou agarrar meu amig...
As pessoas eram umas graças! Edward era uma graça porque enquanto eu estava ali dando o maior apoio e até me oferecendo para assaltar algum lugar mesmo que isso decepcione Renée, o garoto vai e empurra minha cabeça para debaixo da água. Como eu estava falando entrou água pela minha boca aberta e pelo nariz por ter sido pega desprevenida.
Eu comecei a me debater e tentar agarrar a mão dele que estava no topo da minha cabeça, mas Edward era mais forte. Eu grudei meus restos de unha ruídas na carne da barriga dele e só assim Edward me soltou.
– Você é maluco! – berrei histérica e tossindo.
Edward estava com uma careta, com a mão na barriga aonde eu tinha machucado e gargalhando alto. Passei minhas mãos no rosto tentando parar de tossir e respirar novamente.
– Garota, você fala demais. – foi à única coisa que ele disse entre risadas.
Eu me apoiei na beira da piscina e tentei voltar à calma. Queria poder socar aquele rostinho bonito, mas eu bem entendia porque ele havia feito aquilo. Eu tinha descoberto um grande segredo e ficava ali com a minha matraca aberta nem parando para respirar. Não o culpava.
– Na próxima avise. – falei e tossi mais uma vez.
Edward se moveu na água e parou na minha frente, colocando as mãos nos meus ombros e me fazendo encara-lo.
– Escuta, eu não sou nenhum rapper branco que veio do Brooklin e nem tenho nenhum vicio. Não curto muito 50Cent e só conheço algumas musicas porque ouvi em alguma festa. E sobre roubar... Não sou maníaco em roubar nada e a primeira e ultima vez que fiz algo assim foi uma burrada.
– Você já roubou? – arregalei os olhos.
– Não foi exatamente um roubo. – ele fez uma careta. – Mas não é algo pra explicar agora. O que você precisa saber é que... Essa vida que você falou ai não é a minha e nem chega perto de ser.
Torci os lábios em um bico enorme. Eu não conseguia acreditar que tinha usado meu dom de detetive para nada! Eu nunca errava e tinha acabado de errar com Edward. Yeah, o cara era imune aos meus poderes.
– Agora... – Edward passou delicadamente a mão no meu cabelo, afastando-o do rosto. – Desculpa ter te afogado, foi por que... – levantou um ombro.
– É, eu sei. – suspirei. – Só vou desculpar dessa vez porque estamos no começo, mas depois não vou lhe desculpar. – avisei com um dedo e ele assentiu. – Foi uma loucura o que você fez. Eu me afoguei e podia ter morrido! Deve ter entrado tanta água no meu pulmão que eu nunca mais vou precisar beber. Deve ter um lago aqui dentro de mim.
Eu era Isabella Swan, filha de Renée e Charlie e irmã de Emmett, eu precisava fazer um pouco de drama. O drama corria por minhas veias.
Edward gargalhou.
– Se quiser... – ele deu um passo se aproximando de mim. – Eu posso fazer respiração boca a boca e secar esse “lago” que você está falando...
Espera, Edward estava me cantando e ainda sendo irônico? Quem nesse mundo cantava uma garota e era irônico ao mesmo tempo? Edward Cullen! Mas isso era o de menos porque Edward estava me cantando na maior cara de pau, estava se aproximando de mim. O que eu podia fazer num momento daqueles? Só tinha duas opções:
a) sair de mansinho e fugir daquilo ou
b) flertar e agarrar o camarada com as costas mais perfeitas que eu tinha conhecido
Eu estava entre amizade e costas perfeitas, era uma balança muito difícil de escolher para qual lado pesar. Eu odiava ficar indecisa e confusa. Mas... Edward estava flertando descaradamente comigo, eu não podia deixar aquilo passar... Não é?
– Respiração boca a boca soa legal para mim. – respondi dando meu melhor sorriso de flerte.
Edward retribuiu o sorriso e se aproximou mais um pouco, dividindo o olhar entre minha boca e meus olhos. Meu coração pareceu dar um salto com aquela proximidade e com o que estava prestes a acontecer... Cada vez mais perto... E mais perto... Quase... Mas que não aconteceu. Porque no exato momento que ia, Renesmee gritou nossos nomes e segundos depois apareceu na porta. Eu e Edward olhamos assustados para ela que estava toda sorridente. Ela não parecia ter visto ou reparado o que íamos fazer, se tivesse sabia disfarçar.
– O que foi? – Edward perguntou com a voz carrancuda.
– Mamãe está chamando vocês para jantar. E Emmett está aqui também. – apontou para dentro. – Vamos logo!
E voltou para dentro, fechando a porta. Eu virei minha cabeça lentamente na direção de Edward e também estava me encarando. Nós ficamos alguns segundos daquela forma e depois caímos na gargalhada.
– Vamos logo! – eu imitei a voz da Renesmee e joguei um pouco de agua na cara de Edward, que retribuiu.
– Vamos.
(...)
– Isso é realmente impressionante. Isabella Swan na minha sala e sem ser porque aprontou alguma ou matou alguém. – John me encarou bestificado. – Isso é realmente impressionante. – repetiu.
Eu revirei os olhos.
– Olha, se quiser eu posso ir lá matar a Denali e depois volto aqui com um bom motivo, o que acha? – dei um sorriso irônico para ele que estava de olhos arregalados.
– Pare de graça, menina, e senta logo ai!
Eu fechei a grande porta de madeira atrás de mim e saltitante fui até uma das cadeiras que ficava de frente a enorme mesa de John. A sala da direção era grande e espaçosa, tinha uma enorme estante de livros antigos ali, outra de prêmios que não podiam ficar na estante do corredor por causa de alguns baderneiros da escola e uma mesa com café e coisas boas de comer. Ele ficava sentando em uma enorme poltrona fofa e se sentia um rei ali.
Eu me sentei na cadeira.
– E então, porque está aqui? – perguntou com tédio.
– Não é nada de mais, John, sabe... Eu só queria pedir um favor para você.
– Um favor? – ele me olhou desconfiado. – E o que eu posso fazer nesse favor que você quer?
Eu levantei lentamente e fui até o John, parando ao lado dele sob seu olhar de alerta para qualquer coisa que fosse fazer, mas não era nada ruim. Eu abri a gaveta da mesa dele e peguei um PSP que havia ali que ele tinha pegado de algum garoto. John me olhou com uma expressão de indiferença para minha linda cara de pau, me seguindo com os olhos quando voltei a me sentar e apoiei os pés na mesa dele. O cara já estava acostumado com a minha petulância.
– Folgada. – falou.
– Você me ama. – pisquei um olho para ele e dei atenção ao PSP, ligando e vendo qual jogo tinha. Era um de carros, então comecei a jogar enquanto falava. – Eu não quero muita coisa, John, e não é necessariamente para mim. É mais para um amigo.
– Ah, eu devia ter imaginado. Só você que valoriza mais a amizade que tudo. É uma coisa que me orgulho de você.
– Eu sei. – tremi os ombros e xinguei baixo por ter errado uma curva. – O que acontece, John, é que Edward Cullen, meu amigo, está precisando de algo que a escola tem.
– Que seria?
Eu pausei o jogo e o encarei.
– A piscina olímpica. Ele se mudou agora pra cá, como você sabe, e ainda não se inscreveu em uma escola de natação como os outros meninos. E ele precisa treinar para o teste que vai ter daqui duas semanas. E eu estava pensando se você poderia liberar para nós a piscina olímpica quando acabasse o período das aulas, entende? É apenas até o dia dos testes e depois ele vai treinar com os outros garotos.
John, que ouviu tudo que eu falei atentamente, se encostou à cadeira dele. Seus olhos estavam um pouco sem foco e como o conhecia bem, sabia que estava avaliando o que eu falei.
– E quem garante que ele vai passar no teste? – ergueu uma sobrancelha.
– Ele vai passar. – ergui levemente o queixo ao falar com convicção. – Meu camarada é bom. Mas não é isso que eu quero discutir, John. Eu quero que você me empreste à piscina olímpica.
– Não sei não, Bella... Estamos falando de você. Quero dizer, e se eu deixar e no outro dia não existir mais piscina olímpica? Ou até o prédio de esportes? O seu demônio é muito atentado.
– Haha, engraçado. – revirei os olhos e voltei ao joguinho. – Eu quero ter um amigo nadador e se eu destruísse a piscina aonde mais ele nadaria? Eu penso John e não vou fazer isso.
Eu dei minha total atenção ao joguinho me concentrando em passar dos outros carros. Nessa passada na diretoria eu não tive muita sorte com o jogo já que aquele era uma droga. Às vezes eu conseguia um de aventura ou de luta e ficava aqui com o John até acabar o horário escolar. Claro que ele se incomodava com isso, mas não adiantava me expulsar já que se fizesse aquilo corria o risco de ter algo destruído porque iria ficar entediada e aprontar. E também ele me amava e amava minha companhia.
– Bella?
– Hm? – fiz distraída com o jogo.
– Bella, olha para mim!
– Espera!
Eu fiz uma curva fechada e xinguei o carro que passei. Agora estava em primeiro lugar e perto de ganhar porque era a ultima volta.
– Bella!
– Caramba, John, espera!
Ele calou a boca e eu pude me concentrar totalmente no jogo. Assim que passei pela linha de chegada eu dei um salto da cadeira e fiz minha dancinha da vitória, dando uma voltinha. Quando parei de frente para John ele estava com uma expressão de tédio.
– E então? – perguntei indo me sentar na mesa. – Já se decidiu?
– Já. – suspirou. – Eu deixo você e Edward usarem a piscina olímpica depois das aulas.
– Yeah! – fiz com o braço.
– Só que por tudo que é mais sagrado, Bella, não deixe seus demônios dominarem você e destruir aquele prédio.
– Pode deixar, John, meus demônios estão controlados!
Eu saltei da mesa e fui até ele, agradecendo e lhe dando um abraço esquisito apenas no pescoço já que ele estava sentado. Joguei o PSP no colo dele e corri para a porta, dando um tchauzinho e correndo para fora da diretoria. Eu precisava encontrar Edward agora e contar para ele que havia conseguido.
Enquanto corria pelos corredores tentando me lembrar em qual aula Edward estava agora, acabei por trombar em alguém por estar distraída. A pessoa soltou um gritinho e eu logo reconheci quem era.
– Tânia. – soltei o nome com os dentes trincados.
– Olá, Bella. – ela acenou animadamente para mim. – Como está?
Eu revirei os olhos já entendendo seu bom humor. Ela devia ter visto o Brad Idiota Collin e ele deve ter falado oi para ela. Como uma garota podia ficar toda boba e estupida com um único oi? Porque era só isso que ele falava para ela.
Mas eu não iria me importar com Tânia porque precisava avisar ao Edward a minha novidade. O camarada ia ficar feliz.
– Eu estou ótima, Tânia. Agora preciso ir. Tchau.
Eu passei por ela e com passos rápidos fui me afastando.
– Tchau, Bella. – ela disse toda feliz. – E eu não me esqueci do que fez comigo. Eu vou me vingar, benzinho.
Mostrei o dedo para ela sem me dar o trabalho de virar. Eu já sabia que ela tentaria se vingar e não me importava nem um pouco. Pelo menos não naquela hora.
Eu consegui lembrar em qual aula Edward estava e invadi a sala sem nem pedir para o professor – esse que ficou me encarando embasbacado sem falar nada. Parei de frente para Edward e falei:
– A piscina olímpica é nossa, garotão. Nós vamos treinar essas costas gostosas e te colocar no time. – pisquei um olho para ele e segui para a saída, deixando-o mais embasbacado que o professor. Mas quando estava saindo vi o Brad no lugar dele e apontei com meu dedo. – Odeio você. – falei e sai da sala, sorrindo comigo mesma por poder ajudar Edward.
Os treinos com Edward durante aquelas duas semanas foram bastante pesados. Ele pedia muito de si mesmo e estava bastante focado em conseguir uma boa forma e um bom tempo nas braçadas para poder conseguir passar no teste sem complicações vinda do treinador. Nós tínhamos feito uma rotina naqueles dias para que eu pudesse ajuda-lo. Ficou de que enquanto ele treinava eu ia para meu trabalho e depois do trabalho eu voltava para a escola e ficava mais um tempo com ele lá, o ajudando – e babando naquelas costas perfeitas. Na verdade naquele corpo inteiro. E quando terminávamos ou passávamos em algum lugar para comer ou íamos para minha casa ou para a dele. Nunca ficamos tão próximos como naqueles dias.
E eu estava adorando eles. Tirando pelo menos uns cincos de duas semanas. Um horrível foi quando estávamos lá e Brad apareceu. Eu não ia com a cara dele por motivos pessoais, que nem eram tantos meus assim, mas que me atingiam da mesma forma. Ele veio falar com Edward e por algum tempo ignorou minha carranca só que não conseguiu por muito e veio perguntar qual era meu problema. Isso resultou em Edward me segurando enquanto eu tentava avançar no Brad, xingando-o de todos os nomes possíveis e sendo xingada também. Ele quando cansou foi embora e Edward ficou me perturbando para saber por que eu não gostava de Brad sendo que ele era legal. Eu não respondi por motivos de ser constrangedor demais.
E os outros dias serem ruins a culpada foi Tânia. Aquela ratinha rosada – porque Tânia não era branca, era rosa – descobriu que Edward estava treinando na piscina olímpica da escola e decidiu aparecer por lá. Eles dois se entendiam muito bem, mais uma coisa que eu não gostava. Edward interagia com o inimigo! A primeira vez que ela apareceu, eu cheguei lá depois de sair da lanchonete e dei de cara com Edward e ela sentados na arquibancada conversando. Claro que nós começamos a discutir e Edward entrou no meio, mandando nós pararmos, mas como não conseguiu paz ele disse que ia voltar a nadar e Tânia foi atrás dele. Eu, na minha raiva e impulsividade, empurrei Tânia na piscina estragando aquela porcaria de cabelo e fazendo-a chorar como... Como Tânia. A garota furiosa saiu da piscina e veio para cima de mim e então nós duas caímos na piscina e brigamos lá, Edward teve que separar e acabou por levar um soco no olho.
Nas outras vezes que a vi não teve mais briga de socos, mas teve discussões. Edward havia pedido para que eu me controlasse e foi o que fiz me controlei o máximo que podia. Por pedido dele, não pela cara de Tânia. Aquela ali nunca teria sorte comigo.
Edward POV
– Tânia está viva. – Rosalie falou olhando para Tânia que adentrava o refeitório toda sorridente. – Isso significa que ontem ela não foi te ver treinar?
– Não. – neguei. – Mas o que isso tem haver com ela está viva?
– Bella me ligou no dia anterior e falou que se visse Tânia lá iria matar ela afogada e colocar a culpa em você.
Eu neguei com a cabeça, rindo ao imaginar a cena de Bella matando Tânia. Seria bem cômico se não fosse trágico. Voltei a comer o meu pedaço de pizza. Todos estavam ali à mesa, menos Bella. Emmett, como sempre, brincava com a comida antes de comer. Era quase como um ritual dele, porque sempre estava fazendo aquilo. Alec olhava para a mesa, prendido aos próprios pensamentos e Renesmee bufava em tédio por que a pessoa que mais animava a mesa não estava. Nem Jasper para ela conversar já que hoje ele não veio para a escola.
Eu estava curioso para saber da Bella. Ela era sempre uma das primeiras a chegar.
– Alguém viu a Bella? – perguntei.
– Olha a abstinência da minha irmã. – Emmett rosnou para mim e eu revirei os olhos.
– Engole o ciúme. – sorri irônico para ele.
– Parem vocês dois. – Nessie murmurou entediada.
Renesmee e Emmett estavam morrendo de ciúmes de mim e da Bella porque passávamos muito tempo juntos, mas não era exatamente culpa nossa. Tínhamos formado uma dupla para eu conseguir passar no teste, Bella me dava uma força.
– Daqui a pouco ela aparece aqui fazendo algum show. – Rosalie disse dando de ombros.
De repente as portas do refeitório foram abertas com brutalidade e aparecendo por elas estava Bella. Seu rosto estava muito, muito vermelho e ela parecia furiosa. Havia algo marrom nos cabelos dela.
– CADÊ AQUELA PATRICINHA?! É HOJE QUE EU MATO ELA!
Sua voz raivosa ecoou por todo o lugar.
– O que eu falei? – Rosalie soltou uma risadinha.
Como um robô exterminador Bella olhou para canto até seus olhos pararem em Tânia, que estava com um sorrisinho de deboche nos lábios, mas os olhos arregalados de medo. Bella então começou a avançar em direção a mesa da Tânia, e em um instinto – e já aprendendo a conviver com aquelas duas – eu fui o primeiro da nossa mesa a levantar e correr até Bella, parando-a pelo meio do caminho.
– Me solta, Edward! – socou meu peito quando a peguei em um abraço apertado. – Me solta que é hoje que eu vou presa!
Bella estava toda suja daquela coisa marrom que parecia ser chocolate. Tinha nos cabelos, no rosto e na camiseta. Ela se debateu em meus braços gritando que ia matar Tânia. O pessoal estava a nossa volta, olhando aquela cena. Tânia, percebendo que estava segura agora, se aproximou.
– Porque você quer me matar, Swan? – perguntou com a voz mais doce que o normal.
– Porque você fez isso comigo! – Bella estremeceu. – Me solta, Edward!
– Não solta, não! – Rosalie falou rindo. – Ou é capaz mesmo de acontecer um assassinato.
– Argh! – Bella rosnou.
– Eu não fiz nada. – Tânia falou com uma inocência suspeita.
– Sim, foi você! Eu lhe conheço, Tânia!
– O que aconteceu?! – perguntei confuso com aquilo.
– Aconteceu que enquanto eu fui ao banheiro alguém – olhou diretamente para Tânia que tinha um sorrisinho nos lábios. – trancou o cubículo e jogou por cima isso... Esse milk-shake de chocolate! E eu sei que foi Tânia!
– Varias pessoas tomam milk-shake aqui... – minha irmã falou.
– Essa esquisita gosta de me culpar, Renesmee. – Tânia fez drama. – Ela sempre me culpa com tudo que acontece com ela.
– PORQUE A CULPA É SUA! – Bella tremeu de tanta raiva e se debateu novamente. – QUE CARALHO, EDWARD, ME SOLTA QUE EU VOU MATAR ESSA MALDITA!
– Isso está muito divertido. – Emmett falou no ouvido de Alec que assentiu e os dois riram.
– Eu posso provar que foi essa estupida!
– Então prove. – Tânia ergueu o queixo.
– Só uma pessoa nesse lugar me odeia e toma milk-shake de chocolate com cereja. Quem, Rosalie?
Rose, que estava de braços cruzados, deu um sorrisinho de canto.
– Tânia Denali. – falou.
– Certo. E eu estou fedendo a milk-shake de chocolate com cereja! E é por isso que vou matar essa desgraçada!
Bella se agitou nos meus braços e de alguma forma conseguiu soltar os braços dela, alcançando Tânia e a pegando pelos cabelos. Tânia começou a gritar loucamente tentando se soltar e bater em Bella. Rosalie tentava soltar as mãos de Bella também. As amigas de Tânia davam berrinhos. Até o momento que Alice decidiu interver e deu um soco no braço de Bella. Como se tivesse mesmo possuída como John falava que Bella era, ela virou na direção da Alice e agarrou com força os cabelos dela, que começou a gritar e choramingar.
Aquilo era uma loucura!
No final conseguimos separar Bella daquelas duas e eu consegui arrastar Bella para longe do refeitório. Ela, mais calma, me puxou para o banheiro feminino e enfiou a cabeça debaixo da torneira tentando tirar o milk-shake do cabelo enquanto xingava Tânia de muitos palavrões que nem eu conhecia. Ela parecia um marinheiro daquela forma.
– Ela me paga, Edward. Ela me paga mesmo! – Bella rosnou e eu não sabia o que responder.
Bella estava muito determinada a se vingar. E eu sentia que isso ia muito longe como um ping pong entre as duas. É, tinha que me preparar para separar muitas brigas.
(...)
Eu estava na piscina olímpica da escola treinando mais uma vez. Hoje era o ultimo dia que eu tinha para fazer aquilo já que amanhã seria o dia do teste. Eu me sentia calmo e não estava muito ansioso. Era um dos motivos que gostava tanto de nadar porque a água me acalmava. Eu sempre gostei de nadar e ao estar ali me arrependia das coisas que havia feito e perdido.
Quando dei a ultima volta na piscina e voltei, eu levantei ofegante e tirei os óculos de natação.
– Você é uma graça fazendo isso. – Bella falou e eu ouvi as portas do prédio batendo.
Eu passei a mão no cabelo tirando o excesso de água e me virei para ela, sorrindo.
– Eu sempre sou uma graça.
– Você se acha demais, garoto. – negou com a cabeça.
Ela se aproximou de onde eu estava e se abaixo, passando a mão no meu cabelo e bagunçando.
– Preparado para amanhã?
– Claro. – revirei os olhos. – Sempre estou.
– Fico feliz com isso. Eu vou ter um amigo nadador que vai ser o melhor dessa escola e ultrapassar aquele babaca do Brad. E não pergunte de novo porque eu o odeio! – apontou o dedo para mim.
Eu já havia cansado de insistir para Bella em explicar o porquê então apenas dei de ombros e fingi que ia morder o dedo dela. Bella puxou a mão rápida e bateu na minha nuca.
– Pare de graça, Edward.
– Eu acho que você deveria nadar comigo hoje. – comentei. – É meu ultimo treino e faz tempo que você não nada... Como vai gastar toda essa energia acumulada ai?
Ela, que estava tirando o tênis para colocar os pés dentro da água, me lançou um sorriso malicioso.
– Eu posso pensar em algumas coisas...
Eu gargalhei e peguei a perna dela, a puxando para entrar na piscina. Bella soltou um grito misturado com uma risada e jogou um pouco de água em mim.
Nenhum de nós dois tocou no assunto da flertada mais que flertada que eu dei nela quando estávamos na piscina, e isso também não afetou em nada nossa amizade. Era como se nada tivesse acontecido. Nós tínhamos apenas levado o flerte a sério e quase nos beijado se não fosse por Renesmee, mas tudo continuava como se fosse apenas aquilo, flerte.
– Eu estava aqui me lembrando, Edward, que eu ainda te devo duas partes do favor, não é? – ela comentou enquanto se movimentava pela água. – E já faz tempo e você não pediu nada.
– É porque ainda não achei nada para pedir. – dei de ombros. – Não vou gastar isso com qualquer coisa.
– Mas, sabe, agora que somos amigos, tipo muito amigos mesmo... – ela deu a volta em mim e parou nas minhas costas, se pendurando e colocando o queixo no vão entre meu pescoço e ombro. – Não há nada que você peça que eu não faça.
Eu segurei as pernas dela que estavam em volta da minha cintura para ajuda-la a ficar presa.
– Você não sabe. E se eu pedisse para você matar alguém? Com o favor você não poderia negar.
– Sem o favor eu ainda não negaria. O que mais privo na minha vida é a amizade e faria qualquer coisa por ela. Claro, se for por motivos bons. – emendou. – E não acho que você faz coisas ruins.
– Claro. Falou a minha amiga que achou que eu era algum assaltante viciado em drogas.
Bella gargalhou.
– Aquilo são águas passadas. E eu deduzi isso porque você nunca me falou nada sobre você.
– Claro que sim!
– Apenas algumas coisas que não contam. Mas você não falou o porquê está aqui ou qual é seu gosto musical. Eu tiro conclusões pelo gosto musical da pessoa, ok? E achei que você gostava de 50Cent.
– Mas como você chegou a essa conclusão? Eu tenho cara de rapper branco? – franzi o cenho e ela riu.
– Não... Talvez. Eu nem lembro mais como cheguei a essa conclusão. – a senti dar de ombros. – Eu acho que você deveria me dizer o que gosta de ouvir para eu parar pensar que você é um maluco de Brooklin igual o pessoal de “Every Body Hates Chris”.
– Eu gosto de The All American Rejects. É minha banda favorita. E também All Time Low, The Maine, One Republic, Sum 41.
– Sum 41?! – ela praticamente gritou o nome no meu ouvido. – Nós temos que casar, Edward! Vamos pra Las Vegas porque eu não posso te perder. Você gosta de Sum 41!
Imaginei nós dois indo pra Las Vegas e casando ao som de Sum 41 e foi impossível não gargalhar.
– Claro, Bella. Mas não precisa ser agora, eu não vou fugir de você.
– Eu espero mesmo que não. Você é meu cara dos sonhos. Lindo, gostoso, legal e ainda gosta de Sum 41. Você não pode fugir. – Bella suspirou, mas pareceu voltar à terra um tempo depois. – Eu conheço também The Maine, All Time Low e OneRepublic, mas nunca ouvi The All American Rejects.
– Só pode ser brincadeira. Essa banda é a melhor de todas, como você pode não conhecer? Preciso urgente levar uns CDs deles na sua casa.
– Concordo. Quero ouvir a banda favorita do meu futuro marido.
– OK, então. E como eu sei que você vai gostar, ai sim podemos nos casar. Eu gostando de Sum 41 e você de TAAR.
– Isso!
Eu me movimentei pela água e Bella pediu que eu nadasse com elas nas minhas costas como o pai dela fazia quando pequena.
– Por acaso tenho cara de ser seu pai? – perguntei para ela que riu.
– Não, mas é legal como ele. Vai logo! – empurrou minha cabeça.
Eu revirei os olhos e comecei a nadar com elas nas minhas costas, afundando. Eu mergulhei e quando levantei Bella começou a rir. A garota era maluca e isso me divertia. Eu podia flertar com ela porque era difícil controlar esse meu lado que fazia isso com garotas bonitas, mas eu preservava muito nossa amizade e não queria estragar aquilo.
Quando Bella conseguiu me matar de cansaço nós nos secamos e trocamos de roupa. Tive que emprestar uma camiseta para ela, já que a dela era branca e havia ficado transparente. Fomos para a minha casa, onde ficamos até tarde jogando videogame. Era engraçado ver Bella me xingando por errar algum lance no basquete, e mais engraçado ela fazendo uma dancinha da vitória quando conseguia. Depois que ela foi embora, eu tomei um banho e cai exausto na cama. Bem lá no fundo eu estava ansioso para amanhã na hora do teste. Ansioso para mostrar para Carlisle que eu já tinha aprendido a lição e ele poderia confiar novamente em mim. Passar naquele teste seria um grande passo para mim.
Notas finais
Eu queria avisar pra vocês que vai ficar um pouco dificil para eu postar a partir de agora porque consegui um emprego, então... Mas não vou abandonar minhas fics nem nada disso, eu vou termina-las. Espero que vocês entendam e tenham paciencia.
Obrigada a todas vocês que comentaram e obrigada as que recomendaram. Espero logo aparecer com o próximo capitulo.
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Beijos
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