Aquela Garota

20 O Que uma Camiseta Estampada Não Faz


19. O Que uma Camiseta Estampada Não Faz

Emmett POV

Eu estava mudando. Estava melhor. Ela gostava de mim agora. Eu sabia disso porque os sorrisos haviam mudado.

Mas eu não mudei exatamente. Eu ainda sou o mesmo, tenho os mesmos pensamentos e ainda quero as mesmas coisas. A única coisa que mudou foi a minha tática.

Tudo que eu tinha tentado deu errado. As cantadas foram todas por água a baixo. Rosalie as odiava mais do que me odiava. Ou ela me odiava por causa delas. Então eu não as usava mais porque isso estragaria o que eu tinha de novo. Tive que guarda-las para outros momentos e outras garotas. Minha mão boba também era um fracasso porque Rosalie odiava ser tocada sem permissão. Tudo que eu tinha para conquistar garotas fracassavam com Rosalie.

Mas não a carta na manga que eu arranjei.

O que era? Edward Cullen.

Ele era o idiota que pegava minha irmã mesmo eu sendo contra isso, mas uma coisa eu tinha que confessar: ele conseguia a garota que queria. Ele conseguiu a minha irmã! Então ele foi minha melhor aposta.

E adivinhem? Deu certo!

Ou pelo menos estava dando...

Eu decidi ignorar o fato que Edward ficava até tarde no quarto da minha irmã – que eu fazia questão de bater na porta de dez em dez minutos – e fui falar com ele. Fazia um tempo que eu avaliava Edward, vendo como ele sorria para as garotas, que suspiravam. Se ele precisava de uma ajuda em uma matéria, ele chegava, falava com elas em uma voz solta e um sorriso de comedor na boca e conseguia o que queria. Se ele falasse “Me passe às respostas da prova e vá na minha casa essa noite” elas estariam lá a tarde com as todas as respostas certas e de saia.

O sorriso de Edward era a maior arma dele. Além de ver como ele falava com elas sorrindo, eu também ouvia Bella falar dele. Ela e Rosalie agora tinham mais esse assunto na lista. E acrescentavam mamãe na conversa. Às vezes eu entrava na cozinha e elas estavam falando de Edward.

“Edward é realmente um bom garoto.” Mamãe comentava enquanto pegava os ingredientes para o jantar. “E bonito.”

“Sim, muito bom.” Bella concordou com um sorriso malicioso que me fez querer vomitar. “Mais do que bom.”

Ugh.

“Tia Renée, você já viu Edward em ação? Quero dizer, quando ele quer soar encantador e paquerador? O cara tem a porra da garota que ele quer aos pés dele.”

Vamos lá, Rosalie, também não é assim.

“E para o que ele quiser.” Bella completou. “Sortuda é a garota que tiver ele.” Ela lançou um olhar para Rosalie que prendeu uma risada. Mamãe não sabia que os dois ficavam se esfregando no quarto. Ela só achava que eram apenas amigos. “Digo isso como amiga, claro.”

“Se eu fosse dezessete anos mais nova, eu com toda certeza faria de tudo para ter Edward. Não sei porque Bella não tenta.” Mamãe lançou um olhar divertido para Bella. “Você é uma sonsa.”

Que nojo, mãe!

“Não tão sonsa.” Rosalie cantarolou e ela e minha irmã riram.

Cada vez mais nojento.

“Edward só precisa sorrir para ter qualquer garota que ele quiser. Aquele sorriso dele... O meu garoto ganha o mundo com ele.” Bella falou, sorridente até demais.

Mamãe parou de mexer na geladeira e Rosalie balançou a cabeça. Ela tinha soltado aquilo e as duas perceberam, menos ela. Eu também tinha percebido e visto como as coisas estavam indo.

Então foram essas coisas sobre Edward ter “a garota que ele quiser” que me fez recorrer até a ele. Porque eu precisava ter Rosalie no meu histórico e o tempo estava passando rápido demais para eu esperar mais. Além da aposta que eu tinha com Jasper.

Decidi pegar Edward em um momento que ele não estava com minha irmã, isso é, quando ele estava indo para a lanchonete ver ela. Eu tinha cerca de dez minutos para conseguir que ele me ajudasse antes dele entrar na bolha de Bella e esquecer de tudo.

Eu estava sentado em frente de casa esperando por ele. Não demorou muito para Edward sair da casa dele.

– Hey, Edward, amigo! – eu coloquei um sorriso e fui até ele.

Edward me olhou desconfiado.

– O que foi?

– Nada, cara. – eu bati nas costas dele e o empurrei para andar. – Você estava indo ver Bella?

– Hm, sim? – ele franziu as sobrancelhas. – Sim, eu estou.

– Ótimo, então vou te acompanhar. Como estão as coisas?

– Que coisas?

– Entre você e ela?

Edward me olhou pelo canto do olho. Ele estava muito desconfiado e não era por menos. Eu passava meus dias infernizando ele e Bella não os deixando sozinhos e agora eu estava aqui perguntando dos dois.

– Bem.

– Que bom! – joguei as mãos para cima em falsa animação. Preferia que fosse ruim, mas tudo bem.

– É?

– Claro que é, cara.

– Se você diz...

Falar sobre o... Sei lá o que ele tinha com a minha irmã não estava ajudando de nada. Péssimo jeito de começar uma conversa, agora qualquer coisa que eu falasse ele iria desconfiar de mim.

– Emmett, fala logo o que você quer. – Edward mandou com uma carranca.

Bem, ele facilitou tudo.

– Eu preciso de sua ajuda. – soltei e ele suspirou.

– Para que? Olha, se for algo contra Bella, você está perdendo seu tempo. A última vez você achou que me enganava, mas não enganou. Não ajudo você em mais nada referido a Bella.

– Ei, calma ai, cara. – levantei minhas mãos em forma de rendição. – Não precisa me atacar. Não tem nada haver com a Bella.

Não era só minha irmã que estava perdida nisso.

– Então sobre o que é?

– Rosalie.

Ele parou e me encarou com uma careta.

– Sério que você ainda está nisso?

Sorri de canto e coloquei minha melhor expressão de superioridade.

– Um Swan nunca desiste, Edward.

Ele abriu um sorriu malicioso.

– É, eu sei que não desistem.

Minha expressão passou de divertido para raivosa. Eu não conseguia acreditar em como Edward era cara de pau.

– Se você não tirar esse sorriso de merda de comedor da cara enquanto pensa na minha irmã eu juro que vou socar a sua cara até ela desistir dessa ideia idiota. – levantei meu punho pra enfatizar minhas palavras e o sorriso de Edward se desfez em segundos. – Melhor assim.

Edward balançou a cabeça e voltou a andar.

– Eu não entendo como você não desiste de Rosalie. Ela é a garota mais barra pesada que já conheci e não acredito que ela vá mudar. – ele me lançou um olhar de óbvio. – Ela não te quer.

– Ainda. – completei. – É por isso que estou falando com você. Tem umas coisas sobre Rosalie e eu que você não sabe, e nunca vai saber. Mas eu só preciso mudar algumas coisas e tudo dará certo.

Edward me olhou como se não acreditasse em minhas palavras e balançou a cabeça novamente.

– Eu não sei como posso lhe ajudar nisso, Emmett.

– É simples. Eu só preciso saber como você conseguiu Bella. Depois de Jacob, ela ficou praticamente uma Rosalie, mas então você apareceu e conseguiu facilmente. Algo você fez.

– Como assim ela ficou como Rosalie?

Edward não tinha conhecido então a Bella que Jacob deixou para trás. Desde o primeiro momento ele só teve a nossa Bella. Umas das maiores provas que Bella confiou em Edward rapidamente. Mas tenho certeza que no começo foi só porque ela se encantou com ele porque ele... É o tipo dela, como fala.

– Você sabe, não dava espaço pra nenhum cara e até meio amarga. Apesar de que em Rosalie isso é sexy, em Bella era chato porque minha irmã nunca foi assim.

– Odeio esse Jacob.

– Somos dois. – assenti. – Agora me fala, o que você fez.

– Eu estou falando que não fiz nada, Emmett. As coisas só aconteceram. Você já pensou que Bella pode ser realmente atraída por mim e não que eu a influencio nisso?

Já!

– Não. – menti. Eu conhecia minha irmã, mas preferia pensar maldades sobre Edward. – Você deve ter alguma coisa ai que usa para conseguir isso.

Ele franziu um cenho em uma careta.

– Você é tão louco quanto Bella e Rosalie. Tiram coisas de onde não tem. Só que Rosalie é a mais normal... – ele suspirou. – Eu não sei o que você quer.

– O que você faz para ter Bella?

– Você não lembra o que eu já te falei? Você só precisa ser o que ela quer. Tem que saber flertar. E quando digo flertar não é com aquelas suas cantadas horríveis, ok? Aquilo lá só vai afastar Rosalie mais ainda. Tem que saber como falar com ela e principalmente, manter suas mãos bem longe a não ser que ela queira que você a toque. Não bata na bunda dela se você não tem a permissão, Emmett. Isso não é legal para elas.

Ai está! Edward sabia sim o que fazia e só queria esquecer. Um filho da puta de egoísta, eu deixo ele tocar minha irmã e nem uma dica ele quer me dar. Cadê a irmandade aqui?

– Viu?! Era disso que eu estava falando. Continue, cara!

Edward resmungou alguma coisa como “louco” antes de continuar.

– Com Bella eu não tive que mudar nada em mim. Ela é ela e eu sou eu e isso deu certo. Muito certo. – ele murmurou para si mesmo. – Comece mudando a forma de tratar Rosalie. Surpreenda ela...

E foi o que eu fiz.

Um dia Rosalie apareceu lá em casa atrás de Bella, que tinha descido para a praia com Edward e Renesmee. Eu estava na varanda quando ela apareceu.

– Ela não está. – falei antes que ela entrasse.

Rosalie soltou um resmungo e se sentou ao meu lado.

– Bella foi aonde?

– Saiu com Edward e Renesmee.

Nós dois ficamos em silêncio. Eu comecei a pensar em formas de surpreender Rosalie sendo totalmente diferente do que sou. O que eu não faria normalmente?

– Quer tomar um sorvete? – perguntei e ela me olhou com uma careta. – Por minha conta. Do Club, o melhor de todos.

Eu sabia que Rosalie gostava do sorvete do Club, ela e Bella estavam sempre indo lá desde crianças para comprar.

– Essa é sua nova forma de tentar me conquistar para depois tentar transar comigo?

Sim!

– Não. Eu só estou tentando ser legal... – coloquei minha melhor expressão de falsa inocência. – Faz tempo que não fazemos nada como amigos.

Rosalie me avaliou e por fim suspirou.

– Está certo. Mas nada de cantadas estupidas ou tentar tocar na minha bunda ou nos meus peitos. Nem mesmo acidentalmente, porque eu corto suas bolas. – ela apontou o dedo para mim e eu assenti.

Nós seguimos para o Club de skate. Eu abri uma conversa sobre algumas antigas coisas que fizemos lá, todas as vezes que quase fomos expulsos e nós rimos. Quando chegamos no Club, fomos direto para o quiosque. Bem, que trabalhava lá a anos, sorriu quando nos viu.

– Grande Rose.

Havia algo em que todos os caras cumprimentavam Rosalie dessa forma. Rex, Ben, meu pai. A garota, com todo o jeito dela de durona conseguiu esse apelido fixado em si.

– Ei, Ben. Me traga meu favorito tamanho gigante que hoje o Emmett quem vai pagar.

Ela me lançou um olhar de “vai encarar essa?” e eu lhe lancei um sorriso em retribuição. Eu não pagava coisas para as garotas e ela sabia disso. Estava pedindo o mais caro para ver se me incomodava, mas não. Se isso significasse que eu conseguiria conquista-la. Foi o que Edward me falou. Se vou ter retribuição, não tem importância em gastar.

Bem preparou o sorvete de Rosalie em uma enorme taça de vidro. Devia pesar uns cinco quilos aquele sorvete. Quando ele colocou na mesa, ela pegou a colher e afundou, pegando uma enorme quantidade e levando a boca. Aquela boca. Eu queria beija-la.

– Você não vai pedir um? – ela perguntou, me tirando dos meus pensamentos pervertidos.

– Não.

Eu não queria sorvete. Queria ela.

– Está economizando dinheiro? – Rosalie colocou a mão na boca para rir.

Ela realmente achava que estava me incomodando pagar algo para ela.

– Não é isso. Eu tenho dinheiro para isso. É que eu só vim pagar um para você.

Rosalie parou de rir e me encarou. E ela estava com aquela expressão leve, que seus olhos se tornavam mais expressivos e ela erguia tão minimamente o canto do lábio numa tentativa de prender o sorriso. Eu conhecia tão bem aquela expressão porque ela só vinha quando eu acertava, então era raro. Eu tinha acertado dessa vez, a deixei sem palavras e com a expressão leve.

Ponto para Edward e seus conselhos.

Rosalie balançou a cabeça e ergueu a mão.

– Ben, traz mais uma colher.

Ben entregou para ela e Rosalie estendeu na minha direção. Eu peguei, rindo.

– Não acredito que você está dividindo seu sorvete comigo. Você só divide com a Bella. Isso quer dizer alguma coisa, não é? – mexi minhas sobrancelhas.

Rosalie revirou os olhos, mas não endureceu o olhar como se eu tivesse errado. Ela ainda estava leve comigo. Eu ainda estava no caminho certo.

– Só cala a porra da boca e come, Emmett.

Como eu adorava esse jeito mandão dela.

Eu sorri para ela e dividimos o enorme sorvete.

.

– E tem mais algo? – perguntei para Edward quando entramos na lanchonete.

Ele já não prestava mais atenção em mim e sim em Bella, que estava andando de um lado para o outro atendendo as pessoas. Ela estava descabelada e ele ainda olhava para ela como se ela estivesse linda. Qual é a merda que passa na cabeça desses dois?

Bella anotou o pedido de um grupo e quando virou, nos encontrou. Eu tive que assistir a coisa melosa entre os dois. Um sorriso escorregar nos lábios da minha irmã e Edward retribuir. Então ela vir até ele e o envolver em um abraço. E por fim ele dar um beijo nos cabelos dela e na bochecha.

Jesus Cristo, o que passa mesmo na cabeça desses dois?

– O que você está fazendo aqui? – ela virou para mim com uma carranca.

– Nada que seja da sua conta.

– Bella! – Jasper chamou e indicou as mesas.

– Estou indo. – Bella revirou os olhos e sorriu para Edward. – Hoje nós vamos fechar. Então podemos descer para a praia depois.

– Ok.

Ela piscou um olho para ele e foi trabalhar. Edward ficou ali com um sorriso idiota e eu tive que dar uma boa cotovelada nele pra acorda-lo.

– O que?

– Você tem que me falar mais dicas. Lembra?

Nós fomos nos sentar no balcão e Jasper, já sabendo, colocou um suco vermelho em frente de Edward.

– E para mim? Não vai adivinhar o que quero? – perguntei, ofendido.

– Eu não adivinho. Edward sempre pede isso. – ele revirou os olhos. – O que você quer, Emmett?

– O mesmo que o do Edward, o que quer que seja.

Jasper foi preparar meu suco. Eu me virei para Edward e ele fez uma careta.

– Eu não sei mais o que falar.

– Claro que sabe. Me fale sobre o sorriso.

Edward soltou uma risada e bebeu do suco dele.

– Emmett, esse é o mais fácil. Como você não sabe?

– Fale!

Edward balançou a cabeça e olhou para uma garota que estava sentada ao lado dele. Ele ficou encarando ela até a garota perceber. Ela ergueu os olhos e quando viu Edward sorrindo, abriu um sorriso de flerte e ajeitou a pose para que seu decote ficasse a mostra para os olhos dele.

Se ele quisesse, já tinha ela em sua cama.

Edward abriu mais o sorriso, piscou um olho e voltou a olhar para mim.

– Viu?

Eu olhei da garota para Bella, que tinha uma carranca e olhava do cliente para Edward tão rápido que não duvidava dela ficando cega.

– Oh sim. Eu vi. E também estou vendo uma Bella com uma ótima carranca.

Edward olhou para Bella e fez uma careta, balançando a cabeça e indicando com o dedo eu. Ela bufou e voltou à atenção para o cliente. Edward suspirou e fechou a expressão para mim.

– Obrigada, Emmett.

– Ei, eu não fiz nada. – ergui as mãos em defesa. – Você quem quis demonstrar. Eu só pedi para me falar.

– É fácil essa porra. Só descubra se ela gosta do seu sorriso e o use bastante. Você sabe, um dos sinceros ou de flerte leve, não os de comedor. Porque todos nós temos um.

É, eu sabia sim. Toda vez que ele falava algo malicioso da minha irmã, ele dava esse maldito sorriso.

– Só isso?

– Só. Não sei se Rosalie gosta de algum sorriso seu porque ela parece te odiar totalmente, mas tente. Sorriso é o que sempre ganha. Você vai ter uma amostra grátis disso agora porque vou ter que conquistar Bella hoje.

Minha irmã entrou no meio de nós dois e colocou a bandeja em cima do balcão com um baque forte.

– Jasper, pedido da mesa três está pronto? – ela perguntou quase como um rosnado.

– Hey, baby. – Edward passou o braço em volta da cintura dela e Bella lhe lançou um olhar de falsa indiferença.

Ele puxou ela e falou algo em seu ouvido. Bella ainda tentou se fazer de difícil, mas eu percebi um sorriso querendo aparecer. E então ele sorriu para ela. Não era o mesmo sorriso que ele deu para a garota, nem nenhum outro que eu já o tinha visto dar para conseguir respostas da lição de casa. Era um sorriso diferente e eu tinha certeza que só minha irmã recebia ele, porque para eu estar percebendo diferença entre sorrisos, só assim mesmo.

Bella balançou a cabeça e, sorrindo, encostou os lábios nos de Edward. Pronto, ele tinha conquistado a Bella.

Minha irmã tinha virado mole mesmo.

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Eu usei as dicas de Edward. Todas. Fui mais legal com Rosalie, a surpreendi de todas as formas. Fiz coisas que eu não fazia. Eu abri porta do carro para ela, comprei coisas e a fiz sorrir e rir sem ser fazendo algo idiota, mas engraçado mesmo. E eu dei o sorriso que eu sabia que a fazia ficar com a expressão leve e sem armaduras contra Emmett.

E estava ali toda a diferença. Rosalie se aproximava de mim. Ela ficava a sós comigo, porque Rosalie estava ganhando confiança em que não iria ouvir mais cantadas ou ser apalpada. Eu ainda queria toca-la, e soltar uma cantada, mas eu me controlava e as coisas continuavam bem.

E logo, logo eu teria Rosalie Hale.

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.

.

– Edward! – eu gritei por ele quando o vi indo para a nossa próxima aula. Quando o alcancei, passei meu braço em volta do ombro dele. – Edward, nós temos algo importante pra fazer hoje!

– Olha, eu não tenho mais dicas. – ele tirou meu braço. – Já dei todas que sei.

– Não é sobre dicas, Edward. É sobre outro assunto que nós temos há muito tempo. Algo que envolve nossa próxima aula.

Ele pensou e quando lembrou, sorriu.

– Então vamos fazer hoje?

– Sim.

Nós nos aproximamos da sala e Bella saiu dela, lançando um aceno para o professor. Quando ela nos viu, veio até nós e a primeira coisa que fez foi sorrir para Edward e pegar a mão dele com a dela.

Sério?

– Bella, sua aula foi boa hoje? – perguntei fingindo interesse.

– Foi maravilhosa. A calça que o Carter estava usando hoje é nova, porque nenhuma outra marcava tão bem a bunda dele como aquela.

– Que ótima aula pra você, então. – Edward resmungou com uma careta e eu segurei uma risada.

– E você se despediu dele adequadamente? – perguntei.

Bella piscou os olhos na minha direção, com as sobrancelhas franzidas.

– Sim, acho... Como sempre.

– Como sempre? – Edward perguntou.

Seu rosto estava atingindo um tom de vermelho e eu imaginava que o meu também. Mas por motivos diferentes. Ele estava morrendo de raiva e eu queria muito, muito rir da cara de idiota dele.

– Sim. – ela olhou de canto para Edward.

– Então ficamos felizes com isso! – eu cortei antes que Bella pudesse perguntar o que estava acontecendo.

Bella não tinha nenhuma forma especial de se despedir do Carter, tanto que ela estava confusa com minha pergunta, mas Edward não percebia isso porque mente fodida de ciúmes era o inferno. Não que eu realmente soubesse... Mas já tinha visto muito. E a cabeça dele devia esta passando muitas coisas, que eu não queria mudar. Ele tinha que continuar achando que Bella não era só dele.

– Está... Certo. – Bella murmurou confusa e se voltou para Edward, sorrindo. – Hoje eu não trabalho. Temos algo especial pra fazer?

Então eu ouço uma coisa dessas e me pergunto: porque eles têm uma amizade com benefícios quando isso mais parece um namoro? Qual era o sentido de nomear o que eles têm com um nome que nem fazia jus. Eu só acreditaria quando visse Bella ou Edward com outra pessoa porque para mim era namoro. E não, eu não gostava de que isso fosse um namoro.

– Nós podemos arranjar. – Edward deu a porra daquele sorriso.

Eu revirei os olhos, fiz som de vomito e dei as costas para os dois antes que realmente vomitasse. Minha irmã tendo pensamentos sacanas e trocando olhares assim com um cara era nojento pra caralho e eu não precisava disso.

O Sr. Carter estava encostado na lousa com a loira da filmagem conversando com ele. A partir de hoje isso não aconteceria mais porque eu e Edward iriamos tira-lo para colocar uma professora gostosa em que nós poderíamos olhar.

– Que horas nós vamos fazer isso? – Edward perguntou.

Eu olhei pra ele do meu lado e sua expressão de raiva só me fez querer rir ainda mais. Eu era um cara muito esperto. Para conseguir coisas de Edward era só envolver Bella, não importa como.

– A hora que você quiser, cara.

– Então vamos agora!

Nós saímos da sala mesmo o Sr. Carter nos chamando e fomos em direção à diretoria. Edward estava com a expressão mais determinada que eu já vi algum dia. O que o ciúmes não faz, hm? Ainda bem que eu não era uma pessoa ciumenta

Nós chegamos na secretaria e a Sra. Cooper quando viu Edward se ajeitou na cadeira e piscou para ele. Vi Edward estremecer e prendi uma gargalhada.

– Sra. Cooper, precisamos falar com o John. – falei e ela continuou encarando Edward. – Sra. Cooper? Sra. Cooper? Sra. Cooper! – gritei e ela acordou.

– Sim, sim, Emmett. Eu vou avisar a ele, esperem. E você, Edward, querido?

Nós olhamos para Edward, que tinha uma careta e olhar de medo. Revirei os olhos.

– Ele está comigo.

Sra. Cooper pegou o telefone pra avisar o John. Me voltei para Edward.

– Cara, eu disse que você tem aquilo. Até fazendo essa careta feia a Sra. Cooper é apaixonada por você.

– Vai se ferrar. – ele rosnou.

Eu ri da cara dele quando John apareceu na porta. Ele lançou um olhar desconfiado para nós dois e indicou para que entrássemos. Eu já fui me sentando na cadeira, porque eu já era de casa.

– Então me digam o que estão fazendo aqui.

– John, eu tenho um relato para fazer. – cruzei as pernas e me esparramei na cadeira. Eu me sentia como aqueles homens da máfia. – Uma coisa muito séria.

Ele cruzou os braços, com uma expressão cética. Mal sabia ele que o que eu tinha era sério. Sacana o que eu fiz com o Carter, mas eu estava fazendo algo bom. Para mim e para a escola, porque ter professor envolvido com aluna era muito, muito, muito errado. Só professora com aluno podia.

– E o que seria essa coisa, Emmett? Algo em que vocês dois estão envolvidos?

– Não diretamente dentro da história. – Edward falou numa falsa expressão séria. Como se o assunto fosse muito sério e não porque queríamos expulsar o professor para termos uma professora. – Nós só estamos trazendo ela para você. Descobrimos uma coisa que você precisa saber.

– Continue.

Eu peguei minha mochila e tirei a câmera de dentro, colocando em cima da mesa do John e empurrando como se fosse um pacote com dinheiro e nós estivéssemos negociando algo sério e secreto. Eu precisava aproveitar as oportunidades que tinha para me sentir como se fizesse parte de um filme.

O John, com as sobrancelhas franzidas pegou a câmera e ligou.

– Nós tínhamos nossas duvidas sobre o que estava acontecendo no laboratório de química, então decidimos investigar mais profundamente isso e descobrimos que...

– O professor Carter tem um envolvimento com alunas. – Edward completou. – E como nós filmamos, temos provas disso. Ele vai ser expulso?

Eu dei uma cotovelada nele para parar de ser tão ansioso e olhei para John. Cada segundo que passava da nossa filmagem John ficava ainda mais vermelho e uma veia em sua testa praticamente saltava de raiva.

Estava obvio qual era o destino do Sr. Carter.

John colocou a câmera em cima da mesa e passou as mãos no rosto, resmungando coisas ilegíveis para nós. Ele fechou os olhos e soltou um suspiro profundo.

– E então, John? – perguntei depois de um tempo vendo ele em sua tortura mental.

– Eu... Eu preciso dessa gravação, Emmett. Preciso da sua câmera.

– Isso não será necessário. – eu pulei animado e enfiei minha mão na bolsa, tirando um CD já com capa e escrito “Para o Diretor John”. – Eu imaginava como as coisas funcionavam porque assisto filmes e já deixei tudo planejado. O Sr. Carter é um cretino e merece estar fora daqui o mais rápido possível. E claro, precisamos de outra professora de química porque é minha matéria favorita.

– Essa é a matéria que você mais falta, Emmett. – John falou.

Eu coloquei minha expressão séria.

– Isso porque eu não confiava no Sr. Carter. Ele não ensinava o que eu precisava então não havia motivos de eu ter que ir a aula.

– Verdade. – Edward concordou. – Desde que entrei foram meses inúteis de aulas de química.

John pegou o CD e balançou.

– Bem, isso está chegando ao fim.

– Amém! – joguei as mãos para cima. – Quando vamos ter uma nova professora?

– Eu não sei. Ainda tenho muitas coisas para resolver, Emmett. Vocês dois já podem ir para qualquer lugar já que com certeza sei que não voltaram para a sala. – ele passou a mão no cabelo e suspirou, de novo. – Saiam porque preciso pensar.

Edward e eu praticamente saímos correndo da sala, deixando John em sua própria fossa.

– E que agora venha à professora gostosa de química! – ele falou e nós batemos as mãos.

– Agora vamos para o refeitório comer para comemorar nossa vitória.

.

.

– Vocês ficaram sabendo? – Renesmee perguntou ao se jogar na cadeira dela ao lado de Alec, que a acompanhava. Todos já estavam aqui, entretidos com suas coisas de sempre.

Ninguém lhe deu toda a atenção que ela precisava, já que Bella e Edward eram... Bem, Bella e Edward. E Rosalie estava em uma discussão, como sempre, sobre alguma coisa idiota com Jasper. Eu desviei minha atenção da minha sagrada fileira de M&Ms e olhei para ela.

– Do que?

– O Sr. Carter vai ser expulso.

Bella e Rosalie olharam para Nessie com olhos arregalados, esquecendo-se do que estavam fazendo. Apenas algo assim para fazê-las parar de fazer o que gostavam de fazer.

– O que? De onde você tirou isso, Renesmee? – Bella perguntou, se tornando histérica. – Me diga que é apenas um boato.

– E-eu não sei... Foi o que eu ouvi. – ela apontou para a mesa de Jéssica Stanley.

– Mas por quê? – Edward perguntou sendo um fingido que não sabia de nada.

– Pelo que parece algum aluno deu um vídeo comprometedor para o John do Sr. Carter com uma aluna. – Alec quem respondeu. – Era uma filmagem promissora.

– As noticias correm rápido por aqui. – comentei fingindo indiferença e lutando para não começar a gargalhar alto. Olhei para Edward e ele parecia estar tendo o mesmo esforço que eu.

– Não é algo difícil de acreditar. – Jasper revirou os olhos. – Era praticamente obvio que ele tinha algum envolvimento com alunas, eles flertavam na cara dura.

Eu e Alec balançamos a cabeça, concordando.

– Eu não consigo acreditar! – Rosalie bufou e se jogou na cadeira com uma cara emburrada. – Minhas aulas de química serão uma porcaria agora sem aquela boa qualidade que era o Carter. Eu deveria ter aproveitado dele enquanto ainda tinha a chance.

– É por isso que ele está fora daqui. – cantarolei e ela jogou a tampa do suco em mim. – Você perdeu a sua chance.

– Quem será que denunciou ele? – Renesmee perguntou com uma voz animada. – E como será que descobriram?

– Alguém muito inteligente, posso apostar. – Edward resmungou com a atenção na bandeja.

– Graças a Deus, Carter saiu. Eu já estava enojado das minhas aulas de química. – Jasper fez uma careta.

– Isso é triste. – Bella murmurou. – E eu nem me despedi dele direito hoje.

– E olha que eu te perguntei isso. – cutuquei minha irmã e ela bateu no meu braço.

Bella soltou um muxoxo e se recostou em Edward com a expressão mais desolada possível. A careta de Edward era impagável porque ela estava usando o ombro dele como consolo quando ele quem tinha ajudado a colocar o Carter para fora.

Todos voltaram para suas coisas e eu para minha fileira de chocolate. Estava pequena e eu não poderia comer só aquilo.

– Preciso de mais! – falei e virei para minha mochila, abrindo.

– Porque você está com a câmera do Alec na sua mochila? – Bella perguntou.

Merda de irmã intrometida do caralho! Porque ela não podia ficar só na fossa de tristeza dela nesses cinco minutos que eu abria minha mochila?

– Hm... Eu trouxe para devolver para Alec. – falei a primeira merda que veio na minha mente. – Estou com ela desde semana passada e esqueço.

– Eu achei que nunca ia me devolver. – Alec resmungou. – Agora que lembrou, me devolve. Mell que tirar fotos do zoológico que ela vai nesse final de semana.

Eu lancei um olhar desesperado para Edward. A gravação ainda estava na câmera e se Alec desse ela assim para a Mell... Pobre garotinha inocente. Edward quando captou meu olhar, o dele espelhou o meu.

– Er... Então Alec, eu posso lhe devolver depois?

– Pra que? Para esquecer de novo? De jeito nenhum! Vamos, me devolve.

Santo Deus, porque ele tem que decidir ficar falante justo agora?!

Eu peguei a câmera e estiquei para Alec, mas antes dele pegar eu puxei de volta.

– Preciso apagar umas coisas que tem aqui!

– Coisas? Que coisas?

Eu fiquei quieto, olhando para os lados e Bella explodiu em gargalhadas.

– Ele está fazendo aquela cara. – a maldita apontou para mim. – Tem coisas que não devem ser vistas ai.

– Que nojo. – Rosalie fez som de vomito enquanto todos riam junto com a Bella e Alec tinha a careta de nojo e raiva ao mesmo tempo. – Se fosse eu não iria querer essa câmera nunca mais.

– Não tem nada disso aqui! – falei em desespero e todos riram ainda mais. – Eu estou falando sério!

– É claro que está. – Rosalie concordou ironicamente. – Se não tem, porque você está enrolando para entregar a câmera? E o que você tem que apagar?

Eu nunca tinha me sentido constrangido com piadinhas que fazia no grupo, mas eu estava e muito. Qual é, eu não era tão louco a ponto de tirar fotos minhas nu. Eca. Eu me achava bonito, lindo, mas para garotas apreciar, não para eu tirar fotos e ficar olhando.

– Não tem nada meu aqui. – resmunguei e todos pararam.

– Então de quem? – Bella perguntou.

– Não interessa para vocês! Agora, depois das aulas eu te devolvo Alec! – peguei minha mochila e levantei rápido, fazendo barulho. Coloquei minha melhor expressão de ofendido. – Com licença, perdi o apetite.

Dei as costas para eles, mas voltei e peguei meus M&Ms.

– Bem, não tanto a ponto de deixar para vocês.

Eu novamente dei as costas e me afastei, ouvindo a risada deles. Sai do refeitório e fui até um canto. Eu tinha esquecido de apagar a gravação da câmera, uma burrice, por que eu tinha outra no meu pen drive e uma no computador. Peguei a câmera e fui até os vídeos.

E então um segundo a câmera estava na minha mão e na outra ela tinha sumido.

– Olha o que nós temos aqui... – Bella cantarolou balançando a câmera. – O que você esconde de tão importante, irmãozão?

– Nada de importante, irmãzinha. Agora me devolve! – eu tentei pegar da mão dela, mas Bella desviou rápido, rindo. – Para de ser uma cretina.

– Eu sempre sou. – ela piscou um olho. – O que será que tem de você constrangedor aqui que eu posso usar? Vamos ver...

Ela apertou o botão do play e o som dos gemidos do Carter e da aluna deu para ouvir. Bella arregalou os olhos enquanto assistia e eu bufei. Não era para ninguém saber que tinha sido Edward e eu que filmamos.

– Espera, isso é... Oh menino Jesus, essas vozes... – Bella encostou a câmera perto do ouvido. – Edward! E você! Edward te ajudou!

– Edward é tão mau quanto eu, não se surpreenda. – eu revirei os olhos para a expressão de Bella era de pura surpresa. – Nós nos juntamos para essa pequena coisa.

Bella olhou para a câmera e balançou a cabeça.

– Não consigo acreditar nessa maldade. O professor Carter. Mas devia desconfiar, vocês gravaram naquele dia que apareceram juntos, não foram? E eu sabia que você e Edward estavam sendo sonsos demais no almoço, fingindo indiferença para o assunto. Eu os conheço como me conheço. Agora, qual é a merda do motivo, hm? – ela colocou as mãos na cintura e bateu o pé, como Renée. Uma cópia perfeita da mamãe.

Eu estiquei a mão e peguei a câmera dela, logo apagando o vídeo. Bella continuou em sua pose Renée.

– Nós cansamos do Carter. Queremos algo bom para os nossos olhos. – dei de ombros.

– Eu não acredito! Vocês causaram a expulsão do Carter só para ter uma nova professora gostosa de química? Emmett!

– Tanto faz.

– Ele era o meu único professor bom de olhar! – ela resmungou com uma voz de criança.

– E a Srta. Sindy era a minha, mas ela saiu. E não fomos nós que causamos, foi o próprio Carter quando se envolveu com uma aluna assim como Srta. Sindy. As coisas acontecem, professores mudam e eu só espero uma Srta. Sindy 2.0 na minha vida. – eu sorri animado com a ideia.

Bella bufou.

– E qual foi o motivo de Edward?

– Edward é um cara, ele também quer ter uma boa professora. Que outro motivo seria?

Bella elevou o lábio inferior para a frente com uma careta de descontentamento. Eu conhecia aquela cara. Ela estava sentindo ciúmes.

– Eu não sei. – murmurou baixo dando de ombros fingindo indiferença. – Depois você me chama de cretina. Você tirou o emprego de um cara.

– Eu já disse que a culpa é totalmente dele. Se ele não se envolvesse com alunas, eu não teria com o que tirar ele daqui. Eu só ajudei o John, fiz uma boa ação.

Bella cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha, com o sorriso malvado dela.

– Você é uma pessoa horrível.

Eu imitei a expressão dela.

– Você também é.

– Somos irmãos.

– Por isso somos iguais.

– Tem sorte de eu não contar para Renée.

– Nossa promessa é de nunca contar. Apesar de que daquela vez eu quebrei... Mas nós prometemos, Bella.

Desde criança nós tínhamos prometido nunca contar à merda que o outro fazia, pois nós estávamos sempre aprontando. Juntos ou não. Era um voto de confiança nosso. Às vezes na raiva quebrávamos, mas depois estava lá a nossa promessa. Quero dizer, era isso que irmãos faziam. Nós brigávamos muito, mas defendíamos um ao outro ainda mais.

Ela desfez a expressão de cretina e abriu um sorriso verdadeiro.

– Você sabe, eu te odeio e te amo.

Revirei os olhos e passei meu braço por cima do ombro dela.

– Eu também, irmãzinha.

Jasper POV

Será que ainda consigo ver o Sr. Carter uma última vez? – Rosalie perguntou para Nessie, que balançou a cabeça e ergueu os ombros. – Nós precisamos descobrir.

– Você vai mesmo tentar pegar seu ex professor? – Edward perguntou com um careta.

– O que você acha? Ele ia realizar minha fantasia de me envolver com um professor um dia desses, mas as coisas deram erradas fora dos meus planos e agora preciso.

Ela pegou a mão da Nessie e a arrastou para fora da mesa, indo na direção da Stanley.

– Não envolva minha irmã! – Edward protestou.

– Ela nem percebe que o Carter não pode mais realizar a fantasia porque ele não é mais o professor dela. – falei e ele e Alec gargalharam.

O sino tocou e eu me animei, pegando minha mochila.

– Hora de investir. Até depois. – acenei para eles e corri rápido para o banheiro masculino.

Meu plano era fugir da aula de Literatura Inglesa que eu tinha agora, não conseguir entrar por chegar atrasado e assim ser obrigado a ir para a biblioteca, que eu sabia que Alice estaria porque era aula livre dela.

O que eu planejei deu totalmente certo e com um professor mau humorado me mandando ir para a biblioteca, eu fui sorridente. A bibliotecária revirou os olhos quando me viu e me mandou ir fazer algo. Eu olhei em volta a procura de Alice, mas ela não estava em nenhuma mesa, então fui para as prateleiras de livros, procurando por ela.

E foi quando eu a vi. Sentada no chão, com um livro apoiado nas pernas enquanto estava encostada numa prateleira. Eu olhei qual era a sessão e sorri ao ver que era poemas. Fui então para outro corredor e sentei no chão também, de costas para ela. Alice parecia ser reservada demais para que eu a atacasse de primeira, então ia agir como ela.

– Você gosta mesmo de pequenos versos, poemas e poesias, não é?

– Quem... O que? – a voz dela estava assustada e eu prendi uma risada.

Me virei e tirei um livro de uma prateleira, dando acesso para me ver. Alice sorriu quando percebeu que era eu.

– O que você está fazendo aqui?

– Cheguei atrasado na aula de Literatura então o professor me mandou para cá.- dei de ombros.

– Oh, entendo. – ela sorriu e voltou a sentar direito. – E porque ele lhe mandaria para a biblioteca?

– Eu acho que para eu ler algum livro, não sei. Não entendi bem porque estava feliz demais por ter sido expulso da aula.

Ela soltou uma risada e balançou a cabeça.

– Respondendo a sua pergunta anterior... São as coisas que mais gosto de ler.

– E escrever. – completei e ela fez um som de concordância. – Eu já disse que você é boa no que faz?

– Sim. Obrigada, Jasper. Você é gentil.

Eu era. E ainda mais com Alice.

– Porque você está desse lado? – ela perguntou.

– Porque eu não queria lhe atrapalhar. Só queria dizer um oi.

Nós ficamos em silêncio. Eu olhei e Alice tinha a atenção no livro, e me senti mal em atrapalha-la. Aquele era um momento para ela e eu o tinha escolhido. Foi uma péssima escolha. Mas eu não queria ir embora, então só fiquei em silêncio no meu canto.

De onde eu estava eu podia ver algumas mesas e avistei Rosalie e Emmett em uma. Ela estava encostada na cadeira, com os braços cruzados e sorrindo enquanto Emmett falava e gesticulava sobre alguma história. Era algo impressionante porque Rosalie estava sorrindo para algo que Emmett falava. Rosalie sorrindo para Emmett.

O filho da puta também estava dando seus passos.

Eu só não conseguia entender como ele podia escolher justo ela e aguentar todas as merdas que ela fazia com ele. Nenhum histórico de “peguei a melhor amiga da minha irmã” valia a pena. Nem mesmo um desafio. Eu não conseguia ver nada nela que pudesse ser tão atrativo a ponto dele insistir tanto, mas ali estava ele. Depois de ela lhe bater na cara, jogar todos os tipos de bebida nele, falar milhares de não. Ele ainda estava ali.

– Jasper, você pode me tirar uma duvida? – Alice perguntou, trazendo minha atenção de volta para ela.

– Bem, depende. Se for sobre o que você está lendo, desculpa decepcionar, mas não sei nada.

Ela riu.

– Não. Não tem nada haver com meu livro. Tem mais haver com... Seu grupo de amigos.

Eu franzi as sobrancelhas.

– O que têm eles?

Ela suspirou e se mexeu, o movimento do seu corpo fazendo barulho no carpete. Alice estava desconfortável.

– É que bem... Todos eles ali me odeiam... Menos você. Ao contrário, você é gentil comigo. Por quê?

Eu já tinha percebido que havia algo entre o pessoal e Alice, mas achava que era por causa de Tânia. Bella e Tânia não se davam bem, ninguém do grupo se dava com o outro. Simples.

– Porque eu não faço parte de intrigas. Bella e Tânia não definem com quem eu falo. Não tenho exatamente nada contra você.

Olhei pela prateleira e ela estava balançando a cabeça. Ela virou e seu olhar era triste.

– Você então não sabe?

– O que?

– Se alguém magoasse um amigo seu... Como você reagiria?

– Hm... Bem, eu realmente odiaria essa pessoa porque é meu amigo e com certeza se doer por ele é coisa de amigos. Porque está perguntando isso?

– O quão amigo você é deles? – ela fez outra pergunta, ignorando a minha.

– Nós somos amigos. Eu me dou bem com eles, passamos um tempo juntos. Estamos ainda criando laços. Porque você está perguntando isso? – repeti.

Estava começando a me preocupar sobre que caminho Alice estava levando aquele assunto. O que tinha haver com magoar, tamanho de amizade e eu falar com ela?

Alice desviou os olhos dos meus e balançou a cabeça em negativa.

– Eu apenas queria saber.

– Mas por quê?

– Se uma pessoa estivesse arrependida do que ela fez, você a perdoaria?

– O que?

– Você a perdoaria? Ela foi cruel, fria e não ela mesma. Bem, talvez não totalmente ela, mas uma pequena parte foi por que... Ela queria ser aquilo. Só que ela acabou fazendo estragos demais. Você a perdoaria se ela estivesse arrependida? Só me responda, sem perguntas. Sobre nenhuma resposta que vou lhe dar.

Aquele livro estava mexendo com a cabeça da Alice, era isso.

– Depende... Do tamanho do estrago e do quanto ela está arrependida. E se ela se mostra mesmo arrependida.

– Um coração quebrado.

– Isso é ruim. Tem coisas que não tem reparo.

– Se ela está tendo, com outra pessoa. Está ajeitando as coisas, a bagunça que a pessoa ruim fez. Ela poderia perdoar?

– Eu acho que sim... Quero dizer, eu perdoaria. Mas só se a pessoa se mostrasse arrependida daquilo que está fazendo.

– Era o que eu precisava saber. As coisas estão erradas ainda.

Alice voltou a olhar para o livro dela, me deixando em minha própria confusão mental sobre o que tinha acabado de acontecer.

Eu não tinha entendido nada daquilo que ela perguntou, mas no tempo que ficamos em silencio e que eu pude pensar, ligando a pergunta dela sobre o grupo e lembrando da foto de Alec no armário de Alice, algo entre os dois havia acontecido.

.

.

.

– Era você mesmo que eu queria. – Bella apareceu na porta da biblioteca, acompanhada de Edward, claro, bem quando eu estava saindo. – Preciso de uma pequena ajuda sua.

Franzi o cenho.

– Ajuda minha? Para o que?

Ela olhou para os lados e me puxou para um canto. Edward ficou postado como um segurança.

O que estava acontecendo com essas pessoas hoje?

– Escuta, Jasper, o negócio é serio. – Bella falou em um sussurro. Ela se aproximou. – Lembra do assunto que tocamos enquanto estávamos no bar comemorando a vitória de Edward?

– Hm... Não? Nós tocamos muitos assuntos lá, Bella.

– É claro. Mas teve um sério que foi... – ela mexeu a mão incentivando que eu lembrasse e eu dei de ombros. – Jesus Cristo, que garoto burro!

– A garota que nos trancou. – Edward falou com uma expressão de “não é obvio?”

Não. Não era obvio porque eu nem me lembrava disso.

– E o que tem esse assunto? Para que vocês precisam de mim?

Então numa ação muito rápida Bella passou o braço no meu e Edward estava ao lado dela, com o braço dele em volta de sua cintura e nós estávamos andando.

– Você vai descobrir quem foi. – ela cantarolou animada.

– Eu?

– Sim, você. Edward não dá porque nós somos próximos, iriam desconfiar. Emmett é um tapado e Rosalie. Bem, Rosalie socaria ao invés de agir com cuidado.

– Mas nós somos amigos também!

– Sim, sim. Mas acontece que você interage e flerta, Jasper, não seria desconfiado o que você vai fazer.

– E o que eu vou fazer?

Nós paramos no corredor da diretoria e Bella colocou uma expressão séria, com Edward a imitando.

– Nós vamos descobrir quem trancou eu e Edward.

Só faltou tocar uma musica de mistério para ficar ainda mais com o clima que aqueles dois queriam. Definitivamente as pessoas hoje não estavam em seus estados normais. Alice fazendo perguntas estranhas, Rosalie sorrindo para Emmett e agora Edward e Bella agindo assim.

– Certo... – falei lentamente. – E por quê? E como vamos fazer isso?

– Vamos tentar descobrir por essa pessoa quem me trancou já que ela está sempre aqui. – Edward quem respondeu. – E nós perguntamos para Jéssica como ela descobriu que Carter ia ser expulso e ela disse que tinha suas fontes. Então eu a... Seduzi até me contar como achávamos essa fonte e ela disse que a pessoa fica no corredor do diretor. Agora... Só temos que descobrir quem é. – ele olhou para cada pessoa que vagueava por ali.

Eu olhei também, tentando reconhecer alguém. Mas ninguém ali eu já tinha visto ou falado.

– E então? – perguntei.

– E então que você vai sair tentando descobrir. – Bella me empurrou. – Vai. Vai.

Eu lancei um olhar de raiva para ela que ignorou e continuou me empurrando. Caminhei lentamente peço corredor, tentando descobrir quem tinha mais atenção na porta da diretoria. Foi quando John e Carter saíram de lá, o John com a expressão de pura raiva e Carter culpado.

– Você não pode tirar meu emprego... – Carter gaguejou.

– Você não podia se envolver com alunas e mesmo assim fez.

– O senhor não entende... Armaram para mim!

Balancei a cabeça em negação. O homem era um cara de pau de primeira.

– Não adianta, Sr. Carter. Armação ou não ainda foi um envolvimento e o conselho não admitirá que isso permaneça aqui. Aceite ou as coisas se tornaram piores e envolverá a lei.

Os dois passaram por mim e seguiram em frente, continuando a discussão. Olhei para as pessoas que passavam e apenas uma prestava total, mexendo freneticamente no celular.

Acho que acabei de achar a pessoa que Bella e Edward estão procurando.

Caminhei lentamente até uma garota de cabelos loiros bem claros e com um metro e meio de altura. Ela conseguia ser ainda mais baixa que Renesmee.

– O que você está fazendo? – perguntei, assustando ela.

Sutileza em mim é zero, eu sei.

– E-eu? Na-nada.

– Não perece ser nada... – estiquei meu pescoço e li a mensagem. – Você está contando para alguém sobre o Carter.

– Talvez?

– Para mim parece que sim. – me encostei na parede ao lado dela. – Eu sou Jasper.

– Jane.

– Você está sempre aqui?

Ela olhou para os lados e fez uma careta.

– Talvez de novo?

Ela não sabia mentir. Ao invés disso falava talvez. Engraçado.

– Em que ano você está?

– Nono.

– Hm.

Ela voltou a digitar numa velocidade impressionante e depois fechou o celular com um baque ao terminar.

– Posso lhe perguntar uma coisa?

– Talvez. – Jane ergueu uma sobrancelha.

– Eu queria saber se você estava aqui no dia que o treinador de natação estava escolhendo o time?

Jane arregalou os olhos e deu um passo para longe de mim.

– Talvez.

– Então você viu quem entrava e saia na secretária?

– Talvez...

Isso era mais fácil do que eu imaginava.

– Se você viu, você também viu quem trancou a porta?

Jane deu mais um passo para trás e se preparou para ir embora, mas eu peguei ela pela touca do moletom.

– Me solta!

– Eu só preciso que você me responda e eu te solto. Vamos lá, você sabe quem trancou.

– Talvez. Eu não sei. Talvez não. Talvez eu possa ter visto. Você sabe todo mundo ver muita coisa. E não é como se eles não merecessem serem trancados.

Eu soltei a touca dela e franzi as sobrancelhas.

– O que você quer dizer com isso, garota?

Jane ajeitou a roupa dela.

– Eu não quero dizer nada. Mas se eu tivesse, diria que foi bem merecido. E que era para o Emmett estar junto, mas infelizmente ele conseguiu escapar do meu radar na hora e eu errei meus cálculos. Mas Bella e Edward também mereceram.

– Oh, então foi você? – eu sorri.

O quão sortudo eu podia ser por na primeira tentativa ter descoberto quem era o culpado? Ou melhor, culpada, já que foi a pequena criatura que agora tinha as mãos na boca percebendo que falou tudo. Tarde demais, pequena Jane.

– Ta-talvez... Eu não sei, pode ter sido outra pessoa.

– Você falou como se fosse você...

– Por que... Eu pensei como se fosse eu.

– Então você queria ter feito aquilo?

Ela mordeu o lábios e resmungou baixinho. Eu sabia que estava fazendo a cabeça da garota.

– Talvez. – a voz dela subiu oitavas.

– E você não consegue mentir e por isso fala talvez?

– Talvez!

Eu gargalhei com a situação que estava deixando Jane. Ela já estava nervosa e com os olhos azuis arregalados, que aumentaram ainda mais quando peguei a manga do moletom dela.

– Pare com isso! – pediu num choramingo.

– Eu já parei. Mas agora você terá que conversa com Bella e Edward.

– O que? Não! Eu não posso conversar com eles. Me solte, Jasper!

– Bella!

Bella e Edward saíram do corredor. Bella, quando viu Jane revirou os olhos e ao se aproximar colocou as mãos na cintura.

– Não acredito, Jane. Você de novo?

– Como assim de novo? – perguntei.

– Jane está sempre aprontando para cima de mim e Emmett. Ela tem uma paixão pelo Alec a muito tempo e toda vez que Emmett e eu colocamos Alec em situações ruins essa criatura do satã aparece para se vingar por ele.

– Então você é um ser ruim? – perguntei para Jane.

Ela tinha uma careta agora e os braços cruzados.

– Talvez. – murmurou emburrada.

– Não acredito que uma vingadora do Alec nos trancou e quase me fez perder minha chance de entrar para o time. – Edward falou com uma careta.

– Agora me diz o porquê, Jane. Eu não lembro de ter feito nada de ruim para Alec naquela época.

– Me solta, estupido! – Jane puxou o braço com força. – Emmett gritou e xingou Alec aquele dia, e você sempre merece algo, Isabella. Aquele dia era para Emmett estar também trancado e Jacob, porque então seria o seu inferno Edward e Jacob juntos. Mas os dois escaparam...

– Você é realmente ruim, filha da mãe. – Bella pegou a orelha de Jane, apertando. A garota começou a choramingar. – Você não imaginou o quanto ia custar para Edward por causa dessa sua ideia idiota? Eu deveria lhe dar uns tapas ou acabar com seu cabelo.

– Para, Bella! Isso dói.

Bella deu mais um puxão e depois soltou.

– Eu gosto de você e suas maldades, Jane, você sabe. Uma pena ser tão pequena e nova para entrar no nosso grupo. Mas não faça nada com Edward!

Jane, que passava a mão na orelha, bufou.

– Eu só sou três anos mais nova que vocês, isso é tão injusto. Você sabe que eu seria boa.

– Você seria, mas você também seria nossa chave de cadeia. Tudo de errado que fizéssemos seria pior ainda com você. – Bella revirou os olhos. – Um dia, quem sabe.

– Um dia. – Jane suspirou. – Eu posso ir agora?

– Pode. Mas se lembre, nada de ferrar com o meu nadador. E melhore suas coisas para o Emmett, ele bem que merece.

Jane deu um passo até Edward e apontou para ele.

– Escuta aqui, Edward. Ou você para de ser um panaca e deixa Alec e Nessie ficarem juntos, ou eu não vou obedecer a Bella, me ouviu?

Nós três encaramos Jane de boca aberta. Ela estava mesmo ameaçando Edward, o cara que ela não chegava nem no meio da cintura de tão baixa que era e ele tão alto.

– Você me ouviu, idiota? – ela perguntou de novo.

– Ouvi... Acho.

– Bom mesmo. – ela bufou. – E pare de enrolar com a Bella. Depois de Alec e Renesmee, vocês são meus maiores OTP.

E falando isso a garota colocou a touca e saiu rápido, virando o corredor. Ficamos alguns segundos em silencio até Bella explodir em uma gargalhada.

– Essa maluca me surpreendendo cada vez mais. É por isso que gosto dela. Vamos Edward, vamos fazer nossa visita para o armário de vassouras.

Bella pegou a mão de Edward e o puxou para longe, me deixando sozinho no corredor com uma ruim imagem mental do que eles fariam no armário. Ela não precisava falar para onde estava indo.

Ninguém estava em seu estado normal hoje.

Edward POV

Eu estava encostado na parede fora do vestiário com Brad do meu lado quando as lideres de torcida passaram. Com elas estava Tânia. Pelo que Bella me falou ela não fazia exatamente parte das lideres, apenas algumas vezes treinava, porque era muito trabalhoso e a Tânia odiava quebrar uma unha.

Olhei para Brad e ele estava com os olhos centrados na bunda de Tânia em seu short curto.

– Então ainda há alguma coisa ai? – eu perguntei e ele desviou os olhos, me olhando confuso. – Você e Tânia.

– Não.

– Claro que há. Você não tira os olhos dela e acha que eu não percebi naquele dia na casa da Bella? Uma hora os dois estavam arrumados e se encarando, rolou confusão, na outra hora os dois estavam uma bagunça.

– Você reparou?

– Sim. Só não tive oportunidade de comentar. – dei de ombros. – Você sabe que ela cai de joelhos por você e ignora a garota?

Eu gostava de Tânia. Ela conseguia às vezes ser chata, mas também era engraçada e sabia conversar quando queria. Tânia não era tão ruim assim.

– Pelo mesmo motivo que nós não demos certo. Tânia é superficial e materialista e isso chega a ser insuportável. Ela pensa demais em si mesma e menos nos outros.

– Não é exatamente assim.

Ele me encarou confuso.

– O que você quer dizer?

– Tânia esconde isso, entende? Ela se preocupa sim com as pessoas, só que da forma dela. Depois que fiquei sabendo dela e da Bella, é que percebo. Bella e Tânia defendem uma a outra. Lembra daquela vez que soquei a cara do Jacob no refeitório?

– Foi um belo soco.

– Tânia apareceu para defender Bella. E Karen, uma garota do Tijela, ela e Tânia entraram numa briga e depois Bella foi lá defender Tânia. Essas duas, as coisas são do jeito delas. E Tânia esconde que ela se preocupa com as pessoas.

Brad balançou a cabeça.

– Mas isso não muda o fato dela ser superficial.

– Porque Tânia foi criada assim.

– Como você sabe disso tudo? – ele perguntou divertido. – Andou conversando com ela?

– Nope. Com a Bella. Às vezes quando não estamos nos beijando por ai, nós conversamos. Ainda somos amigos.

Scott finalmente saiu do vestiário e nós o acompanhamos para a saída. Ele ia alguns passos a frente, falando no celular com a namorada.

– Você sabe, se tivesse dado mais tempo para conhecer Tânia, você saberia algumas coisas. – comentei como quem não quer nada.

Tânia ia me dever algumas se eu conseguisse convencer Brad dar mais uma chance a ela. Ela era uma boa garota e ficar só suspirando e desmaiando por ai era algo engraçado de ver, mas ela podia ter mais. Como Bella disse, ela só era idiota demais para ser corajosa.

– Quer saber a verdade? – Brad parou e fez uma careta. – Eu tenho vontade de dar mais uma chance para Tânia, tentar, mas sempre acho que não vai dar certo. Ela ainda é a mesma Edward, e eu não procuro isso. Eu quero mais do que alguém que se preocupa como está o cabelo, unha e roupa, que tudo tem que ser impecavelmente perfeito. Sim, isso deixa a Tânia linda como ela é, mas eu não quero só isso dela. Eu só preciso de mais.

– Cara, o que foi isso? – arregalei os olhos.

– Eu sei lá que porra foi essa. – ele deu de ombros. – Só queria falar.

Eu gargalhei.

– Deu para ver.

– Como você e Bella fazem funcionar essa coisa? De não serem totalmente um do outro. Porque sério, eu não lidaria em estar com uma garota sabendo que ela pode ficar com outro.

Eu bufei, afastando qualquer pensamento que ele tentou colocar na minha cabeça com essas palavras.

– Eu não penso nisso. Bella e eu só temos essa amizade com algo mais e pronto. Eu gosto de estar com ela, e pensar isso estragaria tudo, então eu não penso.

– Então você não sabe se ela fica com outro alguém ou não?

– Não. E não quero.

– Mas você pensa em ficar com outras garotas?

– Se aparecer, acontece. – dei de ombros. – São apenas as coisas que definimos. Ela... – eu parei, não conseguindo falar.

Eu ia dizer que Bella não era minha, mas... Ela era minha. A minha garota.

– Brad, para de mudar de assunto, caralho. – resmunguei. – E ficar colocando merdas na minha cabeça. As coisas estão boas como são e pronto.

– Eu não estou tentando colocar coisas na sua cabeça. – ele riu. – Eu só quero saber como você consegue ignorar essas coisas.

– Simples, só não pensar.

– Então você acha que eu conseguiria ignorar o jeito de Tânia?

– Oh, definitivamente não. Isso é a Tânia, pra você estar com ela, ela vai ser a Tânia que é. Tem algumas coisas que não da pra fechar os olhos.

Eu voltei a andar e ele me acompanhou.

– Entende o que eu quero dizer? – Brad voltou a falar. – Como eu vou conseguir ficar com Tânia quando isso tudo que ela faz me sufoca?

Ele tinha razão. Se era aquilo que o afastava, não adiantava ele tentar ignorar porque não ia dar certo.

Então lembrei de algo em Nova York...

– Mas você sabe, você pode tentar. E não sei, conversar com Tânia. Ela gosta de você, eu acho que ela tentaria se controlar.

– Mas isso mudaria ela e não é legal mudar uma pessoa, Edward.

– Você não está entendo o que quero dizer. Deve ter algo em você que irrita Tânia também, então vocês conversam mais, se pegam menos, vão falando sobre si e aprendendo sobre o outro. Isso até cada um saber o que o outro gosta e não fazer ou fazer, entende?

Brad balançou a cabeça, como se tentasse entender o que eu estava falando.

– Mais ou menos.

– Eu não sei explicar essas merdas. Não sou a porra de um cupido, só estou tentando ajudar. Reflita e descubra, cara.

Ele gargalhou com minhas palavras e minha careta. Isso era conversa de garota sobre relacionamentos, eu só queria dar uma ajuda para os dois.

– De onde você tirou essas coisas? Até parece que você teve um relacionamento sério.

– Talvez. – resmunguei.

– Oh, me conte sobre isso.

– Lá vem você de novo parecendo uma garota. Porra, você não cansa disso, não?

Ele me deu um soco no braço e fechou a expressão.

Nós tínhamos criado uma amizade nesse tempo que estávamos juntos no time e cada vez mais eu gostava do Brad. Tanto que estava até ajudando ele a ficar com a garota que gostava, isso não era de mim.

Eu começava a confiar nele, então decidi que Brad podia saber sobre minha antiga vida em Nova York, já que isso incluía como eu sabia sobre relacionamentos.

– Hey, cara, você quer ir jogar vídeo game ou qualquer coisa? Assim posso contar o que você quer e deixar seu lado menina feliz.

– Idiota. – ele cuspiu com raiva e revirou os olhos. – Vamos logo jogar.

Eu gargalhei da carranca dele, deixando Brad com mais raiva ainda.

.

.

– Então... – Brad pausou o jogo e virou para me encarar em cima da cama. Ele estava sentado no chão. – Los Angeles para você é um recomeço?

– Basicamente isso. – dei de ombros.

Ele balançou a cabeça e fez uma careta.

– Esse cara, é um filho da puta. Mas não vou mentir em dizer que fiquei feliz dele ter feito essa merda porque você melhorou nosso time. – ele fez uma expressão esnobe. – Não que não fosse bom, quero dizer, eu sou ótimo... Mas você me entendeu.

Eu gargalhei e chutei o ombro dele.

– Teve seus lados positivos vir para cá. No começo eu odiei, mas fiz amizades e são muito melhores que a de lá. Gosto das pessoas daqui.

Ele sorriu e assentiu com a cabeça.

– Nós somos legais.

Eu tirei a pausa do jogo e voltamos para a ação. Alguns palavrões, chutes e socos depois, Brad pausou de novo, me fazendo revirar os olhos.

– Você acha que eu devo seguir o conselho que você me deu?

– Se eu dei o conselho, é claro que você deve seguir. – falei o obvio.

Ele encarou o nada para pensar e eu mais uma vez tirei a pausa, fazendo o jogador dele sofrer tiros. Brad rosnou e me deu um soco na canela enquanto eu ria.

– Dá pra parar de dar pausa no jogo e ficar pensando e vamos jogar logo, porra!

– Eu só estou pensando se devo ou não dar uma chance para Tânia, cara.

Eu parei e o encarei. Ele estava sério, o que significava que ele estava mesmo pensando nisso. Eu tinha lhe dado uma pequena solução baseado no que eu tinha vivido com relacionamentos, e agora ele estava pensando.

– Você quer? – perguntei.

Ele balançou a cabeça de um lado para o outro e deu de ombros. Gestos indecisos.

– Você quer. – confirmei e ele fez de novo os gestos. – Você quer. Dá logo uma chance pra garota e pronto.

Ele assentiu com a cabeça e finalmente tirou a pausa do jogo.

– Você deve ter uma vagina em algum lugar do seu corpo. – resmunguei para provoca-lo.

Brad soltou um rosnado e virou o jogador dele na direção do meu e atirou em mim, dando game over. Ele me olhou com uma sobrancelha erguida quando viu minha expressão perplexa. Mas eu não aguentei e comecei a gargalhar, o deixando ainda mais nervoso.

– Você ainda se estressa como uma garota, Brad. Você deve ser uma.

Ele jogou o console em mim enquanto eu ria da cara dele.

Bella POV

Eu me estiquei na ponta dos pés, passei meus braços em volta do pescoço de Edward e encostei meus lábios nos dele. Quando suas mãos se encolaram em volta da minha cintura e me puxaram para ele, eu senti o arrepio percorrer meu corpo. O beijo era lento, bom, e eu queria ter ele todo para mim e não deixa-lo ir embora. Agora, nesse momento, eu o queria no meu quarto para que eu pudesse fazer o que quisesse com meu nadador.

Eu soltei um suspiro e Edward riu.

– Eu já disse que amo a Rosalie? – ele perguntou ao afastar minimamente os lábios dos meus.

Eu revirei os olhos, prendendo uma risada.

– Umas centenas de vezes desde que me viu hoje.

Ele assentiu, rindo. Eu o puxei novamente para um beijo, porque eu poderia beijar Edward para sempre. De todos os caras que beijei, Edward era o melhor. O garoto sabia o que fazia com a língua e lábios. Outras partes do meu corpo concordavam fervorosamente com isso.

– Inferno, vocês não cansam, não? – Brad resmungou ao passar por nós.

Eu lhe mandei o dedo do meio sem dar totalmente atenção, mas apenas para mostrar como eu não me importava com ele. Não quando eu estava beijando Edward.

Já disse que o beijo dele é o melhor?

Nós nos afastamos a contra gosto e Edward tocou meu peito com o dedo.

– Eu amo a Rosalie.

Ele estava mais do que feliz com o “presente filho da puta de aniversário do mês” desse mês. Aliás, de todos os meses desde que nós começamos com nossa amizade com benefícios. Teve a calcinha sorridente antes, ele gosta dela, o pacote de camisinhas extra fina, que ao invés de entregar para mim ela deu para ele falando que tínhamos que nos proteger, mas sentir tudo. Foi muito Rosalie. Mas a principal que fez Edward declarar seu amor por Rosalie foi à camiseta com estampa personalizada. Frente e costas.

“A Garota do Edward” na frente e “Eu Amo as Costas do Meu Nadador” atrás. Quando apareci hoje na escola, no dia que ia ter mais um dia do campeonato, Edward só faltou surtar como uma garota quando o namorado faz uma declaração brega. Todos riram da minha camiseta e jogaram indiretas que não entendi, mas eu estava feliz em fazer Edward feliz. E porra, eu tinha gostado da minha camiseta. Duas verdades.

– Você fica muito sexy com essas palavras. – ele sussurrou no meu ouvido e sugou a pele abaixo da minha orelha, me fazendo ofegar. – Eu quero tirar ela de você... Eu vou tirar ela de você. Por que... Mais sexy que você com ela, é você sem.

Oh, ele podia fazer isso agora mesmo se continuasse falando daquele jeito comigo. Tirar a camiseta, minha calça, minha calcinha. Ele podia ficar com a minha alma se ele continuasse com aquela voz.

– Edward. – o treinador chamou, nos despertando. – Vamos logo.

Edward soltou um resmungo e me beijou mais uma vez.

– Nós vamos nos ver daqui a pouco.

– Certo. – eu beijei o queixo dele. – Até daqui a pouco, nadador.

Edward me beijou e me empurrou para que eu fosse na frente. Ele tinha dado a desculpa de que era para ler a parte de trás, mas murmurou pela respiração que minha bunda tinha também um ponto alto no motivo.

Quando passamos pelas portas duplas, eu fui para a arquibancada e ele para aonde estava o time. Rosalie guardava o meu lugar, e ao olhar para mim, abriu o maior sorriso.

Como os caras deixam você ficar no vestiário? – foi à primeira coisa que perguntou.

– Por isso. – apontei para a estampa da minha camiseta. – E por que sou Bella Swan, ninguém me impede do que eu quero.

Ela riu e me deu um pompom roubado das lideres. Esse era o terceiro dia do campeonato, em que as melhores escolas de Los Angeles iam contra e a melhor ia para contra os estados. Havia cinco escolas ali, éramos a segunda, e a nossa tinha que vencer. E não querendo ser esnobe nem nada, mas tínhamos um ótimo time.

Brad e os outros caras subiram na plataforma elevada e se prepararam. Nossa escola começou a gritar, porque era o Brad. E eu podia ouvir os gritos de Tânia vindo de uns degraus a cima.

– Bella, é impressão minha ou a mãe do Edward está te encarando? – Jasper, que estava no degrau à cima, perguntou no meu ouvido.

Eu olhei para abaixo e Esme estava mesmo me encarando.

– Oh, não é a Bella que ela está realmente encarando. – Rosalie gargalhou. – É a camiseta.

Eu olhei da minha camiseta para ela, que abriu um sorriso de canto.

Era realmente a camiseta.

A escola explodiu em gritos quando apitou soou e os caras pularam na piscina. Eu tentei ignorar o olhar de Esme em mim e minha camiseta. Está certo, ali dizia que eu era a garota do Edward. Nós éramos amigos, era uma pequena brincadeira... Que ela não devia entender.

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Jasper falou mais alguma coisa no meu ouvido bem no momento que explodiu mais gritos.

– O que? – me virei para ele, tentando fugir do olhar de Esme.

Por algum motivo, isso fez Jasper rir.

– Eu estava dizendo, ainda bem que ela não viu o que estava escrito atrás. Mas agora...

Eu arregalei os olhos e virei de frente novamente, com as gargalhadas de Rosalie e Jasper me perturbando. Esme tinha um olhar desconfiado e a cabeça inclinada. Eu tentei sorrir, mas com toda certeza saiu mais como uma careta. Ela assentiu com a cabeça e perguntou algo para Renesmee.

– Sabe o que isso significa? – Rosalie perguntou e eu neguei. – Dar uns amassos na cama do Edward não vão mais acontecer. Ela vai manter o olho em vocês dois.

Oh, porra. Já não bastava na minha ter sempre o Emmett, agora teríamos a mãe de Edward mantendo os olhos em nós. Nada mais de portas fechadas, nem privacidade. Oh, puta merda.

Eu esqueci tudo quando vi Edward subindo em cima da plataforma elevada. Eu fui tomada pela euforia e gritei o nome dele torcendo para animar. E foi como se ele tivesse me ouvido, porque ele olhou na minha direção e sorriu. E eu me senti como Tânia, eu podia desmaiar ali mesmo com o sorriso de Edward.

Edward colocou os óculos de proteção e virou para frente, ficando em posição.

Um suspiro escapou dos meus lábios quando os músculos dos braços dele tencionaram e eu podia ver todas aquelas pintinhas e manchinhas do sol em sua pele clara. Eu queria passar minhas mãos ali. Eu podia, quando estivéssemos apenas nós dois.

Quando Scott tocou a parede da piscina, Edward saltou. Ele era tão elegante em seu salto, como se fosse feito para fazer aquilo. E tão rápido. Edward se tornava ainda mais perfeito para mim quando eu o via ali, nadando. E eu só queria pega-lo para mim.

Ele tinha uma pequena vantagem do cara ao lado dele, que se tornou um bom espaço de distancia quando ele fez com perfeição a virada dele. A virada que me fez saber que ele era Edward Cullen. Ele tomou mais velocidade, cada vez mais perto da parede. Tão perto... Eu prendi a respiração quando ele tocou a parede e quando o diretor ergueu a mão com qual escola tinha batido primeiro, o número dois, eu recebi a emoção da vitória e gritei, pulei, comemorei com Rosalie, mas mantendo meus olhos em meu nadador, que estava ainda dentro da piscina.

Ele tirou os óculos e olhou para a arquibancada, como tinha feito na primeira vez. Seus olhos percorreram todos até por fim parar em mim e ele abrir ainda mais o sorriso. Como ele tinha feito da primeira vez. E eu parei de pular para olhar diretamente para ele e sorrir. Apontei para minha camiseta, e nós dois rimos. E eu o queria naquele momento. Mas o que me fazia ficar onde estava era saber que eu podia tê-lo quando quisesse.

Depois que Edward trocou de roupa no vestiário nós conseguimos despistar nossos amigos, entramos no carro dele, passamos no mercado para comprar cervejas e fomos para a praia. Ele estacionou perto das pedras; esse tinha se tornado nosso lugar para fugir dos nossos amigos.

– Eu não acredito que minha mãe ficou te encarando. – Edward balançou a cabeça e tomou um gole da cerveja dele.

– Isso antes dela entender a camiseta. Que foi quando eu virei. – apontei para a parte de trás. – Jasper podia ter falado mais alto para me lembrar ou evitado que eu virasse.

– Estou tentando imaginar a cara da minha mãe quando leu... – ele franziu os lábios, fazendo a adorável expressão de pensar. A que eu tinha vontade de morder ele. Por fim ele desfez quando gargalhou. – Deve ter sido hilária.

– Foi constrangedora.

Ele riu ainda mais da minha careta. E não tinha como eu ficar brava com ele por rir de mim quando eu tinha tido um momento com a mãe dele quando ele soltava aquela risada tão gostosa e rouca. Então eu só relaxei no meu banco, fumei meu cigarro e apreciei meu nadador rir exageradamente da coisa boba por causa do álcool que corria em seu sistema. E que se tornava ainda melhor ao som de Sum 41, porque além desse lugar ter se tornado nosso, aquela banda era a escolhida pra acompanhar nossos momentos.

– Eu gosto que você não seja uma garota com seu carro. – eu divaguei e ele revirou os olhos.

Edward era o primeiro cara que não fumava que me deixava fumar no carro dele sem ter um ataque. Uma vez fui expulsa de um carro por isso. Foi ridículo.

– Contanto que você jogue as cinzas para fora, por mim está tudo bem.

Eu pisquei um olho para ele e joguei o cigarro fora, soltando a fumaça na direção da janela. Peguei minha garrafa e virei, tomando longos goles e terminei com ela também. Então finalmente fui para o lugar que quis estar desde que Edward disse que queria tirar minha camiseta. Nos braços dele. Esse era um dos melhores lugares para se estar.

Joguei a cabeça para trás na janela e respirei fundo, sentindo o cheiro do mar. Nós dois estávamos bêbados já e mais uma vez teríamos que chamar Rosalie para vir nos buscar. Ela sempre estava reclamando disso, mas nunca parava de vir. Acho que ela gostava de nos pegar nesses momentos para poder rir depois.

– Será que agora ela vai nos vigiar? – perguntei, erguendo minha cabeça.

Edward me ajeitou no colo dele de forma que ficássemos de frente para o outro e colocou as mãos na minha cintura e inclinou o rosto até ele seu nariz e lábios estarem no meu pescoço e ele começasse sua tortura.

– Não se preocupe com isso. – ele murmurou na minha pele, distribuindo beijos que me faziam suspirar. – Esme não é assim. Aposto que ela está feliz achando que nós estamos namorando. Ela gosta de você. – ele sugou a pele e eu soltei baixinho um gemido. – Aliás, quem não gosta?

Eu gargalhei e peguei a cabeça dele, erguendo e fazendo me encarar.

– Não se assuste se ela conversar com Renée e minha mãe surtar como uma garota do colegial. Ela é sua maior fã.

Edward riu e assentiu. E então seus lábios estavam nos meus e eu recebia o melhor beijo. Suas mãos estavam por todo meu corpo, me apalpando e apertando aonde nós mais gostávamos. Conforme o carro ficava mais quente e abafado e nosso beijo mais rápido e seu aperto em mim duro e forte, eu estava quente e formigando e querendo mais. Ele colocou as mãos na minha bunda e puxou meu quadril em direção ao dele, fazendo fricção e nós dois gememos. Eu queria alivio. E ia começar a resmungar de nosso azar quando eu lembrei.

Não estávamos, apesar de grande, mas apenas dois bancos, apertado Jipe. Estávamos no Volvo quatro portas e cinco lugares de Edward. Nós tínhamos um banco de trás. Um espaçoso banco de trás.

– Edward! – eu me afastei dele, peguei seu rosto em minhas mãos para ele me encarar, e arregalei os olhos. – Banco de trás!

Ele franziu o cenho e olhou para o banco. Eu praticamente ouvi as engrenagens funcionando em sua mente quando ele finalmente entendeu o que eu quis dizer.

Não pensamos duas vezes. Eu pulei do seu colo para o banco de trás e quando ele passou metade do corpo dele, eu o puxei para um beijo, fazendo ele cair em cima de mim. Nós dois rimos sem atrapalhar o beijo. E ali, tendo mais espaço, as coisas ganharam mais intensidade.

Nós éramos dois adolescentes com os hormônios explodindo, o sangue cheio de álcool e frustrados de sermos sempre atrapalhados por alguém. E tornava ainda pior que eu sabia como sexo era bom e Edward também. Nós queríamos aquilo e até agora não tínhamos conseguido. Só eu sabia como eu desejava Edward. Mãos bobas, esfregação e beijos não aliviavam nem metade disso.

E nós não precisávamos ter pressa porque estávamos num lugar que não passava ninguém e sem hora pra ir embora. Nós tínhamos a pressa de muito tempo com aquilo guardado. Então era tudo rápido.

Quando ficar só no amasso se tornou insuportável, Edward desceu sua mão do meu seio para minha cintura por dentro da camiseta, começando a subir. Eu levantei meus braços para que ele pudesse passar e ele a jogou para o banco da frente.

– Eu disse que ia tirar essa camiseta. – ele falou, me fazendo rir.

Nós estávamos com pressa. Edward tirou a camiseta dele, também jogando-a no banco da frente e voltou para me beijar, enquanto suas mãos trabalhavam no botão e zíper da minha calma. Eu as empurrei para baixo até aonde alcançava e depois as tirei com os pés mesmo, facilitando que já estava sem tênis. Edward também tirou a própria calça, sendo tão rápido quanto eu.

Eu precisava tanto dele que não queria perder tempo. Nós finalmente tínhamos nossa chance.

Edward começou a beijar meu pescoço, enquanto sua mão trabalhava em me apertar e me puxar contra ele. Eu podia sentir seu membro separado do meu ponto quente apenas por tecido e isso estava me torturando.

Então ele parou, me fazendo soltar um resmungo.

– Nós não estamos bêbados o suficiente para esquecer isso, não é? – ele perguntou.

Eu apertei os lábios para não rir.

– Não. Eu vou lembrar. Você vai lembrar?

– Pode apostar que com certeza. Mas... Ainda vamos ter que chamar Rosalie.

– Vamos.

Ele balançou a cabeça e voltou a dar atenção a minha pele. Sua mãos passaram por minhas costas, me erguendo um pouco para que pudesse soltar meu sutiã. Eu me livrei rápido da peça e Edward levou alguns segundos apreciando meus seios expostos. Porque meu garoto podia amar bundas, mas ele era um cara de peitos. Quando ele apreciou o suficiente, um sorriso sacana cresceu em seus lábios e por fim ele me beijou ali. Eu gemi enquanto ele fazia seu bom trabalho com língua e lábios e sua mão descia pela minha barriga até entrar na minha calcinha e finalmente tocar no meu ponto pulsante.

– Hmmm. – eu gemi em apreciação, revirando os olhos. Porque nós finalmente íamos até lá. Eu estava quase pulando de felicidade.

Eu toquei suas costas, apertando e acariciando e adorando ela. Porque, como minha camiseta dizia, eu amava as costas do meu nadador. Eu apertei minhas unhas em sua pele quando ele colocou um dedo em mim e gemi. E eu o queria. Muito.

Quente como eu estava, eu empurrei a boxer dele para baixo, tendo sua ajuda para tira-la e depois Edward tirou minha calcinha e finalmente nós tínhamos conseguido ficar sem nada. Peguei seu membro em minha mão, duro e pulsante e mexi, ouvindo seu gemido rouco vindo do fundo da garganta. Ele encostou a testa no meu ombro enquanto eu trabalhava com a minha mão e ele trabalhava em mim com seus dedos.

– Bella, eu preciso de você. Agora.

O seu “agora” veio com tanta autoridade que eu quase tive orgasmo em seus dedos. Ele se afastou de mim para pegar sua calça e tirou de lá uma camisinha. Eu aproveitei e o fiz sentar e subi no colo dele. Aquela posição era mais confortável em um carro. Peguei seu membro novamente em minha mão e guiei até minha entrada, deslizando sob ele. E finalmente eu o tinha dentro de mim. E nenhuma sensação era tão boa, tão perfeita e tão prazerosa quanto o ter ali.

Porque tudo que eu tinha mais desejado, desde que nós começamos essa amizade com benefícios, era estar assim com Edward. Sentindo-o me preencher e completar.

Nós dois gememos juntos. Eu agarrei os fios de cabelo da nuca dele e o puxei para um beijo. Comecei a movimentar, subindo e descendo e cada vez que eu o sentia em mim, eu queria mais. Mais forte e mais rápido. E Edward queria o mesmo. Ele colocou as mãos na minha cintura e me ajudou a guiar o ritmo. Começou lento, mas logo foi ganhando intensidade e o carro foi tomado por nossos gemidos.

Edward desceu os lábios para meu pescoço e eu encostei minha cabeça em seu ombro, aumentando cada vez mais meu aperto em seu cabelo enquanto eu me sentia cada vez mais perto da borda. Meu orgasmo estava perto e eu só queria mais. Mais rápido. Mais forte. Mais beijos. Mais Edward.

Minhas pernas se apertaram, meus gemidos se tornaram mais alto e eu já podia sentir o quão perto estava. Edward pulsava cada vez mais e eu sabia que ele não estava longe de gozar também.

– Tão bom... – eu murmurei e ele soltou um gemido de concordância. – Eu estou perto... Hm... Mais forte...

Edward fez o que eu pedi e puxou meu quadril de encontro ao dele e eu pude sentir totalmente dentro de mim. E foi meu orgasmo veio. Fechei meus olhos com força, sentindo meu corpo inteiro tremer enquanto minha mente rodava e eu encostava meus lábios na pele suada de Edward para abaixar meu gemido. Edward estocou mais algumas vezes até vir também, apertando minha pele e gemendo.

Nós dois ficamos ali, ofegantes e satisfeitos. Nossas peles estavam grudadas do suor. Eu podia sentir seu coração batendo freneticamente em seu peito. Eu encostei minha cabeça em seu ombro e beijei a pele de seu pescoço, encostando meu nariz para sentir o cheiro de seu perfume misturado com seu cheiro único e o suor do nosso esforço. Eu amava aquele cheiro.

– Nós conseguimos. – ele murmurou divertido. – Bêbados, num carro, mas sem ninguém aparecer.

Eu gargalhei, balançando minha cabeça. Eu ainda estava meio zonza do meu orgasmo e não conseguia encontrar palavras para responder ele. Eu só queria me aconchegar em seu corpo.

Fechei os olhos, aproveitando aquele momento. Finalmente eu tinha conseguido acalmar pelo menos um pouco meu desejo por Edward. Eu ainda podia ter outra rodada daquela. Várias outras. Porque mesmo tendo bastante de Edward, ainda não era suficiente. E parecia que nenhum tempo fazendo aquilo seria.

– Está tocando With Me... – eu murmurei ao perceber. – O quão adorável é isso?

Edward gargalhou e cantou baixinho a musica no meu ouvido. Eu sorri, cantando junto com ele. Porque nós estávamos bêbados, tontos e tínhamos acabado de fazer sexo no carro, como a maioria dos adolescentes fazia. E isso era engraçado e tão nós.

O celular de Edward apitou e ele pegou na calça, soltando um resmungo. Eu peguei o celular da mão dele e li a mensagem.

O que uma camiseta com termos de posse não faz? Já dei tempo suficiente, estou descendo para buscar vocês. – R

Rosalie nos ama, Edward. Não vive sem nós. – cantarolei, fazendo-o rir.

Sabendo que Rosalie estava vindo, nós nos vestimos e voltamos para os bancos da frente. Edward sentou no passageiro e eu em seu colo, apenas esperando pela minha amiga. Abrimos as duas ultimas garradas de cerveja e aproveitamos, com sorrisos de quem tinha acabado de fazer sexo e com nossas já conhecidas mãos bobas. E Emmett que se preparasse para ficar sem cabeça e bolas porque depois de hoje ele não me atrapalharia mais.

Notas finais
Eu amo esse capitulo. Amo a forma como ele é adolescente e como Bella e Edward agem como dois namorados e não percebem isso porque são bobos demais. Eles demonstram sentimentos sem nem perceberem, só recebem gostando disso. Essa é uma das coisas que amo em AG. Essa fanfic me dá saudades de quando eu estava na escola. De ter um professor gostoso pra olhar – que era de Ed. Fisica e nós fazíamos ele fazer exercícios só pra olhar para ele kkk De ter alguns amassos pelos cantos por ai e amigas ajudando ou te sacaneando. Essa coisa toda adolescente da saudade depois que você não tem mais. Então quem tiver aproveite bastante kkk E eu quero um nadador para ter uma camiseta “Eu Amo as Costas do Meu Nadador” porque costas... Edward nadador meus sonho. Espero que tenham gostado desse capitulo e do final dele. Não sou boa com isso, mas tentei kkk Beijos e até o próximo