Aprimorados
16 Café com Maria
Era um belo começo de noite. Antony e Maria saíam para caminhar por Volterra a fim de curtirem os últimos instantes do sol ainda no céu, em pleno inverno pós virada de ano. Maria aproveitado o recesso da faculdade para poder viajar com o filho sem levantar suspeitas e sem ganhar faltas na faculdade. Além de ter aproveitado que a competição de Ginástica Rítmica que selecionava ginastas para competir na seleção americana estava temporariamente pausada por conta das festividades de final de ano e só voltariam após o dia 15. Faltavam 3 dias para o aniversário de Maria e a russa caminhava de braços dados com o filho voltando para o hotel do passeio que fizeram por uma das mais antigas catedrais da Itália.
— Aquele mural de Rafael é um dos meus favoritos. Ele é maravilhoso! — fala a Maria animada com o passeio
— Eu fico pasmo com a riqueza de detalhes e em como eram perfeitas as técnicas de luz e sombra para dar aquela sensação de profundidade. — fala Tony
— Eu normalmente não presto tanta atenção nas figuras humanas, o que é quase um sacrilégio, mas fico bastante atenta nos detalhes arquitetônicos. E parece uma arquitetura real. É tudo muito perfeito! — fala Maria
E Tony sorria lembrando-se de quando discutia isso com a mãe durante sua adolescência. Havia aprendido a gostar de Arte e, principalmente, de História da Arte, com Maria. A russa era uma profunda conhecedora do assunto. O que era para lá de previsível, formada em Design frequentou um instituto em que lidava diariamente com artistas... e sabia que ela não perderia a oportunidade de estudar História da Arte e de ter contato com pintores, escultores e demais artistas de sua universidade. Mesmo porque os artistas russos da época que ela fazia faculdade tinham uma formação bem ampla. Era comum designers saberem pintar, como era o caso de Maria. Aprendera diversas coisas com o pai e a mãe, mas especificamente com a mãe aprendeu uma série de gostos bastante refinados. Sabia que isso era uma coisa que Howard também amava nela. Ouvir Maria falando de arte, chá, boas músicas e bons vinhos era uma paixão que Howard e Tony tinham em comum. Conversar com ela sobre isso era como voltar no tempo para uma época de sua vida cuja maior preocupação de Tony era em tirar boas notas na escola, sendo que ele o conseguia sem tanto esforço.
Maria usava um vestido preto até o joelho com um sobretudo de lã preto por cima. Meias calças 3/4 com cinta liga e botas delicadas de cano curto. Os cabelos loiros estavam presos em uma trança longa. Tony usava calça jeans preta, blusa cacharrel vermelha e sobretudo preto, com tênis preto. Uma das marcas de Tony em vestimenta era a descontração e de Maria o minimalismo.
Caminhavam pela calçada em direção ao hotel onde estavam hospedados. Quando chegam na porta, deparam-se com uma multidão descendo a rua, atropelando-se desenfredamente.
— Tony, põe o traje! — fala Maria puxando-o para dentro do hotel e fechando as portas em seguida
— Segure eles, mamá! — fala o moreno subindo as escadas apressada
Maria empurra o balcão para a frente da porta a tempo de começar a ouvir o bater de mãos do lado de fora. Curiosos aproximavam-se do hall de entrada e ela os manda subirem para seus quartos e trancarem as portas. A princípio, ninguém a atendeu. A loira saca o colt que tinha preso num dos coldres de sua cinta-liga e atira para cima.
— Eu mandei subirem, caspita! Finjam que eu sou uma maluca armada e que vou matar geral que não se esconder muito bem escondido! — fala a russa
Após esse pequeno e singelo momento de acesso de raiva, os clientes e funcionários subiram as escadas apressados. Ouvia-se o barulho das portas se fechando, móveis sendo arrastados para trás da porta... e uma porta nos fundos do bar, na sala ao lado ao hall de entrada. Maria esgueira-se até o portal, escondida pela parede a tempo de ver um grupo de 10 pessoas entrarem no bar. Um homem na frente... cabelos pretos, aparentemente molhados de algo, estava de costas. Parecia farejar o ar. A seguir, o homem vira-se exatamente para onde ela estava e dá um urro e nessa hora Maria percebe que o cabelo dele havia se molhado do sangue que escorria da órbita o olho que tinha sido arrancado, provavelmente a dentadas, visto que ele tinha marcas de mordidas por mais partes do rosto. Imaginou que ele tivesse sido derrubado antes de ser morto a dentadas... Ficou imaginando tempo demais antes de se dar conta de que ele corria na direção dela. Saca o outro colt e acerta um tiro na cabeça do infectado, vendo-o cair inerte no chão e fitando-a com o único olho bom e completamente branco. Imediatamente, os demais infectados viram-se contra ela e a russa rapidamente mirava em suas cabeças e atirava. Derruba oito dos nove restantes e, quando ia mirar no nono, uma faca acerta-o no meio da testa, matando-o. Olha para onde vinha a faca e percebe a presença de 4 pessoas que ela conhecia muito bem.
— Sentiu saudades, Deriglasov? — perguntava Jane
— Estava morrendo de saudades... Félix está bem? — pergunta Maria estranhando os olhos do homem estarem castanhos e não vermelhos
— Não. — responde Jane
— Ele está humano novamente. — fala Alec
— Vocês estão de sacanagem com a minha cara. É impossível a transformação ser revertida. — fala Maria
— É lerdeza ou Alzheimer? — fala Jane
— Eu não cheguei a me transformar. — fala Maria
— Apresentava todas as características de um, exceto pelo fato de que seu coração batia. Como o dele. — fala Jane
— Não faz sentido. — fala Maria
— Ele foi mordido por uma das criaturas. Não sei que elas são, mas tem relação com a sua habilidade. — fala Jane
— Hydra? — pergunta Maria
— Começaremos a investigar por aí. — fala Jane
— Vem pra festa? — pergunta Alec rindo
— Eu realmente não entendo onde você está vendo festa. — fala Maria ouvindo as mãos voltarem a bater atrás da porta
O balcão é arrastado alguns centímetros e a loira sobe rapidamente para ir atrás de Tony.
— Estão esperando mais alguém tomar mordida? Andem! — fala Maria chamando-os e voltando a subir as escadas
Os quatro sobem apressados atrás dela até o quarto onde estava Tony. Assim que todos estavam devidamente protegidos, a loira isola a porta.
— Temos que chegar na torre do relógio. — fala Jane
— Não tão rápido. Não sabemos de tudo que a mordida causa. — fala Maria apontando para Félix
— Teremos de arriscar. — fala Jane
— Levem-no para a torre. Eu sei o que fazem com humanos que entram lá. Não vou arriscar meu filho. — fala Maria
— Acredito ser uma ideia digna que façamos uma aliança com nossa comida se não quisermos baixar um nível na cadeia alimentar. E seu filho não está hno cardápio. — fala Jane fitando os dois
— Certeza? — pergunta Maria
— Absoluta! — fala Jane
A seguir, chega na janela e olha para baixo. A rua estava tomada pelas criaturas que um dia foram humanas. Jane agarra Félix pelo braço e pula até a sacada na frente. Era seguida pelos dois Volturi. Maria enche a bolsa com armas e munição antes de agarrar-se a Tony e irem voando até a torre do relógio logo atrás da guarda dos Volturi.
Assim que aterrisam, Jane abre as portas do edifício e entram apressados, fechando as portas a seguir. Maria e Tony seguem os dois até onde estava a cúpula dos Volturi. Ao entrar na sala, depara-se com Edward, Jasper e Alice. Maria e Alice se abraçam.
— Que bom que estão bem! Eu estava tão preocupada! — fala Maria verificando se estava tudo ok com Alice e depois verificando Edward e Jasper
— Estava preocupado por três de nós? — pergunta Aro
Maria olha-o sem entender.
— Quem é? — pergunta fitando Jane
— Chefia. Os três são quem manda na porra toda. Digo, são nossos líderes. — fala Jane corrigindo a fala a seguir
— Jane, minha querida, você tem ficado muito desbocada de uns anos para cá. — fala Aro
— Escapuliu. — fala Jane sem graça
— Com licença, mas temos um rebosteio de porte gigante lá fora... acho que palavrão é o menos importante agora. — fala Maria
— Concordo com ela. — fala Maria
— Ah, teu presente de aniversário está na saleta ao lado. — fala Jane deixando Maria intrigada
— Sabem o que está acontecendo? — pergunta Tony
— Sim e não. Sabemos que tem relação com os Giovanni, mas não sabemos exatamente o que está acontecendo. -fala Aro
— Nos foi informado que era uma doença viral que se espalha por meio da mordida. — fala Maria
— E arranhão, mamãe. — fala Tony finalmente se manifestando
— Mamãe? Ela é sua mãe? — pergunta Aro fitando-o confuso
— Ah, esqueci de apresentá-los. Este é Tony Stark, filho da Maria, meu sobrinho. — fala Alice
— Ela é sua irmã? Mas você tem quase uns 100 anos pelos pensamentos que Aro leu. — fala Caius
— Ela tem cara de ter uns 20. — fala Marcus
— Genética, meninos. — fala Maria
Todos olham para a cara dela achando que ela estivesse tirando sarro.
— É literalmente genética. Maria é imune a todo tipo de veneno e toxina. Ela simplesmente não pode envelhecer mais do que isso aí. — fala Jane
— Uma aquisição interessante. — fala Aro
— Também achamos. Tentamos transformá-la há pouco mais de um ano. Mostra a mordida, Maria. — fala Jane
Maria ergue a manga e mostra a mordida no braço.
— É imune ao nosso veneno?! — exclama Aro impressionado
— Quem tentou mordê-la? — pergunta Marcus
Jane aponta para Félix.
— Mas ele voltou a ser humano! — fala Caius
E só então os demais presentes na sala se deram conta do ocorrido.
— Não foi por causa dessa mordida. Um dos... infectados o mordeu. — fala Alec
— Precisamos pesquisar mais a doença. — fala Maria
— Concordo. Não podemos continuar andando no escuro. A infecção começou em Roma e suspeitamos que veio diretamente do castelo dos Giovanni. — fala Aro
— Começaremos a investigar por aí então. — fala Maria
— Dê logo a ela o presente de aniversário, Jane. — fala Aro
Jane pega Maria pelo braço e a puxa até a sala ao lado. Tony resolve seguí-los. Assim que chegam na porta, a loira mais baixa fita Maria e Tony.
— Vocês vão adorar isso. Sei que seu aniversário é só daqui há 3 dias, mas já que o presente bateu a nossa porta antes. — fala Jane abrindo a porta
E nessa hora, a claridada entra na sala e entrega a presença de Bucky. Maria nem pisca, saca o colt e mira diretamente no peito do homem, mas antes dela disparar uma bala sequer, ele enfia o braço biônico na frente.
— Ele está vivo! — fala Bucky
— Como é que é? — pergunta Tony
— Definitivamente, você é muito apressada. Interrogue o presente primeiro, Maria. Depois despacha ele. Aliás, agradeceria se me emprestasse ele para um lanchinho antes. Ele cheira bem. — fala Jane
— Ele... Howard? — pergunta a loira mais alta
Bucky confirma com a cabeça.
— Tá de sacanagem com a minha cara? — pergunta Tony
— Não. Ele tava fugindo do Stark pai há algumas noites atrás. — fala Jane
— Ele tá muito mais forte. Não sabia que maconha deixava forte. — fala Bucky
— Maconha? — pergunta Maria e fita Jane
Nessa hora, ela e Tony entendem.
— Howard está como... ela? — pergunta Maria
Bucky confirma com a cabeça.
— Olá, isca! Amei o presente, Jane! — fala Maria sorridente
— De nada! — fala a loirinha mais baixa
E ali começou o interrogatório de James Buchman Barnes a respeito do paradeiro de Howard.
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Pinturas de Rafael de Sanzio que eles estão falando sobre:
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