Aprendizes Da Grand Chase

15 O choro vindo da floresta


Notas iniciais
Hi Guys! Dessa vez eu postei muito mais rápido e com um capítulo razoavelmente grande, para alegria, ou não, de vocês. O nome do capítulo não muito haver com o capítulo, mas eu decidi coloca-lo do mesmo jeito. Boa Leitura e até as notas finais.

Mais uma vez o grupo prosseguia sua incansável viagem até onde se localizava a fonte de poder das trevas que tinha na Terra de Prata.

Eles haviam saído da vila logo no início da tarde, o sol havia sido, estranhamente, coberto por nuvens negras. Definitivamente as mudanças de clima estavam deixando o grupo com bastante raiva. Nem duvidavam que o sol pudesse voltar ou que começasse a nevar, ou os dois juntos. A temperatura estava louca mesmo.

Haviam acabado de passar por uma área montanhas e agora estavam exaustos, como já estava começando a escurecer o grupo decidiu que fariam um acampamento para poderem passar a noite com conforto.

Escolheram um lugar de grama rala e cercada por árvores.

— Primeiro precisamos de lenha para uma fogueira! Uma fogueira muito, muito grande. – Dizia Free enquanto tentava esquentar as mãos.

A temperatura havia se elevado ainda mais, todo o grupo amaldiçoava o fato do dia ter amanhecido tão limpo.

Não era estranho fazer frio e sim calor, pois é tempo de inverno. Por sorte do grupo Pan havia mandado roupas especiais para o clima, porém ninguém havia vestido as mesma, pois ninguém esperava o clima mudar tão radicalmente.

— Jake, Null, Ikki e Zen, você poderiam ir buscar madeira?! – Luke pediu para os mesmos. Enquanto falava o vapor gélido saía de sua boca.

— Sim! – Responderam, em uníssono, logo após, adentraram a floresta.

O grupo estava todo separado na área, alguns estavam sentados ou deitados na grama, conversando, e a minoria estava de pé.

Free foi na direção de Annie, que estava deitada no gramado, a mesma estava conversando alegremente com Alma, que estava sentada ao lado.

— Annie! – Free diz chamando a atenção da jovem de cabelos violetas.

— Sim? – Annie diz, agora dando toda sua atenção a Free.

— Percebi que você sabe cozinhar! – Free ficou se agachou para poder ver Annie melhor e cruzou os braços para poder se aquecer.

Annie, em resposta, afirmou com o rosto.

— Você poderia cozinhar alguma coisa quente para a gente? – Free perguntou esperançosa. Uma comida quente cairia muito bem.

— Seria um prazer! – Annie diz ficando de pé. — Hum... – Olhou para Alma, ainda sentada, ela tinha começado a folhear seu manual. — Alma – A garota de cabelos castanhos tirou os olhos do manual e olhou para Annie, — Você poderia criar alguma coisa que eu pudesse usar para cozinhar?

— Acho que sim... – Alma respondeu, agora ficando de pé.

Free levantou enquanto começava a falar:

— Vocês vão precisar de verduras, legumes... Ou qualquer coisa parecida! Pesam a Wairudo e Eder para procurarem na floresta.

— Okay! – Annie falou. A mesma pegou o braço de Alma e a arrastou para perto dos dois elfos.

— Free! – A jovem ruiva escutou alguém chama-la. — Aqui! – Ela olhou para os membros e viu Aly acenando.

Aly continuou acenando até Free se aproximar dela.

— Sim?! –

— Onde estão as roupas para o frio?! – Aly indagou.

— Todas estão com Bonnie!

* * *

Todos já haviam vestido suas roupas protetoras, que seriam casacos, cachecóis e gorros.

Haviam feito nove barracas, que seria dividida por dois membros da Grand Warriors, o que não era problema, pois no máximo cabia até três pessoas. A regra continuava que cada pessoa deveria dormir com o mesmo sexo, para não o correr “complicações” durante a noite, dessa vez Ikki não protestou, queria passar um tempo longe de Yuu.

Todos tinham acabado de fazer sua refeição, que fora uma simples, e fumegante, sopa de legumes, todos adoraram, haviam decidido que não seria a última vez que que Annie cozinharia.

Grande parte do grupo estava sentada perto da grande fogueira que haviam feito, conversavam sobre assuntos aleatórios.

Diferente dos outros Yuu preferiu ficar só, sentada longe da fogueira (único meio de luz que tinham) em uma árvore qualquer, longe do barulho e da agitação dos seus colegas. Queria se perder em seus pensamentos, queria longe dali só por um instante, queria ficar em seu mundo sem que ninguém a atrapalhasse.

— Que tipo de monstro você é?! – Yuu escutou alguém falar, ela olhou para o alto e viu Nagito, em pé.

— Como assim? – Yuu perguntou cruzando os braços.

Nagito sentou-se ao lado de Yuu.

O mesmo estava usando um casaco escuro, junto luvas da mesma cor e um gorro na cabeça.

— Você não está com frio?! – Nagito indagou, espantado. Enquanto o mesmo usava roupas para o frio, Yuu não usava nada apropriado, continuava a usar seu “uniforme” e um simples, e longo, cachecol vermelho.

— Não! – Yuu respondeu, com sorriso no rosto.

Nagito espantou-se.

— Que tipo de monstro é você?! – Nagito perguntou novamente, agora com um sorriso em seu rosto.

Yuu não se segurou e riu da pergunta do amigo.

— Apenas não estou com frio! – Ela disse dando de ombros.

— E já que você não está com frio, por que está usando esse cachecol? – Ele disse, apontando para o cachecol envolto do pescoço de Yuu.

— Isso se chama estilo! – Ela respondeu, ainda sorrindo, e logo após se espreguiçou. — E-S-T-I-L-O, estilo.

— Estou cercado por loucos! – Nagito comentou, Yuu ficou ligeiramente ofendida, mas não falou nada.

Nagito ficou sentado ao lado de Yuu, por um tempo ficou sem falar nada, apenas olhando a paisagem ao seu redor.

O forte vendo fazia as folhas farfalharem ao seu redor, de longe escutavam as risadas e os gritos do grupo que estava envolto a fogueira.

Enquanto respirava o vapor saiam de suas bocas, a respiração de ambos havia ficado pesada.

— Falando em loucura. – Nagito como se o assunto “loucura” não tivesse terminado a vários minutos. — O que foi que você fez com Ikki?! – Ele diz voltando a olhar Yuu.

— Não me lembro de nada depois que dei o primeiro gole naquela poçãozinha da Annie! – Ela disse, tentando parecer mais séria possível.

Ela esconderia sua mentira o máximo possível, mesmo que Luke saiba, ele não contaria a ninguém que ela estaria fingindo, pois ela ameaçou joga-lo de um penhasco enquanto o mesmo estivesse dormindo. E Jean muito menos, pois tinha descoberto que ele tinha sido um grande amigo dela, e de todos do seu antigo grupo. Isso explicava o modo carinhoso de como ele falava o nome dela.

— Sério?! – Nagito olhou com um sorriso torto para Yuu,

— Óbvio que não! – Um sorriso apareceu no rosto de Yuu, ela contaria para Nagito, pois confiava nele, e ela sabia que o próprio sabia a mentira. Ela se ajeitou para poder ver melhor Nagito, já que ela estava quase deitada no gramado. — Nem uma poção me faria gostar daquilo.

— Percebi logo depois de ver ela naquele instado deplorável, não acredito que com apenas um poção, da Annie, consertou aquele rosto avermelhado.

— Aquilo?! – Yuu falou, logo após deu uma gargalhada malévola. — Aquilo era só o início, iria amarrar ele em uma árvore e começaria a tortura-lo enquanto alegaria coisas falsas ligadas em “como ele não me amava”. Dentre outras coisinhas, mas infelizmente ele fugiu aos tropeços quando eu joguei o limão no olho dele. – Yuu falou com arrependimento. — Maldito erro...

— Tenho outra pergunta! – Nagito disse interrompendo Yuu.

Yuu olhou para ele, mandando-o prosseguir.

— Quem é aquele seu “amiguinho”? – Nagito diz dando um sorriso malicioso.

Logo de início Yuu não entendeu, mas depois falou com um pouco de pânico:

— Ei! Não pense nada malicioso! – Ela disse tentando tirar as segundas intenções de Nagito, porém foi falho. — Ele é apenas um amigo antigo, então trate de não pensar besteiras... Você pode ser meu amigo, mas se você não tirar esse sorriso do rosto eu vou dar um soco...

Jean havia se aproximado dos dois, havia escutado quando os mesmo começaram a falar dele. Porém nenhum dos dois tinha notado.

— Estou atrapalhando alguma coisa? – Jean perguntou, o mesmo estava em pé olhando para Yuu. Porém tirou a atenção da mesma quando Nagito falou:

— Monstros! – Nagito disse apontando para Jean e logo após se levantando e se retirando do local.

Jean não entendeu, diferente de Yuu, que começou a gargalhar, pois Jean também estava desprotegido do frio.

— O quê?! – Ele diz, agora sentando ao lado de Yuu, que continuava gargalhando, no mesmo local o Nagito estava sentado segundos atrás.

— E por que você não está como frio, como ele está! Como se todo mundo fosse obrigado a sentir frio.

— Ah! Então Yuu-chin, conseguiu lembrar-se de alguma coisa sobre mim?

Yuu desanimou ao escutar a pergunta, ela tinha lembrado poucas coisas.

— Um pouco... – Ela diz de cabeça para baixo. — Lembro que você, realmente, participou dos Sete Guardiões.

— Isso é um ponto alto! – Tentou alegrar a garota ao seu lado, a mesma levantou a rosto para olhar para ele. Ela não sabia em que a lembrança tinha sido “um ponto alto”. — Eu poderia ser um farsante, não é?!

Yuu teve que confirmar com o rosto, porém nunca pensou que ele seria um farsante.

— Tenho uma coisa para...

Yuu foi interrompida por uma pequena explosão vinda do acampamento.

E quase no mesmo instante da explosão Yuu e Jean escutaram Ikki gritar:

— O que você fez com o meu rosto!

Poucos passos depois chegaram ao acampamente, e logo viram que nada estava destruído, não havia sinal de batalha, que fora apenas Annie que havia causado enquanto tentava fazer mais uma de suas poções.

Menos da metade dos membros estava perto de um grande caldeirão, que soltava uma fumaça azul clara. Yuu se aproximou e entendeu o porquê de Ikki estar protestando.

— Olha o que você fez com a minha pele! – Ikki falou, não aos gritos, porém em tom alto.

A pele de Annie e Ikki mostravam a mesma coloração azul, ao menos as que não estavam cobertos por partes de roupas.

— Minha culpa?! – Annie diz, raivosa, enquanto apontava seu dedo indicador, azulado, quase no nariz de Ikki. — VOCÊ esbarrou em mim enquanto eu estava colocando o conteúdo na poção! Seu estupido! – Ela disse enquanto tirava o dedo do rosto de Ikki e, com seu cetro, esvaziava a poção perdida.

Ikki deu um sorriso afetado.

— Agora eu sou o...

Ikki foi interrompido por Alma, que havia fechado a boca do mesmo com uma de suas mãos. Ikki olhou para e piscou várias vezes como se não esperasse que ela fizesse isso.

— É melhor ficar calado... – Ela disse olhando bem no fundo dos olhos de Ikki, ela não tinha achado Ikki feio com a pele azul, mas era por que ela sempre gostava de admirar os olhos verdes de Ikki. — Você consegue fazer uma poção que volte ao normal, Annie? – Alma indagou olhando para a amiga.

Annie bufou.

— Acho que sim, mas pode demorar.

* * *

Em menos de duas horas a poção para tirar a pele azulada havia ficado pronta. Ela rapidamente havia encontrado a solução, demorou esse tempo por que a poção precisava de duas horas para ficar pronta.

Annie ficou satisfeita consigo mesmo por ter preparado a poção tão rápido, ela era uma das melhores alquimistas da Academia Violeta, mas nunca tinha precisado fazer nenhuma poção fora da escola.

Ikki havia adentrado a floresta escura, pois não queria que ninguém o visse, entretanto Alma havia ido com ele, tentava consola-lo dizendo que ele não estava tão horrível assim, porém ele sempre retrucava dizendo:

— Quem seria a louca que gostaria de mim desse jeito.

O que ele não sabia era que “a louca que ficaria com ele” estava ao seu lado, se segurando para não dizer que mesmo que ele estivesse colorido ela continuaria o amando.

Depois de uma hora de depressão por sua cor Ikki começou a culpar Annie, alegando que a culpa era dela, que ela que errou. Porém Alma, mesmo amando o garoto azulado em sua frente, sabia que ele que havia atrapalhado Annie, que o mesmo havia ido “tirar uma brincadeira” com a mesma, e acabara batendo nela.

E por causa disso ela não hesitou em falar:

— VOCÊ sabe muito bem que a culpa foi SUA! – Ela disse com raiva, tinha aturado Ikki por bastante tempo e já não aguentava mais. — Então VOCÊ trate de parar de culpar Annie, pois VOCÊ sabe muito bem que VOCÊ bateu nela enquanto “tirava uma brincadeira” com ela. E eu não me preocuparia que ele fizesse a poção só para ELA, pois pelo o que eu estou vendo VOCÊ não está merecendo.

Ikki ficou espantado com o que Alma falara, e não falara com ela, e ela também não falara com ele, até Annie, já com sua pele da cor de sempre, trazer a dose de poção para ele.

Ikki e Alma voltaram para o acampamento quando Null havia os chamado, pois estava ficando tarde e fariam uma pequena reunião para decidir quem ficaria de guarda.

— As pessoas que foram escolhidas para ficar no primeiro turno de guarda foram: Yuu, Null, Ikki, Aly e Jake. – Yukki disse, em tom de autoridade.

— Eu, Nagito, Yukki, Luke e Zen ficaremos no segundo, e último, turno. – Free disse ligeiramente sonolenta. E logo após da “reunião” ela foi direto para sua cabana.

Quando a madrugada começara pouco a pouco o grupo foi indo para suas respectivas cabanas para poderem descansar, pois a tinha sido bastante cansativo.

O local não podia ficar mais tenebroso possível. Haviam apagado a fogueira para que nada seguisse a luz das chamas, o local ficou em completa escuridão. Uma densa névoa havia aparecido para cegar cada um dos cinco. Os barulhos que as corujas e outros animais faziam causavam arrepios, mas não era mais de arrepiar do que o próprio silêncio, que sempre era quebrado pelo barulho do vento e a respiração pesada de cada um.

Os que ficaram de vigia haviam se separado, cada um ficaria em um lado do acampamento. Quando algum deles visse alguma coisa estranha era só assobiar alto.

Ikki decidiu sentar próximo a uma árvore, o mesmo não conseguia ficar de pé por causa do sono. Mas como ele tinha sido encarregado de proteger o local não dormiria, pois sabia quando era mandado fazer algo importante.

Ikki ficou sentado durantes vários minutos, sonhando em quando desse o segundo turno ele pudesse finalmente dormir. Porém seu sonho foi atrapalhado quando ele viu uma silhueta se movimentando na densa névoa.

Em um rápido movimento ele se levantou e sacou sua espada, porém abaixou quando a dona da silhueta falou:

— Sou eu, Alma! – Alma disse enquanto agitava as mãos para Ikki não a atacasse.

— Alma?! É melhor você voltar, é muito perigoso! – Ele disse quando Alma ficou totalmente visível. Estava preocupado que a mesma se machucasse, mesmo ele tendo ficado um pouco aborrecido com a verdade que ela falara horas atrás ele não queria que ela se ferisse.

Alma tinha reforçado suas roupas, usava um casaco para o frio da cor negra, calças brancas e botas da mesma cor que o casaco. Nas mãos luvas e um cachecol preto que ela usou para cobrir sua boca. Seus cabelos castanhos estavam cobertos por um gorro, o que deixa só seus lindos olhos azuis expostos.

Alma tirou o cachecol da boca e falou:

— Não consegui dormir...

— Mesmo assim, eu ordeno que você volte! – Ikki disse apontando para o lugar onde Alma havia aparecido.

— Desde quando sua ordem vale alguma coisa? – Ela disse, com um sorriso no rosto, enquanto sentava-se na grama.

Ikki bufou, sabia que a mesma não voltaria para ir dormir então se sentou ao lado dela.

— É meio ofensivo você falar que eu não tenho autoridade! – Ikki falou tentando parecer o máximo ofendido possível.

— É mentira? Tem horas que não sabemos se você está brincando ou falando sério.

— Sério?

— Sério! E é por isso que eu acho que você não seria um bom líder! – Ela disse sem desdém, a mesma sabia que era verdade, que se Ikki fosse o líder da Grand Warriors o grupo viraria um caos.

— Agora eu estou ofendido... – Ikki disse olhando para Alma, a mesma deu umas palmadinhas no ombro dele. — E quem você acha que seria um bom líder?! – Indagou.

Alma ficou pensando por alguns segundos até responder:

— Não sei, mas tem vários qualificados para ser líder!

— É um desprazer escutar isso vindo de você! – Alma fez uma cara de como não tivesse entendido o que Ikki falara.

— Qual é a diferença de eu falar ou qualquer outra pessoa?

— Você é diferente! – Respondeu com um sorriso.

— Diferente... – Alma fez um gesto com as mãos para que Ikki prosseguisse.

— Não sei dizer, um “diferente” bom. – Disse dando de ombros. — Você fala comigo, nem sei por que, você deve realmente gostar de mim...

Alma corou ao escutar o que Ikki dissera. Para Ikki não ver seu rosto vermelho ela colocou sobre a boca e o nariz o cachecol, e como ela estava usando um gorro apenas seus olhos azuis ficaram visíveis.

Alma pensou que era o momento perfeito para contar seus sentimentos por Ikki, pois estavam sozinhos e ninguém poderia escuta-los ou atrapalha-los.

Alma deu um longo suspiro e logo após começou a falar:

— Ikki, eu realmente gos...

Alma parou de falar antes de terminar a frase, escutando alguém chorar, pensou que tinha sido sua imaginação, mas não foi, pois Ikki também tinha escutado e tinha se levantado para poder ter mais visibilidade.

Notas finais
Como eu disse, o nome do capítulo não tem muito haver com ele, apenas o final. Posso dizer que a pessoa que está chorando já foi citada na estória, não sei se vocês vão saber quem é, mas já vou dando a dica. Prometo que no próximo capítulo irá ter mais ação, já que esse foi apenas mais calmo. Agradeço ao Zero (criador do Null) por ter recomendado a estória, como eu já disse, não esperava uma, imagine duas, recomendação tão cedo. Bye Bye e até os comentários.