P.O.V ????
Preciso achar eles... Preciso achar todos, preciso achar meu pai... Preciso achar meus amigos... Ah... Se minha mãe estivesse aqui tudo seria melhor... Tudo seria mais fácil. Estou sozinho a seis anos, o apocalipse ainda continua... Minha mãe, tecnicamente poderia ser a cura. Eu sou Duke Langer... Tenho quatorze anos e sou filho de Ani Nakashima e Cellbit, ou seja, Rafael Langer, tenho um olho azul e outro verde, 1,69 e minha pele era branca que nem a neve... Minha mãe desapareceu a seis anos, eu, meu pai e minha mãe viviamos juntos em um acampamento em busca de sobreviventes... Assim, misteriosamente, minha mãe desapareu; com isso, eu fui embora do acampamento sofrendo demais... Eu amava minha mãe mais do que tudo nesse mundo... Mas felizmente eu odiava meu pai...
Eu estava em busca de algum lugar... Andava pelas ruas de São Paulo sem nenhum zumbi, aliás era bem raro ver zumbis rodeando as ruas. Como eu vim parar em São Paulo se eu nasci em New York? Haha, um trem nunca cai mal... Estava em busca de um mercardo, eu estava morrendo de fome... Acho que até minha mãe fazia isso... Aliás ela era esperta, ah; eu adimirava tanto ela...
Finalmente... Achei pelo menos um mercado, entro nele sem fazer barulho... Comecei a entrar nos corredores pegando algumas comidas, e até abrindo alguns pacotes de salgadinhos... Depois de muito tempo decido sentar na mesa de uma lanchonete que havia no mercado... É claro que eu precisava descansar pelo menos dois minutos. Acabei dormindo e já era de noite... Minha mochila que carregava meus suprimentos ainda estava lá... De repente ouço um barulho de um metal caindo... Pego minha pistola e aponto para o lugar onde tinha ouvido o barulho...
— Hey — ouço uma voz feminina — Eu não quero encrenca, eu só quero um pouco de comida...
— Apareca! — grito.
Uma sombra começa a se aproximar de mim revelando seu rosto, era uma garota de olhos azuis, cabelos ruivos e sua pele era bem branca.
— Quem é você? — pergunto apontando a arma para ela, sem dó e piedade.
— Sou Hari, filha da youtuber Haru — ela fala dando um sorriso simpático — Tenho certeza que você é filho do Cellbit e da Ani, acertei?
— Acertou... — falo abaixando a arma — Você quer comida?
— Sim... Eu estava a procura de comida a um mês... Estou morrendo de fome...
— Toma — entrego um salgadinho — Agora vai embora...
— O...Ok... — ela fala correndo em direção a saida.
Sai daquele mercado o mais rápido possível, a última vez que vi minha mãe, ela disse que não era para confiar em ninguém... Que era sempre bom ficar sozinho. Comecei a andar pelas ruas novamente em busca de abrigo, mesmo na noite eu precisava de proteção... Depois de muito tempo eu achei um shopping todo destruído, entro nele e procuro por um tipo de loja abandonada, até que chego no último lugar e tem uma loja que parecia ser segura, abro o portão de ferro e vejo que a loja era bem pequena e havia bastante espaço... Um lugar perfeito para ficar...
QUATORZE ANOS ANTES DISSO ACONTECER...
P.O.V Ani
Eu ainda estava fugindo daquele manícaco, toda vez que estava em um lugar seguro ouvia a voz dele chamando meu nome... Não aguentava mais, precisava achar o Cellbit, a minha mãe, meu pai... Todos, precisava achar todos...
UM ANO DEPOIS...
Merda, ah, finalmente, eu tive a paz que eu nunca tive... O homem desgraçado chamado Hugo parou de me seguir, não aguentava mais; depois de um ano tinha achado meu amor, Cellbit, tinha achado minha mãe, Camily, e tinha achado meu pai que tinha voltado para New York onde estavamos. Mesmo em uma situação difícil como essa, eu e Cellbit nos casamos, e em menos de uma semana, descobri que estava grávida.
DOIS ANOS DEPOIS...
Ah, estou tão feliz, tive meu bebê, eu e Cellbit resolvemos nomear ele com um nome diferente, Duke; na minha opinião, era um nome ótimo. Bom, eu tinha que ir buscar comida pois os suprimentos estavam acabando, com isso, fui em um mercado que era bem longe mais eu aguentei ir apé. Quando entrei no mercado já ia pegando um monte de comida, mas de repente senti um peso em minha cabeça, e eu vi tudo preto.
Quando acordei estava em um lugar aberto, havia muitas pessoas em minha volta, ou melhor, a ADR do Rezende... Mas como era possível?
— Pensou mesmo que tinha morrido, amor? — ouço uma voz bem familiar atrás de mim, assim me levantei rapidamente e virei para trás, e quem estava lá? Sim, Rezende, vivo e todo feliz — Estamoss juntos novamente, não adianta fugir de mim.
— Como é possivel você estar vivo? — pergunto um pouco assustada.
— Não importa, agora não adianta, você vai ficar comigo para sempre, não adianta fugir, meu bem — ele fala, e assim, todos começam a rir.
"Acho que vou entrar para o mundo do crime...sequestrar você e fazer do meu coração o seu cativeiro."
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