Apocalipse Zombie Youtubers - A New Journey
17 Friend...
P.O.V Duke
Aquele lugar era ótimo. Morar no último andar de um shopping e morar na última loja era ótimo; acho que ninguém pensava assim como eu, ou aliás, acho que minha mãe pensaria assim. Quando encontrei aquela loja descobri que havia um colchão, então, é claro, decidi dormir um pouco. De manhã já me levantei e fui direto para a pia; por incrível que pareca a loja tinha uma pia no meio do nada, acho que quem era o dono dessa loja já estava se preparando para tudo isso. Peguei o arco e flecha que eu carregava e sai do shopping; mas... Como assim? Estava nevando? Estava nevando no Brasil? Bom, ainda bem que eu estava agasalhado.
Comecei a andar pelas ruas sem nenhuma dificuldade, mesmo com aquela neve eu conseguia andar. Nossa, que sorte; tinha achado um coelho no meio do nada... Peguei meu arco e flecha e atirei no animal, abarrei o animal na minha cintura com uma corda. Começo a pegar o caminho de volta para o shopping, que aliás agora ficara bem longe. De repente ouço barulho de carros correndo em alta velocidade, me escondo atrás de um tipo de lixeira; dois carros aparecem e um monte de caras armados saiem; claro, saqueadores, para piorar meu dia. Os saqueadores começam a rodear o lugar, ele falam que ali era um lugar ótimo para fazer um abrigo, eles começam a fazer um acampamento bem pequeno, eu já fiquei ali, parado, pensndo no que fazer, pois para eu voltar para o meu abrigo eu precisava passar por ali.
— Aqui chefe, essa era a garota? — um homem fala passando por onde eu estava escondido; o mesmo estava agarrando uma garota pelo braço e a arrastando, era a Hari, a menina que eu encontrei no mercado.
— Sim... Essa garota... — um homem cheio de cicatrizes parecendo velho fala, e agarrando a menina.
— Me solta! — Hari grita tentando se afastar do homem — Me deixa em paz!
— Hehe, garota esperta — o cara das cicatrizes fala dando um tapa na cara dela — Prendam ela, deixem-la naquele prédio e prendam ela no quarto.
Dois homens pegam a Hari e levam ela para um prédio rodeado de homens, começo a seguir eles me escondendo pelos cantos. Assim a os homens prenderam a Hari em um quartinho bem protegido. Quando eles saiem me aproximo da porta, que no caso havia uma pequena janela onde dava para ver a Hari.
— Você... — ela fala se aproximando da porta me olhando pelo buraco — O que tá fazendo aqui? Vai embora...
— Pretendo ir... Só vim ver como que eu posso te tirar daqui — falo, e realmente eu pretendo ir embora, sem ela, pois era impossível tirar ela de lá — Tem alguma ideia?
— Acho que era você que deveria ter a ideia — ela fala cruzando os braços — Só me tira daqui...
— Primeiro me responda uma coisa — falo olhando pra ela — Quem era aquele homem cheio de cicatrizes?
— Ah — ela bufa revirando os olhos — Aquele era o Frank, o líder dos saqueadores, ele me quer segura, ele quer que eu fique com ele...
— E por quê? Ele é o que seu? — pergunto — Parente?
— Ele é meu... — ela ia falar quando alguns homens começam a gritar — Eles descobriram que você tá aqui!
— Merda — começo a tentar abrir a porta — E você?
— ATRÁS! — ela grita se afastando da porta.
Me viro para trás e vejo um homem me empurrando para a parede e começando a apertar meu pescoço, chuto a barriga dele e dou um soco na cara dele, pego minha pistola e atiro na cabeça dele, começo a revista-lo e pego uma chave, ponho na porta e assim ela se abre.
— Ótimo — Hari fala saindo do quarto — Precisamos ir embora....
— Ok, vamos — falo pegando na mão dela.
Começamos a correr para a porta dos fundos, quando eu abro vejo um monte de caras apontando armas para nós. Começamos a correr entre os tiros que nem uns doidos. Depois de muito tempo correndo para longe dali conseguimos chegar no meu esconderijo, vamos até a minha loja e a Hari se senta em uma cadeira, aproveitando que ela estava distraida pego meu arco e flecha e aponto para a cabeça dela.
— Quem é você? E o que aquele homem quer com você? — pergunto, e assim ela olha para mim com ironia.
— Você não teria coragem... — quando ela fala isso eu atiro minha flecha na parede, a assustando — C-como eu falei, sou Hari, e aquele homem me quer segura porque... Ele é meu pai...
— Ele é o que? — pergunto abaixando meu arco — Como assim? A Haru se apaixonou por um cara como ele?
— Não julgue minha mãe! — ela fala se sentando na cadeira — Minha mãe era uma sobrevivente qualquer, e assim ela encontrou esse Frank, os dois se apaixonaram e tiveram uma filha, que assim, nomearam ela de Hari; depois de um tempo minha mãe percebeu que o papai estava ficando "louco", assim ela fugiu junto comigo, mas Frank descobriu que ela fugiu e assim ele começou a nos seguir, mas como meu pai estava ficando louco ele matou minha mãe, ele começou a me criar com total carinho; depois de muito tempo quando eu descobri que minha mãe tinha morrido, eu fugi dali com total desespero, meu pai é claro ficou me caçando e caçando, até chegar esse dia...
— Nossa... — falo me sentando em outra cadeira — Você... Vai fazer o que agora?
— Como sempre... — ela fala se levantando da cadeira — Vou ficar fugindo dele, ah, obrigada por me ajudar.
Ela se aproxima de mim e me dá um beijo na testa; quando ela ia sair da loja eu peguei no braço dela.
— Eu vou com você — falo com uma cara séria — Posso te ajudar.
— Tem certeza? — ela pergunta — Sua vida estará em risco...
— Não tem problema — falo pegando minha mochila e fechando a loja — Eu já passei por coisas piores.
Saimos do shopping tentando nos esconder nas sombras, iriamos embora daquele lugar pois é claro estavamos em perigo.
UMA SEMANA DEPOIS...
— Tem certeza disso? — Hari pergunta carregando a pistola dela — É meio que perigoso, já que esse prédio foi considerado, o causador de tudo isso...
— Tenho certeza... — falo abrindo a porta do prédio — É o único lugar seguro...
Depois de uma semana fugindo do Frank, Hari e eu achamos um trem, que aliás descobrimos que levava para longe, pegamos esse trem e paramos numa cicade pequena, fizemos um carro funcionar e paramos em Nova York, ou seja, New York, assim eu me lembrei que minha mãe tinha dito que havia um prédio seguro onde dava para morar e pegar suprimentos, eu e Hari decidimos ir nesse prédio, e assim, cá estamos.
Começamos a subir as escadas e finalmente tinhamos chegado na cozinha, pegamos muito suprimentos; quando estavamos saindo do prédio, ouvimos uma arma quase sendo disparada.
— Quem são vocês? — uma voz masculina pergunta bem próxima de mim — Se virem lentamente e falem quem são!
Eu e Hari nos viramos lentamente e assim me deparo com uma arma apontada para minha testa.
— Puta merda... — o homem que estava apontando para minha cara abaixa a arma, assim revelando seu rosto — Não acredito...
— P-pai? — pergunto, assim o youtuber Cellbit, meu pai, me abraça, chorando que nem uma mula, e eu dou um abraço — Pai...
"Bons filhos conhecem o prefácio da história dos seus pais. Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas".
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