P.O.V Hari

Apavorada. Era tudo o que eu podia dizer e sentir... Não havia como, aquilo, realmente era o inferno. Eu teria que lutar com o meu pai? Teria que mata-lo mesmo que eu não quisesse? Ani, estava desmaiada no chão, Duke e Cellbit estavam sangrando no chão, bom, eu sou a única esperança.

Vou em direção a ele e já ia enfiar minha faca em sua barriga, mas ele me vira de costas e me abraça começando a me apertar. Giro o meu corpo, golpeando-o às cegas com a faca. O golpe atingiu uma parte de sua barriga, assim liberando o liquido vermelho chamado sangue.

Ele dá um grito enfurecido e me solta, me viro rapidamente e ele me puxa pelo braço e ambos caímos no chão. Consigo ficar de joelhos e avanço, desesperada, em meio aos meus amigos.

Uma corda envolve meu pescoço, retesa-se e puxa minha cabeça para trás.

Agarro-a, mas ela está apertada, tão apertada que corta minha pele como uma lâmina. Ouço os gemidos de seu esforço. Não consigo afrouxar a corda. Não consigo respirar. A luz começa a desaparecer. Meus pés já não correspondem. Então é assim que eu morro. Em um apocalipse, longe de todos que eu amo.

Quando eu já vejo tudo escuro, sinto que a força da corda já para, olho para trás e vejo que uma mulher de cabelos ruivos havia enfiado uma faca no pescoço de Frank, o mesmo cai no chão, sem vida, sem alma.

Assim revela o rosto da mulher. Meu coração para, minha respiração fica ofegante. Me levanto com dificuldade e vou em sua direção. Eu a abraço com total desespero, e começamos a chorar.

P.O.V Cellbit

Começo a mexer minhas mãos e meus pés. Vejo que Hari estava abraçada a sua mãe. Duke já estava indo em direção a Ani, que havia desmaiado, e é claro, eu vou junto.

— Amor... – sussurro em meio as lágrimas – Não vai embora... Por favor...

Lembranças ON

— Você tá bem? — um cara loiro de olhos azuis perguntando vindo na minha direção de repente.

— E-eu to bem... — falo pegando o machado e enxugando as lágrimas.

— Vem, eu vou te levar pro meu acampamento — garoto fala me levando pra uma porta de um prédio.

Depois de subir várias escadas chegamos em um lugar simples com uma fogueira bem baixa, o garoto dos olhos azuis fala para me sentar no colchão que tinha ao lado da fogueira, eu me sento até que o garoto se aproxima de mim e me oferece café.

— Pode tomar, não tá envenenado não, hehe — ele fala enquanto eu desconfio um pouco do café, mas mesmo assim eu tomei, eu olho pro garoto para ver quem era e é o youtuber Cellbit, eu queria pular em cima dele mas acho que não era uma boa hora.

— Cellbit... — falo olhando pra ele e ele olha pra mim.

— Ani, certo? — ele fala estendendo a mão — Eu assisti um de seus vídeos, realmente gostei de você!

— Serio? Obrigada — falo apertando a mão dele — Bom, acho que não é uma boa hora para ficar feliz já que estamos em um apocalipse zumbi.

— É, tem razão, aliás, porque você não matou aquela zumbi? Você estava com o machado podia muito bem ir matá-la — ele falou enquanto eu fazia uma expressão triste.

— Aquela era a minha irmã — falo em um tom sério.

— Ah, sinto muito, eu... — ele ia falar mas decide ficar quieto, eu percebo que ele se magoou um pouco

— Não, tudo bem, aliás você salvou minha vida — falo bagunçando seus cabelos e me levantando para ir embora — Bom, eu preciso ir.

— Não, você não pode — ele fala segurando meu braço — Há noite os zumbis começam a vir com mais intensidade, pode olhar lá em baixo!

Como nós estávamos no terraço do prédio eu olho para baixo e realmente, a rua tá lotada de zumbi.

— Eu posso dormir aqui então? — falo olhando pra ele

— Claro — ele fala arrumando o colchão.

Eu me deito no colchão até que eu pego no sono, quando eu acordo eu já arrumo minhas coisas para ir embora, mas daí o Cellbit acorda e pergunta:

— Você não quer ficar comigo? Sei lá, vamos fazer dupla, eu tenho certeza que vamos sobreviver nós dois nesse inferno!

Eu olho para ele e ele tá armado com uma shotgun.

— Ah, ok, eu não tenho outra escolha — falo tirando minha mochila das costas.

— Não, não, não, a gente vai embora hoje, vamos em busca de um mercado, mercado tem muito suprimento então vai ajudar bastante a gente — ele fala carregando a minha mochila — Vamos!

Lembranças OFF

Por quê?

— Ah, minha cabeça... – Ani fala se levantando com a mão na cabeça – Aquele filho da puta morreu?

— Graças a Deus – falo abraçando ela e Duke faz o mesmo – Ainda bem... Ainda bem....

P.O.V Hari

Minha vingança contra o meu pai está completa, finalmente posso ter minha consciência limpa. Minha mãe estava viva... Hoje tecnicamente é o dia mais feliz da minha vida.

P.O.V Alan

A paz voltou novamente? Ou está apenas começando?

— Amor... – falo dando um relógio a Maethe — eu te dou o mausoléu de toda esperança e desejo, que não irá se encaixar às suas necessidades pessoais melhor do que às minhas ou às do meu pai, antes de mim. Eu dou isso a você não para que você possa se lembrar do tempo, mas para que você possa esquecê-lo por um momento agora e, em seguida, não gastar todo o seu fôlego tentando conquista-lo.

— Por que está me dando isso? – ela pergunta.

— Para que você nunca se esqueça de mim – falo a beijando.

Tudo voltou ao normal?

P.O.V Duke

— Acho que isso é um adeus? – Hari fala me abraçando; a mãe dela decidiu que iria embora em busca de um lugar melhor – Me desculpa, realmente eu queria ficar...

— Vamos Hari! – Haru grita de longe – Já vai ficar de noite...

— Adeus.... – ela fala.

— Adeus... – falo um pouco triste.

P.O.V Cellbit

— Ela vai voltar – falo me aproximando de meu filho – Não perca as esperanças...

— HEY! – ouvimos uma voz de longe masculina gritando.

P.O.V Ani

Não, ele não, não, não, não, eu não acredito, eu pensei que ele tivesse me deixado em paz.

— Seu filho da puta... – falo me aproximando de Hugo – Por que tá aqui?

— Você é a cura – ele fala – Você, Ani, é a cura desse mundo, por favor, vamos até o meu laboratório e vamos criar uma cura... Eu não vou te machucar.

UM DIA DEPOIS...

Um dia se passou e estávamos em busca do laboratório do Hugo, que tecnicamente existia. Com isso chegamos nesse laboratório, agora ele está tentando criar uma cura comigo.

— Tem certeza? – falo reposicionando meu braço para que ele enfiasse a seringa aonde estaria mordido.

— Absoluta – ele fala com total firmeza – Não vai doer nada...

Ele enfia a seringa no meu braço, doeu um pouco mas isso não vem ao caso...

UMA SEMANA DEPOIS...

Depois de Hugo fazer aquilo, ele disse que tecnicamente aquilo poderia ser uma vacina, se aquilo fosse injetado em uma pessoa, os zumbis iriam achar que ela era um deles, bizarro né? Mas foi isso o que aconteceu...

CONTINUA...