Apocalipse Zombie Youtubers - A New Journey
22 Memories
P.O.V Duke
— Você tá bem? — mamãe perguntou enquanto eu me levantada da cama — Você estava se contorcendo na cama, parece que estava tendo um pesadelo.
— Não foi nada, eu apenas... É, eu tive um pesadelo ruim — falo passando a mão pelos meus cabelos que estavam bagunçados — Não foi nada.
— Tá tudo bem? — Cellbit, meu pai, pergunto entrando em meu quarto.
— Sim, ele só teve um pesadelo ruim — mamãe fala dando um beijo nele.
Um ano havia se passado depois de tudo aquilo. Um ano havia se passado depois daquele apocalipse. O inferno havia terminado por completo. De algum jeito, os zumbis desapareceram do nada, sem nenhuma explicação cientifica. Qual é o sentido disso? Bom, também não sei, mas o que eu sei, é que a minha mãe foi uma “cura” para todo mundo.
A paz voltou a reinar sobre o mundo. As cidades foram reconstruídas novamente. Todos estavam felizes novamente, em suas casas, com seus filhos, com seus amados... Mas parecia que eu era o único que não era feliz.
“Onde está ela?” — pensava. “Onde deve estar a Hari?”
Depois daquela despedida agoniante; nunca mais me esqueci dela. Ela ficava em meus pensamentos, como se fosse um fantasma que vagava em minha mente. Nunca mais me esqueceria dela.
Lembranças ON
Começamos a correr para a porta dos fundos, quando eu abro vejo um monte de caras apontando armas para nós. Começamos a correr entre os tiros que nem uns doidos. Depois de muito tempo correndo para longe dali conseguimos chegar no meu esconderijo, vamos até a minha loja e a Hari se senta em uma cadeira, aproveitando que ela estava distraída pego meu arco e flecha e aponto para a cabeça dela.
— Quem é você? E o que aquele homem quer com você? — pergunto, e assim ela olha para mim com ironia.
— Você não teria coragem... — quando ela fala isso eu atiro minha flecha na parede, a assustando — C-como eu falei, sou Hari, e aquele homem me quer segura porquê... Ele é meu pai...
Lembranças OFF
Ah, essa lembrança, uma das minhas favoritas. Um dia em que foi o mais arrogante possível com uma pessoa.
“Será que um dia ela poderá voltar?” — pensava.
P.O.V Ani
— Filho, quer andar um pouco pela cidade? — pergunto dando café da manhã a ele.
— Não sei, eu... Ah, tudo bem... Eu vou querer ir — ele fala já comendo com rapidez o pão e o café.
Terminado o lanche, ele se arrumou e eu também. Cellbit, é claro, como um preguiçoso, iria ficar dormindo como sempre. Mas mesmo assim, aceitei aquilo e eu e Duke começamos a passear pela cidade. Nunca iria me lembrar da cidade tão linda desse jeito. Depois de tudo que passei, era reconfortante ver aquela cidade desse jeito.
Como será que o Alan está? Já fazia bastante tempo que eu não o via. Alan era o meu melhor amigo, o que me ajudou com o canal; me inspirei nele. Será que ele ainda está com a namorada? Ou simplesmente ele e ela fugiram do mundo e foram viver em um lugar ainda mais melhor?
Lembranças começavam a se passar por minha mente repentinamente. Lembranças boas, ou até ruins.
Lembranças ON
Eu e Cellbit entramos no mercado, eu peguei um carrinho de compras e comecei a entrar nos corredores para pegar suprimento, depois de muito tempo já era noite até que eu e o Cellbit nos encontramos, nos sentamos na lanchonete do mercado e começamos a comer pois nós dois estávamos com muita fome, começamos a comer até que ouvimos um barulho de alguém entrando no mercado, o Cellbit pegou a shotgun e eu peguei meu machado, estávamos indo em direção a entrada quando eu esbarro em alguém, eu pego meu machado e ponho na garganta da pessoa.
— DESCULPA! — o garoto grita, eu olho para ele e é o Felps, caraca só tem youtuber.
— Felps... —eu falo tirando o machado da garganta dele, enquanto eu olho para três garotos que também estavam ali — Pac, Mike, Guaxinim?
— Cellbit! — Mike fala abraçando o Cellbit — Cara, que bom te ver!
—É bom te ver também Guaxinim, mas ao longo do caminho eu conheci a Ani, eu fiz amizade com ela, ela pode nos ajudar — Cellbit fala se aproximando de mim.
—Desculpa — falo olhando pro Felps.
— Não tudo bem, hehe — ele fala meio constrangido — Bom, a gente vai ficar aqui?
— Por enquanto sim, na minha opinião é melhor ficar aqui por um tempo — Cellbit fala indo em direção a lanchonete — Vamos!
Fomos até a lanchonete e todo mundo se aconchegou, depois de um tempo já era bem de noite então todo mundo foi dormir e eu fiquei de guarda, quando era de dia todo mundo acordou, eu decidi que ia embora, pois quando eu fui treinada pelo exército quando eu tinha nove anos, eles me ensinaram que não é pra confiar em ninguém.
— Opa, onde você vai? — Cellbit fala segurando meu braço enquanto eu ia em direção a saída.
Eu vou embora, eu tenho mais coisa pra fazer, eu preciso achar meu pai — falo enquanto ele solta o meu braço.
— Se você quiser você pode ficar com a gente, nós podemos ajudar você achar seu pai — ele fala preocupado.
— Ah, tá bom, fazer o que né? — falo me sentando na cadeira novamente.
Comecei a lutar com ele com todas as minhas forças, as vezes eu conseguia acertar ele com a faca mas só rasgava a blusa dele; ficamos minutos e minutos assim, até que a "ADR" do Rezende chega.
— Haha, o que vai fazer agora? — Rezende fala se aproximando de mim enquanto eu dou um passo para trás.
— ANI! — ouvi a voz do Cellbit gritando meu nome, eu olho para trás e vejo ele e o Pac, Mike, Guaxinim, Felps, Calango, Pk, Luba e T3ddy.
— Desde quando o Felps, Calango, Pk, Luba e T3ddy tão aqui? — pergunto.
— Eu sei lá, eles apareceram de repente — Cellbit fala se aproximando de mim.
— Agora vai ficar bem interessante — Rezende fala dando um sorriso ameaçador — VAMOS LUTAR!
A ADR do Rezende e meu grupo começam a lutar, eu e Rezende começamos também, até que Rezende para de lutar, atira a arma para longe, olha para mim e começa a chorar.
— Eu não quero te matar... Você é especial para mim, por favor — ele fala caindo de joelhos no chão — Eu não quero te matar, Ani... Eu te amo!
Todo mundo olha para nós, eu fico chocada, eu não acredito que eu ouvi aquilo...
— MORRE SEU FILHO DA PUTA! — Cellbit grita enfiando uma faca na barriga do Rezende, assim Rezende cai no chão por completo, ele simplesmente olha para mim e sorri.
Lembranças OFF
Por quê tenho que me lembrar justamente disso agora? Ah, droga, lembranças ruins. Era como se fosse uma maldição para mim, ou, é uma maldição.
P.O.V Duke.
Eu e minha mãe andávamos pelas ruas normalmente. Ani parecia que pensava distante, além do nosso mundo.
Eu estava tão distraído, que nem tinha percebido que esbarrei em alguém, ou em uma garota. Eu havia derrubado alguns livros que ela carregava. Me agachei no chão e peguei alguns livros. A garota de cabelos... Ruivos, faz o mesmo, e se agacha em minha frente. Eu olho para frente e vejo seus olhos lindos e azuis.
— M-me desculpe, eu não tinha te visto — falo meio sem jeito entregando os livros a ela — Qual é o seu nome?
— Meu nome? — a garota fala timidamente — Hari...
Meu coração parou na hora. Hari? Ela estava daquele jeito? Ela parecia ter uns 18 anos; e olha que eu só tinha quinze anos.
— Meu nome é Duke — falo começando a chorar — Prazer em revela... Hari.
A mesma, começa a chorar e larga os livros no chão, e me abraça. Eu faço o mesmo, em um grande gesto de carinho.
P.O.V Ani
Deixo Duke e Hari conversarem normalmente. Disse que iria para uma cafeteria tomar um pouco de café.
Eu não sei o porquê, mas de repente me lembro do dia em que eu vi o Rezende todo machucado, sangrando quando chegou ao acampamento. E que depois disso, quando Frank declarou guerra, Rezende havia sumido. Não encontramos nenhuma pista dele.
Ando até minha cafeteria favorita, mas sem querer esbarro em um garoto alto e magro. Caio em cima dele e começamos a nos observar, atentamente.
— Me desculpe — falo saindo de cima dele — Eu estava muito distraída, desculpe.
— Não tem problema — ele fala se levantando — Eu também estava distraído, meu bem.
Uma batida do meu coração dói intensamente pelo meu corpo. Olho atentamente para o garoto, que o mesmo me olha atentamente.
Aquele corpo, aquele cabelo, aquele sorriso... Só poderia ser ele.
— Bom, nos vemos mais tarde — o garoto fala dando um sorriso simpático — Até mais, Ani.
— Hum, até mais — falo andando até a cafeteria, e olho para trás por cima do ombro — Rezende...
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