P.O.V Duke

— Pensei que estaria no Brasil... — pergunto me sentando ao lado da fogueira que fizemos quando entramos no prédio, que aliás depois que eu vi ele, nós fomos para dentro do prédio e fizemos uma fogueira, que agora já era de noite — Por quê veio pra cá?

— Eu vim procurar você e sua mãe... — ele fala olhando pra mim — Vocês dois sumiram, é claro que eu fiquei preocupado, então eu sai do Brasil e vim para cá...

— Finalmente se preocupa com nós — falo em um tom de deboche — Isso é um milagre, desde quando se importa com nós?

— Duke, pela mor de Deus, esquece aquilo — ele fala olhando pra mim — Aquilo foi um acidente, eu queria ajudar sua mãe, mas eu não pude...

— Você tinha muita chanse de salva-lá da mordida de cachorro! — quase grito, todos olham para mim com cara de assustados e sem entender nada, aliás, nós estavamos em uma roda na frente da fogueira — Por sua culpa ela pegou raiva de cachorro, e agora, ela ficou desorientada, tem alucinações, e principalmente, tem muita raiva; eu não sei como ela morreu ainda...

Lembranças ON

P.O.V Duke

Estavamos em busca de algum abrigo, morrendo de fome andando pela cidade, eu ficava ao lado de minha mãe e meu pai sempre na frente, eu tenho apenas sete anos, e é claro, eu não era medroso.

De repente alguém agarra meu pai tampando sua boca, alguém pega minha mãe pelos ombros e a derruba no chão, eu tentei ajudar minha mãe mas um homem me derruba no chão com total força, eu olho para meu pai e ele tenta se afastar do homem; em vão. O homem que o segurava o jogou no chão, começando a puxar seu braço para quebra-lo.

— Deixem eles em paz! — grito, eu estava desesperado — Por favor...

— Duke! Apenas não se mova — mamãe fala olhando pra mim — Vai ficar tudo bem...

— Rex, pode ir — um homem cheio de cicatrizes se aproxima de minha mãe, e ainda com um cachorro, assim o mesmo se aproxima de minha mãe e o morde com força, minha mãe começa a soca-ló tentando ao mesmo se afasta.

Já eu consigo me levantar e vou em sua direção, pego meu pé de cabra e bato no rosto do cachorro, começo a bate-lo sem parar, até sua pele sair de seu rosto, e aparecer toda sua carne.

— Seu desgraçado — o homem cheio de cicatrizes se aproxima de mim e me dá um soco na cara — Vamos embora!

Todos eles entram em um beco sem saída, eu aproximo de minha mãe, ela está segurando o machucado, mas é claro, gritando de dor.

— Mamãe... — murmuro.

— Calma filho, tá tudo bem... — ela fala acariciando meu rosto com muito esforço — É só eu fazer alguns pontos e pronto.

Com isso, começamos a andar em busca de agulhas, linha e bandage, o que era muito difícil achar em um inferno como esse.

Lembranças OFF

— Você sabe que eu te odeio — falo desviando do olhar para ele — Eu te odeio mais do que tudo nesse mundo, "pai", aliás, eu nunca quis que você fosse meu pai.

Ele me olha com tristeza, com certeza aquilo que eu disse o magoou bastante, mas ele merecia ter bastante verdade em sua cara, desgraçado, ah, como o ódio dominava meu coração quado o via.

Mas espera, agora que me lembro do rosto do saquiador que mandou o cachorro morder minha mãe, será que ele era o pai de Hari?

P.O.V Cellbit

Eu não sei como eu revidei, falar que aquilo não foi minha culpa, e sim daqueles saquiadores. Por quê uma indireta de um filho tem que doer tanto? Pensava. Eu nunca pensei em ser pai, nunca; nunca pensei que me apaixonaria novamente, e pro incrível que pareca, eu me apaixonei por uma garota linda, que agora, estava desaparecida. Ser pai é incrível, mas precisava de muita responsabilidade. Um filho dizer isso que o nunca queria como um pai, doi, no fundo do coração, ha, como doi.

NO DIA SEGUINTE...

— Você é um idiota, é isso que você é! — exclamou Duke, já sem paciência — Já estamos andando a horas, e não achamos nenhuma "pista" da minha mãe, você é um idiota!

— Duke! Cala a merda da boca! Não tá vendo que tá todo mundo de saco cheio de ouvir suas reclamações? — Hari reclamou, e assim, fez Duke se calar — Puta merda...

Ele me xingava intensamente, falava que eu não prestava para nada, que eu era um inútil, que procurar a Ani, agora era impossível. Eu não perdia as esperanças, sabia que Ani estava vida, com certeza ela estaria.

Será que realmente ela está viva?

Nós andavamos, andavamos e nada. Desde ontem nós estavamos em procura da Ani, desde aquela confusão, nós apenas decidimos ir busca-lá.

Grupo do CellBits: Guaxinim, Pk, Calango, Felps, Alan (MELHOR), Pac, Mike, Duke e Hari.

Chegamos ao meio da cidade quando chegamos em um acampamento.

— Não pela amor de Deus! — Hari começou a falar tentando se afastar do grupo, mas Duke a puxava para frente para continuar — Esse é o acampamento do meu pai, não podemos ir nessa direção!

— Como assim? — pergunto olhando para Duke — Você não pode ver seu pai?

— Depois te explico — Duke fala — Mas mesmo assim, nós precisamos atravessar, Hari, vocês tem que enfrentar seu medo...

— O... Ok — ela fala andando lentamente — E... Eu vou tentar...

— Isso, boa garota — falo tentando acalma-lá — Agora vamos!

Nós tinhamos que entrar no acampamento para atravessarmos, nós prédios não podiamos entrar pois iria chamar muita atenção. Entramos com muito cuidado no acampamento. Quando estavamos prestes a sair, Hari começa a gritar, como todos estavam atrás de mim, me virei rapidamente e vejo Hari sendo arrastada por um homem, Duke tenta afastar a garota do homem mas é pego por outro, que assim o joga no chão, assim outros homens fazem isso com o resto do grupo. Chego perto do homem que estava segurando meu filho e dou um soco na cara dele, assim alguém me dá um soco em minha cara, caio no chão e vejo quem me bateu. Não, eu não acredito, não, não, não, não pode ser, mas... Eu não tinha o matado?

— Ora, ora, que saldades hein? Cellbit — Rezende fala cruzando os braços e me olhando diretamente nos olhos — Ou melhor, Cellbixa...

— Você... — murmuro — Como está vivo?

— Segredos amigo... Segredos... — ele fala pegando uma arma e apontando pra mim — Agora morre filho da puta...

— NÃO! — ouvimos uma voz feminina gritando.

Meu coração parou, minha respiração ficou ofegante, quanto mais ela se aproximava, mais minha visão ficava embassada. Ela estava ali, na minha frente, correndo em minha direção, desesperada.

P.O.V Duke

Ela... Ela está viva? Minha mãe? Ani? Está viva?

— Puta que me pariu — a mulher fala olhando para mim e depois para meu pai — Meu Deus! Parece um sonho!

— MÃE! — grito correndo em sua direção e abraçando, assim, meu pai faz os mesmo, nós todos caímos no chão em um abraço apertado.