P.O.V Ani

— Mãeee.... — falo caindo em lagrimas junto com ela, a tanto tempo que não vejo seu rosto... — Como é possivel?

— Depois eu te explico — ela fala acariciando meu rosto — Vem, vamos para um local seguro...

Com isso fomos para um prédio abandonado, fizemos uma pequena fogueira, nos sentamos no chão e não paravamos de perguntar coisas aleátorias; eu perguntava para ela "como era possivel você estar viva?" mas ela nunca me respondia.

— Por quê está aqui? — ela pergunta.

— Eu vim em busca dos meus amigos — falo dando um sorriso — Eram youtubers, o líder do grupo era o Cellbit...

— Cellbit.... Ah... acho que vi o grupo dele passando por aqui, estavam indo para o norte, eu ouvi eles conversando e estavam procurando por sobreviventes... — ela fala.

— Ainda? — resmundo — Bom, eu estou em busca deles, pode me mostrar o caminho? Você pode vir comigo — falo me levantando e ajudando ela a levantar — Depois disso podemos voltar para casa...

— Claro filha... — ela fala acariciando meus cabelos — Vamos...

Começamos a andar em direção ao norte, seria uma caminhada bem longa, depois de muito tempo paramos um pouco para descansar, já era de noite e os zumbis ficavam mais "intensos".

— A gente precisa subir em um local alto — falo olhando para um prédio — Vamos nesse!

Subimos no prédio e fomos para o terraco, quando fui surpreendida com alguém gritando e alguém caindo em cima de mim, minha mãe começa a gritar e alguém está agarrando ela... A pessoa que estava em cima de mim segura meus braços me impedindo de fugir.

— PARA! — ouço uma voz masculina gritando, olho para frente e vejo um garoto, alto, com cabelos um pouco loiros, e de lindos. Olhos. Azuis.

— Puta merda... — resmungo enquanto a pessoa que estava em cima de mim me larga, corro em direção ao Cellbit que estava em minha frente — NÃO ACREDITO!

Ele me beija delicadamente, ficamos assim por segundos; olho para trás e vejo que todos que eu conheci ao longo dos anos estavam lá, sorrindo e alguns chorando...

— Vem cá gente! — falo abrindo meus braços enquanto todo mundo vem na minha direção e me abraça.

Todos nós nos sentamos em uma fogueira; é claro que eu fiquei ao lado do Cellbit e a minha mãe do meu outro lado, ficamos conversando perguntando o que aconteceu em todos esses anos, até que decidimos dormir, pois o dia, é claro, foi muito longo.

´Que o tempo nos permita alguns reencontros sem culpas porque é bom sentir sempre mais uma vez. Porque mesmo a gente voltando para outros abraços só o nosso valerá a pena.´