Notas iniciais
Oi gente! Desculpa pela demora, mais um cap....

POV Anna Hankins

Os errantes se aproximavam cada vez mais da vitrine da farmácia, seria impossível sair pelo shopping, nos encaminhamos pro fundo da farmácia até a porta de serviço por onde um dia os funcionários circulavam. A área de serviço era um corredor estreito, escuro e tomado por um cheiro insuportável de comida e carne putrefata, com portas enfileiadas a cada três metros que servia de entrada pra outra loja. Resolvemos seguir por ele e tentar chegar ao supermercado, Michonne ia à frente com a katana em punho e eu seguia logo atras também armada com um facão e um cutelo.

Na primeira curva encontramos um grupo de seis errantes uniformizados como atendentes de uma rede de fast food, Michonne rapidamente fatiou o cérebro da mulher em dois. Avancei ao lado dela e cravei o cutelo na cabeça de um rapaz e depois de uma garota zumbificada. Quando terminei Michonne já havia derrubado os outros.

_Fazemos uma bela dupla. Falo.

_Dupla? Eu fiz a maior patê do serviço. Diz ela em tom irônico. Apenas retiro o cutelo da cabeça da Walker e volto a caminhar pelo corredor.

Andamos rápido seguindo as placas que indicavam o supermercado ao abrir a porta que dava acesso a loja vemos dúzias de errantes perambulando pelos corredores, mesmo com a pouca iluminação avisto Carl, Rick e Daryl, imóveis no alto das prateleiras. Passar despercebido era a primeira opção quando tínhamos uma quantidade tao grande de errantes e pouca munição, Ilumino um pouco com a lanterna apenas o suficiente pra denunciar que estamos bem aos rapazes e seguimos nos esgueirando atraz das prateleiras. Michone escala rapidamente uma prateleira chegando a entrada de ar, eu tento fazer o mesmo, mas de fato não tenho a mesma destreza que ela e acabo derrubando algumas latas. Sinto os olhares paralizados e grunhidos voltarem na minha direção, subir na prateleira não era mais uma opção eles a derrubariam em pouco tempo. Começo a correr entre os corredores chamando a atenção de mais e mais errantes, derrubo alguns que surgem a frente, cravando e retirando o facão o mais rápido possível, vejo que alguns caem com flechas atravessadas em suas cabeças e avisto Daryl correndo no alto das prateleiras que agora parecem uma avalanche caindo sobre os corpos dos errantes.

Atravesso o meu facão atravez do olho de um que se aproxima, vejo Daryl pular e cravar a sua faca na cabeça de outro, ele segura na minha mão e começamos a correr tentando alcançar uma saída.

Chegamos ao estacionaento completamente exaustos mas não temos como nos dar o luxo de descansar nem que seja por uns segundos, Lian não está mais na vigia e os errantes estão agitados caminhando e grunhindo por entre os carros que agora nos servem de ponte pra evitar ao maximo desperdiçar mais energia com os mordedores. De longe consigo avistar Michone, Rick e Carl saindo pela lateral do Shoping.

_Vamos Anna! Grita Daryl, já bem próximo a motocicleta. Subo na garupa da moto e imediatamente ele acelera tentando desviar ao máximo dos errantes pra evitar uma queda.

Daryl dirige rápido pela estrada, a horda apesar de lenta continua nos seguindo ao longe resolvemos assar a noite longe do grupo pra evitar que os errantes nos sigam e alcansem os outros, estavamo praticamente sem munição e também não havíamos conseguido nenhum alimento no shopping o que menos queríamos era ter que enfrentar uma horda como aquela.

_Vai passar a noite toda fazendo flechas? Pergunto enquanto tento manter a fogueira acesa.

_Vamos precisar...

_Daryl eu sinto muito, também gostava muito do luke e sei que não sou a essoa certa pra aconselhar alguem depois de tudo que aconteceu...

Ele me cala com um beijo.

_Shihh, ele ta morto não quero falar mais nele tudo bem? Só isso…

_Mas é que…

_Shii...Ouviu isso? Pergunta ele empunhando rapidamente a besta.

_Presto a atenção por uns segundos posso ouvir o som de passos rápidos, apago a fogueira rapidamente e nos escondemos entre as sombras da floresta. Minutos depois vemos um pequeno grupo composto por duas mulheres e três homens, apenas um deles carrega uma submetralhadora os outros estão armados com arcos, tacos e uma lança.

_Eu disse que vi alguém no disse? Apagaram a fogueira e sairm correndo, não devem estar longe. Diz o homem barbudo que usa botas de lenhador.

Daryl me faz um sinal e começamos a nos afastar lentamente até ouvirmos um disparo na nossa direção seguido de uma faca pequena que passa raspando elo meu braço esquerdo. Começamos correr em meio a mata ouvindo o som dos passos rápidos em nosso encalço. Em pouco tempo o barulho chama a atenção de errantes que também começam a rumar na nossa direção. Chegamos a um barranco coberto de lama a decida íngreme e escorregadia nos atrasa fazendo com que o grupo nos alcance. Daryl dispara uma flecha que atravessa o peito do homem com a metralhadora que desce rolando a ribanceira, os outros membros do grupo começam a descer seguidos por alguns errantes. Ouço um grito de dor ao me virar em direção ao grupo vejo uma das mulheres ter parte de seu pescoço arrancada por uma mordida feroz de um errante.

Daryl me empurra e desço o resto da ribanceira rolando, quando chego a parte plana sinto meu corpo dolorido e levanto com certa dificuldade, avisto Daryl caído alguns metros a frente.

_Daryl! Grito assustada. O grupo permanece no barranco parecem ter perdido o interesse de nos seguir e se encarregam de retirar o corpo da mulher do meio da lama.

Sigo até Daryl, arrastando a minha perna que começa a doer muito.

_Daryl?

Ele abre os olhos azuis em meio ao rosto coberto de lama.

_Vamos dar o fora daqui... Sussurra ele.

Ajudo-o a levantar ele esta ferido, um pedaço de ferro esta atravessado na sua perna. Nos apoiamos um no outro e continuamos caminhando mata a dentro. Sem condições de caminhar por muito tempo nos abrigamos no alto de uma arvore, subir não é muito fácil, mas machucados era melhor ficar longe do chão.

_Deixa eu ver isso... Falo já cortando um pedaço da calça pra poder ver o ferimento com uma pequena lanterna.

_Droga! Resmunga ele.

_Vai doer pra tirar.

_Nao é isso, você estragou a minha calça... Diz ele com um pequeno sorrriso.

_A gente quase morreu sabia? E aquelas pessoas ainda estão por ai.

_Você ta bem?

_Estou, so um pouco dolorida, mas estou bem.

_Ta bem, não estamos muito longe de onde deixamos a moto. A gente pode chegar até la.

_Com sua perna desse jeito? Pergunto. Ele me olha por uns segundos pega a sua faca e coloca o cabo na boca em seguida segura o pedaço de ferro com as mãos e o arranca com força soltando um gemido de dor e depois respirando ofegante por alguns segundos.

_Pronto. Diz ele com a voz sussurrada.

Rasgo as mangas da minha blusa e faço um curativo bem apertado para tentar estancar o sangue.

_Nao vai conseguir andar desse jeito, melhor esperarmos amanhecer. Falo.

_Eu posso caminhar, é perigoso ficar aqui, aqueles caras não pareciam estar de bincadeira. Melhor você ir.

_Nao vou te deixar sozinho sem chance, e vai ser pior se nos pegarem nos arrastando por ai, você tem que descançar. Eu fico de vigia, tenta dormir um pouco. falo acariciando seus cabelos ele segura a minha mao e a beija.

_Vamos ficar bem, já passamos por coisas bem piores. Digo com um sorriso.

Passo noite em claro vigiando e cuidando de Daryl, que está um pouco febril. Por sorte eu ainda estava com a mochila cheia de coisas que eu havia pego na farmácia e pude controlar a febre e conter uma possível infecção com os medicamentos. Assim que os raios de sol atravessaram a copa das árvores começamos a caminhar em direção a estrada, no caminho encontramos uma clareira com o corpo de um dos homens que havia nos perseguido na noite anterior sendo devorado por dois errantes vestidos como frentistas de posto de gasolina. Matei as duas criaturas e vasculhei o acampamento que parecia ter sido abandonado as pressas pois estava cheio de coisas e mochilas jogadas elo chão, me aproximo da fogueira que ainda mantem brasas e pedaços de carne já um pouco torradas em espetos. Retiro um e o levo a boca.

_Melhor não comer isso. Diz Daryl olhando dentro de um saco de estopa velha.

Me aproximo do saco e sinto meu estomago embrulhar ao ver o corpo esquartejado da mulher que morrera na noite anterior.

_Você cha que isso é...

_Nao tem nenhuma carcaça de animal aqui tem? Sussura ele.

Sinto um enjoo no estomago e jogo o espeto longe.

_Vamos embora. Diz Daryl me estendendo a mão.