Notas iniciais
Nem acredito que chegamos ao episodio 100, bom mais uma vez desculpe a demora, estou tendo alguns problemas na minha gravidez, pra quem nao sabe vou ser mamae de duas menininhas. =D. Bom a fic ta pertinho de acabar espero que tenham gostado bjus!

POV Anna

Voltamos pra junto do grupo no fim do dia, Michonne, Rick e Carl estavam bem mas havíamos perdido Liam, não havia espaço pra chorar por nossos mortos a constante luta pela sobrevivência nos tirara até o direito de guardar luto por nossos amigos.

_Temos que cair fora daqui. Anna e eu quase viramos jantar pra aqueles malucos canibais, eles estavam caçando podem ter um grupo grande. Diz Daryl coçando a nuca.

_Como? Não podemos pegar a estrada sem suprimentos, nem gasolina temos e a Maggie ta grávida! Replica Glenn.

_Eu estou grávida não doente, ainda posso matar muitos errantes Glenn. Diz Maggie irritada.

_Daryl tem rasão, tentar a estrada é nossa unica opção. Diz Rick.

Na manha seguinte já esta tudo pronto, tiramos tudo que poderia ser útil das casas, mas nossos suprimentos estavam muito escasos principalmente o combustível, ficar na estrada sem gasolina era praticamente um suicídio mas a outra escolha também não era a mais favorável.

Dividimos o grupo em dois veículos viajamos expremidos com a bagagem, mas era o modo de economizar o combustível. Milhas e Milhas e todos os postos vazios a paisagem retilinia e deserta da Georgia que circundavam a interestadual quase faziam esquecer-me das ordas de errantes que nos aguardavam mais próximos às cidades. Paramos a alguns kilometros da próxima cidade, Rick, seguiu com Daryl e Jack na caminhonete a procura de combustível enquanto o resto do grupo aguardava na estrada. Avisto Carl se afastando do grupo e o sigo.

_hey onde pensa que vai?

_Passamos por um Dinners, não é longe talvez eles demorem a voltar Judy ta com fome. Prometi a minha mãe que cuidaria dela.

_Eu vou com você.

Saimos caminhando em direção ao restaurante sob os protestos de Giulia, bom eu já sabia que Rick não ia gostar mas Carl iria de qualquer jeito então era melhor eu ir com ele. Cerca de uma hora e meia dúzia de errantes pelo caminho avistamos o Dinners , um pequeno restaurante de beira de estrada que me trouxe a nostalgia das pequenas e divertidas viagens em família, de quando parávamos nestes lugares pra comer qualquer coisa recheada de gordura mas incrivelmente deliciosa.

_Anna?! Você ta bem? Pergunta Carl me olhando.

_Desculpa eu acho que.. Deixa pra lá vamos dar uma olhada.

Me aproximo das janelas, Carl empunha a pistola próximo a porta, tento verificar algum perigo mas tudo parece limpo,a porta esta bem trancada com uma corrente e um cadeado grosso, Carl faz um disparo pra conseguirmos abrir a porta, empunho imediatamente o meu facão e entramos, o lugar parece intocado ainda há uma cafeteira com café e xícaras sob o balcão tudo coberto por uma grossa camada de poeira.

Vasculhamos tudo, mas encontramos apenas duas garrafas de água e um pacote velho de biscoitos, alguns grunhidos chamam minha atenção a vitrine, havia dois errantes arranhando o vidro e mais uma dúzia atravessando a estrada na direção do Dinners .

_Carl, melhor sairmos pelos fundos. Digo pegando a mochila.

Saímos por uma janela nos fundos, havia um errante apenas e eu o derrubei com um golpe rápido do machado, voltar pela estrada era perigoso pela quantidade de errantes que se aglomeravam na frente do restaurante, seguimos pelo que um dia fora uma plantação de milho, agora era reduzida a um grante matagal sem vida.

_Carl fica perto de mim. Digo.

_Eu não sou uma criança. Sei me cuidar. Diz ele tomando a frente.

Continuamos a caminhar por alguns metros até um barulho chamar a nossa atenção, ficamos parados por alguns segundos, eram passos, não passos de errantes arrastados e acompanhados de gemidos, eram passos humanos. Faço um sinal de silêncio pra Carl e continuamos caminhando tentando nos afastar sem despertar suspeitas. Ouvimos um disparo e alguns passsaros passam voando sob nossas cabeças, a movimentação rápida entre o milho seco e outro disparo quase me acerta.

_Carl! Corre grito.

Não sei exatamete por quanto tempo corremos mas quando finalmente alcançamos o fim da plantação parecíamos ter despistado o grupo, permanecemos alguns segundos parados recuperando o fôlego antes de voltar a correr, alcançamos uma torre de denergia onde havia uma pequena gabine, onde entramos e permanecemos escondidos por alguns minutos.

_Você ta bem? Pergunta Carl.

_Estou. Respondo sentindo minha cabeça girar e meu estômago se contorcer com o cheiro de mofo do lugar.

_Você ta pálida. Ta machucada? Pergunta Carl se aproximando, seu rosto esta cada vez mais nebuloso sinto minhas pernas tremerem e apago.

_Anna? Anna?

_Carl.

_Come isso, vai se sntir melhor. Diz ele me dando os biscoitos.

Corro o olhar pelo local, ainda estamos na gabine, coloco um dos biscoitos na boca, eu não havia comido nada certamente tive uma queda brusca de glicose e acabei desmaiando.

_A quanto tempo estamos aqui.

_Ja escureceu, fiquei com medo de te deixar sozinha e os caras que nos perseguiram aparecerem.

_Droga, devem estar preocupados com a gente. Temos que ir.

_Acho melhor esperarmos amanhecer. Diz ele levantando a aba do chapéu e olhando pra porta.

Abro uma fresta pequena e do lado de fora a dúzias de errantes caminhando de ul lado pro outro como se procurassem de onde vinha aquele odor humano. Fecho a porta cuidadosamente e sussurro.

_Merda!

_Se tivermos sorte eles irão embora pela manhã. Diz Carl.

_Sorte não é uma coisa que estamos tendo ultimamente.Pode dormir eu fico de guarda. Respondo.

Acabo cochilando e acordo com um barulho de algo forçando a maçaneta da porta, Carl acorda imediatamente e empunha a pistola, definitivamete não era um errante levanto e empuho meu facão, são segudos de tensao e medo até finalmente ouvir a voz de Rick.

_Carl, Anna? Vocês estão ai?

Respiro aliviada e Carl abre porta, Rick o abraça imediatamente.

_Vocês estão bem? Pergunta ele.Daryl entra logo atras dele e me abraça.

_Nunca mais faz isso. Ele sussurra no meu ouvido.

Fiquei em silêncio, foi uma idiotice sair procurar mantimentos que eusabia que não encontraria, mas Carl parecia precisar respirar um pouco de ar, se sentir útil ao grupo, acho que Rick de certa forma entendeu e apenas me agradeceu por ter ficado com ele. Fizemos um acampamento em uma fabrica de cerveja artesanal, a busca havia rendido algumas latas de comida e água limpa mas nada de combustível e muito menos munição.

_Esse lugar fede a cerveja, digo me aproximando de Daryl que esta deitado sobre alguns papelões.

_Nao é tao ruim. Diz me dando espaço.

_Foi uma ideia estúpida sair com Carl, mas ele ia acabar indo sozinho...
_Vimos uma coisa na cidade... Ele me interrompe.

_ O que?

_Algumas ruas estão fechadas, nada como barricadas improvisadas como Woodbury. Muros altos de concreto e metal, guardas uniformizados e armados, cercas....

_Isso é bom não é? Pode ser um refugio, meu Deus! Pode ser um abrigo pra sobreviventes! Porque não contaram pra ninguém?

_Rick acha que eles não precisam de ais falsas esperanças, vamos ficar de olho neles durante uns dias, não sabemos com que estamos lidando.

_Você está certo, mas se esse lugar for mesmo um campo de refugiados finalmente teremos um lugar seguro.

_Melhor a gente dormir... Diz ele.

_Nao parece entusiasmado? Daryl se esse lugar for o que penso nos podemos ter uma vida bem melhor, nada de ter um funeral a cada milha você percebe isso?

_Sim Anna, mas e se não for? Não temos ideia do que tem por trás daqueles muros, não sabemos... Melhor não se empolgar tanto, quanto mais alto sonha mas grande é a queda. Vamos dormir.

_Você é muito pessimista Daryl Dixon...