Notas iniciais
Amores! Mais um capitulo, espero que gostem... os capitulos nao estao seguindo mais os episodios da serie, pois jah passei deles, usei apenas uma fala do merle que vi na sinopse no cap11, Bju a todos e boa leitura Quero ver vocês nos comentarios!

POV DARYL DIXON
Acordei cedo sentindo aquele cheiro doce, Anna ainda dormia tranquila, fiquei sentado olhando pra ela alguns minutos. Aquela garota me deixava confuso, e eu não gostava de me sentir assim, a atitude dela de tentar se aproximar me deixava irritado, e feliz ao mesmo tempo em saber que alguém precisava de mim. Eu balancei a cabeça, cocei a nuca e pensei , _ Hey Daryl que ta acontecendo com você cara, cedo ou tarde ela vai embora, todos vão.
Aproximei meu rosto do dela, ela repirava devagar e compassadamente, retirei os cabelos louros levemente cacheados que escondiam o seu rosto, os lábios dela estavam rosados por um instante senti desejo de telos. Balancei a cabeça, ouvi um barulho, me virei pra porta Carol me olhava.
_ A então garotinha esta ai, disse ela em tom de reprovação. _ Rick quer conversar com todos no pátio , falou virando as costas rapidamente.
Garotinha, aquela palavra soou tão mal na minha cabeça, mas sabia que ela estava certa, Anna devia ter metade da minha idade, talvez menos. Levantei do chão peguei a besta e fui ate a janela procurando por algum morto-vivo no pátio, enquanto tentava ordenar meus pensamentos. Ela confiava em mim, eu havia a salvo daqueles homens, ela devia sentir gratidão e me via como um protetor por isso a insistência em ficar perto de mim. Era isso só isso. Eu não entendia como alguém em tão pouco tempo conseguiu mexer comigo daquele jeito, eu me sentia atraído por ela, e não era apenas por ela ser uma garota bonita e era isso que há me fazia perder o chão, desde criança aprendi a controlar tudo que sentia, era a minha forma de viver e tinha dado certo até agora.


_ Acorda, disse cutucando o braço dela com o pé. Ela acordou esfregando os olhos ainda com sono. Virou pro outro lado ainda sonolenta e disse que não queria ir a escola.
Achei engraçado, no meio do fim do mundo e a garota sonhando com o colégio. Cutuquei-a mais uma vez e falei mais alto.
_ Acorda vamos. Dessa vez ela sentou-se no colchonete me olhando com os olhos arregalados. _ O que aconteceu? – disse ela preocupada.
_ Nada Rick quer falar com todos la fora, Falei já andando em direção a porta.
_ Ahh, eu tava endo um sonho tão bom, disse ela deitando-se novamente no colchonete.
_ Vamos rápido deve ser importante. Desci sem esperar por ela.
Estávamos todos reunidos no pátio. Rick tinha olheiras enormes e parecia muito cansado, desde que cheguei eu notei o esforço que ele fazia pra se manter firme e parecer forte pro resto do grupo.
_ Sabemos que o ataque de ontem vai acontecer novamente, assim que o Governador souber que nos resistimos eles atacaram de novo e com mais força. Eles têm mais armas, mais munição e mais gente pra lutar.
_ Isso é verdade _ completou Merle, se ficarem aqui, ele vai matar todos.
_ Sair daqui não é uma opção Merle, disse Rick já irritado com o comentário do meu irmão.
_ Estou com Rick temos que dar um jeito de conseguir mais munição e proteger esse lugar. Seria muito perigoso ir pra estrada, com o Hershel assim e tem a bravinha também. Falei olhando pro bebê nos braços de Beth.
_ Vocês estão loucos, eu passei meses com o governador sei do que ele é capaz, vocês não sabem com quem estão lidando. Disse Merle encarando todos.
_ E com o que estamos lidando? Disse Hershel olhando Merle nos olhos
_ Ele vai entrar aqui, vai me matar primeiro depois o Daryl, Glenn, você, as garotas, Carl, o bebê e vai deixar o Rick por ultimo, pra ele ver todos morrendo. E com isso que estão lidando. Falou virando de costas e se afastando do grupo.
Anna se aproximou de mim e tentou segurar a minha mão, eu puxei meu braço evitando o contato dela.
Um silêncio assustador reinou durante alguns segundos, ate Rick interrompê-lo dizendo onde devíamos construir as barricadas pra nos proteger no caso de algum ataque.
Passamos toda amanha trabalhando na construção das barricadas, depois sentamos todos juntos no bloco de celas pra comer. Deitei um pouco em uma das celas, notando que não via Merle desde manhã, Anna ficou na porta encostada nas grades olhando pra mim
_ O que você quer? Perguntei
_ Nada, respondeu ela passando os dedos entre as grades.
_ Vai ficar parada ai
_ Queria umas aulas pra aprender a usar a arma direito, não quero só gastar balas.
_ Peça a Carl ele e muito bom nisso.
_ Eu, queria você.
_ Mais tarde, agora eu quero ficar sozinho um pouco.
_ Obrigada, disse ela com um lindo sorriso nos lábios.

No fim da tarde Anna me esperava no pátio, arrumei algumas latas pra usar como alvo, e por incrível que pareça ela acertara todos.
_ Como voce consegue acertar uma lata que é 3x menor que a cabeça de uma daquelas coisas?
_ Eu não sei, acho que é porque são só latas. Elas não vão arrancar pedaços do meu corpo.
_ Esse era um bom motivo pra você acerta-los não acha?
_ Vou tentar lembrar isso da próxima vez.
Já chega de gastar munição, você já mostrou que as latas devem ter medo de você.
Ela sorriu novamente, colocando o cabelo pra traz da orelha.
Era minha noite de ficar na vigia, e avistei Merle saindo da floresta com uma caixa. Desci da torre e fui ao encontro dele.
_ Onde você estava?
_ Nem imagina o que eu descobri maninho, falou ele me mostrando a caixa com a bandeira americana, repleta de muniçao.
_ Onde encontrou isso?
_ Num acampamento a uns 5km daqui, tinha um soldado la eu o matei e peguei a caixa, olha que belezinha? – falou ele me mostrando uma metralhadora.
_ Você enlouqueceu, pela quantidade de munição ele não devia estar sozinho...
_ E não estava, ai que vem a parte boa. Ele me disse que eles estavam numa missão de busca e os outros estavam na floresta procurando, e advinha quem que eles procuram? A Anna disse ele gargalhando.
_ E você, matou o cara? Você é um merda mesmo, se nos seguiram ate aqui é obvio que vão nos encontrar, agora você mata um deles e faz mais inimigos. Já não basta o Governador seu idiota; Gritei furioso.
_ Heii abaixe esse tom maninho ta olhando as coisas pelo lado errado, faz tempo que eu desconfiava que tinha algo errado com essa garota. E esses militares procurando por ela no meio do fim do mundo não acha muito estranho? Se estão se empenhando tanto em encontra-la é porque ela deve ter alguma coisa, e se ela tem algo muito importante vão fazer qualquer coisa pra te-a de volta. Inclusive encher a gente de munição e granadas ai vamos acabar com o Governador.
_ Do que você esta falando, Anna é só uma garota.
_ Aí que você se engana maninho, acha que eu não a matei aquele dia por pena daqueles grandes olhos verdes? No dia que a encontramos enquanto ela se vestia eu vi que ela tinha algumas cicatrizes nas costelas, achei que fosse uma queimadura, mas naquela noite na floresta quando eu ia fazer ela atirar na própria cabeça eu vi outra cicatriz na nuca embaixo dos cabelos, eu tive certeza era uma mordida e não era de nenhum animal eu garanto. Então a menos que ela tivesse um namorado canibal antes de tudo isso ou ela já foi mordida por aquelas coisas.
_ Você esta louco, se ela já tivesse sido mordida estaria morta ou no máximo perambulando por ai como aquelas coisas. Eu falei muito irritado._ Acho que você esta ficando maluco de vez.
_Eu sei muito bem o que eu vi. Respondeu ele me encarando
_ Mesmo que estivesse visto alguma cicatriz você pode ter se confundido, estava escuro. O que você ta dizendo é impossível.
_ Talvez, só tem um jeito de comprovar.
_ Esqueça essa historia, se tocar num fio de cabelo dela eu juro que nao vou me lembrar que você é meu irmão e meto uma flecha na sua cabeça.
_ Ela deu pra você? A menos que tenham tranzado e tem que ter sido muito bom, pra você preferir essa garota do que o seu próprio irmão?
_ Eu não preferi ninguém, você ta ficando maluco e ta pensando em matar alguém por causa de uma besteira sem logica nenhuma. Esqueça esses militares e fica longe dela.
Subi de volta pra torre, com muita vontade de quebrar a cara do Merle. Todas as coisas que ele disse ficaram martelando na minha cabeça. Será que seria possível? Não, é claro que não, mais da metade das pessoas do mundo estavam mortas, ninguém sobrevive a uma mordida daquelas coisas, eram apenas fantasias da cabeça atordoada do Merle. Mas realmente havia soldados procurando por ela a caixa de munição era a prova disso, eles chegaram tão longe, estavam tão perto de nós, e se a encontrassem? E se ela fosse embora com eles? Passei a noite toda com essa ultima pergunta ecoando na minha mente.