Apocalipse - O Livro Dos Mortos

10 Ep10 – Certezas Incertas


Notas iniciais
Oi Amores, mais um capitulo o próximo só na segunda! Queria agradecer pela minha primeira recomendação da Liv Stone é simplesmente maravilhosa a sensação de le-la na minha primeira fic publicada. E aproveitar pra pedir pros leitores fantasminhas aparecerem, os comentários nos dão um parecer de como ta sendo aceita a fic, pode deixar a sua opniao eu vou adorar ler e responde-la.
Obrigado as leitoras que estão acompanhando e comentando, especialmente a Juno Vida, que me deu um toque sobre os "POV" que facilitou muito a minha vida aqui!
Boa Leitura!

O grupo de soldados e o Dr Hankis retornaram ao acampamento de mais um dia de busca sem sucesso, o soldado que eles haviam deixado de guarda estava morto e a munição havia sido roubada.
_ Merda, termos que voltar a Portland _ esbravejou o Capitão kruster
_ Não sem a minha filha, algo me diz que estamos perto.
_ Roubaram nossa munição, sobrou muito pouco, nem sei se vão durar até o helicóptero vir nos buscar, continuar seria um suicídio.
_ Eu ficarei. Disse Hankis olhando firme pro capitão.
_ Sinto muito senhor Hankis, mas já chega, senhor voltara a Portland conosco querendo ou não. Fizemos todas as suas vontades, perdi dois homens procurando uma garota que com certeza esta morta.
_ Não pode ter certeza disso, não encontramos o corpo dela.
_ Já chega, quer saber o que aconteceu com sua filhinha? Só existem esses destinos pra ela nesse mundo, foi morta e devorada pelos infectados ou estuprada e assassinada por qualquer andarilho, talvez tenha se tornado um deles, ou quem sabe esteja se prostituindo pra alguns assassinos pra poder comer, é isso que acontece com garotas sozinhas e que não sabem se defender Dr e mais uma coisa, não importa o que aconteceu, ela ainda te odeia.
_ Pode me levar a força se quiser, mas não pode me obrigar a trabalhar, você sabe que eu estou muito perto de encontrar a cura.
_ Não se ache tão indispensável Dr, podemos arranjar outro que continue a sua perquisa.
_ Vai encontra, acha mesmo que vão achar algum cientista vivo com a minha capacidade, alem do mais a pesquisa esta toda codificada, mesmo que encontrem alguém que de prosseguimento a ela, ele não vai entender nada e vai ter que começar do zero.
_ Eh devo dizer que foi um bom golpe Dr, agora lembre-se muito bem que esta colocando o futuro da humanidade em jogo, por causa de uma garota.
_ A única pessoa que me restou foi Anna, se eu não tiver ela viva e bem pra quem eu vou querer um futuro?
Hankis entrou na sua barraca pensando nas palavras do capitão, todos que estavam na base sabiam que sua filha o culpara pela morte de mãe e irmao e que eles sempre brigavam quando estavam juntos, enquanto isso o capitão kruster, chutava com raiva os objetos do acampamento.


POV ANNA

Mais um dia amanhecia na prisão, aos poucos eu estava me acostumando com aquelas grades que tanto me assustaram na primeira noite, acordei antes de todos fui até a saída apenas Daryl estava acordado na torre em guarda, preparei uma caneca de café e levei ate ele. Eu não conseguia entender as atitudes de Daryl, ele oscilava entre gentil e cuidadoso com um bruto arrogante o tempo todo. Mas eu gostava dele, a presença dele me fazia sentir-me mais viva, parecia que meu corpo exigia a presença dele, bloqueando a minha vontade de me afastar pelas vezes que me machucava com as suas duras palavras.
_Trouxe café, disse entregando-lhe a caneca, ele olhava na direção da floresta como se esperasse algo.
Havia alguns zumbis andando pelo lado de fora da cerca, mas nada que pudesse preocupar. Ele pegou a caneca e nesse momento nossas mãos se tocaram, ficamos olhando um pro outro como se o tempo tivesse parado por alguns segundos. Senti meu rosto aquecer, com certeza minhas bochechas já deviam estar coradas, dentre todas as pessoas que conheci, nenhuma tinha um olhar como o de Daryl, era profundo, misterioso, sedutor. Desviei meus olhos dele, retirando a minha mão da caneca quente de café e caminhei em direção as janelas.
Daryl, sentou-se próximo a mim, tomou um gole do café.
_ Prefiro sem açúcar, mas esta bom ,- disse ele
_ Eu não sabia, vou me lembrar da próxima vez , se quiser descansar eu posso ficar na vigília.
_ Não, estou sem sono. Como era a base que você estava em Atlanta?
_ Cercas altas, militares por todos os lados. Só
_ E mesmo assim aqueles Zumbis conseguiram entrar?
_ Eu não sei como aconteceu, só que quando sai do meu quarto já havia muitos por todos os lados. O general Donalds me tirou de la.
_E pra onde iam? Os militares deviam ter um plano.
_ Eu não sei... Rick parece doente. Falei tentando mudar o assunto da conversa.
_ E como era viver na base? Eles sabiam como isso aconteceu, estivemos num centro de pesquisas uns meses atrás em Atlanta, o único sobrevivente, não tinha menor ideia do que fosse isso. Insistiu ele.
_ O que eu sei, é que é um vírus, e que o mundo todo foi contaminado pelo ar. Se não se importa eu não quero falar disso. Falei saindo em direção a porta.

_ Mas eu me importo, pessoas estão morrendo. Disse ele me puxando pelo braço.
_Me solta, esta me machucando – gritei
_ Eu só vou soltar quando me explicar porque tem um bando de militares atrás de você!
_De onde você tirou isso, não tem ninguém atrás de mim porque estariam?
_É isso que você vai me contar agora, não vou botar a segurança do grupo em risco por sua causa. – disse ele enfurecido.
_ Me larga Daryl; Falei fazendo força tentando soltar meu braço, ele me puxou em sua direção, meu corpo ficou encostado no dele, eu podia ouvir a sua respiração, meu coração palpitava forte enquanto ele aproximava seu rosto do meu, seus lábios tocaram a minha boca levemente e eu entreabri os meus, convidando-o a continuar, senti seus braços na minha cintura colando nossos corpos. Um arrepio seguido por uma sensação inexplicável invadiu meu corpo, era inevitável eu o desejava, deslizei meus braços pelas costas dele e senti sua língua quente invadindo a minha boca. Beijávamos-nos sem pressa, como se não houvesse mais nada além daquele momento. Aos poucos o beijo foi se tornando mais intenso ele apertava seu corpo conta o meu, minha respiração tornou-se ofegante e meu corpo estremecia enquanto os lábios dele percorriam o meu pescoço. Eu não podia mais esperar, sussurrei no seu ouvido
_ Eu quero ser sua. Ele olhou nos meus olhos por alguns instantes, como se não acredita-se no que eu acabara de dizer.
_ Quantos anos você tem? Perguntou ele ainda olhando firme pra mim
_O suficiente pra saber o que eu quero; _ voltei a beija-lo, agora deslizando meus dedos por entre seus cabelos, a barba dele irritava um pouco a minha pele. Mas não me importava. Ele me beijava com desejo me conduzindo até o colchonete ao lado da parede, deitou-me suavemente. Nossa respiração seguia apressada, ele foi levantando minha blusa devagarzinho, enquanto sua boca explorava a minha num ritmo alucinante. Os beijos cessaram enquanto ele retirava a sua camisa. As mãos dele voltaram a percorrer meu corpo tentando livra-se das minhas roupas, eu acariciava suas costas, beijando seu pescoço levemente até que o som de um disparo, fez com que voltássemos a realidade. Ele levantou e vestiu sua camisa rapidamente indo em direção a janela. Eu ouvi o som de mais dois disparos. Daryl disse pra mim ficar ali, entregando-me uma arma. Ele pegou a besta e desceu apressado as escadas.
Levantei do colchonete, e fui ate a janela tentando entender o motivo dos disparos. Não pude ver nada de diferente, apenas Merle, Daryl e Glenn correndo para trás das barricadas. Mais alguns disparos agora pude notar que eles vinham de longe, do meio da floresta.