Apocalipse - O Livro Dos Mortos
80 Ep80 - Perigo na Floresta
Notas iniciais
POV ANNA
Vi Luke sentado sob a cama entrei no quarto.
_O que ta fazendo ai tao sozinho? tem doces na festa, até bolo. Falei.
Me aproximei mais um pouco e vi o que ele fazia, estava com uma tesoura cortando em pedaços todas as roupinhas que Daryl havia trazido pro bebê.
_Luke não! O que você fez! Gritei tirando a tesoura da mao dele e olhando as roupinhas destruídas.
_Por que fez isso? Eram pro seu irmãozinho, vai ser inverno quando ele nascer ele ia precisar dessas coisas... Falei muito desapontada, vendo o pequeno enxoval em retalhos, eu já tinha lavado e guardado tudo com tanto carinho pra esperar a chegada do meu bebê e agora estava tudo destruído, Senti meus olhos se encherem de lagrimas.
Luke apenas me olhou com os olhos arregalados e vermelhos e depois baixou a cabeça, aquela maldade não tinha saído da cabeça de um garotinho tao doce quanto ele, por mais ciúme que ele estivesse sentindo, aquilo não era coisa dele, eu tinha certeza disso.
Respirei fundo e sentei ao lado dele.
_Luke, foi sua mae que mandou você faze isso não foi? Perguntei calmamente olhando no fundo dos olhos dele.
_Você vai nos mandar embora e nos vamos ser comidos por aqueles monstros. Disse ele chorando.
_Eu nunca faria isso, eu amo o seu pai e você é uma parte dele eu te amo também Luke, eu jamais te mandaria embora e nem a sua mae, a gente não se dá muito bem mas eu nunca iria pedir pra que mandassem ela embora, porque ela é sua mae, e eu quero te ver feliz. Você pode não acreditar mas eu te amo muito, eu não sou nenhuma madrasta má, eu sei que eu nunca vou chegar perto do que a sua mae é pra você e nunca vou querer tomar o lugar dela, mas você é muito importante pra mim.
_Você não ta brava?
_Nao, eu to triste, mas não to brava. Volta pra festa, vão cortar o bolo que a Maggie fez... Falei.
Ele me deu um beijo na bochecha, e saiu eu vi Daryl espiando atravez da porta, depois entrou e sentou do meu lado.
_Eu teria dado uma surra nele. Se eu fisesse algo proximo a isso meu pai teria me arrancado uns três dentes. Disse ele com os me olhando com aquele olhos miúdos e ariscos..
_Ainda bem que você nao é o seu pai. Falei colocando os trapos numa sacola.
_Eu vou arranjar mais. Disse ele olhando pras roupinhas em pedaços.
_Diga pra Katnis parar, ela ta usando o Luke pra me atingir ele é uma criança ta como medo, agora so roupas mas como vai ser depois que o bebê nascer?
_Ta exagerando, foi so birra dele vai passar. Ta achando que ele ia machucar o bebê? Luke jamais faria isso! Disse ele.
_Luke não, mas e a katnis? Uma mulher que ta fazendo o próprio filho sofrer por uma dor de cotovelo e capaz de qualquer coisa.
_Anna você ta exagerando! Olha a katnis pode ser uma babaca mas ela não faria mal a ninguém quanto mais a um bebê, eu vou falar com o Luke, ele passou dos limites. Disse ele se levantando e afastando-se.
Caminhei até o berço no canto do quarto, Judith vinha dormindo ali algumas noites, não queria que ela se sentisse abandonada por mim quando o bebê nascesse, teria que aprender a ter dois bebês, por mais que eu gostasse e me sentisse ligada a outras crianças do grupo, Judith e Luke eram como se fossem meus, por eles eu nutria o mesmo sentimento que irradiava no meu peito pelo bebê que crescia e se mechia dentro do meu ventre. Caminhei até a gaveta e peguei as vitaminas, eu nunca fui boa em tomar medicação, ficava vários dias sem me lembrar delas, mas mesmo assim já estavam acabando. Abri o frasco e tomei uma seguida de um copo de água, era melhor me esforçar e lembrar eram pro bem do meu bebê.
Voltei a festinha, Judith brincava feliz com os balões que Rick trouxe, ela já ensaiava os primeiros passos e tentava falar, estava cada dia mais linda e esperta, minha garotinha. Giulia andava tentando afasta-la de mim desde que ela e Rick assumiram o romance, mas eu não ia deixar ela fazer isso. Cuidei dela desde o dia em que Beth me confiou ela atravez daquelas grades e me fez prometer que cuidaria dela, e era isso que eu faria. Passou quase duas horas , senti uma pontada estanha na barriga seguida de um mal estar e enjoo muito forte.
POV CARL GRIMES
Julie e eu aproveitamos a pequena festa da minha irma pra escapar dos olhares do meu pai, desde que chegamos ao abrigo eu não havia colocado p pé pra fora do pátio, mesmo meu pai deixando eu fazer as rondas. Lian não queria me levar e me deixava de vigia no pátio.
Saios pelos portões e corremos até a floresta, não podíamos demorar muito ou sentiriam a nossa falta, caminhamos por cerca de 1km até chegar a cachoeira. Julie não pensou duas vezes em tirar a roupa e jogar-se na água eu fiquei a observando e me certificando que não teríamos surpresas.
_Uiii a água ta gelada, mas ta boa vem Carl!
_Tirei a camisa e entrei na água, eu tinha vergoha de tirar a calça perto dela.
_Vai voltar todo molhado Carl.
_Tudo bem. Minhas pernas são horríveis, brancas e magrelas. Falei com um sorriso.
_E daí as minhas também são. Disse ela com aquele sorriso lindo.
_Nao são nada. Me aproximei dela e a beijei, a água tava gelada senti um arrepio percorrer meu corpo.
_Carl, posso te falar uma coisa?
_que?
_Acho que eu vou morrer logo...
_Nao vai, não vou deixar que nada de aconteça e estamos bem agora, temos um lugar seguro vai ficar tudo bem.
_Nao Carl, não vai... Amanha pode aparecer uma horda enorme e matar todos nós, mas sabe eu não me importo mais em morrer, o meu pai sempre dizia que não importa quanto tempo a gente vivesse, desde que a gente fosse feliz. Você me fez feliz.
Eu não sabia muito o que dizer, tudo aquilo era novo demais pra mim, a abracei e ficamos assim por um tempo.
_Vai ficar tudo bem Julie, daqui a alguns anos vai ter muito menos errantes, vai ser mais fácil.... Cochichei no seu ouvido.
Ovimos um estalo de destravar de arma e voltamos nossos olhares pra beira do peueno lago que se formava em volta da cachoeira, havia um homem de cabeça raspada e cavanhaue apontando uma semi-metalhadora na nossa direção.
_Que lindo, amor adolescente em meio o apocalipse. Disse ele nos olhando, puxei Julie pra traz de mim, minha pistola estava junto com a camisa não daria tempo de eu chegar até ela sem levar um tiro antes.
_Nao temos nada. Falei.
Ele caminhou até as nossas roupas e pegou a minha arma e a munição.
_Que mentiroso, olha aqui tem uma bela pistola, um chapéu de Xerife e uma bela garota, você tem mais do que pensa rapazinho. Disse ele nun tom de deboche.
Outro homem se aproximou, este era gordo com um bigode enorme usando chapéu e botas de cowboy.
_Que encontrou ai? Perguntou ele.
_Só dois jovenzinhos doidos pra tranzar hahahaha.
_Vamos embora Ted, pega a arma e deixa eles ai.
_Eles não tem mochilas e são jovens demais pra estarem sobreivendo sozinhos devem ter um grupo ai por perto.
_Nao temos nada, estamos de passagem. Não fizemos nada a vocês vão embora! Podem ficar com a arma, so deixem a gente em paz!
_Uiii ele é bravo Stefan. Quem sabe se essa garotinha ai me fazer um agrado eu não penso em deixar vocês dois irem.
_Vamos embora Ted, pelo amor de Deus essa garota não deve ter nem quinze anos vamos cair fora daqui, antes que os pais deles apareçam temos pouca munição cara!
_Cala a boca a boca Stefan eu que dou as ordens aqui! Gritou ele.
Julie estava apavorada, começou a chorar, eu vi um errante se aproximando e resolvi aproveitar, seria nossa chance de escapar.
_Meu deus errantes! Gritei, os dois olharam na direção da criatura, o tal de Ted, caminhou e enterrou a faca em seu cérebro eu aproveitei a distração e escapamos pela outra margem, ouvi alguns disparos na nossa direção e uma dor na perna.
_Corre Julie não para! Vai, vai! Gritei.
Continuei correndo o maximo que pude, mas a perna doía, Julie tentou me ajudar.
_Vai, você tem eu correr e voltar pro abigo ta bem? Vai chama o pai eu vou me esconder, vai Julie.
_Eu não vou te deixar aqui com aqueles caras Carl!
_Vai Julie, eu vo fica bem, eu não vou conseguir correr até o abrigo, se pegarem nos dois vão nos matar, vão machucar você, vai agora é a nossa chance! Vou me esconder Vai.
Ouvi os passos dois dois se aproximando, Julie desapareceu no meio da floresta, eu me escondi dentro de um buraco no tronco de uma arvore.
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