Notas iniciais
Bom gente estou largando um cap atraz do outro pra evitar mais spoilers na Born in hell, Boa leitura e nao deixem de comentar!

POV ANNA


_Você ta bem? Perguntou Maggie.
_Estou, é so um mal estar...Aiiiiiiiii. Me curvei com a dor forte na barriga, todos me olharam assustados, Daryl me apoiou e começou a me levar pro quarto.
Deitei na cama, Daryl me olhava assustado.
_Eu to bem já vai passar, falei sentindo outra fisgada forte e me curvando de dor.
_Eu vou chamar a Giulia. Disse ele levantando.
Senti algo quente entre as minhas pernas coloquei a mao por debaixo do vestido, fiquei paralisada ao notar que era sangue, eu estava perdendo meu bebê.
_Nao, não... Falei com a voz tremula.
Daryl saiu e voltou segundos depois com Giulia, eu estava apavorada.
_Me ajuda por favor, me ajuda. Imporei
_Tudo bem Anna, olha você tem que ficar calma ta bem? Vamos ver o que você tem. Deita.
Ela me examinou, era muita sorte termos Giulia ali por mais que ela fosse um pouco chata as vezes, ela já havia ajudado em partos quando era enfermeira e entendia bastante sobre gravidez. Respirei fundo tentando aliviar a dor, o sangramento parecia aumentar a cada segundo.
_Ta tudo bem, eu vou pegar uns remédios e já volto.
_O meu bebê, ele vai ficar bem não vai???
_Você tem que relaxar e não fazer esforço nenhum eu vou pegar os remédios.


POV DARYL DIXON

_Vai ficar tudo bem, falei dando um beijo na testa de Anna e saindo atras de Giulia, não tínhamos muitos remédios talvez eu tivesse que sair pra buscar, cheguei a enfermaria.
_O que ta acontecendo? Precisa de alguma coisa o hospital não é longe eu posso pegar. Falei.
_Ela ta perdendo o bebê, sinto muito Daryl mas não tem o que fazer, apenas controlar a dor e deixar que a natureza siga seu curso.
_Que? Ta falando que meu filho ta morrendo e não posso fazer nada? Tem que ter alguma coisa, tem que ter! Me diz eu busco, eu vou até o inferno se precisar me diz!
_ Não tem que fazer, eu fiz o exame de toque ela ta com o colo do útero aberto o corpo dela já ta trabalhando pra expulsar o bebê, isso quer dizer que ele já ta morto, eu sinto muito Daryl, a única coisa que você fazer e ficar do lado dela, não é fácil perder um bebê, ainda mais agora com quase cinco meses.
_Merda! Como isso foi acontecer? Ela tava bem, o bebê tava mechendo hoje de manha eu senti ele mecher merda! Gritei socando a parede.

_Essas coisas acontecem, não é culpa de ninguém, vamos la levar os remédios e explicar o que ta acontecendo pra ela.
Voltamos ao quarto, havia mais sangue manchando o vestido e os lençóis eu segurei a mao dela. Giulia tentou explicar a Anna da forma menos traumática possível que o bebê já estava morto e não havia nada que pudéssemos fazer, ela começou a chorar e segurar a barriga.


_Nao ele ta bem eu to sentindo ele mexer ele ta bem.


_Nao, Anna o que ta sentindo são os seus músculos trabalhando pra expulsar o bebê, você tem que colaborar pra que você fique bem, tem que ajudar o seu corpo , você já tava com quase cinco meses o feto já tem um tamanho considerável não é como um aborto no inicio, e mais como um parto, bem menos doloroso mas o esquema é o mesmo.


_Nao, não.... por favor faz alguma coisa por favor salva o meu bebê por favor... Implorava ela chorando desesperada, eu não sabia o que fazer abracei Anna.
_Você tem que ser forte minha garota, tem que ser forte.
[...]
Passaram algumas horas até que aquele tormento acalmasse, por mais que eu queresse ficar do lado da Anna, acabei ficando nervoso e Giulia e Maggie me expulsaram do quarto, os gritos de dor dela cessaram, senti meu peito arder, entrei no quarto, ela estava desacordada na poltrona enrolada num cobertor, Maggie trocava os lençois sujos da cama, me aproximei e toquei seu rosto, ela estava pálida.

_Ela perdeu muito sangue, talvez precisemos fazer uma transfusão.
_Eu posso doar, já doei uma vez. Falei acariciando o cabelo dela.
Coloquei ela de volta na cama e Giulia me ajudou a trocar a roupa dela, a barriga antes durinha e proeminente agora estava apenas com a aparencia de inchada, flacida. Terminei de vesti-la e aconcheguei entre os travesseiros nesse momento que eu notei o embrulho feito com uma toalha ensanguentada sob a cômoda, senti meus olhos arderem junto com o meu peito.


_Era um menino. Vou pegar as coisas pra fazermos a transfusão. Disse Giulia.
Caminhei até o embrulho, senti as lagrimas quentes correndo pelo meu rosto, por mais que eu tentasse controla-las o esforço parecia insuficiente diante da dor daquela perda. Peguei nos braços com todo o cuidado, era um bebê minúsculo um pouco maior que uma caneta esferográfica, mas era perfeito, tinha bracinhos e pernas pequenas com todos os dedinhos, orelha, nariz, olhos, tudo pequenininho, sua pele era quase que transparente, mas era lindo, na vida de antes sempre que eu via um bebê prematuro achava-os tao estranhos e feios, mas aquele era lindo era o meu bebê, meu filho... Eu jamais veria a cor dos seus olhos, nem o ensinaria a andar, a falar, a usar a besta como eu havia planejado ele estava morto, morto! Respirei fundo, peguei um brinquedo que eu havia encontrado pra ele dias antes, um pequeno esquilo de pelúcia segurando uma nós, era quase maior que ele, o enrrolei junto na toalha com cuidado, as lagrimas voltaram a correr desobedecendo a minha vontade. Fiquei aos pés da cama segurando o bebê.


_Eu vou cuidar da sua mãe, ela vai ficar bem eu prometo filho. Respirei fundo e levantei, caminhei até o pátio sob os olhares curiosos, cavei uma cova minúscula sob uma arvore folhosa. Que bela peça desumana o destino havia me pregado, semanas atras eu enterrava a mulher e o filho de Mike, prometendo a mim mesmo que eu faria tudo que pudesse pra não ter que fazer isso com a minha família, e hoje eu enterrava meu caçulinha. Eu nunca fui muito religioso mas sempre acreditei num Deus, mas agora eu já não acreditava mais, Deus não levaria meu filho por um simples capricho, Anna estava bem, o bebê estava bem mexendo bastante, estávamos todos bem, confortáveis, com a barriga cheia de comida comemorando o aniversario da Judith, se ele existir deve ser muito cruel.
Coloquei o embrulho na cova e cobri de terra, Rick fez uma cruz com pedaços de madeira e me entregou.
_Sinto muito Daryl, tente ser forte. Disse colocando mão no meu ombro.
Assenti com a cabeça, fixei a cruz e voltei pra dentro do abrigo eu tinha que enterrar aquela dor, Anna precisava de mim. Entrei no quarto, Maggie já fazia a doação a Anna. Luke e Katnis entraram.
_Sinto muito Daryl, como ela está? Perguntou Katnis.
_Esta com uma hemorragia, se não diminuir nas próximas horas eu não sei como vai ser... Respondeu Giulia.
_Que? Ta dizendo que a Anna pode morrer? Perguntei
_Sim Daryl, a pressão dela ta alta e a hemorragia voltou forte, ela precisa coagulantes e reagir logo.
_Merda! Onde eu consigo esse remédio?
_No hospital. Mas preciso de você aqui, pra revezar na doação, vocês três tem o mesmo tipo de sangue não é?.
_Eu vou... Disse Glenn. _Fica ai Daryl eu sou rápido volto logo.
_Eu vou com você. Disse Rick.

Passamos a noite toda nos revezando na doação, Rick e Glenn conseguiram os remédios e o sangramento diminuiu um pouco, eu não aguentaria perde-la também. Fui até a cozinha bebi, água com açúcar que a katnis me deu, Luke veio caminhando descalso segurando o ursinho Doki com os olhos inchados.
_Desculpa papai. Disse ele.
_Desculpa pelo oque Luke?
_A culpa foi minha, meu irmãozinho morreu porque eu cortei as roupas dele, desculpa papai, eu não queria que ele fosse pro céu.
_Luke não foi sua culpa, nem de ninguém tah? Falei me abaixando e ficando na altura dele._Agora vai dormir.
_Anna vai ficar bem?
_Vai sim, agora vai dormir, boa noite. Falei dando um beijo na sua testa.
_Escuta seu pai filho, vai desancansar....
Luke saiu andando devagar ainda choramingando.
_Anna ta melhor?
_Ta sim, ainda ta desacordada mas a hemorragia cedeu. Respondi.
_Sinto muito pelo bebê, você tava bem empolgado deve estar sendo muito difícil, mas pensa pelo lado bom eleta num lugar melhor agora, não vai ter que viver nesse inferno.
_Foi isso que pensou quando o Billy morreu?
Ela respirou fundo e vi seus olhos encherem de lagrimas.
_Você não vai querer comparar né? Billy tinha dez anos, eu o criei, o alimentei, fiz tudo por ele, o bebê de vocês ainda nem tinha nascido, praticamente nem existia. Disse ela.
_Ele existia, ele chutava a minha mao quando eu tocava na barriga dela, eu nem sei como ele fazia isso porque era muito pequeno, ele cabia na minha mão. Falei sentindo meus olhos umedecendo. _Deixa pra lá, era melhor que ele nem tivesse existido mesmo, seria mais fácil.
_Você tem o Luke, ele te ama muito Daryl. Se eu soubesse que vocês iam se dar tao bem eu...
_Você o que? Nao tinha dito pro cara rico que ele era dele, fala sério Katnis a gente se conhece a quanto tempo? Uns oito anos no mínimo, eu sei muito bem que se tao tivesse babaca do italiano pra enfiar o filho nele você teria abortado o Luke, duvido que ia perder tempo parindo o filho de um pé rapado feito eu.
_Ta pensando errado sobre mim... Eu sei que você não perdoou, mas eu fiz o que fiz pelos meus filhos, pro futuro deles. Eu gostava muito de você e ainda gosto. Disse ela se aproximando, eu dei um passo pra trás me afastando.
_Entao faz alguma coisa pelo seu filho e nunca mais fala uma merda dessa e deixa a Anna em paz, se não eu esqueço que você é a mae dele e te largo no meio da cidade pra você aprender a se virar.

_Que? Daryl? Como pode dizer isso, é ela que implica comigo, Daryl eu te amo.
_O único motivo pra você ta aqui é o Luke, que fique bem claro que eu so te trouxe pra cá por causa dele! Se ele não existisse eu não tinha me importado em deixar você lá servindo de vadia pros White Roads, você foi isso a vida toda qual o problema não é?
_E tudo que a gente viveu? Não significou nada pra você?
_Sim um belo par de chifres e um filho que eu nuca vou ter certeza se é meu mesmo.
_Nao fala assim, Luke é seu filho.
_Vai se ferrar Katnis....
_Vocês viram o Carl? Eu não o encontro em lugar algum...

Notas finais
Bem sei que muitas leitoras quererem me matar depois desse cap, mas tudo na fic tem um propósito não esqueçam disso.Essa perda, principalmente pra Anna vai ser um tanto traumatizante mas também ecorajador pra ela, vocês notaram que ela amadureceu bastante na fic até agora, mas ela ainda continua sendo bem dependende e de certa forma até um pouco submissa, ela vai se redescobrir e teremos uma nova Anna surgindo. E pra acalentar o coraçãozinho de vocês, bem Anna e Daryl terão sim um bebê juntos futuramente, ainda temos muitos caps e muita coisa pra ser contada nessa fic. Bjus e quero reviews!