Apocalipse - O Livro Dos Mortos
67 Ep67 - ST Luis
Notas iniciais
POV ANNA HANKINS
_Eles estão demorando muito. Falei.
_Será que encontraram o Carl? Disse Andrea.
_Nao é quqerer falar mais o Carl sempre inventa de sumir nas horas menos oportunas. Lembra na fazenda Maggie? Disse Glenn
_Claro que eu lembro, nunca vou esquecer daquele dia, aquelas coisas invadindo a minha casa, nos obrigando a deixar uma vida toda pra traz. Disse ela de cabeça baixa.
_Olha lá é a caminhonete do Rick. Disse Glenn.
_Tem algo errado, cadê a moto do Daryl? Falei vendo a caminhote se aproximar.
_Ele deve ta na caminhonete com eles. Disse Andrea.
_Daryl ta arrastando aquela moto desde Atlanta, ele não ia a deixar pra trás. Disse Glenn.
Assim que Carl e Rick desceram da caminhote eu me aproximei, já sentindo o meu coração disparar de medo.
_Cadê o Daryl? Perguntei rapidamente.
Rick e Calr se entreolharam, algo havia acontecido.
_Cadê ele? Gritei já assustada.
_Ele vai ficar bem vai nos encontrar em st. Luis. Respondeu Rick.
_Como assim, porque ele não está com vocês?
_Anna, aqueles caras nos cercaram tivemos que nos separar, Daryl saiu primeiro e chamou a atenção deles pra que Carl e eu pudéssemos chegar a caminhonete. Ele ia fazer a volta pra despista-los e evitar que viessem atras do grupo. Ele vai ficar bem.
_Eu vou voltar. Falei entrando dentro do carro, Rick puxou meu braço com força.
_Me solta!
_Eu prometi ao Daryl que não deixaria você ir atras dele, me escuta, ele vai nos encontrar em St. Luis fica tranquila. Ir atras dele é perigoso demais e eu não vou deixar você fazer isso. Disse Rick me olhando firme.
Concordei relutante, eu não tinha outra escolha, Daryl teria mais chances de escapar sem ter que se preocupar comigo. Droga porque ele tinha que fazer uma besteira daquelas?
Três dias se passaram, estávamos num posto de gasolina na entrada de St.Luis e nenhum sinal do Daryl. Subi no telhado com Judith no canguru e fiquei na vigia, os errantes apareciam a todo o tempo e logo teríamos que partir, se Daryl ao voltasse logo seria impossível nos reencontrarmos. Olhei na estrada deserta, já estava anoitecendo, Rick, lian e Glenn haviam adentrado a cidade em busca de água e suprimentos, já podia avista-los voltando a algumas quadras, Judith brincava com um graveto deitada sobre o saco de dormir ao meu lado, eu estava cada dia mais apegada a ela. Olhei pra estrada novamete, vi uma das crianças se afastando pela estrada.
Desci rapidamente, e corri pela estrada atras do menino.
_Dilan! O que ta fazendo aqui fora? Falei encostando a mão em seu ombro. Ele virou-se e eu dei alguns passos pra trás assustada com a visão, suas roupas estavam ensanguentadas e seu rosto contorcido. Ele avançou na minha direção tentando me morder.
Caiu segundos depois com o disparo silencioso feito por Carl.
_Anna você está bem?
_Estou o que aconteceu? Como ele se transformou?
_Nao sei, mas esse sangue não é dele! Disse Carl me olhando com os olhos arregalados.
Entramos rapidamente no posto de gasolina, tudo parecia normal. As crianças brincavam de pega varetas e Maggie e Giulia alimentavam os bebês enquanto Andrea cochilava recostada a parede.
_Dilan ta morto. Falei, Maggie e Giulia me olharam assustadas.
_Dilan saiu a meia hora com Max e Julie, eles iam pegar lenha pra fogueira. Meu Deus, ele era um bom garoto. Disse Giulia.
_Droga e onde eles estão? Carl pega a sua irma ela ta no telhado eu vou procura-los.
_Eu vou com você Anna. Disse Andrea colocando o casaco.
Adentramos a mata e não demorou muito pra que dois errantes aparecessem, µAndrea cravou sua faca na cabeça de um deles e eu atravessei a minha atravez do olho do segundo.
_Sabe de uma coisa Anna?
_O que?
_O dia que eu te vi, na prisao que fui até la tentar apaziguar as coisas com woodbury lembra?
_Lembro o que tem?
_Quanto vi você achei que não duraria uma semana. Disse ela.
_Que bom que tava errada. Falei.
_Ja faz três dias talvez ele não volte sabe disso não é? Disse ela me olhando.
_Daryl está bem ele sabe sobreviver melhor do que qualquer um de nós. Falei.
_Nao duvido disso, nem to dizendo que ele ta morto, só acho que talvez ele não queira voltar.
Parei e fiquei olhando pra ela confusa.
_E por que ele não ia querer voltar? Esse é o lugar dele com a gente.
_Acho que eu conheço o Dixon a mais tempo que você, e sinceramente esse papel que ele anda se prestando nos últimos dias não tem nada a ver com ele.
_Papel e que papel?
_Bom braço direito do Rick, babá, namoradinho de colegial. E por ai vai...
Balancei a cabeça e continuei andando.
_Você não sabe nada sobre o Daryl, só porque você finge que se importa com as pessoas desse grupo não siguinifica que ele esteja fazendo o mesmo.
_Eu finjo? Eu me importo com todos aqui!
_Nao Andrea, você não se importa, você é fria é calculista. Se está com a gente é porque te convém nesse momento se não já teria ido embora a muito tempo.
_Ta errada sobre mim e sobre o Daryl também. Desde que ele ficou atras da Sophia que todo mundo acha que ele virou um santo, ai esqueceram que ele nunca quis fazer parte desse grupo, sempre se manteve longe, era agressivo com todos e ainda é muitas vezes, não colaborava, e quando lembram ou comentam sobre o Governador eu sinto os olhares de acusação sobre mim sendo que foi o Merle que fez toda aquela confusão e ele foi aceito de braços abertos no grupo.
_Merle pode ter sido um canalha, mas todo mundo sabia disso, ele não ficava fingindo ser algo que não é Andrea.
_Bom tem que dizer isso pro Daryl, Anna olha você parece ser uma garota bem esperta, abra os olhos e cai na real. Se ele não voltou até agora é porque cansou de se fazer de bom moço, cansou de ter que aguentar todos aqui e foi seguir a vida dele do jeito que ele sabe melhor. Sozinho.
_Ele vai voltar. Falei irritada sentindo meus olhos encherem de lagrimas. Daryl voltaria, ele me amava e aquele grupo era muito importante pra ele, nunca nos abandonaria, Andrea era uma recalcada que vivia o alfinetando por que sabia a importância dele pra todos.
_Bom se quer acreditar nisso acredite, mas ele já deve estar bem longe agora. Anna eu só estou tentando te ajudar, já tive a sua idade a gente acha que vai ser um amor único pra sempre, mas não é assim e com Daryl não vai ser diferente ainda mais sendo ele do tipo que não se prende a nada. Cedo ou tarde ele ia se cansar e seguir o rumo dele, vai ter que aceitar isso.
_Andrea que tal a gente se concentrar no que a gente veio fazer antes que acabamos rolando nesse chão e esquecendo que Julie e Max podem estar el perigo? Deixa que da minha vida cuido eu ta bem? Falei tentando ficar calma e mostrar que as palavras dela não tinham me atingido.
Voltamos ao posto horas depois sem encontrar nenhum vestígio dos dois.
_acharam a Julie? Perguntou Carl preocupado.
_Nao Carl nenhum sinal deles. Respondi.
_Amanha assim sque o sol raiar, vamos atraz deles. Podem estar encurralados em algum lugar. Disse Rick.
Peguei Judith e fui até meu saco de dormir, aninhei ela nos meus braços e dei-lhe um pouco do caldo da lata de feijão que era a minha única refeição do dia. Ela fez uma careta mas na segunda colherada já havia aprovado o sabor e avançava com as mãozinhas na lata.
_Calminha gulosa. Falei dando-lhe um beijo na testa.
_Anna?
_Oi Carl, algum problema?
_Nao eu posso cuidar dela pra você descansar.
_Tudo bem sua irmã é muito boazinha. Dorme feito pedra.
_Se eu te contar uma coisa promete que não vai ficar chateada?
_Prometo.
_Aquele dia que você e o Daryl foram pegos por aquele grupo, eu disse pro meu pai não ir atras de vocês, mas não foi porque eu não gosto de você Anna eu gosto e muito, e o Daryl também é um cara legal. Voces tem cuidado da Judith melhor do que eu e o meu pai mesmo não tendo obrigação nenhuma com ela. Mas sabe eu fiquei com medo do meu pai morrer, eu perdi a minha mae e só porque eu não chorei nem pirei como o pai, não significa que eu não sinta a falta dela e dos outros também. Sabe as vezes eu acho que meu pai toma decisões erradas e isso acaba fazendo com que mais pessoas morram, eu tento não pensar assim mas isso ta sempre martelando na minha cabeça. Disse ele, notei que os olhos dele estavam cheios de lagrimas e que fazia um esforço enorme pra não chorar.
_ Carl, eu não sou nenhuma expert em relação pai e filho, bem você viu la na prisao que eu e meu pai não éramos muito chegados. Mas o Rick ele sempre segue o coração dele; as vezes pode até não soar tao racional mas isso é ser humano e no momento que a gente perder isso vamos nos tornar como esses grupos que andam por ai matando todo mundo, eles podem até sobreviver assim, mas nunca vão coseguir viver, amar, ter momentos bons como os que a gente tem aqui. Eu sei a sofremos um bocado, mas sabe eu olho pra sua irma e pros outros pequenos eu tenho esperança. Eles não tem mais isso, estão respirando mas estão mais mortos que esses errantes.
Dei um beijo na testa dele.
_Se quer um conselho, não deixe o Carl morrer de nenhuma forma.
_Não ta zangada?
_Não, eu entendo.
_Boa noite Anna. Disse ele se afastando até seu saco de dormir.
_Boa noite Carl.
Terminei de alimentar Judith e em pouco tempo ela se entregou ao sono, eu continuei por horas acordada olhando pro teto, pensando em Daryl onde ele estaria? Olhei pro lado vi as crianças dormindo amontoadas sobre os colchonetes, acho que foi nesse momento que a ficha caiu e lembrei do corpo de Dilan estirado na estrada, senti meu peito apertar. Amanha teríamos que enterra-lo, a duvida era se seria apenas um enterro.
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