Apocalipse - O Livro Dos Mortos
68 Ep68 - Paternidade?
Notas iniciais
Cade meus comentarios lindos? estao desanimando da fic gente? ela nao ta boa? Vejo tanta gente nova favoritando mas nao deixam nenhum comentario pra deixar a escritora feliz ;(
Obrigada aos meus leitores que dedicam um tempinho pra me deixar um review...Estou ficando desanimada...
Mais uma vez gostaria de convida-los a conhecer A bela e a fera minha fanfic sobe Merle dixon...
POV DARYL DIXON
Demorei horas pra despistar aqueles caras, eles eram persistentes se não tivesse encontado aquela estrada repleta de carros apinhados por onde apenas a moto passava provavelmente estaria morto. Agora por uma bela burrada e falta de escrúpulos ao tentar matar a minha fome estava preso num porão com um grupo enorme de errantes forçando a porta a não sei quanto tempo, mas eram mais de dois dias concerteza a escuridão do porão não me deixava identificar ao certo quantos dias haviam passado. Vasculhei o porão mais uma vez, na esperança de encontrar algo que eu sabia que não encontraria pois já havia revirado aquele lugar milhares de vezes e a única coisa util que achei foi uma lanterna.
_Merda! Como é que eu vou sair daqui? Gritei enraivecido e já me sentindo um pouco fraco, ficar sem comer eu aguentava por dias mais sem água era desorientador, o único liquido que encontrei eram produtos de limpeza e uma garrafa de vinho, ficar bêbado não parecia uma boa escolha há dois dias mas agora eu já começava a mudar de ideia.
Abri a garrafa e senti o aroma delicioso do vinho, provavelmente bem caro, tomei um gole, era delicioso, mas com o estômago vazio, meia garrafa e eu estaria bêbado.
_Dane-se! Hey mordedores estão com fome? Gritei.
A porta era a única saída daquele porão enterrado na terra e a casa estava cheia daqueles mordedores nojetos, eu tinha três flechas e duas balas na pistola.
_Posso matar cinco de vocês, antes dos outros me devorarem. Ouviram? Gritei. Tomei vários goles de uma vez só.
Apenas grunhidos e arranhões como resposta, eu que sempre gostei de ficar sozinho agora me sentia tao mal por isso.
“Anna, ah merda bela preça o destino me pregou? Agora que tava tudo mais ou menos bem pra gente, vou morrer nesse porão minha garota. Desculpa sou um idiota” pensei
Eu estava sozinho, provavalmente ia morrer naquele porão, aquelas coisas não desistiriam se eu tentasse sair morreria devorado, se eu ficasse morreria de fome.
_Que escolha sádica. Anna, merda como vou sair daqui? Como vou voltar pra você? Comecei a rir já sentindo o efeito da bebida.
Ouvi a risada sarcástica de Merle e depois o vi sentado próximo aos degraus da escada.
_Era tudo que eu precisava, devia ter deixado você virar um zumbi como fantasma você é chato pra caramba. Falei empinando a garrafa.
_Que isso irmãozinho? Tomando o ultimo porre e chorando as magoas que vai perder a garotinha de olhos verdes? Ao invés de dar um jeito de sair daqui? Você é patético mesmo. Disse ele.
_ Bem pelo menos eu ainda to vivo não é?
_Por pouco tempo pelo jeito,você vai beber até se achar o super homem depois vai sair pela porta, vai derrubar oito e vão comer você na sala de estar, vai ter pedaço pra todo lado, uma festa!
_Vai se ferrar Merle!
_E sabe do que mais? Sua garota vai chorar uns dias por você não voltar mais depois ela vai ta mandando ver com um dos caras do grupo. Quem sabe não seja o seu amiguinho Xerife? Enh? Disse ele fazendo gestos obcenos.
_Volta pro inferno e me deixa me embebedar em paz.
Ouvi um estrondo forte e um tremor, o vulto de Merle desaparecu no ar. Umas batidas fortes na porta.
_Tem alguém ai? Disse uma voz que não me era estranha. Empunhei a besta, ouvi disparos, subi as escadas e abri a porta dei de frente com um rosto, um rosto conhecido, mas tao distante, um rosto de outra vida, do mundo “normal” que agora pra mim era um sonho longíncuo do qual eu não sentia falta alguma.
_Daryl quem diria! Abaixa isso sou eu Ted, Merle ta ai com você? Eu vi a moto dele ai fora.
_Merle ta morto. Falei
_Morto? Nossa, vem vamos cair fora daqui esse lugar ta tomado. Saimos da casa matando os errantes que estavam pelo caminho eu estava meio tonto pela bebida. Ted ia a minha frente com muita destreza eliminando os errantes com um facao afiado.
Tentei subir na moto mas quase cai.
_Hey,vamos no meu carro.
_Tomas leve a moto dele.
Eu não gostva da ideia de outra pessoa dirigir a moto, mas naquela situação era melhor aceitar. A hora depois estávamos num hospital pisiquiatrico que agora servia de abrigo pra aquele grupo.
_Com fome? Disse ele me estendendo uma tigela com comida.
Peguei a tigela e devorei o macarrão um pouco empapado e sem sal.
_Dois dias sem comer. Ou mais se lá quanto tempo fiquei lá. Sabe não leva a mal mas achei que nunca mais veria um rosto cohecido no meio dessa bagunça. Falei.
_Ah eu levei um susto quando vi que era a moto do Merle. Meus pêsames pelo seu irmao. Ele foi mordido?
_Nao, levou um tiro.
_Ah, bem são tempos dificieis até pra caras durões como ele.
_Tem mais alguém dos motoqueiros vivos?
_Denny, Joseph, Stefan, Matt, até o idiota do Crekk todos vivos e o Tomas saiu a alguns meses do bando pra tentar chegar em nebrasca, não sei onde ele ouviu que lá era seguro. Eu estive na sua oficina, no apartameto do Merle quando tudo isso começou não os encontrei.
_A gente foi pra Atlanta, mas a cidade tava tomada ai ficamos nos arredores por um tempo, entramos num grupo de sobreviventes, aconteceu muita coisa desde lá. Falei
_Bom nós ficamos rodando pela Georgia mesmo desde então. Encontramos esse lugar alguns meses com uns idiotas, tomamos pra nós mais gente chegou somos um grupo grande. Aceitamos todos que sejam uteis. Ta sozinho agora? Não é uma boa, pode acabar encurralado.Disse ele rindo.
_Eu tenho um grupo, devem estar em...NorthTonw me esperando. Falei, Não era bom dizer a eles onde meu grupo estava, não era a toa que eles estavam vivos, os White Road eram um grupo de motoqueiros amigos do Merle, a maioria ex presidiários ou foragidos. Acabei conhecendo-os atravez dele, vivia concertando as suas motos. Eles já eram da pesada antes quando havia policia pra ficar na cola deles imagina agora que todo mundo fazia o que queria.
_Humm um grupo? É grande? São uteis? Quero dizer sabem sobreviver? Matar aquelas coisas? Vocês tem um lugar seguro?
_Muitas perguntas não acha? Falei bebendo um gole de água, já começava a me sentir um pouco melhor.
_Pode ficar com a gente se quiser, tive que abandonar a minha fat boy porque ninguém sabia concerta-la.
_Não, eu vou voltar pros meus assim que o dia amanhecer. Posso passar a noite aqui? Bom você ainda me deve 100 dolares do ultimo concerto. Falei rindo.
_Aceita cartão de credito? Hahaha!
_Prefiro que fique pela estadia.
_Que isso Daryl, sabe que Merle era um irmao, você também é. Ah quer ver uma coisa de louco. Disse ele levantando a manga da jaqueta e me mostrando uma cicatriz de uma mordida.
Apenas balancei a cabeça.
_Você é a primeira pessoa que não faz uma cara de pavor, ao ver isso. Disse ele desapontado com a minha reação.
_Bom tenho novidades pra você, não é o único tem uma garota no meu grupo que também é imune, e parece que deve ter mas gente por ai.
_Uma garota, ah assim você me deixa triste achei que eu fosse o escolhido.
Comecei a rir.
_Ela é branca né? Não vai dizer que é uma escurinha ou pior judia?
_Ted se não se importa, eu preciso deitar um pouco amanha quero pegar a estrada cedo pra alcançar os outros.
_Claro tem toda a razão, ah mais espera tem alguém que eu acho que você vai gostar de ver. Vem comigo.
Segui Ted pelos corredores estreitos do lugar.
_Deixamo as garotas e as crianças aqui atrás tem outros grupos nessa região, gente perigosa, é melhor que eles vejam um bando de cara mal encarados do que mulheres e crianças não acha?
_Acho que ta certo. Falei, estava curioso pra saber quem era a pessoa.
Ele abriu uma porta, Havia muitos colchonetes pelo chão, algumas crianças e mulheres.
_Daryl? Disse uma voz feminina. Virei os olhos na direção dela.
_Katy?
_Meu Deus não acredito que está vivo! Disse ela me abraçando. Fiquei pasmo sem reação, Katy era prima de Matt um dos motoqueiros, a gente teve um lance durante uns quatro meses, foi o maior relacionamento que tive até ela me meter um belo par de chifres e estragar tudo.
_Que bom que está viva e o Bily?Perguntei.
_Ele foi mordido, logo nos primeiros dias. Disse ela se afastando.
_Sinto muito, ele era um bom garoto. Falei lembrando do garotinho que adorava perguntar o porque de tudo.
_Eu tive vontade de morrer com ele, mas eu tinha que continuar eu tinha o meu bebê é aquele ali brincando com os blocos. Disse ela apontando pra um meninho loiro de uns 4 ou 5 anos de idade. _Ele é seu. Disse ela me olhando firme.
_Que?
_Acho que eu sobrei nessa conversa, to caindo fora. Disse Ted saindo pelo corredor. Eu também me afastei um pouco atordoado com o que Katy me disse.
_Ta brincando comigo! Falei
_Nao é isso acontece quando a gente transa bêbados sem caminsinha. Disse ela calma.
_Não, chega de palhaçada Katy. Queria me matar de susto conseguiu se tivesse tido um bebê meu ia ter pelo menos me ligado não ia? Além do mais tinha aquele italiano que você... você sabe o que fez.
_Eu sei, e o motivo de eu não ter te ligado foi ele, era muito melhor ter um bebê do filho de um magnata do que de um mecânico de motocicletas. Eu disse que o bebê era dele, ele acreditou e me sustentou por um tempo mas ai quando o menino nasceu e não parecia em nada com ele, ele pediu o Dna e adivinha? Cortou a pensão dele.
_Você é uma vagabunda.
_Nao é a primeira vez que você me diz isso, mas não muda o fato que ele é seu filho.
_Matt esteve milhares de vezes na minha oficina porque ele não me contou?
_Por que eu pedi, depois que Antuane me deixou eu fiquei sem um centavo e com duas crianças pra criar, liguei pro meu pai, me humilhei ele me aceitou de volta e disse que meus filhos teriam um teto se eu andasse na linha e foi o que eu fiz. Arranjei um emprego e tava me saíndo muito bem, pra que eu iria atras de você? Que tinha me escurrassado da sua casa como se eu fosse uma cadela.
_Ah e o que queria que eu fisesse depois de te pegar se amassando com um estrangero filho da puta?
_Eu nunca menti pra você Daryl, eu sempre disse que eu queria uma vida melhor pra mim e pro Billy, eu gostava de você, mas o Antuane podia me dar uma vida que você não podia. Olha eu so te contei porque achei que depois de metade do mundo estar morto, você aparecer aqui era um sinal. E que você devia saber, mas eu não to te cobrando nada. Pode continuar com a sua vida eu cuido muito bem do meu filho sozinha. Disse ela irritada.
Vi o menininho se aproximar carregando um ursinho de pelúcia bem sujo, afastei alguns passos, me sentindo ainda perdido e assustado ao ver aquela criança.
_Mamãe? Quem é esse moço? Perguntou a voz doce e infantil.
Katy não respondeu apenas continuou me olhando, esperando uma reação minha, eu me abaixei ficando na altura dos olhos do menino. Senti uma coisa estranha no meu peito e um nó na garganta.
_Oi. Falei, de fato o garoto se parecia muito com as poucas fotos que eu lembrava da minha infância.
Cocei a nuca sem saber o que fazer, era assustador, um filho? Eu tinha um filho? O que eu ia fazer?
O garoto sorriu e me alcançou o ursinho.
_O nome dele é doki, ele é mágico espanta os mordedores. Disse o garotinho com a voz baixa.
_É mesmo? Qual o seu nome?
_Sim ele espanta, meu nome é Luke. Eu tenho isso de idade. Disse ele mostando os dedinhos indicando 4. _Mas logo vou fazer assim e vou ser bem mais velho e você? Continuou ele agora indicando 5.
_Mais do que os meus dedos podem contar. Falei.
_Luke vai brincar com os outros a mamãe já vai. Disse Katy ao garoto.
Respirei fundo vendo o menininho voltar a brincar. Aquela sensação era estranha e maguinífica um calor que inundava meu peito o fazendo disparar ao ver aquela criança empilhando os blocos de madeira. Tao esperto, mas ao mesmo tempo pequeno e frágil pra sobreviver num mundo como aquele. Minha cabeça estava confusa demais com aquele turbilhão de pensamentos e sentimentos. Se ela tivesse me contado sobre o menino quando ele nasceu eu provavelmente teria mandado ela e a criança pro inferno depois dela ter me traído. Mas era estranho como aquele mundo entregue ao caõs tinha me mudado me tornado mais humano talvez? Não sei ao certo se essa era palavra, só sei que eu não tinha coragem de virar as costas e fingir que ele não existia.
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