Apocalipse - O Livro Dos Mortos
66 Ep66 -
Notas iniciais
POV RICK GRIMES
Estava sentado a beira da cama com mais uma decisão difícil a ser tomada. Anna tinha rasão soltar aquele homem era perigoso, mas mata-lo também não era uma opção viável no momento. Não depois de Carl falar isso com tanta frieza, cada dia eu reconhecia menos o meu filho e aquilo estava me deixando muito preocupado, bom depois de tudo que passamos era obvio que eu sabia que ele mudaria, mas ele estava se tornando extremamente cruel e frio. Eu estava perdendo o meu garoto e não tinha a menor ideia do que eu poderia fazer pra tentar resgata-lo.
Judith brincava sentadinha apoiada por alguns travesseiros na cama, ela estava crescendo tao rápido, já tentava engatinhar sem sucesso mas tentava.
_Filha você é linda sabia? Tanto quanto sua mãe era, ela ia te mimar tanto sempre quis uma menininha. Falei baixinho alcançando o brinquedo.
_Rick? Posso entrar. Disse Giulia escorada na porta.
_Pode sim entra.
_Trouxe a dose de vitamina dela. Disse ela com um vidro e uma colher.
Ajudei ela a dar o remédio pra Judith, que fez uma carinha nada agradável e começou a chorar.
_Eu sei querida não é bom, mas é pro seu bem. Disse ela acariciando Judith.
_Já sabe o que vão fazer com o prisioneiro?
_Ainda não estamos o interrogando, se ele continuar mantendo a mesma historia sem se contradizer vamos solta-lo amanhã. Esse lugar é bom e relativamente seguro pras crianças, se conseguíssemos ficar um tempo por aqui pelo menos até estarmos mais descansados pra voltar pra loucura que é a estrada.
_Obrigada.
_Pelo que?
_Por nos aceitar e nos ajudar, se não tivesse feito isso todos estaríamos mortos agora. Por nos manter seguros.
_Não Giulia, não confie nisso muitos ainda vão morrer.
_Eu sei, mas não vai ter sido por falta de esforço seu pra nos manter vivos.
Ela se aproximou de mim, nossos lábios se tocaram levemente eu sentia a respiração dela no meu rosto, segurei sua nuca e me entreguei aquele beijo.
POV DARYL DIXON
Passei quase a tarde toda trancado em um dos quartos socando a cara do prisopneiro e ele continuava sustentando a mesma historia, ou aquele cara era um dos mais durões que conheci ou ele realmente dizia a verdade. Sai do quarto com os dedos um pouco doloridos fui até a cozinha e Anna me serviu uma caneca de café, forte e amargo.
_Está bom. Falei
_E então? Ele falou mais alguma coisa? Perguntou ela.
_Ja não sei mais se ele ta mentindo ou não, o nome dele é Marck serviu no Afeganistão, disse que a missão lá tinha mais a ver com essa historia de mortos-vivos do que com o terrorismo. Eu não duvido mais de dada.
_Eu servi no Iraque, bom la não vi nada. Disse Lian.
_Era fusileiro? Porque nunca falou? Perguntei, isso explicava a experiência dele com armas. Pensei.
_Nao é uma coisa de que me orgulhe, fomos convocados pra capturar um ditador e libertar o povo, mas quando chegamos lá tivemo que lutar contra meninos de 10 anos de idade. E não era brincadeira eles atiravam pra matar, mas no fundo eram só meninos sem escolha. Foi difícil.
Ouvimos um som saindo do radio comunicador que Lian havia encontrado com o homem.
_Marck? Marck responda! Dizia uma voz masculina.
Lian pegou o radio e colocou um pedaço de pano sobre o auto falante.
_Na escuta. Disse ele com voz rouca.
_Onde estava? Faz horas que estávamos tentando contato? Bem e ai quantos são?
Acho que estava perdendo o jeito, o infeliz estava me mentindo e sustentando a mentira por horas, ele tinha um grupo, estavam nos vigiando.
Lian desligou o radio e fomos rapidamente pro quarto onde o homem estava preso.
_Seu filho da mae! Gritei dando um soco forte no rosto já ensanguentado do homem.
_Nos ouvimos o contato no radio, quem são eles? Perguntou Lian mirando a pistola no rosto do homem.
_Isso aqui é uma ratoeira e vocês foram pegos, eu devia ter ligado pra eles a mais de uma hora, já devem ta vindo pra cá.
_Seu desgraçado! Gritei chutando o homem e o derrubando com a cadeira no chão.
_De quem você está falando? Perguntou Lian
_Nao encontraram um bando de gente morta aqui? É isso que agente faz, todo mundo que encontra esse lugar com as janelas trancadas acha que é seguro, fica aqui, nos esperamos até derem bobeira, ai matamos todos e pegamos tudo que precisamos. Vocês chegaram antes mesmo da gente limpar o lugar.
Lian deu um soco na cara do homem e colocou o radio próximo a sua boca.
_Você vai ligar pra eles e dizer que somos um grupo grande e eles estaram ferrados se vierem pra ca!
Rick colocou a arma na cabeça do homem, e Lian apertou o botão do radio, ouvimos a estática e depois uma voz masculina.
_E ai Mark, tudo tranquilo? Já viu quantos são? O Radio ta falhando.
_São um grupo grande, acho que estão de passagem melhor deixarmos eles irem... disse o homem.
_Ja estamos a uns 15 minutos daí, estão armados? Perguntou a voz.
_Sao so um bando de idiotas garotas e... Lian socou a cara do homem e jogou o radio espatifando ele na parede.
Sai do quarto encontrei Anna no corredor.
_Pega as suas coisas a gente tem que cair fora daqui!
_Anda, Julie pega os meninos e coloca no ônibus vai! Não temos muito tempo! Gritou lian.
_O que está acontecendo? Perguntou Andrea confusa enquanto Lian e eu pegávamos os mantimentos e jogávamos no parta-malas do carro.
Vi Anna descer as escadas com nossas mochilas acompanhade de Rick e Giulia e mais algumas crianças.
Estavamos prontos pra partir quando Rick desceu da caminhonete.
_Cadê o Carl? Carl! Gritou ele.
_Vao indo pela rodovia vou ajudar Rick a encontrar o garoto depois alcançamos vocês! Falei. Rick entregou a bravinha a Anna e Julie e Giulia entraram no carro com ela.
Começamos a procurar o garoto pelos quartos da pousada.
_Carl! Gritei, era tudo que precisávamos Carl desaparecido e a gente prestes a ser atacados.
Ouvi um barulho de carro e mostrei a Rick uma Perua se aproximando na estrada. Continuamos a vasculhar os quartos, e nada do garoto descemos as escadas e eu segui Rick até o quarto onde estava o prisioneiro. Rick ficou paralisado, o homem estava estirado no chão e Carl segurava uma pistola com silenciador.
_O que você fez? Gritou Rick desnorteado.
_Se não fizéssemos eles fariam com um de nós, mamãe e Tdog ainda estariam vivos se você tivesse matado aquele cara na prisao. Disse o garoto num tom firme.
_Carl? Filho...
_Eu fiz o eu tinha que fazer. Interrompeu o garoto.
_Rick, melhor ter essa conversa mais tarde, a gente tem que cair fora daqui, já estão no pátio. Falei.
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