Apocalipse - O Livro Dos Mortos
33 Ep33-
Notas iniciais
Novos personagens! Espero que gostem...
POV SAMANTHA MACALISTER
Hankins estava enlouquecendo aquele mundo novo tinha esse efeito sob algumas pessoas. Fiz com que entrasse no carro e comecei a dirigir na direção contraria ao nosso caminho, precisávamos encontrar gasolina e rápido ou logo aquele bando nos alcançaria. Consegui entrar em uma pequena cidade mas logo o carro parou.
_Droga! Gritei raivosa. Vamos ter que encontrar gasolina ou estamos ferrados.
Desci do carro e vi alguns walkers caminhando na nossa direção. Merda aquelas coisas brotavam de todos os lugares. Eu a atirei e abatendo três, Jake também me ajudou derrubando mais dois.
Anna balançava a cabeça negativamente encostada ao carro.
_Não deviam ter feito isso, os tiros vão atrair mais deles. Disse ela.
_Pode deixar que sabemos o que estamos fazendo. Falo jake guardando sua pistola no coldre.
Harold e eu, fomos em busca de gasolina, Jake e Anna ficaram nos esperando no carro. Jake ainda não conseguia correr era ariscado leva-lo.
Andamos pelas da pequena cidade havia uma pilha de corpos carbonizados em frente à praça, a maioria das casas estavam arrombadas. Chegamos a um posto, ainda havia gasolina nas bombas, entrei pra tentar encontrar um galão pra que eu pudesse levar um pouco de gasolina até o carro pra depois trazê-lo até o posto pra abastecer. Encontrei um pegueno galão, caminhei até a bomba e o enchi com a gasolina. Hankins estava a alguns passos a minha frente, com a arma em punho na direção da rua caso algum Walker aparecesse.
“Era melhor eu tomar cuidado com ele, aquele homem estava totalmente fora de controle”
Voltamos a entrada da cidade, de longe pude observar alguns walkers devorando alguma coisa na frente do carro. Hankins gritou e começou a correr efetuando diversos disparos na direção dos errantes. Eu o ajudei a matar os outros que se aproximavam. Ele retirou os corpos de cima do corpo, era Jake ou o que sobrou dele. Seu corpo fora totalmente dilacerado pelos Errantes parte de seu rosto havia sido devorada, seus órgãos e intestinos estavam espalhados pelo chão da rua.
_Meu deus Jake! _ Falei fechando os seus olhos que permaneciam abertos.
_Anna deve ter fugido, temos que encontra-la. _ Disse Hankins não demonstrando qualquer sentimento pelo jovem soldado morto.
Efetuei um disparo na cabeça de jake e cobri seu corpo com um casaco.
_Descanse em paz soldado, você serviu ao seu país com excelência.
_Só estamos perdendo tempo. Temos que ir Sam não podemos fazer mais nada por ele.
Voltamos às buscas pela garota caminhando pelas ruas da cidade, por sorte não era uma cidade grande a encontraríamos facilmente, mas e se ela tivesse corrido pra fora da cidade em direção a rodovia? Aquela missão estava sendo a pior de toda a minha vida. Saimos em um grupo de oito e agora restava apenas eu e o miserável do Hankins, no começo eu até adimirei a sua força de vontade em encontrar a filha, mas quando percebi que tudo não passava de uma obsessão doentia que colocou fim na vida de meus amigos e ainda por cima condenava a jovem a uma vida a qual ela não queria viver fiquei profundamente decepcionada e enraivecida. Hankins não conseguia enxergar um palmo em sua frente, ele condenou as pessoas que salvaram a vida de Anna e ainda por cima pensava em voltar pra uma vingança insana. Mas eu tinha um trabalho a ser feito, eu retornaria com eles a Portland e reportaria todos os fatos ao capitão Kruster, ele tomaria providencias quanto a insubordinação de Hankins.
POV ANNA HANKINS
Vi meu pai e Samanta se afastarem em busca da gasolina e voltei a sentar-me no carro. Liguei o radio apenas estática. Procurei algum cd ou algum tipo de mídia no porta luvas e encontrei um pequeno cartão de memória o coloquei no radio e começaram tocar algumas musicas do ‘Jonas Brothers’. Eu nunca gostei daquela banda nem mesmo quando eles viraram febre a alguns anos atrás entre as meninas do colégio, mas pra quem passou meses sem escutar qualquer tipo de musica até que não pareceram tão ruins. Jake entrou no carro e desligou o radio.
_Melhor não gastar a bateria. Não leva a mal.
_Tudo bem eu não gosto dessa banda mesmo.
_Você esta bem? Parece tão triste. Perguntou ele me olhando nos olhos
_Eu vou ficar bem, obrigada por perguntar. Respondi voltando a remexer no porta luvas ainda cheio de coisas dos antigos proprietários do carro.
Retirei um envelope com algumas fotos dentro, comecei a foliadas eram de uma família, uma mulher bonita de cabelos negros, um menino que devia ter por volta de sete ou oito anos e um homem gordinho de aparência muito simpática.
_Eles devem estar mortos.
_Provavelmente. Na verdade acho que sobrou pouca gente viva. Disse ele pegando uma das fotos.
_Tem família? Alguém vivo?
_A minha mãe e o meu irmão mais novo estão na base, deixaram que a gente levasse duas pessoas. Foi difícil ter que deixar o meu pai e o meu irmão mais velho e a família dele a própria sorte. Mas meu irmão é muito esperto talvez estejam vivos.
_O instinto de sobrevivência é uma coisa magnífica, descobrimos coisas que a gente jamais pensou que seria capaz de fazer. Guardei as fotos no envelope e coloquei-as de volta no porta luvas.
_Desde que isso tudo começou a gente se sente tão sozinho. Uma garota bonita, frágil e tão delicada quanto você vai precisar de alguém por perto não acha?
Disse ele colocando uma das mãos sobre a minha e se aproximando. Eu a puxei rapidamente.
_ Eu sei me cuidar. E não sou tão frágil quanto imagina. Respondi friamente.
_Desculpa eu acho que falei besteira.
Apontei um grupo de walkers que se aproximava do carro eram seis. Ele saiu empunhando a arma confiante.
_Pode deixar que eu cuido disso.
Ele saiu do carro e começou a efetuar alguns disparos derrubado dois Walkers e depois se aproximou dos outros deferindo socos e chutes.
“ Ele estava tentando me impressionar ou seria impressão minha? porque não atirou simplesmente já que já tinha feito barulho mesmo garoto idiota.”
Liguei o radio novamente e comecei a passar as musicas um soldado treinado daria conta daqueles zumbis, quando olhei pela janela Jake estava caído e um Errante mordia seu rosto. Tentei abrir a porta, mas ela foi bloqueada por duas daquelas criaturas, passei para o banco de trás e sai rapidamente por uma das portas, comecei a correr em direção a rodovia. Alguns walkers vinham na minha direção e quanto mais eu me afastava mais deles apareciam em meu encalço, eu estava desarmada nem mesmo uma faca eu tinha minha única chance seria correr e muito rápido.
Entrei na floresta correndo desesperadamente por entre as arvores, mais walkers saiam do mato. Eu sabia que não ia conseguir manter aquele ritmo por muito tempo e quando isso acontecesse, eles me alcançariam, comeriam minha carne até que eu morresse. Senti um frio na barriga, cai e desci rolando barranco abaixo. Meu corpo estava dolorido e tinha uma forte dor na perna. Sentei-me com um pouco de dificuldade, eu podia ouvir os passos na minha direção. Olhei a minha perna havia uma lasca de madeira atravessada na minha panturrilha, arranquei-a com força e gritei de dor. Segundos depois senti uma pancada forte na minha cabeça que me fez cair desorientada. Eu fiquei no chão imóvel por algum tempo ouvindo algumas palavras, minha cabeça estava confusa e dolorida. Aos poucos a minha visão foi ficando mais clara e eu pude ver os vultos de uma mulher e de um homem se aproximando de mim.
_Droga Liv tinha que bater na cabeça dela. Disse o homem levantando a minha cabeça do chão.
_Achei que fosse um errante. Foi mal e olha lá tem alguns vindos vamos cair fora.
_Hey garota te me ouvindo? Perguntou o estranho dando tapinhas leves no meu rosto.
_Deixa ela ai vai servir de distração pros walkers enquanto a gente foge.
_Não vamos leva-la com a gente.
O homem tentou me levantar, eu já tinha recuperado um pouco a consciência e o empurrei.
_ Tudo bem, não vou te machucar temos que sair daqui rápido.
Eu podia ouvir os grunhidos dos errantes se aproximando o estranho me estendeu a mão, Daryl viva me falando que não devíamos confiar em ninguém, mas a outra opção era ficar e ser devorada por aquelas coisas. Deixei que ele me ajudasse a levantar e me apoiasse pelo caminho, minha perna doía fazendo-me mancar.
Caminhamos durante um bom tempo, por sorte conseguimos despistar a maioria dos walkers e os que persistiam em nos seguir tiveram seus crânios dilacerados pelo pedaço de madeira que a mulher carregava. Chegamos a uma cabana, havia algumas armadilhas e uma cerca improvisada com estacas cravadas ao chão. Eu travei me recusando a entrar, a mulher percebeu a minha insegurança e veio até mim.
_Se quiséssemos te matar você teria virado o almoço daqueles errantes e garanto que já teríamos chegado aqui bem antes. Quer ficar ai fora fique.
Eu entrei logo atrás dela, era um pequena cabana provavelmente de algum caçador as janelas estavam reforçadas com pedaços de madeira. Sob a mesa havia uma quantidade considerável de mantimentos e uma lareira na qual o homem começou a acender o fogo.
_E então loirinha qual seu nome? Disse a mulher me indicando um colchão velho pra sentar.
_Anna.
_E o que fazia desarmada e sozinha no meio do mato, sinceramente você não tem cara de ser andarilha. Tem cara de quem tem um lugar seguro pra ficar, estou certa?
_Estavamos indo pra Portland, mas fomos atacados.
_Humm, meu nome é Liv e aquele é meu irmão Cristhian. Desculpa pela pancada achei que fosse uma daquelas coisas. Disse ela me oferecendo uma garrafa de água.
Liv era morena com olhos claros e cabelos longos presos por uma trança que descia pela frente do seu ombro aparentava uns 25 anos, corpo atlético e forte a pancada que ela havia me dado ainda fazia minha cabeça latejar. Cristhian era um pouco mais velho, mas não devia ter mais que 30 anos, moreno, alto, com uma barba já um pouco grande demais e olhos azuis como os de sua irmã.
Bebi um pouco da água.
_ Eu tenho que voltar pra estrada. Obrigado pela ajuda.
Falei tentando levantar, mas agora com o corpo mais relaxado sem a adrenalina de fugir nos walkers a minha perna estava ainda mais dolorida e também já ensopara a minha calça de sangue.
_Acho melhor eu dar uma olhada nisso. Disse Liv enquanto levantava a perna da minha calça.
Cristhian começou a preparar uma refeição em uma panela no fogo da lareira, Liv limpou, passou uma pomada e fez um curativo com um pedaço de pano na minha perna.
_Amanha vai estar melhor.
Apesar da gentileza dela eu não esqueci que ela disse ao irmão pra me deixar ser devorada pelos Zumbis, mas por enquanto era melhor não tocar nesse assunto. Fiquei encolhida sobre o colchão no canto da cabana. Assim que pudesse andar sairia dali.
Cristhian terminou de preparar a refeição e serviu em três tigelas, entregando duas a sua Irma e falando algo baixinho que não pude escutar.
_Além de a salvarmos vamos alimenta-la com a nossa comida? Respondeu Liv zangada.
Ela veio em minha direção e me ofereceu uma das tigelas. Eu recusei dizendo que estava sem fome.
_ É melhor comer, amanhã vai estar por sua conta e risco e saco vazio não para em pé.
Peguei a tigela e comecei a comer era um macarrão com salsichas, estava cozido demais mas com a fome que eu estava achei até gostoso.
Terminei de comer, levantei e coloquei a tigela na pia, a lavei com a bacia de água já um pouco suja que tinha sobre ela e voltei ao colchão.
Cristhian saiu pra fora e Liv pegou uma garrafa com uma bebida com cor de achocolatado.
_Quer um pouco?
_ Não obrigado. E obrigado mais uma vez assim que amanhecer eu vou embora.
_ Que menina educada, aposto que tinha uma vidinha super maneira antes disso não é, pai , mãe, irmãos, uma casa grande com gramado e cercas brancas. Aposto que nunca tomou um porre na vida estou certa?
_Não eu nunca tomei.
_ Experimenta é gostoso. Não existe problema que isso não cure.
Peguei a garrafa e levei a boca, tinha cheiro e o sabor gostoso de chocolate misturado com um leve amargo do álcool não parecia ser uma bebida forte.
Liv e eu começamos a conversar ela me contara que estavam em Los Angeles quando a infecção começou, mas que rumaram para o centro do país devido a grande quantidade de walkers das grandes cidades. Comecei a me sentir mais descontraída e a dor na minha perna diminuira, mais alguns goles e eu já estava sorrindo das coisas que liv dizia. Era uma sensação nova, estranha e confortante ao mesmo tempo.
POV LIV TURNER
Não demorou muito tempo para que a garota caísse num sono profundo. Querer me acompanhar na bebida que idiota eu bebia feito um estivador desde os 12 anos. Sentei-me na cadeira de balanço e cochilei um pouco. Acordei algumas horas depois, Cris estava parado olhando a garota dormir. Me aproximei devagarinho e susurrei no seu ouvido.
_Porque não fode ela de uma vez ta morrendo de vontade.
_ Você é louca sabia?
Disse ele indo em direção a lareira.
_Eu dei um porre nela, talvez a idiota nem perceba.
Ele me olhava com um olhar espantado.
_O que foi eu comeria ela se tivesse um pênis, até que ela é gostosa.
_Parabéns você ganhou o premio de depravada do ano. Amanha vamos leva-la até a estrada dar uma faca pra ela e deixar que se vire.
_Assim vai acabar com seu papel de cara mau maninho.
_Vai se ferrar Liv!
POV Narrador
O silencio da prisão só era cortado pelo choro incontrolável da pequena Judith que esperneava nos braços de Rick. Carol se aproximou pegando a criança no colo.
_O que ela tem?
_Ela está bem só deve estar sentindo falta da Anna, como ela ficava o tempo todo com ela. Judith está crescendo nesse tamanho os bebes já reconhecem as pessoas.
_Acha que eu fiz errado?
_Não você fez o que devia fazer Rick, mas às vezes fazer o certo não é a escolha mais sábia.
_Daryl foi atrás dela, acha que não dou importância pra ele nesse grupo se sentiu excluído com o que eu fiz. Sinceramente não achei que ela significasse tanto pra ele.
Rick levantou-se e foi ate a cela pegando um casaco, a mochila e armas.
_Onde você vai Rick?
_Vou atrás do Daryl, ele não vai conseguir sozinho principalmente se chegarem a Portland. Diga ao Glenn que ele está no comando até eu voltar.
_Tem certeza que quer fazer isso? Perguntou Carol
_Eu preciso fazer isso, somos uma família. Cuide dela pra mim. Não vou ficar longe mais que quatro dias. Se não encontra-los nesse tempo eu volto.
_Tudo bem.
_Quando Carl acordar, diga pra ele ficar tranquilo que eu vou voltar. Até mais Carol.
_Tome cuidado Rick.
Rick jogou a mochila e a arma no banco do carona e entrou na caminhonete, olhou no mapa e traçou o caminho mais rápido a Portland, pela rodovia era arriscado se fossem espertos não deviam ter pego aquele caminho, mas estavam a quase dois dias de viagem a frente a única maneira de alcança-los seria tomando o caminho mais curto e interceptando-os na estrada que dava acesso a Portland. Daryl também devia ter pensado da mesma forma se dirigisse rápido talvez conseguisse encontra-lo na estrada a motocicleta o obrigaria a parar mais vezes pra abastecer e descansar.
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