Apocalipse - O Livro Dos Mortos
34 Ep34 -THE TURNERS
Notas iniciais
POV DARYL DIXON
Viajei durante a noite e parte do dia pela rodovia, eu tinha que alcança-los antes de chegarem a Porland. Ouvi um som esquisito saindo do motor da motocicleta.
“Não me deixe na mão belezinha” pensei
Alguns metros a frente o motor falou e saiu uma pequena fumaça do motor.
_ Porra! Será que nada pode dar certo! _ Gritei chutando a moto. Ouvi uns grunhidos alguns zumbis caminhavam na minha direção.
Comecei a caminhar na direção deles com a besta em punho.
_ Querem minha carne seus cabeças ocas! Venham pegar!
Atirei na cabeça de dois que caíram imediatamente no chão, continuei e derrubei o terceiro com um chute forte na barriga e esmaguei seu crânio putrefato com o pé. Arranquei a flecha da cabeça de um dos corpos a enfiando com força no cérebro de outro que estava bem próximo a mim. Empunhei a besta e disparei contra mais dois que se aproximavam. Recolhi minhas flechas e voltei a moto, tentei concerta-la, mas sem peças novas seria impossível, teria que continuar andando até achar outro veículo. Peguei a mochila e continuei a viagem, nada me faria parar. Caminhei durante mais de uma hora, a água que eu havia levado já se findara, vi uma placa indicando um cidade a 1km, certamente encontraria uma moto ou um carro pra continuar a viagem. Andei até a entrada da cidade, havia alguns walkers mortos pelo chão e alguns carros parados, eu preferia uma moto pois seria mais fácil passar caso a estrada estivesse bloqueada. Continuei vasculhando cuidadosamente até que algo me chamou a atenção caminhei mais a frente havia um corpo o chão coberto por um casaco do exercito. Cheguei mais perto e retirei o casaco, apesar de seu rosto estar dilacerado por uma mordida pude reconhecer o jovem soldado que chegara baleado na prisão. Encostei no corpo dele não devia fazer muito tempo que estava ali, eles deviam estar por perto. Comecei a olhar ao redor procurando a mini van com a qual deixaram a prisão. Não a encontrei, olhei no chão em busca de algum indício da passagem deles, apenas os rastros do carro. Atravessei a rua olhei na floresta, havia sinais de pegadas recentes entre as folhas Mas poderiam ser de qualquer um. Ouvi um barulho de carro na estrada, me afastei um pouco me camuflando entre as arvores, eu reconheci a caminhonete era Rick.
“Que diabos ele estava fazendo me seguindo! Tentar me convencer a não ir atrás da Anna?. Ele queria mesmo levar uma surra, só não quebrei a cara dele aquela noite pois eu estava deixando a prisão e Rick deveria estar bem pra defender os outros.”
Sai do meio das arvores e logo vi a caminhonete diminuir a velocidade e dar a ré na minha direção. Ele parou encostando a caminhonete do meu lado.
_Que merda ta fazendo aqui Rick?
Ele desceu da caminhonete e ficou parado na minha frente, tive que me segurar pra não partir pra cima dele e enche-lo de socos.
_Eu errei, achei que estava fazendo o certo que ia proteger o grupo pedindo pra ela ir, mas eu não estava Daryl, Anna e você fazem parte do que somos, do que construímos lá, da nossa família. E não estou falando isso porque Judith não para de chorar desde que ela saiu. Vi sua moto na estrada, vai precisar de carona pra Portland?
_Você é um filho da puta Rick, mas devia ser uma puta legal. Mas a próxima vez que fizer uma coisa assim eu juro que te parto em dois!
_Parece justo! Entra aí
_Como chegou aqui tão rápido?
_Não parei nem pra urinar e peguei uns atalhos.
Entrei no carro.
_Espera, eu achei o soldadinho de chumbo morto na cidade ali na frente. Acho que eles devem ter escapado, o carro não ta aqui, mas tem uma trilha na mata não é de um Walker mas pode também não ser deles.
_Acho que devemos ir nessa trilha, se não der em nada voltamos pra estrada. Que acha?
_Vamos.
Entramos na mata seguindo as pegadas deixadas no solo úmido, eram pequenas so podiam ser de uma mulher, de Anna talvez. Continuamos caminhando ela devia estar correndo eram passadas largas e sem muita precisão, estava assustada. Chegamos a um barranco a noite já se anunciava. Encontrei um pedaço de madeira banhado em sangue fresco. Havia mais duas pegadas diferentes no local e muitas outras pegadas arrastadas de Walkers. Certamente era Anna quem fugira pela mata e aqui reencontrou o babaca do Hankins e a idiota que havia me acertado aquela tarde na prisão.
Continuamos seguindo a trilha, havia algumas gotas de sangue pelo caminho. Rick chamou a minha atenção para uma luz que vinha do longe, parecia uma fogueira. Caminhamos lentamente até o local. Ficamos escondidos entre o mato era Hankins e Samantha, fiquei aliviado eu encontrara Anna.
Empunhei a besta e Rick fez o mesmo com sua pistola. Ele assentiu com a cabeça e eu fui a frente, Sam apontou imediatamente a semi metralhadora que ela carregava na minha direção.
_Anna! Gritei.
Hankis apontou a sua Glock pra minha cabeça e Rick fez o mesmo na direção dele.
_Não queremos que ninguém morra aqui, só viemos buscar a Anna e vamos embora – Disse Rick tentando aliviar as coisas.
_Cadê ela? Anna! Gritei novamente sem resposta.
_Ela não esta com a gente, disse Sam abaixando a sua arma.
_O que esta fazendo Sam, atira nele! Gritou Hankins.
_Abaixa você isso Hankins, eles podem nos ajudar a encontra-la, Seu idiota!
Hankins baixou a arma e Rick fez o mesmo, eu ainda não me sentia seguro pra fazer isso.
_Como assim encontra-la? ela não esta com vocês? Perguntei irritado.
_Não ela se perdeu no meio de um ataque, eu consegui seguir uma trilha ate aqui perto achando que era ela, mas depois haviam tantas pegadas que eu não consegui mais seguir.
Abaixei a besta, se não foram eles que a ajudaram ela devia estar com outras pessoas e ferida.
Comecei a me afastar voltando pra trilha.
_Vamos Rick, vamos acha-la.
_Vocês não vão a lugar algum estão pensando que vou permitir que levem a minha filha!
Disse Hankins empunhando a arma novamente.
_Hankins abaixa isso! Prefere sua filha perdida numa floresta cheia de walkers? Disse Samantha tentando controla-lo
_Estamos indo. Disse Rick caminhando na minha direçao
_Se procurarmos ela juntos teremos mais chances. Disse Sam retirando a arma das mãos de Hankins.
_Acho melhor cada um seguir o seu caminho Sam ou esses dois vão acabar se matando. Disse Rick enquanto me seguia mata adentro.
“Hankins era um babaca idiota, como poder perder a Anna tão rápido? Ela estava perdida, provavelmente com pessoas estranhas e ferida. A escuridão já tomava conta da floresta eu devia ter trazido a porra de uma lanterna, não dava pra enxergar nada”
_Daryl acho melhor a gente esperar o dia amanhecer, não da pra ver dada.
Por mais que eu queresse continuar a busca, naquela escuridão eu ia acabar perdendo a trilha. Nos paramos e acendemos uma fogueira.
POV CRISTHIAN TURNER
O dia amanheceu, levantei da cama e caminhei até o outro cômodo a garota ainda dormia e Liv estava la fora na vigia. Acendi a lareira, apesar de a neve ter parado de cair ainda fazia muito frio. Coloquei um pouco de água esquentar no tripé sob o fogo. Um café quente ajudaria a nos aquecer e a curar a ressaca que a garota provavelmente acordaria.
Fazia meses que Liv e eu viajamos cada vez mais pra dentro do país, Los Angeles havia se tornado um inferno passamos quase dois meses trancados dentro de um prédio, porque a rua estava infestada de walkers. Foram tempos difíceis, quando a comida acabou tivemos que caçar os ratos pra sobreviver por mais algum tempo. Por sorte somos sobreviventes desde crianças, nosso pai morreu alguns meses depois do nascimento de Liv quando tentava roubar um ponto de vendas de drogas de um traficante. Nossa mãe se virou como pode pra nos criar, ela chegou a ter 3 empregos de uma vez, quando eu tinha 13 anos e Liv apenas 7 ela também fora assassinada na boate em que trabalhava durante a noite. Liv e Eu passamos o resto da nossa infância e adolescência entrando e saindo de lares provisórios, abrigos e casas pra menores infratores. Quando completei dezoito anos e me vi nas ruas acabei seguindo pelos mesmos passos do meu pai, em pouco tempo tinha juntado uma boa grana com a venda de êxtase e heroína. Consegui a guarda de Liv e tentei faze-la estudar e ir pra faculdade, mas ela carregava os genes dos Turner, vivia se metendo em confusão e com 19 anos foi presa com o namorado por cúmplice em um sequestro, ela passou quase dois anos do Centro de detenção feminina de LA. Quando ela saiu estava ainda mais louca do que de costume e resolvi que era melhor mante-la fazendo merda perto de mim a colocando nos negócios da família. A grana entrava fácil, éramos jovens, tínhamos uma bela cobertura em Los Angeles, alguns pontos de drogas perto as grandes boates da cidade, cerca de 10 pessoas trabalhando pra gente. Nossa vida se dividia em duas coisas trabalho e a busca incessante por tudo que pudesse nos dar prazer. Quando não estávamos cuidando dos negócios e mantendo nossos empregados sob controle muitas vezes com meios nada éticos, entravamos e saiamos de festas perdidos nas noites de LA, muita bebida, sexo, carros de luxo. Gastavamos praticamente tudo que ganhávamos e nisso acabamos por contrair uma divida enorme com nosso fornecedor boliviano e ele ofereceu quinhentos mil dólares pela nossa cabeça. Passamos meses nos escondendo entre os guetos de LA, tendo que nos livrar de um matador por dia. E nisso a polícia também começou a nos procurar. Então não sentimos muita diferença quando os Errantes começaram a andar por ai, já estávamos acostumados a ser caçados e a sobreviver a isso.
Terminei de passar o café, quando olhei pro colchão a garota estava sentada com as mãos na cabeça, provavelmente estava doendo muito.
“A primeira ressaca é a pior” pensei.
_Quer café? Vai ajudar com a dor de cabeça. Falei entregando-lhe uma xícara.
_Obrigada, eu nunca mais vou beber!
_É o que todo mundo diz depois de um porre, mas sempre vem outros. Qual o seu nome mesmo?
_Anna Han... Dixon. Disse ela com as buchechas coradas.
_Anna HAN DIXON? Que nome estranho. Bom deixa pra lá meu nome é Cristhian Turner. Vou te levar até a estrada onde se separou do seu grupo. E ai vai estar por sua conta certo?
_Tudo bem.
Achei que ela imploraria pra ficar conosco, geralmente era isso que faziam os andarilhos que encontrávamos pelo caminho. Na verdade fazia tempo que não encontrávamos ninguém apenas aqueles cabeças ocas nojentos, eu já estava pensando que havia sobrado apenas eu e a Liv.
_ Acha que consegue andar?
_Consigo sim quase não sinto mais dor.
_Ótimo. Come esses biscoitos.
Entreguei um pacote com biscoitos recheados, os preferidos da Liv ela ia me matar quando soubesse que eu os dei pra aquela estranha. Afastei-me um pouco sentando na mesa e afiando as minhas facas. Fiquei observando disfarçadamente Anna comer lentamente os biscoitos.
“Liv estava certa ela era bonita um pouco magra demais mas quem não estava?”
Ela terminou de comer e eu entreguei-lhe uma faca.
_Vai precisar.
_Obrigada.
_Vamos?
_Vamos. disse ela levantando.
Saímos liv dormia em uma cadeira do lado de fora próxima a porta.
_Bela guarda você é enh liv. Gritei no ouvido dela fazendo com que acordasse dando um salto da cadeira.
_Vai se fuder Cris quase me mata de susto seu retardado!
Eu dei risada e Anna esboçou um leve sorriso da reação de minha irmã.
_Vou leva-la até a estrada. Fica de olho em tudo e vê se não dorme!
_Tomara que um Walker coma seu pau seu infeliz! Gritou ela enraivecida.
Sai dando risada da boca suja de Liv.
Liv e Cristhian Turner
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