Apocalipse - O Livro Dos Mortos

29 Ep29 - Murder without guilt?


Notas iniciais
Mais um cap!!!! espero que gostem!
Elogio e críticas sao bem vindos! Nao deixe de comentar! bjusss

POV HAROLD HANKINS

Samantha falava algo na minha frente mais eu não conseguia entender, minha mente só pensava na minha filha, eu não podia deixar que aquilo continuasse. Só de lembrar daquele homem grotesco a beijando meu sangue fervia. As palavras do capitão Kruster ressoaram na minha mente.
Já chega, quer saber o que aconteceu com sua filhinha? Só existem esses destinos pra ela nesse mundo, foi morta e devorada pelos infectado, estuprada e assassinada por qualquer andarilho, ou quem sabe esteja se prostituindo pra alguns assassinos pra poder comer, é isso que acontece com garotas sozinhas e que não sabem se defender Dr! E mais uma coisa não importa o que aconteceu, ela ainda te odeia.’

_Hankins você ouviu o que falei?
_Desculpe Sam, eu não escutei nada.
_ Eu vou com o Rick até a cidade, ele vai me ajudar a arranjar um carro pra nós seguirmos a Portland. Precisava fazer todo esse circo?
_Estão abusando da minha filha e você quer que eu fique calado?
_Anna não é nehuma criancinha e aliás ela foi atrás de quem? Para pra pensa ta agindo como idiota!Querem que nós vamos embora ainda hoje!
_E a Anna?
_Não vamos conseguir leva-la a força é perigoso demais. Ela esta viva e bem vai ter que se contentar com isso Hankins.
_Quando for a cidade vai até a farmácia e pegue algumas doses de sedativo se não tiver pode pegar calmantes que eu dou um jeito.
_Não Hankins eu não vou fazer isso.
_Ela é minha filha, eu não vou deixa-la com essa gente. Com o tempo ela vai me entender.
_ E quer atravessar mais de 2000km com ela desacordada? A estrada é perigosa e deve estar cheia de Walkers, se os meus homens atentos o tempo todo morreram imagina mantendo ela dopada. É loucura demais. Além disso eles jamais nos deixariam sair daqui levando ela contra a vontade. Rick me disse isso hoje cedo.
_ Eles não podem me impedir de leva-la ela é minha.
_Ela não é uma criança Hankins, e ela não quer ficar com você. Tenta não fazer mais besteira até eu voltar.
_É melhor que ele vá com a gente, não vou deixar que ele e o Daryl se matem. – disse Rick.
_Como pode permitir isso sendo um policial?
_ Daryl não forçou ela a nada se é isso que ta preocupado, e se quer saber não teria a encontrado viva se ele não a tivesse salvo. Vou pegar algumas armas e a gente vai.
Saimos alguns minutos depois, eu ainda estava furioso com aquela situação, eu levaria Anna comigo eles teriam que me matar pra me impedir.
Rodamos pela estrada por algum tempo até uma pequena cidade, havia alguns errantes caminhando na nossa direção. Rick e Samantha avançaram na direção do grupo. Sam era uma guerreira nata, ela se movimentava se esgueirando entre os Errantes usando sua faca muito bem afiada para perfurar o crânio das criaturas. Rick também era habilidoso em matar pensei.
Aproveitei a distração deles e me afastei procurando uma farmácia, eu levaria Anna comigo com ou sem seu consentimento ela era minha filha, minha. Um dia ela me agradeceria por livra-la daquele homem asqueroso. Anna estava mentalmente perturbada, síndrome de Estocolmo onde a vitima se liga afetivamente ao agressor pra se sentir segura, era isso que ela tinha e eu iria liberta-la.
Caminhei pelas ruas da cidade deserta encontrei uma drogaria, estava arrombada e todas as prateleiras bagunçadas. Comecei a vasculhar encontrei algumas pílulas pra dormir mas nenhum sedativo. Aquelas pílulas não durariam a viagem toda, mas eram suficientes pra que pudéssemos nos afastar.
Havia um errante no lado de fora da farmácia, mirei na cabeça dele e disparei acertando – o em cheio.
‘Estava ficando bom naquilo’ pensei
Caminhei na direção da porta e fui atacado por outro errante que me derrubou no chão, comecei a lutar tentando evitar a sua mordida mortal, cosegui efetuar o disparo que dilacerou metade da cabeça dele. Levantei e olhei o corpo estirado sob meus pés, um frasco me chamou a atenção. Eu o peguei e sorri, Anna viria comigo por livre e espontânea vontade.

POV RICK GRIMES


_Droga aonde aquele cara se meteu?
_Eu acho que sei, ele quer dopar a Anna pra leva-la conosco. Disse Samantha fitando-me.
Samantha era uma mulher realmente admirável, apesar do pouco tempo em que passamos juntos eu já percebia que ela era dotada de uma personalidade e sinceridade única.
_Não vou deixar que façam isso.
_Eu sei, mas ela é filha dele. Ele ta louco atrás dela desde que ela sumiu, se fosse um dos seus filhos como agiria? Não ia querer te-los por perto?
_São situações muito diferentes, eu nunca injetei um vírus mortal neles.
_ Hankins estava tentando encontrar a cura acha que pessoas não morreram pra descobrir a penicilina, os coquetéis de AIDS, vacinas e etc...? É um sacrifício para salvar milhares de pessoas.
_Um assassinato sem culpa?
_Rick você é um cara inteligente acho melhor não comprar essa briga, Hankins tem muita influencia na base, ou acha que sairíamos de lá pra procurar uma garota por pura bondade? Assim que chegarmos ele vai fazer que organizem outro grupo e vai conseguir e garanto que não serão amigáveis, então deixa a gente leva-la.
_Pra vocês a matarem nos testes?
_Hankins ta muito arrependido ele só a quer por perto.
_Acredita mesmo nisso? Talvez eu esteja enganado, mas acho que o Hankins não passa de um belo filho da puta, já conheci homens como ele obcecados e dissimulados são capazes de fazer qualquer coisa pra conseguir o que querem.
_Exatamente por isso que Anna deve ir com a gente, você tem a sua família e os seus amigos pra proteger. Acha que vale a pena arriscar a vida deles?
_Não é simples assim, Anna nos ajudou ela arriscou a vida dela pelo grupo e quase morreu. E tem o Daryl... Acho melhor irmos atrás do Dr antes que ele seja devorado por algum errante.
Começamos a caminhar em direção a farmácia segundo Samantha, Hankins estaria lá. Eu teria que tomar uma decisão sobre aquilo, enfrentar um grupo treinado era loucura provavelmente acabaríamos mortos. Eu vi o que o exercito fez naquele hospital matando todas aquelas pessoas eles não poupariam ninguém nem mesmo Carl ou Judith. E havia Daryl ele devia estar gostando realmente de Anna pra se envolver daquele jeito com ela. Eu nunca havia o visto agir daquela forma com ninguém, nem mesmo com Carol com quem em alguns momentos notei alguns gestos de afeição entre eles.
Chegamos a farmácia, havia dois errantes mortos, mas nenhum sinal de Hankins.
_Acho melhor nos separarmos pra tentar encontra-lo mais rápido. Disse Samantha.
_Ele não deve ter ido longe eu vou ate a rua de baixo se não me engano tem uma drogaria. Da uma olhada nesse quarteirão. Nos encontramos no carro.
Ela acenou com a cabeça concordando, eu sai da drogaria e me dirigi a outra rua, havia muitos carros parados com corpos multilados avistei Hankins olhando um dos carros eu o coloquei na mira da minha arma, era uma maneira fácil de terminar com tudo aquilo um apertão do gatilho e estaria acabado.

‘ O que eu estou me tornando’ pensei
Eu não era um assassino, guardei a arma de volta na cintura e fui ao encontro dele.