Apocalipse - O Livro Dos Mortos
30 Ep30- Maturidade
Notas iniciais
POV ANNA HANKINS
Subi na torre atrás do Daryl, ele estava sentado confeccionando uma flecha, acho que aquilo funcionava como uma terapia pra ele ultimamente.
_Daryl, disse me agachando na frente dele.
_O que você quer? Disse ele rispidamente aparentando ainda estar muito irritado.
Aproximei meus lábios dos dele e ele virou o rosto recusando o meu beijo.
_Eles vão embora. Não liga pro que meu pai disse ele é um idiota.
_Acho que eu ligo? Conheço bem homens como ele...O que acontece é que ele não ta de todo errado, se os mortos tivessem continuado mortos nos jamais teríamos nos conhecido, e mesmo que por algum tropeço nos encontrássemos por ai, fala sério acha que você olharia pra mim ou eu pra você?
_Eu não sei, a única coisa que eu sei é que foi assim que aconteceu e não temos que nos sentir culpados por isso. Não estamos fazendo mal a ninguém! Ele não tem o direito de decidir por mim. Não faz isso ta?
_Isso o que?
_Usar o meu pai como desculpa pra desistir da gente. Eu vou ver a Judith.
Entrei na prisão, Carl embalava Judith tentando controlar seu choro. Peguei-a nos braços e encostei a sua cabeça no meu ombro deixando seu copo colado no meu, eu adorava o cheirinho gostoso que Judith exalava.
_É verdade o que seu pai falou não é? Perguntou Carl com um olhar tristonho.
_Você ouviu? Olha meu pai é um idiota, nos vamos cuidar dela não vamos que nada aconteça ok?
_Ok, vou ajudar a Carol na cerca.
Disse ele se afastando em direção ao pátio.
Com certeza todos ouviram a discussão que eu tive com meu pai e depois a briga dele com Daryl, deviam estar contando os minutos pra que fosse embora. Eu estaria mentindo se disse-se que estava feliz com a partida dele, provavelmente eu nunca mais o veria mas me sentia aliviada por isso. Papai jamais se encaixaria naquele grupo a soberba dele não permitiria que isso acontecesse.
Preparei o jantar cedo e levei ao jovem soldado ferido.
_Obrigada. Você é muito gentil. Disse ele.
_De nada.
_Ninguém na base acreditava que você estava viva só o seu pai, devia dar uma chance a ele.
_Eu já dei, e ele não aproveitou só tornou as coisas piores como esta fazendo agora.
Vi Rick adentrar a prisão seguido por Sam e papai. Ele me chamou e eu fui ao encontro dele.
_Filha, por favor me escute você esta doente isso que você acha que sente por aquele homem grotesco não existe meu amor, é só uma maneira que a sua mente descobriu pra se defender. Eu sou seu pai só quero seu bem.
_ Porque não consegue respeitar a minha decisão? Eu não sou ma criança sei muito bem o que eu quero. Respondi calmamente tentando convence-lo.
_Eles vão amanha de manhã, a noite já esta chegando. Preciso conversar com você vamos la no pátio. Disse Rick
_Que o meu pai aprontou dessa vez? Falei assim que chegamos ao pátio.
_Anna você sabe o quanto sou agradecido pelo que fez por esse grupo, em Woodbury e depois por ter salvo a Judith e cuidado dela tão bem como vem fazendo mas...
_Mas você quer que eu va embora? Não é isso?
_Eu sou líder aqui, tenho que pensar no grupo no bem estar deles entende, seu pai não vai desistir e quando chegarem a Portland ele vai voltar e agora ele sabe onde você esta. Vão vir armados e...
_Eu já entendi...
_ Eu não quero que pense que não quero você aqui pelo contrario vai fazer muita falta... Mas essa decisão esta além do meu querer entende?
_Ta tudo bem Rick, eu não me perdoaria se botasse a vida de alguém aqui em risco...Boa noite.
Caminhei na direção da torre as palavras de Rick doeram, mas eu não era boba no fundo eu sabia que eram pura verdade. Meu pai não desistiria de me levar ele voltaria com soldados e armas. E não seriam crianças armadas com tacos de madeira como foi o ataque de Woodbury, seriam soldados treinados, com armas e munição. Jamais me perdoaria se algum deles morresse por minha culpa, eu tentaria convencer meu pai pela manhã se não conseguisse teria de ir com ele pra garantir a segurança do grupo.
Meus olhos encheram de lágrimas eu tentei me controlar, eu conseguiria viver longe de Daryl? E da minha pequena Judith?
Subi na torre, Daryl ainda confeccionava flechas, eram dezenas num pequeno monte em um canto da torre.
_Ainda ta fazendo isso? Falei me aproximando.
_Podemos precisar não acha?
_ Só acho que tem coisa melhor pra fazer do que flechas. Falei retirando a blusa.
Daryl sorriu e balançou a cabeça.
_Era pra ser sexy não engraçado...
Ele se aproximou de mim e beijou-me apaixonadamente, sua língua deslizou pelo meu pescoço terminando com uma leve mordida na minha orelha. Senti suas mãos tocarem meus seios e depois deslizarem pras minhas costas retirando meu sutiã. Caminhamos em direção a cama nos beijando e livrando -nos com pressa de nossas roupas pelo caminho. Ele deitou-se sobre mim revezando entre beijos e leves mordidas no pescoço, enquanto suas mãos passeavam pelas minhas coxas e bumbum. Senti um arrepio, Daryl era maravilhoso gentil e intenso ao mesmo tempo. Ele preocupava -se em excitar cada parte do meu corpo, me levando a sensações incrivelmente deliciosas. Sua boca agora descia suavemente pelo meu ventre, ele retirou a minha calcinha com a boca e depois senti sua língua quente e úmida na minha virilha. Retrai-me sentindo um pouco de vergonha.
_Relaxa – disse ele com um sorriso safado no rosto
Sua língua vagava doce e calma pela minha vagina, depois seus dedos a penetrarem com movimentos circulares lentos. Gemi sentindo um prazer indescritível.
Suas mãos subiram pelo meu corpo apertando meu bumbum depois meus seios, ele os beijou com certo furor, senti meus mamilos até um pouco doloridos, mas estava excitada demais pra me preocupar com isso. Ele segurou minha mão e a conduziu até seu pênis ereto e rijo, a movimentei de cima pra baixo algumas vezes ele gemia e respirava fundo enquanto mordia levemente meu ombro. Ele levantou da cama e pegou uma camisinha na mochila a vestiu e subiu sobre mim num movimento veloz, abrindo as minhas pernas e ficando entre elas, me penetrou com força entrando totalmente dentro de mim. Soltei um gemido alto e cravei as unhas nas suas costas. Ele se movimentava num vai e vem rápido nossa respiração tornou-se ofegante em questão de segundos. Eu o empurrei subindo sobre ele, que respondeu com um sorriso aprovando a minha iniciativa. As suas mãos seguravam meus quadris me auxiliando na cavalgada, eu podia ver o prazer estampado no seu rosto e aquilo me deixava ainda mais excitada tornando meus movimentos mais vigorosos. Foram alguns minutos e senti aquela contração e o relaxamento prazeroso do orgasmo, caindo exausta sobre o corpo dele.
_ Anna só mais um pouco vamos – implorou ele ofegante.
_Eu to exausta respondi.
Ele inverteu nossas posições me deixando sob seu corpo, o meu ainda estava estremecido e entregue, mas Daryl ainda não chegara ao clímax. Cruzei minhas pernas sob suas costas enquanto ele continuava a entrar com força e movimentos cada vez mais acelerados. Ele segurava os meus seios, senti um apertão forte neles seguido de um gemido alto de Daryl depois seu corpo debruçar-se sobre o meu. Beijando levemente meu pescoço.
_Eu te amo, e você ta virando uma safada.. _ disse ele sorrindo.
Nos abraçamos alguns minutos depois percebi que ele dormia tranquilamente.
Lembrei-me que aquela seria nossa ultima noite juntos, comecei a chorar baixinho pra evitar que ele acorda-se. Rick estava certo, era perigoso demais eu fica ali com meu pai naquele estado psicótico, não queria que ninguém se machucasse. Eu não poderia contar a verdade a Daryl, ele não entenderia provavelmente ficaria furioso com Rick por ter me sugerido partir. Sentia meu peito dilacerado ao pensar que amanhã iria deixa-lo, eu o amava tanto. Tinha tanto medo de não vê-lo nunca mais. Mas eu precisava fazer aquilo pelo bem dele e dos outros, seria muito pior vê-lo levando um tiro dos militares. Não isso eu não aguentaria, não poderia viver sabendo que causei a morte do homem que eu amava.
POV DARYL DIXON
Acordei com Anna passeando com os dedos nas minhas costas, um toque suave e delicado eu não conseguia entender o fascínio que ela exercia sobre mim. Eu pensava e dizia coisas a ela que jamais me imaginei fazendo a mulher alguma. Virei-me pra ela seus olhos estavam vermelhos e um pouco inchados
‘Cai no sono depois de tranzamos e não percebi o seu pranto?’
_O que foi? Perguntei acariciando seu rosto.
_ Eu não sei como te dizer isso, disse ela sentando encostada a parede e puxando o cobertor pra esconder sua nudez.
_Que foi eu te machuquei?
‘Talvez eu tenha sido um pouco intenso demais durante a noite.’ Pensei
_Não foi maravilhoso, é que... o meu pai eu...
_Eu sei ele é um babaca! mas é seu pai e ta triste porque vai embora hoje? Isso?
_Eu vou com eles.
_O que? Como assim vai com eles?
_ Eu preciso.
_Precisa? Precisa por quê? Até ontem você dizia que não iria com ele nem morta! Ta doida?
_Daryl eu te amo, mas eu preciso ir, por favor, entenda.
_Precisa por quê?
_Por que... Eu pensei bem, ele é meu pai, sou a única pessoa que sobrou pra ele se eu não for ele vai ficar arrasado.
Eu levantei da cama e comecei a me vestir, eu não podia acreditar no que ela me dizia, estava confuso e eu cheio de raiva. Hankins podia ser o pai dela, mas era um babaca, idiota e possessivo. Ele ia ficar arrasado? E quanto a mim eu passei por cima de tudo que eu acreditava pra ficar com ela, como ela podia me descartar daquele jeito?
_Desculpa eu juro que ...
_Jura o que? Você não passa de uma garota mimada idiota! Quer voltar pro papai? Pra ele te fazer de rato de laboratório de novo? Vai em frente! Eu não me importo!
_Daryl... me escuta acha que se eu tivesse escolha eu não preferiria ficar aqui com você, Judith e os outros?
_Você tem escolha Anna, só que você prefere o seu maravilhoso papai. O dia ta amanhecendo melhor se apressar não acha sua vadia!
Ela se enrolou no cobertor e caminhou na minha direção, as lagrimas escorriam pelo seu rosto.
_Daryl! Não fala assim você não entende que se eu não ir...
_ Eu já entendi muito bem Anna, pode ficar tranquila vou sentir falta de você na minha cama só isso.
Anna me deu um forte bofetão no rosto. Ela me faria falta, só de pensar em ficar longe dela sentia um nó na garganta e um aperto no peito, mas meu orgulho jamais me faria admitir isso ainda mais pelo fato de ela estar me abandonando. Porque eu estava tão surpreso? Eu sabia que cedo ou tarde esse dia chegaria.
Ela vestiu-se rapidamente e eu fiquei observando os zumbis que empurravam as cercas, tentado me controlar pra não descer lá em baixo e matar aquele desgraçado que ia leva-la embora. Anna desceu as escadas rapidamente. Eu permaneci parado olhando pro portão, aguardando o momento em que ela sairia por eles e eu a perderia pra sempre.
Notas finais
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