Apocalipse - O Livro Dos Mortos
23 Ep23 - O preço da vida
Notas iniciais
E Aproveito pra covidar a ler minha nova fanfic
http://fanfiction.com.br/historia/340206/Apocalipse_Born_In_Hell
POV MAGGIE GREENE
Os dias que seguiram depois do ataque foram tranquilos, a neve deixava a paisagem menos aterrorizante, ela cobriu a pilha de ossos queimados que se formou do lado de fora da cerca e poucos errantes apareciam. A dor da perda do meu pai e da minha Irma parecia se acalentar e eu pude enfim voltar a rotina de sobrevivente, que se resumia em buscar mantimentos, vigiar e matar qualquer coisa ou pessoa que oferecesse perigo ao grupo. Glenn e eu estávamos mais afastados agora, na verdade desde do incidente em Woodbury nossa relação não era mais a mesma.
Anna e eu conversamos bastante agora, ela tinha o mesmo jeito doce e delicado da minha irmã, eu nunca havia reparado isso antes de Beth morrer. Estávamos sentadas na vigia, ela cantando uma canção de ninar enquanto acariciava a cabecinha do bebê que já dormia tranquilamente.
_ Foi uma loucura do Rick e da Lori, não acha? Botar uma criança tão pequena num mundo como esse? Falei olhando pra pequena Judith
_ Eu não sei, talvez sim, mas olha pra ela não parece um anjo? Quando olho pra ela sei que pode demorar, mas que um dia esse pesadelo vai acabar.
_Olha eu sei que não é da minha conta, mas que esta acontecendo entre você e o Dixon?
_ A gente se gosta as coisas não parecem tão ruins quando estamos juntos eu o amo e ele é osso duro de roer não admite, mas eu sei que ele me ama também.
_Estão tranzando?
Eu senti meu rosto aquecer com a pergunta tão direta e indiscreta de Maggie.
_ Estamos. Falei desviando o olhar meu rosto já devia estar vermelho.
_ Não precisa ficar com vergonha, sexo é a única coisa divertida pra fazer depois que os mortos resolveram caminhar por ai... Só tome cuidado pra não botar mais um anjinho nesse inferno.
_ Não se preocupe estou me cuidando.
_Ótimo, o Dixon é um cara legal, mas sei lá não espere demais dele pra não se machucar.
_ Vou levar a Judith pra dentro está frio aqui fora.
Anna não gostou nada do que eu disse pude ver isso no rosto dela, mas eu precisava dizer me preocupava com ela, lembrei-me da Beth quando se apaixonava e vinha correndo me contar dizendo que aquele era o homem da sua vida e duas semanas depois já não queria vê-lo nem pintado de ouro na sua frente. Bem Anna de certa forma parecia mais adulta do que Beth era e Daryl apesar do seu jeito grosseiro não fazia o tipo de cara que brincaria com os sentimentos de alguém só pra tranzar, talvez eu devesse ter ficado quieta.
Levantei e fui atrás da Anna, entrei na prisão Rick e Carl se preparavam pra sair em busca de mantimentos pro grupo.
_Posso ir com vocês _ ouvi Anna pedindo a Rick que vestia um colete a prova de balas.
_ Vamos em outra cidade, não sabemos como estão as coisas por lá pode ser perigoso. Disse ele
_Eu quero ajudar_ disse Anna
_ Ajuda ficando aqui, com tudo o que tem feito pela Judith e pelo grupo.
_ Por favor, você vive dizendo que temos que aprender a sobreviver sozinhos, mas eu não acho que vou aprender muito matando zumbis pela cerca.
Rick coçou a cabeça pensativo, ele sabia que Anna estava certa, já tínhamos cometido o mesmo erro com Beth achando que poderíamos protegê-la.
_Tudo bem, vista um colete e um casaco.
Ela sorriu e saiu empolgada, desde que chegou na prisão a única vez que saiu foi quando Merle executou aquele plano suicida.
Os três saíram na caminhonete logo em seguida, Daryl havia ficado na vigia durante a noite provavelmente estava dormindo na torre, e não ia gostar nada de não ver Anna ali quando acordasse.
POV ANNA HANKINS
Rick, Carl e eu saímos pelo portão com a caminhonete, ele me deu uma pistola eu definitivamente não conseguia usar uma arma maior. Eu estava eufórica com a novidade, queria ajudar o grupo com mais do que lavar roupas e cuidar da Judith, eu já tinha pedido diversas vezes pra Daryl levar-me com ele quando saísse, mas ele nunca deixava.
Viajamos pelas estradas desertas por quase duas horas, até chegar a cidade que Rick queria parecia deserta era pequena sem prédios muito altos apenas pequenas casas com gramados verdes.
_ Fiquem atentos parece tudo calmo, mas essas casas podem estar cheias de mortos-vivos ou pode haver outro grupo nessa área.
Caminhamos pelas ruas da pequena cidade até um pequeno marcado repleto de mantimentos. Carl foi à frente forçando o cadeado da porta.
_ Espera, disse Rick ta fácil demais essa comida não estaria ai se fosse tão fácil assim.
Carl parou dando alguns passos pra trás, Rick se aproximou do vidro da porta no chão havia dezenas de corpos pareciam imóveis.
_ Nossa pai deve ter uns 50 que da pra contar... e pode ter mais la pra trás
_ A porta ta trancada com cadeado por fora alguém botou eles ai pra ter certeza que ninguém ousaria roubar a comida. Precisamos dos mantimentos que tem ai, vou tentar traze-los pra fora e distrai-los pelo jeito estão a muito tempo sem comer estão fracos, e vocês dois entram e pegam o maximo que conseguirem. Sabe dirigir Anna?
_ Sei mais eu não tenho carteira.
_ Nenhum polical vai ter parar pode ter certeza. Pega o carro e trás pra cá deixa bem perto eu vou tentar achar uma moto ou bicicleta pra poder escapar deles. Carl você fica de olho até eu voltar se vir algum grupo de um disparo pra nos avisar certo?
_Ok mas que idiotas eles mesmos teriam o maior trabalho pra tirar a comida dali — disse o menino.
Andei até o carro, fazia tanto tempo que eu não pegava em um volante. Sentei-me e acelerei o carro deixando-o apagar logo em seguida. Respirei fundo e tentei novamente, meus pés pareciam sem coordenação entre os pedais, mas consegui leva-lo ate a frente do mercadinho.
Rick voltou minutos depois com uma bicicleta e uma mochila que ele jogou sobre a parte de trás da caminhonete.
_ Vocês dois se escondam na lateral – disse ele
Rick atirou contra o cadeado na porta e tomou uma certa distâcia, e esperou. Se aproximou da porta e os corpos permaneciam imóveis, ele bateu fazendo muito barulho e nada. Abriu a porta e começou a caminhar entre os corpos.
_Podem vir, estão todos bem mortos alguém fuzilou a cabeça deles. Gritou Rick
Entrei no mercadinho seguida por Carl, um cheiro muito forte saia dos corpos em decomposição. Eles não haviam morrido ali, alguém arrastara seus corpos até o mercadinho pra tentar evitar um saque, já que ninguém seria tão corajoso ou doido como o Rick de querer enfrentar um grupo tão grande como aquele.
Tudo aquilo nos manteria por um bom tempo, aos poucos a parte de trás da caminhonete já estava repleta de comida, produtos de higiene, fraldas e muitas latas de leite pra Judith.
Carl disse que precisava encontrar uma farmácia pois Carol pediu alguns remédios que estavam faltando, Rick disse que havia uma na próxima quadra disse pra nós irmos até la com cuidado, parecia que todos ou pelo menos a maioria dos zumbis que haviam na cidade estavam no mercadinho.
Carl e eu nos dirigimos à farmácia não havia muita coisa e as prateleiras estavam completamente reviradas. Conseguimos alguns analgésicos e antibióticos eu peguei algumas caixas de pílulas lembrando-me que Maggie me falou pela manhã e coloquei na mochila. Ouvimos alguns disparos e retornamos imediatamente ao mercadinho, Rick trocava tiros com uma pequena van estacionada na frente do mercadinho.
_ Fica aqui eu vou contornar pelo outro lado, aguarde eu atirar e depois atira também assim eles vão ficar confundidos.
Concordei um pouco relutante, mas Carl era esperto e um estrategista nato como o seu pai, permaneci escondida no canto da casa até ver o Carl n telhado da casa ao lado do mercadinho começar a disparar, ele era muito bom conseguiu acertar um dos homens no primeiro tiro.
Também efetuei alguns disparos na direção da Van que fizeram os dois homens saírem de trás do veículo sendo derrubados passos a frentes pelos disparos de Carl e Rick.
Rick saiu correndo de dentro do mercadinho, enquanto Carl descia do telhado.
_ Vocês estão bem? Perguntou ele enquanto nós nos aproximávamos dele. _ Vamos sair daqui rápido podem haver mais, entrem no carro.
Nos o obedecemos ele caminhou ate os homens caídos no chão um deles ainda se movia tentando se arrastar pelo chão, vi Rick apontar a arma pra cabeça do homem efetuar mais um disparo. Fechei os olhos e baixei a cabeça, Carl percebeu me desconforto.
_ Se não os matássemos eles nos matariam sabe disso_ disse o garoto.
_ Aquele cara não oferecia mais perigo. É isso que vamos fazer pra sobreviver, matar qualquer um que cruze nosso caminho?
_ Se for preciso. Respondeu Rick me encarando através da janela.
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