Apocalipse - O Livro Dos Mortos

12 Ep 12 – Desejos Secretos


Notas iniciais
Oi gente hoje assisti o ep11 da série, até que meu cap nao ficou muito longe do que aconteceu. Bom queria agradecer aos comentários, dizer que estou sentindo falta da algumas leitoras :(, e pedir pros fantasminhas aparecerem acho que todas as autoras aqui são movidas a comentarios! então comentem sem medo, quando você apenas le sem comentar a gente fica meio perdido sem saber se a fic ta agradando ou nao.
Beijos e boa leitura...

POV DARYL DIXON

Eu já sabia o rumo que as palavras de Andreia iam tomar, ela já tinha feito a sua escolha. Caminhei ate o bosque próximo a prisão onde já tinha visto Rick ir uma vez, ele estava lá sentado olhando pro nada, me aproximei .
_ Você esta bem? Perguntei me agachando ao lado dele.
_ Estou sim Daryl, eu só quero ficar sozinho.
_ Precisamos de você, estamos só esperando os caras de Woodbury nos atacarem novamente sabe disso.
_ Eu estarei lá quando isso acontecer, mas por enquanto vocês podem se virar.
_Merda Rick! Da pra você parar de ter pena de si mesmo e pensar um pouco no grupo. Sabe muito bem que eu não sei lidar com eles, Glenn é imprudente demais, Herschel não tem uma perna e bem eu nem preciso falar nada sobre o Merle. _Gritei
_ Você não entede Daryl, nunca vai entender, eu amava Lore mais do que a mim mesmo por acaso tem ideia do que é isso? Rick chorava como uma criança, andando de um lado para o outro com a arma em punho.
_ Você ainda têm o Carl e a bravinha, se vai abandona-los nesse mundo é melhor botar uma bala na cabeça deles agora.
Virei as costas e sai sentindo muita raiva de Rick, ele tinha dois filhos pra criar num mundo onde os mortos devoravam os vivos e parecia não se importar com eles. E ainda por cima a responsabilidade sobre o grupo caia agora sobre as minhas costas, eu sempre falo o que penso doa a quem doer sou racional demais pra liderar um grupo como aquele. E ainda por cima havia Anna, precisava resolver a situação com ela, não sei como pude perder o controle pela manhã, se não fossem os tiros disparados por Andreia teríamos tranzado e as coisas ficariam ainda mais complicadas. Anna era só uma menina que nem havia terminado o colegial, não entendia o que estava acontecendo comigo eu não era o tipo de cara que tinha fantasias com adolescentes, mas com Anna era diferente, ela era a única pessoa que eu havia conhecido que conseguia ser frágil e valente ao mesmo tempo, aquele jeito de menina querendo se firmar como mulher me encantava de uma maneira inexplicável , o cheiro dela era como uma droga que me viciava mais e mais. E isso me deixava inquieto, eu precisava me afastar.
Voltei a prisão, Maggie, Glenn e Anna reforçavam as cercas. Herschel veio até mim e disse que não encontravam Merle em lugar algum. Onde teria ido aquele desgraçado, por mais que eu tentasse eu sabia que Merle nunca faria parte do grupo, a presença dele incomodava a todos eu sabia que se conseguíssemos sobreviver ao Governador e seu bando eles mandariam meu irmão embora.

No fim da tarde sentamos todos juntos para comer no bloco de celas, Merle havia chegado a algumas horas carregando alguns peixes. Rick adentrou a porta e todos voltaram os olhares pra ele.
_ Temos que arranjar mais armas e munição amanha organizaremos um grupo de busca. Disse ele sentando-se a mesa.

_ Ele vai vir aqui e vai matar todo mundo sabem disso, devíamos ter escapado ontem, agora ele já deve estar vigiando as saídas, alem do mais já varremos toda essa área, não vão encontrar munição tão fácil. Essas paredes são grossas mas ele tem homens e armas. Pode nos manter presos aqui e nos matar de fome se quiser. Disse Merle encarando Rick nos olhos.
_ Quando ele vier, vamos estar preparados e vamos mata-lo. Completou Rick

Me senti aliviado naquele momento, Rick estava de volta. Eu tentava evitar o contato com Anna durante o dia todo. Merle se afastou indo pro outro bloco, Hershel e Rick com a Bravinha nos braços se aproximaram de mim enquanto Beth cantava uma canção.
_Amanha eu vou co Glenn e Carl procurar munição. Disse Rick pra mim
_ Carl? Eu vou com vocês.

_ Carl está pronto e eu prefiro que fique aqui e vigie seu irmão, ele nos ajudou, mas não confio nele. Se aprontar alguma culparam você.

_ Tudo bem.

Fui dormir na torre como sempre,quando cheguei as lembranças da cena que se passou de manha vieram como um turbilhão na minha cabeça, tentei me distrair acertando uns zumbis que caminhavam no lado de fora, pela manha teria que buscar as minhas flechas.

_ Oi — disse Anna.
_ Nem vi você entrar, o que você quer?
_Nada, eu so queria que pedisse ao Rick pra me levar amanha pra procurar a munição.

_ Você ta doida? É perigoso vao ocupados pra ficarem cuidando de você.
_ Eu já sou bem grandinha, não preciso que ninguém cuide de mim...Jah sei atirar, Carol me ensinou a matar os zumbis com uma faca hoje.
_ E acha que atirar em latas e matar aquelas coisas através da cerca te faz uma caçadora de zumbis?
_ Não mas, eu posso ajudar.
_ Ajuda ficando aqui e não atrapalhando.
Ela se virou de costas pra mim.

_Há três meses eu tentei matar o meu pai, eu esperei que ele dormisse e roubei o cartão de acesso dele. Eu tinha muita raiva, ele só se importava com a pesquisa, queria que ele morresse. Então entrei no laboratório e destravei a porta da sala que ele guardava alguns Zumbis pra usar nos testes dele e sai correndo fechando a porta de entrada. Eu voltei pro meu quarto e aguardei. Alguns minutos antes do horário que eu sabia que ele ia ao laboratório, eu me arrependi e voltei. Abri a porta e aqueles zumbis já estavam espalhados por todos os lados, ai eu pensei que talvez fosse melhor morrer, ir pra junto da minha mãe e do meu irmãozinho, deixar meu pai sozinho sabendo que a família toda dele tava morta por culpa dele. Eu desejei isso, entrei la eles vieram na minha direção, eu senti a primeira mordida... – ela parou de falar por uns instantes ouvi os soluços dela e resolvi me aproximar, fiquei parado logo atrás dela, Anna levantou o cabelo e eu pude ver a cicatriz era visivelmente uma mordida. Era verdade? Como ela estava viva? Eu fui até a frente dela e pude ver seu rosto molhado pelas lagrimas que escorriam dos seus olhos. Ela continuou a falar
_Senti a mordida, me derrubaram no chão eu senti mais mordidas foi horrível eu gritei. Daí eu ouvi alguns disparos e vi o meu pai tirando aqueles corpos de cima de mim e depois ele segurando a minha cabeça, estava apavorado, chorava e me abraçava apertado. Depois disso eu só lembro-me de me acordar algumas horas depois, eu estava sobre a mesa do laboratório e meu pai me olhava com uma arma na mão. Ele se aproximou, me deu um beijo no rosto, disse que havia feito um antivírus há algumas semanas, mas que ainda não havia realizado testes e quando ele viu que me perderia, resolveu aplicar em mim e aparentemente tinha dado certo.
_ Então existe uma cura?
_ Não, ele aplicou em outras pessoas depois de mim, por algum motivo eu fui a única que sobrevivi e me tornei imune, os outros morreram logo depois do soro ser aplicado. Papai me disse pra não contar a ninguém, apenas o general Donalds sabia, ele achava que se a noticia se espalhasse eu acabaria me tornando um rato de laboratório, mas ele mesmo se encarregou disso, ele tirava amostras de sangue, pele, fazia testes e aplicava coisas em mim quase todos os dias, ele dizia que era pro bem de todos, mas eu odiava. E odiava ele cada dia mais acha certo alguém odiar o próprio pai? Disse ela chorando muito. Tive vontade de abraça-la, mas me segurei e voltei para a janela.
_ Alguns pais não merecem mais do que isso dos filhos, falei olhando a escuridão do pátio._Meu pai, batia na minha mãe no Merle, eu era pequeno não entedia direito o porquê, ai quando eu tinha 9 anos a minha mãe morreu e o Merle fugiu de casa uns meses depois ai ele passou me bater, eu rezava toda a noite pra que ele morresse, eu mesmo teria o matado se tido uma oportunidade.

_É verdade que estão me procurando? Disse ela ainda soluçando.
_ Merle os viu bem perto daqui, mas devem ter perdido a trilha se não já teriam chegado.
_ Vai deixar que me levem?
_ Você que ir?
_ Não.
_ Você é parte do grupo agora, não deixamos ninguém pra trás.
Ela sorriu e se aproximou de mim, me abraçou e embora todos os meus sentidos me alertassem eu correspondi o abraço dela e a segurei firme entre meus braços.
_ Não conte a ninguém ta? Se souberem ficaram me enchendo de perguntas e eu não quero mais falar disso.
_ Tudo bem.
Ela se soltou e saiu caminhando em direção a porta.

_Prometi a Beth que cuidaria de Judith essa noite, Boa noite Daryl.
Assenti com a cabeça e voltei a observar a escuridão.