Apocalipse - O Livro Dos Mortos

13 Ep 13 – A primeira noite


Notas iniciais
Oi gente! muito feliz com os comentários e tbm vi que tem novos leitores, bom sei que tinha gente esperando por esse cap! Pois ele está ai. Boa leitura a todas e espero que gostem!

POV ANNA
O dia amanhecia mais uma vez, eu estava um pouco cansada, pois Judith acordou muitas vezes durante a noite. Ela era um bebê muito bonito, tinha os olhos azuis iguais aos de Carl, pele rosada e suave parecia saída de uma propaganda de fraldas. Eu comecei a rir olhando a pequena Judith chupando seus dedinhos com vontade, devem estar deliciosos pensei.
Beth e Maggie preparavam o café, enquanto Rick, Glenn e Carl se preparavam para buscar a munição. Carol sentou-se a minha frente.
_Você tem jeito com ela. Disse ela pegando as mãozinhas de Judith
_ Eu tinha um irmãozinho e ajudava a minha mãe quando ele era bebê.
_ E o que seus pais faziam?
_ A minha mãe era artista plástica ela fazia esculturas ela tinha um ateliê em casa o meu pai...Ele trabalhava num laboratório.
_ Hum típica família americana então? Aposto que tinham um cachorro chamado Spike. Disse Carol sorrindo
_ Não meu pai é alérgico.
_ É? Ele esta vivo então?
_ Talvez, eu não sei..., vou preparar a mamadeira dela.
_ Deve ser difícil pra você, pelo jeito tinha uma vida perfeita antes disso tudo. E agora ter que se virar sozinha... disse ela me olhando
_ Eu não estou sozinha, tem todos vocês que estão sendo tão legais comigo e o Daryl...
_ Daryl não é do tipo que se apega a alguém, tente se lembrar disso.
_ Eu vou fazer a mamadeira dela, pode segura-la um pouco?
_ É claro, venha com a titia Carol minha bonequinha... Disse ela pegando a neném nos braços.

Passamos parte do dia montando barricadas sob as cercas e matando os zumbis que se acumulavam no lado de fora, Maggie disse que deveríamos deixar alguns andando pois evitava que saqueadores se aproximassem da prisão. Daryl me pediu que procurasse alguns gravetos, pois ele precisava fazer mais flechas. Recolhi uma boa quantidade que eu achava que serviriam como flechas e fui levar pra ele na torre, nas escadas pude ouvir as vozes dele e de Carol conversando. Quando cheguei a porta os dois riam olhando um pro outro, senti um nó na garganta seguida de um aperto no peito, eu notara que Carol olhava de uma maneira diferente pra Daryl, e isso me deixava muito incomodada.
_ Estão aqui seus gravetos. — falei jogando-os com força em cima da pequena mesa ao lado da porta._ E da próxima vez junte você não sou sua empregada. Disse virando as costas, enquanto fui descendo as escadas pude ouvir Carol perguntar o que havida dado em mim e Daryl responder deve ser coisa de vocês mulheres. Eu voltei para o bloco irritada, era fácil notar que Carol sentia algo por ele mas será que ele correspondia? E aquele momento que tivemos no dia anterior teria sido só uma diversão pra ele?


Rick, Glenn e Carl voltaram no fim da tarde, encontraram pouca coisa, assim que o dia amanhecesse sairiam em direção à cidade vizinha. Sai do bloco e subi a torre onde Maggie fazia a vigia.
_ Posso ficar aqui se quiser descansar.
_ Eu vou aceitar, estou cansada e queria ficar um pouco com Glenn, amanha pode ser perigoso.
_Vi vocês brigando ontem, gosta muito dele não é?
_ Eu o amo, mas as vezes as coisas ficam difíceis.
_ Faz tempo que estão juntos? Não você e o Glenn quero dizer o grupo.
_ É faz algum tempo sim.
_ O que você acha Daryl, Carol me disse que ele não se apega muito com as pessoas. falei tentando parecer o menos interessada possível.
_ Daryl... bom ele é solitário ou pelo menos tenta ser, e arrogante as vezes e ele calado mas quando fala não pensa no que os outros vão achar, mas acho que ele se apega até demais, quando a filha da Carol sumiu e todos já estavam desistindo ele continuou procurando por ela e depois quando a Lore morreu ele não pensou duas vezes em sair daqui e encontrar leite pra neném. Está frio vou trazer um cobertor pra você.
_ Obrigada.

Maggie saiu eu fiquei sentada próxima à janela observando a escuridão, vi algumas luzes passando ao longe, parecia um helicóptero. Fiquei pensando se seriam os militares que estavam me procurando. Meu pai estaria vivo? Ou será que outros descobriram sobre mim através das suas anotações?
Ouvi um barulho subindo as escadas, pensei que devia ser Maggie com o cobertor e continuei observando o helicóptero se afastar até desparecer no horizonte. Daryl entrou carregando o cobertor.
_ Maggie me pediu pra trazer isso pra você.
_ Ta bom pode deixa ai, não to com frio agora. — falei sem desviar o olhar da janela.
_ Está frio aqui vai acabar ficando doente.
_ Pegar uma gripe com certeza é minha maior preocupação agora Daryl, porque não vai ver se Carol ta com frio?

Ele riu, devia me acha uma idiota. Olhei pra ele zangada e voltei a olhar pra escuridão. Ele se aproximou e colocou o cobertor sobre as minhas costas.
_ Seria engraçado- disse ele sorrindo
_ O que? Perguntei ainda muito brava com a cena de hoje à tarde.
_ Você sobreviver ficar imune ao vírus que causou o apocalipse e depois morrer por causa de uma pneumonia.

Nós rimos, olhamos nos olhos um do outro por alguns segundos. Ele se aproximou curvando-se sobre mim até que nossos lábios se tocaram, ele me beijava com desejo suas mãos seguravam o meu rosto. Eu levantei da cadeira e ele me abraçou firmemente contra ele.

_Eu devo estar enlouquecendo_ sussurrou ele em meu ouvido.
Daryl beijava meu pescoço, enquanto suas mãos exploravam meu corpo por debaixo da blusa. Ele retirou o colete depois a camiseta e foi abrindo os botões da minha blusa. Minha respiração se tornara ofegante, pensei se deveria contar a ele que eu era virgem ou deixar as coisas irem acontecendo sem que ele soubesse. Ele retirou a minha blusa, continuamos a nos beijar agora sentindo nossas peles se tocarem, a respiração dele também se tornara mais rápida assim como suas caricias mais atrevidas, ele me levou até a cama improvisada em um dos cantos do cômodo, me deitando levemente. Vi ele abrir os botões de sua calça e depois de deitar sobre mim, minha pele parecia queimar de desejo enquanto a boca de Daryl percorria o meu pescoço num caminho confuso até os meus seios.
_ Espera, — falei com a voz tremula. _ Eu nunca fiz isso antes
_ Tem certeza que você quer que seja agora, comigo?
_Tenho... Respondi voltando a beija-lo. Daryl aos poucos foi se livrando do que restava das minhas roupas. Nos acariciamos longamente, o tempo parecia correr lentamente enquanto nossos corpos buscavam um ao outro se descobrindo em cada toque. Ele moveu-se pra dentro de mim, senti dor e desconforto, as Daryl era carinhoso e cuidadoso e cada movimento, rapidamente a dor foi se transformando em um misto de sensações completamente novas pra mim. Aos poucos meus quadris já acompanhavam os dele, como se dançassem num ritmo único, o nosso ritmo e tudo se movia depressa até nossos corpos alcançarem uma explosão de prazer nos dominando e deixando tudo calmo novamente.

Notas finais
E ai quem gostou? ou nao? :)Espero vocês nos comentarios!