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78 Capítulo 78 - Alguém pra ajudar.
Notas iniciais
Mas hoje quando abri minha página vi uma recomendação! Ai, fiquei tão feliz! Obrigada Suzanne >.< .... amei cada palavra que você escreveu! ;))
Tive que retirar uma parte que a fofa da ThaTha me mostrou q eu tinha viajado...
Vou ter que jogar essa parte lá pra trás no capítulo 75, mas já vou tirar daqui agora!!
POV MARTIN
“ Daniel me falou pra pegar as cartas e levar o anel. Mas o que fazer primeiro? Resolvi levar as cartas.
Assim que levaram Daniel fui pegar as caixas com as cartas que comprovavam o envolvimento de Demétrius na morte do fazendeiro, quando ainda era vivo. Tínhamos decidido guardar as cartas no quarto do Pedrinho porque ali as chances de se encontrar alguma coisa era zero. E na edícula ou no quarto da Julie ia ficar muito obvio. Deixei o anel escondido dentro da caixa, no mesmo lugar, junto com o endereço da Julie. Voltei pra edícula e escrevei um recado no quadro, pro Félix...
Você tem que entregar o anel pra Julie hoje, entendeu. Está guardado, você sabe onde. As outras coisas que estavam lá eu peguei. Seja discreto! Não pode esquecer! Viu! Valeu!
Aproveitei que era madrugada e saí de lá com as provas, que guardei dentro de um livro,pra não chamar a atenção quando chegasse ao mundo espectral.
Era um pouco complicado chegar com objetos lá, havia uma espécie de alfândega pra entrar. Mas dessa vez dei sorte porque a fiscal tinha sido minha ficante há tempos atrás e acho que ainda gostava de mim. Ela mal olhou para o que eu carregava. Só fez questão de me revistar muito bem. E até deu um apertão na minha bunda.
Fugi dali o mais rápido que pude porque a garota era muito atirada e ia querer me pegar daquele jeito. Hoje eu não tinha tempo nem cabeça pra pensar nisso.
Andei até um balcão de informações pra saber onde ficava o tal Tribunal. Mas aí veio a dúvida: “Será que posso confiar no pessoal de lá e entregar essas provas nas mãos de um desconhecido? Aí me lembrei da mãe do Daniel. Ela disse pra ente que trabalhava como servente.
Pedi informação de como encontrar o l ugar onde as serventes estavam e fui pra lá. Ainda faltava o fator sorte. Será que encontraria a mãe dele por lá?
Ainda bem que sempre fui uma pessoa otimista. Apesar da tensão eu tenho que manter o auto-controle porque o meu amigo, meu irmão, Daniel podia estar na pior a essa hora. E essa idéia me assustava demais.
Estava n o horário da troca de turno. Fiquei perto da entrada esperando se avistava a mãe dele. Logo vi uma delas que logo chamou a minha atenção. Muito pálida, cabelos cacheados da mesma cor dos cabelos do amigo. Os mesmos traços, jeito de andar... Corri até ela, ansioso e já bem nervoso agora. Quando ela me reconheceu sua expressão mudou por completo. Ela olhou pra mim e depois ao meu redor, procurando por ele. Senti um aperto no peito.
Ela então falou: — Pegaram o meu filho? Não é? – seus olhos brilhando de lágrimas.
– O-oi... é Sra. Carmen, não é?
– Sim! Eu avisei o Daniel, mas ele é teimoso! O que aconteceu?
– Nós temos que conversar e é muito particular. – estava sério.
– Querido, vamos conversar num local aberto, longe daqui, existem muitos espiões da PE.
Então seguimos até um jardim sossegado e nos sentamos no chão mesmo. Pelo menos não teria ninguém pra ouvir atrás da porta, nem câmeras, nem espiões por perto.
A Dona Carmem disse que logo após descobrir que o filho estava em perigo, ela entrou em contato com pessoas do bem, que ela conhecia há muito tempo. Ela pediu orientação porque queria fazer uma denúncia mas estava com medo. Ficou sabendo que ali ninguém acataria uma denúncia contra o chefe, Demétrius. Se ela fizesse isso poderia ser presa. Até que alguém lhe indicou uma doutora acima de qualquer suspeita. Ela fazia parte de uma polícia especial, que até o Demétrius temia. Mas ela não pôde denunciá-lo, porque não tinha provas.
Martin falou com a senhora, que o encarava impaciente.
– Eu não tenho tempo de usar meias-palavras, a senhora me desculpe. Mas o tempo é curto. Eu preciso falar com alguém confiável. É urgente. O Daniel está correndo um risco muito grande. Na verdade, eu também. Eles vão acabar me pegando. O Demétrius nos odeia, mas principalmente o Daniel.
Vi que ela ficou muito preocupada, mas não deu o braço a torcer. Era mãe do Daniel mesmo.
– Vamos esperar o dia amanhecer e então nós dois iremos até essa doutora. Bom, e também acho que você deve ficar lá na minha casa, é mais seguro.
(Fim do pov Martin)
Era manhã de quarta-feira, pra Julie uma manhã completamente diferente. Feliz por ter conseguido fazer a mãe entender o que estava acontecendo, ela acordou com um sorriso. Já sentia saudade do Daniel e um sorriso bobo apareceu em seu rosto. Hoje ela sairia com sua mãe pra conversarem. Ainda faltava falar sobre a banda.
“Opa! Sobre a banda me faz lembrar que a Bia ia fechar a participação da banda no concurso da TV.” – ela se lembra. Isso estava tão distante! Depois que conversasse com sua mãe ela entraria na internet pra tentar falar com a amiga. Ah! E precisava pedir pra sua mãe liberar a internet antes. Tinha se esquecido de que este era um dos piores castigos que o seu pai tinha inventado.
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Martin se vestiu com um casaco que a Sra. Carmem lhe emprestou. Tirou as cartas de dentro do livro e colocou-as no bolso. — E pensar que tudo isso acabaria assim, por causa de uma garota... – Martin pensou alto. – Por acaso a senhora já conhecia a Clarisse quando o Daniel ficava com ela, antes de morrer?
– Não! Eu infelizmente perdi todo o contato com o Daniel quando ele tinha 13 anos. Eles namoravam?
– Eu também queria saber isso! Acho que ela acredita que sim. Porque eu só lembro que eles eram muito amigos. Ela fingiu ser outra pessoa pra se aproximar do Daniel. E agora sumiu com ele. Na época em que ainda estudávamos, lembro que eles eram muito amigos e sei que rolava alguma coisa. Mas ele nunca admitiu pra ninguém.
As horas custaram a passar até que a rotina começasse no mundo espectral. Dona Carmem, mãe do Daniel, recomendava a Martin ser discreto, só falar mesmo quando a doutora pedisse e não confiasse em ninguém lá.
Ela iria entrar e esperar a doutora chegar, pra falar pessoalmente. E sua roupa de servente era o disfarce perfeito para que a PE não desconfiasse dela. Uma vez lá dentro, Martin teria que ter o máximo de cuidado, porque havia espiões da PE por todo lado.
As horas passavam e a Dra. estava em audiência, nada de chegar, o cansaço e a preocupação tomavam conta da cabeça de Martin. Ele não estava sozinho ali, tinha a mãe do Daniel que fingia estar limpando, e até inventava serviços lá dentro. Mas ela também estava cansada, tinha feito turno e não tinha descansado ainda.
Nesse momento apareceram alguns guardas pelos corredores. E logo em seguida entrou a Drª que estavam aguardando. E alguns fantasmas que pareciam seus agentes foram ficando visíveis.
Ela entrou numa sala seguida por alguns seguranças. Martin já se sentia completamente ansioso.
Uma secretária falou pra um senhor que estava sentado entrar. E o homem ficou por quase 1 hora lá dentro.
Depois ela falou conosco:
– Os próximos serão os senhores.
A porta se abriu e o homem deixou a sala com ar desanimado. Ficaram um pouco apreensivos, será que conseguiriam fazer alguma coisa?
Assim que a secretária avisou que podiam entrar eles se levantaram e foram rapidamente.
A primeira impressão de Martin foi “Uau!”. Mas logo se conteve.
– Podem se sentar. Disse uma voz firme.
Era muito mais jovem do que havia pensado. Não tinha uma beleza estonteante. Era uma beleza comum, discreta. Mas tinha um olhar vivo, faiscante. Um olhar que parecia ler os pensamentos.
– Diga-me. Em que posso ajudá-los? – ela falou olhando por trás dos óculos, com seu olhar cortante.
–É que, eu preciso entregar umas cartas pra senhora. Quero fazer uma denúncia grave contra o Sr. Demétrius.
A Drª. Mariam não esboçou qualquer reação, mas seus olhos mostravam um grande interesse.
– O Sr. Martin está sugerindo o Sr. Demétrius, chefe da polícia espectral? Entendi bem?
– É é... e eu na verdade estou muito nervoso. Meu amigo, Daniel Castellamare foi levado por guardas da PE. Hoje de madrugada, eles invadiram a casa onde estamos.
A Drª tirou os óculos. Apertou seus lábios, parecendo de repente ter despertado toda sua atenção.
– Conte mais, Sr. Martin.
– É uma história meio longa. – e ele contou tudo o que sabia sobre Demétrius. Ela ouvia com atenção, fazendo algumas anotações. Destacava algumas palavras. Depois entregou as cartas para ela, que ao abrir ficou com uma expressão de espanto. Olhos muito abertos e atentos. Ela pegou seu telefone na mesa e digitou um ramal.
– Preciso do Miranda aqui. Agora!
Ela dispara:
– Onde você encontrou essas cartas?
– Ah tem uns dois meses.
– Dois meses! E por que só agora resolveu entregar? Quantos mais sabem disso?
– Eu, o Daniel e o Félix. – atravessou a porta um agente especial interrompendo o assunto.
– Miranda, quero que você veja isso pra mim, por favor. Você sabe o que fazer. – e entregou as cartas na mão dele que desapareceu.
– Ainda bem que você entregou para mim, Martin e ...
– Ela é a mãe do Daniel. Sra. Carmem. – elas se cumprimentam acenando com a cabeça.
– Porque isso envolve muitas coisas ocultas. É uma peça que se encaixa perfeitamente nas nossas investigações. E eu queria saber mais sobre o que aconteceu ontem. Daniel Castellamare é um nome que me intriga a algum tempo. Estou entendendo agora como ele consegue passar despercebido pela PE. “Como conseguiu enganar o Demétrius por tanto tempo, diante dos casos que foram arquivados sem investigação nem punição. Estranho”.
Ela estava satisfeita com a descoberta, já podia sentir que seria uma bomba no mundo espectral.
– Dra. Eu posso falar tudo o que sei, faço o que pedir. Mas, por favor, me ajude a achar o Daniel.
Ela pensou um pouco e disse:
– O Daniel tem um histórico muito interessante aqui no seu banco de dados. – ela acessou um computador. – Se vocês são amigos, acho que poderia responder algumas perguntas.
Eles assentiram. Estavam ansiosos para ajudar.
– Uma das últimas denúncias, mas curiosamente arquivadas, diz que o Daniel interferiu no destino dessa menina, a Juliana Spinelli. Ela tinha uma pessoa em seu destino, o Rafael. Nossos agentes descobriram que por causa do Daniel eles se afastaram. O senhor confirma este caso, Sr. Martin?
– Não sei te dizer. Ela viajou e lá nesse lugar as coisas não ficaram bem. Coisas estranhas aconteceram.
– Exatamente.
– Esse ‘sequestro’ tem alguma relação com as cartas que você entregou?
– Não! Não exatamente. Bom, o Daniel descobriu esse fato sobre o Demétrius.
– E começou a chantageá-lo?
– Não! Ele só ameaçou. Não vou mentir. Ele fez isso porque ele ama uma viva, e o Demétrius perseguia nossa banda, mas então descobrimos que ele próprio tinha gravado um disco quando vivo, e cantava até hoje. Ele ficou com muito ódio, tentou prender o Daniel, só que a gente já tinha descoberto a história do incêndio. Por isso, o Daniel resolveu usar isso como defesa. Ele resolveu agir de acordo com suas próprias idéias. Pra ele, nós temos uma banda de rock. Não temos que concordar com tudo o que mandam. Temos que contestar, é isso! Assim é o Daniel!
– Rebeldes! Gosto disso! Se eu obedecesse tudo sem questionar não estaria aqui hoje, não acha? – ela disse, deixando Martin e Carmen calados.
A mãe de Daniel resolve falar.
– Com licença, Dra. Mas agora eu tenho que falar uma coisa um pouco diferente. Há poucos dias, estava limpando a sala do Demétrius. E por conincidência ouvi ele falar com uma moça sobre um acordo para capturar o meu filho. Agora eu não sei onde ele está! Estou com muito medo! O que ele pode fazer?
A Dra. Ficou pensativa. Mas não respondeu. “Temo que esse caso seja mais um dos desaparecidos.”
– Calma! Essas informações foram muito importantes. E já estamos investigando tudo.
Os três ainda ficaram na sala por quase duas horas. A Drª fez tantas perguntas que os dois já estavam tontos dentro da sala.
– Depois de tudo isso, Dra. Sarah., eu tenho ainda mais certeza de que o Daniel deve estar correndo muito perigo, porque ele não tinha a menor intenção de entregar essas cartas.
– Eu também penso assim, Sr. Martin. Mas não por muito tempo. – disse cheia de mistério.
Martin e Carmen deram um sorriso pequeno, porém de alívio.
– Então nós já vamos embora... – ele diz para Dra. Sarah.
– Eu suponho que não. Vocês não sabem o risco que estão correndo por terem vindo aquil . Tenho que garantir que ficarão a salvos. São duas testemunhas-chave no caso. Infelizmente, mas para o bem de vocês, vou ter que pedir a prisão e proteção dos dois.
Martin e Carmem se olharam assustados.
– Se saírem por essa porta sozinhos, certamente não irão muito longe. Tem muitos espiões do Demétrius por toda parte. – a Dra. concluiu.
Foram levados para um lugar que nem de longe parecia uma prisão. Ficaram num quarto isolado, mas totalmente confortável. Tinha até música. Mesmo com toda a preocupação deles, foi só se encostarem num canto e caírem no sono.
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