Aperte PLAY. A história continua.
38 Capítulo 38 - O Julgamento
Notas iniciais
A caminho do tribunal espectral, Demétrius começa a provocar Daniel:
- Daniel! Eu esperava mais de você. Você foi tão estúpido!
- Fui.
- Que erro grotesco!
- É verdade.
- E agora? Onde está aquela sua arrogância?
- Não sei.
- Pegar seus amiguinhos agora vai ser fácil, fácil.
- Vai sim.
Demétrius começa a ficar irritado com as respostas monossilábicas de Daniel.
- Escuta aqui! Você sabe qual vai ser sua sentença? Quer saber?
- Não.
- Se você não fosse tão.... – Demétrius trincava os dentes. — ...tão arrogante, eu poderia aliviar um pouco as coisas pra você. Mas, não! Nem à beira da derrota você perde esse seu ar debochado.
Daniel sem olhar pra ele dá um sorriso torto, que o deixa mais irritado ainda.
- Ótimo, Daniel! Você está facilitando as coisas pra mim. Vou ter o prazer de me livrar de você pra sempre.
Chegando ao tribunal, foram direto para a sala de julgamento.
- Sr. Daniel Castellamare, o Sr. está ciente do motivo que o trouxe até aqui?
- Não.
- O Sr. tem alguma coisa a declarar?
- Eu gostaria de ficar um momento a sós com o Sr. Demétrius.
Demétrius fica um pouco contrariado com essa reação. Porém o juiz concedeu 20 minutos de pausa.
Demétrius e Daniel foram para uma sala reservada.
- Qual é o seu plano hein, Daniel? O quê é isso agora?
- Você realmente pensou que eu tinha sido tão idiota, não é? – Daniel dá um sorriso muito debochado.
- Fala logo! Pra quê você pediu essa pausa? Estou louco pra me livrar de você!
- Sim. E eu também não vejo a hora... porquê vai ser ótimo quando eu disser para o juiz que tenho como provar que foi você que mandou matar o Sr. Amâncio Pereira, mandou atearem fogo na casa dele e o queimaram vivo.
A euforia de Demétrius de repente se transformou em desespero.
Daniel continuou:
- Você me subestimou demais, sabia? Esse foi seu erro!
- Eu não sei do que você está falando, seu moleque! – disse com a cara fechada.
- Se tem uma coisa em você que me irrita, Demétrius, é essa sua prepotência! Confessa, vai! Confessa!
Nesse momento, um guarda entra na sala e os avisa que o tempo tinha acabado e eles tinham que voltar pra sala de julgamento.
Demétrius segura no braço de Daniel e diz, olhando fixamente pra ele:
- Daniel. Você não pode fazer isso!
- Claro que posso! E é isso o que vou fazer, agora.
- Não! Digo, por favor, não faça isso!
- E por que eu não faria?
- Porque eu posso te oferecer uma coisa em troca que você jamais vai conseguir de outra forma.
Daniel não estava muito interessado em acordos. Ele tinha nas mãos a chance de vencer o jogo.
Demétrius continua:
- Se você não me entregar, eu posso conseguir um jeito de mandar você e seus amigos de volta pra vida.
Ao ouvir isso, Daniel balançou. Uma chance de ficar vivo, de ter uma vida normal, de poder fazer tudo o que ele não podia, aparecer pras pessoas. E principalmente, poder ficar com a Julie e serem felizes juntos. – Você está blefando. Não tem como fazer isso!
- Não tem? Eu posso dar um jeito, se você ficar de boca fechada, claro.
- Não sei. Preciso pensar. Mas pra isso você vai ter que me pedir perdão, na frente do Tribunal. Você vai ter que dizer que eu sou inocente e que você se enganou.
“Maldito!” – pensou Demétrius. “Eu não posso deixar ele me humilhar desse jeito!”. Mas não havia outra saída, e o guarda já estava voltando pra chamá-los outra vez.
Demétrius “respirou” fundo. – Tudo bem, Daniel. Eu vou fazer o que você está me pedindo. Mas só eu posso conseguir isso pra você. Então, não seria bom me entregar.
- Escuta bem, Demétrius. Vou pensar por um tempo. E enquanto eu não te procurar, nem pense em passar no meu caminho. Você vai me deixar em paz! Caso contrário... você já sabe.
De volta à sala do julgamento, todos se sentam. O juiz reinicia a sessão.
- Sr. Demétrius. De quê o Sr. Daniel Castellamare está sendo acusado?
Demétrius com muita dificuldade consegue abrir a boca pra falar:
- Meritíssimo, eu gostaria de me desculpar mas houve um terrível engano.
Todos logo se manifestaram com espanto. “Ohhhh!”
- O Sr. Daniel Castellamare foi confundido com outra pessoa e ... eu peço que retire a acusação contra ele.
Daniel olhava pra ele, esperando que dissesse algo mais.
- E... eu peço perdão ao Sr. Daniel por te-lo feito passar todo esse mal-estar. E aos senhores presentes que me perdoem pelo descuido. Não irá se repetir.
Os dois se olham com ódio, mas Daniel com um leve ar de deboche.
- A sessão está encerrada. Este Tribunal declara que o Sr. Daniel Castellamare é inocente e nada tem a denegrir sua imagem. E aplica ao Sr. Demétrius uma pena de 1 mês de reclusão, cumprindo tarefas internas.
Daniel é conduzido até a saída, e passa por Demétrius sorridente.
Demétrius sente um grande alívio, não foi acusado. Mas a imagem de Daniel passando por ele sorrindo era insuportável.
Fale com o autor